Logística

Fretes marítimos registram alta de 3% e avançam pela quarta semana consecutiva

Os fretes marítimos internacionais voltaram a subir na última semana, impulsionados principalmente pela valorização das tarifas nas rotas entre a Ásia e a Europa, além dos serviços transpacíficos. Dados do World Container Index (WCI), da consultoria Drewry, mostram um avanço de 3%, elevando o valor médio para US$ 2.800 por contêiner de 40 pés.

Com o resultado, o indicador acumula quatro semanas seguidas de alta, refletindo o aumento da demanda antecipada para a temporada de pico do comércio global.

Rotas entre Ásia e Europa apresentam novos reajustes

No corredor comercial entre a Ásia e a Europa, as tarifas spot continuaram em trajetória ascendente. O transporte marítimo entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 3%, alcançando US$ 2.861 por contêiner de 40 pés.

Já os embarques de Xangai para Gênova tiveram valorização ainda maior, de 4%, chegando a US$ 4.253 por contêiner.

Segundo a Drewry, a capacidade operacional na rota permanece relativamente estável. Para a próxima semana, foram anunciados apenas quatro cancelamentos de viagens entre os dois continentes.

Armadores elevam tarifas para os próximos meses

A consultoria também destacou que a transportadora marítima CMA CGM anunciou novos valores FAK (Freight All Kinds), válidos a partir de 1º de junho.

As novas tarifas para o trecho Ásia-Europa devem ficar próximas de US$ 4.700 por contêiner de 40 pés, enquanto os serviços para o Mediterrâneo poderão variar entre US$ 5.500 e US$ 5.700.

De acordo com a Drewry, a proximidade da alta temporada logística e os reajustes promovidos pelas companhias de navegação indicam que os preços tendem a continuar avançando nas próximas semanas.

Mercado transpacífico também opera com tarifas mais altas

O cenário de valorização também foi observado nas rotas entre a Ásia e a América do Norte.

O frete entre Xangai e Nova York apresentou alta de 6%, atingindo US$ 4.597 por contêiner de 40 pés. Já a ligação entre Xangai e Los Angeles registrou aumento de 3%, chegando a US$ 3.473.

A Drewry informou ainda que oito viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, fator que reduz a oferta de espaço e contribui para a elevação dos preços.

Demanda antecipada pressiona custos logísticos

Outro elemento que influencia o mercado é a adoção de sobretaxas sazonais. A Ocean Network Express (ONE), por exemplo, anunciou a aplicação de um recargo de alta temporada (PSS) de US$ 2.000 por contêiner de 40 pés para cargas destinadas à costa leste dos Estados Unidos, com vigência a partir de junho.

Segundo a consultoria, a antecipação dos embarques para os próximos meses vem fortalecendo a demanda por transporte marítimo. Muitas empresas estão acelerando suas operações antes da atualização dos custos relacionados ao combustível bunker, prevista para julho.

Tensões geopolíticas elevam custos no setor

Além dos fatores sazonais, o mercado também acompanha os reflexos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário tem contribuído para a manutenção de preços elevados do combustível marítimo e para o aumento dos adicionais cobrados pelas transportadoras.

Na avaliação da Drewry, a combinação entre demanda aquecida, gestão mais rígida da capacidade pelas armadoras e custos operacionais mais elevados deverá manter a pressão de alta sobre os fretes de contêineres nas principais rotas globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Tarifas de frete marítimo sobem 12% nas principais rotas globais

O custo do frete marítimo internacional registrou forte alta na última semana. De acordo com o Índice Mundial de Contêineres (WCI), da consultoria Drewry, as tarifas avançaram 12%, alcançando US$ 2.553 por contêiner de 40 pés.

O aumento foi impulsionado principalmente pelas rotas comerciais transpacífica e Ásia-Europa, que seguem pressionadas pela alta demanda, restrição de capacidade e sobretaxas aplicadas pelas armadoras.

Rotas transpacíficas lideram aumento das tarifas

Segundo a Drewry, as tarifas na rota transpacífica dispararam devido à adoção de cobranças extras, como os Recargos Emergenciais de Combustível (EFS) e os adicionais de alta temporada (PSS).

No trajeto entre Xangai e Nova York, o valor do frete aumentou 14%, chegando a US$ 4.252 por contêiner de 40 pés. Já os embarques entre Xangai e Los Angeles tiveram alta de 10%, atingindo US$ 3.357 por FEU.

A consultoria também informou que sete viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, estratégia utilizada pelas companhias marítimas para controlar a oferta de espaço nos navios.

Além disso, a Yang Ming Marine Transport anunciou um reajuste geral de tarifas (GRI) de US$ 2 mil por contêiner de 40 pés, válido a partir de 15 de maio. A expectativa da Drewry é de novos aumentos nos próximos dias.

Fretes entre Ásia e Europa também avançam

As tarifas spot na rota Ásia-Europa também apresentaram crescimento relevante nesta semana. De acordo com a consultoria, o movimento é resultado da aplicação de tarifas FAK (Freight All Kinds) e da redução de capacidade promovida pelas armadoras para o mês de maio.

O frete de Xangai para Gênova subiu 20%, alcançando US$ 3.701 por contêiner de 40 pés. Já a rota entre Xangai e Roterdã registrou avanço de 11%, chegando a US$ 2.413 por FEU.

Conflitos no Oriente Médio pressionam logística global

A Drewry avalia que a temporada de pico entre Ásia e Europa poderá começar antes do habitual neste ano. O cenário é influenciado pelo aumento das reservas de carga, espaço reduzido nos navios e pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

As preocupações com possíveis impactos no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho seguem sendo monitoradas pelas companhias marítimas, que mantêm cautela em suas operações e rotas internacionais.

Combustível caro e capacidade limitada sustentam alta

Outro fator que continua pressionando os preços é o aumento dos custos de combustível marítimo aliado à limitação de espaço disponível nos navios.

As armadoras seguem utilizando mecanismos como EFS, PSS, GRI e tarifas FAK mais elevadas, além de cancelamentos estratégicos de viagens e ajustes flexíveis de capacidade para sustentar o mercado aquecido, mesmo diante de um fluxo relativamente estável de embarcações.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

MSC Pisa realiza escala inaugural em Iquique fortalecendo rota transpacífica

O ITI – Iquique Terminal Internacional, no Chile, recebeu nesta semana a escala inaugural do MSC Pisa, em sua primeira viagem comercial. Entregue em dezembro de 2025 pelo estaleiro chinês New Times Shipyard (NTS), a embarcação atracou no Berço 4 integrando o serviço semanal Alpaca, que conecta portos da Ásia à costa oeste da América do Sul, incluindo Chile e Peru.

Características técnicas e capacidade do MSC Pisa

O MSC Pisa é o quinto navio de uma série de dez unidades encomendadas pela MSC, projetadas para otimizar o transporte de carga conteinerizada em rotas transpacíficas. Entre suas especificações estão:

  • Capacidade: 11.400 TEUs
  • Comprimento (eslora): 335 metros
  • Largura (manga): 46 metros
  • Tonelagem: 131 mil toneladas de peso morto (DWT)
  • Calado máximo: 15,5 metros

O navio opera sob bandeira da Libéria e é impulsionado por motores MAN B&W de 25.000 kW, permitindo atingir velocidades de cruzeiro próximas a 20 nós.

Operação em Iquique e fluxo de carga

Durante a estadia no porto, prevista para terminar nesta sexta-feira (30), o terminal realizará cerca de 2.500 movimentos de contêineres. O Porto de Iquique se destaca como elo logístico essencial para o comércio entre o Mercosul e a Ásia, sendo uma das principais rotas de saída para o Pacífico utilizadas por exportadores da região.

Modernização da frota e eficiência energética

A renovação da frota no serviço Alpaca reflete a estratégia da MSC de posicionar navios de última geração para atender ao crescimento da demanda e aprimorar a eficiência energética. Em sequência a esse ciclo de modernização, o porto chileno de San Antonio deve receber nos próximos dias o MSC Serena, outra embarcação recém-construída da companhia suíça.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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