Portos

Porto privado de São Francisco do Sul deve gerar 1,8 mil empregos diretos

O futuro porto privado de São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, tem previsão de gerar 1,8 mil empregos diretos durante a operação. O projeto do Terminal Mar Azul recebeu autorização para avançar na busca por financiamento de R$ 1,9 bilhão, conforme informações divulgadas na segunda-feira pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

A iniciativa está entre os projetos aprovados na última reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante, realizada na semana passada. A medida representa uma etapa importante para o desenvolvimento do empreendimento, embora ainda não exista uma data definida para o início das obras.

Investimentos portuários somam R$ 4,38 bilhões no Sul

Ao todo, nove projetos nos três estados da Região Sul receberam aprovação para buscar recursos, totalizando R$ 4,38 bilhões em financiamentos. As iniciativas abrangem a construção de embarcações, a expansão de estaleiros e melhorias na infraestrutura portuária, com expectativa de criar 3.675 empregos diretos.

Entre os projetos contemplados também está a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná.

A aprovação pelo Fundo da Marinha Mercante permite que as propostas sigam para avaliação dos agentes financeiros. No entanto, a liberação dos recursos e a formalização dos contratos dependem do atendimento aos requisitos estabelecidos para cada operação.

Novo porto em São Francisco do Sul prevê 4 mil empregos nas obras

Planejado para a região das Laranjeiras, o terminal será construído pela empresa Norsul. A estrutura deverá atender à movimentação de produtos siderúrgicos, como bobinas de aço, além de fertilizantes.

A estimativa é de que o empreendimento gere cerca de 4 mil postos de trabalho durante a fase de construção. Após o início das atividades, a previsão é manter 1,8 mil empregos diretos na operação do porto.

Obras ainda não têm data para começar

Apesar do avanço na etapa de financiamento, o cronograma para o início das obras do novo terminal ainda não foi definido. O prazo previsto para concluir a construção e começar as operações é de até cinco anos.

O projeto já possui licenciamento ambiental, uma etapa necessária para o desenvolvimento do empreendimento. A expectativa é que o futuro porto amplie a capacidade logística de Santa Catarina e fortaleça a movimentação de cargas na região.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 8,3 bilhões para projetos navais e portuários

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou a prioridade para R$ 8,3 bilhões em financiamentos destinados a 26 projetos dos setores naval e portuário no Brasil. A decisão foi tomada na quinta-feira (8), durante a 64ª reunião do Conselho Diretor. As iniciativas estão distribuídas por nove estados brasileiros e podem gerar 6.530 empregos diretos.

Os recursos previstos contemplam obras de infraestrutura portuária, construção de embarcações e iniciativas voltadas ao transporte aquaviário, com foco no fortalecimento da logística e da indústria nacional.

Infraestrutura portuária concentra R$ 4,28 bilhões

Três projetos de infraestrutura portuária reúnem R$ 4,28 bilhões do total aprovado. O maior investimento é destinado ao Terminal Mar Azul, localizado na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul (SC), com previsão de R$ 1,9 bilhão.

O terminal será voltado à movimentação de produtos siderúrgicos e fertilizantes e tem potencial para criar 1.800 postos de trabalho diretos.

Outra iniciativa contemplada é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, que receberá R$ 1,26 bilhão em financiamento prioritário. A estimativa é de geração de 250 empregos diretos.

Já no Espírito Santo, o projeto da Hanseatic Global Terminals Aracruz prevê investimentos de R$ 1,12 bilhão para operações com contêineres e carga geral. A expectativa é de criação de 243 empregos diretos.

Aprovação abre caminho para análise dos financiamentos

A definição de prioridade pelo Conselho Diretor do FMM representa uma etapa inicial para viabilizar os investimentos. Após essa decisão, os projetos seguem para avaliação dos agentes financeiros responsáveis.

A efetiva contratação dos empréstimos e a liberação dos recursos dependem do atendimento aos requisitos e às condições estabelecidas para cada operação.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos contribuem tanto para ampliar a capacidade logística do país quanto para estimular a produção industrial brasileira.

“Além de fortalecerem a indústria naval brasileira, são projetos que conectam a produção aos mercados e criam oportunidades de emprego e desenvolvimento nas regiões”, afirmou o ministro.

