Comércio Exterior, Importação

Importados do Brasil pesam na inflação dos EUA antes mesmo da tarifa

Grupo alimentação puxou preços ao consumidor, com destaque para café e frutas cítricas

A inflação nos Estados Unidos voltou a subir em junho, atingindo seu nível mais alto em quatro meses, à medida que o aumento de preços — incluindo aqueles provenientes de tarifas — tiveram um impacto maior.

Os preços ao consumidor subiram 0,3% no mês passado, elevando a taxa de inflação anual para 2,7%, a mais alta desde fevereiro, de acordo com os últimos dados do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) divulgados na terça-feira (15) pelo BLS (Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA).

Esperava-se que o dado de junho fosse um “ponto de virada” em que tarifas elevadas deixariam uma marca ainda maior nos dados de inflação. No entanto, até que ponto as tarifas podem aumentar a inflação e por quanto tempo isso pode durar ainda é uma questão em aberto.

Economistas como Heather Long, da Navy Federal Credit Union, alertaram que os impactos relacionados às tarifas ainda são iniciais.

“As tarifas estão começando a pesar”, disse a economista-chefe da Navy Federal Credit Union, em entrevista à CNN Internacional. “Não foi tão ruim quanto o esperado, mas dá para ver nos dados. Isso parece o primeiro inning, os estágios iniciais do que provavelmente será um número cada vez maior de itens apresentando aumento de preço.”

Ela observou como os preços do café e da laranja — categorias já duramente afetadas pelos impactos climáticos e que também devem sofrer pressão adicional com as tarifas — dispararam em junho.

Os produtos são duas das principais exportações que o Brasil faz aos EUA. Enquanto o café é 3º item mais vendido, somando US$ 1,172 bilhão entre janeiro e junho deste ano, os sucos de frutas — dentre os quais prevalece o da laranja — são o 6º, com US% 743 milhões.

O CPI apurou que o café subiu 2,2% nos EUA ao longo do último ano, enquanto as frutas cítricas 2,3%, acima da meta perseguida pelo Fed (Federal Reserve) de 2%.

“Você não compra uma máquina de lavar nova toda semana, mas compra frutas e vegetais”, disse Long.

Na terça, Trump comemorou a queda dos preços ao consumidor e autoridades da Casa Branca minimizaram o efeito das tarifas sobre a inflação geral. Trump pediu ao Fed que cortasse as taxas de juros “agora!”.

Os dados vieram em linha com as previsões dos economistas de que o CPI geral aumentaria em relação às variações mensal de 0,1% e anual de 2,4% relatadas em maio.

Eles esperavam que preços mais altos do gás ajudassem a elevar o índice geral (o que foi o caso) e anteciparam que um conjunto mais amplo de produtos mostraria o efeito das empresas repassando custos mais altos de importação aos consumidores (o que também foi o caso).

Excluindo gás e alimentos, que tendem a ser bastante voláteis, o núcleo do CPI ficou abaixo das expectativas, subindo 0,2% em relação a maio e 2,9% nos 12 meses encerrados em junho. No entanto, isso representa uma aceleração em relação aos 0,1% e 2,8%, respectivamente, do mês anterior.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Após tarifas, frigoríficos do MS interrompem produção destinada aos EUA

À CNN, presidente de entidade fala em inviabilização de negócios e busca por novos contratos com outros países

Frigoríficos do Mato Grosso do Sul que produzem carne para o mercado dos Estados Unidos estão interrompendo a produção destinada às exportações norte-americanas, afirmou à CNN Regis Luís Comarella, presidente do Sicadems (Sindicato das Indústrias de Carne do Mato Grosso do Sul) e diretor da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

Comarella disse que os produtores “viraram a chave” e estão buscando desviar o excedente para China, Chile e países da África, como a Argélia.

“Os frigoríficos pararam de produzir produtos para os Estados Unidos, com rotulagem para o mercado americano […] até que haja solução para voltar ao normal. Eles diminuíram um pouco a escala e os abates para não ficar com estoque alto”, relatou o presidente do Sicadems à CNN nesta terça-feira (15).

