Internacional

Contêineres do GFS Pride ficam à deriva no Estreito de Hormuz após naufrágio

Imagens divulgadas pelo jornal The Independent mostram contêineres boiando no Estreito de Hormuz após o naufrágio do cargueiro GFS Pride. Parte das estruturas aparece aberta, enquanto caixas e outros materiais permanecem espalhados pela superfície do mar.

Imagens mostram destroços espalhados pelo mar

Os registros revelam contêineres à deriva nas proximidades do local onde o GFS Pride afundou. Também é possível observar pessoas perto da embarcação e barcos menores ao redor, aparentemente envolvidos na operação de retirada da tripulação.

Os 21 tripulantes foram resgatados em segurança, sem registro de feridos. Diante dos episódios envolvendo embarcações comerciais na região, a Autoridade Marítima e Portuária de Cingapura manifestou preocupação com os ataques no estreito.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o cargueiro seguia por uma rota considerada “não autorizada e perigosa”. Segundo a força iraniana, o navio pegou fogo após atingir uma mina naval.

O serviço britânico de monitoramento marítimo também recebeu um relato sobre um navio porta-contêineres atingido por um projétil de origem desconhecida. Até o momento, não há confirmação de que essa ocorrência esteja relacionada ao caso do GFS Pride.

Outro cargueiro enfrenta risco de afundamento

Além do GFS Pride, o Cape Dao, navio com bandeira de Antígua e Barbuda, também está em situação crítica. A embarcação foi atingida por um projétil nas proximidades do Estreito de Hormuz em 23 de setembro.

De acordo com a empresa britânica de gestão de riscos marítimos Vanguard, o cargueiro está afundando após uma tentativa de resgate não ter obtido sucesso.

Naufrágios aumentam preocupação com o tráfego marítimo

O afundamento do GFS Pride representa o segundo naufrágio registrado desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, conforme dados da Organização Marítima Internacional (OMI), agência das Nações Unidas responsável por questões relacionadas ao transporte marítimo.

Antes do conflito, entre 125 e 140 grandes embarcações comerciais atravessavam diariamente o Estreito de Hormuz. A passagem é estratégica para o comércio internacional de energia: aproximadamente um quinto do petróleo e do gás transportados por via marítima no mundo passava pela região.

A presença de contêineres à deriva, somada aos ataques e aos riscos enfrentados por outros cargueiros, evidencia os impactos do conflito sobre a segurança da navegação em uma das principais rotas marítimas globais.

FONTE: Bol Uol
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mídia Social/via REUTERS

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Portos

Porto de Itajaí pede reforço de rebocadores diante de correntezas associadas ao El Niño

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, solicitou o reforço na disponibilidade de rebocadores para ampliar a segurança das operações de navegação diante das possíveis mudanças nas condições hidrológicas relacionadas ao El Niño.

A preocupação envolve a intensidade das correntezas no rio e no canal de acesso ao complexo portuário, fatores que podem dificultar as manobras de entrada e saída dos navios.

Correntezas exigem atenção nas manobras portuárias

O aumento da força das correntes pode tornar a movimentação das embarcações mais complexa, exigindo cuidados adicionais das equipes responsáveis pelas operações.

Nesse cenário, a disponibilidade de rebocadores portuários é fundamental para auxiliar no posicionamento e no deslocamento dos navios, contribuindo para a segurança durante as manobras.

A solicitação de reforço busca ampliar o suporte às embarcações e reduzir os riscos operacionais diante de condições hidrológicas potencialmente desfavoráveis.

El Niño coloca navegação em alerta em Santa Catarina

Os possíveis efeitos do El Niño na navegação reforçam a necessidade de monitoramento das condições do rio e do canal de acesso ao Porto de Itajaí.

A adoção de medidas preventivas e o acompanhamento das correntezas são importantes para manter a segurança das operações e minimizar possíveis impactos na movimentação portuária.