Projetos contemplam nove estados brasileiros

A carteira aprovada pelo Fundo da Marinha Mercante abrange empreendimentos no Amazonas, Pará, Espírito Santo, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a variedade de iniciativas permite atender às particularidades econômicas e logísticas de diferentes regiões.

O secretário ressaltou que o fundo financia desde embarcações utilizadas no transporte fluvial até rebocadores, estaleiros e estruturas portuárias, contribuindo para o desenvolvimento das cadeias produtivas.

Navegação interior recebe previsão de R$ 383,1 milhões

Entre os projetos aprovados está a construção de cinco embarcações do modelo Ultratug Pulp-Logship, da Unes Navegação Brasil. O investimento previsto é de R$ 383,1 milhões.

As embarcações serão utilizadas no transporte de celulose e madeira pela Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. A iniciativa busca atender às demandas logísticas da cadeia produtiva regional e ampliar a capacidade de movimentação dessas mercadorias.

Fundo acumula R$ 115,4 bilhões em projetos desde 2023

Até setembro de 2026, o volume de projetos aprovados pelo FMM desde 2023 alcançou R$ 115,4 bilhões, sem incluir as deliberações da 64ª reunião do Conselho Diretor.

Os valores anuais registraram crescimento ao longo do período. Em 2023, foram aprovados R$ 13,8 bilhões. No ano seguinte, o total subiu para R$ 30,9 bilhões, chegando a R$ 31,8 bilhões em 2025.

Em 2026, até setembro, as aprovações somaram R$ 38,9 bilhões, aproximadamente 182% acima do montante registrado em 2023.

Próxima reunião do Conselho Diretor será em dezembro

A 65ª reunião ordinária do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante está programada para 10 de dezembro de 2026.

Os interessados em apresentar novos projetos para avaliação nessa sessão devem observar o prazo de recebimento das propostas, que termina em 12 de outubro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto de Itapoá poderá receber navios com até 16 mil contêineres após obras na Baía da Babitonga

As obras de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, no Norte de Santa Catarina, devem permitir a operação de navios porta-contêineres de grande porte no complexo portuário da região. Com a ampliação da profundidade, embarcações com capacidade para transportar entre 14 mil e 16 mil contêineres poderão acessar os terminais, incluindo o Porto Itapoá.

A previsão é que os cargueiros maiores comecem a movimentar mercadorias no terminal a partir do fim do primeiro semestre de 2027. A mudança deve ampliar a capacidade logística dos portos catarinenses, aumentar a movimentação de cargas e reduzir custos das operações marítimas.

Canal de acesso terá profundidade ampliada para 16 metros

O projeto prevê a retirada de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos de sedimentos, permitindo elevar o calado do canal de 14 para 16 metros. A intervenção possibilitará a passagem de navios com até 366 metros de comprimento.

Essas embarcações são conhecidas como New Panamax, denominação associada aos navios dimensionados para atravessar o sistema ampliado de eclusas do Canal do Panamá.

Com capacidade para transportar entre 14 mil e 16 mil TEUs — unidades equivalentes a contêineres de 20 pés —, esses cargueiros poderão operar com maior volume de mercadorias, ampliando a eficiência do transporte marítimo internacional.

O aumento da profundidade também permitirá que embarcações naveguem com cargas mais pesadas, reduzindo limitações operacionais no acesso aos terminais portuários da região.

Aprofundamento pode ampliar movimentação em 1,5 milhão de contêineres

A expectativa é que a modernização da infraestrutura permita acrescentar 1,5 milhão de contêineres por ano à capacidade de movimentação do complexo portuário.

Além do aumento no volume de cargas, a obra deve eliminar a necessidade de fundeio intermediário para navios que operam no Porto de São Francisco do Sul. Atualmente, essa manobra integra os procedimentos utilizados por embarcações que precisam ajustar suas condições para acessar as instalações portuárias.

Com a nova profundidade, a estimativa é gerar uma economia de aproximadamente R$ 20 milhões por ano para os navios que utilizam o porto, graças à redução de custos associados às operações.

Dragagem foi concluída, mas navegação depende de liberações

A dragagem do canal externo, que dá acesso aos terminais do complexo portuário de São Francisco do Sul, já foi finalizada. No entanto, a entrada em operação da nova estrutura ainda depende de etapas técnicas e administrativas.

