Indústria

Polo Industrial de Manaus supera R$ 78 bilhões em faturamento e amplia exportações em 2026

O Polo Industrial de Manaus (PIM) encerrou os quatro primeiros meses de 2026 com faturamento de R$ 78,56 bilhões, resultado que representa avanço de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a receita alcançou R$ 75,25 bilhões.

Em moeda norte-americana, o faturamento acumulado entre janeiro e abril chegou a US$ 15,09 bilhões, conforme apontam os Indicadores de Desempenho do PIM.

Exportações avançam mais de 37%

O desempenho das exportações do Polo Industrial de Manaus também apresentou forte expansão no período. Entre janeiro e abril, as vendas ao mercado internacional somaram US$ 277,1 milhões, crescimento de 37,29% na comparação com os US$ 201,83 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025.

Somente em abril, as exportações alcançaram US$ 62,21 milhões, reforçando o aumento da participação dos produtos fabricados na região no comércio exterior.

Indústria mantém mais de 130 mil empregos

A geração de empregos segue como um dos pilares da atividade industrial na Zona Franca de Manaus. Em abril, o PIM contabilizou 129.278 trabalhadores entre funcionários efetivos, temporários e terceirizados.

Considerando o acumulado do primeiro quadrimestre, a média mensal de postos de trabalho chegou a 130.470 empregos, demonstrando estabilidade na força de trabalho do setor industrial.

Segmento de Duas Rodas lidera faturamento

Entre os principais setores da indústria local, o segmento de Duas Rodas manteve a liderança em participação no faturamento, respondendo por 20,91% do total movimentado pelo PIM até abril.

Na sequência aparecem os setores de Bens de Informática (19,62%), Eletroeletrônico (16,25%) e Químico (11,43%).

Outros segmentos com participação relevante incluem:

  • Termoplástico: 10,13%;
  • Metalúrgico: 8,87%;
  • Mecânico: 6,79%.

Setor de bebidas apresenta maior crescimento

Quando analisado o desempenho por atividade econômica, o destaque ficou para o segmento de Bebidas, que registrou expansão de 49,73% no faturamento em comparação ao primeiro quadrimestre de 2025.

O resultado evidencia a diversificação da produção industrial instalada na Zona Franca de Manaus e o fortalecimento de setores além dos tradicionais eletroeletrônicos e motocicletas.

Produção de motocicletas e celulares cresce

Entre os produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus, as motocicletas, motonetas e ciclomotos lideraram em volume de produção. No primeiro quadrimestre, foram produzidas 801.221 unidades, representando crescimento de 11,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A fabricação de telefones celulares também avançou, atingindo 3,91 milhões de unidades produzidas, alta de 7,81% na comparação anual.

Itens com maior avanço na produção

Alguns produtos apresentaram crescimento expressivo nos primeiros meses de 2026.

Os destaques foram:

  • Lâminas e cartuchos: 34,1 milhões de unidades produzidas, aumento de 41,22%;
  • Home theaters: 15.311 unidades, crescimento de 29,69%;
  • Aparelhos telefônicos, incluindo porteiros eletrônicos: 100.064 unidades, alta de 13,15%.

Ambiente de negócios segue fortalecido

Na avaliação do superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os indicadores reforçam a competitividade do Polo Industrial de Manaus e a capacidade da região de atrair investimentos.

Segundo ele, o faturamento superior a R$ 78 bilhões, aliado ao crescimento de diversos segmentos industriais, ao aumento das exportações e à manutenção de mais de 130 mil empregos, demonstra a solidez da Zona Franca de Manaus e aponta para mais um ano de resultados positivos para a indústria local.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Importação

Importação de polietilenos ganha impulso com nova rota de cabotagem entre Manaus e Itapoá

O anúncio da nova rota expressa de cabotagem ligando Manaus (AM) a Itapoá (SC), realizado pela Aliança Navegação e Logística, reacendeu as discussões sobre o avanço das importações de polietilenos no Brasil. A iniciativa amplia a integração entre duas regiões estratégicas e promete aumentar a eficiência no transporte de resinas destinadas aos principais polos consumidores do país.

