Exportação

Exportação de soja do Brasil bate recorde histórico em abril, aponta Secex

O Brasil registrou em abril de 2026 o maior volume de exportação de soja dos últimos cinco anos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques alcançaram 16,75 milhões de toneladas no mês, alta de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado supera o antigo recorde histórico, registrado em abril de 2021, quando o país exportou 16,1 milhões de toneladas da commodity.

Safra recorde impulsiona embarques de soja

Mais cedo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais já havia projetado exportações próximas de 16,2 milhões de toneladas, também indicando um desempenho histórico para o setor.

Segundo a entidade, o forte ritmo de exportações ocorre em meio ao pico do escoamento da safra brasileira, que já teve cerca de 95% da área cultivada colhida.

O Brasil, líder global na produção e exportação de soja, deve colher uma safra recorde próxima de 180 milhões de toneladas em 2026.

Soja gera US$ 7 bilhões em receitas para o país

Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja movimentou aproximadamente US$ 7 bilhões em receitas de exportação em abril, crescimento anual de 18,8%.

O desempenho reforça a relevância do grão para a balança comercial brasileira e para o avanço do comércio exterior do país.

Petróleo e minério de ferro também avançam

Além da soja, outros produtos importantes da pauta exportadora registraram crescimento em abril.

As exportações de petróleo renderam US$ 4,8 bilhões, alta de 10,6% em relação ao ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização internacional dos preços em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Apesar disso, o volume exportado caiu 10,6%, totalizando 8,17 milhões de toneladas.

Já o minério de ferro ocupou a terceira posição entre os produtos com maior geração de receitas no mês, somando cerca de US$ 2,5 bilhões. O crescimento de 19,5% foi influenciado tanto pelo aumento de preços quanto pelo avanço no volume exportado, que chegou a 34,57 milhões de toneladas.

Algodão dispara e açúcar recua nas exportações

Entre os destaques positivos, os embarques de algodão brasileiro cresceram 54,9% em abril, alcançando 370,4 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura avançaram 4,3%, enquanto os embarques de carnes de aves tiveram leve alta de 0,5%.

O café apresentou pequena retração de 0,9% no período, somando 171,5 mil toneladas exportadas.

Na contramão, o açúcar registrou queda de 23,6% frente a abril de 2025, totalizando 1,18 milhão de toneladas. O recuo ocorre em um cenário de maior direcionamento da produção de cana para o etanol na safra 2026/27.

Brasil amplia força no mercado global de commodities

O país segue como maior exportador mundial de soja, café, açúcar, algodão e carnes bovina e de frango. O Brasil também mantém posição estratégica no mercado internacional de minério de ferro e petróleo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 1,7 bilhão na 4ª semana de abril

A balança comercial brasileira fechou a 4ª semana de abril de 2026 com superávit de US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo desempenho das exportações brasileiras. No período, a corrente de comércio somou US$ 11,6 bilhões, resultado de US$ 6,7 bilhões em vendas externas e US$ 4,9 bilhões em importações.

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No consolidado de abril, o país registra exportações de US$ 27,8 bilhões e importações de US$ 18,7 bilhões, garantindo um saldo positivo de US$ 9,2 bilhões. A corrente de comércio no mês atinge US$ 46,5 bilhões, refletindo o dinamismo das transações internacionais.

Desempenho no ano supera US$ 23 bilhões de saldo

Entre janeiro e a quarta semana de abril, a balança comercial acumula superávit de US$ 23,3 bilhões. No período, as exportações totalizam US$ 110,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 86,8 bilhões, com corrente de comércio de US$ 197 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao MDIC.

Crescimento nas médias diárias de comércio exterior

A média diária de exportações até a 4ª semana de abril de 2026 alcançou US$ 1,739 bilhão, avanço de 16,4% frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações tiveram crescimento de 5,1%, com média diária de US$ 1,167 bilhão.

Com isso, a corrente de comércio registrou média diária de US$ 2,9 bilhões, enquanto o saldo médio ficou em US$ 572,39 milhões — alta de 11,6% na comparação anual.

