Indústria

Salão do Automóvel de Paris evidencia disputa entre montadoras europeias e chinesas

A crescente concorrência entre montadoras europeias e chinesas dominou a abertura do Salão do Automóvel de Paris, na segunda-feira (12). Em meio à expansão das fabricantes asiáticas no mercado europeu, empresas tradicionais apostam em novos modelos, veículos elétricos e mudanças nas estratégias de produção para recuperar competitividade, enquanto buscam maior apoio da União Europeia.

O evento começou poucos dias depois de Bruxelas anunciar um entendimento com Pequim para limitar as importações de veículos híbridos chineses para o bloco. Segundo um funcionário da Comissão Europeia, a proposta prevê um teto de 350 mil unidades por ano, embora os detalhes ainda estejam em fase de definição.

A iniciativa foi recebida positivamente por fabricantes europeus, mas representantes do setor afirmam que medidas adicionais serão necessárias para enfrentar os custos de produção e as exigências ambientais.

União Europeia busca conter avanço dos carros chineses

O presidente-executivo da Stellantis, Antonio Filosa, classificou o entendimento entre a União Europeia e a China como um marco positivo. Ao mesmo tempo, defendeu medidas do governo italiano para reduzir os elevados custos de energia e pediu que Bruxelas acelere as decisões sobre as regras de emissões de carbono.

François Provost, presidente-executivo da Renault, também manifestou apoio à iniciativa. Para ele, a entrada crescente de veículos híbridos chineses no mercado europeu não é sustentável, e um acordo negociado representa uma alternativa preferível a uma guerra comercial.

Do lado chinês, Zhao Fei, presidente da Changan, demonstrou pouca preocupação com as possíveis restrições. Segundo o executivo, eventuais exigências de conteúdo local, associadas à política de produção Made in Europe, poderão ser atendidas com a instalação de fábricas no continente.

A estratégia indica que, mesmo diante de barreiras comerciais, as fabricantes chinesas pretendem manter seus planos de expansão na Europa.

Marcas chinesas ampliam presença no Salão de Paris

A edição deste ano reúne cerca de 20 marcas chinesas, entre elas BYD, Chery e Changan, o dobro da presença registrada no evento de 2024.

As empresas buscam conquistar consumidores europeus em um cenário de concorrência acirrada e desaceleração da demanda doméstica chinesa. Nos últimos três anos, as fabricantes do país ampliaram rapidamente sua participação no mercado europeu.

Dados da alfândega chinesa indicam que as exportações de veículos híbridos para os 27 países da União Europeia triplicaram, alcançando US$ 7,5 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Segundo analistas da Jefferies, a BYD, a Chery e a MG, marca controlada pela estatal chinesa SAIC, poderão sentir os efeitos das novas restrições com maior intensidade. Juntas, as três responderam por 90% das vendas de híbridos de marcas chinesas na União Europeia nos primeiros oito meses de 2026.

A BYD reconheceu que o acordo representa uma pressão no curto prazo, mas reiterou seu compromisso com o mercado europeu.

Volkswagen enfrenta queda nas entregas de veículos

Enquanto as marcas chinesas ampliam suas operações no exterior, fabricantes tradicionais enfrentam dificuldades em mercados importantes.

A Volkswagen informou, na segunda-feira, que suas entregas globais recuaram 14,3% no terceiro trimestre. Foi a maior queda trimestral da montadora em quatro anos, atribuída principalmente à nova retração da demanda na China, seu principal mercado.

A empresa também registrou redução nas entregas na América do Norte e na Europa Ocidental, evidenciando os desafios enfrentados pela indústria automobilística em diferentes regiões.

Diante desse cenário, as fabricantes europeias têm acelerado o lançamento de modelos e investido em novas tecnologias para recuperar espaço entre os consumidores.

Stellantis aposta em novos modelos e veículos elétricos

A Stellantis levou ao Salão de Paris seis novos modelos de suas marcas europeias, além de nove carros-conceito. A iniciativa integra os esforços do grupo para fortalecer sua posição no mercado regional.

Na véspera da abertura, Filosa apresentou uma versão elétrica de proposta acessível e estilo retrô do Citroën 2CV, descrita pelo executivo como uma reinvenção de um ícone europeu.