O reforço na disponibilidade de rebocadores integra esse esforço de prevenção, especialmente em situações que exigem maior controle durante a entrada e a saída de navios.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

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Notícias

Irã ataca seis navios em um único dia perto do Estreito de Ormuz

Os ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e em áreas próximas atingiram, em outubro, o maior ritmo desde o início da guerra entre Irã e Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Segundo dados da agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO) e de fontes internacionais de segurança marítima, seis navios foram atacados apenas na segunda-feira, 12 de outubro.

Nos primeiros 12 dias do mês, mais de 18 embarcações comerciais teriam sido alvo de ações iranianas. Entre os dias 5 e 12 de outubro, foram registrados pelo menos 14 ataques, tentativas de ataque e interceptações envolvendo navios que navegavam pelo estreito e por suas proximidades.

Os episódios refletem o agravamento das tensões entre Teerã e Washington e ampliam as preocupações com a segurança da navegação em uma das principais rotas mundiais para o transporte de energia e matérias-primas.

Ataques a navios aumentam desde a retomada dos confrontos

Dados da UKMTO e declarações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) apontam uma intensificação das ações contra o transporte marítimo comercial desde a retomada dos confrontos entre iranianos e norte-americanos, em julho.

Naquele mês, pelo menos 12 ataques contra petroleiros e cargueiros foram registrados. Em agosto, ao menos dez embarcações, incluindo navios-tanque e transportadores de gás natural liquefeito, foram alvo de ações nas proximidades do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e de Sohar, em Omã.

Em setembro, o número chegou a 18 navios, de acordo com os dados citados pelas fontes de segurança marítima.

A escalada ocorreu paralelamente ao aumento das operações de transferência de petróleo entre embarcações, conhecidas como ship-to-ship (STS). Nesse modelo, navios menores transportam o combustível até áreas consideradas mais seguras, onde a carga é transferida para petroleiros de maior porte.

Guarda Revolucionária justifica operações contra embarcações

A Guarda Revolucionária Islâmica afirma que suas ações buscam combater o que classifica como contrabando ilegal de petróleo e tentativas de romper o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Segundo o grupo militar iraniano, as operações passaram a abranger não apenas petroleiros e cargueiros, mas também embarcações de abastecimento, rebocadores e navios-tanque de menor porte que circulam pelo Golfo.

A IRGC também declarou que algumas embarcações sofreram danos após explosões provocadas pelo contato com minas marítimas. Segundo a versão iraniana, os navios navegavam por rotas consideradas não autorizadas ou inseguras.

Teerã atribui a intensificação das ações ao que chama de bloqueio naval dos Estados Unidos. O governo iraniano também alerta que embarcações podem ser alvo de medidas de segurança caso utilizem trajetos não aprovados ou atravessem a região com os sistemas de navegação e identificação desligados.

Irã impõe regras para a navegação no Estreito de Ormuz

Desde abril, o Irã vem aplicando restrições ao tráfego marítimo na região, incluindo a definição de corredores específicos para a passagem de embarcações e a exigência de coordenação prévia com a Marinha da Guarda Revolucionária.

Em 30 de maio, Teerã anunciou que os navios interessados em atravessar o estreito deveriam obter autorização antecipada da força naval da IRGC. Na ocasião, as autoridades iranianas advertiram que a passagem sem permissão seria considerada uma ameaça à segurança.

As medidas aumentam a incerteza para armadores, operadores logísticos e empresas de energia que dependem da rota para transportar petróleo, gás e outras mercadorias.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, sendo uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio internacional de energia.

A região é essencial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Por isso, qualquer interrupção ou restrição à navegação pode afetar as cadeias de abastecimento, elevar os custos de transporte e aumentar a volatilidade nos mercados internacionais de energia.

O crescimento dos ataques também amplia os riscos para as tripulações e para as empresas responsáveis pelo transporte marítimo, que precisam lidar com ameaças militares e mudanças nas condições de circulação.

