Agricultura

20 municípios que mais produzem soja no Brasil: veja os líderes da safra

O Brasil deve colher 180,5 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo o balanço mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma alta de 5,3% em relação à temporada anterior e reforça a força da produção de soja no país.

Soja mantém trajetória de crescimento no Brasil

A expectativa de uma nova produção recorde evidencia a capacidade de reação dos produtores brasileiros diante dos desafios do campo. Mesmo com os riscos relacionados ao clima, o setor continua ampliando os investimentos na principal commodity agrícola do país.

A soja brasileira está presente em praticamente todas as regiões nacionais. Atualmente, o cultivo do grão alcança 2.640 municípios, distribuídos de Norte a Sul, mostrando a ampla presença da oleaginosa no território.

Municípios que lideram a produção de soja

Os dados do levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a produção está concentrada em algumas das principais áreas agrícolas do país.

De acordo com o relatório, os 20 municípios que mais produzem soja no Brasil respondem, juntos, por aproximadamente 14% de toda a produção nacional.

O ranking evidencia a importância dessas localidades para o mercado de grãos, para o agronegócio brasileiro e para o abastecimento da cadeia ligada à soja.

Produção nacional segue em alta

Com a perspectiva de 180,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, o Brasil mantém sua posição de destaque no cenário mundial da produção de soja. O resultado também reforça o peso da cultura na economia agrícola e nas exportações do país.

A expansão da área cultivada, aliada ao desempenho das lavouras, mantém a soja entre os principais motores do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Exportação

Exportações brasileiras de algodão avançam 21,8% em julho de 2026

As exportações brasileiras de algodão atingiram 155 mil toneladas em julho de 2026, volume 21,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A receita obtida com os embarques também cresceu. As vendas externas movimentaram US$ 262,4 milhões, alta de 27,2% na comparação anual. Já o preço médio do algodão exportado ficou em US$ 1,70 por quilo FOB, aumento de 4,5% em relação a julho do ano passado.

Novo ciclo começa com resultado positivo

Para Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), os números indicam um começo favorável para o novo ciclo, mesmo diante da menor disponibilidade de produto no início da temporada.

Segundo ele, o desempenho de julho ocorre após um ano-safra encerrado com recorde nas exportações de algodão. Como os estoques remanescentes são menores e a oferta ainda está limitada no início da nova temporada, o primeiro mês do ciclo tende a apresentar embarques mais moderados.

Ainda assim, julho de 2026 registrou o segundo maior volume da série histórica para o mês, de acordo com a avaliação da entidade.

Embarques devem ganhar força a partir de setembro

A expectativa do setor é de crescimento das exportações de algodão nos próximos meses, à medida que a colheita e o beneficiamento da safra 2025/26 avancem.

O início da colheita ocorreu com atraso, mas o ritmo das operações passou a se aproximar das médias habituais. Com isso, a oferta de algodão disponível para o mercado externo tende a aumentar.

A Anea projeta que os embarques devem apresentar volumes mais elevados a partir de setembro, acompanhando a maior disponibilidade da nova safra.

Bangladesh foi o principal destino

Entre os mercados compradores, Bangladesh liderou as importações de algodão brasileiro em julho, com 19,3% do total embarcado.

Na sequência ficaram:

  • Vietnã: 17,7%;
  • Turquia: 17,3%;
  • Paquistão: 14,5%;
  • Índia: 9,6%;
  • Indonésia: 8,8%;
  • Malásia: 3,4%;
  • China: 3,3%.

Egito, Coreia do Sul, Colômbia e Tailândia também figuraram entre os principais destinos da fibra brasileira.

Índia abre janela de isenção tarifária

A participação da Índia nas compras ocorre em meio à abertura temporária de uma janela de isenção tarifária para importações de algodão.

Apesar da medida, a Anea considera que os efeitos sobre o algodão brasileiro devem ser restritos no curto prazo. Entre os fatores apontados estão o tempo necessário para o transporte até o mercado indiano e a menor oferta da fibra no começo da temporada.

Algodão ocupa quarta posição no agronegócio

Em julho, o algodão representou 0,77% de todas as exportações brasileiras e ficou na 22ª posição entre os produtos vendidos pelo país ao mercado internacional.

Quando são consideradas apenas as exportações do setor agropecuário, a participação da fibra sobe para 3,35%, garantindo ao produto a quarta colocação entre os itens mais exportados pelo segmento.