A empresa também pretende reduzir os prazos de desenvolvimento de veículos, adotando práticas inspiradas na velocidade de execução das fabricantes chinesas.

Segundo o diretor de tecnologia da Stellantis, Ned Curic, o grupo planeja produzir pequenos carros elétricos na Itália utilizando uma plataforma desenvolvida em parceria com a chinesa Leapmotor.

A Renault também anunciou planos de expansão. Fabrice Cambolive, responsável pela área de crescimento da companhia, afirmou que a montadora poderá elevar em pelo menos 50% a produção de veículos elétricos na França nos próximos 12 meses.

Fabricantes chinesas planejam produzir carros na Europa

A presença no Salão de Paris também serve como vitrine para os planos de expansão industrial das empresas chinesas.

Além de marcas já conhecidas, como BYD e Chery, a feira deste ano recebe a Aito. A Changan, por sua vez, prepara a entrada das marcas Nevo e Avatr no mercado europeu.

Zhao Fei afirmou que a Changan negocia com fabricantes para viabilizar a produção de veículos no continente. A expectativa da empresa é fabricar seu primeiro automóvel na Europa no início de 2027.

A BYD também avalia a possibilidade de construir uma fábrica na França, segundo declaração da vice-presidente executiva da companhia, Stella Li, à emissora BFM TV.

A instalação de unidades produtivas no mercado europeu pode ajudar as fabricantes chinesas a reduzir a exposição às tarifas de importação e a se adaptar às futuras exigências de conteúdo local.

Tarifas e regras de conteúdo local mudam estratégia do setor

Em outubro de 2024, a União Europeia impôs tarifas adicionais sobre veículos totalmente elétricos fabricados na China. Desde então, o bloco também avançou nas discussões sobre regras conhecidas como Made in Europe, que preveem níveis mínimos de conteúdo local para que veículos elétricos tenham acesso a parcelas relevantes do mercado europeu.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou durante o evento que um acordo entre França e Alemanha sobre essas disposições estava próximo de ser concluído.

Antecipando possíveis mudanças regulatórias, montadoras chinesas têm procurado estabelecer bases de produção no continente, inclusive por meio de parcerias com fabricantes já instalados.

Em julho, a Geely anunciou que produziria SUVs elétricos em uma fábrica da Ford na Espanha.

Em outro movimento de cooperação internacional, a indiana Tata Motors Passenger Vehicles e a Stellantis comunicaram a ampliação de sua parceria para incluir tecnologia e desenvolvimento de produtos. O plano prevê a fabricação de veículos na Índia destinados a mais de 50 mercados globais.

Crise no mercado chinês aumenta pressão por exportações

A expansão internacional tornou-se ainda mais importante para as montadoras chinesas diante do enfraquecimento das vendas domésticas.

Segundo os dados apresentados na reportagem, as vendas de automóveis na China recuaram 20% no primeiro semestre de 2026, aumentando a pressão sobre as fabricantes para encontrar consumidores em outros países.

Com o mercado norte-americano praticamente fechado para a indústria automobilística chinesa, a Europa ganhou importância como destino das exportações.

François Roudier, secretário-geral da Organização Internacional de Fabricantes de Veículos Automotores, destacou a dependência das empresas chinesas em relação ao mercado europeu. Na avaliação dele, a perda desse destino comercial poderia comprometer a rentabilidade das fabricantes, que encontram dificuldades para compensar essa ausência em outras regiões.

A disputa no Salão de Paris, portanto, vai além do lançamento de novos modelos. O evento reflete uma transformação estrutural da indústria automobilística global, na qual tarifas, inovação tecnológica, custos de produção e localização das fábricas se tornaram fatores decisivos para a competitividade.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Benoit Tessie

Ler Mais
Comércio Exterior

Montadoras defendem incentivos fiscais para veículos com maior conteúdo nacional

As principais montadoras instaladas no Brasil iniciaram negociações com o governo federal para criar mecanismos que favoreçam a produção local de veículos. A proposta em discussão prevê que automóveis com maior participação de componentes fabricados no país tenham tributação reduzida, enquanto modelos com menor índice de nacionalização sejam submetidos a uma carga tributária mais elevada.

A iniciativa surge em um momento de forte crescimento das importações, especialmente de veículos produzidos na China, e busca fortalecer a competitividade da indústria automotiva brasileira.

