Comércio Internacional

China registra alta de 25% nas exportações em agosto, impulsionada pela inteligência artificial

As exportações da China avançaram 25% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, impulsionadas principalmente pela forte demanda internacional por produtos de tecnologia utilizados na expansão da inteligência artificial (IA). No mesmo período, as importações chinesas cresceram 28,2%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pela Administração Geral de Alfândegas da China (AGC).

Os números mostram que o comércio exterior chinês continua em ritmo acelerado, sustentado pela procura global por componentes e equipamentos ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Exportações de tecnologia ganham força

Entre janeiro e agosto, o valor das exportações chinesas de computadores e componentes relacionados aumentou 49,4%, de acordo com a AGC.

A expansão ocorre em um momento de forte crescimento dos investimentos internacionais em infraestrutura para inteligência artificial, o que amplia a demanda por semicondutores, equipamentos de informática e outros produtos tecnológicos fabricados na China.

O desempenho também mantém a trajetória positiva registrada pelo país no comércio internacional. Em 2025, a China alcançou um superávit comercial recorde, favorecido pela demanda externa por produtos associados ao setor de tecnologia e à cadeia global de inteligência artificial.

Vendas para os Estados Unidos aceleram

As exportações chinesas destinadas aos Estados Unidos também apresentaram crescimento expressivo. Em agosto, as vendas para o mercado americano aumentaram 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado representa uma aceleração em relação a julho, quando as exportações chinesas para os EUA haviam registrado crescimento anual de 17%.

O desempenho chama atenção diante das disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo e ocorre enquanto os dois países buscam avançar nas negociações sobre suas relações econômicas.

Dados antecedem encontro entre Trump e Xi

A divulgação dos números ocorre poucas semanas antes de uma reunião prevista para outubro, em Washington, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

O avanço das exportações chinesas e o aumento das vendas para o mercado americano devem integrar o contexto das discussões entre os dois governos, especialmente diante da importância do comércio bilateral para a economia mundial.

Os dados de agosto reforçam, ainda, o peso da China na cadeia global de fornecimento de tecnologia, semicondutores e equipamentos para inteligência artificial.

FONTE: Jovem Pan
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pekín (China)EFE/WU HAO

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Comércio Exterior

Governo Trump avalia aumento de tarifas sobre chips para estimular produção nos EUA

O governo de Donald Trump estuda elevar as tarifas de importação sobre semicondutores como forma de pressionar empresas a ampliar a fabricação de chips em território norte-americano. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (2) pelo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick.

Em entrevista à CNBC, Lutnick afirmou que a estratégia prevê tratamento diferente para empresas que produzirem nos Estados Unidos e para aquelas que mantiverem suas fábricas no exterior.

“Se você fabricar nos Estados Unidos, nós lhe daremos isenção de tarifas. Se você não fabricar nos Estados Unidos, você pagará tarifas”, declarou o secretário.

Tarifas sobre semicondutores seguem estratégia de Trump

A possível elevação das tarifas sobre chips segue uma política já utilizada pelo governo Trump em setores considerados estratégicos para a economia americana.

Nos segmentos de automóveis, aço e alumínio, o governo anunciou medidas tarifárias com o objetivo de estimular a transferência de linhas de produção para os Estados Unidos. A proposta para os semicondutores segue lógica semelhante: empresas que fabricarem no país poderiam ficar livres das novas tarifas.

Medida pode atingir laptops, consoles e servidores

A iniciativa pode ter alcance maior do que apenas os microchips importados. Segundo reportagem publicada pelo site Politico na semana passada, a administração Trump avalia aplicar as tarifas também a uma variedade de produtos tecnológicos que utilizam semicondutores.

Entre os itens que poderiam ser afetados estão laptops, consoles de videogame e servidores para data centers. A ampliação da medida aumentaria o impacto potencial da política sobre toda a cadeia de tecnologia.

Boom da inteligência artificial impulsiona produção de chips

A expansão da produção de semicondutores ganhou força com o avanço da inteligência artificial (IA) e o aumento da demanda por infraestrutura tecnológica.