Com certeza a tarifa inviabiliza [o comércio com os EUA], já que o Brasil já é taxado por eles, […] com mais 50% não há condições de honrar os contratos existentes, pois o prejuízo é muito para as empresas”, ressaltou.

Quatro dos frigoríficos que atuam no estado são habilitados para enviar suas carnes aos EUA:

  • Naturafrig;
  • JBS;
  • Minerva;
  • Iguatemi.

CNN entrou em contato com as empresas e aguarda retorno para atualizar a matéria.

Segundo o Sicadems, os Estados Unidos foram o segundo maior mercado para a carne sul-mato-grossense em 2024: foram enviados US$ 215 milhões de dólares em produtos aos EUA.

Um impacto que Comarella diz que virá “com certeza” é o da queda no preço do arroba do boi, não só no estado, “mas em nível Brasil”, por conta do excedente de produtos que devem ficar estacionados por aqui.

Como alternativas para mitigar o impacto da tarifa dos EUA, o presidente do Sicadems lista três caminhos.

“Primeiramente, é tentar que aplicação da taxa seja prorrogada mais para frente, para que dê tempo dessa carne que está embarcada chegar até o destino, fugindo da taxa. Segundo, é dialogar para que se tenha um resultado positivo. Terceiro, ir atrás de novos contratos com outros países que não tenham essa taxa.”

Na última quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa de 50% contra os importados brasileiros que entrarem no país. A taxa entra em vigor no dia 1º de agosto, reforçou o republicano nesta terça.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior

Câmaras de comércio nos EUA e no Brasil pedem suspensão de taxas

Entidades apontam prejuízos para cadeias produtivas dos dois países

A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram nota conjunta na qual pedem para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão das tarifas de 50% imposta aos produtos brasileiros.

A taxação às exportações brasileiras está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto.  A nota das entidades destaca que a medida unilateral do governante dos Estados Unidos vai afetar “produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos”.

As duas câmaras de comércio defenderam que Estados Unidos e Brasil “se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%”. Além disso, as entidades alertam que as taxações podem estabelecer um precedente “preocupante” nas relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos”.

As entidades apontam que mais de 6,5 mil pequenas empresas dos Estados Unidos dependem das importações brasileiras e outros 3,9 mil empreendimentos norte-americanos contam com investimentos no Brasil.

“O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos”, destaca o comunicado.

A seguir, a íntegra da nota das U.S. Chamber of Commerce e a AmCham:

“A U.S. Chamber e a Amcham Brasil solicitam aos governos dos Estados Unidos e do Brasil que se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%. A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante.

A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos.

Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países. A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva — que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Os pedidos de Lula na carta que será enviada aos EUA após tarifaço de Trump

Documento será endereçado à Secretaria de Comércio, liderada pelo representante comercial dos Estados Unidos (USTR), com quem as negociações sobre as tarifas têm sido conduzidas

O governo Lula (PT) pretende enviar, nos próximos dias, uma carta para os Estados Unidos por meio da embaixada do Brasil em território norte-americano. A decisão ocorre em meio às negociações do Brasil para reverter a taxação de 50% a produtos brasileiros anunciada pelo presidente americano Donald Trump. As informações são do g1.

A carta será endereçada à Secretaria de Comércio, liderada pelo representante comercial dos Estados Unidos (USTR), com quem as negociações sobre as tarifas têm sido conduzidas. O documento está pronto e será assinado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e pelo chanceler Mauro Vieira. O texto aguarda o aval de Lula.

No documento enviado ao governo dos EUA, o Brasil formaliza três pedidos:

  • Que os canais de diálogo entre os dois governos continuem abertos;
  • Que sejam marcadas novas reuniões entre os representantes dos países sobre o tema; e
  • Que os Estados Unidos respondam o material que o governo brasileiro mandou ainda em maio, detalhando informações sobre balança comercial e outros números, e que permanecem sem resposta.

Lei da Reciprocidade

Lula (PT) assinou na segunda-feira (14) o decreto que regulamenta a chamada Lei da Reciprocidade. A medida possibilita que o Brasil adote uma resposta à sobretaxa de 50% anunciada por Donald Trump para produtos brasileiros.