Guerra entre Irã e Estados Unidos mantém tensão na região

O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em abril, as partes chegaram a um cessar-fogo, mas os confrontos entre Washington e Teerã foram retomados em julho, diante do impasse nas negociações.

Apesar da assinatura de um memorando de entendimento em junho, as divergências persistiram, especialmente em relação à segurança da navegação e ao controle do Estreito de Ormuz.

Nesse cenário, a intensificação dos ataques contra navios comerciais mantém a rota sob pressão e representa um desafio para a retomada da estabilidade no comércio marítimo internacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Notícias

Navio porta-contêineres afunda após ataque no Estreito de Ormuz, informa Singapura

Um navio porta-contêineres com bandeira de Singapura afundou após ser atingido por um projétil de origem desconhecida durante a passagem pelo Estreito de Ormuz. O incidente ocorreu na terça-feira e provocou danos à embarcação e um incêndio, segundo informações da Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.

Os 21 tripulantes do GFS Pride foram retirados em segurança, sem registro de feridos. O episódio integra uma sequência de ataques contra navios comerciais na região, marcada pela escalada das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Outro navio de Singapura também foi atingido

Na quarta-feira, outra embarcação com bandeira singapurense, o GFS Giselle, sofreu danos no casco após ser atingida por um projétil. Apesar do impacto, o navio conseguiu chegar a um local de ancoragem seguro, com todos os 22 tripulantes a bordo.

A agência britânica de operações de comércio marítimo, conhecida como UKMTO, informou que dois navios porta-contêineres não identificados relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos na terça-feira, entre 16h40 e 17h no horário de Greenwich (GMT).

Segundo o órgão, as duas embarcações sofreram danos leves e conseguiram continuar suas viagens.

Autoridades relatam afundamento no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que uma embarcação atingiu minas navais e afundou ao navegar por uma rota que classificou como não autorizada no Estreito de Ormuz.

Imagens divulgadas pelo grupo iraniano mostraram uma coluna de fumaça preta saindo de um navio porta-contêineres ainda parcialmente flutuando, mas com a popa submersa. Outras fotografias registraram dezenas de contêineres e suas cargas espalhados pela água.

O serviço hidrográfico do Paquistão alertou os navegadores que o GFS Pride havia afundado a cerca de 4 milhas náuticas, aproximadamente 7,4 quilômetros, a noroeste de Ras al-Sheikh Masud, na península de Musandam, em Omã.

Ataques a navios comerciais deixam mortos

As ofensivas contra embarcações mercantes se intensificaram desde o início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, em fevereiro. Além do Estreito de Ormuz, outras áreas do Oriente Médio também registraram incidentes envolvendo o transporte marítimo.

De acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO), órgão ligado às Nações Unidas, pelo menos 24 profissionais do setor marítimo morreram em 106 incidentes confirmados.

Outro caso de afundamento registrado no período envolveu o Safeen Prestige, navio porta-contêineres de bandeira maltesa atacado próximo à costa de Omã em 4 de março.

Já o grupo de gestão de riscos marítimos Vanguard informou, na quarta-feira, que o Cape Dao, graneleiro com bandeira de Antígua e Barbuda, também estaria afundando após uma tentativa de resgate malsucedida, segundo a agência Reuters.

Em 23 de setembro, um projétil de origem desconhecida atingiu a ponte de comando e a área de alojamento do Cape Dao durante sua passagem pelo Estreito de Ormuz, a nordeste de Khasab, em Omã. Um tripulante morreu no ataque.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Em condições normais, cerca de um quinto dos embarques globais desses produtos passa pelo corredor entre o Golfo e o Golfo de Omã, que dá acesso ao Mar da Arábia.

A passagem ficou praticamente fechada após o início da guerra com o Irã, em razão de ataques iranianos com mísseis e drones contra navios comerciais e do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Em junho, Washington e Teerã chegaram a um entendimento preliminar para encerrar o conflito e reabrir a rota marítima. O acordo, porém, desmoronou em poucas semanas, quando os ataques iranianos contra embarcações foram retomados e os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio.