Em Taiwan, um dos principais polos globais da indústria de chips, o crescimento do setor ajudou a impulsionar o PIB, que avançou 13,72% no primeiro semestre deste ano. Segundo os dados mencionados na reportagem, trata-se do melhor desempenho da economia taiwanesa desde 1976.

TSMC amplia investimentos nos Estados Unidos

A demanda crescente por tecnologias relacionadas à IA também levou a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) a revisar suas projeções de investimentos para 2026.

A empresa aumentou neste mês sua previsão de gastos, considerando tanto a forte procura por soluções de inteligência artificial quanto os custos maiores para ampliar sua capacidade de produção.

Parte relevante desse movimento ocorre nos Estados Unidos. A TSMC avança com um plano de expansão de aproximadamente US$ 265 bilhões no Arizona, reforçando a presença da fabricante no mercado americano.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: SAUL LOEB/AFP/JC

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Internacional

China endurece regras para proteção de chips e amplia punições contra plágio de semicondutores

A China anunciou mudanças nas regras que protegem os projetos de layout de circuitos integrados (CI) desenvolvidos no país. As alterações endurecem os critérios para registro, aumentam as exigências de originalidade e ampliam os mecanismos de responsabilização em casos de violação de direitos relacionados aos semicondutores.

Com as novas diretrizes, empresas terão mais dificuldade para obter proteção legal sobre projetos inspirados ou copiados de concorrentes, fortalecendo o combate ao plágio no setor de tecnologia.

Registro exigirá comprovação da contribuição criativa

As mudanças se concentram nos layouts físicos dos chips, responsáveis pela organização dos componentes eletrônicos sobre o silício e considerados uma das etapas mais complexas do desenvolvimento de circuitos integrados.

A partir da atualização das regras, os pedidos de registro deverão identificar claramente quais partes do projeto representam inovação própria. Essa exigência permitirá às autoridades distinguir elementos criados pela empresa daqueles obtidos por meio de licenciamento ou de tecnologias de código aberto.

Segundo o governo chinês, a medida busca tornar o processo de proteção intelectual mais rigoroso, dificultando registros baseados em projetos sem inovação efetiva e valorizando empresas com capacidade tecnológica comprovada.

Fiscalização poderá identificar origem real dos chips

Outro objetivo das novas normas é ampliar o controle sobre a origem dos chips registrados no país.

Com informações mais detalhadas nos pedidos de proteção, as autoridades terão melhores condições para verificar se determinado semicondutor foi realmente projetado e desenvolvido na China ou se se trata de um produto obtido no exterior e posteriormente apresentado como tecnologia nacional.

Tribunais poderão aplicar indenizações maiores por infração

As mudanças também atingem a esfera judicial. A partir de meados de outubro, os tribunais chineses poderão calcular indenizações por infração levando em consideração tanto os prejuízos sofridos pelo titular dos direitos quanto os lucros obtidos pela parte infratora.

Além da compensação financeira, a legislação passa a prever a aplicação de danos punitivos em casos considerados mais graves.

A regulamentação também esclarece procedimentos relacionados ao licenciamento, à transferência de direitos e ao uso de projetos de layout de circuitos integrados como garantia em operações comerciais.

Outro ponto previsto nas novas regras determina que empresas e instituições responsáveis pelo desenvolvimento de layouts protegidos ofereçam remuneração e reconhecimento adequados aos profissionais envolvidos na criação dessas tecnologias.

Produção de chips no exterior pode enfrentar novas restrições

Paralelamente às mudanças já aprovadas, autoridades chinesas estudam adotar medidas adicionais para limitar a produção de tecnologias estratégicas fora do território nacional.

Caso essas propostas avancem e recebam aprovação do governo e do Partido Comunista Chinês, empresas do país poderão ser impedidas de fabricar seus projetos em fundições estrangeiras, como as instalações da TSMC, em Taiwan, e da Samsung Foundry, na Coreia do Sul.

Nesse cenário, os fabricantes chineses passariam a depender exclusivamente de empresas locais, como a SMIC e a Hua Hong, apesar de essas fabricantes ainda apresentarem limitações tecnológicas em comparação com os principais líderes globais do setor.