A proposta foi aprovada no Congresso em abril, quando teve tramitação acelerada na Câmara e no Senado, com apoio de ruralistas e governistas. O decreto impõe a reciprocidade de regras ambientais e comerciais nas relações do Brasil com outros países.

O tarifaço de Trump

A taxação adicional de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos foi anunciada na semana passada em carta divulgada pelo presidente norte-americano Donald Trump. No texto, o líder credita a medida a uma “caça às bruxas” que na opinião dele vem sendo feita na Justiça do Brasil contra o ex-presidente e aliado Jair Bolsonaro, além de citar um suposto déficit do país nas relações comerciais com o Brasil e processos para retirada de conteúdo contra gigantes de tecnologia que atuam no país.

O anúncio gerou reações no meio político e econômico brasileiro, com o receio sobre possíveis reflexos no país. As vendas para os Estados Unidos representam cerca de 12% das exportações nacionais e 14% das vendas de Santa Catarina para o mercado externo.

Fonte: NSC Total

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Economia, Mercado Internacional

Economia chinesa cresce 5,2% no 2º trimestre, mesmo com tarifaço de Trump

Dados divulgados nesta segunda-feira mostram que as exportações chinesas apresentaram um bom desempenho, resistindo à guerra comercial com os Estados Unidos.

A economia chinesa cresceu 5,2% no segundo trimestre do ano, segundo dados oficiais publicados no fim da noite desta segunda-feira (14), graças ao bom desempenho das exportações e apesar da guerra comercial com os Estados Unidos.

O resultado corresponde à previsão de uma pesquisa da AFP realizada com analistas na semana passada.

Já as vendas no varejo — indicador-chave de consumo — subiram 4,8% em relação ao ano anterior, abaixo da previsão de 5,3% em uma pesquisa da Bloomberg com economistas, o que sugere que os esforços para reativar o consumo interno não conseguem decolar.

Contudo, a produção industrial aumentou 6,8%, acima da estimativa de 5,6%. No primeiro trimestre do ano, o PIB chinês avançou 5,4%.

“A economia nacional resistiu à pressão e mostrou uma melhora constante apesar dos desafios”, disse o vice-diretor do Departamento Nacional de Estatísticas, Sheng Laiyun, em coletiva de imprensa.

“A produção e a demanda cresceram de forma constante, o emprego manteve-se geralmente estável, a renda das famílias continuou a aumentar, os novos motores de crescimento testemunharam um desenvolvimento robusto e o desenvolvimento de alta qualidade alcançou novos avanços”, afirmou.

O governo da segunda maior economia mundial trava uma batalha em várias frentes para manter o crescimento econômico, um desafio que se viu dificultado pela ofensiva tarifária do presidente americano Donald Trump.

Trump impôs tarifas à China e aos principais parceiros comerciais dos americanos desde que retornou ao cargo em janeiro, ameaçando as exportações chinesas justamente quando Pequim está mais dependente delas para estimular a atividade econômica.

Washington e Pequim vêm tentando desescalar a disputa comercial após terem chegado a um marco de acordo em negociações realizadas em Londres no mês passado, mas analistas alertam sobre uma incerteza persistente.

Trump aumentou as apostas na segunda-feira, ao avisar aos parceiros comerciais da Rússia que imporá tarifas “muito severas”, chegando a 100%, se Moscou não acabar com sua guerra na Ucrânia dentro de 50 dias.

A China criticou a ameaça de Trump e reiterou que é favorável a uma solução política na Ucrânia. “A coerção ou as pressões não podem resolver os problemas”, declarou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim.

Os países ocidentais pedem repetidamente à China — um aliado comercial importante da Rússia — para exercer sua influência e fazer com que Vladimir Putin pare sua guerra de três anos contra a Ucrânia.

Bom desempenho das exportações

Dados da Administração Geral de Alfândega da China divulgados nesta segunda-feira mostraram que as exportações aumentaram muito mais que o esperado em junho (5,8% em termos anuais e 32,4% na comparação com o mês anterior), com ajuda da trégua comercial entre Washington e Pequim.

As importações também subiram 1,1%, acima do avanço previsto de 0,3%, o que representa o primeiro crescimento deste ano.

