Exportação

Plano de socorro às empresas já libera R$ 7,1 bilhões em crédito contra o tarifaço

O Plano Brasil Soberano, criado para reduzir os impactos do tarifaço sobre o setor produtivo, já soma 517 operações de crédito desde sua implementação. O montante liberado alcança R$ 7,1 bilhões, sendo R$ 4 bilhões destinados à diversificação de mercados e R$ 3,1 bilhões ao capital de giro tradicional.

Os números constam no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado pelo Ministério da Fazenda no dia 13.

Indústria concentra maior parte dos recursos

Desde o início do programa, 126 grandes empresas e 391 médias, pequenas e microempresas foram beneficiadas. A indústria de transformação lidera a contratação, com R$ 5,9 bilhões. Em seguida aparecem os setores de comércio e serviços (R$ 0,8 bilhão), agropecuária (R$ 0,4 bilhão) e indústria extrativa (R$ 100 milhões).

O plano é estruturado em três frentes: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial articulada ao multilateralismo.

Medidas incluem crédito facilitado e prorrogação de prazos

Para apoiar empresas afetadas, o governo reservou R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações, garantindo acesso a financiamentos com taxas reduzidas. Outra medida é a prorrogação, por mais um ano, do prazo para exportação de produtos cujos insumos foram adquiridos com benefícios do regime de drawback.

Tarifas dos EUA derrubam exportações brasileiras

O Ministério da Fazenda aponta que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos desde agosto já provocam retração nas vendas externas brasileiras. De agosto a outubro, as exportações para o mercado norte-americano diminuíram US$ 2,5 bilhões, queda de 24,9% em relação ao mesmo período de 2023.

A retração se intensificou ao longo dos meses: -16,5% em agosto, -19,4% em setembro e -37,9% em outubro. Entre os produtos mais afetados estão:

  • Petróleo bruto: -US$ 404 milhões (-30,3%);
  • Carne bovina congelada: -US$ 165,2 milhões (-60,5%);
  • Celulose de eucalipto: -US$ 126 milhões (-33%);
  • Ferro bruto: -US$ 119 milhões (-27,8%);
  • Açúcar refinado de cana: -US$ 111 milhões (-91,6%).

Superávit comercial é mantido apesar da pressão

Mesmo com o impacto das tarifas, as exportações totais brasileiras continuam avançando. Em outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7 bilhões, reforçando a resiliência do comércio exterior nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Eventos

Tarifaço e barreiras comerciais: especialistas discutem riscos e caminhos para o Brasil em evento online

Especialistas em comércio exterior, economia e relações institucionais estarão reunidos no dia 18 de novembro para analisar o avanço do protecionismo global e debater alternativas para fortalecer a presença do Brasil nas cadeias internacionais de valor.

O Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades, promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), será realizado em formato online, com transmissão ao vivo pelo canal CNC Play no YouTube, das 10h às 11h30. O encontro foi organizado em um momento decisivo: o aumento das barreiras comerciais ao redor do mundo e as novas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos reacenderam o alerta sobre a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Tarifaço dos EUA reacende alerta

O recente movimento de aumento tarifário pelos Estados Unidos — que pode chegar a até 50% sobre produtos brasileiros — já preocupa o setor exportador. Segmentos como o químico, metalúrgico e de transformação relatam perda de competitividade e redução das margens.

José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), representará no Fórum a Câmara Brasileira do Comércio Exterior (CBCEX) da CNC. Ele destaca que o momento exige alinhamento institucional e estratégia. “O comércio exterior brasileiro precisa de previsibilidade e de uma estratégia nacional sólida. As empresas estão preparadas para competir, mas precisam de um ambiente que ofereça segurança jurídica e apoio governamental para enfrentar as barreiras externas”, afirma Raposo.

Brasil ainda enfrenta barreiras internas

Além das pressões externas, o país convive com entraves domésticos que dificultam a inserção de empresas nas cadeias globais. Estudos apontam que o Brasil é um dos países com maior número de barreiras não tarifárias, como exigências técnicas e licenças específicas, além da morosidade nos processos aduaneiros.

