Logística

FedEx adiciona novos veículos elétricos a operação brasileira

A aquisição é parte da meta global da companhia de obter operações neutras em carbono até 2040

A Federal Express Corporation, maior empresa de transporte expresso do mundo, está incorporando 27 veículos elétricos a sua frota brasileira, passando a contar com 52 unidades com emissão zero. As novas vans, modelo Mercedes Benz eSprinter Furgão Street 320, estão sendo destinadas para as estações da FedEx nas cidades de Sumaré (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e São Paulo (SP).  

A eletrificação de toda a frota de coleta e entrega é um dos pilares que guiam a meta global da companhia para neutralizar o carbono de suas operações até 2040. A FedEx é a empresa de cargas pioneira na aquisição de carros elétricos no Brasil, com as primeiras unidades chegando ao país em 2013. Atualmente, a frota elétrica local da companhia conta com vans e motocicletas, utilizadas especialmente para entregas de última milha e em regiões com tráfego intenso.  

“Na FedEx, acreditamos que crescimento econômico e sustentabilidade devem caminhar juntos”, comenta Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil. “Estamos focados em adotar soluções tecnicamente viáveis e economicamente sustentáveis, que aumentem a eficiência e contribuam para a redução de emissões, sem comprometer a qualidade do serviço. Trabalhar de forma mais inteligente, com foco em eficiência energética, representa também uma oportunidade concreta de gerar economias e fortalecer nossa rede operacional”.  

“A eletrificação da frota da FedEx, agora com a inclusão da eSprinter, é um exemplo concreto do nosso compromisso com a transformação do transporte urbano e rodoviário”, afirma Fabio F. Silva, head de Vendas de Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil. “Com alto desempenho, versatilidade de aplicação e zero emissões, a Sprinter elétrica oferece uma solução robusta e inteligente para operações de logística sustentável. Mais do que fornecer veículos, queremos ser protagonistas de uma mobilidade limpa, eficiente e economicamente viável. Essa colaboração reforça o alinhamento entre duas marcas globais que compartilham a visão de um futuro mais eficiente e ambientalmente responsável”. 

Implementando tecnologias mais limpas

Para ajudar a abastecer sua crescente frota de veículos elétricos, a FedEx está trabalhando para ampliar o uso de fontes de energia renovável em todo o mundo. No Brasil, a companhia está instalando painéis solares e expandindo sua participação no Mercado Livre de Energia. No ano fiscal de 2025 (FY25), encerrado em maio de 2025, a unidade da FedEx em Serra (ES) passou a operar com tecnologia de painéis solares, enquanto as instalações de Cajamar (SP) e São Paulo (SP) migraram para o Mercado Livre de Energia. 

Atualmente, a operação brasileira da FedEx conta com 12 unidades que utilizam energia renovável: Belo Horizonte, Campo Grande, Joinville, Petrolina, Simões Filho e Vitória utilizam painéis solares; Belo Horizonte, Cabo de Santo Agostinho, Fortaleza, Recife, São Paulo e Cajamar estão no Mercado Livre de Energia. 

Enquanto trabalha para ampliar o uso de veículos elétricos, a empresa também está focada em aprimorar a eficiência de sua frota à combustão durante esse período de transição, substituindo veículos mais antigos e menos eficientes por modelos mais novos, incluindo aqueles com motores Euro 6, que emitem menos poluentes. Como resultado desses esforços, os veículos da frota terrestre da FedEx no Brasil possuem idade média de sete anos, o que a torna uma das frotas mais novas do mercado. 

Fonte: Modais em Foco

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Tecnologia

Brasil supera média global de uso de IA para gestão de transporte, aponta pesquisa

Estudo entrevistou empresas de varejo em todo o mundo e traçou um comparativo de adoção e intenção de incluir IA nos processos cotidianos

O varejo brasileiro está na dianteira da adoção de inteligência artificial (IA) para gestão de transporte. É o que aponta a pesquisa Global TMS Research, realizada pela Manhattan Associates em parceria com a consultoria internacional Vanson Bourne. Conforme o levantamento, 43% responderam que as empresas no Brasil já utilizam IA e aprendizado de máquina em seus sistemas de gerenciamento de transporte (TMS).

O índice supera a média global de 37%, indicando que o País avança mais rápido na automação e na inteligência aplicada à logística.

O estudo ouviu 1.450 executivos sêniores de transporte, logística, TI, cadeia de suprimentos e finanças em empresas com receita anual global mínima de US$ 750 milhões. Aliás, setores como manufatura, varejo, atacado, bens de consumo, supermercados e alimentos e bebida fizeram parte da pesquisa. No Brasil, 75 pessoas foram entrevistadas.

Aplicações práticas da IA para gestão de transporte

De acordo com Stefan Furtado, gerente regional da Manhattan Associates no Brasil, o uso da tecnologia já faz parte da operação logística de grandes empresas. Inicialmente, a IA era utilizada para otimizar a capacidade de servidores em períodos de pico, como Black Friday e Natal. Hoje, ela está integrada ao coração da operação.

“Nos sistemas TMS, a IA permite simular milhares de rotas possíveis para uma entrega, escolhendo a opção mais eficiente, com menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes. Também ajuda dentro dos centros de distribuição, na organização do picking de produtos, garantindo maior produtividade e menos erros”, explica o gerente.

O especialista cita ainda o avanço dos agentes autônomos de IA, que começam a chegar ao mercado e prometem oferecer apoio direto a gestores de logística. “Será possível perguntar em tempo real ao sistema como está a expedição ou onde há mão de obra ociosa, recebendo respostas imediatas e recomendações práticas”, afirma Furtado.