O oficial da alfândega Wang Lingjun afirmou em coletiva de imprensa que Pequim esperava “que os Estados Unidos continuassem a trabalhar juntos com a China na mesma direção”, relatou a emissora estatal CCTV.

A trégua tarifária foi “duramente conquistada”, disse Wang. “Não há saída por meio de chantagem e coerção. Diálogo e cooperação são o caminho certo”, frisou.

Muitos analistas, no entanto, preveem um crescimento mais lento nos próximos seis meses, com uma demanda interna frágil como principal obstáculo.

“Os dados provavelmente ainda superestimam a força do crescimento”, afirmou Zichun Huang, economista para a China na Capital Economics, em um comunicado.

“Com as exportações destinadas a desacelerar e o impulso de apoio fiscal prestes a desaparecer, é provável que o crescimento desacelere ainda mais durante a segunda metade deste ano”, acrescentou.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Tarifaço inoportuno ou oportunidade para fortalecer relação bilateral?

Em artigo publicado no Valor Econômico, o presidente da CNI, Ricardo Alban, fala sobre a decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil

Um tarifaço sem fundamentos econômicos. A decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, sem qualquer estudo técnico que justifique, configura uma ruptura grave de uma relação comercial centenária, marcada por forte integração produtiva e amigável.

Há mais de 15 anos, os Estados Unidos registram superávit constante no intercâmbio de bens e serviços com o Brasil. Entre 2015 e 2024, esse saldo positivo acumulado alcançou US$ 91,6 bilhões em mercadorias e US$ 256,9 bilhões em serviços, segundo estimativas a partir de dados oficiais norte-americanos.

Argumentar que o Brasil pratica alíquotas excessivas também está em desacordo com a realidade. Em 2023, a tarifa efetivamente aplicada pelo nosso país sobre produtos originários dos EUA foi de apenas 2,7% – quatro vezes inferior à alíquota nominal média de 11,2% registrada na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A tarifa de 50% anunciada pelo governo Trump põe fim à previsibilidade que sustenta milhares de contratos de longo prazo, afetando fábricas brasileiras e plantas nos Estados Unidos que dependem de componentes e insumos produzidos no Brasil para manter linhas produtivas e empregos. Existem milhares de companhias norte-americanas instaladas no Brasil e outras tantas brasileiras operando nos EUA. O tarifaço, portanto, aumenta substancialmente o risco de retrocesso, ameaçando a competitividade de ambos os lados e lançando incerteza sobre planos de investimento futuros e negócios em andamento.

Diante disso, o diálogo deve ser o caminho prioritário. A CNI, em parceria com entidades empresariais dos dois países, está pronta para contribuir tecnicamente na busca de uma solução negociada que reverta as tarifas e restabeleça a confiança.

Temos conversado com as principais lideranças econômicas e políticas do Brasil. Vemos, na formação pelo governo federal de um “Comitê”, que contempla o setor produtivo, de grande valia.

Vemos, nas redes sociais, disputas, desentendimentos e polarização, agravados pela antecipação do próximo ciclo eleitoral, mas o sentimento real do povo brasileiro é o da busca pelo diálogo, pelo entendimento e consenso.

São muitos e importantes os desafios que já enfrentamos, entre eles o reequilíbrio das contas públicas, sem o qual a economia implode; a redução sustentável da taxa de juros, dependente do ajuste fiscal, para destravar investimentos; o avanço de reformas estruturantes que melhorem o ambiente de negócios e reduzam custos, condição indispensável ao crescimento da produtividade e do PIB.

A história desmente a visão de luta de classes ou de imposições unilaterais de tarifas como armas de conquista ou consolidação de poder.
O maior aliado do trabalhador é uma empresa sólida e confiante para investir; o maior aliado do empreendedor é um ambiente de negócios previsível e competitivo.

Por isso, rejeitamos soluções fáceis, como elevar impostos para financiar uma máquina pública ineficiente. A sociedade não suporta nova alta de carga tributária. O verdadeiro milagre econômico está na estabilidade, na redução do “Custo Brasil” e na liberação do espírito empreendedor.