Logística se prepara para aumento dos embarques

Com a previsão de uma oferta maior da nova safra, o setor também começa a se preparar para uma possível pressão adicional sobre a infraestrutura logística brasileira.

De acordo com a Anea, já foram realizadas articulações envolvendo agentes do Porto de Salvador, exportadores e representantes dos setores público e privado. O objetivo é acompanhar o crescimento esperado dos embarques e antecipar eventuais necessidades da cadeia logística.

A entidade avalia que o bom volume projetado para a safra e as perspectivas favoráveis para as exportações de algodão brasileiro exigem planejamento de todos os segmentos envolvidos no escoamento da produção.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Exportação

Brasil pode perder posição para a Argentina nas exportações de milho, aponta consultoria

O Brasil poderá deixar de ocupar o posto de segundo maior exportador de milho do mundo na safra 2025/26. A projeção é da consultoria Hedgepoint Global Markets, que aponta a Argentina como favorita para assumir a vice-liderança do ranking internacional, atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo a análise, a mudança é influenciada pelas dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros para atender o mercado do Irã, um dos maiores compradores do cereal. Ao mesmo tempo, a Argentina ganhou competitividade após registrar uma safra robusta, ampliando sua capacidade de oferta ao mercado externo.

Argentina deve superar o Brasil nos embarques

A Hedgepoint estima que o Brasil exporte cerca de 43 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26. Já a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a Argentina deverá embarcar aproximadamente 45 milhões de toneladas no mesmo período.

Caso o cenário se confirme, o país vizinho assumirá a segunda colocação entre os maiores exportadores globais do grão.

Apesar da possível perda de posição no ranking, a expectativa é de crescimento nas vendas externas brasileiras em relação ao ciclo anterior, quando o país exportou 41,1 milhões de toneladas.

Irã continua sendo mercado estratégico

De acordo com a consultoria, o Irã permanece como o principal destino do milho brasileiro. Em 2025, o país importou cerca de 9 milhões de toneladas do cereal produzido no Brasil.

Entretanto, o ritmo das compras diminuiu neste ano. Nos primeiros meses de 2026, as importações iranianas somaram aproximadamente 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 2,3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Essa redução nas aquisições é um dos fatores que afetam o desempenho das exportações brasileiras.

Demanda interna por milho segue em alta

Enquanto o mercado externo enfrenta desafios, o consumo doméstico continua avançando.

A Hedgepoint prevê que a demanda de milho para produção de etanol aumente em 5,5 milhões de toneladas, alcançando 28,5 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Já o setor de ração animal deverá consumir 61,2 milhões de toneladas, um crescimento estimado em 200 mil toneladas na comparação com o ciclo anterior.

Produção brasileira deve permanecer estável

Para a próxima temporada, a consultoria projeta uma safra de milho de 140,3 milhões de toneladas no Brasil.

O volume representa uma leve redução em relação às 140,5 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior, indicando um cenário de estabilidade na produção nacional, mesmo diante das mudanças previstas no mercado internacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Parana

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Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Agricultura

Safra de grãos 2025/26 pode bater novo recorde no Brasil, projeta Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 segue em trajetória de crescimento e pode alcançar o maior volume já registrado no país. A mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma produção de 358,6 milhões de toneladas, resultado superior ao projetado no levantamento anterior e 1,8% acima da safra passada.

O desempenho positivo é atribuído principalmente à expansão da área cultivada e às condições climáticas favoráveis observadas ao longo do ciclo produtivo.

Área plantada maior impulsiona produção

Segundo a Conab, a área destinada ao cultivo de grãos deverá atingir 83,5 milhões de hectares, reforçando o potencial de crescimento da agricultura brasileira.

Mesmo com ajustes pontuais em algumas culturas, a avaliação da companhia é de que a temporada mantém um desempenho robusto e caminha para consolidar um novo recorde histórico de produção.

Soja lidera crescimento e pode registrar nova máxima

Principal produto do agronegócio nacional, a soja teve sua projeção elevada em relação ao levantamento anterior. Com a colheita praticamente encerrada, a expectativa é de uma produção de 180,3 milhões de toneladas.

O volume representa crescimento de 5,1% em comparação à safra anterior e, se confirmado, estabelecerá um novo recorde para a cultura.

De acordo com a Conab, o resultado reflete a ampliação das áreas cultivadas, a adoção de tecnologias de produção mais eficientes e o comportamento favorável do clima durante grande parte do desenvolvimento das lavouras.

Produção de milho permanece elevada

O milho, considerando as três safras anuais, deverá alcançar 140,5 milhões de toneladas.

