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Preço do querosene de aviação cai 14,2% em junho, anuncia Petrobras

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste mês de junho. De acordo com a estatal, o reajuste representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.

A medida foi divulgada nesta segunda-feira (1º) e marca a primeira redução do combustível aeronáutico após uma série de aumentos registrados desde março.

Cenário internacional influencia queda nos preços

Segundo a companhia, a diminuição do valor do combustível de aviação está relacionada à desaceleração das pressões observadas no mercado internacional de petróleo.

A Petrobras destacou que a redução reflete a melhora das condições globais após o período de forte valorização das commodities energéticas, movimento que havia sido impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Reajustes seguem contratos com distribuidoras

Os preços do querosene de aviação comercializado pela Petrobras são atualizados mensalmente, conforme previsto nos contratos firmados com as distribuidoras.

Esses ajustes acompanham fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e as condições do mercado global de combustíveis.

Apesar da queda, combustível acumula alta no ano

Mesmo com a redução anunciada para junho, o preço do QAV ainda apresenta forte valorização em 2026.

Dados divulgados pela estatal mostram que, no acumulado do ano, o combustível registra aumento de 54,5% em comparação aos valores praticados em dezembro de 2025. O avanço corresponde a um acréscimo de R$ 1,98 por litro.

O comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto pelo setor aéreo, já que o combustível representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Aviação civil brasileira cresce 20% em número de profissionais habilitados em 2025

A aviação civil brasileira apresentou avanço significativo na formação de profissionais em 2025. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que o total de licenças e habilitações emitidas cresceu 20% em relação ao ano anterior.

Foram registradas 6.562 emissões de licenças em 2025, contra 5.461 contabilizadas em 2024, demonstrando o fortalecimento do setor e a ampliação da demanda por mão de obra qualificada na área aeronáutica.

Crescimento continua em 2026

O ritmo de expansão segue acelerado em 2026. Somente entre janeiro e abril, o Brasil contabilizou 2.213 novos profissionais aptos a atuar na aviação civil.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela emissão das licenças, o período registrou:

  • 1.288 novos pilotos;
  • 458 comissários de voo;
  • 467 mecânicos de manutenção aeronáutica.

O crescimento acompanha a retomada e expansão do setor aéreo brasileiro, que demanda profissionais cada vez mais capacitados.

Governo amplia programas de capacitação

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o cenário exige investimentos contínuos em qualificação profissional e inclusão no mercado aeronáutico.

Para atender à demanda crescente, o MPor vem fortalecendo políticas públicas voltadas à formação técnica e ao acesso às carreiras da aviação.

Entre as iniciativas em destaque está o programa Asas para Todos, coordenado pela Anac em parceria com órgãos federais. O projeto busca ampliar o acesso às profissões do setor por meio de bolsas de estudo, cursos técnicos e incentivo à participação de mulheres, jovens e pessoas de baixa renda.

Bolsas e cursos gratuitos impulsionam setor aeronáutico

Neste ano, o governo federal também lançou novas ações de capacitação profissional. Em fevereiro, foram disponibilizadas 74 bolsas gratuitas para formação de mecânicos de manutenção aeronáutica, em parceria com o Sest/Senat.

O edital recebeu quase duas mil inscrições, evidenciando o interesse crescente pelas carreiras da indústria aeronáutica.

Outra iniciativa em andamento é o curso online e gratuito de Introdução à Aviação, oferecido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil por meio do programa Treinar.

A capacitação oferece conteúdos básicos sobre o funcionamento da indústria aeronáutica brasileira e é voltada tanto para profissionais do setor quanto para pessoas interessadas em ingressar na área.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Transporte

Lufthansa reduz 20 mil voos no verão devido à alta do combustível

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou a redução de 20 mil voos de curta distância na Europa durante o verão, em resposta ao aumento expressivo dos custos com combustível de aviação. Segundo a empresa, diversas rotas deixaram de ser economicamente viáveis.

Alta do combustível pressiona setor aéreo

O preço do querosene de aviação praticamente dobrou desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada da tensão afetou a produção e o transporte de energia no Oriente Médio, impactando diretamente o setor aéreo global.

Outras companhias, como KLM-Air France e Delta Air Lines, também adotaram medidas semelhantes, incluindo cortes temporários de voos e aumento no preço das passagens para compensar os custos operacionais.

Especialistas alertam que os passageiros devem se preparar para novas altas nas tarifas e possíveis cancelamentos, caso o cenário geopolítico continue instável.

Dependência europeia do combustível do Golfo

Cerca de 50% do combustível de aviação na Europa é importado da região do Golfo. Grande parte desse volume passa pelo Estreito de Ormuz, área estratégica que foi praticamente bloqueada pelo Irã em resposta às ações militares dos EUA e de Israel.

Rotas suspensas e impacto nos passageiros

A Lufthansa informou que a redução de voos permitirá economizar aproximadamente 40 mil toneladas métricas de combustível. A maior parte desse corte está ligada ao encerramento das operações da subsidiária CityLine.