Setores exportadores apresentam alta generalizada

O desempenho por setores mostra expansão consistente. Na média diária até a 4ª semana de abril, houve crescimento de:

  • 19,2% na Agropecuária
  • 15,3% na Indústria Extrativa
  • 15,5% na Indústria de Transformação

Esses números reforçam a força das exportações por setor na economia brasileira.

Importações têm alta moderada e queda na agropecuária

Entre os setores importadores, a Indústria Extrativa avançou 7,1%, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 5,8%. Em contrapartida, a Agropecuária registrou queda expressiva de 28,1% nas importações na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil movimenta US$ 12 bilhões na terceira semana de abril

A corrente de comércio exterior do Brasil alcançou US$ 12 bilhões na terceira semana de abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado reflete o desempenho positivo das exportações e mantém o saldo da balança comercial em patamar elevado no período.

Superávit semanal e desempenho das operações

No recorte da semana, o país registrou superávit comercial de US$ 878 milhões. O resultado foi obtido com exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

Esse desempenho reforça a tendência de equilíbrio positivo na corrente de comércio brasileira, mesmo diante de variações no cenário internacional.

Resultado acumulado do mês segue positivo

No acumulado de abril, até a terceira semana, as exportações somaram US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 13,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo atingiu US$ 7,5 bilhões, e a corrente de comércio totalizou US$ 34,9 bilhões.

Crescimento no acumulado do ano

No acumulado de 2026, o Brasil registra exportações de US$ 103,6 bilhões e importações de US$ 81,86 bilhões. O resultado mantém o superávit em US$ 21,7 bilhões e eleva a corrente de comércio para US$ 185,4 bilhões.

Exportações crescem acima das importações

A análise comparativa entre abril de 2026 e o mesmo período de 2025 mostra desempenho mais forte nas exportações. A média diária exportada subiu 18,5%, passando de US$ 1,494 bilhão para US$ 1,770 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento mais moderado, de 2,7%, com média diária passando de US$ 1,111 bilhão para US$ 1,141 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 2,91 bilhões, um avanço de 11,7% na comparação anual.

Setores exportadores impulsionam crescimento

O desempenho das exportações foi sustentado por três principais setores:

  • Agropecuária, com alta de US$ 63,95 milhões (+16,1%);
  • Indústria Extrativa, com crescimento de US$ 105,12 milhões (+29,9%);
  • Indústria de Transformação, com aumento de US$ 106,11 milhões (+14,4%).

O avanço da indústria extrativa foi o mais expressivo proporcionalmente no período.

Importações têm comportamento misto por setor

Do lado das importações, os resultados foram variados:

  • Indústria Extrativa cresceu US$ 11,88 milhões (+21,8%);
  • Indústria de Transformação avançou US$ 30,47 milhões (+3,0%);
  • Agropecuária recuou US$ 9,06 milhões (-32%).

A queda no setor agropecuário indica menor dependência de produtos importados nesse segmento no período analisado.

Comércio exterior mantém ritmo de expansão

Os números reforçam o avanço da corrente de comércio brasileira, sustentada principalmente pelo crescimento das exportações. O desempenho indica fortalecimento das trocas internacionais do país, com destaque para setores ligados a commodities e indústria.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem e China amplia liderança no comércio exterior em 2026

O comércio exterior brasileiro passou por mudanças relevantes em março de 2026. Enquanto as exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 9,1%, as vendas para a China cresceram 17,8%, consolidando uma mudança no peso dos principais parceiros comerciais.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,405 bilhões no mês, resultado abaixo das expectativas do mercado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas brasileiras

As exportações para os Estados Unidos somaram US$ 2,894 bilhões em março, abaixo dos US$ 3,182 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As importações também caíram, totalizando US$ 3,314 bilhões.

Com isso, o saldo comercial ficou negativo em US$ 420 milhões, marcando a oitava retração consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano. O movimento está ligado às tarifas sobre produtos brasileiros, que chegaram a 50% após medidas adotadas em 2025.

