Importação

Governo abre investigação por dumping de eletrodos de grafite importados da China e Índia

O governo brasileiro iniciou uma investigação de dumping envolvendo exportações de eletrodos de grafite provenientes da China e da Índia. A apuração foi aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A decisão foi oficializada por meio de circular publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo verificar possíveis práticas desleais no comércio internacional que possam prejudicar a indústria nacional.

Investigação analisa possível prática de dumping

De acordo com o comunicado da Secretaria de Comércio Exterior, a investigação busca identificar se fabricantes da China e da Índia estariam exportando eletrodos de grafite para o Brasil a preços abaixo do valor praticado em seus próprios mercados.

Esse tipo de prática é conhecido como dumping, quando produtos são vendidos no exterior por valores artificialmente baixos, o que pode gerar concorrência desleal e impacto negativo na indústria local.

Período analisado para identificar dumping

A avaliação inicial da existência de dumping nas exportações considera dados referentes ao período entre abril de 2024 e março de 2025.

Durante essa fase, técnicos do governo analisam informações de comércio exterior, preços de exportação e valores praticados nos países de origem para verificar possíveis distorções.

Avaliação do impacto na indústria brasileira

Além da análise da prática de dumping, o governo também examina se houve prejuízo à indústria nacional.

Nesse caso, o período avaliado é mais amplo, abrangendo dados entre abril de 2020 e março de 2025. O objetivo é verificar se as importações de eletrodos de grafite teriam causado perda de competitividade, redução de produção ou impacto financeiro para empresas brasileiras do setor.

Caso a investigação confirme a prática de dumping no comércio internacional, o governo pode aplicar medidas antidumping, como tarifas adicionais sobre os produtos importados.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Exportação

Exportações de carne bovina iniciam março em alta e fortalecem mercado brasileiro

As exportações de carne bovina do Brasil começaram março de 2026 em alta, com sinais de ritmo consistente para o setor. Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o preço médio da carne exportada alcançou US$ 5.687,8 por tonelada, segundo dados da Secex.

Em comparação, no mesmo período de março de 2025, o valor médio foi de US$ 4.900,4 por tonelada. A diferença representa uma valorização de 16,1%, destacando o aumento do preço pago pelo produto brasileiro no mercado externo.

Cenário favorável para produtores e setor pecuário

O início do mês aponta para um cenário positivo para a pecuária brasileira. A combinação de crescimento no volume exportado e valorização do preço médio por tonelada reforça a força das vendas internacionais.

Para os produtores rurais, esses indicadores são estratégicos, pois demonstram a continuidade da demanda global pela carne bovina do Brasil. Esse movimento contribui para sustentar o mercado interno e mantém o país entre os principais fornecedores mundiais de proteína.

Mesmo com apenas cinco dias úteis contabilizados, os dados sugerem um começo de mês consistente. Caso o ritmo se mantenha nas próximas semanas, março poderá registrar mais um resultado expressivo nas exportações de carne bovina brasileiras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Exterior

Balança Comercial de fevereiro de 2026 será divulgada pelo MDIC em coletiva on-line

A Balança Comercial de fevereiro de 2026 será apresentada nesta quinta-feira (5), em coletiva on-line organizada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento reunirá autoridades e especialistas para detalhar os números mais recentes do comércio exterior brasileiro.

A abertura da coletiva será conduzida pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, que fará as considerações iniciais sobre o desempenho das exportações e importações do Brasil no período.

Especialistas vão detalhar números do comércio exterior

Após a introdução, os dados técnicos da Balança Comercial serão apresentados por integrantes da equipe responsável pelas estatísticas do setor.

O diretor de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, e o coordenador-geral de Estatísticas, Saulo Castro, explicarão os principais indicadores de exportações brasileiras, importações e saldo comercial registrados no mês de fevereiro.