O governo iraniano manteve a posição de que não abriria mão de algum nível de controle sobre a passagem marítima. Nesse contexto, embarcações que utilizavam uma rota ao sul, em águas de Omã, para evitar o trajeto preferencial por águas iranianas também passaram a ser alvo de ataques.

Exportações de petróleo começam a recuperar volume

Para manter o fluxo de exportações dos países árabes do Golfo, as forças militares norte-americanas passaram a oferecer proteção a petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz.

Apesar do aumento das ameaças à navegação, as exportações de petróleo bruto pela região apresentaram recuperação. Segundo analistas da Kpler, empresa especializada em dados do setor marítimo, o volume exportado no mês anterior chegou a aproximadamente 80% dos níveis registrados antes da guerra.

A média anterior ao conflito era de 16 milhões de barris por dia. A recuperação parcial indica que o transporte de petróleo voltou a ganhar ritmo, embora a continuidade dos ataques mantenha a segurança da navegação e o abastecimento global sob pressão.

FONTE: The Load Star
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alison Koo

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Internacional

Navio-tanque é atingido no Estreito de Ormuz e reforça alerta sobre segurança marítima

Mais um navio-tanque foi alvo de um ataque no Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pela Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), órgão responsável pelo monitoramento da navegação na região.

De acordo com o relatório, uma embarcação de carga emitiu um pedido de socorro pelo canal VHF 16 nas primeiras horas da terça-feira (4), no horário local. A tripulação informou que o navio havia sido atingido por um projétil de origem desconhecida.

Ataque ocorreu próximo à costa de Omã

A UKMTO informou que o navio-tanque, cuja identidade não foi revelada, foi atingido a aproximadamente 20 milhas náuticas (cerca de 37 quilômetros) a nordeste de Al Khasab, em Omã, na porção sul do Estreito de Ormuz.

Até o momento, o relatório oficial não aponta quem seria o responsável pelo ataque, e não há detalhes adicionais sobre os danos causados à embarcação.

Sequência de ocorrências preocupa setor marítimo

O novo episódio ocorre em meio ao aumento de incidentes envolvendo embarcações que transitam pelas águas próximas de Omã.

Na última sexta-feira (31), outro navio-tanque sem capacidade operacional também foi atingido a cerca de 12 milhas (aproximadamente 20 quilômetros) a nordeste de Lima, em Omã.

Já no sábado (1º), o comandante de uma terceira embarcação que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou ter observado uma explosão seguida de um impacto na água nas proximidades, reforçando o clima de preocupação com a segurança marítima na região.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Transporte

Transporte marítimo registra 2.818 incidentes em 2025, aponta relatório da Allianz

O transporte marítimo mundial registrou 2.818 incidentes e acidentes em 2025 envolvendo embarcações com mais de 100 toneladas brutas. O número representa uma redução de aproximadamente 16% em relação a 2024, quando foram contabilizados 3.353 casos.

Os dados fazem parte do relatório “Análise de Segurança e Riscos do Transporte Marítimo 2026”, elaborado pela Allianz Commercial, que avalia a evolução da segurança operacional e os principais desafios enfrentados pela navegação internacional.

Mediterrâneo e Mar do Norte concentram maior número de ocorrências

Entre as regiões analisadas, o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro lideraram o número de registros, com 622 incidentes ao longo de 2025.

Na sequência aparecem as Ilhas Britânicas, o Mar do Norte, o Canal da Mancha e o Golfo da Biscaia, que somaram 619 ocorrências. Juntas, essas áreas responderam por cerca de 44% dos casos registrados entre as dez regiões mais movimentadas do mundo.

Considerando o período entre 2016 e 2025, foram contabilizados 28.660 incidentes em escala global. Nesse intervalo, as Ilhas Britânicas e regiões adjacentes concentraram 5.953 ocorrências, seguidas pelo Mediterrâneo Oriental e Mar Negro, com 5.448 registros.