Semicondutores seguem como prioridade estratégica da China

As novas regulamentações reforçam a estratégia chinesa de fortalecer sua indústria nacional de semicondutores, considerada essencial para reduzir a dependência tecnológica externa e ampliar a competitividade do país no mercado global.

Apesar das discussões sobre restringir a fabricação no exterior, especialistas avaliam que a China ainda enfrenta desafios para produzir internamente os chips mais avançados. Até o momento, não há confirmação de que uma eventual proibição às fundições estrangeiras será implementada, e essa possibilidade segue em análise pelas autoridades chinesas.

FONTE: Adrenaline
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Tecnologia

China inicia produção de máquinas DUV para fabricação de chips e avança na independência tecnológica

A China deu mais um passo em sua estratégia de fortalecer a indústria nacional de semicondutores ao iniciar a produção em escala de máquinas de litografia DUV por imersão (Deep Ultraviolet), tecnologia considerada essencial para a fabricação de chips de alta complexidade. A informação foi revelada por uma fonte ligada ao projeto e representa um avanço importante na busca do país por reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Embora a novidade reforce o plano chinês de autossuficiência tecnológica, especialistas avaliam que a iniciativa ainda não representa uma ameaça imediata à liderança da empresa holandesa ASML, referência mundial nesse segmento.

Empresa estatal lidera desenvolvimento das máquinas DUV

A produção está sendo conduzida pela Shanghai Aishengna Electronic Technology Group, companhia estatal criada em 2023 e ainda pouco conhecida fora da China.

Segundo a fonte, a empresa incorporou equipes de importantes startups chinesas especializadas em litografia, incluindo profissionais da Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e da Yuliangsheng, ligada à fabricante de equipamentos SiCarrier, apoiada pela Huawei.

A expectativa é fabricar cerca de cinco equipamentos ainda em 2026 e aproximadamente 20 unidades em 2027, conforme informou o portal especializado The Information.

Equipamentos serão entregues a fabricantes chinesas de chips

As primeiras máquinas deverão ser fornecidas ainda este ano para algumas das principais empresas chinesas do setor, como a Semiconductor Manufacturing International Corp (SMIC), a Hua Hong Semiconductor e a fabricante de memórias ChangXin Memory Technologies (CXMT).

Mesmo assim, a tecnologia nacional ainda passará por testes antes de alcançar o desempenho das soluções produzidas pela ASML.

Tecnologia é estratégica para a indústria de semicondutores

As máquinas de litografia DUV por imersão utilizam uma fina camada de água entre a lente de projeção e a pastilha de silício, permitindo a gravação de circuitos mais compactos do que os sistemas convencionais.

Esse tipo de equipamento é amplamente utilizado na produção de diversos tipos de chips e também pode fabricar semicondutores mais avançados por meio da técnica conhecida como múltiplos padrões (multiple patterning), que realiza sucessivas exposições da mesma camada para aumentar a precisão.

Projeto fortalece plano chinês de autossuficiência

O investimento faz parte da política de autossuficiência em semicondutores, considerada uma das prioridades estratégicas do governo do presidente Xi Jinping.

Nos últimos anos, a China enfrentou restrições impostas pelos Estados Unidos e pelos Países Baixos para adquirir equipamentos de litografia mais avançados, especialmente os sistemas EUV (Extreme Ultraviolet) produzidos pela ASML.

Caso as sanções internacionais sejam ampliadas, a disponibilidade de máquinas desenvolvidas localmente poderá reduzir a dependência da indústria chinesa de fornecedores estrangeiros e garantir maior continuidade na produção de chips.

ASML segue dominante no mercado global

Apesar da reação inicial do mercado financeiro, analistas acreditam que o novo projeto chinês não deverá afetar significativamente os resultados da ASML no médio prazo.

Especialistas do JP Morgan Chase destacam que produzir algumas unidades de equipamentos DUV é apenas o primeiro passo. Segundo eles, transformar essas máquinas em soluções capazes de atender à fabricação em larga escala exige elevados níveis de produtividade, confiabilidade, precisão e estabilidade operacional durante milhares de ciclos de produção.

