Tecnologia

BYD registra R$ 700 milhões em vendas no Brasil e acelera meta de liderança até 2030

A BYD no Brasil segue ampliando sua presença no mercado e deu mais um passo relevante rumo à meta de se tornar líder do setor automotivo até 2030. Em apenas 48 horas, a montadora chinesa alcançou R$ 700 milhões em vendas de carros elétricos e híbridos, impulsionada pela crescente aceitação desse tipo de veículo entre os consumidores brasileiros.

Recorde de vendas em campanha de 48 horas

Entre os dias 20 e 21 de março, a empresa comercializou cerca de 4,3 mil veículos, estabelecendo um novo recorde interno. A ação, chamada de “48 horas eletrizantes”, superou com folga a edição anterior, realizada em julho de 2025, quando foram registrados 2,6 mil pedidos — um avanço de 64%.

O destaque ficou para o sábado, responsável por 3,2 mil unidades vendidas, o maior volume já registrado pela marca em um único dia de fim de semana no país.

Crescimento reforça confiança do consumidor

Segundo executivos da companhia, o resultado reflete o aumento da confiança do público, especialmente entre consumidores que ainda tinham dúvidas sobre a adoção de carros elétricos.

A estratégia da montadora tem sido focada em ampliar o conhecimento do mercado sobre benefícios, custos e desempenho dos veículos eletrificados, reduzindo barreiras de entrada e acelerando a adesão.

Mercado em expansão favorece veículos elétricos

O desempenho recente acompanha um cenário de crescimento consistente. Em 2025, a BYD vendeu 112,8 mil veículos no Brasil, um salto de 47% na comparação anual.

Desde o início das operações no país, em 2022, já foram comercializadas mais de 200 mil unidades entre elétricos e híbridos plug-in, consolidando o Brasil como o principal mercado da empresa fora da China.

Além disso, a montadora lidera com folga o segmento de veículos elétricos, concentrando mais de 70% de participação de mercado, segundo dados do setor.

Produção nacional avança com fábrica na Bahia

Para sustentar o crescimento, a BYD acelera os investimentos na produção local. A empresa está destinando cerca de R$ 5,5 bilhões para sua fábrica em Camaçari (BA), antiga unidade da Ford.

A expectativa é ampliar gradualmente a produção:

  • Meta de 800 veículos por dia no curto prazo
  • Projeção de até 25 mil carros por mês até o fim do ano

Atualmente, parte dos veículos ainda chega ao Brasil em regime semimontado, mas o plano é aumentar a produção nacional e reduzir a dependência de importações.

Nacionalização e cadeia produtiva

Outro objetivo estratégico é alcançar 50% de nacionalização nos componentes dos veículos. Para isso, a empresa pretende fortalecer a cadeia de fornecedores locais e, quando necessário, atrair novos investimentos industriais para o país.

Essa estratégia busca não apenas reduzir custos, mas também consolidar a presença da marca no longo prazo.

Política industrial e ambiente regulatório

A BYD também avalia de forma positiva as mudanças recentes na política de importação, incluindo o fim gradual de benefícios fiscais para veículos semimontados.

Segundo a empresa, o processo ocorreu de maneira transparente e alinhada com o governo, sem comprometer os planos de expansão no Brasil.

Perspectivas para o setor automotivo

Com o avanço da eletrificação e maior aceitação do consumidor, o mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos deve continuar em expansão nos próximos anos.

Nesse cenário, a BYD aposta em escala, produção local e fortalecimento da marca para disputar a liderança do setor até o fim da década.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Exportação

Produção de veículos cai 8,2% em novembro, aponta Anfavea

A Anfavea divulgou nesta segunda-feira (8) os novos indicadores do setor automotivo, que mostram queda na maior parte dos resultados de novembro. A produção de veículos recuou 8,2% em relação ao mesmo mês de 2024, enquanto as vendas registraram o melhor desempenho de 2025, com média diária de 12,6 mil unidades — ainda abaixo, porém, do volume observado no ano anterior.

Projeção para 2025 não deve se concretizar

Durante coletiva, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o desempenho abaixo do esperado deve impedir o cumprimento da projeção anual da entidade, que estimava crescimento de 7,8% na produção. Segundo ele, há um “gap” de 5,2% entre o previsto e o acumulado até novembro.

Calvet também atribuiu o cenário às taxas de juros mais altas tanto para pessoas físicas quanto para o mercado em geral. Em novembro de 2024, a Selic estava em 11,3%, enquanto hoje alcança 15%. Os juros para pessoa física passaram de 26,4% para 27,4%. De acordo com o executivo, esses fatores têm impacto direto no potencial de expansão do setor.

Caminhões e exportações também recuam

Os dados da Anfavea mostram ainda a quarta queda consecutiva na produção de caminhões, com média mensal de retração de 26%, o que acende um alerta para o segmento.

As exportações de veículos também diminuíram, caindo 13%, influenciadas principalmente pela redução da demanda na Argentina. Já os veículos importados tiveram aumento no período, elevando os estoques para 153 dias, o equivalente a cinco meses de consumo do mercado interno.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nacho Doce/Reuters

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