O economista Fabio Bentes, gerente-executivo de Análise e Desenvolvimento Econômico da CNC, reforça que o cenário internacional passa por transformações profundas. “A tendência mundial é de reindustrialização e regionalização de cadeias. Se o Brasil não reagir com acordos comerciais e políticas de incentivo, pode ver sua participação no comércio global cair ainda mais”, alerta Bentes.

Agenda de soluções no formato digital

O evento tem como objetivo propor caminhos práticos para que o setor privado e o poder público trabalhem de forma integrada na construção de uma política comercial mais competitiva.

Além de Raposo e Bentes, participarão:

  • Otávio Leite, consultor da Fecomércio-RJ e ex-deputado federal
  • Felipe Miranda, coordenador legislativo da Diretoria de Relações Institucionais da CNC

As discussões incluirão estratégias de diplomacia comercial, redução de custos logísticos, acordos regionais e mecanismos para ampliar a participação de pequenas e médias empresas no comércio exterior.

Felipe Miranda destaca a importância da aproximação entre o Congresso Nacional e as entidades empresariais. “O Brasil precisa atualizar sua política comercial com base em dados e previsões globais. O papel da CNC é justamente articular essa ponte entre o Legislativo e o setor produtivo”, afirma.

Liderança institucional

A abertura contará com a participação de José Roberto Tadros, presidente da CNC, além de:

  • Luiz Carlos Bohn (Fecomércio-RS)
  • Sergio Henrique Moreira de Sousa (AGR)
  • Andrea de Marins Esteves (ACBCS)

A iniciativa reforça o protagonismo da CNC na articulação de pautas estratégicas do comércio e serviços, com atuação em fóruns nacionais e internacionais.

Serviço – Evento Online

Fórum Comércio Exterior – Desafios e Oportunidades
📅 18 de novembro de 2025
🕙 10h às 11h30 (horário de Brasília)
💻 Transmissão ao vivo no YouTube – canal CNC Play
👥 Palestrantes: José Carlos Raposo, Otávio Leite, Fabio Bentes e Felipe Miranda


Inscrições gratuitas no link abaixo:
https://www.sympla.com.br/evento-online/forum-comercio-exterior-desafios-e-oportunidades/3149329?referrer=cnc.agidesk.com&referrer=cnc.agidesk.com&referrer=www.google.com&referrer=www.google.com

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Comércio Exterior

Exportações para os EUA caem 38% em outubro após tarifaço, mas saldo comercial do Brasil segue positivo

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 38% em outubro, totalizando US$ 2,21 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mesmo período, as importações de produtos norte-americanos cresceram 9,6%, alcançando US$ 3,97 bilhões.

Com isso, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 1,76 bilhão com os EUA, o décimo mês consecutivo em que o país compra mais do que vende para o parceiro americano. O último superávit ocorreu em dezembro do ano passado, no valor de US$ 468 milhões.

Déficit acumulado supera US$ 7 bilhões no ano

Entre janeiro e outubro, o déficit comercial com os Estados Unidos ultrapassou US$ 7 bilhões, o que representa alta superior a 400% em relação ao mesmo período de 2024, quando somava US$ 1,38 bilhão.

Os dados do MDIC mostram ainda que, nos últimos 16 anos, o Brasil acumula déficits sucessivos com os EUA, totalizando US$ 88,6 bilhões desde 2009.

Superávit com outros parceiros mantém balança positiva

Apesar da queda nas exportações para os Estados Unidos, o Brasil ampliou as vendas para outros mercados importantes, como:

  • China (+33,4%)
  • União Europeia (+7,6%)
  • Mercosul (+14,3%)

Esses resultados garantiram um superávit de US$ 6,96 bilhões na balança comercial de outubro, crescimento de 70% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho foi o melhor para o período desde 2023, quando o saldo foi de US$ 9,18 bilhões.