Apesar da retirada de parte dessas sobretaxas, cerca de 22% das exportações ainda enfrentam algum nível de tributação adicional, o que continua afetando a competitividade.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras para os EUA caíram 18,7%, somando US$ 7,781 bilhões. Já as importações recuaram 11,1%, resultando em déficit de US$ 1,388 bilhão no período.

China fortalece posição como principal destino

Na direção oposta, a China ampliou sua relevância nas exportações brasileiras. Em março, as vendas ao país asiático atingiram US$ 10,490 bilhões, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

As importações vindas da China também avançaram, mas em ritmo menor no acumulado do trimestre. O resultado foi um superávit de US$ 3,826 bilhões em março e de US$ 5,983 bilhões entre janeiro e março.

O desempenho reforça a China como principal parceira comercial do Brasil, especialmente em um contexto de retração das vendas aos Estados Unidos.

União Europeia e Argentina mantêm relevância

A União Europeia registrou aumento de 7,3% nas importações de produtos brasileiros em março, enquanto as compras do Brasil no bloco cresceram 14,9%, gerando déficit mensal. Ainda assim, no trimestre, o saldo ficou positivo.

Já a Argentina, outro parceiro estratégico, apresentou queda nas exportações brasileiras no mês, mas manteve superávit tanto em março quanto no acumulado do ano.

Esses mercados continuam entre os principais destinos do comércio exterior do Brasil, ao lado de China e Estados Unidos.

Superávit depende cada vez mais de mercados em expansão

O resultado de março evidencia que o superávit da balança comercial brasileira está cada vez mais sustentado por países que ampliam suas compras, com destaque para a China.

Por outro lado, a perda de espaço dos Estados Unidos reflete o impacto das barreiras tarifárias e reforça os desafios enfrentados por exportadores brasileiros.

O cenário indica uma possível reconfiguração das relações comerciais, com maior protagonismo de mercados asiáticos e manutenção da relevância europeia e regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Consultas públicas do MDIC sobre acordos do Mercosul com Vietnã e Coreia do Sul são abertas

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu, nesta quarta-feira (1º), consultas públicas sobre acordos do Mercosul com o Vietnã e a República da Coreia. A iniciativa tem como objetivo coletar sugestões da sociedade civil para fortalecer a posição brasileira nas negociações comerciais internacionais.

As contribuições poderão ser enviadas no prazo de até 45 dias, por meio de formulários específicos disponibilizados para cada tratativa.

Participação amplia qualidade das negociações

Coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a ação busca envolver setor privado, academia e especialistas na construção de propostas mais alinhadas aos interesses do país.

A expectativa é que as manifestações recebidas contribuam para tornar as negociações mais estratégicas, considerando demandas reais da economia brasileira.

Acordo com a Coreia do Sul terá escopo amplo

No caso da República da Coreia, a consulta está baseada na Circular Secex nº 25/2026, que trata da possível criação de um acordo de livre comércio Mercosul-Coreia do Sul.

O instrumento prevê uma abordagem abrangente, incluindo temas como:

  • acesso a mercados de bens e serviços
  • investimentos
  • regras de origem
  • medidas sanitárias e fitossanitárias
  • barreiras técnicas ao comércio
  • comércio digital internacional

Vietnã terá acordo mais focado em preferências comerciais

Já as negociações com o Vietnã seguem diretrizes da Circular Secex nº 26/2026 e envolvem um acordo de preferências comerciais Mercosul-Vietnã, com escopo mais restrito.

A proposta prioriza:

  • redução tarifária em setores específicos
  • facilitação do comércio bilateral
  • ampliação gradual das trocas comerciais

A iniciativa está alinhada ao mandato aprovado pelo Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior em 2025.

Impactos para a economia brasileira

As contribuições coletadas devem orientar a atuação do Brasil nas negociações conduzidas em conjunto com os demais países do Mercosul. Além disso, o processo permitirá identificar oportunidades comerciais, desafios regulatórios e setores estratégicos para o país.