Embora o número represente uma leve redução de 0,5% em relação ao ciclo anterior, a produção segue em patamar elevado. A segunda safra, responsável pela maior parte do volume nacional, ainda está em fase inicial de colheita.

Algodão registra retração por redução de área

Para o algodão, a previsão é de uma produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma.

A estimativa representa queda de 2,5% na comparação anual, influenciada principalmente pela diminuição da área destinada ao cultivo da fibra.

Arroz e feijão devem garantir abastecimento interno

A colheita do arroz está praticamente concluída e deverá somar 11,1 milhões de toneladas. O volume é inferior ao registrado na temporada passada, refletindo a redução das áreas plantadas em razão das condições de mercado.

Apesar da retração, a produtividade foi considerada satisfatória e o cenário para exportações permanece favorável.

Já a produção de feijão está estimada em aproximadamente 3 milhões de toneladas nas três safras previstas para o ano. O resultado representa uma pequena queda em relação ao ciclo anterior, mas continua suficiente para atender ao consumo interno e possibilitar embarques ao mercado externo.

Trigo deve ter queda expressiva na safra de inverno

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta o cenário mais desafiador.

A Conab projeta uma produção de 6,3 milhões de toneladas, volume cerca de 20% inferior ao da safra anterior. A redução está relacionada principalmente à menor área plantada nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná, maiores produtores do cereal no país.

Além das condições de mercado, as expectativas em torno da influência do fenômeno El Niño no segundo semestre também contribuíram para a diminuição da intenção de plantio.

Agronegócio mantém perspectiva positiva

Mesmo com recuos pontuais em algumas culturas, o panorama geral da agricultura brasileira permanece favorável. A combinação entre expansão da área cultivada, ganhos de produtividade e condições climáticas adequadas sustenta a expectativa de uma das maiores safras da história do país.

Caso as projeções sejam confirmadas, o Brasil reforçará sua posição entre os principais produtores e exportadores de alimentos do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agricultura

Vendas de soja em Mato Grosso avançam, mas produtores mantêm cautela mesmo com alta nos preços

O mercado de soja em Mato Grosso apresentou leve recuperação de preços em fevereiro de 2026, mas a comercialização da safra ainda ocorre de forma cautelosa entre os produtores. No período, a saca de 60 quilos da soja foi negociada, em média, a R$ 107,19, valor 2,95% superior ao registrado em janeiro.

Apesar da melhora nos valores, os produtores seguem prudentes ao fechar novos negócios, já que os preços da soja ainda estão abaixo das expectativas do setor, segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Comercialização da safra 2025/26 avança

No segundo mês do ano, as vendas da safra 2025/26 alcançaram 56,58% da produção prevista em Mato Grosso. O índice representa um crescimento de 7,09 pontos percentuais em relação a janeiro.

Em comparação com o mesmo período da safra anterior (2024/25), o avanço também é positivo, ficando 1,61 ponto percentual acima do registrado naquele ciclo.

Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, cultivou cerca de 13 milhões de hectares de soja nesta temporada. A estimativa de produção chega a 51,412 milhões de toneladas, conforme projeções do Imea.

O progresso da colheita da soja também avança no estado. Até 6 de março, aproximadamente 89,15% da área plantada já havia sido colhida, de acordo com levantamento divulgado pelo Canal Rural Mato Grosso.

Produtores aguardam melhores preços

Mesmo com a recente valorização, o ritmo de vendas segue moderado. O Imea aponta que muitos agricultores preferem aguardar novas oportunidades de mercado antes de negociar volumes maiores da produção.

A expectativa do setor é que uma melhor remuneração da soja possa surgir nos próximos meses, incentivando novos contratos.

Comercialização da safra 2026/27 também segue lenta

O comportamento cauteloso se repete nas negociações da safra futura de soja 2026/27. Até o momento, a comercialização antecipada atingiu 3,96% da produção estimada, avanço de 2,50 pontos percentuais em relação a janeiro.

Mesmo com esse progresso, o ritmo ainda está 0,97 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ciclo 2025/26. Em comparação com a média das últimas cinco safras, a diferença é ainda maior, chegando a 6,58 pontos percentuais.

Preço da soja futura apresenta alta

No caso da soja da safra 2026/27, o preço médio da saca de 60 quilos foi de R$ 107,48, representando alta de 5,03% em relação ao mês anterior.

Segundo o Imea, o atraso nas vendas tem levado parte dos produtores a adiar negociações, apostando em uma possível valorização do mercado.

O instituto, no entanto, alerta que os agricultores devem considerar também os custos de armazenagem e manutenção da produção, conhecidos como custo de carrego, ao decidir postergar a comercialização.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportação mundial de café cresce 10,45% em dezembro, aponta OIC

A exportação mundial de café registrou forte avanço em dezembro, alcançando 11,94 milhões de sacas de 60 kg. O volume corresponde ao terceiro mês da safra 2025/26 e representa um crescimento de 10,45% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 10,81 milhões de sacas.

Os dados constam do relatório mensal divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC), que acompanha o desempenho do comércio global do produto.

Desempenho no início da safra 2025/26

No acumulado dos três primeiros meses da safra atual, as exportações globais de café somaram 33,76 milhões de sacas. O resultado indica uma alta de 5,5% frente ao mesmo intervalo do ciclo anterior, que havia registrado 31,99 milhões de sacas.

O desempenho reforça a recuperação gradual do fluxo internacional do grão no início da temporada.

Exportações de café arábica recuam

Considerando os 12 meses encerrados em dezembro, o volume exportado de café arábica totalizou 84,67 milhões de sacas. O número representa uma retração de 1,12% na comparação com a temporada anterior, quando os embarques atingiram 85,72 milhões de sacas.

Robusta mantém trajetória de alta

Em sentido oposto, as exportações de café robusta apresentaram crescimento expressivo no período analisado. Os embarques avançaram 8,83% em base anual, passando de 52,89 milhões para 57,56 milhões de sacas, evidenciando maior participação da variedade no comércio internacional.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Informação

Custo de produção elevado reduz área de algodão em Mato Grosso e produção deve cair mais de 15%

Os altos custos de produção continuam afetando a rentabilidade do algodão em Mato Grosso e já provocam impacto direto no planejamento da safra 2025/26. A área destinada à cultura no estado deve encolher 8,06% em relação ao ciclo anterior, o que também reflete em uma projeção de queda superior a 15% na produção de pluma.

Área de algodão encolhe na safra 2025/26

De acordo com relatório divulgado na segunda-feira (2) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a estimativa é de que sejam cultivados 1,42 milhão de hectares de algodão no estado nesta safra. O recuo está diretamente ligado à elevação dos custos e à pressão sobre as margens dos produtores.

Até o dia 30 de janeiro, cerca de 67,75% da área projetada já havia sido semeada, conforme levantamento recente.

Redução ocorre em todas as regiões do estado

A retração da área plantada é observada em todas as regiões de Mato Grosso, segundo o Imea. O maior recuo ocorre no Nordeste do estado, onde a área deve cair de 84,3 mil hectares para 60,6 mil hectares, uma redução de 28,04%.

No Norte mato-grossense, a diminuição estimada é de 15,55%, com a área passando para 21,4 mil hectares. Já na região Centro-Sul, a previsão indica queda de 10,81% na área cultivada com a fibra.

Produtividade menor impacta produção de algodão

Em relação à produtividade, o instituto manteve a metodologia de média ponderada das safras anteriores. A estimativa ficou em 290,88 arrobas por hectare, resultado 7,69% inferior ao registrado na safra 2024/25.

Com a combinação de menor área e produtividade mais baixa, a produção de algodão em caroço deve alcançar 6,21 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 15,13% frente às 7,32 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

Produção de pluma deve cair mais de 15%

A produção de pluma de algodão também foi revisada para baixo. A nova estimativa aponta volume de 2,56 milhões de toneladas na safra 2025/26, uma redução de 15,16% em comparação às 3,01 milhões de toneladas registradas no ciclo 2024/25.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Instabilidade climática impacta plantio do algodão em Mato Grosso e acende alerta fitossanitário

A instabilidade climática registrada nas últimas semanas em Mato Grosso tem reduzido o ritmo das operações agrícolas, especialmente na colheita da soja e na semeadura do algodão. Chuvas frequentes e volumes elevados em diferentes regiões do estado limitaram as atividades no campo, conforme aponta o boletim semanal da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), referente ao período de 18 a 24 de janeiro de 2026.

Segundo a entidade, o clima tem influenciado diretamente o andamento da safra de algodão 2025/26, embora, até o momento, o plantio siga dentro do cronograma esperado para esta fase da temporada.

Algodão apresenta bom estabelecimento inicial

Mesmo com as restrições impostas pelas chuvas, a AMPA informa que as áreas já implantadas apresentam desempenho positivo. As lavouras registram boa germinação, estande adequado e bom desenvolvimento inicial, inclusive nas regiões de segunda safra, que foram mais impactadas pela instabilidade climática nas últimas semanas.

O cenário indica que, apesar das dificuldades operacionais, o potencial produtivo inicial do algodão vem sendo preservado.

Plantio supera média histórica no estado

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, até 23 de janeiro, Mato Grosso havia semeado 47,80% da área prevista de algodão para a safra 2025/26. O avanço semanal foi de 18,76 pontos percentuais, índice significativamente superior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando o plantio alcançava 28,57%.

O percentual também supera a média histórica das últimas cinco safras, estimada em 37,53%. Entre os dias 9 e 16 de janeiro, o ritmo de avanço chegou a 20,96 pontos percentuais, considerado o maior desde o início da semeadura, em dezembro.

Regionalmente, o sudeste de Mato Grosso lidera o plantio, com 59,89% da área semeada. Na sequência aparecem as regiões noroeste (48,62%), médio-norte (44,70%), oeste (44,58%), centro-sul (42,93%) e nordeste (38,68%).

Colheita da soja limita avanço das operações

A colheita da soja avançou de forma pontual ao longo da semana, condicionada às curtas janelas de tempo firme. De acordo com a AMPA, não foram registradas perdas significativas provocadas por eventos climáticos, e as produtividades observadas variaram entre 53 e 87 sacas por hectare.

Em algumas regiões, a permanência da soja em final de ciclo tem atrasado a liberação das áreas para o algodão, especialmente na segunda safra. Essa situação contribui para a desaceleração temporária do ritmo de implantação da cultura.

Aumento da pressão de pragas preocupa produtores

Com o avanço da colheita da soja, o monitoramento fitossanitário passou a indicar aumento expressivo da pressão de pragas, com destaque para o bicudo-do-algodoeiro. Segundo a AMPA, houve elevação da presença da praga em praticamente todas as regiões monitoradas, especialmente após a retirada da soja das áreas.

As médias de captura variaram de 1,3 a mais de 6 insetos por armadilha, caracterizando alta população residual. Diante desse cenário, a entidade recomenda intensificação imediata das ações de manejo, como monitoramento contínuo, uso de armadilhas e tubos mata-bicudo, aplicações de defensivos conforme orientação técnica e eliminação rigorosa de plantas tiguera.

Além do bicudo, o boletim aponta ocorrências relevantes de mosca-branca, percevejos, tripes, pulgões e lagartas. A migração da mosca-branca da soja para o algodão em fase inicial é um dos principais focos de atenção neste momento.

Potencial produtivo exige manejo rigoroso

Apesar do bom estabelecimento inicial das lavouras, a AMPA avalia que o atual cenário combina potencial produtivo com elevado risco fitossanitário. O período de estabelecimento do algodão é considerado crítico, exigindo atenção redobrada e coordenação regional das estratégias de controle.

A entidade reforça que a adoção rigorosa do manejo integrado de pragas será determinante para preservar o desenvolvimento das lavouras e minimizar impactos na produtividade da safra 2025/26, em um contexto marcado por clima instável e pressão crescente de insetos-praga.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Colheita da soja impulsiona comercialização em Mato Grosso, aponta Imea

O início da colheita da soja estimulou o avanço da comercialização da safra 2025/26 em Mato Grosso. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até dezembro, 44,14% da produção prevista já havia sido negociada, representando um crescimento de 5,73 pontos percentuais em relação a novembro.

Condições das lavouras favorecem negócios

De acordo com o Imea, o desempenho positivo está diretamente ligado ao começo da colheita do grão e às boas condições das lavouras em grande parte do estado. Esse cenário trouxe maior segurança aos produtores, favorecendo o ritmo das vendas.

Preços limitam avanço maior da comercialização

Apesar do estímulo gerado pela colheita, os preços da soja impediram um avanço ainda mais expressivo nas negociações. Em dezembro, a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, a R$ 108,41 em Mato Grosso, o que representa uma queda de 2,09% em comparação ao mês anterior.

Produtores já negociam a safra 2026/27

Paralelamente à venda da soja 2025/26, os produtores mato-grossenses começaram a fechar contratos antecipados da safra 2026/27. O levantamento do Imea indica que 0,76% da produção futura já está comercializada.

Volume supera o registrado no ciclo anterior

O percentual negociado da soja 2026/27 é 0,50 ponto percentual superior ao observado no mesmo período da safra 2025/26, sinalizando maior interesse dos produtores em antecipar vendas e garantir margens futuras.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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