Entre os procedimentos necessários estão a verificação das profundidades alcançadas e a autorização da Marinha do Brasil para liberar a navegação nas novas condições.

Essas avaliações são fundamentais para confirmar a segurança do canal e permitir que embarcações de maior porte utilizem a infraestrutura.

Porto Itapoá deve receber navios maiores em 2027

Localizado no litoral Norte catarinense, o Porto Itapoá está entre os terminais que poderão se beneficiar diretamente do aprofundamento do canal da Baía da Babitonga.

A expectativa é que a chegada de navios com maior capacidade de carga fortaleça a posição de Santa Catarina na logística marítima e amplie as possibilidades de conexão com mercados internacionais.

Com a conclusão das etapas de liberação, a infraestrutura deverá oferecer melhores condições para receber grandes porta-contêineres, aumentar a eficiência das operações e reduzir custos no transporte de mercadorias.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Novo porto de Santa Catarina recebe aval para navegação internacional

Um novo porto de Santa Catarina está mais perto de iniciar suas operações. O Bunge Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul, terminal de uso privado (TUP), foi habilitado para receber tráfego internacional pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), por meio da Superintendência de Outorgas.

A autorização ocorre após a publicação, no mês passado, do termo que liberou o empreendimento para começar a operar. Com as obras concluídas, a expectativa é de que o terminal entre em funcionamento nas próximas semanas.

Terminal será o sétimo porto em operação no Estado

A entrada em atividade do novo terminal ampliará a estrutura portuária de Santa Catarina. O TUP da Bunge será o sétimo porto do Estado, que atualmente conta com instalações portuárias em São Francisco do Sul, Itapoá, Itajaí, Navegantes, Imbituba e Laguna.

Santa Catarina ainda terá um novo terminal em Itapoá. O empreendimento da Coamo Cooperativa Agroindustrial será o segundo porto do município e tem obras previstas para começar em 2027.

Porto já possui licença ambiental

Além da autorização para iniciar as operações, o novo terminal portuário de São Francisco do Sul possui protocolo do Plano de Segurança Portuária.

O empreendimento era anteriormente conhecido como Terminal Graneleiro de São Francisco do Sul (TGSC). O terminal da Bunge também já obteve a Licença Ambiental de Operação, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A estrutura foi instalada no Morro Bela Vista, nas proximidades do Porto de São Francisco do Sul, uma das principais áreas portuárias de Santa Catarina.

Novo terminal terá capacidade para 6 milhões de toneladas

O terminal graneleiro da Bunge começará a operar com capacidade para movimentar até 6 milhões de toneladas de grãos por ano. A estrutura foi projetada para permitir futuras ampliações.

A principal atividade será a exportação de grãos, reforçando a infraestrutura de escoamento da produção agrícola pelo litoral catarinense.

O terminal contará com um berço de atracação de 174 metros de comprimento, equipado com quatro estruturas conhecidas como dolfins, utilizadas para a atracação das embarcações.

Na área de retroporto, a capacidade de armazenamento será de 135 mil toneladas de granéis. O complexo terá um armazém horizontal e seis silos verticais.

Com a habilitação para o tráfego internacional e as obras concluídas, o novo terminal amplia a capacidade logística de Santa Catarina e se prepara para entrar na rede de exportação de grãos do Estado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Informação

Duplicação da BR-280: obras em trecho entre Araquari e São Francisco do Sul terão prazo de três anos

A retomada das obras de duplicação da BR-280, entre os municípios de Araquari e São Francisco do Sul, deverá ser concluída em até três anos após a emissão da ordem de serviço. No entanto, o início dos trabalhos ainda depende da finalização do processo licitatório conduzido pelo DNIT.

O edital foi publicado neste mês, com abertura das propostas prevista para o fim de julho. Caso o cronograma seja cumprido sem atrasos, a expectativa é de que as obras comecem entre o final de 2026 e o início de 2027.

Novo lote terá extensão menor e investimento de R$ 423 milhões

O novo contrato, denominado lote 1A, possui prazo inferior ao da licitação anterior porque contempla apenas parte do projeto original. O investimento estimado é de R$ 423 milhões para concluir dois segmentos já iniciados: o contorno de São Francisco do Sul e o trecho urbano de Araquari.

Ao todo, serão executados 17,2 quilômetros, praticamente metade da extensão prevista no antigo lote 1, que abrangia cerca de 36 quilômetros.