A transmissão ao vivo da coletiva está programada para começar às 15h15, neste link, permitindo que jornalistas e o público acompanhem a divulgação oficial dos números do comércio exterior do Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Notícias

Fraude em importações de alto-falantes é interrompida pelo MDIC por burla ao antidumping

Uma investigação do MDIC interrompeu uma fraude em importações de alto-falantes que estavam ingressando no Brasil com indícios de falsa declaração de origem para escapar da cobrança de direito antidumping aplicado contra a China.

A apuração foi conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e resultou no enquadramento dos produtos às medidas de defesa comercial em vigor.

Estrutura produtiva indicava origem chinesa

Durante a investigação, a Secex identificou que os insumos estruturais utilizados na fabricação dos alto-falantes em uma planta localizada na Índia — como bobinas e magnetos — eram integralmente provenientes da China.

Como há sobretaxa antidumping de 78,3% aplicada às importações chinesas desde 2007, a utilização desses componentes levantou suspeitas de tentativa de driblar a medida comercial por meio da alteração formal da origem do produto.

Após análise documental e verificação in loco no exterior, a área técnica concluiu que os alto-falantes devem ser considerados, de fato, como originários da China, ficando sujeitos à cobrança do direito antidumping.

Decisão publicada no Diário Oficial

O desfecho da investigação está formalizado na Portaria Secex nº 475/2026, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os produtos analisados estão classificados nos subitens 8518.21.00, 8518.22.00 e 8518.29.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o resultado reforça o compromisso da Secex com a efetividade das medidas de defesa comercial e com a proteção da indústria nacional frente a práticas irregulares.

Histórico de investigações recentes

Nos últimos três anos, o MDIC concluiu 19 investigações relacionadas a possíveis tentativas de burla às regras de comércio exterior. Em 18 desses casos, foram adotadas providências para cessar as irregularidades ou concedidas aprovações parciais e condicionadas, quando cabível.

Desde 2023, as apurações envolveram produtos como ácido cítrico, aço GNO, alto-falantes, barras chatas de aço ligado, chapas off-set, escovas de cabelo, fios de náilon, laminados a frio de aço inoxidável, laminados de alumínio, objetos de louça para mesa, pneus agrícolas e pneus de carga.

As investigações alcançaram operações com origem declarada em países como Camboja, Hong Kong, Índia, Malásia, Taiwan, Turquia e Vietnã.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria de Comunicação/MDIC

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Exportação

Exportações de milho em janeiro: Mato Grosso concentra 67,56% dos embarques brasileiros

O estado de Mato Grosso liderou as exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026, sendo responsável por 67,56% de todo o volume embarcado pelo país no período.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 4,25 milhões de toneladas do cereal no primeiro mês do ano. Desse total, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem em território mato-grossense.

Crescimento nas vendas externas de milho

O desempenho representa avanço significativo frente ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2025, Mato Grosso havia exportado 1,74 milhão de toneladas de milho, volume 46,02% inferior ao registrado agora.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mês de janeiro, o resultado de 2026 também é superior: alta de 8,39%, consolidando o estado como protagonista nas vendas externas do agronegócio brasileiro.

Principais destinos do milho mato-grossense

Ao longo de janeiro, o milho de Mato Grosso foi embarcado para 28 países. O principal comprador foi o Vietnã, que adquiriu 577,97 mil toneladas.

Na sequência aparecem:

  • Egito: 459,60 mil toneladas
  • Irã: 442,47 mil toneladas
  • Argélia: 335,3 mil toneladas
  • Marrocos: 142,47 mil toneladas

Os números evidenciam a forte presença de mercados asiáticos e do Norte da África entre os principais destinos do cereal brasileiro.

Demanda internacional sustenta ritmo dos embarques

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado de janeiro confirma a demanda aquecida, especialmente por parte de importantes mercados asiáticos. O cenário contribui para manter o ritmo dos embarques e favorece o escoamento da safra nos próximos meses.

