Exportação

Tarifa dos EUA pode atingir mais de um terço das exportações brasileiras, aponta CNI

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que a proposta de ampliação de tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos pode afetar uma parcela significativa das vendas externas do país. Caso a recomendação apresentada pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) seja adotada, cerca de 31,6% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão enfrentar uma tarifa de importação de 37,5%.

A análise mostra ainda que outros 3,6% dos embarques brasileiros estariam sujeitos a um aumento tarifário de 10% para 12,5%. Somadas, as medidas alcançariam 35,2% de tudo o que o Brasil exporta para os Estados Unidos.

Impacto pode alcançar mais da metade das exportações

Segundo a entidade, o percentual de produtos afetados pode ser ainda maior. Ao considerar as tarifas adicionais já aplicadas por meio das medidas setoriais da Seção 232, a fatia das exportações brasileiras sujeita a algum tipo de sobretaxa chegaria a 54,1%.

O levantamento reforça a preocupação do setor industrial com os possíveis efeitos sobre a competitividade dos produtos brasileiros em um dos principais mercados de destino das exportações nacionais.

Produtos mais expostos às novas tarifas

Entre os itens que poderão ser enquadrados na tarifa de 37,5% estão mercadorias com forte dependência do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. A lista inclui ferro gusa não ligado, açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira de pinho.

Já outros produtos poderão ser submetidos a uma alíquota de 12,5%, caso a proposta avance. Nessa categoria estão minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas, lajes de quartzito, óleos essenciais de laranja, silício e pasta química de madeira para dissolução.

CNI defende diálogo entre os países

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção de novas barreiras tarifárias tende a gerar efeitos negativos para ambos os lados da relação comercial.

De acordo com ele, o aumento das taxas pode elevar custos para as empresas, reduzir a competitividade dos negócios e ampliar as incertezas para novos investimentos. A entidade defende que as negociações avancem por meio do diálogo técnico e da busca por soluções que preservem a parceria econômica entre os dois países.

Decisão ainda depende de consulta pública

As tarifas sugeridas pelo USTR ainda não foram implementadas. Antes de qualquer definição, a proposta passará por etapas de consulta pública e audiências previstas para as próximas semanas.

A expectativa é que o governo norte-americano tome uma decisão sobre o tema na primeira quinzena de julho, período em que estão programadas as audiências destinadas a discutir os possíveis impactos da medida.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Correios Braziliense

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Comércio Exterior

Comércio Brasil-EUA cai 14,3% em 2026 e amplia déficit da balança comercial

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos registrou queda de 14,3% entre janeiro e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho reflete os impactos das tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano em 2025, que afetaram especialmente os produtos industriais brasileiros.

Nos cinco primeiros meses do ano, o fluxo comercial entre os dois países movimentou US$ 29,5 bilhões. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 14 bilhões, representando retração de 16%. Já as importações dos Estados Unidos caíram 12,6%, alcançando US$ 15,5 bilhões.

Como consequência, o déficit brasileiro na relação bilateral avançou 43,3%, chegando a US$ 1,5 bilhão.

Tarifas impostas pelos EUA seguem pressionando exportações

Os números foram divulgados pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), por meio do relatório Monitor do Comércio Brasil-EUA.

Segundo a entidade, a desaceleração do intercâmbio comercial ganhou força a partir de agosto de 2025, quando passaram a vigorar sobretaxas sobre produtos industriais brasileiros. As medidas tarifárias adicionais, que chegaram a 40% e 50% para determinados segmentos, reduziram significativamente a competitividade das exportações nacionais.

Entre agosto e dezembro do ano passado, os produtos impactados pelas novas tarifas movimentaram US$ 8,8 bilhões em vendas externas. No mesmo período de 2024, esse volume havia alcançado US$ 11,2 bilhões, o que representa uma retração de 21,6%.

Exportações acumulam meses consecutivos de queda

O início de 2026 manteve a tendência negativa observada nos meses anteriores. Em janeiro, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 25,5%, totalizando US$ 2,4 bilhões. O resultado marcou o sexto mês seguido de redução nas vendas para o principal mercado das Américas.