Contrato anterior foi encerrado com apenas 26% das obras executadas

A primeira contratação do lote 1 teve início em 2018 e previa quatro anos para a conclusão das intervenções. No entanto, o cronograma não foi cumprido.

As atividades foram suspensas no fim de 2022 e o contrato acabou rescindido em 2025, após atingir apenas 26% de execução.

Os demais trechos da duplicação da BR-280, iniciados ainda em 2014, também seguem em andamento. Atualmente, a previsão é que o lote 2.1, em Guaramirim, seja concluído em 2026, enquanto o lote 2.2 tem entrega estimada para 2027.

Projeto do lote 1B ainda depende de nova etapa

A parte restante do antigo lote 1 será executada posteriormente, por meio do futuro lote 1B. Antes disso, será necessário concluir um novo projeto executivo.

A contratação desse projeto já foi licitada e homologada, mas a ordem de serviço ainda não foi emitida. Após o início dos trabalhos, a elaboração deverá ser concluída em até 19 meses.

Além disso, o cronograma da duplicação prevê novos investimentos no lote 2.1, incluindo a construção de uma nova ponte sobre o Rio Piraí, em Guaramirim.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Transporte

BR-280 em São Francisco do Sul terá ampliação para melhorar acesso ao porto e fluxo de caminhões

O acesso ao complexo portuário de São Francisco do Sul, no Norte catarinense, vai passar por uma ampliação viária na BR-280, com a construção de novas faixas destinadas a melhorar o fluxo de caminhões. A intervenção também inclui melhorias na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, principal ligação entre a rodovia federal e a área portuária.

A iniciativa busca reduzir gargalos logísticos e facilitar a entrada e saída de veículos de carga no maior porto de Santa Catarina.

Projeto prevê ampliação de pistas e melhorias urbanas

O plano de obras contempla cerca de 1,4 mil metros de novas pistas. Desse total, aproximadamente 800 metros serão executados na BR-280, enquanto outros 600 metros serão implantados na via municipal que conecta o acesso ao porto, a partir do quilômetro zero, em frente à entrada do terminal Tesc.

A proposta tem como foco principal melhorar a fluidez do tráfego de caminhões no acesso portuário, um dos pontos mais críticos da região.

Investimento de R$ 12,5 milhões será bancado pelo próprio porto

O projeto terá investimento estimado em R$ 12,5 milhões, com recursos próprios do Porto de São Francisco do Sul. O edital de contratação das obras está previsto para ser publicado em junho.

Após o início dos trabalhos, a previsão é de que a execução seja concluída em até 10 meses, conforme o cronograma estabelecido.

Intervenção busca reduzir desgaste e custos de manutenção

Além de melhorar a mobilidade, a obra pretende diminuir os impactos causados pelo intenso fluxo de veículos pesados na região portuária, que gera desgaste acelerado do pavimento e aumenta os custos de manutenção.

Um dos trechos mais sensíveis, localizado no cruzamento da ferrovia, será pavimentado em concreto, solução adotada para ampliar a durabilidade da estrutura diante do tráfego constante de cargas.

Maior fluidez no acesso ao porto é principal objetivo

De acordo com a administração do porto, a ampliação das pistas deve garantir maior fluidez no acesso aos terminais e melhores condições de circulação para motoristas que utilizam diariamente o corredor logístico.

A expectativa é de ganhos diretos na eficiência operacional e na redução de congestionamentos na região.

Projeto tem aval de órgãos federais

O projeto executivo foi desenvolvido pelo Sindicato dos Operadores Portuários e já recebeu autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do Ministério de Portos, Aeroportos e Ferrovias.

Com as liberações, a obra avança para a fase de contratação e início da execução.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Comércio Internacional

Navio iraniano sancionado pelos EUA reacende alerta sobre crise dos fertilizantes no Brasil

A chegada do navio iraniano Delruba ao litoral catarinense voltou ao centro das discussões sobre a dependência brasileira de fertilizantes importados. A embarcação, alvo de sanções dos Estados Unidos desde 2018, atracou em outubro de 2025 no Terminal Portuário de Santa Catarina (TESC), em São Francisco do Sul, transportando 60 mil toneladas de ureia avaliadas em US$ 24,4 milhões.

