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Querosene de aviação: governo estuda zerar imposto para frear alta das passagens aéreas

O governo federal avalia medidas emergenciais para conter a alta das passagens aéreas no Brasil, pressionadas pelo aumento expressivo no custo do querosene de aviação. Entre as propostas em análise está a possibilidade de zerar tributos federais sobre o combustível, principal insumo das companhias aéreas.

Isenção de impostos entra no radar

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda um pacote de ações voltadas ao setor aéreo. A principal medida é a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com o objetivo de reduzir custos operacionais e evitar novos reajustes nas tarifas.

O combustível representa uma das maiores despesas das companhias, o que faz com que qualquer variação de preço tenha impacto direto no valor final das passagens.

Linhas de crédito para companhias aéreas

Além da desoneração, o governo também estuda oferecer linhas de crédito para empresas aéreas, utilizando recursos do Tesouro Nacional.

A proposta prevê:

  • Financiamento via Banco do Brasil
  • Limite de até R$ 400 milhões por empresa
  • Prazo de pagamento até o fim de 2026

A medida busca garantir liquidez ao setor em meio ao aumento dos custos.

Possível adiamento de tarifas aeronáuticas

Outra frente em discussão envolve o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea, cobradas pela Força Aérea Brasileira.

Esse ponto ainda está em negociação e depende de alinhamento entre as áreas técnicas do governo. Uma reunião entre os ministérios está prevista para definir quais medidas serão adotadas.

Alta do combustível pressiona o setor

O pacote de ações surge após um aumento significativo no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras.

O reajuste, superior a 50%, acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio. O cenário elevou rapidamente os custos das companhias aéreas.

Impacto direto nas passagens aéreas

Com o combustível representando grande parte das despesas operacionais, o aumento tende a ser repassado ao consumidor.

Mesmo antes do reajuste recente, os preços das passagens aéreas já vinham registrando alta, refletindo a pressão inflacionária no setor.

Para amenizar os efeitos, a Petrobras anunciou a possibilidade de parcelamento no pagamento do combustível para distribuidoras, enquanto o governo busca alternativas adicionais.

Setor alerta para riscos

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas já manifestou preocupação com o cenário, alertando para possíveis impactos relevantes no setor.

Segundo a entidade, a elevação no custo do combustível pode gerar consequências severas para as companhias, especialmente em um ambiente de margens pressionadas.

Medidas buscam proteger consumidor

As ações em estudo têm como objetivo principal evitar repasses mais intensos ao consumidor e preservar a sustentabilidade do setor aéreo.

A definição final das medidas deve ocorrer nos próximos dias, em meio à tentativa do governo de equilibrar custos operacionais e preços das tarifas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo / Agência Senado

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Alta do petróleo deve encarecer passagens aéreas, afirma presidente da Gol

O aumento recente no preço do petróleo no mercado internacional deve pressionar o custo das passagens aéreas no Brasil. A avaliação é do presidente-executivo da Gol Linhas Aéreas, Celso Ferrer, que indicou a possibilidade de repasse parcial desse custo ao consumidor.

Segundo o executivo, o setor possui mecanismos para enfrentar oscilações no valor do combustível, mas parte da elevação tende a chegar ao preço final das passagens.

Volatilidade do petróleo pressiona custos das companhias aéreas

Durante participação em um evento nesta quinta-feira (12), Ferrer destacou que o mercado de energia passa por um período de forte volatilidade no preço do petróleo, fator que impacta diretamente a aviação.

De acordo com ele, empresas aéreas costumam ter alguma capacidade de absorver aumentos de custo no curto prazo. Ainda assim, o repasse parcial é considerado natural dentro da dinâmica do setor.

“Temos diferentes ferramentas para lidar com essas oscilações, mas algum repasse para as passagens aéreas acaba acontecendo”, afirmou o executivo.

Reajuste do querosene de aviação aumenta pressão sobre tarifas

No início de março, a Petrobras anunciou um aumento de 9,4% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para o transporte aéreo.

O reajuste ocorreu após a escalada do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Como o combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas, mudanças nesse preço costumam ter impacto direto nos custos operacionais do setor.

Expansão internacional da Gol segue mantida

Apesar do cenário de aumento nos custos do combustível, Ferrer afirmou que a estratégia de expansão internacional da Gol permanece inalterada.

A companhia pretende utilizar o Aeroporto Internacional do Galeão como um hub para ampliar a oferta de voos de longa distância.

Segundo o executivo, o plano de crescimento da empresa está estruturado no longo prazo e não deve ser afetado por oscilações momentâneas no preço do petróleo.

Frota da Gol deve crescer nos próximos anos

Além da ampliação de rotas internacionais, a companhia também pretende expandir sua frota. A estratégia inclui aumentar gradualmente o número de aeronaves da Airbus.

Ao mesmo tempo, a empresa ainda aguarda a entrega de 85 novos jatos da Boeing, previstos para chegar ao longo dos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Gol

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