Criatividade brasileira como diferencial

O Brasil aparece à frente da média global também em expectativas futuras. Conforme a pesquisa, 70% das empresas nacionais já se dizem preparadas para operar com agentes autônomos de IA até 2030. No índice global, esse sentimento aparecer em 62% das respostas. Para Furtado, essa liderança se explica tanto pela pressão do ambiente de negócios, como o volume de burocracia, quanto pelo perfil inovador das companhias brasileiras.

“Somos um país burocrático e com dificuldade de contratação de mão de obra qualificada. A busca por produtividade e a necessidade de fazer mais com menos empurram o mercado para soluções tecnológicas. Além disso, o brasileiro tem uma criatividade natural para superar obstáculos, e isso também se reflete no uso profissional da IA”, analisa.

Sustentabilidade e redução de custos

Globalmente, 62% das empresas já implementaram relatórios de sustentabilidade corporativa, de acordo com o estudo. Porém, no Brasil, o índice chega a 76%. Além disso, 39% das companhias nacionais consideram a sustentabilidade no planejamento operacional, acima da média global de 34%.

Na prática, a IA ajuda a reduzir emissões por meio da otimização de rotas e melhor aproveitamento da capacidade dos caminhões. “Antes, um veículo fazia entregas com metade da carga. Com IA, conseguimos otimizar a cubagem e as rotas, diminuindo o número de caminhões necessários e, consequentemente, o impacto ambiental”, afirma Furtado.

Desafios do uso da IA para gestão do transporte

Apesar do avanço, 55% das empresas brasileiras relatam falta de conhecimento e habilidades internas em IA. Enquanto isso, 48% enfrentam dificuldades de integração aos sistemas existentes e 43% apontam problemas de qualidade e disponibilidade de dados. Esses percentuais são semelhantes aos desafios enfrentados por outros países.

Mesmo assim, a confiança no potencial da tecnologia é alta. Isso porque 89% das empresas brasileiras acreditam que conseguirão reduzir custos de frete em pelo menos 5% nos próximos cinco anos com tecnologias preditivas, acima da média global de 82%.

“O desafio não é apenas adotar IA, mas garantir que ela esteja no coração da estratégia de transporte, gerando resultados tangíveis e sustentáveis”, defende Furtado.

Fonte: Mobilidade Estadão

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Tecnologia

Volvo lança Autocharge em sua rede de eletropostos no Brasil

Nova funcionalidade da recarga automática identifica o veículo e inicia a operação ao plugar o carro

Com o objetivo de melhorar a experiência de carregamento, a Volvo implementou uma nova tecnologia em sua rede de eletropostos que permite iniciar a recarga de veículos elétricos automaticamente. A funcionalidade, chamada Autocharge, identifica o carro assim que o plugue é conectado ao carregador, dispensando etapas manuais de seleção e início da sessão de recarga.

Disponível inicialmente para proprietários de veículos Volvo, o Autocharge exige um cadastro único pelo aplicativo Volvo Car Eletropostos. Após o registro, ao conectar o carro a um carregador de carga rápida (DC), o sistema reconhece o modelo e inicia o carregamento automaticamente. Futuramente, a tecnologia será estendida para todos os veículos elétricos, ampliando o alcance da funcionalidade.

Atualmente, a rede de eletropostos da Volvo Car Brasil conta com 75 pontos de recarga, totalizando mais de 140 conectores de carga rápida, distribuídos nas cinco regiões do país. A rede cobre mais de 30 mil km de rodovias, permitindo viagens de longa distância, como do Rio Grande do Sul até o Ceará, utilizando apenas os carregadores da marca.

Segundo Marcelo Godoy, presidente da Volvo Car Brasil, o Autocharge simplifica o dia a dia dos proprietários de EVs: “Basta conectar o veículo ao carregador, que ele fará a leitura do modelo e identificará o proprietário, iniciando automaticamente a recarga. É mais uma tecnologia presente nos modelos elétricos para auxiliar os clientes”, explica.

Além do Autocharge, o aplicativo Volvo Car Eletropostos já permite consultar todos os pontos de recarga da marca no país, verificar a potência disponível, reservar conectores por até 20 minutos, acompanhar o carregamento em tempo real, e acessar informações sobre horários de maior movimento e amenidades nos locais.

Fonte: Inside Evs

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Inovação, Sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade: tendências para o setor logístico

Segundo dados da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), 124 bilhões de reais é a projeção de investimentos que o setor privado deve realizar em transporte e logística entre 2022 e 2026. Muito além dos aportes para desenvolver ferrovias, rodovias e portos, uma grande tendência é a principal aposta para 2024: a inovação.

Nesse cenário, a democratização do acesso ao transporte por cabotagem é uma das inovações que o setor logístico poderá perceber em breve. Isso porque, atualmente, aqueles que utilizam o transporte por cabotagem são, principalmente, grandes empresas. Mas imagine ter o serviço na palma da mão, seja para cargas cheias ou fracionadas, de uma forma tão simples como comprar uma passagem aérea. Esse será um dos focos do setor de agora em diante: levar o transporte por cabotagem também para pequenas e médias indústrias, empresas e comerciantes, ampliando a competitividade e alcance de mercado para esses clientes. Simplicidade, segurança, economia e sustentabilidade são os pilares da iniciativa.

Há outros campos para inovar dentro do setor, como a digitalização de documentos, uso de Machine Learning para precificação, automatização para aplicações em tempo real e uso da Inteligência Artificial para substituir tarefas operacionais. Com isso, além de maior competitividade, o setor também ganha maior produtividade e multiplica exponencialmente sua capacidade de operação.