O tema ganhou força novamente após a forte alta no preço da ureia, principal fertilizante nitrogenado utilizado pelo agronegócio brasileiro. Em maio de 2026, o produto atingiu US$ 710 por tonelada nos portos nacionais, avanço de 50% em apenas 30 dias, conforme levantamento do Itaú BBA Agribusiness.

Dependência externa expõe fragilidade do agronegócio

O episódio envolvendo o Delruba evidenciou uma vulnerabilidade histórica do país: o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Atualmente, o mercado brasileiro depende fortemente de fornecedores como Rússia, China e Irã.

A escalada nos preços afeta diretamente culturas estratégicas como soja, milho e café. Entre os fatores que pressionam o mercado estão as restrições de exportação impostas por russos e chineses, além dos impactos logísticos causados pelo bloqueio temporário do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo e fertilizantes.

Navio descarregou ureia produzida por estatal iraniana

O Delruba atracou no porto de São Francisco do Sul em 4 de outubro de 2025 e finalizou o desembarque quatro dias depois. A carga de ureia granulada foi produzida pela Pardis Petrochemical, estatal iraniana ligada ao Ministério do Petróleo do Irã e também incluída na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do governo norte-americano.

A importação foi realizada pela empresa brasileira Link Comercial, com intermediação da Eastoil Petroleum Products LLC, dos Emirados Árabes Unidos. Segundo informações divulgadas à época, a operação recebeu autorização de órgãos federais, incluindo Marinha do Brasil, Anvisa e Polícia Federal.

Sanções secundárias elevam preocupação no setor financeiro

Além do aspecto comercial, o caso levanta preocupações jurídicas e diplomáticas. Em maio de 2026, a OFAC reforçou o alerta sobre possíveis sanções secundárias contra empresas, bancos ou governos que mantenham relações comerciais com entidades iranianas sancionadas.

Na prática, instituições financeiras envolvidas em operações desse tipo podem enfrentar restrições no sistema financeiro internacional baseado em dólar. O risco aumenta a pressão sobre importadores brasileiros, que dependem da compra de fertilizantes estrangeiros para manter a produtividade agrícola.

Crise global impulsiona alta dos fertilizantes

Especialistas apontam três fatores principais para a disparada recente da ureia no mercado internacional.

O primeiro é a tensão geopolítica no Oriente Médio, especialmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz entre fevereiro e maio de 2026, que interrompeu o fluxo de cargas iranianas.

O segundo fator envolve as limitações impostas por Rússia e China. Moscou suspendeu temporariamente as exportações de nitrato de amônio para priorizar o mercado interno, enquanto os chineses restringiram as vendas de fertilizantes fosfatados.

Já o terceiro impacto veio do aumento nos custos logísticos. Os conflitos no Mar Vermelho obrigaram navios a realizarem desvios de rota, ampliando o tempo de transporte e encarecendo o frete marítimo.

Produção nacional ainda enfrenta entraves

Apesar do avanço da crise, o Brasil ainda encontra dificuldades para ampliar a fabricação doméstica de fertilizantes nitrogenados. O principal obstáculo é o custo elevado do gás natural, matéria-prima essencial para a produção de ureia.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o gás utilizado pelas fábricas brasileiras pode custar até US$ 14 por milhão de BTU, valor muito superior ao registrado em países como Estados Unidos e Rússia.

Na tentativa de reduzir a dependência externa, a Petrobras retomou operações em unidades de fertilizantes na Bahia e em Sergipe, além de reativar projetos industriais em Mato Grosso do Sul. A expectativa é ampliar gradualmente a participação da produção nacional no abastecimento interno.

Safra 2026/27 pode sofrer pressão nos custos

A preocupação agora se concentra na próxima safra agrícola. Caso a ureia permaneça acima dos US$ 700 por tonelada, produtores rurais devem enfrentar aumento significativo nos custos de produção.

Embora o Estreito de Ormuz tenha sido reaberto em maio, analistas avaliam que os problemas estruturais do mercado global de fertilizantes continuam sem solução definitiva. O caso Delruba, nesse contexto, tornou-se símbolo da dependência brasileira de insumos externos e dos riscos geopolíticos que cercam o setor.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

Desmonte de ferrovia no RS leva trilhos para São Francisco do Sul e acende alerta sobre desativação

Um trecho de 22 quilômetros de trilhos da ferrovia que corta o interior do Rio Grande do Sul está sendo retirado e transportado para São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. O trabalho é conduzido pela Rumo Logística e ocorre na região de Santa Tereza, no Vale do Taquari.