A medida reforça a estratégia brasileira de ampliar sua inserção no comércio internacional e diversificar parcerias econômicas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Exportações de frango do Brasil seguem em alta mesmo com tensões internacionais

As exportações de frango do Brasil continuam em ritmo forte, mesmo diante das preocupações do setor com os efeitos de conflitos no Oriente Médio sobre o comércio global.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), agentes da cadeia avícola monitoram o cenário geopolítico, já que uma eventual escalada pode impactar o fluxo das exportações de proteína animal.

Brasil mantém liderança global

O país segue como maior exportador mundial de carne de frango, o que o torna sensível a oscilações no mercado internacional. Ainda assim, dados recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, até o momento, não há reflexos diretos das tensões externas sobre os embarques brasileiros.

No início de março, o volume exportado manteve-se consistente, reforçando a competitividade do produto nacional.

Recorde histórico nas exportações

Em fevereiro, o Brasil embarcou 493,2 mil toneladas de carne de frango, alcançando o melhor resultado para o mês em toda a série histórica iniciada em 1997.

Com isso, o setor registra o terceiro mês consecutivo de recordes, evidenciando a forte demanda global pela carne de frango brasileira e consolidando o bom momento do agronegócio.

Mercado interno com menor liquidez

No cenário doméstico, o comportamento é mais moderado. Pesquisadores do Cepea apontam redução na liquidez ao longo da primeira quinzena de março.

Apesar disso, os preços dos produtos avícolas permanecem estáveis, indicando um equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

Perspectivas para o setor avícola

A continuidade do bom desempenho nas exportações de frango dependerá, em grande parte, da evolução do cenário internacional. Enquanto isso, o setor segue atento aos desdobramentos geopolíticos, mas sustentado por uma demanda externa aquecida.

FONTE: Capital News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Importação

Governo abre investigação por dumping de eletrodos de grafite importados da China e Índia

O governo brasileiro iniciou uma investigação de dumping envolvendo exportações de eletrodos de grafite provenientes da China e da Índia. A apuração foi aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A decisão foi oficializada por meio de circular publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo verificar possíveis práticas desleais no comércio internacional que possam prejudicar a indústria nacional.

Investigação analisa possível prática de dumping

De acordo com o comunicado da Secretaria de Comércio Exterior, a investigação busca identificar se fabricantes da China e da Índia estariam exportando eletrodos de grafite para o Brasil a preços abaixo do valor praticado em seus próprios mercados.

Esse tipo de prática é conhecido como dumping, quando produtos são vendidos no exterior por valores artificialmente baixos, o que pode gerar concorrência desleal e impacto negativo na indústria local.

Período analisado para identificar dumping

A avaliação inicial da existência de dumping nas exportações considera dados referentes ao período entre abril de 2024 e março de 2025.

Durante essa fase, técnicos do governo analisam informações de comércio exterior, preços de exportação e valores praticados nos países de origem para verificar possíveis distorções.

Avaliação do impacto na indústria brasileira

Além da análise da prática de dumping, o governo também examina se houve prejuízo à indústria nacional.

Nesse caso, o período avaliado é mais amplo, abrangendo dados entre abril de 2020 e março de 2025. O objetivo é verificar se as importações de eletrodos de grafite teriam causado perda de competitividade, redução de produção ou impacto financeiro para empresas brasileiras do setor.

Caso a investigação confirme a prática de dumping no comércio internacional, o governo pode aplicar medidas antidumping, como tarifas adicionais sobre os produtos importados.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Exportação

Exportações de carne bovina iniciam março em alta e fortalecem mercado brasileiro

As exportações de carne bovina do Brasil começaram março de 2026 em alta, com sinais de ritmo consistente para o setor. Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o preço médio da carne exportada alcançou US$ 5.687,8 por tonelada, segundo dados da Secex.

Em comparação, no mesmo período de março de 2025, o valor médio foi de US$ 4.900,4 por tonelada. A diferença representa uma valorização de 16,1%, destacando o aumento do preço pago pelo produto brasileiro no mercado externo.