Falhas mecânicas seguem como principal causa dos acidentes

O levantamento mostra que falhas em máquinas e equipamentos continuam sendo o principal fator de risco para a navegação.

Somente em 2025, esse tipo de ocorrência foi responsável por 1.505 incidentes, equivalentes a 53% do total registrado no ano.

Na sequência aparecem as colisões entre embarcações, com 260 casos, além de incêndios e explosões (218) e encalhes (202).

Ao longo da última década, os problemas mecânicos responderam por 12.991 ocorrências, mantendo-se como a principal causa de acidentes marítimos no mundo.

Perda de embarcações atinge menor nível da década

Outro dado destacado pelo estudo é a redução das perdas totais de navios.

Em 2025, foram registrados 43 navios perdidos, o menor número anual observado durante todo o período analisado pela Allianz Commercial.

Apesar da melhora nos indicadores globais, algumas regiões continuam concentrando a maior parte das perdas. O sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas lideram esse ranking na última década, com 255 embarcações perdidas, reflexo do intenso fluxo marítimo nessas rotas comerciais.

Na sequência aparecem o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro, com 120 perdas, além da região formada por Japão, Coreia e norte da China, com 67 registros.

Navios de carga geral lideram estatísticas de perdas

Entre os diferentes tipos de embarcações, os navios de carga geral apresentaram o maior número de perdas entre 2016 e 2025, totalizando 328 unidades.

Também aparecem entre os mais afetados as embarcações de pesca (141), navios de passageiros (69), rebocadores (56) e navios químicos e de produtos (54).

Quanto às causas das perdas totais, os naufrágios responderam por 368 casos, o equivalente a 41% do total. Incêndios e explosões representaram 20% das perdas, enquanto os encalhes corresponderam a 19%.

Esses três fatores concentraram aproximadamente 80% de todas as embarcações perdidas no período.

Conflitos e riscos geopolíticos aumentam desafios para o setor

Embora os indicadores de segurança tenham apresentado melhora, a Allianz Commercial alerta que o transporte marítimo internacional enfrenta um cenário de crescente instabilidade.

Segundo o relatório, fatores como conflitos geopolíticos, interrupções em rotas estratégicas, envelhecimento da frota mundial e aumento dos custos de manutenção vêm ampliando os riscos operacionais.

O estudo destaca que cerca de 90% do comércio internacional depende do modal marítimo, tornando a segurança das operações um elemento essencial para o funcionamento da economia global.

Nesse contexto, a avaliação é de que o setor precisará priorizar cada vez mais a resiliência operacional, equilibrando eficiência, gestão de riscos e capacidade de adaptação diante de um ambiente internacional marcado por maior volatilidade.

Apesar dos desafios, o relatório aponta que a redução tanto dos incidentes quanto das perdas totais de embarcações em 2025 demonstra avanços importantes na segurança marítima, ainda que esses resultados permaneçam sob pressão diante das transformações geopolíticas e econômicas em curso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mundo Marítimo

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Internacional

Estreito de Ormuz mantém fluxo marítimo estável em meio às negociações entre EUA e Irã

O movimento de embarcações no Estreito de Ormuz permaneceu estável nesta terça-feira (23), segundo informações da plataforma de monitoramento marítimo MarineTraffic. O cenário ocorre enquanto avançam as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Considerado um dos corredores marítimos mais importantes para o transporte global de energia, o estreito continua operando sem interrupções relevantes, apesar das recentes preocupações envolvendo a segurança da região.

Tráfego de navios segue regular nas últimas 24 horas

Dados de monitoramento apontam que quase 24 embarcações cruzaram a passagem marítima nas últimas 24 horas. Entre elas, pelo menos sete navios-tanque e sete navios de carga seguiram em direção ao Golfo de Omã.

No sentido oposto, seis embarcações de carga entraram no Golfo Pérsico, incluindo dois navios que navegavam sob bandeira iraniana.