Em fevereiro, a queda foi de 20,3% em relação ao mesmo mês de 2025, com embarques avaliados em US$ 2,5 bilhões.

A Amcham informou ainda que os produtos industriais sujeitos às tarifas mais elevadas registraram retração de 38,2% no começo deste ano, ampliando os efeitos das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Empresas enfrentam desafios com custos e logística internacional

Além da redução no volume exportado, a entidade demonstrou preocupação com os impactos sobre a cadeia produtiva global. O aumento dos custos associados às tarifas tem elevado despesas para empresas de diferentes setores e exigido adaptações logísticas para minimizar perdas.

O avanço do déficit comercial brasileiro também acende um alerta sobre os efeitos da desaceleração do comércio bilateral nas contas externas e na competitividade da indústria nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Importação

Brasil mantém isenção tarifária para principais produtos importados dos Estados Unidos

Mesmo diante das críticas dos Estados Unidos sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais, o Brasil não aplica tarifas adicionais sobre os dez principais produtos importados do mercado norte-americano em 2026.

A discussão ganhou força após a conclusão de uma investigação conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), que recomendou a imposição de uma nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O processo, iniciado em 2025, teve como argumento inicial a alegação de que o Brasil adotaria medidas protecionistas capazes de limitar o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado nacional.

Na época, integrantes da gestão de Donald Trump também sustentavam que os Estados Unidos registravam déficit comercial na relação com o Brasil. No entanto, dados do comércio bilateral mostram que o saldo tem sido desfavorável ao lado brasileiro desde 2009. Além disso, os produtos mais importados dos EUA entram no país sem cobrança de tarifas adicionais.

Por outro lado, os Estados Unidos mantêm tarifas sobre quatro dos dez principais produtos brasileiros adquiridos pelo mercado norte-americano.

Estudo analisou principais produtos da balança comercial Brasil-EUA

O levantamento realizado pelo Poder360 avaliou os 20 produtos com maior relevância na balança comercial Brasil-EUA. A análise considerou os dez itens mais importados pelo Brasil e os dez mais comprados pelos Estados Unidos entre janeiro e maio de 2026.

As informações utilizadas têm como base dados da USITC (Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos) e da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, sistema que estabelece regras tarifárias padronizadas para os países integrantes do bloco econômico.

Governo dos EUA altera foco das justificativas

O relatório final divulgado pelo USTR apresentou uma mudança significativa em relação às alegações iniciais da investigação. Em julho de 2025, o governo norte-americano apontava o suposto protecionismo brasileiro e barreiras tarifárias como principais motivos para a apuração.

Já no documento mais recente, as justificativas passaram a concentrar-se em temas como alegações relacionadas ao uso de trabalho forçado, impactos do Pix, regulamentação das redes sociais e ações consideradas insuficientes no combate ao desmatamento.

As referências a protecionismo e déficit comercial deixaram de ocupar posição central no relatório. Entre os poucos aspectos tarifários mencionados estão os acordos comerciais com Índia e México, que oferecem condições preferenciais de importação e, segundo a avaliação norte-americana, poderiam prejudicar exportadores dos EUA. Também foi citada a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil sobre o etanol importado.

Especialista vê estratégia de negociação na postura norte-americana

Para o ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, a mudança de discurso atende a interesses estratégicos dos Estados Unidos. Segundo ele, mesmo diante do déficit brasileiro na relação comercial, Washington pode utilizar determinadas narrativas para ampliar sua capacidade de negociação em setores considerados prioritários.

Barral afirma que existe uma diferença entre a necessidade de avanços estruturais na economia brasileira e as críticas feitas pelos EUA no âmbito bilateral. Na avaliação do especialista, a acusação de protecionismo costuma ser utilizada de forma seletiva para fortalecer posições de negociação.

O economista destaca ainda que a comparação entre países não deve ser feita apenas com base nas tarifas nominais. Segundo ele, os Estados Unidos também adotam mecanismos de proteção em áreas consideradas sensíveis, utilizando instrumentos regulatórios, exigências de segurança nacional e políticas setoriais específicas.