Mesmo com as restrições comerciais, a China continua sendo um dos principais mercados da fabricante holandesa, respondendo por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre deste ano.

Empresa ainda mantém perfil discreto

Criada em agosto de 2023, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (cerca de US$ 1 bilhão) e tem como acionistas apenas duas entidades estatais ligadas ao governo de Xangai.

Até o momento, a empresa não possui site oficial nem divulga informações públicas sobre suas operações, reforçando o caráter estratégico do projeto para a política industrial chinesa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Intel Corporation/Handout via REUTERS

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Transporte

Carga aérea cresce impulsionada pela inteligência artificial e demanda por chips

A carga aérea internacional atravessa uma nova fase de expansão, agora liderada pela crescente demanda por chips, semicondutores e equipamentos destinados à infraestrutura de inteligência artificial (IA). Em junho, o setor registrou alta de 7% na movimentação global em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da consultoria Xeneta.

O avanço representa uma mudança no perfil das mercadorias transportadas por via aérea. Após um período em que o e-commerce foi o principal responsável pelo crescimento do segmento, os componentes tecnológicos de alto valor agregado passaram a ocupar posição de destaque na demanda por espaço nas aeronaves.

Semicondutores lideram expansão da carga aérea

O crescimento acelerado da indústria de semicondutores é apontado pela Xeneta como o principal fator por trás da força do mercado de carga aérea em 2026.

De acordo com a consultoria, as vendas globais de chips avançaram 106% em abril na comparação anual, o maior crescimento já registrado pela World Semiconductor Trade Statistics desde o início da série histórica, em 1986.

Esse cenário fortaleceu a rota transpacífica como o principal corredor mundial de transporte aéreo de cargas, mesmo diante da desaceleração do comércio entre China e Estados Unidos provocada pelas tarifas comerciais.

Embora os embarques ligados à inteligência artificial representem menos de 10% do volume total transportado, eles concentram grande parte da expansão registrada pelo setor neste ano.

Economias asiáticas refletem boom da IA

O aumento da demanda por tecnologia já impacta diretamente os principais produtores de chips.

Em Taiwan, maior fabricante mundial de semicondutores avançados, a economia cresceu 15% no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado em quase cinco décadas, impulsionado pelas exportações voltadas ao mercado de IA.

Na Coreia do Sul, as duas maiores fabricantes de semicondutores passaram a representar mais da metade do valor de mercado da bolsa de Seul após registrarem forte valorização ao longo do ano.

Fretes seguem elevados, mas ritmo desacelera

As tarifas spot globais — utilizadas em contratos de curta duração — atingiram média de US$ 3,40 por quilo em junho, resultado 38% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Apesar da alta, os preços começaram a mostrar sinais de estabilização. Em maio, o crescimento havia alcançado 41%, indicando que a pressão sobre os fretes internacionais começa a perder intensidade.

Entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão a redução das tensões no Oriente Médio, a retomada da capacidade operacional nos principais hubs do Golfo e a queda no preço do combustível de aviação.

E-commerce perde protagonismo no transporte aéreo

Enquanto a inteligência artificial fortalece sua participação no mercado, o comércio eletrônico passa a perder espaço como principal impulsionador da carga aérea.

Segundo a Xeneta, as exportações chinesas de produtos de baixo valor e mercadorias ligadas ao e-commerce recuaram 7% em maio, marcando o sexto mês consecutivo de queda.

A mudança representa uma inversão em relação ao período pós-pandemia, quando as plataformas de vendas online sustentaram boa parte da ocupação das aeronaves cargueiras e contribuíram para manter os fretes em níveis elevados entre 2023 e 2025.

Mercado aposta em contratos mais curtos

Outra tendência observada em 2026 é a preferência por contratos de menor duração.

No segundo trimestre, 58% dos novos acordos firmados no transporte aéreo internacional tiveram validade inferior a três meses. Um ano antes, esse percentual era de apenas 22%.

Além disso, o mercado spot já responde por aproximadamente 49% de toda a carga tarifável transportada globalmente.

