Informação

MDIC discute certificação de origem e avanços em acordos comerciais com entidades certificadoras

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promoveu, nos dias 25 e 26 de junho, a Reunião Semestral com Entidades Certificadoras de Origem, encontro organizado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A iniciativa reuniu instituições habilitadas à emissão de Certificados de Origem, com foco no fortalecimento dos acordos comerciais firmados pelo Brasil e na atualização dos regimes preferenciais de comércio.

O principal tema do encontro foi a implementação do Regime de Origem do Acordo Mercosul-União Europeia, considerado estratégico para o comércio exterior brasileiro.

Acordo Mercosul-UE e novas regras de origem

Durante a programação, foram detalhadas as principais mudanças trazidas pelo acordo, além dos procedimentos necessários para sua aplicação prática. Também foram discutidos os impactos diretos para as entidades responsáveis pela emissão dos certificados de origem, documento essencial para que exportadores tenham acesso às preferências tarifárias negociadas internacionalmente.

As apresentações reforçaram a importância da correta aplicação das regras para garantir segurança jurídica e eficiência nas operações de comércio exterior.

Digitalização e autocertificação ganham espaço no comércio exterior

Outro ponto abordado foi a evolução dos modelos de certificação, com destaque para a autocertificação de origem e para a modernização dos processos por meio de sistemas digitais.

O debate também incluiu a atualização dos principais acordos comerciais assinados pelo Brasil e as tendências de simplificação e facilitação do comércio internacional, com foco na redução de burocracias e maior agilidade nos procedimentos.

Integração entre governo e entidades certificadoras

Além dos aspectos técnicos, a reunião teve como objetivo promover o alinhamento de práticas entre o governo federal e as entidades certificadoras. O encontro permitiu o esclarecimento de dúvidas, a troca de experiências e a padronização de procedimentos relacionados às regras de origem.

Esse alinhamento contribui para ampliar a previsibilidade das operações de comércio exterior e reforçar a segurança jurídica dos processos de exportação.

Agenda permanente de cooperação técnica

Realizada de forma semestral, a reunião integra a agenda contínua de diálogo entre o MDIC e as entidades certificadoras de origem. A iniciativa busca aprimorar a aplicação dos acordos comerciais, atualizar conhecimentos técnicos e fortalecer os mecanismos de certificação utilizados pelo Brasil no comércio internacional.

Saiba mais sobre regimes de origem e certificados de origem.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

MDIC lança manuais sobre acordo Mercosul-União Europeia para ampliar acesso de exportadores brasileiros

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou, nesta sexta-feira (26), dois novos manuais voltados a ampliar o aproveitamento das oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia. O material foi elaborado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e tem foco em facilitar o entendimento das regras do comércio internacional entre os dois blocos.

As publicações tratam de temas considerados essenciais para exportadores e operadores de comércio exterior, como regras de origem e indicações geográficas, com o objetivo de tornar mais acessível o uso das preferências tarifárias previstas no acordo.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a entrada em vigor do acordo em 1º de maio marcou uma nova etapa para o governo e para o setor produtivo brasileiro. Ela destacou que o MDIC tem atuado para oferecer orientação técnica, informações e canais de diálogo com as empresas.

A estratégia busca garantir que o setor produtivo consiga aproveitar plenamente as oportunidades comerciais abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia, considerado um dos mais relevantes para o comércio internacional brasileiro.

Manual explica regras de origem no comércio internacional

O Manual de Regras de Origem detalha os critérios que determinam quando um produto pode ser considerado originário do Mercosul e, portanto, apto a receber benefícios tarifários no mercado europeu.

O documento reúne explicações sobre requisitos específicos por tipo de produto, critérios de qualificação, regras de acumulação de origem, operações mínimas permitidas e procedimentos para emissão da declaração e do certificado de origem.

A proposta é reduzir dúvidas técnicas e facilitar o cumprimento das exigências necessárias para que empresas brasileiras possam acessar as vantagens previstas no acordo.

Indicações geográficas e proteção de produtos brasileiros

O segundo material, o Manual de Indicações Geográficas, apresenta as normas de proteção previstas no acordo comercial. O conteúdo explica como ocorre o reconhecimento mútuo entre Mercosul e União Europeia e quais regras devem ser seguidas para garantir a proteção de produtos com identidade territorial.

O guia também aborda exceções negociadas pelo Brasil, períodos de transição para determinados itens, a relação entre marcas comerciais e indicações geográficas e as oportunidades para produtos brasileiros reconhecidos por sua origem.