Setor avalia mudanças no Mover e no Imposto Seletivo

Entre as alternativas analisadas pela indústria está a revisão do Programa Mover, política voltada ao desenvolvimento do setor automotivo. Outra possibilidade envolve ajustes na aplicação do Imposto Seletivo, tributo criado pela reforma tributária e previsto para entrar em vigor em janeiro.

Conhecido popularmente como “imposto do pecado”, o novo tributo tem como objetivo aumentar a taxação de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Como os veículos estão entre os itens que serão impactados, representantes da indústria defendem que critérios relacionados à produção nacional também sejam considerados na definição das alíquotas.

Importações crescem antes da alta da tarifa

O debate acontece às vésperas da elevação da tarifa de importação para veículos híbridos e elétricos, que passará a 35% a partir de 1º de julho.

Com a proximidade do reajuste, importadores intensificaram os embarques para o país. Dados do setor apontam que os estoques de veículos importados alcançam atualmente cerca de 300 mil unidades, volume significativamente superior às pouco mais de 70 mil unidades produzidas localmente.

Volkswagen alerta para pressão sobre fabricantes nacionais

Segundo Ciro Possobom, presidente da Volkswagen no Brasil, o elevado volume de veículos importados em estoque tem provocado uma disputa mais intensa por consumidores, levando a reduções de preços que afetam diretamente os fabricantes instalados no país.

O executivo também destacou a situação dos veículos importados no sistema CKD (Completely Knocked Down), montados localmente a partir de kits de peças importadas. Atualmente, essa modalidade continua sujeita a uma tarifa de apenas 14% até janeiro do próximo ano, percentual considerado insuficiente para equilibrar a concorrência com a produção nacional.

Para Possobom, a combinação entre grandes estoques importados e a manutenção da tarifa reduzida para CKD deve tornar os próximos meses desafiadores para a indústria automotiva brasileira.

Concorrência chinesa domina debate do setor

O avanço das fabricantes chinesas esteve entre os principais temas discutidos durante a segunda edição do Anfavea Visions, evento promovido pela associação que representa as montadoras no país.

Além da concorrência internacional, o encontro abordou temas como eletrificação, combustíveis alternativos, conectividade veicular e os impactos da inteligência artificial na transformação da indústria automotiva.

Volkswagen aposta em produção local e eletrificação

Ao comentar os desafios do mercado, Possobom afirmou que busca integrar diferentes características culturais na gestão da operação brasileira. Segundo ele, a disciplina tradicional da indústria alemã, a velocidade das empresas chinesas e a criatividade brasileira precisam caminhar juntas para enfrentar as mudanças do setor.

O executivo também ressaltou que a Volkswagen segue investindo na transição para a mobilidade elétrica, aproveitando experiências acumuladas em mercados como Europa e China. A estratégia inclui a adaptação de projetos globais para atender às necessidades dos consumidores brasileiros.

Apesar de reconhecer que oscilações econômicas podem tornar a importação mais atrativa em determinados momentos, Possobom reforçou sua confiança na produção nacional. A montadora está executando um plano de investimentos de R$ 16 bilhões entre 2024 e 2028 e considera a fabricação local fundamental para sustentar grandes volumes de vendas e reduzir a exposição às variações cambiais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Negócios

BYD no Brasil: estratégias para desafiar Fiat, Volkswagen e GM no mercado automotivo

A BYD, maior montadora da China, vem ganhando destaque no mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos. Segundo dados da Fenabrave de novembro, a fabricante superou a Fiat em vendas no varejo de carros de passeio, ficando atrás apenas da Volkswagen (16,4%), Hyundai (10,2%) e GM (10,23%), com participação de 9,8%.

Além de liderar globalmente as vendas de carros 100% elétricos, com 2,26 milhões de unidades em 2025, superando a Tesla, a BYD consolida sua presença estratégica no Brasil, mostrando que sua expansão vai além de nichos de veículos sustentáveis.

Desafio de competir com motores 1.0 flex nacionais

Quando se incluem veículos comerciais leves, a Fiat retoma a liderança graças ao sucesso da picape Strada, modelo mais vendido do país. O vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, reforça que a Fiat continua entre os principais concorrentes.

