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Novas regras para drones no Brasil reforçam segurança e definem categorias de voo

As novas regras para drones no Brasil estabelecem critérios mais claros para a operação de aeronaves não tripuladas de uso civil e buscam adequar as exigências ao nível de risco de cada voo.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) orienta os usuários sobre as mudanças. Em junho, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 100, que passou a organizar os requisitos gerais para essas operações e substituiu as normas anteriores.

A principal mudança é a classificação dos voos em três categorias — aberta, específica e certificada. A definição considera as características e o nível de risco da operação, e não somente o peso da aeronave.

Conheça as três categorias de operação

Cada modalidade possui exigências próprias para que o voo seja realizado dentro das normas da aviação civil.

  • Categoria aberta: engloba operações consideradas de menor risco. O drone pode pesar até 25 kg e deve ser operado em linha de visada visual (VLOS) ou com o auxílio de um observador. A altura máxima é de 120 metros e o voo deve ocorrer mantendo distância de pessoas que não participam da operação.
  • Categoria específica: abrange operações que não cumprem algum dos requisitos da categoria aberta. Nesses casos, o piloto deve seguir um cenário padrão estabelecido pela Anac ou solicitar autorização operacional, que depende de uma avaliação de risco.
  • Categoria certificada: é voltada para operações de maior risco. A classificação pode ser necessária em situações como o transporte de determinados artigos perigosos ou quando a Anac avaliar que o risco da atividade não pode ser reduzido por outros meios.

Drones de até 250 gramas têm exceção

O RBAC nº 100 não se aplica a drones de até 250 gramas quando operados em linha de visada visual ou com auxílio de observador e em altitude de até 120 metros.

A exceção também contempla aeromodelos utilizados para fins recreativos que cumpram essas mesmas condições.

Isso, porém, não significa que essas operações estejam dispensadas de cuidados. O responsável pelo voo continua obrigado a zelar pela segurança da operação e a cumprir as demais regras que forem aplicáveis.

Piloto é responsável pela segurança do voo

O novo regulamento reforça que a operação de um drone não deve ser tratada como uma atividade sem riscos. O piloto remoto em comando é responsável pela condução segura da aeronave e possui autoridade final sobre o voo.

Antes da decolagem, é necessário avaliar as condições do equipamento, consultar as condições meteorológicas e reunir as informações necessárias para planejar a operação.

O voo só deve começar quando houver condições consideradas seguras. Se surgir uma situação capaz de comprometer a segurança, a operação precisa ser interrompida assim que possível.

Exame da Anac é obrigatório

O regulamento estabelece que todo piloto remoto deve ser aprovado em exame de conhecimento teórico da Anac.

Para operadores menores de 18 anos, a regra determina acompanhamento durante toda a operação por um piloto maior de idade, que será responsável pelo voo.

Também é obrigatório que exista um piloto na estação de pilotagem durante todas as etapas da operação. Como regra geral, um mesmo piloto não pode comandar mais de uma aeronave simultaneamente.

Distância mínima de 30 metros de pessoas

Nas operações enquadradas na categoria aberta, o drone deve manter uma distância horizontal segura de pessoas que não participam do voo.

A distância mínima estabelecida é de 30 metros. A exigência pode deixar de ser aplicada quando houver uma barreira mecânica capaz de oferecer proteção suficiente em caso de acidente.

O regulamento ainda prevê uma situação específica em que uma pessoa pode concordar expressamente em ficar próxima da operação. Nesse caso, ela assume o risco decorrente da exposição que aceitou.

Limite de altura é de 120 metros

Na categoria aberta, o drone não pode ultrapassar 120 metros de altura em relação ao nível do solo.

Além de respeitar o limite, o piloto deve manter capacidade de controlar a aeronave durante todo o voo e contar com autonomia suficiente para concluir a operação e realizar o pouso com segurança.

O regulamento também proíbe operações realizadas de maneira negligente ou descuidada que possam colocar em perigo pessoas ou propriedades de terceiros.

Outras autoridades também têm regras

O cumprimento do RBAC nº 100 não elimina a necessidade de observar normas estabelecidas por outros órgãos públicos.

Dependendo das características do voo, podem existir exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de outras autoridades.

Os operadores também precisam respeitar direitos relacionados à privacidade, imagem e vida das pessoas.

Objetivo é adequar regras ao risco

As novas normas procuram aumentar a segurança na operação de drones e estabelecer exigências proporcionais aos riscos envolvidos em cada modalidade de voo.

Para o usuário, a recomendação é verificar previamente as condições do equipamento, o local, o clima e as normas aplicáveis. Antes de decolar, é fundamental confirmar que a operação pode ser realizada de maneira segura e dentro das exigências legais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Jeff Roberson

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Aeroportos

Sistema aéreo brasileiro em risco: sindicato alerta para possível colapso na aviação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) publicou um manifesto público alertando para o risco de colapso no sistema aéreo brasileiro. O documento, encaminhado ao Congresso Nacional, ao Poder Executivo e a outras instituições, reúne análises técnicas sobre medidas recentes e propostas em tramitação que, segundo a entidade, podem afetar a segurança dos voos, a saúde das tripulações e a soberania do espaço aéreo.

De acordo com o SNA, o cenário atual exige atenção imediata das autoridades. A entidade destaca que alterações em curso na aviação civil têm impacto direto na operação do setor e podem gerar desequilíbrios estruturais. Entre os pontos mais sensíveis, o sindicato lista três temas considerados críticos.