Cenário favorável para produtores e setor pecuário

O início do mês aponta para um cenário positivo para a pecuária brasileira. A combinação de crescimento no volume exportado e valorização do preço médio por tonelada reforça a força das vendas internacionais.

Para os produtores rurais, esses indicadores são estratégicos, pois demonstram a continuidade da demanda global pela carne bovina do Brasil. Esse movimento contribui para sustentar o mercado interno e mantém o país entre os principais fornecedores mundiais de proteína.

Mesmo com apenas cinco dias úteis contabilizados, os dados sugerem um começo de mês consistente. Caso o ritmo se mantenha nas próximas semanas, março poderá registrar mais um resultado expressivo nas exportações de carne bovina brasileiras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Exterior

Balança Comercial de fevereiro de 2026 será divulgada pelo MDIC em coletiva on-line

A Balança Comercial de fevereiro de 2026 será apresentada nesta quinta-feira (5), em coletiva on-line organizada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento reunirá autoridades e especialistas para detalhar os números mais recentes do comércio exterior brasileiro.

A abertura da coletiva será conduzida pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, que fará as considerações iniciais sobre o desempenho das exportações e importações do Brasil no período.

Especialistas vão detalhar números do comércio exterior

Após a introdução, os dados técnicos da Balança Comercial serão apresentados por integrantes da equipe responsável pelas estatísticas do setor.

O diretor de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, e o coordenador-geral de Estatísticas, Saulo Castro, explicarão os principais indicadores de exportações brasileiras, importações e saldo comercial registrados no mês de fevereiro.

A transmissão ao vivo da coletiva está programada para começar às 15h15, neste link, permitindo que jornalistas e o público acompanhem a divulgação oficial dos números do comércio exterior do Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Notícias

Fraude em importações de alto-falantes é interrompida pelo MDIC por burla ao antidumping

Uma investigação do MDIC interrompeu uma fraude em importações de alto-falantes que estavam ingressando no Brasil com indícios de falsa declaração de origem para escapar da cobrança de direito antidumping aplicado contra a China.

A apuração foi conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e resultou no enquadramento dos produtos às medidas de defesa comercial em vigor.

Estrutura produtiva indicava origem chinesa

Durante a investigação, a Secex identificou que os insumos estruturais utilizados na fabricação dos alto-falantes em uma planta localizada na Índia — como bobinas e magnetos — eram integralmente provenientes da China.

Como há sobretaxa antidumping de 78,3% aplicada às importações chinesas desde 2007, a utilização desses componentes levantou suspeitas de tentativa de driblar a medida comercial por meio da alteração formal da origem do produto.

Após análise documental e verificação in loco no exterior, a área técnica concluiu que os alto-falantes devem ser considerados, de fato, como originários da China, ficando sujeitos à cobrança do direito antidumping.

Decisão publicada no Diário Oficial

O desfecho da investigação está formalizado na Portaria Secex nº 475/2026, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os produtos analisados estão classificados nos subitens 8518.21.00, 8518.22.00 e 8518.29.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o resultado reforça o compromisso da Secex com a efetividade das medidas de defesa comercial e com a proteção da indústria nacional frente a práticas irregulares.

Histórico de investigações recentes

Nos últimos três anos, o MDIC concluiu 19 investigações relacionadas a possíveis tentativas de burla às regras de comércio exterior. Em 18 desses casos, foram adotadas providências para cessar as irregularidades ou concedidas aprovações parciais e condicionadas, quando cabível.

Desde 2023, as apurações envolveram produtos como ácido cítrico, aço GNO, alto-falantes, barras chatas de aço ligado, chapas off-set, escovas de cabelo, fios de náilon, laminados a frio de aço inoxidável, laminados de alumínio, objetos de louça para mesa, pneus agrícolas e pneus de carga.

As investigações alcançaram operações com origem declarada em países como Camboja, Hong Kong, Índia, Malásia, Taiwan, Turquia e Vietnã.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria de Comunicação/MDIC

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