Aeroportos

Filas de passageiros aumentam em Portugal com novo sistema EES de entrada

A Europa começou, no último domingo (12), a implantação do EES (Entry/Exit System), novo sistema de controle de entrada e saída de turistas. Em Portugal, os efeitos foram sentidos imediatamente: no Aeroporto de Lisboa, passageiros enfrentaram filas superiores a quatro horas já na segunda-feira (13), segundo relatos de turistas ao jornal Público. Muitos apontaram falta de informação, desorganização e dificuldade para localizar o início da fila.

Como funciona o registro inicial do EES

No primeiro contato com o sistema EES, o viajante deve passar por um registro biométrico que inclui escaneamento do passaporte, captura de foto e coleta de impressões digitais. Autoridades aeroportuárias haviam previsto que os primeiros meses de operação resultariam em esperas mais longas. De acordo com a Associação Europeia de Aeroportos (ACI Europe), o controle de fronteiras com o novo sistema pode levar até três vezes mais tempo do que o antigo método de carimbo, especialmente durante a fase inicial de cadastro biométrico.

Relatos de turistas e impactos para companhias aéreas

O estudante Marcos Correia relatou ao jornal: “Cheguei de Londres às 12h40 desta segunda-feira e só passei no controle de passaportes às 17h10. A fila estava saindo pelas portas, era difícil entender onde começava. Ninguém falou nada. A única ajuda foi para algumas pessoas com voos de conexão, que passaram na frente da fila”.

Nas redes sociais, outros passageiros também comentaram os transtornos. Jorge Silva escreveu: “Fila para voos internacionais do aeroporto de Lisboa começa antes da primeira loja duty free. É o caos absoluto…”.

Companhias aéreas alertam que, caso a situação persistam, o país pode enfrentar prejuízos financeiros devido à imagem negativa e à perda de conexões. Diante disso, recomenda-se que os passageiros cheguem quatro a cinco horas antes do embarque para evitar contratempos.

FONTE: Panrotas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/X @JSnotario

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Comércio Exterior, Turismo

Crise cambial ameaça o comércio exterior e o turismo

A economia boliviana enfrenta uma grave crise cambial. Desde 2023, vêm se intensificando as restrições para transações em dólares. Segundo dados oficiais, as reservas internacionais líquidas (RIN) caíram para 3,148 bilhões de dólares — muito distante do recorde de 15,122 bilhões registrado em 2014.

Essa queda provocou uma escassez generalizada de dólares. O sistema financeiro impôs limites às operações com cartões e contas em moeda estrangeira, afetando tanto empresas quanto cidadãos. A taxa de câmbio oficial está fixada desde 2011: 6,96 bolivianos por dólar na venda e 6,86 na compra.

No entanto, no mercado paralelo, a cotação chegou a 20 bolivianos em maio e atualmente gira entre 15 e 16 bolivianos por dólar.

Exportações em queda, importações em alta
Oswaldo Barriga, presidente da Câmara Nacional de Exportadores da Bolívia (Caneb), explicou que a queda das exportações de gás natural foi decisiva. Em 2013, as vendas de gás geraram 6,113 bilhões de dólares; em 2024, mal chegaram a 1,672 bilhão.

A essa queda somou-se uma forte fuga de capitais após a intervenção do Banco Fassil em 2023. Também influenciaram as medidas contra operações ligadas ao narcotráfico. Segundo Barriga, o país deixou de arrecadar entre 5 e 8 bilhões de dólares por esses fatores.

Gary Rodríguez, gerente do Instituto Boliviano de Comércio Exterior (IBCE), destacou que o setor público importa mais combustíveis e exporta menos hidrocarbonetos. Isso agrava a escassez de divisas e se soma à falta de financiamento externo, dificultada por entraves legislativos.

Efeitos no turismo e no comércio
Luis Ampuero, presidente da Câmara Boliviana de Turismo (Cabotur), alertou sobre as consequências no setor. As empresas não conseguem efetuar pagamentos ao exterior nem importar insumos com liberdade, o que desacelera a atividade.

Barriga criticou a taxa de câmbio fixa e as faixas de preços, que obrigam os exportadores formais a vender no mercado interno a valores subsidiados.

Reivindicam medidas urgentes
Representantes do setor produtivo propõem reduzir o gasto público, liberar as exportações e ativar o financiamento externo. Também pedem a formalização das cooperativas de mineração e melhores condições para investir no setor de hidrocarbonetos.

“Estamos ficando sem oxigênio produtivo”, alertou Barriga. “Sem sangue nas veias, a economia não pode sobreviver.”