Um dos focos de preocupação é o Projeto de Lei nº 539/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta permite que companhias aéreas estrangeiras operem voos domésticos na Amazônia Legal utilizando tripulação internacional.

O texto está em análise no Senado Federal e vem sendo impulsionado para votação rápida. Para o sindicato, a medida carece de debate aprofundado sobre seus efeitos. A entidade argumenta que a proposta cria um ambiente de concorrência desigual, já que empresas brasileiras seguem regras mais rígidas, como a obrigatoriedade de contratação de tripulação nacional e cumprimento de encargos trabalhistas.

Ainda segundo o SNA, a flexibilização para empresas estrangeiras pode levar à precarização das relações de trabalho e ao enfraquecimento da aviação nacional, sem garantia de redução no valor das passagens.

Revisão de regras sobre fadiga preocupa tripulantes

Outro ponto destacado no manifesto é a revisão do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 117, que trata do gerenciamento de risco de fadiga entre tripulantes.

O sindicato afirma que o processo de atualização da norma está paralisado e critica propostas anteriores que sugerem aumento da jornada de trabalho e flexibilizações operacionais sem diálogo com a categoria. Para a entidade, a fadiga é um fator diretamente ligado à segurança de voo e exige discussão ampla com especialistas e trabalhadores.

O documento também menciona o Projeto de Lei Complementar nº 42/2023, que trata da aposentadoria especial para profissionais expostos a agentes nocivos. A proposta foi retirada de pauta na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Segundo o SNA, aeronautas enfrentam condições adversas como exposição à radiação, microvibrações e variações de pressão em altitude. A entidade defende a retomada da tramitação como forma de garantir proteção adequada à categoria.

Pressão por decisões e impactos no setor

Diante do cenário, o sindicato fez apelos às autoridades. Entre os pedidos estão a rejeição do PL 539/2024 no Senado, o avanço do PLP 42/2023 na Câmara e a retomada do diálogo sobre o RBAC 117 com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos.

A entidade avalia que o conjunto dessas questões pode levar a um quadro de instabilidade no setor aéreo, com reflexos para passageiros, profissionais e para a economia brasileira.

O alerta ocorre em um momento de recuperação gradual da aviação após períodos de instabilidade. Para o SNA, decisões envolvendo regulação, mercado de trabalho e segurança devem ser conduzidas com base técnica e transparência.

O sindicato classifica o momento como decisivo e defende que políticas públicas priorizem o equilíbrio entre competitividade, segurança operacional e valorização dos profissionais. A expectativa é que o tema ganhe destaque nos próximos meses, com a tramitação das propostas no Congresso e o avanço das discussões regulatórias.

Fonte: Estadão Conteúdo

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Modais em Foco / Estadão Conteúdo

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Aeroportos

Modernização do Aeroporto de Varginha avança com assinatura de termo para instalação do PAPI

Sistema de aproximação aumenta a segurança operacional e integra novo pacote de investimentos na aviação regional

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) assinou o Termo de Compromisso que autoriza a implantação do sistema PAPI no Aeroporto Major Brigadeiro Trompowsky, em Varginha (MG). A tecnologia, essencial para orientar pilotos durante a aproximação final, garantirá pousos mais seguros e precisos. O investimento de R$ 1.576.882,20, proveniente do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), contempla a compra, instalação e homologação do equipamento nas cabeceiras 22/04.

Tecnologia traz segurança e abre caminho para melhorias futuras

A instalação do PAPI representa um avanço imediato na infraestrutura do aeroporto e confirma Varginha como parte da nova carteira de investimentos da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Em parceria com o LabTrans/UFSC, o governo desenvolve o Projeto Básico para orientar futuras obras de ampliação e modernização, com conclusão prevista para 2027.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou o impacto regional da iniciativa. “Varginha é um polo estratégico que influencia diretamente 53 municípios. O PAPI não é apenas um equipamento — é um passo para ampliar conectividade, segurança e desenvolvimento”, afirmou.

Município e autoridades reforçam importância do investimento

O prefeito Leonardo Ciacci destacou que o avanço tecnológico trará benefícios diretos à população. “É nos municípios que a vida acontece. Esses investimentos precisam continuar chegando para gerar mais qualidade de vida”, declarou.

Presente ao evento, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também valorizou a entrega. Para ele, o novo sistema fortalecerá a segurança operacional do aeroporto e impulsionará toda a aviação regional.

Aeroporto ganha força como polo econômico e logístico

Com operação regular e classificado no cenário Base do Plano Aeroviário Nacional (PAN), o Aeroporto de Varginha movimenta cerca de 100 mil passageiros por ano — número que pode dobrar até 2035 com a modernização da infraestrutura e a ampliação da conectividade aérea.

Parlamentares e autoridades reforçaram que o investimento reforça o compromisso do Governo Federal com a aviação regional. A deputada federal Greyce Elias destacou que o PAPI aumentará a segurança e a capacidade operacional, fatores essenciais para atrair investimentos, turismo e novas oportunidades.

Reconhecida como um dos principais centros logísticos do sul de Minas, Varginha se destaca pela produção e exportação de café e pela movimentação econômica que impulsiona empregos e renda. Com a modernização, o aeroporto se consolida como porta de entrada para negócios, turismo e circulação regional, elevando o padrão de segurança e eficiência das operações.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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