A movimentação reacendeu preocupações sobre uma possível desativação da principal ligação ferroviária entre os dois estados do Sul do país. O trecho desmontado parte da estação de Santa Tereza e segue por localidades como Alcântara, Jabuticaba, Coronel Salgado, Feitor Faé, São João e Silva Vargas.

População questiona retirada de trilhos

Moradores e o grupo Aventureiros do TPS (Tronco Principal Sul) têm acompanhado o desmonte, registrando imagens e vídeos do processo. A malha ferroviária gaúcha, considerada uma das mais ociosas do Brasil, volta a ser tema de debate sobre o futuro do transporte ferroviário no estado.

O presidente da Amturvales (Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales), Rafael Fontana, cobrou esclarecimentos:

“A ferrovia é patrimônio público, pertence à União e está sob responsabilidade do DNIT”, afirmou.

Empresa diz que ação é de remanejamento autorizado

Em nota, a Rumo Logística informou que a operação faz parte de um processo de remanejamento de materiais para outros trechos da Malha Sul, classificando a medida como um procedimento rotineiro de manutenção.

A concessionária reforçou que o trabalho tem autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e segue as normas de segurança do setor. Segundo a empresa, as operações com destino ao Porto de São Francisco do Sul permanecem regulares, e a realocação busca preservar a integridade da malha ferroviária e garantir a segurança das operações.

Falta de plano para recuperação da malha gaúcha

Desde as enchentes históricas de 2024, o Ministério dos Transportes ainda não apresentou um plano de recuperação das ferrovias do Rio Grande do Sul. O grupo de trabalho responsável por definir o futuro da concessão deveria ter entregue um relatório entre fevereiro e março deste ano, mas o prazo já foi prorrogado três vezes.

O documento deve apontar quais trechos serão recuperados, desviados ou reconstruídos, além de definir fontes de investimento e a divisão de responsabilidades entre o poder público e a concessionária.

Proposta de fatiamento divide opiniões

O Governo Federal apresentou um pré-estudo que propõe dividir a Malha Sul em três corredores logísticos, com novos leilões previstos para 2026. A proposta, entretanto, foi rejeitada pelos estados do Sul.

Os corredores sugeridos são:

  • Corredor Paraná: de Paranaguá (PR) a São Francisco do Sul (SC);
  • Corredor Gaúcho: ligando o norte e o oeste do RS ao porto de Rio Grande;
  • Corredor São Paulo–Uruguaiana: integrando o Sul ao Centro-Oeste.

O Rio Grande do Sul possui 3,6 mil quilômetros de ferrovias, mas apenas 921 km estão ativos. O restante da estrutura segue em degradação, com trilhos corroídos e estações abandonadas.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aventureiros TPS/divulgação/ND Mais

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Portos

Por que concessão de porto em SC foi prorrogada até 2061

A delegação do Porto de São Francisco do Sul ao governo de Santa Catarina foi prorrogada e vai se estender até 2061. São mais 25 anos de concessão ao Estado a partir de 2036, quando venceria o atual prazo, assinado na prorrogação anterior, válida desde 2011. A portaria, assinada pelo Ministério dos Portos e governo do Estado, além da Antaq e SCPar, foi publicada nesta semana. A ampliação do prazo tem a ver com a modelagem para o aprofundamento do canal externo da baía da Babitonga.

O Porto de São Francisco do Sul é delegado pela União ao governo do Estado desde a fundação, em 1955. Desde 2017, a gestão está com a SCPar, também ligada ao Estado. A nova prorrogação, agora confirmada, começou a ser tratada no ano passado, quando foi definida a modelagem para bancar o aprofundamento do canal da Babitonga, em acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá.

Pela modelagem montada para custear a dragagem do canal, o que permitirá o acesso de cargueiros de maior porte, o Porto Itapoá banca as obras por meio de antecipação das tarifas portuárias pagas ao Porto de São Francisco do Sul, a autoridade portuária no complexo. A “devolução” ocorrerá em torno de 12 anos, a partir da realização das obras. A dragagem, ainda a ser licitada, deve começar em 2025.