As exportações totais atingiram US$ 31,97 bilhões, alta de 9,1%, enquanto as importações recuaram 0,8%, somando US$ 25 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial brasileiro chega a US$ 52,4 bilhões, embora ainda 16,6% abaixo do resultado de 2024.

Tarifaço de Trump pressiona comércio bilateral

A queda nas exportações ocorre após o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elevou as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, afetando cerca de 36% das vendas externas ao país.

O aumento das tarifas, implementado de forma gradual desde agosto, foi justificado por motivos econômicos e políticos, incluindo alegações de “déficit comercial com o Brasil” e críticas ao processo judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para reduzir os impactos, o governo brasileiro lançou um pacote de apoio às empresas afetadas, com linha de crédito de R$ 30 bilhões condicionada à manutenção de empregos.

Negociações entre Lula e Trump seguem em curso

No fim de outubro, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram para discutir o tema. Apesar do diálogo, as sobretaxas americanas continuam em vigor, e ainda não há previsão de revisão das medidas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sandro Menezes/Governo do RN

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Industria

Vendas de máquinas e equipamentos no Brasil crescem 11,2% em setembro, aponta Abimaq

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou crescimento em setembro, com receita líquida de vendas subindo 11,2% na comparação anual, atingindo R$ 27,2 bilhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

As exportações também registraram alta de 1,8% em relação a setembro de 2024. No acumulado do ano, porém, o setor manteve-se no mesmo patamar do ano passado.

Mudança nos destinos das exportações

Houve mudanças nos principais destinos das vendas externas: as exportações para a América do Norte caíram 8,9%, enquanto a Europa e a América do Sul apresentaram crescimento de 4,8% e 18,5%, respectivamente. Na América do Sul, a Argentina foi destaque, com aumento de 44,3% nas importações de máquinas brasileiras, puxado pelos setores de agricultura e construção civil.

Nos Estados Unidos, o volume exportado caiu 10% em setembro na comparação com agosto, acumulando uma queda de 8,2% no ano, impactado pelo aumento das tarifas de importação aplicadas pelo governo norte-americano.

“O efeito do tarifaço é muito recente. As empresas estão aguardando os próximos meses e não esperamos impactos muito fortes no final do ano”, afirmou Leonardo Gatto, coordenador de economia e estatística da Abimaq.

Projeções e cenário futuro

Inicialmente, a Abimaq estimava queda de 15% nas exportações para 2025, considerando que as vendas para os EUA poderiam praticamente zerar devido às tarifas. Agora, a previsão é de queda total de 4,2%, com exportações para os Estados Unidos caindo 24,4%.

A associação alertou que, caso o tarifaço de Donald Trump se prolongue, os impactos podem ser mais severos.

Recentemente, o Senado dos EUA, controlado por republicanos, aprovou um projeto para anular as tarifas contra o Brasil. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados, também republicana, onde a expectativa é de que seja arquivado, mantendo as tarifas vigentes.

Importações e carteira de pedidos

As importações de máquinas e equipamentos também cresceram em setembro, tanto na comparação mensal (8,1%) quanto anual (8,4%), totalizando US$ 2,78 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 9%, com US$ 23,97 bilhões importados.

A carteira de pedidos do setor, que havia recuado 1,9% em agosto, se estabilizou em 8,9 semanas, embora tenha apresentado piora em segmentos de logística, construção civil e componentes para bens de capital, segundo a Abimaq.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Exportação

Tarifaço dos EUA afeta exportações brasileiras: Nordeste lidera queda em volume e Sul perde mais em dólares

Dois meses após a entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras continuam em queda, com efeitos desiguais entre as regiões do país. Um levantamento do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste (FGV IBRE) mostra que, enquanto o Nordeste registra as maiores reduções em volume exportado, os polos industriais do Sul e Sudeste concentram as maiores perdas financeiras.

Segundo o estudo, os impactos do ajuste tarifário norte-americano são persistentes e representam um risco estrutural para setores estratégicos da economia brasileira, podendo afetar a atividade industrial, o emprego e a arrecadação estadual.