MDIC busca ampliar acesso a informações técnicas

As duas publicações fazem parte de um conjunto de ações do MDIC voltadas à implementação do acordo e ao aumento da transparência das informações relacionadas ao comércio internacional.

A iniciativa tem como foco aproximar o conteúdo técnico do setor produtivo, oferecendo orientações claras e acessíveis para que empresas brasileiras possam ampliar o uso dos benefícios negociados entre o Mercosul e a União Europeia.

Manual de Regras de Origem

Manual de Indicações Geográficas

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Sebrae de Notícias

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Exportação

Exportações de algodão podem bater recorde histórico em junho

As exportações de algodão do Brasil seguem em alta e podem alcançar um novo recorde para o mês de junho. Mesmo em período de entressafra, a ampla oferta de algodão em pluma no mercado interno e a necessidade de escoar o excedente da produção continuam impulsionando os embarques para o exterior.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o país consolidou nos últimos anos sua capacidade de atender à demanda internacional de forma contínua durante todo o ano. Esse cenário representa uma mudança em relação ao passado, quando os embarques se concentravam principalmente no segundo semestre.

Embarques superam volume registrado em junho do ano passado

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 146,8 mil toneladas de algodão brasileiro nos primeiros 14 dias úteis de junho. Embora o volume seja 49,6% inferior ao registrado em maio, ele já supera em 10,6% o total embarcado durante todo o mês de junho de 2025.

A média diária de exportações chegou a 10,49 mil toneladas, desempenho significativamente superior ao observado no mesmo período do ano passado. O avanço foi de 57,9% em comparação às 6,64 mil toneladas diárias registradas em junho de 2025.

Projeção aponta novo recorde para o mês

Segundo avaliação do Cepea, caso o ritmo atual seja mantido até o fim do mês, os embarques podem atingir cerca de 220 mil toneladas. O resultado representaria um novo recorde mensal para junho na série histórica.

Além disso, o volume projetado ficaria bem acima das 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, que até então figuravam como o maior resultado já contabilizado pela Secex para o período.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araujo/CNA

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil alcança US$ 43,6 bilhões até a terceira semana de junho

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 43,6 bilhões até a terceira semana de junho de 2026, impulsionada pelo crescimento das exportações e pela manutenção de um forte superávit na balança comercial. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Somente na terceira semana de junho, o país registrou um saldo positivo de US$ 3,1 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 9,3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 6,3 bilhões. Com isso, a corrente de comércio da semana chegou a US$ 15,58 bilhões.

Exportações acumulam US$ 25,6 bilhões em junho

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações brasileiras totalizaram US$ 25,6 bilhões. Já as importações atingiram US$ 18 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 7,6 bilhões.

O desempenho positivo também elevou a corrente de comércio mensal para US$ 43,6 bilhões, reforçando o ritmo de crescimento das transações internacionais do país.

Resultado do ano supera US$ 308 bilhões em comércio exterior

De janeiro até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras chegaram a US$ 174,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 133,9 bilhões.

Com esses números, o saldo da balança comercial acumulado em 2026 alcançou US$ 40,3 bilhões. Já a corrente de comércio exterior atingiu US$ 308,1 bilhões no período.

Média diária das exportações cresce 26%

Na comparação entre a média diária das exportações até a terceira semana de junho de 2026 e a registrada em junho de 2025, houve crescimento de 26%.

A média diária passou de US$ 1,451 bilhão para US$ 1,828 bilhão. As importações também apresentaram avanço, com alta de 10,7%, saindo de US$ 1,158 bilhão para US$ 1,283 bilhão na mesma base de comparação.

A média diária da corrente de comércio alcançou US$ 3,11 bilhões até a terceira semana do mês, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 545,4 milhões. Em relação a junho do ano passado, o crescimento da corrente de comércio foi de 19,2%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou aumento de US$ 75,68 milhões na média diária, avanço de 21,9% frente ao mesmo período de 2025.

A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, com expansão de 70,3%, equivalente a US$ 220,17 milhões. Já os produtos da indústria de transformação avançaram 10%, com incremento de US$ 79,01 milhões.

Importações avançam na indústria e recuam na agropecuária

No lado das importações, a indústria extrativa registrou crescimento de 11,6% na média diária, o que representa aumento de US$ 5,48 milhões.

Os produtos da indústria de transformação também tiveram desempenho positivo, com alta de 11% e acréscimo de US$ 118,77 milhões. Em contrapartida, a agropecuária apresentou leve retração de 0,8%, equivalente a US$ 0,18 milhão.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil acumula superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho

O superávit da balança comercial brasileira alcançou US$ 1,5 bilhão na segunda semana de junho de 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio somou US$ 15,4 bilhões, resultado de US$ 8,4 bilhões em exportações e US$ 7 bilhões em importações.