O bom desempenho reforça o papel estratégico de Mato Grosso no comércio exterior e na dinâmica das exportações do agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Mato Grosso lidera exportações de milho e concentra 67,56% dos embarques brasileiros em janeiro

O Mato Grosso foi responsável por mais de dois terços das exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, das 4,25 milhões de toneladas embarcadas pelo país no período, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem no estado — o equivalente a 67,56% do total.

Volume exportado cresce em relação a 2025

O desempenho representa um avanço significativo frente a janeiro de 2025, quando o estado exportou 1,74 milhão de toneladas do cereal. O crescimento anual foi de 46,02%.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mesmo mês, o resultado também é superior, com alta de 8,39%. Os números reforçam o protagonismo do estado no comércio internacional do grão e sua relevância na balança comercial brasileira.

Ásia e Norte da África impulsionam demanda pelo milho

Ao todo, o milho mato-grossense foi enviado para 28 países em janeiro. O principal destino foi o Vietnã, que importou 577,97 mil toneladas. Em seguida aparecem Egito (459,60 mil toneladas), Irã (442,47 mil toneladas), Argélia (335,3 mil toneladas) e Marrocos (142,47 mil toneladas).

Os dados evidenciam a força dos mercados asiáticos e do Norte da África na absorção do produto brasileiro, mantendo o ritmo elevado dos embarques.

Expectativa positiva para o escoamento da safra

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado do primeiro mês do ano confirma a demanda aquecida em mercados estratégicos, especialmente na Ásia. O cenário, segundo o instituto, contribui para sustentar o fluxo das exportações e pode favorecer o escoamento da safra nos próximos meses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Corrente de comércio soma US$ 60,3 bilhões até a primeira semana de fevereiro de 2026

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 60,3 bilhões no acumulado de janeiro até a primeira semana de fevereiro de 2026. O resultado reflete exportações de US$ 32 bilhões e importações de US$ 28,3 bilhões, com superávit comercial de US$ 3,7 bilhões no período.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na primeira semana de fevereiro, a balança comercial apresentou déficit de US$ 647 milhões, resultado de US$ 6,9 bilhões em exportações e US$ 7,5 bilhões em importações. A corrente de comércio semanal somou US$ 14,3 bilhões.

Exportações e importações avançam no comparativo mensal

Na comparação das médias diárias, as exportações até a primeira semana de fevereiro de 2026 atingiram US$ 1,4 bilhão, crescimento de 20,2% em relação à média registrada em fevereiro de 2025, que foi de US$ 1,1 bilhão.

Já as importações apresentaram alta ainda mais expressiva. A média diária chegou a US$ 1,5 bilhão, avanço de 28,9% frente aos US$ 1,2 bilhão observados em fevereiro do ano anterior. O desempenho foi influenciado, em parte, pela importação de uma plataforma de petróleo, avaliada em US$ 2,4 bilhões.

Com esse resultado, a média diária da corrente de comércio até a primeira semana de fevereiro de 2026 ficou em US$ 2,86 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário foi negativo em US$ 129,46 milhões. Em relação a fevereiro de 2025, houve crescimento de 24,6% na corrente de comércio.

Desempenho das exportações por setor

No acumulado até a primeira semana de fevereiro de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, o desempenho das exportações por setor, com base na média diária, mostrou forte avanço da Indústria Extrativa, com aumento de US$ 134,88 milhões, equivalente a 63,2%.

A Indústria de Transformação também registrou crescimento, com acréscimo de US$ 103,14 milhões (15,3%). Em contrapartida, a Agropecuária apresentou recuo de US$ 9,98 milhões, queda de 4,1% no período.

Importações mostram avanço da indústria de transformação

Pelo lado das importações, a análise setorial até a primeira semana de fevereiro de 2026 indica crescimento de US$ 349,34 milhões (32,3%) nas compras externas da Indústria de Transformação. A Agropecuária também teve leve alta, de US$ 0,65 milhão (2,5%).