O comportamento reflete a dificuldade de empresas e operadores logísticos em prever o mercado diante das incertezas provocadas por fatores geopolíticos, mudanças tarifárias e oscilações na demanda por tecnologia.

Rotas ligadas à IA mantêm preços elevados

Mesmo com sinais de acomodação no mercado, as rotas diretamente relacionadas à cadeia da inteligência artificial continuam registrando tarifas elevadas.

No fim de junho, os fretes entre o Nordeste Asiático e a América do Norte estavam 41% acima dos níveis registrados no fim de fevereiro. Já os embarques do Sudeste Asiático para o mercado norte-americano acumulavam aumento de 42% no mesmo período.

Em contrapartida, o aumento da oferta de voos de passageiros durante o verão no Hemisfério Norte ampliou a capacidade disponível nos porões das aeronaves e reduziu cerca de 25% as tarifas entre Europa e América do Norte em comparação com o inverno boreal.

Demanda cresce acima da capacidade disponível

Enquanto a demanda mundial por carga aérea avançou 7% em junho, a capacidade global aumentou apenas 3%, impulsionada principalmente pela retomada de voos anteriormente suspensos durante a crise no Oriente Médio.

Com isso, o fator de ocupação das aeronaves subiu três pontos percentuais, alcançando 62%.

No acumulado do primeiro semestre, a demanda global registra crescimento de 4%, desempenho superior às expectativas do mercado no início de 2026, quando predominava a previsão de desaceleração econômica e menor dinamismo do comércio internacional.

Agora, a principal expectativa do setor é entender por quanto tempo a expansão impulsionada pela inteligência artificial, pelos semicondutores e pela crescente demanda tecnológica continuará sustentando o mercado mundial de carga aérea.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Importação

Importações de dispositivos médicos ultrapassam US$ 11 bilhões e evidenciam desafios da indústria nacional

As importações de dispositivos médicos no Brasil devem superar a marca de US$ 11 bilhões em 2025, conforme aponta o Relatório Setorial 2026 da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo). O resultado reforça a crescente dependência do mercado nacional por equipamentos desenvolvidos no exterior e acende um alerta para os desafios enfrentados pela indústria brasileira.

De acordo com a entidade, o avanço das compras internacionais não está relacionado apenas às oscilações cambiais. O cenário também reflete limitações estruturais da produção nacional, especialmente em segmentos que exigem maior nível de inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Produção local atende apenas parte da demanda do mercado

Atualmente, a indústria brasileira é responsável por cerca de 35% do consumo aparente de equipamentos médicos no país. Enquanto isso, hospitais, clínicas e instituições de saúde seguem ampliando investimentos em tecnologias voltadas para diagnóstico, monitoramento de pacientes, digitalização de processos e sistemas de suporte à vida.

O aumento da procura por soluções mais avançadas tem ocorrido em ritmo superior à capacidade da indústria nacional de fornecer equipamentos de alta complexidade, ampliando a participação dos produtos importados no setor.

Reorganização global das cadeias produtivas impacta o setor

Outro fator apontado pela Abimo é a transformação das cadeias globais de produção após a pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, diversas economias desenvolvidas passaram a adotar estratégias para fortalecer a fabricação doméstica de itens considerados estratégicos, incluindo produtos para a área da saúde e semicondutores.

Esse movimento tem intensificado a concorrência internacional e aumentado os desafios para países que buscam expandir sua presença na produção de tecnologias médicas avançadas.

Competitividade depende de produtividade e inovação

Segundo dados da associação, a produtividade da indústria brasileira de dispositivos médicos alcançou aproximadamente R$ 354 mil por trabalhador formal em 2025. Apesar do avanço, representantes do setor defendem medidas que estimulem ganhos de escala, inovação e fortalecimento da capacidade tecnológica nacional.

Para Márcio Bósio, diretor institucional da Abimo, a competitividade da indústria de saúde envolve uma série de fatores que vão além da taxa de câmbio.

