Transporte

BR-280 em São Francisco do Sul terá ampliação para melhorar acesso ao porto e fluxo de caminhões

O acesso ao complexo portuário de São Francisco do Sul, no Norte catarinense, vai passar por uma ampliação viária na BR-280, com a construção de novas faixas destinadas a melhorar o fluxo de caminhões. A intervenção também inclui melhorias na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, principal ligação entre a rodovia federal e a área portuária.

A iniciativa busca reduzir gargalos logísticos e facilitar a entrada e saída de veículos de carga no maior porto de Santa Catarina.

Projeto prevê ampliação de pistas e melhorias urbanas

O plano de obras contempla cerca de 1,4 mil metros de novas pistas. Desse total, aproximadamente 800 metros serão executados na BR-280, enquanto outros 600 metros serão implantados na via municipal que conecta o acesso ao porto, a partir do quilômetro zero, em frente à entrada do terminal Tesc.

A proposta tem como foco principal melhorar a fluidez do tráfego de caminhões no acesso portuário, um dos pontos mais críticos da região.

Investimento de R$ 12,5 milhões será bancado pelo próprio porto

O projeto terá investimento estimado em R$ 12,5 milhões, com recursos próprios do Porto de São Francisco do Sul. O edital de contratação das obras está previsto para ser publicado em junho.

Após o início dos trabalhos, a previsão é de que a execução seja concluída em até 10 meses, conforme o cronograma estabelecido.

Intervenção busca reduzir desgaste e custos de manutenção

Além de melhorar a mobilidade, a obra pretende diminuir os impactos causados pelo intenso fluxo de veículos pesados na região portuária, que gera desgaste acelerado do pavimento e aumenta os custos de manutenção.

Um dos trechos mais sensíveis, localizado no cruzamento da ferrovia, será pavimentado em concreto, solução adotada para ampliar a durabilidade da estrutura diante do tráfego constante de cargas.

Maior fluidez no acesso ao porto é principal objetivo

De acordo com a administração do porto, a ampliação das pistas deve garantir maior fluidez no acesso aos terminais e melhores condições de circulação para motoristas que utilizam diariamente o corredor logístico.

A expectativa é de ganhos diretos na eficiência operacional e na redução de congestionamentos na região.

Projeto tem aval de órgãos federais

O projeto executivo foi desenvolvido pelo Sindicato dos Operadores Portuários e já recebeu autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Ministério de Portos, Aeroportos e Ferrovias.

Com as liberações, a obra avança para a fase de contratação e início da execução.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Informação

Audiências públicas das concessões de rodovias em SC incluem Rio do Sul e avançam para novos lotes

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ampliou o roteiro das audiências públicas das concessões de rodovias federais em Santa Catarina, incluindo Rio do Sul entre as cidades que receberão os encontros presenciais.

As sessões também ocorrerão em Chapecó, Blumenau, Itajaí e Brasília. O Ministério dos Transportes prevê publicar os editais dos leilões em agosto, com os certames programados para novembro. Antes disso, a modelagem dos projetos ainda precisa de aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Programa prevê bilhões em investimentos em rodovias federais

As audiências vão detalhar as diretrizes do programa Rodovias Integradas de Santa Catarina, que contempla novos contratos de concessão em diferentes trechos do estado.

O Lote 1 possui 515 quilômetros de extensão, com predominância na BR-470 e trechos das BRs 153 e 282. A estimativa é de R$ 6,45 bilhões em investimentos ao longo do contrato.

Já o Lote 3 abrange 166 quilômetros, com segmentos das BRs 153, 282 e 480, na região Oeste catarinense. Nesse caso, o volume previsto de aportes é de R$ 2,82 bilhões, segundo projeções iniciais do governo federal.

Pedágio será no modelo free flow com pórticos eletrônicos

As novas concessões rodoviárias em Santa Catarina adotarão o sistema de cobrança free flow, sem praças físicas de pedágio. A tarifação será feita por meio de pórticos eletrônicos distribuídos ao longo das rodovias.

No total, estão previstos 18 pontos de cobrança nos dois lotes. Todos os trechos em discussão fazem parte de concessões inéditas, ou seja, rodovias que ainda não foram concedidas à iniciativa privada.

Atualmente, Santa Catarina já possui três concessões ativas: na BR-101 Norte, BR-101 Sul e BR-116.