Com isso, a companhia suspenderá temporariamente voos para cidades como Heringsdorf, Cork, Gdańsk, Ljubljana, Rijeka, Sibiu, Stuttgart, Trondheim, Tivat e Wrocław.

Passageiros afetados poderão optar por reembolso ou remarcação em voos de empresas parceiras do grupo, como SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways.

Possibilidade de cortes permanentes

Parte dessas mudanças pode se tornar definitiva. A Lufthansa informou que está revisando toda a sua malha aérea europeia e deve divulgar novos detalhes ao longo de abril.

Risco de escassez de combustível

A Agência Internacional de Energia alertou recentemente que a Europa pode enfrentar escassez de querosene de aviação em poucas semanas. Apesar disso, governos e companhias aéreas afirmam que, até o momento, não há interrupções no fornecimento.

A União Europeia anunciou a criação de um observatório para monitorar a produção, importação, exportação e estoques de combustíveis, com o objetivo de antecipar possíveis crises e reduzir impactos no setor aéreo.

Operações de longa distância mantidas

Apesar da redução na malha europeia, a Lufthansa garantiu que os passageiros continuarão tendo acesso às rotas globais, especialmente voos de longa distância. A empresa destacou que essas operações serão realizadas com maior eficiência diante do cenário atual.

A decisão também ocorre após o anúncio de aceleração do encerramento da CityLine, com a retirada de 27 aeronaves de operação, motivada pelo aumento dos custos com combustível e pressões trabalhistas.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Combustível de aviação: governo anuncia medidas para conter alta do QAv

O governo federal anunciou um conjunto de ações para enfrentar a alta do combustível de aviação (QAv) e seus efeitos sobre o setor aéreo. As medidas, divulgadas na segunda-feira (6), foram elaboradas pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a área econômica, com foco em preservar a oferta de voos e conter o aumento das passagens aéreas.

A iniciativa surge em meio à elevação global dos preços do QAv, que pressiona os custos das companhias e pode afetar a conectividade aérea no país.

Estratégia busca equilíbrio fiscal e apoio ao setor

Segundo o Ministério da Fazenda, o pacote foi estruturado para gerar impacto direto no setor sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. Já o Ministério de Portos e Aeroportos destacou que o objetivo central é evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

A preocupação do governo é manter o ritmo de crescimento do transporte aéreo, que recentemente registrou aumento na demanda por passageiros.

Linhas de crédito e financiamento para companhias aéreas

Entre as principais medidas está a criação de uma linha de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), destinada à compra de combustível. Cada empresa poderá acessar até R$ 2,5 bilhões, com operacionalização pelo BNDES e risco assumido pelas próprias companhias.

Também foi anunciada uma linha de crédito adicional de R$ 1 bilhão para capital de giro, cujas regras serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com garantia da União.

Redução de impostos sobre o querosene de aviação

Outra medida relevante é a desoneração tributária. O governo editará decreto para zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve reduzir o preço do combustível em cerca de R$ 0,07 por litro.

A iniciativa busca aliviar custos operacionais e contribuir para a estabilidade das tarifas aéreas.

Flexibilização de pagamentos e apoio da Petrobras

O pacote inclui ainda a possibilidade de adiamento no pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Os valores referentes aos meses de abril a junho poderão ser quitados apenas em dezembro de 2026.

Além disso, a Petrobras anunciou recentemente um modelo de transição para o reajuste do QAv. A proposta permite que distribuidoras repassem inicialmente 18% do aumento, com o restante parcelado em seis vezes a partir de julho.

Medidas tentam conter pressão sobre passagens aéreas

Combinadas, as ações buscam reduzir a pressão sobre os custos das companhias e evitar aumentos expressivos nas tarifas aéreas. O governo aposta que o pacote ajudará a sustentar a expansão do setor e garantir maior previsibilidade ao mercado.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Aeroportos

Crise na aviação brasileira: setor acumula prejuízo bilionário apesar do aumento de passageiros

Mesmo com aeronaves cada vez mais cheias e crescimento consistente da demanda, a aviação brasileira vive um paradoxo financeiro. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2025, as companhias aéreas acumularam prejuízo de R$ 54,7 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O cenário revela um setor em expansão operacional, mas pressionado por desequilíbrios estruturais.

Crescimento da demanda não se converte em rentabilidade

Os indicadores de movimentação aérea mostram um mercado aquecido. Entre 2015 e 2024, o volume de passageiros-quilômetro transportados avançou 6,7%, enquanto apenas no primeiro semestre de 2025 o crescimento foi de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A taxa de ocupação das aeronaves também atingiu patamar histórico. Em outubro, os voos operaram com 85% de ocupação, o maior índice já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.

Ainda assim, o aumento da demanda não foi suficiente para reverter o quadro financeiro negativo das companhias.

Setor enfrenta crise estrutural e custos elevados

O desequilíbrio é explicado por fatores estruturais que impactam diretamente o custo operacional das empresas aéreas. Entre eles estão a alta do combustível, a volatilidade cambial, a carga tributária elevada, gargalos regulatórios e limitações de infraestrutura.