“A discussão sobre competitividade na saúde vai muito além do câmbio. Hoje envolve produtividade, escala industrial, inovação e capacidade tecnológica”, destacou.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Folhapress

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Tecnologia

Taiwan ultrapassa China no MSCI Emerging Markets e acende alerta sobre concentração em tecnologia

Pela primeira vez desde 2007, a China perdeu a liderança em participação no MSCI Emerging Markets, principal índice global de mercados emergentes. Impulsionada pelo avanço do setor de semicondutores e pela corrida global em torno da inteligência artificial (IA), Taiwan passou a ocupar a maior fatia do indicador.

O movimento, no entanto, aumentou a preocupação de investidores internacionais com a elevada concentração de poucas empresas de tecnologia dentro dos portfólios de mercados emergentes.

TSMC impulsiona avanço de Taiwan no índice

Atualmente, Taiwan representa 24,8% do MSCI Emerging Markets, enquanto a China possui participação de 23%.

Grande parte dessa mudança é explicada pelo desempenho da TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company), considerada a maior fabricante de semicondutores do mundo. Sozinha, a companhia já corresponde a 14,21% de todo o índice.

A forte valorização das ações da empresa ocorreu em meio à expansão global da demanda por chips voltados à inteligência artificial.

Coreia do Sul também ganha espaço com empresas de chips

A Coreia do Sul aparece logo atrás, com 18,7% de participação no MSCI EM, e pode ultrapassar a China nos próximos meses, segundo analistas do mercado financeiro.

Assim como em Taiwan, o avanço sul-coreano é puxado principalmente por empresas ligadas ao setor de tecnologia e semicondutores, como Samsung e SK Hynix.

As duas companhias somam quase 58% do MSCI Korea, enquanto a TSMC representa mais de 57% do MSCI Taiwan, evidenciando a forte concentração dos índices em poucas ações.

Investidores alertam para riscos de concentração

Especialistas avaliam que a atual composição dos mercados emergentes vem mudando rapidamente com o crescimento da indústria de tecnologia.

O chefe de pesquisa estratégica da Schroders, Duncan Lamont, destacou que a liderança de Taiwan no índice chama atenção pelo tamanho relativamente pequeno da economia local em comparação com a China.

Segundo ele, a posição central da TSMC na cadeia global de semicondutores e inteligência artificial vem transformando a estrutura dos mercados acionários emergentes.

Lamont também apontou que a concentração elevada reforça a importância da gestão ativa para investidores que buscam equilibrar riscos em suas carteiras.

Mercados emergentes ampliam presença em tecnologia

Na avaliação do Wells Fargo Investment Institute, os mercados emergentes deixaram de depender exclusivamente de commodities e manufatura de baixo custo.

Muitos países passaram a ganhar relevância em setores tecnológicos competitivos globalmente, especialmente nas áreas relacionadas à inteligência artificial, serviços digitais e eletrônicos.

Com isso, Taiwan e Coreia do Sul já representam juntos mais de 40% do MSCI Emerging Markets Index.

Brasil pode atrair mais investidores estrangeiros

O Brasil também vem sendo beneficiado indiretamente pelo fluxo global de recursos destinados aos mercados emergentes.

Após o último rebalanceamento do índice, o país passou a representar 4,67% do MSCI EM.

Segundo André Mazini, chefe de análise do Citi para a América Latina, o mercado brasileiro acumula cerca de R$ 69 bilhões em entradas de capital estrangeiro em ações neste ano, acima dos R$ 26 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

O executivo avalia que, além do fluxo passivo, investidores ativos podem ampliar a exposição ao Brasil à medida que o peso do país no índice se aproxima de 5%, patamar considerado relevante por fundos globais especializados em mercados emergentes.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: An Rong Xu/Bloomberg

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Indústria

Escassez de ácido sulfúrico ameaça indústria global e pressiona agronegócio e tecnologia

A intensificação do conflito no Oriente Médio e as restrições no Estreito de Ormuz provocaram uma forte turbulência no mercado internacional de ácido sulfúrico, considerado um dos insumos mais importantes da economia mundial. Conhecido como o “sangue da indústria”, o composto químico é essencial para diversos setores produtivos e sua falta já acende um alerta em cadeias estratégicas ao redor do planeta.