Nordeste sofre as maiores quedas percentuais nas exportações

Entre os seis estados com pior desempenho percentual nas exportações para os EUA em setembro de 2025, quatro são do Nordeste. O Mato Grosso (-81%) e o Tocantins (-74,3%) lideram as perdas, seguidos por Alagoas (-71,3%), Piauí (-68,6%), Rio Grande do Norte (-65%) e Pernambuco (-64,8%).

De acordo com a FGV, a vulnerabilidade da região está relacionada à baixa diversificação da pauta exportadora, à maior presença de produtos tarifados e à logística irregular, com embarques concentrados em períodos específicos.

Sul e Sudeste acumulam as maiores perdas em valor

Embora o Nordeste tenha registrado as maiores quedas percentuais, o maior prejuízo em dólares ocorreu em estados do Sul e Sudeste. As perdas mais expressivas foram observadas em Minas Gerais (US$ 236 milhões), Santa Catarina (US$ 95,9 milhões), São Paulo (US$ 94 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 88,8 milhões), Rio de Janeiro (US$ 88,8 milhões) e Paraná (US$ 82,4 milhões).

Nos polos industriais dessas regiões, as reduções — entre 50% e 56% — atingiram principalmente os setores de metalurgia, componentes industriais e bens intermediários. A FGV alerta que parte dessas perdas já apresenta caráter estrutural, e não apenas um efeito pontual de calendário, resultado da antecipação de embarques nos meses anteriores.

Produtos isentos ajudam a reduzir o impacto em alguns estados

Estados com uma pauta mais diversificada conseguiram amortecer os efeitos do tarifaço por meio da exportação de produtos isentos de tarifas. Em São Paulo, esses itens cresceram 14,2% no acumulado do ano, alcançando US$ 624,45 milhões. Na Bahia, o avanço foi ainda maior: 45,5%.

No entanto, em estados como Pernambuco (-95,8%) e Minas Gerais (-51,9%), até os produtos isentos apresentaram queda, o que agravou o resultado geral das exportações.

Adaptação e novos mercados surgem como resposta

Alguns estados começaram a reconfigurar suas pautas de exportação para se adaptar às novas condições comerciais. O Ceará registrou crescimento de 152,9% nas exportações totais, impulsionado por produtos como “outras pedras de cantaria trabalhadas”, enquanto Goiás teve aumento de 20,9%, inclusive em bens não isentos.

A pesquisa do FGV IBRE conclui que o tarifaço dos EUA marca um novo ciclo de ajustes logísticos e comerciais, com reprecificação de produtos e redirecionamento de pedidos internacionais. O estudo recomenda que governos e empresas brasileiras adotem estratégias de gestão de riscos e diversificação de mercados para enfrentar o cenário global de maior proteção tarifária.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA altera destinos e estrutura das exportações brasileiras, aponta FGV

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros está reconfigurando os mercados de destino e a pauta de exportações do Brasil, segundo o relatório do Icomex (Indicador de Comércio Exterior) divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O estudo mostra que exportadores de carne e café conseguiram compensar parte das perdas no mercado norte-americano com aumento das vendas para outros países. Em setembro, produtos como madeira e fumo também registraram crescimento nas exportações para novos destinos.

Mudanças na pauta e desafios nas negociações

De acordo com o relatório, os efeitos do tarifaço ainda estão em fase de transição. A situação pode mudar caso as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos avancem positivamente.

“Cada lado tenta demonstrar ganhos e justificar concessões com benefícios. Dada a assimetria entre os países, o maior desafio recai sobre o Brasil”, destacou o Icomex.

Exportações e importações em alta

Em setembro de 2025, as exportações brasileiras cresceram 7,2% em valor e 9,6% em volume em relação ao mesmo mês de 2024. Já as importações tiveram avanço de 17,7% em valor e 16,2% em volume no mesmo período.