Esses elementos tornam o setor altamente vulnerável a choques externos, como variações no preço do petróleo, crises econômicas e instabilidades cambiais, transformando períodos de crescimento da demanda em risco financeiro.

Aviação cresce, mas sustentabilidade econômica segue ameaçada

O cenário atual evidencia uma contradição: enquanto mais brasileiros voam e a malha aérea se expande, a sustentabilidade econômica do setor permanece fragilizada. Especialistas apontam que, sem mudanças estruturais e regulatórias, o crescimento da demanda continuará insuficiente para garantir equilíbrio financeiro às companhias.

A combinação entre aumento de custos, margens reduzidas e exposição a fatores macroeconômicos reforça a necessidade de políticas públicas que promovam previsibilidade, eficiência e competitividade ao setor aéreo nacional.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Rodrigo Zanotto/Movida

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Aeroportos

Aeronautas aprovam acordo e não haverá greve na aviação brasileira.

Negociação coletiva assegura equilíbrio nas relações de trabalho e fortalece a retomada da aviação no país

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) informa que foi aprovada a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos aeronautas para os anos 2025/2026. As negociações realizadas entre representantes dos trabalhadores e das empresas do setor foram mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

O diálogo se desenvolveu de forma responsável e colaborativa, sob o acompanhamento do Ministério e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), resultando em um acordo que estabelece ajustes em pontos relevantes das reivindicações trabalhistas, garantindo segurança jurídica e estabilidade para o setor.  

O Ministério parabeniza o compromisso de todas as partes envolvidas em construir uma solução equilibrada, compatível com o atual momento de forte crescimento da aviação brasileira. 

Para o MPor, a aprovação da CCT reafirma a importância do diálogo da negociação coletiva como instrumento para o desenvolvimento sustentável da aviação. 

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Informação

Setor aéreo brasileiro investe mais de R$ 350 milhões em ESG

O setor aeroportuário do Brasil destinou aproximadamente R$ 350,5 milhões a projetos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa (ESG) entre 2023 e 2024. O levantamento consta no Diagnóstico de Sustentabilidade, pesquisa inédita conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), envolvendo 10 empresas que respondem por 83,6% do transporte aéreo nacional. O estudo indica forte adesão do setor a práticas como descarbonização, regularização ambiental, projetos sociais e combate ao assédio.

Agenda ESG e políticas de sustentabilidade

O diagnóstico é a segunda fase de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG na logística nacional, iniciado com a Política de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade. O ministro Silvio Costa Filho destaca que o esforço vai além da teoria: “Nosso objetivo é promover um transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa e adotar tecnologias inovadoras, garantindo também um ambiente inclusivo e equitativo.”

Larissa Amorim, diretora de Sustentabilidade do MPor, reforça o engajamento do setor: “O levantamento mostra que o setor aéreo não só investe recursos, mas também adere a pilares essenciais como descarbonização, compliance e combate ao assédio, consolidando uma governança robusta.”

Investimentos sociais lideram aporte ESG

O eixo social concentrou o maior volume de investimentos, com R$ 195,8 milhões aplicados. Todas as empresas pesquisadas mantêm canais de comunicação com a comunidade, desenvolvem projetos sociais e implementam ações de combate ao assédio. O estudo destaca iniciativas de acessibilidade, incluindo salas multissensoriais para pessoas com TEA ou hipersensibilidade sensorial, e aponta 70% de adesão a projetos de equidade de gênero.

Iniciativas ambientais e descarbonização

No campo ambiental, foram investidos R$ 138,4 milhões. Todas as empresas do setor aderiram a projetos de descarbonização e à regularização ambiental, enquanto 90% realizam inventário de emissões. Entre as ações destacam-se a substituição de fontes fósseis por sistemas elétricos de apoio a aeronaves, eletrificação de frotas operacionais e instalação de usinas fotovoltaicas, acompanhadas de certificações internacionais como o Airport Carbon Accreditation (ACA).

Governança sólida e oportunidades de aprimoramento

Na dimensão de governança, o setor aplicou R$ 16,3 milhões. O estudo evidencia que 100% das empresas possuem setores de compliance e realizam auditorias externas, com 80% mantendo estatutos ou políticas sociais. O diagnóstico aponta áreas de evolução, como adesão a índices de bolsa (ISE, 10%) e certificações ISO 9001 (20%).

Impacto social e econômico das iniciativas ESG

As ações ESG do setor portuário, de navegação e aeroportuário geraram mais de 120,5 mil empregos diretos e impactaram positivamente 11,3 milhões de pessoas.

MPor como articulador da transição energética

O MPor atua ativamente na transição energética, fomentando o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24). O ministério criou o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea) e investe em pesquisa, como R$ 11,46 milhões no Centro de Pesquisas da ANP e R$ 1,24 milhão em parceria com a UFPR, ampliando a capacidade de análise e certificação de SAF e estudando alternativas para reduzir emissões no setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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