Para Barral, a análise da política comercial internacional deve considerar o conjunto de ferramentas utilizadas por cada país, e não apenas os percentuais de tarifas aplicados sobre produtos importados.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros preocupa indústria e pode afetar exportações

A possibilidade de os Estados Unidos aplicarem uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação no setor industrial. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), é acompanhada de perto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defende o diálogo entre os dois países para evitar impactos econômicos e comerciais.

Em nota oficial, a CNI destacou que a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica para ambas as nações e vem sendo construída ao longo de décadas. Para a entidade, a adoção de novas barreiras tarifárias pode prejudicar cadeias produtivas integradas e afetar empresas, consumidores, investimentos e empregos nos dois mercados.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o momento exige cautela e negociação. Segundo ele, a entidade está disposta a colaborar tecnicamente nas discussões para preservar o fluxo comercial entre os países.

Exportações brasileiras já registraram queda em 2025

Dados apresentados pela CNI mostram que as exportações de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos somaram US$ 30,2 bilhões em 2025, resultado 4,2% inferior ao registrado em 2024.

Entre os 15 principais segmentos exportadores, nove apresentaram retração nas vendas para o mercado norte-americano. Os setores mais impactados foram:

  • Produtos de metal: queda de 31,6%;
  • Madeira: redução de 20%;
  • Celulose e papel: recuo de 19,9%;
  • Veículos automotores: diminuição de 17,6%.

Na avaliação da entidade, a eventual implementação da nova tarifa poderá ampliar as dificuldades enfrentadas por esses setores e reduzir ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

Audiência pública deve discutir proposta em julho

A discussão sobre a medida terá um novo capítulo no próximo mês. O USTR marcou para 6 de julho uma audiência pública destinada a debater a proposta e receber contribuições de governos, entidades representativas e empresas interessadas.

Para a CNI, o processo de consulta pública representa uma oportunidade importante para que o Brasil apresente argumentos técnicos e demonstre os benefícios da manutenção das relações comerciais entre os dois países.

CNI defende negociação para preservar empregos e investimentos

A confederação informou que continuará acompanhando o tema em conjunto com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo é buscar soluções negociadas que evitem prejuízos ao comércio bilateral e preservem investimentos, geração de empregos e o fortalecimento da parceria econômica entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Texto: Redação

Imagem: CNI / Divulgação

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Comércio Internacional

Acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá avança para fase decisiva das negociações

As negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá deram mais um passo importante rumo à conclusão. Na última semana, representantes do bloco sul-americano estiveram em Toronto para a décima rodada de discussões com autoridades canadenses, visando acelerar a finalização do tratado.

De acordo com o governo brasileiro, cinco capítulos do acordo já avançaram para a etapa final de negociação, indicando progresso significativo nas tratativas.

Além dos avanços registrados, novas reuniões técnicas estão previstas para as próximas semanas, com o objetivo de concluir os pontos pendentes e consolidar o entendimento entre as partes.

Relações econômicas mais próximas

As negociações haviam sido retomadas em outubro do ano passado e refletem o interesse mútuo de ampliar as relações comerciais e econômicas. A expectativa é que o futuro acordo contribua para fortalecer o comércio bilateral, ampliar oportunidades de negócios e incentivar uma maior integração produtiva entre os países do Mercosul e o Canadá.

Durante a rodada de negociações, grupos técnicos debateram temas estratégicos como comércio de bens, serviços financeiros, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas comerciais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e aspectos jurídicos e institucionais do tratado.

O ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, também participou das discussões ao se reunir com os negociadores-chefes do Mercosul. O encontro permitiu o alinhamento de expectativas e a troca de visões sobre os principais pontos em negociação.

Canadá representa mercado estratégico para exportações brasileiras

Com uma população de aproximadamente 41 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 2,2 trilhões, o Canadá figura entre os mercados mais relevantes para a expansão das exportações brasileiras. O país registra cerca de US$ 541 bilhões em importações por ano.

Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões. As vendas brasileiras para o mercado canadense somaram US$ 7,3 bilhões, representando crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior e estabelecendo um novo recorde histórico.

Com esse desempenho, o Canadá consolidou-se como o oitavo principal destino dos produtos brasileiros.

Entre os itens mais exportados pelo Brasil estão minérios de alumínio, cobre e níquel, além de açúcar, café, aeronaves e equipamentos voltados à engenharia civil.

Importações canadenses também registram crescimento

As compras brasileiras de produtos canadenses também apresentaram avanço em 2025. O volume importado atingiu US$ 3,1 bilhões, alta de 12,8% na comparação com o ano anterior.

Os principais produtos adquiridos pelo Brasil incluem fertilizantes, adubos, motores e máquinas não elétricas, aeronaves e medicamentos, setores considerados estratégicos para a economia nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes Rivera/Unsplash

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-UE entra em vigor provisoriamente e inicia nova fase do comércio internacional

O acordo Mercosul-UE passa a valer de forma provisória a partir desta sexta-feira (1º), marcando um avanço nas relações comerciais entre os dois blocos.

A formalização no Brasil foi concluída com a assinatura do decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando a etapa de incorporação ao ordenamento jurídico nacional. Com isso, as regras começam a ser aplicadas gradualmente entre os países envolvidos.

Expectativas e divergências entre países europeus

Apesar de ser considerado estratégico, o tratado de livre comércio ainda gera divergências dentro da União Europeia. Países como Alemanha e Espanha defendem que o acordo pode fortalecer exportações e reduzir impactos de medidas protecionistas dos Estados Unidos.

Por outro lado, nações como França demonstram preocupação com o aumento das importações de produtos agrícolas, como carne bovina e açúcar, que poderiam afetar produtores locais. Já organizações ambientais alertam para possíveis impactos sobre florestas tropicais.

Impacto econômico deve ser limitado no curto prazo

Especialistas apontam que os ganhos econômicos tendem a ser moderados. Mesmo com novos acordos comerciais, a União Europeia pode não compensar totalmente as perdas causadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos.

A previsão é de que o tratado com o Mercosul eleve o PIB europeu em cerca de 0,05% até 2040, indicando efeitos positivos, porém graduais e de longo prazo.

Aprovação definitiva ainda depende do Parlamento Europeu

Embora já esteja em aplicação provisória, o acordo ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu. Em janeiro, parlamentares decidiram questionar o tratado judicialmente, o que pode prolongar a decisão final por até dois anos.

Mesmo assim, a Comissão Europeia optou por iniciar sua implementação, apostando que os benefícios práticos fortaleçam o apoio político ao longo do tempo.

Pressão global acelera novos acordos comerciais

O cenário internacional tem impulsionado a União Europeia a buscar novos parceiros. Além do Mercosul, negociações com Índia, Indonésia, Austrália e México avançaram nos últimos meses.

Esses movimentos ocorrem em meio a tensões comerciais globais, incluindo tarifas internacionais e restrições à exportação de minerais estratégicos, que têm pressionado o comércio mundial.

Concorrência chinesa desafia empresas europeias

Outro fator relevante é o avanço da China em mercados internacionais. Empresas europeias enfrentam crescente concorrência, especialmente em setores como máquinas e veículos — áreas em que o bloco busca expandir suas exportações.

Embora a redução de tarifas prevista no acordo possa melhorar a competitividade europeia, especialistas avaliam que o desafio vai além do comércio, envolvendo investimentos e a transição energética global.

Necessidade de ajustes internos na União Europeia

Analistas destacam que acordos comerciais, por si só, não devem resolver a perda de espaço no mercado internacional. Reformas internas e maior eficiência do mercado único europeu são apontadas como essenciais para fortalecer a economia do bloco.

Atualmente, cerca de 60% das exportações da União Europeia ocorrem entre os próprios países membros, o que reforça a importância de melhorias estruturais.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: AFP

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em 13% até 2038, diz Alckmin

O acordo Mercosul-UE tem potencial para ampliar as exportações brasileiras em cerca de 13% até 2038, segundo projeção do vice-presidente Geraldo Alckmin. A declaração foi feita pouco antes do início da vigência provisória do tratado, marcada para 1º de maio.

De acordo com o governo, a redução gradual de tarifas já começa com impacto relevante: aproximadamente 5 mil produtos terão imposto zerado logo na fase inicial, favorecendo o fluxo comercial entre os blocos.

Indústria pode ter crescimento ainda maior

O setor industrial brasileiro deve ser um dos principais beneficiados. A estimativa é de que as exportações da indústria cresçam até 26% com a implementação completa do acordo.

Entre os segmentos com ganhos imediatos estão frutas, açúcar, carne bovina, frango e maquinário, que devem se beneficiar da abertura de mercado e da redução de barreiras comerciais.

Entrada em vigor ainda é provisória

Apesar do início previsto, o acordo ainda enfrenta questionamentos dentro da União Europeia. Países como a França levaram o tema à Justiça europeia, o que mantém a aplicação em caráter provisório.

Mesmo assim, o cronograma de eliminação tarifária segue em andamento e deve ser concluído ao longo de até 12 anos.

Impacto inicial na balança comercial

Projeções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) indicam que o acordo pode gerar um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano.

Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o tratado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,46% entre 2024 e 2040, o equivalente a mais de US$ 9 bilhões.

Salvaguardas geram reação no setor agrícola

O acordo inclui mecanismos de proteção, como a possibilidade de suspender importações caso haja aumento superior a 5% em relação à média recente. A medida gerou preocupação no agronegócio brasileiro, que teme restrições adicionais.

Segundo o governo, no entanto, as regras são equilibradas e podem ser acionadas por ambos os lados em caso de distorções no comércio.

Mercosul amplia acordos comerciais

Após um período sem novos tratados, o Mercosul intensificou sua agenda internacional. Nos últimos anos, o bloco firmou acordos com países como Singapura e com o grupo europeu Efta.

Há ainda negociações em andamento com Emirados Árabes Unidos e Canadá, além da possibilidade de ampliação do bloco, com o avanço da adesão da Bolívia e o interesse demonstrado pela Colômbia.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem no radar

Paralelamente ao acordo com a Europa, o Brasil busca avanços nas negociações com os Estados Unidos. Alguns setores, como aço, alumínio, cobre e automóveis, ainda enfrentam tarifas elevadas.

O país também é alvo de investigações comerciais norte-americanas, que podem resultar em novas tarifas. Representantes brasileiros já iniciaram diálogos para esclarecer os pontos questionados e evitar impactos negativos no comércio bilateral.

FONTE: Istoé
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA podem voltar até julho, diz governo Trump após decisão da Suprema Corte

O governo dos Estados Unidos trabalha para restabelecer o antigo patamar de tarifas comerciais até o início de julho, após parte das medidas ter sido invalidada pela Suprema Corte. A informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, durante evento realizado em Washington.

Estratégia busca contornar decisão judicial

Segundo Bessent, a equipe econômica pretende recorrer a novos instrumentos legais para retomar o chamado muro tarifário. A principal alternativa em estudo é a aplicação da Seção 301 da legislação comercial, mecanismo já utilizado anteriormente para impor sanções comerciais.

De acordo com o secretário, apesar da derrota judicial recente, há expectativa de que as tarifas sejam restabelecidas em curto prazo. A Suprema Corte considerou inconstitucional o uso de poderes emergenciais para justificar as medidas adotadas anteriormente.

Seção 301 pode viabilizar novas tarifas

A Seção 301 permite ao governo dos EUA investigar práticas consideradas desleais no comércio internacional e aplicar sanções, como tarifas adicionais ou restrições comerciais.

O dispositivo já foi utilizado em 2025 para impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, além de abrir investigação sobre possíveis irregularidades nas relações comerciais com o Brasil.

Entre as atribuições do mecanismo estão:

  • apuração de práticas que prejudiquem exportações norte-americanas;
  • aplicação de medidas corretivas com base em análises técnicas e regras internacionais, incluindo decisões da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segurança jurídica e impacto no mercado

Para o secretário do Tesouro, o uso da Seção 301 oferece maior previsibilidade ao setor privado, uma vez que já foi validado pelo Judiciário. Isso, segundo ele, permite que empresas planejem investimentos com mais segurança diante do cenário de política comercial dos EUA.

Economia segue resiliente, apesar de incertezas

Bessent também avaliou o desempenho da economia americana e afirmou que o país mantém ritmo sólido de crescimento, mesmo diante de tensões externas, como a guerra contra o Irã.

A projeção do governo é de expansão acima de 3% em 2026. Em relação à inflação nos EUA, o secretário destacou a desaceleração do núcleo do índice — que desconsidera alimentos e energia — e indicou que o Federal Reserve pode ter espaço para reduzir os juros nos próximos meses.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura entra em vigor e amplia acesso ao mercado asiático

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura começou a produzir efeitos bilaterais em 1º de março para o Uruguai. O Paraguai já havia iniciado a vigência do tratado em 1º de fevereiro, após a conclusão dos procedimentos internos e o depósito dos instrumentos de ratificação exigidos pelos dois países.

A implementação do acordo representa um passo importante para o bloco sul-americano, que busca ampliar sua presença no comércio internacional e fortalecer conexões estratégicas com a região da Ásia-Pacífico.

Integração comercial e novos mercados

Considerado um marco para o bloco, o acordo comercial entre MERCOSUL e Singapura cria novas oportunidades de integração econômica. A iniciativa também reforça o papel de Singapura como parceiro estratégico e porta de entrada para mercados asiáticos.

Com a entrada em vigor do tratado, empresas dos países envolvidos passam a contar com melhores condições para ampliar negócios, exportações e cooperação comercial.

Acordo de nova geração

O tratado é classificado como um acordo de nova geração, pois vai além da redução de tarifas. O documento inclui regras modernas voltadas ao comércio de bens e serviços, além de temas como investimentos, compras públicas, propriedade intelectual, comércio eletrônico e incentivo às micro, pequenas e médias empresas.

A expectativa é que a parceria contribua para o crescimento do comércio bilateral, além de aumentar a previsibilidade regulatória e estimular novos investimentos entre os países participantes.

Aprovação do tratado

O Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Singapura foi aprovado pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) por meio da Decisão nº 17/23. A formalização ocorreu durante a LXIII Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL, realizada em 7 de dezembro de 2023, no Rio de Janeiro.

FONTE: Mercosul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercosul

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Comércio Internacional

Comissão aprova acordo Mercosul-UE; texto segue para votação na Câmara

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou nesta terça-feira (24) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Com a medida, o tratado caminha para criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, conectando dois blocos com mais de 700 milhões de pessoas.

Com a aprovação na comissão, o texto seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a votação deve ocorrer ainda nesta semana, priorizando a previsibilidade nas relações comerciais internacionais.

Benefícios e impacto econômico do acordo

Assinado em 17 de janeiro no Paraguai, o tratado prevê redução gradual ou eliminação de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio entre os blocos.

O relator da proposta, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), destacou que o acordo trará condições mais favoráveis para os setores produtivos brasileiros, estimulando inovação e possibilitando a importação de bens de capital e novas tecnologias, criando um ciclo de desenvolvimento econômico sustentável.

Negociado por mais de 25 anos, o acordo estabelece:

  • Regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas;
  • Estímulo a investimentos e harmonização de padrões regulatórios;
  • Ampliação do fluxo de bens e serviços entre América do Sul e União Europeia.

Apesar de questionamentos na União Europeia, que enviou o acordo ao Tribunal de Justiça da UE, a expectativa é que sua aplicação provisória comece em março, segundo diplomatas.

Tramitação no Congresso Nacional

O processo no Brasil começou com o envio da mensagem presidencial ao Congresso, em 2 de fevereiro. Após análise da comissão da Câmara, o texto seguirá para votação no Plenário e depois será enviado ao Senado Federal.

Paralelamente, cada país do Mercosul precisa aprovar o tratado internamente, seguindo seus ritos legislativos. A ratificação completa por todos os países é necessária para que o acordo entre plenamente em vigor, podendo haver implementação em momentos distintos em cada Estado.

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado criou um grupo de trabalho para acompanhar a implantação do acordo. Segundo o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo terá foco nos desdobramentos da integração entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Youtube

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