No acumulado de janeiro a setembro de 2025, o país exportou 3,5% mais do que no mesmo intervalo do ano anterior, enquanto as importações aumentaram 9,4%.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3 bilhões em setembro e US$ 45,5 bilhões no acumulado do ano, resultado US$ 13,2 bilhões menor do que em 2024.

Destinos das exportações: China e Argentina ganham espaço

O crescimento das exportações em setembro foi impulsionado pelos aumentos nas vendas para Argentina (+22%), China (+15%) e União Europeia (+5,7%). No acumulado até setembro, o volume exportado subiu 48,9% para a Argentina e 5,8% para a China.

A China respondeu por 28% das exportações brasileiras, enquanto a Argentina representou 5,9%. Já os Estados Unidos, com 8,4% de participação, apresentaram queda de 19,1% no volume mensal exportado e 0,8% no acumulado do ano, segundo a FGV.

“A retração das exportações para os Estados Unidos foi parcialmente compensada pelo aumento das vendas à China”, ressalta o documento.

Diversificação de mercados

O relatório indica que, a partir de julho, houve crescimento das remessas para a Ásia (excluindo a China), América do Sul (sem a Argentina) e México, o que sugere diversificação dos destinos e redução da dependência dos EUA.

Mesmo com destaque para a Argentina, o estudo aponta sinais de desaceleração: após crescer acima de 40% no início do ano, as exportações para o país vizinho subiram 22% em setembro, reflexo da piora econômica local.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Comércio Exterior

Lula pede a Trump fim do tarifaço e das sanções a autoridades brasileiras

Presidentes concordam em encontro presencial para reaproximar Brasil e Estados Unidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta segunda-feira (6) por cerca de 30 minutos. Durante o diálogo, Lula pediu o fim do chamado tarifaço — sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros — e a retirada de sanções impostas a autoridades do país.

Segundo nota do Palácio do Planalto, ambos os líderes concordaram em realizar um encontro presencial em breve, ainda sem local definido, e trocaram contatos para manter uma comunicação direta entre os governos.

Relações comerciais e “boa química” entre os presidentes

De acordo com o Planalto, Lula e Trump relembraram a “boa química” demonstrada durante o breve encontro em Nova York, na Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, Trump afirmou ter tido “ótima química” com o presidente brasileiro.

Durante a ligação, Lula ressaltou que os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, sendo este um dos três países do G20 em que isso ocorre. O presidente brasileiro aproveitou para reforçar que o aumento das tarifas prejudica o comércio bilateral e dificulta novos investimentos. “Considero nosso contato direto uma oportunidade para restaurar as relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”, publicou Lula em rede social após o telefonema.

Tarifaço e sanções sob análise

Atualmente, produtos brasileiros enfrentam sobretaxas que podem chegar a 50%, quando somadas à alíquota base de 10% vigente. Além disso, Trump manteve sanções a autoridades brasileiras, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do governo federal, incluindo Alexandre de Moraes e Jorge Messias.

O presidente norte-americano também designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para conduzir as negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Próximos encontros e desafios diplomáticos

Lula sugeriu que o encontro entre os dois líderes ocorra durante a Cúpula da Asean, na Malásia, ainda neste mês. O evento é visto como uma oportunidade de reunião em território neutro. O brasileiro também renovou o convite para que Trump participe da COP30, em Belém (PA), e manifestou disposição em visitar Washington.

Apesar da tentativa de reaproximação, diplomatas brasileiros avaliam que o momento é de cautela nas relações bilaterais, já que Trump mantém um histórico de mudanças repentinas de posição política.

Desde sua eleição em 2024, o republicano vem adotando uma postura rígida em relação ao Brasil, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.

Na ONU, Lula reafirmou que a independência do Judiciário e a soberania nacional não são temas negociáveis, mas que segue aberto ao diálogo sobre comércio, tecnologia e exploração de terras raras — áreas de interesse estratégico para os Estados Unidos.