Já a Indústria Extrativa registrou retração de US$ 12,08 milhões, o que representa queda de 25,5% na média diária em relação ao mesmo período do ano passado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Exportações de serviços atingem recorde histórico e somam US$ 51,8 bilhões em 2025

As exportações brasileiras de serviços alcançaram um novo patamar em 2025 e somaram US$ 51,83 bilhões, o maior valor já registrado. Do total exportado, cerca de 65% correspondem a serviços digitais, evidenciando a crescente relevância desse segmento no comércio exterior brasileiro.

Os dados fazem parte do Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com base em informações do Banco Central.

Novo painel amplia transparência do comércio de serviços

O ComexVis Serviços reúne estatísticas inéditas e interativas sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do cenário global. Diferentemente da balança comercial tradicional, que acompanha apenas a troca de mercadorias, o setor de serviços ainda carecia de dados detalhados e sistematizados no país.

Embora essas transações integrem as contas externas do Banco Central, os números eram divulgados de forma agregada, sem detalhamento por tipo de serviço, setor ou parceiro comercial. A nova plataforma passa a preencher essa lacuna.

Dados oficiais e integração ao ecossistema digital do governo

As informações apresentadas no painel utilizam dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A ferramenta também se conecta ao ecossistema digital do Mdic, que inclui plataformas como Comex Stat e Comex Vis, ampliando o acesso a gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secex, o painel tem como foco aumentar a transparência, qualificar o debate público e subsidiar a formulação de políticas voltadas à competitividade internacional do setor de serviços. A plataforma permite acompanhar a evolução histórica das exportações e importações, além de analisar dados por setor e por país parceiro.

Serviços ganham peso estratégico no comércio exterior

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende à crescente demanda por informações estruturadas sobre o setor. Ele destaca que os serviços representam uma fronteira estratégica do comércio exterior, especialmente pela sua integração com a indústria.

De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cerca de 40% do valor adicionado das exportações brasileiras de manufaturados corresponde a serviços incorporados aos produtos. Para Alckmin, a plataforma amplia o acesso a dados comparáveis e fortalece a análise do comércio internacional.

Apoio ao setor produtivo e identificação de oportunidades

Na avaliação da Secex, o painel contribui para aprofundar o conhecimento sobre o setor e apoiar empresas e formuladores de políticas públicas. Ao apresentar os dados de forma visual e simplificada, a ferramenta permite que governo, empresários e entidades setoriais identifiquem oportunidades de negócios e fortaleçam a promoção das exportações de serviços.

Déficit estrutural e dependência de capitais externos

Apesar do resultado recorde em 2025, o Brasil mantém um déficit estrutural na balança de serviços. No ano passado, as importações somaram US$ 104,77 bilhões, gerando um saldo negativo de US$ 52,94 bilhões no setor. Combinado às remessas de lucros ao exterior, o país encerrou 2025 com déficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas.

Esse resultado só não foi mais elevado devido ao superávit de US$ 68,293 bilhões da balança comercial, impulsionado pelas exportações de mercadorias. Na prática, déficits nas contas externas indicam maior dependência de capitais estrangeiros, como investimentos diretos e recursos financeiros, para equilibrar o balanço de pagamentos e sustentar as reservas internacionais.

Em 2025, essa dependência foi compensada pelo investimento estrangeiro direto, que alcançou US$ 77,676 bilhões, o melhor desempenho desde 2014. A ampliação das exportações de serviços, no entanto, é apontada como um caminho relevante para reduzir a vulnerabilidade externa da economia brasileira no médio e longo prazo.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

MDIC lança painel inédito sobre comércio exterior de serviços no Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresentou uma nova ferramenta oficial voltada ao acompanhamento do comércio exterior de serviços. Lançado em celebração ao Dia do Comércio Exterior, o Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços) reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e de outros países.