O volume registrado reflete a continuidade das operações comerciais e ocorre após um aumento gradual da movimentação marítima desde o início das conversas entre representantes de alto escalão dos dois países, realizadas em Genebra.

Redução das interferências em sistemas de navegação

Outro fator que demonstra a melhora do cenário regional é a diminuição das interferências nos sinais de GPS. O problema havia se intensificado durante o período de maior tensão entre Washington e Teerã, afetando a navegação de embarcações na área.

Nos últimos dias, entretanto, os registros de interrupções e falhas nos sistemas de posicionamento apresentaram queda significativa, contribuindo para a normalização das operações marítimas.

ONU coordena retirada de milhares de marinheiros retidos na região

Em paralelo à retomada gradual da estabilidade, a agência marítima da Organização das Nações Unidas anunciou um plano para retirar mais de 11 mil marinheiros que permanecem retidos em áreas próximas ao conflito.

Segundo o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, a operação será conduzida em cooperação com Irã, Omã, demais países costeiros da região, além dos Estados Unidos e representantes da indústria marítima internacional.

Acúmulo de detritos nos cascos desafia setor marítimo

Apesar da manutenção do fluxo comercial, empresas de transporte marítimo enfrentam um novo obstáculo para restabelecer plenamente a eficiência da rota.

Durante meses, diversas embarcações permaneceram aguardando autorização ou condições seguras para atravessar o estreito. Nesse período, grandes quantidades de detritos e organismos marinhos se acumularam nos cascos dos navios, cobrindo extensas áreas.

Agora, a remoção desse material tornou-se uma etapa necessária para garantir melhor desempenho operacional e reduzir impactos sobre a navegação em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Stringer/Reuters

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Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Estreito de Hormuz: cessar-fogo entra em colapso e novos ataques atingem navios petroleiros

O frágil cessar-fogo no Estreito de Hormuz chegou ao fim após uma nova onda de confrontos entre Estados Unidos e Irã nas últimas 24 horas. O agravamento da crise coincidiu com ataques a navios petroleiros próximos à costa de Omã, deixando marítimos desaparecidos e ampliando as preocupações com a segurança da navegação internacional.

Entre os incidentes registrados está o do navio-tanque Settebello, que sofreu um incêndio a cerca de 20 milhas náuticas do porto de Sohar, em Omã. Segundo informações da empresa especializada em segurança marítima Vanguard Tech, a embarcação enviou um pedido de socorro informando ter sido atingida por um míssil. O episódio resultou no desaparecimento de três tripulantes e deixou outro gravemente ferido.

Estados Unidos confirmam ataque ao petroleiro

Em comunicado, as forças militares norte-americanas confirmaram ter realizado uma ação contra o Settebello. De acordo com a versão oficial, aeronaves dos EUA utilizaram munições de precisão para atingir a casa de máquinas do navio após a embarcação supostamente desrespeitar orientações emitidas por militares responsáveis pela aplicação de um bloqueio relacionado ao Irã.

Dados do Comando Central dos Estados Unidos indicam que este foi o oitavo navio desativado por operações norte-americanas desde meados de abril.

Outros incidentes elevam preocupação com a segurança marítima

O novo episódio ocorre poucos dias após um caso semelhante envolvendo o petroleiro Marivex, atingido em 8 de junho. Na ocasião, um incêndio foi registrado após disparos contra a área de máquinas da embarcação. Os 24 tripulantes indianos foram posteriormente resgatados pela Marinha de Omã.

Nesta quinta-feira, surgiram ainda relatos de emergência envolvendo outro navio-tanque, o Jalveer, que emitiu sinal de socorro após um incêndio ser detectado enquanto permanecia ancorado em uma área de espera offshore próxima a Shinas, também em Omã.

Segundo a Vanguard, as chamas teriam atingido a sala de máquinas e a estrutura da chaminé da embarcação. O navio transportava 20 tripulantes, e operações de evacuação foram iniciadas com apoio das autoridades omanenses. Até o momento, a causa do incêndio não foi oficialmente confirmada.