Reconhecemos os méritos da política industrial inaugurada pela Nova Indústria Brasil e, justamente por acreditar no potencial dessa parceria é que apelamos por diálogo e caminhos que não estrangulem a competitividade dos setores produtivos. Incertezas fiscais, guerras comerciais e a rápida difusão da inteligência artificial já criam um ambiente complexo; somar novos conflitos tarifários só ampliará os riscos.

O momento exige moderação e convergências com agilidade para que o Brasil possa negociar em posição de parceiro e nação independente.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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Industria

Indústria projeta perda de 110 mil empregos com tarifa de Trump ao Brasil

CNI pediu articulação por adiamento de 90 dias na aplicação da alíquota de 50%

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que o Brasil deve perder pelo menos 110 mil postos de trabalho em decorrência da tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos contra os produtos nacionais, afirmou a entidade na segunda-feira (14).

A Indústria também prevê “forte impacto negativo no PIB [Produto Interno Bruto]” brasileiro, segundo o balanço apresentado em reunião de emergência com os presidentes das federações das indústrias de todo o país, que contou com participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Lacerda Prazeres.

Na última quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que irá aplicar, a partir do dia 1º de agosto, uma alíquota de 50% sobre os importados brasileiros que entram no país.

Os representantes do setor produtivo defendem a interlocução pelo adiamento, de pelo menos 90 dias, do início da nova cobrança.

“Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas”, afirma a CNI.

Os industriais também defenderam que o processo seja conduzido com cautela e diálogo entre os setores público e privado, “preservando os canais institucionais entre os dois países e reforçando a necessidade de cooperação para manter relações comerciais estáveis e previsíveis”.

Segundo a CNI, Prazeres garantiu que os pontos levantados serão encaminhadas ao governo.

Fonte: CNN Brasil

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Industria

Industriais pressionarão ministros a pedir adiamento de tarifas por 90 dias

Comitê do governo para responder às tarifas dos EUA tem “primeira tarefa” nesta terça-feira: alto escalão da Esplanada encontra representantes da indústria e do agro

Em reunião marcada para às 10h desta terça-feira (15) em Brasília, industriais pedirão a ministros do governo federal esforços para adiar as tarifas dos Estados Unidos em 90 dias. As taxas de 50%, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, passam a valer em 1º de agosto.

O Comitê Interministerial do governo para responder às tarifas realiza sua “primeira tarefa” nesta terça-feira: conversar com o setor produtivo. O alto escalão da Esplanada realizará, pela manhã, reunião com industriais e, à tarde (14h), encontro com representantes do agronegócio.

No encontro com a indústria estará presente, por exemplo, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. Segundo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, também foram convidados representantes de associações e empresas dos setores de aeronaves, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados, móveis e autopeças.

Alban já havia recomendado ao governo que pedisse o adiamento das tarifas na segunda-feira (14). Em uma reunião virtual, com presença e apoio de presidentes de federações industriais, o representante endereçou a demanda à secretária de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio (Mdic), Tatiana Prazeres.

Frente a frente com os ministros na sede do Mdic, o executivo voltará a defender esta demanda, confirmou a própria CNI à CNN.

“Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas”, argumentou a CNI em uma nota após a reunião com a secretária do Mdic.

Os industriais também pediram a Prazeres que o governo conduza as negociações com “prudência, equilíbrio e diálogo técnico”, a fim de “preservar canais institucionais entre os dois países”. A CNI estimou na reunião que as tarifas podem acarretar a perda de 110 mil postos de trabalho e impactar negativamente o PIB.

O grupo de ministros criado pelo governo para lidar com a situação conta com representantes do Mdic, da Casa Civil, da Fazenda e do Itamaraty. Devido ao possível prejuízo à indústria aeronáutica — especialmente à Embraer — também estará presente o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

Lei de Reciprocidade Comercial é regulamentada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (14) o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Comercial. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em declaração à imprensa após um evento no Palácio do Planalto. O teor do decreto será publicado em edição regular do Diário Oficial da União (DOU).

A norma autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global. A medida poderá ser usada para responder à imposição da tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos (EUA), a partir do dia 1º de agosto, conforme anunciado na semana passada pelo presidente norte-americano, Donald Trump. 