Resultado positivo cresce em junho

Considerando o acumulado do mês até a segunda semana, o Brasil registrou exportações de US$ 16,4 bilhões e importações de US$ 11,7 bilhões. Com isso, o saldo comercial positivo atingiu US$ 4,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 28,1 bilhões.

Os números reforçam o desempenho favorável do comércio exterior brasileiro, impulsionado pelo avanço das vendas ao mercado internacional.

Saldo comercial supera US$ 37 bilhões em 2026

No acumulado do ano, as exportações brasileiras já totalizam US$ 165 bilhões, enquanto as importações somam US$ 127,6 bilhões.

Com esses resultados, o país registra um superávit comercial de US$ 37,3 bilhões em 2026. A corrente de comércio alcançou US$ 292,6 bilhões entre janeiro e junho.

Exportações avançam mais de 25% na comparação anual

A média diária das exportações até a segunda semana de junho ficou em US$ 1,819 bilhão, valor 25,3% superior ao registrado no mesmo período de junho de 2025, quando a média foi de US$ 1,451 bilhão.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária alcançou US$ 1,301 bilhão, avanço de 12,3% em relação aos US$ 1,158 bilhão observados no mesmo mês do ano passado.

Já a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 3,12 bilhões, representando alta de 19,5% frente ao desempenho registrado em junho de 2025.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na comparação com igual período do ano anterior.

A agropecuária liderou com aumento de US$ 93,6 milhões na média diária, crescimento de 27,1%.

Na indústria extrativa, o avanço foi de US$ 133,9 milhões, o equivalente a 42,7%.

Já os produtos da indústria de transformação registraram incremento de US$ 137,1 milhões por dia, alta de 17,4%.

Importações também apresentam expansão

Pelo lado das importações, os três principais segmentos também mostraram desempenho positivo.

A agropecuária registrou crescimento de 3,6% na média diária, com acréscimo de US$ 0,81 milhão.

Na indústria extrativa, o aumento foi de US$ 6,29 milhões por dia, representando alta de 13,4%.

Os produtos da indústria de transformação tiveram expansão de US$ 134,1 milhões na média diária, avanço de 12,4% em comparação com junho de 2025.

Os dados indicam que o ritmo do comércio internacional brasileiro segue aquecido em 2026, sustentado pelo crescimento das exportações e pelo fortalecimento da atividade econômica em diferentes setores produtivos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 3,2 bilhões na primeira semana de junho

O Brasil iniciou junho com desempenho positivo no comércio internacional. Na primeira semana do mês, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,2 bilhões, resultado de US$ 8 bilhões em exportações e US$ 4,7 bilhões em importações. A corrente de comércio no período alcançou US$ 12,7 bilhões.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Saldo comercial acumula US$ 35,9 bilhões em 2026

No acumulado do ano, o país exportou US$ 156,6 bilhões e importou US$ 120,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chegou a US$ 35,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio brasileira somou US$ 277,2 bilhões.

Os dados reforçam o desempenho favorável do setor externo ao longo de 2026, com crescimento consistente das vendas para o mercado internacional.

Exportações avançam 37,6% em relação a junho do ano passado

A média diária das exportações até a primeira semana de junho atingiu US$ 1,997 bilhão, representando alta de 37,6% na comparação com a média registrada em junho de 2025, que foi de US$ 1,451 bilhão.

Já as importações apresentaram crescimento mais moderado. A média diária passou de US$ 1,158 bilhão em junho de 2025 para US$ 1,186 bilhão em junho de 2026, avanço de 2,3%.

Com esse desempenho, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,184 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 811,6 milhões. Na comparação com junho do ano anterior, a corrente de comércio apresentou expansão de 22%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação lideram exportações

Entre os setores exportadores, todos registraram crescimento na média diária em relação ao mesmo período de 2025.

A agropecuária teve aumento de US$ 126,1 milhões, avanço de 36,6%. Na indústria extrativa, o crescimento foi de US$ 120,7 milhões, equivalente a 38,5%. Já os produtos da indústria de transformação apresentaram expansão de US$ 295,9 milhões, alta de 37,6%.

Importações também avançam em diferentes setores

No lado das importações, a agropecuária registrou crescimento de US$ 1,78 milhão na média diária, representando alta de 8%.