IMO condena ataques contra embarcações comerciais

A Organização Marítima Internacional (IMO) manifestou preocupação com a escalada da violência e condenou o ataque registrado contra o Settebello.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, afirmou que qualquer ação que coloque em risco a vida dos marítimos e a segurança do transporte marítimo internacional é inaceitável.

De acordo com a IMO, desde 28 de fevereiro foram confirmados 43 ataques contra embarcações comerciais na região do Estreito de Hormuz, resultando em pelo menos 11 mortes de tripulantes.

Analistas apontam colapso total da trégua

O analista marítimo dinamarquês Lars Jensen, que acompanha diariamente a crise na região, avaliou que o cessar-fogo entrou em colapso completo. Segundo ele, forças norte-americanas realizaram ataques contra cerca de uma dúzia de alvos em território iraniano, incluindo áreas próximas a Teerã.

Em resposta, o Irã teria lançado ofensivas contra instalações localizadas no Kuwait, Jordânia e Bahrein. O governo iraniano também alegou ter atingido dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz, embora essas informações ainda não tenham sido verificadas de forma independente.

Crise ameaça transporte marítimo global

A deterioração da situação no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados, aumenta os riscos para o transporte marítimo internacional, gera preocupação entre armadores e pode impactar fluxos logísticos e energéticos em diversas regiões do mundo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Internacional

Militares de 30 países debatem em Londres plano para reabertura do Estreito de Ormuz

Representantes militares de cerca de 30 países se reúnem em Londres para avançar na elaboração de um plano voltado à possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O encontro ocorre no Quartel-General Conjunto Permanente britânico, em Northwood, ao norte da capital, e terá duração de dois dias, segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido.

A proposta é transformar o acordo político firmado na semana anterior, em Paris, em um plano militar operacional detalhado, com foco na garantia da liberdade de navegação em uma via por onde transita cerca de um quinto do petróleo global.

Missão defensiva para proteger o tráfego marítimo

Na última sexta-feira, aproximadamente 50 governos e organizações apoiaram uma iniciativa liderada por França e Reino Unido para criação de uma missão de caráter “estritamente defensivo”. O objetivo é proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, região considerada sensível para o comércio internacional de energia.

O cenário de tensão na área se intensificou após a ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro, que elevou preocupações sobre a segurança da navegação.

Cessar-fogo e negociações entre EUA e Irã

O cessar-fogo temporário relacionado ao conflito também entrou em uma nova fase após anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, que decidiu prorrogar a trégua a pedido do Paquistão. A medida permanecerá válida até que o Irã apresente proposta para um novo acordo.

Apesar disso, Washington e Teerã ainda não chegaram a um consenso sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto considerado essencial para o comércio global. O impasse inclui episódios de bloqueio da região por parte do Irã em resposta às ofensivas militares.

Planejamento militar e possíveis desdobramentos

De acordo com o Ministério da Defesa britânico, a reunião em Londres vai analisar capacidades militares disponíveis, estrutura de comando e controle e possíveis condições para o envio de forças à região.

A ideia é deixar a operação pronta para ativação imediata, caso haja evolução positiva nas condições políticas e de segurança.

Segurança energética e economia global em pauta

O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o objetivo central é construir um plano conjunto de proteção à navegação internacional e contribuir para um cessar-fogo mais duradouro.

Ele destacou ainda que o comércio internacional e a estabilidade da economia global dependem diretamente da livre circulação marítima.

Segundo Healey, uma ação coordenada entre os países pode ser decisiva para garantir a reabertura segura do estreito.

Ampliação de aliados na missão internacional

França e Reino Unido trabalham para ampliar o número de países envolvidos na iniciativa. No entanto, a lista completa de participantes da reunião militar em Northwood ainda não foi divulgada oficialmente.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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