Calendário das audiências públicas em SC e Brasília

As reuniões fazem parte do processo de consulta pública e têm como objetivo apresentar o projeto e ouvir contribuições da sociedade.

9 de junho – Chapecó

  • Horário: 9h
  • Local: Mogano Hotel – Avenida Fernando Machado, nº 574 E, Centro

10 de junho – Rio do Sul

  • Horário: 9h
  • Local: Jardim América Casa de Eventos – Alameda Bela Aliança, nº 578, Jardim América

11 de junho – Blumenau

  • Horário: 9h
  • Local: Hotel Himmelblau – Rua 7 de Setembro, nº 1415, Centro

12 de junho – Itajaí

  • Horário: 9h
  • Local: Sandri Palace Hotel – Avenida Sete de Setembro, nº 1675, Fazenda

16 de junho – Brasília (sessão híbrida)

  • Horário: 10h
  • Local: Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), Trecho 03, Lote 10, Projeto Orla Polo 8 – Brasília/DF

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patrick Rodrigues/NSC Total

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Transporte

Trilhos elevados em Criciúma avançam após acordo firmado em Brasília

O projeto de elevação da linha férrea em Criciúma deu um novo passo nesta terça-feira (19) durante agenda oficial em Brasília. A Prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) oficializaram o primeiro termo de cooperação técnica para dar andamento aos estudos da obra, estimada em R$ 260 milhões.

A iniciativa prevê mudanças estruturais importantes na cidade e integra um plano de longo prazo voltado à mobilidade urbana, segurança e desenvolvimento econômico da região.

Acordo marca início de nova fase do projeto

Com a assinatura do documento, técnicos do DNIT, da Prefeitura de Criciúma e da empresa responsável pelo projeto devem iniciar uma série de reuniões para aprofundar os estudos de engenharia necessários para a execução da obra.

O prefeito Vagner Espindola destacou que o projeto foi pensado para atender demandas futuras da cidade e não apenas objetivos de uma gestão específica.

Segundo ele, a proposta busca preparar Criciúma para o crescimento urbano e melhorar a circulação em áreas impactadas pela ferrovia.

Projeto prevê elevar linha férrea em até sete metros

O plano apresentado prevê a elevação dos trilhos no trecho entre o Rio Maina e a Avenida Centenário, no bairro Pinheirinho. A estrutura poderá alcançar até sete metros de altura ao longo do percurso.

A prefeitura já iniciou levantamentos técnicos e análises do solo para elaboração do projeto de engenharia, cuja conclusão está prevista para ainda este ano.

Entre os principais objetivos da obra estão:

  • reduzir os impactos da ferrovia na área urbana;
  • melhorar o fluxo da mobilidade em Criciúma;
  • criar novas conexões viárias;
  • ampliar a segurança nas proximidades dos trilhos.

Projeto inclui mudanças urbanísticas e realocação de famílias

Além das intervenções na linha férrea, o projeto também prevê ações de reorganização urbana. A administração municipal avalia a transferência de famílias que vivem próximas aos trilhos para outras áreas da cidade.

As regiões estudadas para receber os moradores incluem pontos do bairro Pinheirinho e também o Cristo Redentor.

Prefeitura quer avançar para futura licitação

A expectativa do município é acelerar as etapas técnicas para viabilizar a futura licitação da obra ainda durante o atual mandato. A proposta é considerada estratégica para modernizar a infraestrutura urbana e reduzir gargalos históricos causados pela ferrovia no município.

FONTE: 4oito
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/4oito

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Portos

Porto de Imbituba amplia investimentos para elevar capacidade e receber navios maiores

O Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, prepara um salto de competitividade com um amplo pacote de investimentos públicos e privados. A gestão aposta na modernização da infraestrutura para manter o ritmo de crescimento, mesmo com o avanço do futuro Porto Meridional, em Arroio do Sal (RS), que deve movimentar até 53 milhões de toneladas por ano.

O presidente do SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, afirma que a chegada do novo terminal no Litoral Norte gaúcho é vista com naturalidade e não ameaça o desempenho catarinense. Para ele, o Brasil tem espaço para múltiplos portos fortes e competitivos. Arroio do Sal fica a apenas 132 quilômetros de Criciúma e terá investimento privado estimado em R$ 6 bilhões, com obras previstas para 2026.

Investimento bilionário impulsiona obras e novos serviços

Segundo Lopes, o cenário estimula Imbituba a manter o ritmo de expansão. Entre 2025 e 2030, estão previstos R$ 300 milhões em investimentos públicos e outros R$ 630 milhões da iniciativa privada, impulsionando a geração de cerca de 2.000 empregos diretos. Hoje, 54% da economia local depende da atividade portuária.

O maior aporte da história do porto é a ampliação do Cais 3, que permitirá a atracação de navios de até 270 metros. O projeto, de R$ 95 milhões, deve ser concluído em 2027 e reduzirá praticamente pela metade o tempo médio das operações, atualmente próximo de seis dias.

Lopes destaca que a estratégia busca melhorar a eficiência operacional e fidelizar clientes, garantindo que a concorrência não comprometa a movimentação do terminal.

Meta é dobrar a capacidade de movimentação até 2027

Com localização privilegiada entre Florianópolis e Porto Alegre e acesso rápido à BR-101, o Porto de Imbituba possui capacidade interna de 457,2 mil toneladas, distribuídas em 18 armazéns cobertos, um armazém descoberto e três tanques. Os armazéns externos somam 1,2 milhão de toneladas.

Em 2024, o porto atingiu seu recorde histórico com 8,3 milhões de toneladas movimentadas, chegando a 92% de ocupação. Em 2025 e 2026, a movimentação deve ser menor devido ao andamento das obras estruturais. A expectativa é retomar o crescimento a partir de 2027, quando as ampliações dos Cais 1, 2 e 3 estarão concluídas. A meta é alcançar 16 milhões de toneladas por ano, o dobro da capacidade atual.

Principais cargas de importação e exportação

O Porto de Imbituba movimenta produtos variados e mantém forte conexão com mercados globais. Entre os itens de importação, destacam-se:

Coque: vindo dos EUA para indústrias do PR, RS, SC e SP
Sal: importado do Chile e processado em fábrica local
Fertilizantes: oriundos da China, Rússia, Irã e Arábia Saudita
Hulha betuminosa: importada da Colômbia

Nas exportações, os principais produtos são:

Coque: enviado de SP, RS e PR para Vietnã, China e Índia
Farelo de soja e milho: do MT, GO e MG para Vietnã, Irã, Nova Zelândia e Espanha
Soja e milho: embarques do MT, PR e GO para Irã, Holanda e China
Açúcar: exportado do Centro-Oeste para Canadá, Reino Unido e Itália
Madeira: enviada do interior de SC para Portugal

No segmento de contêineres, as importações são puxadas por peças automotivas, enquanto as exportações incluem produtos cerâmicos, madeira, frango e celulose. Na cabotagem, predominam cargas como cerâmica, arroz, frango e peixe.

Lopes acredita que os diferenciais do porto — como menor custo de dragagem, proximidade com a BR-101 e ligação ferroviária ao Sul catarinense — garantem a competitividade da estrutura.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Airton Fernandes/Secom

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Logística

Infraestrutura de SC exige investimento de R$ 57 bilhões até 2029, aponta FIESC

Santa Catarina precisará de R$ 57 bilhões em investimentos até 2029 para que sua infraestrutura de transportes acompanhe o ritmo da indústria catarinense. A estimativa faz parte da nova Agenda Estratégica para Infraestrutura e Transporte, divulgada nesta terça-feira (2) pela FIESC. O documento reúne diagnósticos por modal e lista as obras prioritárias para garantir competitividade ao estado. Do total previsto, 75% dos recursos devem vir da iniciativa privada.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, afirma que o desafio é significativo diante da limitação orçamentária — especialmente em projetos que dependem de verbas federais. Segundo ele, ampliar a infraestrutura é essencial para destravar o desenvolvimento estadual. “É preciso mobilizar sociedade, setor produtivo e representantes políticos para garantir mais eficiência logística e fortalecer a geração de emprego, renda e competitividade”, destacou.

Onde estão as maiores necessidades de investimento
O modal rodoviário concentra a maior fatia da demanda, somando R$ 40,2 bilhões. Veja a estimativa por setor:

  • Rodoviário: R$ 40,2 bilhões
  • Ferroviário: R$ 9,9 bilhões
  • Aquaviário: R$ 4,89 bilhões
  • Dutoviário: R$ 873,1 milhões
  • Aeroviário: R$ 991,9 milhões

A iniciativa privada, responsável por R$ 42,6 bilhões desse total, deve liderar aportes em obras como a ampliação dos Portos de Navegantes e Itapoá, concessões de rodovias (BR-101 Norte e Sul, BR-116) e melhorias em aeroportos administrados por concessionárias, como Florianópolis e Jaguaruna. Também entram no pacote PPPs de dragagem e aprofundamento, incluindo o acesso à Baía da Babitonga.

Distribuição dos investimentos:

  • Federal: R$ 6,2 bilhões
  • Estadual: R$ 7,96 bilhões
  • Municipal: R$ 194,4 milhões
  • Privado: R$ 42,6 bilhões

Obras consideradas prioritárias pela FIESC
Entre as ações mais urgentes, a FIESC destaca a conclusão das duplicações das BR-470 e BR-280, além da manutenção e aumento de capacidade das BR-282 e BR-163. A finalização da BR-285 também aparece como essencial. Para a entidade, previsibilidade orçamentária é chave para assegurar entrega dentro dos prazos.

No setor portuário, as prioridades incluem:

  • 2ª etapa da bacia de evolução e canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí
  • Recuperação e ampliação dos molhes de Imbituba
  • Aprofundamento do canal da Baía da Babitonga via PPP

O evento de lançamento apresentou ainda a atualização sobre a repactuação do contrato da BR-101 Norte, elaborada pelo consultor Lucas Trindade. A Secretaria de Portos, Aeroporto e Ferrovias também expôs projeções para o modal ferroviário, e especialistas demonstraram avanços no sistema de pedágio free flow.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Logística, Transporte

Santa Catarina acelera modernização ferroviária após contratar consultoria especializada

O governo de Santa Catarina deu um novo passo para acelerar a virada ferroviária no estado ao contratar a Fundação Escola de Governo para atuar na elaboração e orientação técnica dos projetos que irão atualizar o sistema ferroviário catarinense. O contrato, publicado no Diário Oficial na terça-feira (11), tem valor de R$ 203.657,15 e será executado em apoio à Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

Consultoria auxiliará decisões estratégicas
A instituição vai oferecer suporte técnico, participar de grupos de trabalho, colaborar na construção de planos estaduais e atuar em reuniões estratégicas. O objetivo é reforçar a capacidade da SPAF em um momento em que o estado discute temas complexos envolvendo os três modais de transporte.

Sistema Ferroviário do Estado redefine gestão e expansão
Os projetos integram o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE), criado por lei aprovada em julho pela Assembleia Legislativa. A normativa dá mais autonomia ao governo catarinense sobre os trechos existentes e abre caminho para ampliar a malha ferroviária.
A Lei 0474/2025 organiza diretrizes para o transporte ferroviário de cargas e passageiros, define o uso da infraestrutura e estabelece tipos de outorga para exploração dos serviços.

Prioridade na agenda de infraestrutura
Com o SFE, o governo estadual busca fortalecer o modal ferroviário e ampliar a integração entre o Sul, o Centro-Oeste e a malha nacional. Hoje, Santa Catarina conta com duas ferrovias em operação — ambas sob gestão federal — mas a expectativa é que o novo sistema estadual permita maior protagonismo local. As linhas atuais são:
Malha Sul, com 210 km entre Mafra e São Francisco do Sul, dedicada ao transporte de grãos;
Ferrovia Tereza Cristina, com 168 km entre Imbituba e Siderópolis, voltada ao transporte de carvão mineral e contêineres.

A SPAF afirma que o tema é tratado como prioritário, apesar do quadro reduzido de funcionários e da complexidade dos projetos em andamento. O estado segue em negociação com o governo federal sobre o futuro da Malha Sul.

Novas ferrovias em desenvolvimento
Dois grandes projetos estão em fase de elaboração em Santa Catarina:
• A ampliação da Malha Sul, com mais 62 km entre Chapecó e Correia Pinto;
• A linha que conectará os portos de Navegantes e Araquari, ligada à ferrovia federal já 70% concluída e considerada estratégica para elevar a competitividade econômica do estado.

Além desses, o governo pretende avançar em mais dois trechos previstos no planejamento do SFE:
Linha azul, conectando os portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco, com possibilidade de inclusão de Itapoá;
Linha amarela, ligando a Ferrovia Tereza Cristina ao município de Aurora, importante polo agrícola.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Ferrovia Tereza Cristina

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