A indústria extrativa apresentou aumento de US$ 19,6 milhões, com avanço de 41,6%, enquanto os produtos da indústria de transformação tiveram acréscimo de US$ 8,5 milhões, crescimento de 0,8%.

O resultado demonstra que a atividade comercial do país segue aquecida, sustentada pelo avanço das exportações e pela ampliação das operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Exportações brasileiras para os EUA atingem menor participação desde 1997

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras recuou para 9,4% entre janeiro e maio de 2026, o menor percentual registrado para o período desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997. No mesmo intervalo do ano passado, os norte-americanos respondiam por 12,2% das vendas externas do Brasil.

Os dados, divulgados pelo Valor Econômico com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam uma redução significativa da relevância do mercado americano para os produtos brasileiros, mesmo após o fim das tarifas extraordinárias impostas anteriormente pelos Estados Unidos.

Tarifas impostas por Trump impactaram comércio bilateral

Especialistas atribuem o enfraquecimento da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos aos efeitos da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump em 2025.

Nos primeiros meses daquele ano, antes da implementação das sobretaxas, as exportações brasileiras para os EUA ainda registravam crescimento de 4,4%. No entanto, a partir de julho, diversos produtos passaram a enfrentar tarifas de importação que chegaram a variar entre 40% e 50%.

A mudança alterou rapidamente o cenário comercial. As vendas para o mercado americano perderam ritmo no segundo semestre e encerraram 2025 com retração de 6,7%, enquanto as exportações totais brasileiras cresceram 3,3% no mesmo período.

Vendas para os Estados Unidos continuam em queda em 2026

Entre janeiro e maio deste ano, os embarques brasileiros para os Estados Unidos totalizaram US$ 14 bilhões, representando uma queda de 16% em comparação ao mesmo período de 2025.

O desempenho negativo persistiu mesmo após a revogação do chamado tarifaço, derrubado em fevereiro por decisão da Suprema Corte dos EUA. A Corte considerou inadequado o uso da legislação de poderes econômicos emergenciais internacionais (IEEPA) como fundamento para a aplicação das tarifas.

Apesar da reversão jurídica, analistas avaliam que os impactos comerciais permaneceram. Empresas brasileiras ampliaram a busca por novos mercados, enquanto compradores americanos passaram a diversificar seus fornecedores, reduzindo a dependência de produtos brasileiros.

Diversificação de mercados ganha importância

A redução da participação americana ocorre em paralelo ao avanço da estratégia brasileira de diversificação comercial. O país tem ampliado sua presença em diferentes mercados internacionais, diminuindo a concentração das exportações em poucos destinos.

O movimento ganhou força diante das incertezas geradas por medidas protecionistas e pela instabilidade da política comercial dos Estados Unidos.

Recentemente, novas propostas tarifárias anunciadas por Washington, com alíquotas de 25% e 12,5% para determinados produtos, reforçaram a percepção de que a busca por novos parceiros comerciais se tornou uma alternativa estratégica para o comércio exterior brasileiro.

Mais do que uma oscilação temporária, a queda da participação dos EUA para o menor nível em quase três décadas sinaliza uma transformação no perfil das exportações brasileiras e nos fluxos globais de comércio.

Balança comercial registra crescimento em maio

Mesmo com a redução das vendas para os Estados Unidos, a balança comercial brasileira apresentou resultado positivo em maio.

Segundo dados da Secex, o país registrou superávit de US$ 7,8 bilhões no mês, valor 10,8% superior ao saldo de US$ 7,1 bilhões observado em maio de 2025.

As exportações alcançaram US$ 31,9 bilhões, com avanço de 6,6%, enquanto as importações somaram US$ 24,1 bilhões, crescimento de 5,3%.

Superávit acumulado avança mais de 34% no ano

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o saldo positivo da balança comercial atingiu US$ 32,7 bilhões, alta de 34,2% na comparação com igual período do ano anterior.

As exportações brasileiras chegaram a US$ 148,6 bilhões, registrando crescimento de 8,7%. Já as importações totalizaram US$ 115,9 bilhões, avanço de 3,2%.

A corrente de comércio, indicador que soma exportações e importações, alcançou US$ 264,5 bilhões, aumento de 6,2%.