Fonte: Todo Logística News

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Economia, Informação, Notícias, Turismo

Governo do RJ cria “cashback” de impostos para estrangeiros.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), sancionou nesta 6ª feira (27.dez.2024) a medida que cria o “Tax Free”, uma modalidade de devolução de impostos pagos por estrangeiros em compras realizadas no Estado, semelhante a um “cashback”.

A medida, que visa a fortalecer o turismo no Rio, valerá para compras realizadas de maneira presencial, com cartão de crédito emitido no exterior. Segundo o governo fluminense, o cashback não contempla a prestação de serviços e as mercadorias incluídas na categoria, como refeições e bebidas de bares, restaurantes e hotéis.

“Essas leis vão garantir a concessão dos benefícios com segurança jurídica, resguardando os direitos e deveres do Estado e das empresas” afirmou o governador em comunicado.

Para o secretário de Estado de Fazenda, Leonardo Lobo, a política serve para estimular o consumo por parte dos viajantes. Em nota, ele afirma que o Tax Free é adotado em diversos destinos turísticos do mundo. Já para o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca, o Tax Free “eleva o Rio a um novo patamar de atração turística”. O Rio de Janeiro pode fechar o ano de 2024 com quase 1,5 milhão de turistas estrangeiros, um um aumento de cerca de 27% em relação ao ano passado.

FONTE: O Poder 360
Governo do RJ cria “cashback” de impostos para estrangeiros

 

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Comércio Exterior, Informação, Inovação, Investimento, Notícias, Portos, Turismo

Parque Natural das Pedreiras inaugura nesta sexta-feira (20) com investimento de R$ 1,1 milhão da Portonave

Iniciativa faz parte da compensação ambiental de obras realizadas no Terminal Portuário

Navegantes vai ganhar mais um ponto turístico que oferece experiências em meio à Mata Atlântica. O Parque Natural das Pedreiras será inaugurado na sexta-feira (20), às 9h, e tem área total de 147.000 m². O projeto, em parceria com o Instituto Ambiental de Navegantes (IAN), teve investimento de cerca de R$ 1,1 milhão da Portonave, como compensação ambiental por obras realizadas no Terminal, em especial a Obra de Adequação do Cais, que iniciou em janeiro de 2024. Entre os atrativos do local está um mirante em uma altitude de 156m e uma luneta que permite contemplar belas paisagens da região em uma distância de até 60 km.

A nova atração da cidade oferece uma trilha de nível de dificuldade moderado durante os 650 m até o topo, onde há uma fonte de água natural. No parque, há totens informativos que permitem conhecer mais sobre a fauna e a flora e, inclusive, ouvir os sons das aves e animais que compõem o ecossistema ao escanear os QR codes com o celular. Além do foco turístico, o parque também será destinado à educação ambiental e à pesquisa científica pelo IAN.

De acordo com o Instituto, foi neste exato local que, em 1912, as primeiras pedras foram retiradas para a estruturação do molhe de Navegantes e Itajaí. A Portonave já realizou outras compensações ambientais na cidade. Em 2016, em parceria com a Prefeitura Municipal, participou do Projeto Nossa Orla, de preservação da restinga e construção do deque de madeira ao longo dos 11 km de margem. Em 2022, contribuiu para a revitalização da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe, no bairro  Pedreiras.

Serviço

• O acesso ao parque pode ser feito pela Gruta Nossa Senhora do Guadalupe, na rua Onório Bortolato, ao lado da Unidade Básica de Saúde do Bairro Pedreiras;
• A entrada é gratuita;
• O local fica aberto para visitação até às 18h.

O que é uma compensação ambiental?
Prevista na Lei nº 9.985/2000, é a restituição financeira que busca compensar uma área que sofra degradação em decorrência de alguma intervenção. Todo empreendimento com grande potencial de gerar impacto ambiental, dentro do seu processo de licenciamento, é passível de realizar uma compensação ambiental em uma Unidade de Conservação indicada pelo órgão licenciador. Em janeiro de 2024, a empresa iniciou a Obra de adequação do Cais, um investimento de R$ 1 bilhão para receber navios de até 400 m de comprimento e 17 m de profundidade do Rio Itajaí-Açu, o que gerou a compensação destinada ao Parque das Pedreiras.

Sobre a Portonave

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte do estado e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente são 1,2 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), é o mais eficiente em produtividade de navio e está entre os três portos que mais movimentam contêineres no país e o primeiro em Santa Catarina. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG com ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

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