Transformação tecnológica

Ainda em meio às iniciativas de inovação, visibilidade em tempo real é assunto obrigatório. Dentre as possibilidades em desenvolvimento, uma das tecnologias utilizada é o uso de sensores nos contêineres, que além de indicarem a posição em tempo real, emitem alertas em caso de violação do contêiner. Já a rastreabilidade em tempo real permite indicar se as cargas chegarão dentro do horário previsto ou se estão atrasadas e qual a nova agenda de entrega.

Outro projeto, já implantado no setor, é um sistema baseado em Machine Learning, para previsibilidade da queda de carga, como foco em minimizar a ocorrência de “no-show” no transporte. Com base em diversas análises, o sistema prevê, com alguns dias de antecedência, qual a probabilidade de cargas não chegarem aos portos, proporcionando tempo para que o time comercial possa conseguir outras cargas, maximizando a ocupação dos navios.

Também baseado em Machine Learning e já em operação, a startup I4Sea desenvolveu uma plataforma de “inteligência climática”, com foco na tomada de decisão quanto às condições climáticas, que podem impactar condições operacionais de terminais portuários e trajetos navegáveis. A plataforma produz insights para prever com antecedência se, por exemplo, um navio deve ou não acelerar sua viagem a fim de evitar problemas nos portos e garantir mais eficiência com relação a queima de combustível, diminuindo as emissões e gerando um impacto econômico significativo.

Além da inovação

Além dos investimentos em inovação, 2024 ainda trará o fomento à agenda ESG, com as empresas cada vez mais comprometidas com a questão ambiental. Nesse cenário, a cabotagem ganha força, já que o transporte multimodal por cabotagem contribui para a redução das emissões de carbono. Para se ter uma ideia, o modal pode reduzir as emissões de CO2 em até 80% a depender do trecho, de acordo com dados do Relatório de Sustentabilidade da Log-In.

Com o mesmo objetivo, os combustíveis renováveis também são uma aposta. O Brasil, por exemplo, já começou a trabalhar com um combustível pioneiro que usa 24% de óleo reciclado, uma alternativa de curto prazo enquanto não há uma migração para combustíveis 100% verdes, como o metanol verde ou amônia – essa última, ainda a alguns anos de distância.

Em se tratando da agenda ESG, a diversidade e a inclusão também seguem com destaque nas empresas do setor logístico. Antes um mercado predominantemente masculino, agora há cada vez mais mulheres, tanto a bordo, quanto nos cargos de gestão.

Superando os desafios

Embora os investimentos em inovação e a expansão da agenda ESG sejam a principal aposta para o crescimento neste ano, o setor ainda esbarra em alguns desafios, principalmente do ponto de vista de infraestrutura.

Com a BR do Mar, programa de estímulo ao transporte por cabotagem sancionado pelo Governo Federal, estima-se que haverá um importante aumento na frota empregada na cabotagem, assim como novos players e consequente aumento na demanda pelo serviço. Com isso, é fundamental que haja uma melhora na infraestrutura portuária, com melhoria dos acessos, maior produtividade e profundidade dos portos, de forma a suportar esse aumento da demanda e o crescente tamanho dos navios.

Um ponto extremamente importante na agenda para 2024 é a formação de marítimos brasileiros. Com o crescente número de empregados na cabotagem, associado ao aumento sensível do mercado de óleo e gás e das embarcações de offshore, já é sentida a falta de mão de obra especializada, demandando maior capacidade de formação e especialização de tripulantes pela Marinha. Do contrário, haverá um forte impeditivo para o crescimento no número de embarcações de bandeira brasileira, com o estrangulamento do setor nos próximos anos.

Finalmente, as mudanças climáticas trouxeram impactos importantes ao setor, com o agravamento da seca dos rios da região Norte do Brasil: o Amazonas e seus afluentes. Embora sejam sazonais, essas variações dos níveis dos rios vêm se agravando ao longo dos anos. Em 2023, entre setembro e novembro, os níveis do Amazonas e seus afluentes ficaram tão baixos que obrigaram a suspensão do tráfego de navios na região, prejudicando diretamente a chegada de produtos de primeira necessidade às populações de Manaus e adjacências, assim como impediram o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus. Essa é uma questão grave que demanda atenção imediata, tanto em relação a buscar alternativas para que o transporte não seja suspenso, como executar iniciativas de dragagem, de sinalização e de segurança na navegação, a fim de melhorar a navegabilidade fluvial.

Diante desse panorama, a logística nacional enfrenta uma encruzilhada que exige abordagens inovadoras e estratégias resilientes. Se, por um lado, a inovação e a agenda ESG apontam para um futuro promissor, por outro, as adversidades climáticas e as demandas de infraestrutura destacam a necessidade urgente de investimentos em soluções. Superando esses obstáculos com novas tecnologias e maior eficiência operacional, o setor de transporte e logística seguirá próspero em um cenário cada vez mais dinâmico.

Fonte: Modais em Foco

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Tecnologia

A verdadeira vantagem da China em IA não pode ser embargada

Enquanto os Estados Unidos impõem sanções a empresas como a Huawei, os chineses investem em uma abordagem que nenhuma política de contenção consegue minar: gerar talentos em massa em inteligência artificial

Quando a Meta anunciou, no fim de junho, um investimento estratégico na Scale AI e, logo depois, a contratação de oito estrelas da inteligência artificial, o movimento poderia parecer apenas mais uma disputa de talentos entre big techs.