Fonte: g1 / Palácio do Planalto
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: REPRODUÇÃO / G1

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Comércio Exterior

Em meio a tarifaço, exportações do Brasil para os EUA seguem em queda e caem 20,3%

Apesar do valor registrado nas exportações para os EUA, as importações brasileiras foram na contramão

Em setembro, a balança comercial brasileira teve um saldo positivo de US$ 2,99 bilhões. Porém, o país continuou registrando queda nas exportações com os norte-americanos, com uma ampliação de 18,5%, em agosto, para 20,3% no mês passado.

O resultado ocorre no segundo mês do tarifaço de 50% imposto a produtos brasileiros pelos Estados Unidos. Os dados são do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), divulgados nesta segunda-feira (6).

Apesar do valor registrado nas exportações para os EUA, as importações brasileiras foram na contramão e tiveram um aumento de US$ 0,5 bilhões, resultando em 14,3%.

Em relação aos resultados gerais, o valor do saldo positivo foi alcançado com exportações de US$ 30,531 bilhões e importações de US$ 27,541 bilhões.

Comparado ao ano anterior, o país teve um crescimento de 7,2% nas exportações e 17,7% nas importações.

Tarifaço

Em 30 de julho, Trump oficializou, por meio de uma ordem executiva, a tarifa de 50% a produtos brasileiros.

Os norte-americanos deixaram de fora 694 itens. Entre eles, estão suco de laranja, aviões comerciais, combustíveis, petróleo e minério de ferro.

Commodities brasileiras com grande fluxo comercial para os Estados Unidos, como carne bovina, café e cacau, não foram incluídas nas exceções e serão taxadas em 50%.

FONTE: R7
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Infraestrutura


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Comércio Exterior

EUA aumentam importação de carne bovina mesmo com tarifas, diz Wesley Batista

Os Estados Unidos não produzem carne suficiente para atender à demanda doméstica e, por isso, precisam recorrer cada vez mais às importações de carne bovina. A avaliação é do empresário Wesley Batista, membro da família controladora da JBS, em entrevista ao Financial Times.

Produção insuficiente e preços recordes

Segundo Batista, a produção americana não consegue acompanhar o consumo em meio ao aumento das dietas ricas em proteína. “Os EUA enfrentam o preço da carne bovina mais alto da história e precisam importar mais e mais porque a produção não é suficiente para sustentar a demanda”, afirmou.

Dados do Departamento do Trabalho dos EUA mostram que, em agosto, o preço médio da libra de carne moída chegou a US$ 6,32, um salto de 13% em um ano.

Importações crescem apesar do tarifaço

Mesmo após a decisão do presidente Donald Trump, em abril, de aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, as compras externas de carne pelos EUA subiram 30% no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No caso do Brasil, as exportações para os EUA avançaram 91% até julho, mas registraram queda em agosto, refletindo o impacto das sobretaxas.

Impacto limitado na JBS

Com nove unidades de produção nos EUA, a JBS mantém metade de sua receita global de US$ 77 bilhões no mercado americano. Por isso, as tarifas não têm afetado significativamente o grupo, já que grande parte da carne vendida no país é produzida localmente.

Proteína ganha espaço nas dietas

Batista também associou a alta demanda por proteína ao uso crescente de medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro.

“Ninguém sabe exatamente qual é o impacto desses novos remédios, mas algo está acontecendo, porque a proteína virou uma tendência”, disse o empresário.

Levantamento do International Food Information Council confirma a mudança no comportamento alimentar: 71% dos consumidores nos EUA disseram ter aumentado a ingestão de proteína em 2024, frente a 67% em 2023 e 59% em 2022.

Relação Brasil-EUA e negociações comerciais

De acordo com O Globo e Folha de S.Paulo, Wesley Batista foi recebido por Trump semanas antes de o presidente americano sinalizar publicamente abertura ao diálogo com Lula, na Assembleia Geral da ONU.

O empresário teria papel central na aproximação entre os dois governos, em meio às negociações brasileiras para reduzir tarifas e ampliar a lista de isenções — que poderia incluir justamente a carne bovina.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/J&F

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Comércio Exterior

PLANO BRASIL SOBERANO traz alívio Tributário e Prioridade em Restituições para Exportadores Afetados por Tarifas dos EUA

Saiba como obter os benefícios das medidas regulamentadas.

