Portos

Porto de Imbituba amplia investimentos para elevar capacidade e receber navios maiores

O Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, prepara um salto de competitividade com um amplo pacote de investimentos públicos e privados. A gestão aposta na modernização da infraestrutura para manter o ritmo de crescimento, mesmo com o avanço do futuro Porto Meridional, em Arroio do Sal (RS), que deve movimentar até 53 milhões de toneladas por ano.

O presidente do SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, afirma que a chegada do novo terminal no Litoral Norte gaúcho é vista com naturalidade e não ameaça o desempenho catarinense. Para ele, o Brasil tem espaço para múltiplos portos fortes e competitivos. Arroio do Sal fica a apenas 132 quilômetros de Criciúma e terá investimento privado estimado em R$ 6 bilhões, com obras previstas para 2026.

Investimento bilionário impulsiona obras e novos serviços

Segundo Lopes, o cenário estimula Imbituba a manter o ritmo de expansão. Entre 2025 e 2030, estão previstos R$ 300 milhões em investimentos públicos e outros R$ 630 milhões da iniciativa privada, impulsionando a geração de cerca de 2.000 empregos diretos. Hoje, 54% da economia local depende da atividade portuária.

O maior aporte da história do porto é a ampliação do Cais 3, que permitirá a atracação de navios de até 270 metros. O projeto, de R$ 95 milhões, deve ser concluído em 2027 e reduzirá praticamente pela metade o tempo médio das operações, atualmente próximo de seis dias.

Lopes destaca que a estratégia busca melhorar a eficiência operacional e fidelizar clientes, garantindo que a concorrência não comprometa a movimentação do terminal.

Meta é dobrar a capacidade de movimentação até 2027

Com localização privilegiada entre Florianópolis e Porto Alegre e acesso rápido à BR-101, o Porto de Imbituba possui capacidade interna de 457,2 mil toneladas, distribuídas em 18 armazéns cobertos, um armazém descoberto e três tanques. Os armazéns externos somam 1,2 milhão de toneladas.

Em 2024, o porto atingiu seu recorde histórico com 8,3 milhões de toneladas movimentadas, chegando a 92% de ocupação. Em 2025 e 2026, a movimentação deve ser menor devido ao andamento das obras estruturais. A expectativa é retomar o crescimento a partir de 2027, quando as ampliações dos Cais 1, 2 e 3 estarão concluídas. A meta é alcançar 16 milhões de toneladas por ano, o dobro da capacidade atual.

Principais cargas de importação e exportação

O Porto de Imbituba movimenta produtos variados e mantém forte conexão com mercados globais. Entre os itens de importação, destacam-se:

Coque: vindo dos EUA para indústrias do PR, RS, SC e SP
Sal: importado do Chile e processado em fábrica local
Fertilizantes: oriundos da China, Rússia, Irã e Arábia Saudita
Hulha betuminosa: importada da Colômbia

Nas exportações, os principais produtos são:

Coque: enviado de SP, RS e PR para Vietnã, China e Índia
Farelo de soja e milho: do MT, GO e MG para Vietnã, Irã, Nova Zelândia e Espanha
Soja e milho: embarques do MT, PR e GO para Irã, Holanda e China
Açúcar: exportado do Centro-Oeste para Canadá, Reino Unido e Itália
Madeira: enviada do interior de SC para Portugal

No segmento de contêineres, as importações são puxadas por peças automotivas, enquanto as exportações incluem produtos cerâmicos, madeira, frango e celulose. Na cabotagem, predominam cargas como cerâmica, arroz, frango e peixe.

Lopes acredita que os diferenciais do porto — como menor custo de dragagem, proximidade com a BR-101 e ligação ferroviária ao Sul catarinense — garantem a competitividade da estrutura.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Airton Fernandes/Secom

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