Com a nova conexão, a movimentação de cargas entre o Norte, Sul e Sudeste tende a ganhar mais agilidade, fortalecendo um corredor que já desempenha papel relevante na cadeia de distribuição de matérias-primas petroquímicas.

Manaus se consolida como porta de entrada para resinas importadas

Nos últimos anos, Manaus ampliou sua importância como centro de recebimento de polietilenos importados, especialmente provenientes dos Estados Unidos. Após passarem por operações na região, parte desses produtos segue para os mercados consumidores do Sul e Sudeste.

Esse fluxo é favorecido pelas condições tributárias associadas à Zona Franca de Manaus, fator que contribui para aumentar a competitividade das resinas importadas no mercado nacional.

Indústria petroquímica brasileira enfrenta pressão competitiva

O avanço da logística para produtos importados representa um novo desafio para a indústria petroquímica brasileira. Empresas nacionais, como a Braskem, já convivem com a concorrência de fabricantes norte-americanos que utilizam etano derivado do shale gas, matéria-prima considerada mais competitiva em termos de custo quando comparada à nafta empregada no Brasil.

Além da diferença nos custos de produção, o setor nacional também disputa espaço com resinas que chegam ao país beneficiadas por condições tributárias específicas e, agora, por uma estrutura logística mais eficiente.

Debate envolve logística, tributação e política industrial

A criação da rota Manaus–Itapoá evidencia como temas ligados à logística, tributação e política industrial estão cada vez mais interligados no cenário econômico brasileiro.

Mais do que uma mudança operacional no transporte de cargas, a nova ligação reforça a discussão sobre a competitividade entre a produção nacional e os produtos importados, em um momento considerado estratégico para o futuro da petroquímica brasileira e do mercado de resinas plásticas no país.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Logística

Antaq suspende “taxa de seca” após ação da Associação Comercial do Amazonas

A Associação Comercial do Amazonas (ACA) conquistou uma importante vitória para a economia amazonense e para a Zona Franca de Manaus (ZFM). A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) concedeu, nesta segunda-feira (27), uma liminar que determina a suspensão imediata da “taxa de seca”, conhecida internacionalmente como “low water surcharge” (LWS).
A decisão, registrada sob o número 83/2025, tem efeito imediato e proíbe a cobrança da sobretaxa nas operações marítimas de contêineres com origem ou destino no Porto de Manaus (AM). A Antaq também ordenou que as transportadoras se abstenham de incluir a taxa em contratos atuais ou futuros.

Entidades e apoio político garantiram o resultado

A liminar foi resultado de uma denúncia formalizada pela ACA, com apoio do deputado federal Pauderney Avelino (União-AM) e atuação técnica do escritório Pedro Câmara Advogados.
O presidente da ACA, Bruno Loureiro Pinheiro, celebrou o resultado:

“É uma conquista de toda a sociedade amazonense. Com o apoio político do deputado Pauderney Avelino e a excelência técnica do escritório Pedro Câmara Advogados, alcançamos um resultado histórico que protege nosso comércio e garante condições justas à economia regional.”

“Taxa da pouca vergonha”, diz deputado

O deputado Pauderney Avelino criticou duramente a cobrança, classificada por ele como abusiva e injustificada. Segundo o parlamentar, os armadores chegaram a cobrar US$ 5 mil por contêiner, mesmo sem haver baixa significativa do nível do rio Negro neste ano.

“Essa é uma taxa de pouca vergonha, porque o rio não baixou a níveis que dificultassem a navegação. Agora, com o nível em 17,7 metros, tudo deve voltar ao normal”, afirmou.
Avelino destacou ainda que valores cobrados indevidamente deverão ser devolvidos e que novas cobranças estão suspensas.
“Essa é mais uma vitória para o Amazonas e para a nossa Zona Franca de Manaus”, completou.

