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Receita Federal julga mais de 15 mil processos tributários em iniciativa inédita

A Receita Federal deu um passo importante na modernização do contencioso administrativo tributário ao realizar o julgamento conjunto de mais de 15 mil processos fiscais que envolvem a mesma questão jurídica. A iniciativa marca uma nova etapa na análise de demandas repetitivas, com uso de tecnologia, inteligência de dados e integração entre diferentes equipes.

O modelo busca acelerar a tramitação dos processos, simplificar procedimentos e garantir maior uniformidade nas decisões. A expectativa é reduzir o tempo de julgamento e proporcionar respostas mais rápidas aos contribuintes, preservando a qualidade técnica e a segurança jurídica.

Tecnologia permite analisar milhares de processos simultaneamente

Um dos principais recursos utilizados no projeto foi uma ferramenta desenvolvida pela Coordenação-Geral de Arrecadação e Direito Creditório (Codar). A solução tecnológica permite identificar, classificar e organizar grandes volumes de processos que apresentam questões jurídicas semelhantes.

Com o mapeamento dos casos, foi possível estruturar uma estratégia de julgamento em larga escala, tornando viável a análise conjunta de milhares de processos com características equivalentes.

A iniciativa representa um avanço na aplicação de recursos digitais à administração tributária, especialmente no tratamento de demandas repetitivas que exigem procedimentos semelhantes.

Receita Federal e Serpro atuam em conjunto

O desenvolvimento do novo modelo contou com a colaboração de diversas áreas da Receita Federal e do Serpro, reunindo conhecimentos técnicos, experiência operacional e capacidade de desenvolvimento tecnológico.

Participaram do trabalho equipes responsáveis pelo contencioso, pela arrecadação e pela gestão de processos da Delegacia de Julgamento de Florianópolis (DRJ09). Também contribuíram julgadores e presidentes de turmas de diferentes Delegacias de Julgamento.

A 15ª Turma da DRJ09 teve papel de destaque ao conduzir a sessão que consolidou a nova metodologia de trabalho.

A experiência demonstra como a integração entre equipes e o investimento em transformação digital no setor público podem ampliar a capacidade de análise e resposta da Administração Tributária.

Julgamentos em escala buscam ampliar a eficiência administrativa

Além do ganho operacional, a iniciativa representa uma mudança na forma de administrar o contencioso tributário. A combinação de automação, análise inteligente de dados e cooperação entre equipes permite processar demandas semelhantes com mais agilidade, mantendo o rigor técnico necessário às decisões.

A padronização dos procedimentos também contribui para a aplicação mais uniforme da legislação tributária, fortalecendo a previsibilidade das decisões e a segurança jurídica para cidadãos e empresas.

Próximas etapas incluem formalização das decisões

Após a realização dos julgamentos, os trabalhos seguem para a formalização dos acórdãos e a comunicação dos resultados aos contribuintes.

Essa fase é necessária para que as decisões sejam oficialmente registradas e seus efeitos possam ser comunicados aos interessados, transformando o avanço operacional em resultados concretos.

Com a adoção do novo modelo, a Receita Federal reforça sua estratégia de inovação institucional e modernização dos serviços públicos. A expectativa é ampliar a eficiência da análise de processos administrativos fiscais, reduzir os prazos de julgamento e oferecer soluções mais ágeis às demandas dos contribuintes.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Aeroportos

Embarque biométrico em aeroportos brasileiros deve ganhar política nacional em julho

O governo federal está finalizando uma política nacional para ampliar o uso do embarque biométrico nos aeroportos brasileiros. A previsão é que o documento seja assinado no início de julho, segundo informou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

A proposta prevê que o acesso às áreas de embarque e a entrada nas aeronaves sejam realizados por meio de biometria facial, substituindo etapas tradicionais de conferência de documentos e tornando o processo mais automatizado.

Biometria passa a ser tratada como questão de segurança nacional

Desenvolvida pelo Ministério de Portos e Aeroportos e com implementação prevista pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a medida permitirá que a coleta de dados biométricos dos passageiros seja enquadrada como uma ação de segurança nacional.

Na prática, isso poderá eliminar a necessidade de autorização individual para o uso da tecnologia, exigência atualmente prevista pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) nos projetos-piloto em operação.

A estrutura da base de dados deverá utilizar informações fornecidas pelo Serpro, estatal de tecnologia do governo federal, em parceria com empresas privadas responsáveis pela validação e gestão dos registros.

Objetivo é modernizar operações e agilizar embarques

A iniciativa integra uma estratégia de modernização dos aeroportos brasileiros e busca aproximar a experiência dos passageiros dos padrões já adotados em grandes terminais internacionais.

De acordo com o ministro Tomé Franca, a proposta não surgiu para corrigir falhas existentes no fluxo de passageiros, mas para preparar o setor para demandas futuras. Segundo ele, os processos atuais de acesso às áreas de embarque e às aeronaves não apresentam gargalos significativos.

Mesmo assim, a avaliação do governo é de que o uso do reconhecimento facial pode trazer ganhos importantes, como maior agilidade operacional, reforço na segurança e redução de etapas durante a jornada do passageiro.

Aeroportos já realizam testes com reconhecimento facial

Atualmente, o embarque biométrico facial já está em funcionamento de forma experimental em alguns aeroportos do país. Os terminais de Viracopos, em Campinas, e do Galeão, no Rio de Janeiro, utilizam sistemas de reconhecimento facial em diferentes etapas da experiência do passageiro.

Segundo o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein, os testes revelaram uma adesão abaixo do esperado por parte dos usuários. Esse cenário contribuiu para a decisão do governo de criar uma política nacional para ampliar o alcance da tecnologia.

Em Campinas, por exemplo, apenas a companhia aérea Azul solicita atualmente o cadastro biométrico prévio dos passageiros. A expectativa é que a nova regulamentação aumente significativamente o número de usuários aptos a utilizar o sistema.

Além disso, o Aeroporto Internacional de Guarulhos também estuda iniciar testes com soluções de reconhecimento facial.

Implementação será realizada em etapas

A adoção da tecnologia ocorrerá de forma gradual. Após a assinatura da política nacional, os aeroportos que já possuem projetos-piloto ou sistemas em funcionamento deverão adaptar seus procedimentos às novas diretrizes estabelecidas pelo governo.

Em uma etapa posterior, a Anac deverá elaborar uma regulamentação específica para o setor, incluindo mecanismos de reequilíbrio contratual para operadores que adotarem a tecnologia.

Ainda não há definição sobre a obrigatoriedade do uso da biometria facial em aeroportos, cabendo à agência decidir se a adesão será exigida ou apenas recomendada aos terminais brasileiros.

Programa Aeroportos Mais Seguros

A nova política também fará parte do programa Aeroportos Mais Seguros, iniciativa criada pelo governo federal para fortalecer ações de controle, monitoramento e proteção nos terminais aeroportuários do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Webagentur Meerbusch/Pixabay

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