O Ministério da Fazenda anunciou, por meio da Portaria MF nº 1.862, de 22 de agosto de 2025, um conjunto de medidas de apoio para pessoas jurídicas exportadoras de bens que forem impactadas pela imposição de novas tarifas adicionais sobre exportações aos Estados Unidos da América. As ações incluem o diferimento (prorrogação) do prazo de vencimento de tributos federais e de prestações de dívida ativa da União, além da priorização na análise de restituição de créditos tributários.

Critérios de Elegibilidade

Serão consideradas elegíveis as pessoas jurídicas de direito privado que se enquadrem cumulativamente nos seguintes requisitos:

Afetadas pelas Novas Tarifas: Empresas cujas exportações para os Estados Unidos da América sejam atingidas pela ordem executiva de 30 de julho de 2025, conforme a tabela de produtos específicos a ser publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Isso inclui tanto exportadores diretos quanto aqueles que fornecem seus produtos a empresas comerciais exportadoras por conta e ordem.

Dependência de Exportação: Empresas cujo percentual de faturamento bruto decorrente das exportações mencionadas no item 1, apurado no período de doze meses (julho de 2024 a junho de 2025), seja igual ou superior a 5% (cinco por cento) do faturamento total no mesmo período.

A Receita Federal informa que a implementação dessas medidas será totalmente automática. A priorização da análise dos pedidos eletrônicos de restituição e ressarcimento de tributos, bem como a prorrogação dos prazos para o recolhimento de tributos federais e de parcelamentos ou transações tributárias, ocorrerá sem a necessidade de qualquer petição ou solicitação por parte dos contribuintes.

Prazos Específicos para o Diferimento (Prorrogação)

Conforme estabelecido no Art. 4º da Portaria MF 1.862, de 2025, os prazos para o recolhimento de tributos federais administrados pela RFB e de prestações de parcelamentos ou transações tributárias celebrados com a Receita Federal ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) serão prorrogados para as pessoas jurídicas elegíveis da seguinte forma:

– Vencimentos de 22 a 31 de agosto de 2025: Prorrogados para o último dia útil de outubro de 2025.

– Vencimentos em setembro de 2025: Prorrogados para o último dia útil de novembro de 2025.

Esta iniciativa visa mitigar os impactos financeiros diretos sobre os exportadores brasileiros, garantindo um fôlego no fluxo de caixa e contribuindo para a manutenção da competitividade no mercado internacional.

Para emissão de DARF com prorrogação automática do prazo de recolhimento, após a transmissão da DCTFWeb, o contribuinte elegível ao benefício deverá utilizar o Portal e-CAC da RFB, em consulta à sua situação fiscal, conforme roteiro abaixo.

Passo 1. Acessar o portal e-CAC no site da Receita Federal do Brasil

Passo 2. Após logar com a conta gov.br, selecionar a opção “Certidões e Situação Fiscal”.Fig. 2Fig. 2

Passo 3. Na próxima tela, selecionar a opção “Consulta Pendências – Situação Fiscal”.Fig. 3Fig. 3

Passo 4. Na próxima tela, expandir a opção “Diagnóstico Fiscal” até a opção “Conta Corrente”, selecionar os débitos que pretende pagar e clicar no botão “Emitir Daf”.Fig. 4

Exemplo de DARF gerado com vencimento prorrogado.Fig. 5Fig. 5

Alternativamente, o contribuinte poderá utilizar o sistema SicalcWeb para geração manual de um DARF para cada débito (código de receita) que pretende pagar.

Ressalta-se que, por limitações operacionais e em razão do reduzido espaço de tempo, a DCTFWeb não será atualizada para gerar DARF/DAE com prorrogação automática. Assim, caso o contribuinte seja elegível à prorrogação do prazo de vencimento, deve utilizar uma das opções citadas acima (Situação Fiscal ou SicalcWeb).

Fonte: Receita Federal

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