Os números mostram que, apesar da perda de participação do mercado americano, o comércio exterior brasileiro segue em expansão, impulsionado pela ampliação de mercados e pela adaptação das empresas a um cenário global marcado por disputas tarifárias e reorganização das cadeias produtivas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert / PR / REUTERS/Kevin Lamarque

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira movimenta US$ 56 bilhões em maio e mantém superávit robusto

O comércio exterior brasileiro registrou forte movimentação em maio de 2026, alcançando uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em um superávit comercial de aproximadamente US$ 8 bilhões. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Na comparação com maio de 2025, as exportações brasileiras apresentaram avanço de 6,6%, passando de US$ 29,9 bilhões para US$ 31,9 bilhões. Já as importações cresceram 5,3%, saindo de US$ 22,9 bilhões para US$ 24,1 bilhões. Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — registrou crescimento de 6,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, consolidando o bom ritmo das transações internacionais do país.

Acumulado de 2026 já supera US$ 264 bilhões

Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras alcançaram US$ 148,6 bilhões, alta de 8,7% em comparação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 115,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, avanço de 3,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Com isso, o saldo da balança comercial acumulou superávit de US$ 33 bilhões, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 264,5 bilhões, representando crescimento de 6,2% na comparação anual.

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve destaque em maio, com aumento de US$ 730 milhões, equivalente a crescimento de 9,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A indústria de transformação também apresentou resultado positivo, registrando expansão de US$ 1,37 bilhão, alta de 9%. Por outro lado, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, o que representa queda de 1,9% no período.

Nas compras internacionais realizadas pelo Brasil, a indústria de transformação foi responsável pelo principal crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão, avanço de 6,3% sobre maio do ano passado. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 40 milhões nas importações, queda de 7,8%, enquanto a indústria extrativa apresentou recuo de US$ 100 milhões, equivalente a 10,1%.

Considerando o período entre janeiro e maio de 2026, todos os principais segmentos exportadores apresentaram resultados positivos. A indústria extrativa liderou o crescimento, com aumento de US$ 5,37 bilhões, representando alta de 17,3%. A indústria de transformação avançou US$ 4,08 bilhões, crescimento de 5,6%, enquanto a agropecuária registrou expansão de US$ 2,36 bilhões, equivalente a 7,3%. Do lado das importações, a indústria de transformação cresceu US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Já a agropecuária apresentou queda de US$ 530 milhões (19%), e a indústria extrativa recuou US$ 310 milhões (6,2%).

Comércio exterior mantém trajetória positiva

Os resultados reforçam a expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com crescimento consistente das exportações, superávit comercial expressivo e aumento da corrente de comércio. O desempenho é impulsionado principalmente pelos setores da agropecuária, indústria de transformação e indústria extrativa, que seguem sustentando a presença do Brasil no mercado internacional.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Exportação

Exportações de soja e carnes do Brasil crescem em maio, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em maio e já apresentam crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram avanço também nos embarques de carnes e algodão, impulsionados pela forte demanda internacional e pela produção elevada no campo.

Embarques de soja avançam com safra recorde

Até a terceira semana de maio, a média diária de exportações de soja alcançou 758,8 mil toneladas, número 13% superior ao registrado em maio de 2025, quando o volume médio foi de 671,4 mil toneladas por dia.

No acumulado parcial do mês, o Brasil já embarcou 11,38 milhões de toneladas do grão. A expectativa do mercado é que o volume final ultrapasse as 14,10 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado, considerando os últimos dias úteis ainda pendentes de contabilização.

O desempenho reflete o escoamento da safra recorde de soja, que mantém o país entre os maiores exportadores agrícolas do mundo.

Volume ainda abaixo do recorde registrado em abril

Apesar da alta em maio, o ritmo atual de embarques ainda permanece abaixo do recorde histórico alcançado em abril de 2026. Na ocasião, a Secex registrou exportações de 16,75 milhões de toneladas de soja em um único mês.

O cenário reforça o forte desempenho do agronegócio brasileiro em 2026, especialmente nas commodities agrícolas voltadas ao mercado externo.

Exportações de carnes também disparam

As vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentaram crescimento de 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Com isso, os embarques do mês devem superar a marca de 200 mil toneladas exportadas.

A carne de frango também registrou forte expansão. Segundo os dados da Secex, a média diária avançou 35%, chegando a 23.168 toneladas. Mesmo antes do fechamento completo do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas.

Algodão cresce e café mantém estabilidade

Outro destaque do período foi o avanço das exportações de algodão, que cresceram 67,8% na média diária, alcançando 15.356 toneladas. O desempenho acompanha o escoamento de grandes estoques enquanto a colheita nacional ainda está em fase inicial.

Já o café verde apresentou estabilidade. A média diária de exportações ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O setor cafeeiro inicia a nova colheita em meio a estoques reduzidos, embora haja expectativa de uma das maiores safras da história para este ano.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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