Mas, para quem acompanha a geopolítica da tecnologia, é um sinal provocativo: a verdadeira vantagem competitiva da China na corrida da IA não está só nos chips e no hardware, mas nas pessoas. Seis das oito contratações de Zuckerberg são de origem chinesa, incluindo o próprio fundador da Scale AI, Alexandr Wang.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, ele mesmo nascido em Taiwan de família originalmente da China Continental, já alertou que mais da metade dos talentos mais relevantes em IA no mundo hoje são de etnia chinesa.

Enquanto os Estados Unidos impõem sanções a empresas como a Huawei, restringem a exportação de chips avançados da Nvidia e da AMD, bloqueiam o acesso a máquinas de litografia da ASML e investem US$ 52 bilhões no CHIPS Act para reconstruir sua indústria de semicondutores, a China segue investindo em uma abordagem que nenhuma política de contenção consegue minar: gerar talentos em massa em inteligência artificial.

Essa formação estratégica tem início muito antes da universidade. O país não se resume a formar cientistas — ele está moldando sua população desde a infância para pensar e inovar com IA. A partir de 2018, um programa nacional de educação em IA foi implementado nas escolas básicas, e, em 2019, o governo lançou o “Inteligência Artificial para Educação Primária e Secundária”, com a meta de alcance total até 2025.

Com isso, mais de mil escolas públicas oferecem cursos com material padronizado, como o livro Fundamentos de Inteligência Artificial, presente em 50 mil salas de aula.

Crianças a partir dos seis anos aprendem lógica computacional, constroem robôs, programam assistentes de voz e treinam algoritmos simples com kits das empresas DJI, UBTech e SenseTime.

A plataforma iFLYTEK Smart Education já impactou mais de 28 milhões de estudantes, inclusive em áreas rurais, com conteúdos gamificados e professores apoiados por IA. Enquanto o Ocidente ainda discute se ChatGPT pode ser usado em sala de aula, a China alfabetiza milhões de crianças em IA — criando uma base de conhecimento que nenhuma sanção tecnológica consegue dispersar.

E essa visão se reflete no ensino superior. Conforme reportado pela MIT Technology Review, 80% dos estudantes chineses já utilizam ferramentas de IA — contra apenas 40% nos Estados Unidos. Os professores incentivam o uso de IA para brainstorming acadêmico, aprimorar redações e até auxiliar em pesquisas.

Grandes universidades como Tsinghua, Peking e Zhejiang incorporam laboratórios de IA em aulas de engenharia, medicina ou direito, e o Ministério da Educação sanciona oficialmente essa prática.

Já os ocidentais…

Enquanto isso, no Ocidente, muitos centros ainda debatem ética, riscos e possíveis fraudes de uso de IA. O resultado é que os graduandos chineses saem fluentes em IA — uma vantagem que nenhum programa emergencial ocidental é capaz de replicar.

Esse projeto educacional está conectado a uma estratégia de Estado iniciada em 2017 com o Plano Nacional de Desenvolvimento da Nova Geração de Inteligência Artificial, cujo objetivo explícito é tornar a China líder global em IA até 2030.

Mais de 345 universidades oferecem cursos especializados, o país forma cerca de 100 mil profissionais ao ano — incluindo 50 mil doutores em STEM — e já responde por 40% da produção científica global em IA e por 70% das patentes concedidas no setor em 2023.

Esse pipeline começa na escola primária, avança para a academia e se conecta a laboratórios de ponta em parceria com conglomerados como Alibaba, Huawei, Tencent e Baidu.

Em escala individual, a influência chinesa se expressa em figuras que moldam o futuro da IA global há tempos. Kai‑Fu Lee, ex-presidente da Google China, fundador da Sinovation Ventures e autor de AI Superpowers, permanece uma voz influente sobre o papel da China na tecnologia.

Fei‑Fei Li, professora da Stanford e cofundadora do AI4ALL, e Andrew Ng, cofundador do Google Brain e ex-diretor de IA da Baidu, são referências mundiais em aprendizado de máquina e visão computacional — fenômenos acadêmicos formados na China ou de origem chinesa, mas atuantes globalmente.

Além desses pilares, a ofensiva da Meta reforça a tese. A empresa recrutou Shengjia Zhao — co-criadora do ChatGPT e GPT‑4 — como chief scientist de sua nova Superintelligence Lab, em uma contratação simbólica que sinaliza ambição e urgência na guerra por talentos.

Zhao será líder do laboratório ao lado de Wang da Scale AI, demonstrando como a cultura de excelência e mobilidade dos pesquisadores chineses está central para o avanço estratégico dessas plataformas. Outros nomes incluem Li Yuanzhi, pesquisador da OpenAI, e Pang Ruoming, ex-engenheiro de modelos de fundação da Apple e veterano do Google, que veio por um pacote de USD 200 milhões.

Os desafios

Historicamente, os Estados Unidos eram um ímã para cientistas estrangeiros — mas isso vem mudando. Desde 2018, milhares de pesquisadores chineses deixaram universidades americanas diante de restrições de imigração, cortes em bolsas, pressões geopolíticas e um ambiente acadêmico mais hostil.

Ainda assim, mais de 40% dos principais pesquisadores de IA nos Estados Unidos são de origem chinesa e continuam liderando projetos como GPT, Gemini e Claude. A China está trazendo muitos deles de volta por meio do Thousand Talents Plan, do WAIC em Xangai, de pacotes com moradia, autonomia científica e, sobretudo, propósito nacional.

Enquanto a Meta chega a oferecer salários milionários na disputa por talento, a China constrói vantagem por escala educacional, narrativa e confiança social, transformando-se no celeiro mundial. Além de mais de 80% da população ver a IA de forma positiva, a tecnologia é um projeto de Estado — avançando na disseminação para outras camadas da população, mobilizando professores rurais e norteando as escolhas profissionais da nova geração.