Crise afeta fertilizantes, chips e baterias

A redução na oferta global do produto impacta diretamente a fabricação de fertilizantes agrícolas, elevando os custos de produção no campo e pressionando os preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, segmentos ligados à tecnologia, como a produção de semicondutores e chips eletrônicos, também enfrentam dificuldades de abastecimento.

Outro setor atingido é a mineração de metais utilizados em baterias elétricas, fundamentais para a indústria de veículos eletrificados e armazenamento de energia. Especialistas apontam que o problema deixou de ser regional e se transformou em uma ameaça global para a segurança industrial e econômica.

Dependência logística expõe fragilidade do mercado

A crise também revelou a vulnerabilidade das cadeias internacionais de suprimentos e a forte dependência de rotas comerciais consideradas estratégicas. Empresas de diferentes países passaram a enfrentar aumento expressivo nos custos operacionais para garantir o fornecimento mínimo do insumo químico.

Em vários mercados, indústrias já operam sob risco de paralisações e redução de produção, cenário que compromete margens de lucro e amplia a insegurança em setores considerados essenciais para a economia global.

Estratégia e diversificação ganham importância em 2026

Diante do cenário de instabilidade, cresce a pressão para que empresas adotem medidas de resiliência estratégica. Entre as alternativas avaliadas estão a diversificação de fornecedores, a busca por substitutos químicos e o fortalecimento de parcerias regionais para reduzir a dependência de mercados instáveis.

A nova realidade do comércio internacional reforça a necessidade de adaptação rápida das companhias frente à fragilidade das commodities essenciais e aos riscos geopolíticos que impactam diretamente a indústria mundial.

FONTE: Maxiquim
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Exportação

Exportações da China desaceleram em março enquanto importações avançam com força

O crescimento das exportações da China perdeu força em março, após um começo de ano robusto. Ao mesmo tempo, as importações chinesas registraram forte alta, influenciadas por fatores sazonais e pelos impactos da guerra no Irã sobre o abastecimento global de energia.

De acordo com dados da Administração Geral de Alfândegas, as vendas externas cresceram 2,5% na comparação anual — bem abaixo do salto observado em fevereiro. O resultado foi afetado por distorções do calendário do Ano Novo Lunar e por uma base de comparação elevada em 2025.

Queda nas exportações para os EUA pressiona resultados

A desaceleração foi ampla entre os principais mercados, com exceção de Taiwan e Hong Kong. Um dos destaques negativos foi a forte queda nas exportações chinesas para os Estados Unidos, que recuaram 26,5% em relação ao ano anterior, impactadas por tarifas comerciais.

O valor exportado para os EUA caiu para US$ 29,4 bilhões no período, evidenciando a pressão sobre o comércio bilateral.

Importações disparam com alta demanda por tecnologia

Enquanto isso, as importações na China cresceram quase 28%, impulsionadas pela maior demanda por produtos de alta tecnologia, como semicondutores. Esse foi o avanço mais rápido desde o fim de 2021.

Com isso, o superávit comercial chinês encolheu para US$ 51 bilhões — o menor nível em mais de um ano.

Guerra no Irã eleva custos e pressiona indústria

O cenário global foi impactado pela escalada da crise no Oriente Médio, especialmente após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os custos de insumos industriais, afetando cadeias produtivas.

Esse corredor estratégico responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, o que pressionou os preços de materiais e reduziu margens de lucro de fábricas chinesas.

Sazonalidade e calendário explicam parte da desaceleração

Especialistas apontam que fatores sazonais tiveram peso relevante no desempenho mais fraco. O Ano Novo Lunar em 2026, celebrado mais tarde que o habitual, reduziu o número de dias úteis em março, afetando a produção e os embarques.

Além disso, o forte desempenho de março de 2025 — quando empresas anteciparam exportações para evitar tarifas — elevou a base de comparação.

Primeiro trimestre ainda mostra força da economia chinesa

Apesar da desaceleração pontual, o comércio exterior da China manteve um desempenho sólido no primeiro trimestre. As exportações cresceram 15% no período, enquanto as importações avançaram 23% na comparação anual.