Cobrança indevida e falta de transparência

A denúncia da ACA, protocolada em 28 de agosto de 2025, foi direcionada a armadores internacionais de longo curso, incluindo MSC, ONE, Norcoast, Log-In, Maersk, Hapag-Lloyd, CMA CGM e Mercosul Line.
A entidade argumentou que a taxa de seca foi anunciada sem justificativa técnica, uma vez que os níveis do rio Negro estavam acima da média registrada em anos de estiagem severa, como 2023 e 2024.
Além disso, a ACA destacou a falta de transparência das transportadoras, que não apresentaram planilhas de custos, metodologia de cálculo ou embasamento técnico para justificar os aumentos.

Valores e suspeita de cartelização

Em 2025, os valores da LWS variavam entre US$ 950 e US$ 1.980 por contêiner (TEU) — montantes semelhantes aos cobrados em 2024, durante a seca histórica. A uniformidade nos preços e datas de início da cobrança levantou suspeitas de cartelização e abuso de poder econômico entre os armadores.

Impacto econômico e competitividade

Segundo a ACA, o custo logístico na Zona Franca de Manaus já havia alcançado 40% do valor da mercadoria transportada em 2024. A aplicação da taxa de seca, sem base empírica, poderia elevar ainda mais os custos, comprometendo a competitividade regional.

“Ao acatar o nosso pedido cautelar, a Antaq reconheceu a necessidade de intervenção imediata para suspender a cobrança e restaurar o equilíbrio na prestação do serviço”, concluiu Bruno Pinheiro.

FONTE: BNC Amazonas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alex Pazuello/Secom

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Investimento, Mercado de trabalho

Suframa aprova R$ 1,25 bilhão em investimentos e prevê 2.700 novos empregos na Zona Franca de Manaus

São 56 projetos industriais, de serviços e agropecuários. Mais de 50% das iniciativas representam novos aportes em instalação

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) realizou, nesta quarta-feira (27/8), a 320ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração (CAS), por videoconferência. O ministro em exercício do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, presidiu a reunião, que contou com representantes de ministérios, órgãos públicos e entidades de classe. O próximo encontro está previsto para 31 de outubro.

Foram aprovados 56 projetos voltados aos setores industrial, de serviços e agropecuário, que somam R$ 1,25 bilhão em investimentos e preveem a geração de cerca de 2.700 empregos diretos na área incentivada da Zona Franca de Manaus (ZFM) nos próximos anos. Do total, 30 projetos são de implantação, ou seja, mais de 50% das iniciativas representam novos investimentos em fase de instalação na região.

Dos setores industrial e de serviços, são 51 iniciativas, e cinco (5) são voltadas ao Distrito Agropecuário da Suframa (DAS). O subsetor de plásticos teve destaque com 16 propostas, o equivalente a cerca de 30% da pauta, concentrando R$ 280 milhões em investimentos e prevendo a geração de 421 empregos.

Projetos

• Essilor da Amazônia – Implantação para produção de lentes com tratamento multicamadas e lente orgânica.
R$ 292,8 milhões em investimentos | 158 empregos

• Reicon Condutores Elétricos – Diversificação para fabricação de vergalhão de cobre e fio trefilado.
R$ 137 milhões | 86 empregos

• Vitamedic Indústria Farmacêutica – Implantação para produção de medicamentos sólidos.
R$ 91,2 milhões | 52 empregos

• HAP Logística – Implantação para transporte de cargas, armazenagem e locação de equipamentos.
R$ 31,3 milhões | 45 empregos

Na área agropecuária, os projetos são voltados à implantação de culturas de açaí:

• C. R. Pedrosa Ltda –
R$ 30 milhões em investimentos | 437 empregos

• M. D. de S. Rocha Ltda –
R$ 36 milhões | 482 empregos

SUFRAMA

A autarquia, vinculada ao MDIC, administra a Zona Franca de Manaus há mais de 50 anos, com o objetivo de assegurar a construção do desenvolvimento regional sustentável, aproveitando os recursos naturais com viabilidade econômica e promovendo a melhoria da qualidade de vida da população local.

A Suframa reforça seu compromisso com o fortalecimento dos polos industrial, comercial e agropecuário, para atrair investimentos e promover inovação e ampliação de oportunidades em toda a área de abrangência da ZFM.

Fonte: MDIC

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Comércio Exterior, Industria

Positron Stoneridge anuncia transferência de linhas de produção do México para Manaus e pleito de novo PPB

Anúncio foi feito nesta quarta-feira (25), durante visita da Suframa, quando a empresa informou a transferência de aproximadamente 24 linhas de produção da planta em Juarez, no México, para a unidade de Manaus

Nesta quarta-feira (25), a Positron Stoneridge recebeu a visita de uma comitiva da Suframa, liderada pelo superintendente Bosco Saraiva, para discutir planos de expansão da planta de Manaus. Na ocasião, a empresa anunciou a transferência de aproximadamente 24 linhas de produção planta em Juarez, no México, para a unidade de Manaus, com o objetivo de atender ao mercado norte-americano, com clientes como Ford, Volvo e Mercedes-Benz.

A planta da Positron Stoneridge em Manaus fabrica principalmente componentes eletrônicos para veículos, como painéis de instrumentos, módulos de conforto, sistemas multimídia e de conectividade, além de outros dispositivos eletrônicos automotivos.

Segundo o presidente da empresa na América do Sul, Caetano Ferraiolo, o projeto de transferência das linhas de produção deve gerar cerca de 30 novos empregos diretos e fortalecer a atuação da empresa na Zona Franca de Manaus (ZFM). “Estamos em um movimento estratégico para a empresa. Com essa transferência, esperamos gerar uma receita anual de 5 milhões de dólares, o que reforça o papel de Manaus como um centro importante de exportação para nossos principais clientes nos Estados Unidos”, declarou Ferraiolo.

Durante a visita, Ferraiolo, acompanhado do diretor de produção, Jefferson Backes, informou que a empresa protocolou um pedido de fixação de novo Processo Produtivo Básico (PPB) para o produto “painel de instrumentos para veículos automotores”. O item já é fabricado em Manaus, porém sem incentivos fiscais. Para garantir a competitividade, a Positron informou que pleiteou esse novo PPB e está avaliando outros PPBs para insumos importados e produtos acabados que serão incluídos com a transferência das linhas de produção.

A análise e a decisão sobre a fixação, alteração ou suspensão de etapas dos PPBs são conduzidas pelo Grupo Técnico Interministerial (GT-PPB), composto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Suframa cujo funcionamento é regulado por meio de Portaria Interministerial.

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou a relevância dos novos PPBs para o Polo Industrial de Manaus. “Esses pleitos são fundamentais para garantir que o Polo Industrial continue atraente para empresas como a Positron Stoneridge. A fixação de novos PPBs permitirá o fortalecimento da produção local, com benefícios econômicos e geração de empregos”, afirmou Saraiva.

Além de Bosco Saraiva, a comitiva da Suframa contou com a presença do superintendente-adjunto de Projetos, Leopoldo Montenegro; o superintendente-adjunto de Administração, Carlito Sobrinho; o chefe de gabinete, Rafael Amorim; o coordenador-geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Arthur Lisboa; o coordenador-geral de Gestão Tecnológica, Rafael Gouveia; a coordenadora-geral de Assuntos Institucionais, Layanne Raquel Samuel, e o gerente de projetos da Superintendência-Adjunta Executiva, Ozenas Maciel.

Fonte: Positron Stoneridge anuncia transferência de linhas de produção do México para Manaus e pleito de novo PPB — Suframa (www.gov.br)

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