Mas o modelo também enfrenta desafios: a previsão é que o país precisará de 4 a 5 milhões de profissionais de IA até 2030, há disparidades regionais na qualidade de ensino e o uso de vigilância em sala de aula pode cercear a liberdade intelectual. Ainda assim, a coordenação entre escolas, universidades e centros de pesquisa oferece uma vantagem estrutural que nenhum outro país está perto de igualar.

Os Estados Unidos podem restringir chips da Nvidia, bloquear equipamentos da ASML, sancionar empresas ou isolar centros de pesquisa. Mas nada disso desfaz a alfabetização digital de milhões de crianças chinesas que, desde os seis anos, aprendem a programar robôs, treinar algoritmos e pensar computacionalmente.

Chips podem ser copiados. Fábricas podem ser construídas. Subsídios podem ser igualados. Mas cérebros em escala? Esses não se embargam. A verdadeira vantagem da China em IA não está no silício — está nos milhares de talentos — e essa é a barreira mais difícil de copiar ou bloquear.

Quando o Japão quis desenvolver seu futebol na década de 1990, levou nosso Zico para ser técnico e jogador para desenvolver o esporte no país. Em 2024, a seleção japonesa conseguiu derrotar Alemanha e Espanha, ambas campeãs do mundo. Será que não está na hora de importarmos um Carlos Ancelotti chinês do AI antes de tomarmos mais um 7×1?

Fonte: NeoFeed

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Inovação, Tecnologia

Máquinas com olhos e cérebros próprios: como a indústria em Joinville entrou na era da IA e IoT

Sensores, conectividade e inteligência artificial já transformam a indústria em Joinville, onde sistemas monitoram em tempo real e analisam dados com velocidade e precisão

A indústria em Joinville, no Norte catarinense, combina a tradição da manufatura com a inovação tecnológica. Máquinas que antes apenas repetiam movimentos agora pensam, aprendem e se conectam.

A “magia” da IoT (Internet das Coisas), combinada à inteligência artificial, transforma equipamentos em verdadeiros parceiros inteligentes. Essa integração já é realidade em parte da indústria local.

Para Dinor Martins Júnior, especialista em educação do Senai, além da forte base industrial, Joinville conta com instituições estratégicas e um ecossistema de inovação que impulsionam a adoção de tecnologias da indústria 4.0.

A força da indústria em Joinville

IoT e IA: um avanço da Indústria 4.0?

A chamada Indústria 4.0 – a quarta revolução industrial – marca a digitalização dos processos e a integração de automação, sensores, conectividade e análise de dados. O objetivo é criar fábricas mais flexíveis e eficientes, capazes de gerar, transmitir e interpretar informações em tempo real.

Nesse contexto, a IoT funciona como o sistema nervoso das operações, coletando sinais por meio de sensores, enquanto a IA age como o cérebro, interpretando esses sinais e ajudando na tomada de decisões.

Segundo Dinor, o primeiro passo dessa revolução foi digitalizar os processos. “As informações de um processo de uma máquina devem ser transformadas digitalmente. Assim, os dados serão administrados para que se tome uma ação preditiva”, explica.

A ação preditiva permite prever falhas ou ajustes antes que se tornem um problema. Com sensores conectados, as máquinas passam a gerar e transmitir dados em tempo real, abrindo caminho para análises e intervenções mais rápidas e precisas.

Os dados variam conforme o equipamento: podem incluir temperatura, consumo de energia, localização, velocidade, obstáculos e proximidade. Um robô de transporte de peças, por exemplo, pode transmitir informações sobre cada trajeto que realiza.

A internet das coisas, por si só, monitora e envia dados. Com a inteligência artificial, essas informações ganham outra camada de análise. “A tendência é que haja também uma ação no sentido de administrar ou analisar esses dados”, complementa Dinor.

Do dado à decisão: a inteligência artificial entra em campo na indústria em Joinville

A IA analisa grande volume de informações e identifica padrões que escapariam dos olhos humanos, explica Fábio Abaid, engenheiro de mecatrônica e head de tecnologia da Schulz Tech.

Na prática, essa inteligência se conecta a soluções como a plataforma desenvolvida pela empresa, que monitora veículos pesados e equipamentos industriais por meio de sensores embarcados. O sistema coleta dados como pressão dos pneus, localização, frenagens bruscas e acelerações, tudo processado em tempo real.

“As informações operacionais são transformadas em indicadores financeiros. Assim é possível enxergar quanto custa cada quilômetro rodado do caminhão”, explica Fábio.

“Por exemplo, se um pneu está com pressão abaixo do ideal conseguimos mensurar quanto isso gera de consumo extra de combustível e desgaste do equipamento”, exemplifica.

Isso implica também na segurança das pessoas, já que o sistema monitora os dados do caminhão, prevendo aquecimentos, monitorando pneus, freios e outros.

A plataforma já acompanha mais de 20 milhões de quilômetros rodados, e os dados alimentam um modelo de inteligência artificial que identifica tendências. Dessa forma, alertas automáticos são disparados assim que detecta risco de falha.

Segundo Fábio, a IA também automatiza relatórios e sugere interpretações, o que permite que os gestores tomem decisões com base em dados confiáveis e atualizados.

“Para saber o que é ideal, primeiro precisamos de padrões para comparar. A inteligência artificial cria esses padrões a partir dos dados coletados, o que possibilita uma análise muito mais precisa”.

A interação humana e a tecnologia

O relacionamento entre humano e máquina sempre foi central na história da indústria. O avanço tecnológico intensifica essa relação, trazendo novas formas de colaboração.

Nesse contexto, a chamada quinta revolução industrial surge como um convite à reflexão sobre essa interação cada vez mais integrada entre homem e tecnologia.

Conforme as autoras Ana Moura e Bárbara Romeira no livro Indústria 5.0, a busca é pelo aproveitamento do avanço da internet ao longo dos anos para aprimorar o trabalho humano no setor.

Essa perspectiva impacta diretamente a forma como as pessoas enxergam as máquinas e equipamentos, assim como molda a compreensão das novas gerações sobre as possibilidades de trabalho dentro das linhas de produção.

“Não se enxerga mais a indústria como se vendia no passado, como uma operação totalmente manual ou um ambiente desatualizado, por exemplo. Muito pelo contrário, hoje existe muita tecnologia emergente, IA, IoT, conectividade. E o jovem vai poder se desdobrar dentro desses temas”, afirma Dinor.

Os pilares dessa nova indústria envolvem gerar valor social e econômico, impulsionar a inovação científica e tecnológica e integrar pessoas, conhecimento e capital em um ciclo contínuo de desenvolvimento.

“É claro que os trabalhos manuais existem e ainda serão muito importantes, mas conhecer as possibilidades do uso da tecnologia na indústria eu acredito que vai brilhar os olhos da nova geração e de quem está inserido na internet”, destaca o especialista.

Abaid também enxerga a relação no aprimoramento e nas aplicações das novas tecnologias na experiência da Schulz Tech.

“Na implantação, às vezes existe uma resistência inicial por parte do motorista. Mas, quando ele percebe que os dados ajudam a evitar que ele mesmo sofra algum dano, passa a ser um multiplicador e a se relacionar de forma diferente com o sistema”, compartilha.

O que pode evidenciar que a transformação industrial impulsionada pelas tecnologias da Indústria 4.0 e a integração entre IA e IoT segue uma jornada. As peças centrais são a produção com decisões orientadas por dados e a integração humana.

O cenário catarinense

Embora a indústria catarinense seja diversa, Dinor observa que a adoção de tecnologias já está consolidada em alguns setores, enquanto outros ainda estão na fase inicial de implantação.

“A indústria catarinense é exportadora. Para competir com países como China e Estados Unidos, é fundamental refletir sobre essas aplicações dentro da produção”, afirma.

Ele ressalta que vivemos um momento de intensa captação de dados. “Em algumas empresas, essas ações já acontecem porque as capturas de dados estão sendo feitas há 5, 10, 15 anos, e agora é o momento de agir sobre eles. Outras ainda estão instalando seus sistemas de IoT para, no futuro, administrar essas informações. Agir sobre os dados significa buscar maior produtividade, segurança e qualidade”.

Fonte: ND+

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Tecnologia

Tecnologia inovadora de propulsão elétrica para a indústria marítima recebe certificação da ABS

A ABS emitiu um certificado de Qualificação de Nova Tecnologia (NTQ) para a HD Korea Shipbuilding & Offshore Engineering (HD KSOE) e a HD Hyundai Heavy Industries (HD HHI) pela sua solução de propulsão elétrica de próxima geração: o sistema de energia em corrente contínua de média voltagem (MVDC) para embarcações.

O sistema de energia Breakerless-MVDC é baseado no sistema de propulsão modular da HD Hyundai e é o primeiro do mundo a receber um certificado NTQ da ABS, que indica a viabilidade e maturidade da tecnologia por meio de um programa de avaliação sistemático.

“A colaboração é fundamental para acelerar com segurança o progresso tecnológico exigido pela indústria marítima. Estamos entusiasmados em aprofundar nosso relacionamento com a HD KSOE e a HD HHI, explorando em conjunto soluções inovadoras que moldarão e aperfeiçoarão a próxima geração de embarcações”, afirmou Patrick Ryan, vice-presidente sênior e diretor de tecnologia da ABS.

Sanghyun Kim, vice-presidente sênior da HD KSOE, acrescentou: “O sistema de energia MVDC, agora certificado como nova tecnologia pela ABS para navios comerciais e militares, representa nossa avançada capacidade em eletrificação marítima e nosso sucesso em superar as barreiras tecnológicas existentes. Nosso objetivo é liderar a comercialização de navios de propulsão elétrica sem emissões de carbono”.

O NTQ é o mais recente resultado de um programa de colaboração de longo prazo entre a ABS, HD HHI e HD KSOE, e faz parte de um acordo anunciado em 2024 para explorar sistemas de energia em corrente contínua de média tensão (MVDC) em embarcações.

Fonte: Portal Portuário

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Informação

Pix cresce em popularidade em locais visitados por brasileiros no exterior

Durante as férias de julho, a dentista brasiliense Tuanny Noronha optou por pagar refeições e compras usando o Pix, mesmo estando fora do país.

Em cidades como Ciudad del Este, no Paraguai, e Buenos Aires, na Argentina, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos já é aceito com surpreendente facilidade. A experiência dela exemplifica um fenômeno em expansão: o uso do Pix em destinos turísticos populares entre brasileiros.

Criado em 2020 pelo Banco Central, ele se consolidou rapidamente como a principal forma de pagamento no Brasil. Agora, impulsionado por fintechs e soluções tecnológicas inovadoras, o sistema rompe fronteiras e começa a ganhar força em lojas, restaurantes e aeroportos do exterior.

Como o Pix funciona fora do Brasil?

Entendendo a estrutura técnica e legal

Apesar de o Pix, oficialmente, funcionar apenas entre contas registradas no Brasil, empresas intermediadoras permitem que ele seja utilizado em compras no exterior.

A chave para isso está nas parcerias entre fintechs brasileiras e adquirentes locais — instituições financeiras responsáveis pelas maquininhas de pagamento.

O processo, passo a passo

  1. O comerciante estrangeiro digita o valor da compra na maquininha, em moeda local.
  2. A máquina gera um QR Code Pix, com valor já convertido para reais.
  3. O cliente brasileiro escaneia o código com seu aplicativo bancário e realiza o pagamento.
  4. O valor é transferido para o intermediário, que repassa à loja em moeda local.

Esse sistema garante câmbio instantâneo e transparente, com IOF embutido e sem surpresas na fatura, diferentemente do cartão de crédito.

“O câmbio é garantido no ato da compra. É mais prático e seguro que andar com dinheiro ou usar cartão”, afirma Alex Hoffmann, CEO da fintech PagBrasil.

Países onde o Pix já está sendo aceito

Argentina e Paraguai: pioneiros da integração

Cidades de fronteira, como Ciudad del Este, se destacam pela alta penetração do Pix em estabelecimentos comerciais, principalmente os frequentados por turistas brasileiros. Buenos Aires também já conta com ampla adesão, especialmente em restaurantes e lojas de departamentos.

Uruguai e Chile: expansão natural no Mercosul

Após testes bem-sucedidos em Punta del Este, o sistema se expandiu rapidamente para o Uruguai e, em seguida, para o Chile, onde plataformas como a PagBrasil e outras adquirentes locais viabilizam o uso.

Portugal, Espanha e França: a Europa no radar

Segundo o Banco Central, países europeus com grande fluxo de turistas brasileiros também já começaram a adotar o Pix, especialmente por meio de contas multimoeda ou sistemas de câmbio digital com cartão pré-pago.

Estados Unidos: parceria com a Verifone acelera expansão

Nos EUA, o acordo recente entre a PagBrasil e a Verifone, maior adquirente do país, pode ampliar significativamente a aceitação do Pix. O foco será em regiões como Flórida e Nova York, onde a presença brasileira é constante.

Soluções complementares: multimoedas e apps financeiros

Além do uso direto via maquininha, muitos brasileiros utilizam contas digitais internacionais e aplicativos de câmbio para converter reais em outras moedas. O Pix entra nesse processo como forma de crédito:

  • O usuário faz um Pix para a carteira digital.
  • O app converte em euros, dólares ou outras moedas.
  • O saldo pode ser usado via cartão de débito digital ou físico.

Caso real: Pix em Paris

A jornalista Verônica Soares usou o método durante férias em Paris:

“Faço um Pix no meu banco do Brasil, envio para o app e transformo em euro. É instantâneo, sem fila de casa de câmbio, usando só o celular.”

Impacto no turismo e no comércio

Vantagens para o consumidor brasileiro

  • Evita necessidade de dinheiro em espécie.
  • Evita taxas variáveis do cartão de crédito.
  • Permite controle de câmbio no momento da compra.
  • Reduz riscos de segurança ao eliminar grandes somas em espécie.

Benefícios para o comércio estrangeiro

  • Acesso a um público brasileiro com alto poder de consumo.
  • Liquidez garantida com transferência em tempo real.
  • Simplicidade na operação, com integração às maquininhas já existentes.

Segundo dados do Escritório Nacional de Turismo dos EUA, mais de 1,9 milhão de brasileiros viajaram para os Estados Unidos em 2024, com gastos superiores a US$ 4,9 bilhões. A expectativa é que o número ultrapasse 2 milhões de visitantes em 2025, o que justifica o investimento em meios de pagamento voltados a esse público.

Limitações e desafios do Pix fora do Brasil

Ausência de Pix internacional nativo

Banco Central ainda não lançou uma versão internacional do Pix, mas participa do projeto Nexus, liderado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), que busca criar um sistema global de pagamentos instantâneos interconectados.

Intermediação obrigatória

Atualmente, a operação do Pix no exterior depende da existência de um intermediário com conta no Brasil e estrutura para converter moedas. Isso significa que, embora eficiente, o sistema ainda não é totalmente nativo ou autônomo fora do país.

“É uma etapa do Pix. Ele está presente apenas no início da transação. O restante ainda é feito via canais tradicionais”, explicou o Banco Central.

Tendência irreversível: o Pix como novo padrão global?

“Sistema imparável”, dizem especialistas

Apesar de possíveis resistências — inclusive políticas, como a recente investigação aberta pelo governo norte-americano contra práticas comerciais brasileiras — o avanço do Pix parece inevitável, segundo empresários do setor.

“O Pix é o sistema de pagamento mais versátil do mundo. Ele funciona como transferência, como QR Code, como pagamento automático e, em breve, terá versão com parcelamento”, afirma Hoffmann, da PagBrasil.

Futuro do Pix: o que esperar?

Novas funcionalidades em desenvolvimento

  • Pix garantido (parcelamento no estilo cartão de crédito)
  • Pagamentos por aproximação via NFC
  • Integração com carteiras digitais globais
  • Ampliação de aceitação em aeroportos e redes hoteleiras

Adoção institucional e integração global

Com o apoio de fintechs, empresas de turismo, varejo e tecnologia, o Pix deve se tornar cada vez mais comum fora do Brasil. A tendência aponta para um sistema em que brasileiros poderão usar seu app bancário como forma principal de pagamento em qualquer lugar do mundo.

Conclusão

A popularização do Pix entre turistas brasileiros no exterior representa mais do que uma simples facilidade tecnológica. Trata-se de uma mudança de paradigma no comércio internacional e nas finanças pessoais, colocando o Brasil na vanguarda global dos sistemas de pagamento.

Com soluções cada vez mais acessíveis, seguras e integradas, o Pix consolida seu papel como uma ponte entre o consumidor brasileiro e o mercado global, transformando a forma como viajamos, compramos e interagimos economicamente fora do país.

Fonte: Seu Crédito Digital

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Tecnologia

Alibaba revela óculos inteligentes com IA para brigar no mercado com a Meta

Quark AI Glasses saem ainda em 2025 trazendo recursos como chatbot e tradução em tempo real

A gigante Alibaba, dona de plataformas como o site de compras online Aliexpress, anunciou um par de óculos inteligentes de fabricação própria. O produto se chama Quark AI Glasses e foi exibido pela primeira vez durante um evento na China.

A iniciativa é a primeira de uma empresa chinesa ao combinar dois mercados em alta: os smart glasses, cada vez mais finos e parecidos com modelos convencionais, e recursos de inteligência artificial (IA) que aprimoram as funções do acessório. Não há mais imagens do produto até o momento além da única divulgada oficialmente pela marca.

Com o lançamento do Quark AI Glasses para 2025 na China (e talvez em outras partes do mundo no ano seguinte), o Alibaba adiciona um novo integrante em um mercado cada vez mais povoado e cheio de expectativas. A atual referência na área é a Meta, dona de serviços como Facebook, Instagram e WhatsApp. A companhia tem dois grandes óculos inteligentes no mercado, um deles em parceria com a Ray-Ban e já bem estabelecido no setor, e um anúncio mais recente com a Oakley.

O que já sabemos do Quark AI Glasses do Alibaba

  • Até o momento, não há informações sobre as especificações técnicas dos óculos inteligentes do Alibaba, mas a promessa da empresa é lançar o aparelho até o fim de 2025;
  • A parte de IA será controlada pelo grande modelo de linguagem (LLM) da companhia, o Qwen, e o chatbot de assistência e geração de conteúdo, o Quark;
  • O serviço de IA do Alibaba já é bastante integrado com o ecossistema da companhia, que inclui serviços como a plataforma de pagamentos Alipay e o comparador de preços Taobao, entre outros;
  • Algumas das funções confirmadas incluem suporte para chamadas telefônicas sem precisar das mãos, streaming de música, tradução ou transcrição de falas em tempo real e recursos de vídeo, já que ele conta com uma câmera frontal;
  • Mesmo com a falta de informações concretas, as ações da Alibaba subiram cerca de 2% nesta segunda-feira (28) após a revelação dos planos;

O mercado de óculos inteligentes

Para além do futuro projeto do Alibaba e da Meta, outras fabricantes de eletrônicos já se movimentam para lançar ou buscar uma forma otimizada de um desses acessórios para lançamento em curto prazo. Só em 2025, a Google exibiu pela primeira vez novos óculos inteligentes com recursos da IA do Gemini — mais de uma década depois do fiasco do Google Glass — e a Xiaomi apresentou os próprios AI Glasses, já à venda na China.

A também chinesa Huawei possui um modelo próprio de smart glasses, porém mais antigo e sem recursos de IA. Além disso, há rumores de que a Apple possa lançar um par de óculos inteligentes já em 2026, após perceber a movimentação das concorrentes e uma possível demanda por inovações após a entrada em realidade mista com o Apple Vision Pro.

Fonte: Tec Mundo

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Informação

TikTok vai avisar pais quando adolescentes postarem vídeo, story ou foto

Pais que tiverem contas sincronizadas com filhos poderão saber se adolescente liberou download de seus posts e quais temas ele selecionou para ver no feed.

O TikTok anunciou nesta quarta-feira (30) que os pais que tiverem suas contas sincronizadas com as dos filhos serão notificados sempre que os adolescentes publicarem vídeos, stories ou fotos em suas contas públicas ou privadas.

Os responsáveis também poderão ver as configurações que o adolescente definiu para a sua conta: se o download de vídeos por terceiros está habilitado, se outras pessoas podem republicar os vídeos, se a lista de seguidores está visível e quais tópicos foram escolhidos por ele para moldar o feed.

Segundo o TikTok, as opções são desativadas por padrão para adolescentes de 13 a 15 anos.

Os novos alertas para pais de adolescentes fazem da Sincronização Familiar, área de controle parental da plataforma. Eles serão ativados por padrão para quem habilitar a sincronização a partir de agora, mas quem já usa o recurso deverá ativar as novas notificações manualmente (veja abaixo como ativar).

O TikTok afirmou que a nova configuração tem como objetivo manter os pais informados e incentivar conversas abertas sobre o que os adolescentes estão postando — sem interferir na criatividade ou independência deles.

“Seguimos fornecendo às famílias um conjunto de ferramentas para estimular diálogos abertos e contínuos sobre suas experiências online. Para aprofundar essas conversas, começamos a introduzir novos recursos de Sincronização Familiar, que dão mais visibilidade sobre as atividades das contas dos adolescentes”, disse o TikTok, em comunicado.

Como ativar proteção no TikTok

  1. Toque em “Perfil” na parte inferior;
  2. selecione o menu ();
  3. clique em “Configurações e privacidade“;
  4. selecione “Sincronização Familiar” e clique em “Continuar“;
  5. indique se esse é o celular de “Pai/mãe” ou do “Adolescente” e confirme em “Avançar“;
  6. faça o mesmo caminho no outro celular, escaneie o código da plataforma e clique em “Vincular contas”.

Pais que já ativaram o controle precisam ativar o novo recurso para receber as notificações. Para isso, é preciso acessar a área de “Configurações e privacidade“, tocar em “Sincronização Familiar” e ativar a funcionalidade.

Fonte: G1

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