Transparência e apoio à formulação de políticas públicas

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas públicas voltadas à competitividade do setor de serviços. A plataforma permite consultar valores anuais atualizados de exportações e importações de serviços, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores econômicos e parceiros comerciais.

Serviços ganham espaço no comércio internacional

Para o presidente em exercício e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, a iniciativa atende a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Segundo ele, os serviços representam uma fronteira cada vez mais estratégica do comércio internacional.

De acordo com dados da OCDE, cerca de 40% do valor adicionado às exportações brasileiras de manufaturados está relacionado a serviços incorporados, o que reforça a importância de estatísticas acessíveis e comparáveis sobre o tema.

Integração ao ecossistema digital do comércio exterior

As informações nacionais disponibilizadas no painel têm como base os dados primários do Banco Central e passam a integrar oficialmente o conjunto de estatísticas divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços se soma a outras plataformas digitais do governo, como o Comex Stat e o Comex Vis, oferecendo gráficos, indicadores e análises interativas que facilitam a compreensão do desempenho do comércio exterior brasileiro.

A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou que o setor de serviços tem participação crescente nas trocas internacionais e papel central na competitividade da economia brasileira, especialmente na identificação de oportunidades em novos mercados.

Exportações de serviços batem recorde

Entre os dados de destaque apresentados na ferramenta, está o desempenho das exportações brasileiras de serviços, que alcançaram o valor recorde de US$ 51,8 bilhões em 2025. Desse total, 65% correspondem a serviços prestados digitalmente, evidenciando o avanço da digitalização e o potencial competitivo do Brasil nesse segmento.

Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex/MDIC, a consolidação dessas informações em um ambiente visual e interativo contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e fortalecer a atuação do Brasil no comércio internacional de serviços, além de apoiar empresas e entidades na prospecção de novos negócios.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Lemes / MDIC

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Exportação

Exportações crescem 18% na média diária até a terceira semana de janeiro de 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,8 bilhões nas três primeiras semanas de janeiro de 2026. O resultado é fruto de US$ 14,98 bilhões em exportações e US$ 11,2 bilhões em importações, segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Terceira semana tem déficit pontual

Considerando apenas a terceira semana de janeiro, as exportações somaram US$ 5,1 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,4 bilhões, o que resultou em um saldo negativo de US$ 244 milhões no período.

Média diária das exportações avança em relação a 2025

Na comparação entre as médias diárias, as exportações cresceram 18% até a terceira semana de janeiro de 2026, ao atingirem US$ 1,36 bilhão, frente aos US$ 1,15 bilhão registrados em janeiro de 2025.

Já as importações apresentaram queda de 2,6%, com média diária de US$ 1,02 bilhão, ante US$ 1,04 bilhão no mesmo período do ano passado.

Corrente de comércio mantém trajetória de alta

Até a terceira semana de janeiro de 2026, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou média diária de US$ 2,3 bilhões. O saldo médio diário ficou em US$ 341,51 milhões.

Na comparação com a média diária registrada em janeiro de 2025, houve crescimento de 8,2% na corrente de comércio, indicando avanço no fluxo comercial do país no início do ano.

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária do acumulado até a terceira semana de janeiro de 2026 frente a janeiro de 2025, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Indústria Extrativa: alta de US$ 108,39 milhões (32,6%);
  • Agropecuária: crescimento de US$ 28,54 milhões (16,6%);
  • Indústria de Transformação: aumento de US$ 69,99 milhões (10,9%).

Importações recuam em todos os segmentos

Do lado das importações, a média diária mostrou retração nos principais setores:

  • Indústria Extrativa: queda de US$ 4 milhões (8%);
  • Agropecuária: redução de US$ 7,29 milhões (26%);
  • Indústria de Transformação: recuo de US$ 16,23 milhões (1,7%).

Os dados reforçam o cenário de crescimento das exportações brasileiras no início de 2026, com destaque para o desempenho da indústria extrativa e da agropecuária.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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