A BYD enfrenta um desafio estrutural: os modelos mais populares no Brasil, como Onix, Polo, HB20 e Strada, utilizam motores 1.0 turbo flex, adaptados ao sistema tributário local e com preços mais acessíveis. Como todos os veículos da BYD são 100% elétricos ou híbridos plug-in, o custo ainda limita a penetração da marca em alguns segmentos.

Domínio no mercado de novas energias

Focada em novas energias, a BYD mantém liderança clara em carros elétricos e híbridos (HEV + PHEV). Segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), a participação da empresa chega a 56,6%, seguida da GWM (14,8%) e da Toyota (9,8%). Entre veículos totalmente elétricos, a BYD praticamente monopoliza o segmento, enquanto nos híbridos ainda enfrenta competição do GWM Haval.

Parcerias com locadoras podem ampliar participação

Para expandir sua presença, a BYD busca atuar além do varejo, mirando vendas para frotas e locadoras. Negociações estariam em andamento com grandes redes do setor, com destaque para a Localiza, embora a empresa negue qualquer acordo formal em 2025. Caso concretizada, a parceria poderia envolver até 10 mil veículos, representando 9% da produção anual da BYD no Brasil, priorizando híbridos plug-in como Song Pro e Song Plus.

Investimento em infraestrutura de recarga

A expansão depende também de infraestrutura de carregamento. A BYD planeja instalar 800 carregadores rápidos de alta potência (Flash Charging), capazes de fornecer até 400 km de autonomia em 5 minutos, principalmente nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

A estratégia mira facilitar o uso de híbridos plug-in e elétricos em deslocamentos urbanos e viagens longas, superando a limitação atual: o Brasil possui apenas 17 mil carregadores, contra 4,5 milhões na China.

Complexo fabril de Camaçari é a alavanca da expansão

A BYD investiu R$ 5,5 bilhões na modernização do complexo de Camaçari (BA), ocupando área de 4,6 milhões de m², antiga fábrica da Ford. O local produz o Dolphin Mini, elétrico mais vendido do país, e os híbridos plug-in King e Song Pro.

A capacidade inicial era de 150 mil veículos por ano, mas com o segundo turno, já alcança 300 mil unidades. A meta é chegar a 600 mil veículos anuais, quase seis vezes o volume atual de 110 mil carros, mostrando a ambição da montadora de se consolidar como líder também no Brasil.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração/João Brito

Ler Mais
Exportação

Volkswagen inicia exportações do Tera, estreante mais vendido da marca

Países da América Latina são os primeiros a receber o compacto, que teve 12.296 unidades vendidas em 50 minutos

Argentina, Aruba, Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Paraguai e Uruguai são os primeiros países a receber o Tera após o lançamento no Brasil. Ainda em 2025, a Volkswagen exportará o modelo para Bolívia, Equador, Panamá, Peru, República Dominicana e St. Maarten.

“O início das exportações do Tera representa um marco na trajetória da Volkswagen do Brasil como maior exportadora do setor automotivo brasileiro, com mais de 4,3 milhões de unidades já embarcadas em seu histórico”, afirma Hendrik Muth, vice-presidente de Vendas da Volkswagen para a América do Sul.

“Uma operação integrada entre as áreas de Logística, Produção e Vendas marcou o início das exportações do Tera. Essa conquista representa mais um avanço significativo na estratégia de crescimento internacional da marca”, complementa Anderson Ramos, diretor de Logística da Volkswagen para a América do Sul.

Quinto de 21 novos produtos que serão lançados pela Volkswagen na América do Sul até 2028, o Tera – principal lançamento da marca desde a quinta geração do Gol, em 2008 – teve 12.296 unidades vendidas em apenas 50 minutos na noite de seu lançamento, em 5 de junho. Foi o maior “open doors” da história da marca no Brasil, de acordo com a marca.

Em maio de 2025, a Volkswagen do Brasil retomou as exportações para a África com um lote de 200 unidades do T‑Cross embarcadas para Camarões, Costa do Marfim, Gana, Madagascar, Ruanda e Senegal. Os próximos embarques para a região – que somam cerca de 62 mil veículos entre 1980 e 2023 – estão previstos para agosto e novembro. Segundo a empresa, o continente africano é um parceiro importante, com similaridades com o da América Latina, como oportunidades de crescimento e perfil dos consumidores.