Inteligência artificial impulsiona exportações de tecnologia

Um dos principais motores do comércio tem sido o avanço da inteligência artificial, que elevou a demanda global por chips e componentes eletrônicos.

As exportações chinesas de circuitos integrados cresceram 78% no primeiro trimestre, enquanto produtos de alta tecnologia registraram alta de quase 30%. Equipamentos mecânicos e elétricos também apresentaram crescimento expressivo.

Tarifas e decisões judiciais influenciam cenário comercial

Outro fator relevante foi a redução das tarifas comerciais após decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou medidas adotadas anteriormente. Isso ajudou a aliviar parte da pressão sobre os exportadores chineses.

Ainda assim, o cenário segue incerto, com previsões divergentes entre economistas sobre o ritmo do comércio.

Impactos futuros da crise energética ainda são incertos

O efeito da guerra no Irã sobre o comércio global ainda é imprevisível. Por um lado, pode haver aumento na demanda por produtos sustentáveis chineses, como painéis solares e veículos elétricos.

Por outro, o aumento dos preços do petróleo pode reduzir o consumo global e levar a políticas monetárias mais restritivas, prejudicando a demanda por bens manufaturados.

Setor de veículos elétricos ganha destaque

As exportações de veículos elétricos chineses dobraram em março, atingindo recorde histórico. Montadoras do país ampliaram presença internacional, superando concorrentes tradicionais em mercados como Austrália e Reino Unido.

Perspectivas: entre resiliência e incertezas

Analistas avaliam que a desaceleração recente está mais ligada a fatores temporários do que a uma queda estrutural da demanda global. Ainda assim, os desdobramentos da crise energética e geopolítica devem influenciar o desempenho do comércio nos próximos meses.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Internacional

Boom dos semicondutores pode levar vendas globais de chips a US$ 1 trilhão em 2026

O mercado global de semicondutores vive um dos seus momentos mais aquecidos da história e pode atingir um marco inédito nos próximos anos. As vendas de chips, microprocessadores e semicondutores têm potencial para alcançar US$ 1 trilhão em 2026, impulsionadas principalmente pela expansão da inteligência artificial e da computação de alto desempenho.

Crescimento acelerado do mercado de chips

De acordo com estimativas da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA), entidade que representa a maior parte das empresas do setor nos Estados Unidos, o desempenho recente do mercado reforça essa tendência de alta.

Em 2025, as vendas globais de chips somaram US$ 791,7 bilhões (cerca de R$ 4,14 trilhões), registrando um crescimento expressivo de 25,6% em comparação com 2024. A projeção é de que esse ritmo se mantenha ou até se intensifique ao longo de 2026.

Chips de computação avançada lideram o avanço

Os chips de computação avançada foram o segmento com maior expansão no último ano. Fabricados por gigantes da tecnologia como Nvidia, AMD e Intel, esses semicondutores registraram alta de 39,9% nas vendas em 2025, movimentando aproximadamente US$ 301,9 bilhões (R$ 1,57 trilhão).

A forte demanda está diretamente relacionada ao crescimento de aplicações em inteligência artificial, data centers e processamento de alto desempenho.

Memórias também ganham destaque com a IA

Na sequência, o mercado de chips de memória apresentou o segundo maior crescimento do setor. Os preços desses componentes vêm subindo de forma significativa, impulsionados pela escassez de oferta e pelo aumento dos investimentos em projetos de IA.

As vendas de semicondutores de memória avançaram 34,8%, alcançando US$ 223,1 bilhões (R$ 1,16 trilhão), consolidando o segmento como um dos pilares da atual expansão da indústria.

Perspectivas para 2026

Com a combinação de inovação tecnológica, aumento da demanda por IA, digitalização acelerada e investimentos em infraestrutura computacional, a expectativa do setor é que o mercado global de semicondutores continue em trajetória ascendente, aproximando-se do patamar histórico de US$ 1 trilhão em vendas anuais já em 2026.

Fonte: Metrópoles

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO METRÓPOLES / Allisonsales/picture alliance via Getty Images

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