Segundo Rui Costa, o decreto não menciona especificamente nenhum país e estabelece os mecanismos necessários para dar cumprimento à lei. “A denominação ‘reciprocidade’ pode responder de um formato também rápido, se outro país fizer medidas semelhantes a essa que foi anunciada pelos Estados Unidos”, explicou.

Histórico

Aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, a nova lei é justamente uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada por Donald Trump contra dezenas de países. 

No caso do Brasil, a tarifa inicialmente imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos está em 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os norte-americanos.

A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira”.

A norma valerá para países ou blocos que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.

No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a “adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços”, prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.

Comitê de emergência

Para discutir como reagir às tarifas dos EUA, o governo também instalou um comitê de trabalho interministerial, com participação de setores empresariais da indústria e do agronegócio.

As primeiras reuniões do colegiado ocorrerão nesta terça-feira (15), sob liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin.

FONTE: REPRODUÇÃO AGÊNCIA BRASIL

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça impor tarifa de 100% contra Rússia se não houver cessar-fogo

Presidente dos Estados Unidos deu prazo de 50 dias para interrupção na guerra da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (14) que os EUA vão impor tarifas “muito severas” à Rússia se não houver acordo para interromper a guerra na Ucrânia em 50 dias.

Ele chamou as taxas de “tarifas secundárias” e disse que seriam de um valor próximo a 100%. “Tarifas em torno de 100%, você as chamaria de tarifas secundárias. Você sabe o que isso significa”, destacou.

Um funcionário da Casa Branca esclareceu à CNN que, quando o presidente se referiu a “tarifas secundárias”, ele quis dizer tarifas de 100% sobre a Rússia e sanções secundárias sobre outros países que compram petróleo russo.

Após a ameça sobre as tarifas, Trump comentou que o comércio é “ótimo para resolver guerras”.

As declarações aconteceram ao lado do secretário-geral da Otan, a aliança militar ocidental, Mark Rutte, no Salão Oval da Casa Branca.

O presidente americano também disse aos repórteres que está decepcionado com o presidente russo, Vladimir Putin, ressaltando que sentiu que tinha um acordo sobre a guerra “cerca de quatro vezes”.

“Eu pensei que deveríamos ter fechado um acordo há muito tempo, mas ele continua se repetindo”, acrescentou Trump.

“Tenho ouvido muita conversa, muita conversa, e então mísseis atingem Kiev e matam 60 pessoas. Isso tem que parar”, argumentou.

Trump minimiza necessidade de aprovação do Congresso

Ainda durante a coletiva ao lado de Rutte, Trump minimizou a necessidade de o Senado aprovar um novo pacote de sanções à Rússia.

Mesmo assim, ressaltou que o projeto é “muito bom” e mencionou que o discutiria com o líder da maioria no Senado dos EUA, John Thune, ainda nesta segunda-feira.

O texto permitiria ao presidente estabelecer uma tarifa de até 500% para países que importam petróleo, gás e urânio da Rússia.

Trump pontuou que uma taxa de 500% “perde o sentido depois de um tempo” e que a tarifa de 100% “serviria à mesma função”.

“Eles estão fazendo um bom trabalho na Câmara, e acho que na Câmara e no Senado. E, como vocês sabem, eles estão coordenados e podem fazer isso rapidamente. Eles disseram que farão isso tão rapidamente quanto eu precisar”, observou.

Ele disse que os legisladores estavam trabalhando para lhe dar “controle total” sobre as possíveis sanções, “mas não tenho certeza se precisamos disso”.

“É certamente bom que eles estejam fazendo isso”, argumentou, acrescentando que acreditava que a medida seria aprovada “com muita facilidade”.

Envio de armas dos EUA

Trump afirmou ainda que enviará armas de ponta à Otan para apoiar a Ucrânia. Ele não deu muitos detalhes sobre este ponto, mas comentou que baterias de mísseis do sistema Patriot serão enviadas nos próximos dias.

O líder dos EUA pontuou que os integrantes da aliança militar vão cobrir os custos dessas armas, e não os cidadãos americanos.

Mark Rutte, por sua vez, destacou que o armamento disponibilizado pelos Estados Unidos será mais abrangente do que apenas o sistema Patriot.

Fonte: CNN Brasil

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