O Porto Itapoá bancará as obras por meio de antecipação das tarifas portuárias pagas ao Porto de São Francisco do Sul, a autoridade portuária no complexo. A “devolução” ocorrerá em torno de 12 anos, a partir da realização das obras. A dragagem, com custo de R$ 324 milhões, já foi licitada e está em fase de projeto executivo, com início das obras até o começo de 2026. O prazo maior da delegação dá mais segurança ao convênio entre os dois portos, afinal, até o final do contrato, a autoridade portuária, o Porto de São Francisco do Sul, será a mesma.

Fonte: NSC Total

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Portos

São Francisco do Sul é um dos três portos públicos do país a obter a Certificação ISO 9001 e 14001

O Porto de São Francisco do Sul atende a todos os requisitos estabelecidos para a Certificação ISO 9001 (Gestão da Qualidade) e 14001 (Gestão Ambiental). A conclusão é da empresa ONC Certificação, que realizou uma auditoria completa nos diferentes setores do terminal portuário neste mês de julho.

“A avaliação dos processos e operações do Porto de São Francisco do Sul demonstrou aderência aos objetivos institucionais e estratégicos da organização, refletindo um alinhamento consistente com os requisitos das normas ISO”, concluiu a auditora Sandra Mariano, ao conceder a recertificação.

O Porto conquistou as certificações ISO em 2022, o que possibilitou o ingresso no seleto grupo dos três portos públicos certificados – os outros são o Porto do Itaqui (MA) e o Porto de Suape (PE). Nos dois anos seguintes, após auditorias externas, foram renovadas as manutenções.

Agora, em julho, foram auditados, novamente, todos os requisitos das certificações ISO. “As duas manutenções de 2023 e 2024 se caracterizaram por ser auditorias mais pontuais. Já neste ano, é como se tivesse sido realizado um novo processo de certificação”, explica a gerente de Planejamento, Suellen Jovita, responsável por toda a gestão de qualidade do Porto, junto com a servidora Danielle Maçaneiro.

De acordo com o relatório da auditoria externa, as “áreas operacionais, técnicas e administrativas foram avaliadas quanto a sua capacidade de atendimento de forma eficaz às exigências legais, contratuais, socioambientais e comerciais”.

“Esta certificação é mais um reconhecimento ao trabalho realizado por gestores e colaboradores do Porto de São Francisco, que vem realizando o trabalho com excelência e comprometimento”, destaca o secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, a recertificação demonstra o compromisso com a continuidade da qualidade dos processos internos e externos. ““Nossa missão como empresa que administra o Porto é prestar um serviço de qualidade aos nossos usuários, pautado em práticas eficientes e sustentáveis”.

De acordo com Vieira, com a recertificação do Sistema de Gestão Integrado “estamos consolidando um modelo diferenciado de governança, alinhado ao que há de mais moderno em termos de gestão pública, de acordo com as diretrizes repassadas pelo governador Jorginho Mello”.

A auditoria externa da Empresa ONC Certificação atesta que “o escopo atual, descrito como ‘disponibilização de infraestrutura de navegação, acostagem, entrega e armazenamento de mercadorias destinadas ou de transporte aquaviário’, é suficiente para incorporar os processos críticos e especializações de controle às operações portuárias, inclusive com foco na sustentabilidade e desempenho ambiental”.

A auditoria conclui, portanto, que o escopo de atuação do Porto de São Francisco do Sul “está claramente definido e estruturado para suportar as operações atuais e a evolução futura de suas atividades, mantendo o compromisso com a melhoria contínua, o atendimento aos requisitos normativos e o alinhamento às melhores práticas de governança, sustentabilidade e manutenção de contas do setor público e logístico-portuário”.

Dados gerais do Porto:

  • Maior porto em movimentação de carga de Santa Catarina.
  • Entre os 10 maiores portos públicos do Brasil em movimentação de carga geral.
  • Dois recordes históricos seguidos em movimentação de produtos: 2023 (16,8 milhões de toneladas) e 2024 (17 milhões de toneladas).
  • Em 2024, recebeu três prêmios do Ministério dos Porto: pelo aumento da movimentação de cargas e pelos bons índices de gestão.
  • Responsável por 50% de todo o aço importado pelo Brasil e por 80% da soja exportada por SC.

Fonte: OCP News

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