Assim, a Volkswagen do Brasil aumentou em 54,21% as suas exportações no 1º semestre de 2025, com 55.331 unidades já embarcadas, ante 35.879 unidades exportadas no mesmo período de 2024.

Em 2025, os principais mercados de exportação da fabricante foram Argentina (28.501 unidades), México (13.435), Colômbia (5.100) e Chile (3.057). Os modelos mais exportados foram Polo (22.893 unidades), Saveiro (11.906), T‑Cross (9.860) e Nivus (8.732). Atualmente, a marca atua nos portos de Santos/SP (exportação), Suape/PE (importação), Vitória/ES (importação) Paranaguá/PR (exportação e importação).

Com 185.391 unidades emplacadas no primeiro semestre do ano, a VW cresceu 10,6% em relação aos primeiros seis meses de 2024, quando registrou 167.654 vendas. No período, o mercado de veículos leves ampliou as vendas em 5%, com 1.132.700 licenciamentos, segundo a Anfavea, a associação dos fabricantes.

Fonte: MotorShow

Ler Mais
Exportação, Tecnologia

Volkswagen do Brasil volta a exportar para a África com SUV mais vendido do país

A Volkswagen do Brasil retoma as exportações para a África. Os embarques ao continente tiveram início com um lote de 200 unidades do SUV compacto T-Cross para Camarões, Costa do Marfim, Gana, Madagascar, Ruanda e Senegal.

A expansão de mercados consolida a vocação da marca alemã como a maior exportadora do setor automotivo brasileiro, com mais de 4,3 milhões de unidades embarcadas em seu histórico.

O novo T-Cross é produzido em São José dos Pinhais (PR) e exportado a partir do Porto de Paranaguá (PR), com terminal próprio.

No ano passado, a Volkswagen movimentou 46.126 veículos – somando exportação e importação – pelo porto paranaense.

A Volkswagen do Brasil utiliza também os portos de Santos (SP) nos embarques para o Exterior, Suape (PE) e Vitória (ES), os dois últimos para distribuição no mercado interno.

O T-Cross é o SUV mais vendido do Brasil, com 26.493 unidades emplacadas de janeiro a abril deste ano e a terceira posição entre os carros de passeio.

Fonte: Gazeta de São Paulo

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria, Notícias

Volkswagen vai importar veículos pelo Porto de Vitória

A Volkswagen escolheu o Espírito Santo como nova porta de entrada para seus veículos importados no Brasil. A gigante alemã começará a desembarcar carros pelo Porto de Vitória, fortalecendo o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do país.

O primeiro desembarque ocorre esta semana vindo do México, a bordo do navio Dover Highway. “O ES só ganha com isso”, aponta diretor-presidente da Vports

A chegada inédita de veículos da marca alemã pelo Espírito Santo ocorre nesta segunda-feira (31). O primeiro lote contará com 32 unidades do modelo Taos, vindas do México a bordo do navio Dover Highway, que serão armazenadas em Cariacica antes da distribuição para o mercado nacional.

Para Gustavo Serrão, diretor-presidente da Vports, esse novo fluxo de importação representa um avanço estratégico para o setor. “É mais um movimento importante, que envolve uma grande montadora e reforça nossa vocação de porto multipropósito, capaz de atender a demandas diversas, com produtividade e eficiência. O Espírito Santo só ganha com isso”.

O novo fluxo de importação reforça um cenário positivo para os portos capixabas, que vêm ampliando sua participação na logística nacional. Em 2024, o Espírito Santo consolidou-se como o maior importador de veículos de passageiros no Brasil, movimentando US$ 3,7 bilhões – cerca de R$ 22 bilhões –, segundo dados do Sindicato do Comércio Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex).

Ao todo, foram cerca de 160 mil veículos importados pelos portos capixabas – número bem superior ao total de 83 mil registrados em todo o ano de 2023 e aos 57 mil de 2022.

Ricardo Ferraço, governador em exercício, destacou que a movimentação portuária do estado também superou a média nacional.

“Nosso crescimento foi de 15% em 2024, enquanto a média brasileira foi de apenas 1,2%. Isso é importante porque gera mais emprego, mais trabalho e oportunidades em uma área que temos vocação desde sempre”, ressalta Ferraço.

Fonte: Folha Vitória
Volkswagen vai importar veículos pelo porto de Vitória – Folha Vitória

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook