Comércio Internacional

Medicamentos genéricos importados seguirão sem tarifas nos EUA até 2028, anuncia Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os medicamentos genéricos importados continuarão isentos de tarifas de importação a partir de 1º de agosto de 2026. Segundo o republicano, a isenção será mantida por um período de dois anos como parte da política comercial voltada ao setor farmacêutico.

Em publicação na rede social X, Trump informou que, após esse prazo, haverá uma mudança gradual na tributação. A tarifa passará para 100% durante o terceiro ano e, posteriormente, será elevada para 200% de forma permanente.

Medida busca ampliar produção farmacêutica nos Estados Unidos

De acordo com o presidente norte-americano, a estratégia faz parte do plano de reindustrialização da cadeia farmacêutica, incentivando empresas a transferirem ou ampliarem a produção de medicamentos genéricos em território americano.

A proposta prevê um período de adaptação para que as companhias construam fábricas e invistam em infraestrutura nos Estados Unidos. Empresas que não atenderem a esse objetivo dentro do prazo estabelecido estarão sujeitas às novas tarifas.

Governo defende fortalecimento da indústria nacional

Trump afirmou que a política tem como finalidade reforçar a segurança no abastecimento de medicamentos e proteger os interesses dos consumidores norte-americanos. O anúncio ocorre em um momento de preparação para as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro, quando serão escolhidos os novos integrantes do Congresso dos Estados Unidos.

Medicamentos patenteados não terão mudanças

O presidente também esclareceu que a política aplicada aos medicamentos de marca, patenteados ou inovadores permanecerá inalterada. Segundo ele, o modelo atual apresentou resultados positivos e, por isso, continuará em vigor sem alterações.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

Ler Mais
Indústria

Nova Indústria Brasil impulsiona reindustrialização com inovação e sustentabilidade

Ao longo de 2025, o Brasil consolidou a retomada dos investimentos industriais, com impactos diretos na geração de empregos, na inovação e no crescimento econômico. A política da Nova Indústria Brasil (NIB) tem demonstrado como a aplicação estratégica de recursos públicos pode acelerar a reindustrialização do país, ampliar oportunidades de trabalho e elevar a qualidade dos produtos oferecidos à população.

O principal instrumento financeiro da iniciativa, o Plano Mais Produção, alcançou R$ 643,3 bilhões em recursos no último ano. Desse total, R$ 588,4 bilhões já foram direcionados, entre 2023 e 2025, a cerca de 406 mil projetos distribuídos em todas as regiões do país. As ações seguem as seis missões estratégicas da NIB e têm fortalecido fábricas, modernizado parques industriais, incentivado novas tecnologias e ampliado a produção sustentável em empresas de diferentes portes.

Ciência e tecnologia no centro da reindustrialização

A inovação industrial é um dos pilares da Nova Indústria Brasil. A política aproxima universidades, institutos de pesquisa e ICTs do setor produtivo, levando o conhecimento científico diretamente para a indústria e o comércio.

Iniciativas como o desenvolvimento de um ônibus elétrico 100% nacional, a criação de um coquetel enzimático para produção de etanol a partir de resíduos agrícolas e soluções avançadas em inteligência artificial exemplificam como o investimento em ciência se converte em competitividade, redução de impactos ambientais e avanço tecnológico.

Em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o potencial brasileiro. “Não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que nós temos”, afirmou. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que os dados confirmam a estratégia adotada. “O presidente Lula disse que 2025 seria o ano da colheita. Os investimentos mostram a qualidade das sementes plantadas neste governo”, declarou.

Mais inovação e produtividade nas empresas

Os números reforçam o avanço. O eixo Mais Inovação, dentro da NIB, já contratou R$ 108 bilhões, com R$ 60 bilhões desembolsados. O programa Crédito Indústria 4.0 destinou R$ 12 bilhões para a aquisição de máquinas modernas, apoiando a modernização industrial e o aumento da produtividade.

Outro destaque é o Brasil + Produtivo, que atendeu 67,5 mil pequenas e médias empresas em apenas dois anos. O programa registrou crescimento médio de 28% na produtividade e ganho de 19% em eficiência energética, alcançando setores da indústria, do comércio e dos serviços.

Depreciação acelerada estimula investimentos privados

Lançada em 2024, a política de depreciação acelerada tem se mostrado eficaz para incentivar a renovação do parque industrial. Com R$ 1,7 bilhão já utilizados, o programa estimulou R$ 4,7 bilhões em investimentos privados para a compra de máquinas e equipamentos novos em 24 setores industriais.

O mecanismo permite que empresas abatam o valor dos investimentos no Imposto de Renda e na Contribuição Social em apenas dois anos, em vez do prazo tradicional de cerca de dez anos, facilitando decisões de investimento e ampliando a capacidade produtiva.

Programa Mover fortalece a indústria automotiva

No setor automotivo, o Programa Mover simboliza a nova fase da política industrial. Em 2025, foram liberados R$ 3,8 bilhões em crédito, com previsão de R$ 3,9 bilhões para o próximo ano. A iniciativa já mobilizou R$ 190 bilhões em investimentos privados, fortalecendo a cadeia automotiva, das montadoras às autopeças, com foco em eficiência energética, inovação e segurança.

Esse ambiente favorável voltou a atrair grandes projetos industriais. A Great Wall Motor (GWM) inaugurou sua primeira fábrica nas Américas, em Iracemápolis (SP), dedicada à produção de veículos híbridos e elétricos. Já a BYD Brasil iniciou a produção nacional em Camaçari (BA), consolidando o país como polo estratégico da empresa na América Latina.

Brasil como polo da transição verde

Durante a inauguração da fábrica da BYD, o presidente global da empresa, Wang Chuanfu, destacou o país como cenário ideal para investimentos. Segundo ele, o Brasil reúne energia limpa abundante, sociedade aberta à inovação e uma política industrial voltada à transição verde. “O Brasil é líder na transformação verde e acreditamos que vamos ajudar a acelerar a transição energética, criar novas indústrias e empregos”, afirmou.

Carro Sustentável amplia acesso e fortalece a indústria

O Programa Carro Sustentável também trouxe benefícios diretos às famílias. A iniciativa zerou o IPI de veículos de entrada fabricados no Brasil, com motor flex, baixa emissão de CO₂ e alto índice de reciclabilidade. Desde julho, as vendas desses modelos cresceram 51% em relação ao mesmo período do ano anterior, sem impacto fiscal para o governo.

Medidas adicionais reduziram custos para trabalhadores do setor de transporte. Taxistas passaram a renovar o taxímetro a cada dois anos, com taxa zerada, enquanto caminhoneiros e empresas de ônibus tiveram redução no valor do cronotacógrafo, de R$ 207 para R$ 90.

Comércio exterior bate recordes históricos

Os reflexos da Nova Indústria Brasil também aparecem no comércio exterior. Em 2025, o país registrou US$ 349 bilhões em exportações, novo recorde histórico e US$ 9 bilhões acima do resultado de 2023. A corrente de comércio alcançou US$ 629,1 bilhões, o maior nível já registrado.

As negociações internacionais reduziram os impactos de tarifas impostas pelos Estados Unidos e preservaram a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente os industriais. “Conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os existentes, mesmo em um cenário geopolítico desafiador”, afirmou Alckmin.

Os últimos três anos concentram os melhores resultados da balança comercial brasileira, impulsionados também por acordos como Mercosul–Singapura e Mercosul–EFTA, que ampliam o acesso a mercados estratégicos.

Ambiente de negócios atrai capital estrangeiro

A melhoria do ambiente regulatório é outro fator de destaque. A futura Janela Única de Investimento, desenvolvida em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), deve reduzir burocracias e custos para investidores.

Os efeitos já são visíveis. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil recebeu US$ 84 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, o maior volume da última década, posicionando o país como o segundo maior destino de investimentos estrangeiros no mundo.

FONTE: Secretaria de Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

Ler Mais
Comércio Exterior, Importação, Informação, Negócios

Importações disparam e puxam a retomada industrial: por que o crédito é essencial neste cenário

Brasil registra alta de 73% nas importações entre 2020 e 2025 e confirma tendência de reindustrialização. Para empresas que atuam no comércio exterior, acesso a crédito rápido e estratégico virou fator decisivo.

O primeiro semestre de 2025 confirma uma trajetória de aceleração nas importações brasileiras, com um crescimento acumulado de 73% no valor FOB desde 2020. O país importou mais de US$ 135 bilhões apenas nos primeiros seis meses do ano, o maior volume da série histórica. O avanço expressivo é mais do que um dado econômico: é o reflexo de um movimento coordenado de retomada industrial, investimentos em infraestrutura e reestruturação de cadeias produtivas.

Esse impulso, no entanto, tem um custo: à medida que empresas precisam importar mais insumos, peças, máquinas e produtos acabados para sustentar sua produção, o acesso a capital de giro e financiamento externo se torna determinante para não perder o timing da oportunidade.

Indústria e reindustrialização aceleram demanda por importações

O relatório Panorama Estratégico das Importações Brasileiras (2020–2025), elaborado pela equipe de inteligência da NAC Bank, revela que o salto nas importações não é homogêneo. Segmentos estratégicos, como energia offshore, aviação, automotivo e farmacêutico puxam a fila. Só a importação de plataformas de perfuração, por exemplo, cresceu 1.277% frente ao mesmo período do ano anterior. Já as partes de turbinas e motores aeronáuticos subiram 31%, e medicamentos preparados registraram alta de 22,5%.

“Esses números indicam um reposicionamento da economia. As empresas estão se reestruturando, buscando modernização e respondendo a uma demanda interna mais sofisticada. Isso exige insumos de alto valor agregado, que em boa parte vêm de fora”, explica a análise do documento.

A China segue como o principal parceiro comercial, com aumento de 22% nas exportações ao Brasil, seguida pelos Estados Unidos e Alemanha. O Brasil, portanto, importa mais — e importa melhor.

O desafio: financiar o crescimento com agilidade

Se por um lado o cenário é promissor, por outro ele exige decisões rápidas e acesso desburocratizado a capital. É aqui que entra a atuação de instituições como a NAC Bank, a primeira fintech brasileira especializada exclusivamente em crédito para comércio exterior.

A NAC oferece soluções desenhadas sob medida para quem importa. Entre os destaques:

  • Cargo Equity: linha de capital de giro com lastro logístico, em reais e sem IOF.
  • Pagamento Antecipado ao Exportador: financia o fornecedor antes mesmo do embarque.
  • NAC Machines: crédito para aquisição de máquinas e equipamentos diretamente na origem.
  • NAC Abroad: estrutura em moeda estrangeira com taxas competitivas.

“Hoje, ter um parceiro financeiro especializado não é mais diferencial. É questão de sobrevivência e competitividade. O importador precisa estar pronto para fechar negócios, muitas vezes em poucas horas, e não pode esperar pela morosidade bancária tradicional”, afirma a equipe da NAC.

O que esperar do segundo semestre

Com o real relativamente estável, sinais de reativação industrial e aumento na demanda por tecnologia e energia, a tendência é de manutenção do ritmo elevado de importações no segundo semestre de 2025. Isso acende um alerta para empresas que ainda operam com estruturas financeiras rígidas ou limitadas.

O cenário exige planejamento logístico, inteligência de mercado — e principalmente, crédito acessível, flexível e ágil.

A boa notícia? Há soluções no mercado que já entendem essa urgência. A NAC Bank é uma delas.

Quer entender como financiar suas importações com agilidade e segurança?
Acesse: www.nacdigital.com.br

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook