Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde de passageiros em setembro e se aproxima de 100 milhões no ano

A aviação civil brasileira transportou 10,89 milhões de passageiros em setembro de 2026, estabelecendo o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000. O resultado considera voos domésticos e internacionais e representa crescimento de 0,7% em comparação com setembro de 2025, quando 10,81 milhões de pessoas viajaram de avião.

Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na terça-feira (20). No acumulado de janeiro a setembro, o setor movimentou 99,6 milhões de passageiros, uma alta de 4,3% em relação aos 95,5 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o transporte aéreo brasileiro ficou a aproximadamente 405 mil passageiros de alcançar a marca de 100 milhões nos primeiros nove meses de 2026.

Aviação brasileira se aproxima de marca histórica

O país já havia ultrapassado a marca de 100 milhões de passageiros transportados em 2012, quando contabilizou 106,8 milhões de viajantes. O resultado foi repetido anualmente até 2019, mas a pandemia de Covid-19 interrompeu essa sequência em 2020.

A recuperação ocorreu gradualmente nos anos seguintes, e o Brasil voltou a superar esse patamar em 2023, com 112,7 milhões de passageiros.

O desempenho registrado em 2026 reforça a expansão da demanda por transporte aéreo no Brasil, embora o setor enfrente desafios relacionados ao aumento dos custos operacionais e à pressão sobre as margens das companhias.

Alta do querosene de aviação pressiona custos das empresas

O crescimento no número de passageiros ocorre em meio à forte elevação do preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais componentes das despesas das empresas aéreas.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, em março, o preço médio do combustível vendido pela Petrobras às distribuidoras acumulou alta de aproximadamente 74%. Somente em outubro, o reajuste foi de 11,76%, elevando o valor para R$ 6,242 por litro.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível representava entre 30% e 32% dos custos operacionais antes do conflito. Com os aumentos recentes, a participação passou a superar 45%.

A escalada dos preços internacionais do petróleo, portanto, amplia a pressão financeira sobre as companhias, mesmo diante do crescimento da procura por passagens aéreas.

Gol anuncia cortes de rotas diante do combustível mais caro

O encarecimento do QAV já começa a afetar o planejamento das operações. Em 14 de outubro, a Gol anunciou que suspenderá seis rotas internacionais e pelo menos oito domésticas a partir de fevereiro de 2027.

A companhia atribuiu a decisão aos reajustes sucessivos do combustível de aviação, que elevaram os custos de manutenção da malha aérea.

Em agosto, a Abear estimou que Gol, Latam e Azul haviam desembolsado, em conjunto, R$ 5,2 bilhões a mais do que o previsto para 2026 com a compra de combustível. O valor adicional foi associado à alta das cotações internacionais do petróleo.

Crescimento da demanda contrasta com desafios do setor aéreo

Os números de setembro mostram que o mercado brasileiro de aviação continua em expansão, com aumento no total de passageiros transportados tanto no mês quanto no acumulado do ano.

Por outro lado, o avanço das despesas com combustível representa um desafio para as empresas, podendo influenciar a oferta de voos, a rentabilidade das operações e o planejamento de novas rotas nos próximos meses.

A proximidade da marca de 100 milhões de passageiros entre janeiro e setembro evidencia a força da demanda pelo transporte aéreo no país, mas a continuidade desse crescimento também dependerá da capacidade das companhias de lidar com os custos operacionais.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Informação

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 11,76% em outubro

A Petrobras elevou em 11,76%, em média, o preço do querosene de aviação (QAV) comercializado em suas refinarias. O novo valor passa a valer nesta quinta-feira (1º) e afeta o combustível utilizado por aviões e helicópteros.

Com o reajuste, o preço médio do QAV subiu de R$ 5,585 para R$ 6,242 por litro entre setembro e outubro. Os valores específicos praticados em cada refinaria podem ser consultados no site da Petrobras.

O preço cobrado das distribuidoras segue uma regra prevista em contrato e é atualizado no primeiro dia de cada mês.

Guerra no Oriente Médio pressiona preço do QAV

A Petrobras relaciona os aumentos recentes do querosene de aviação aos efeitos da guerra no Oriente Médio, que provocou impactos na logística internacional de petróleo e derivados.

O valor médio de outubro está 74% acima do registrado em 1º de março, quando o litro custava R$ 3,592. A data ocorreu logo após o início dos ataques militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Um dos principais fatores de pressão é a instabilidade no Estreito de Ormuz, localizado ao sul do Irã. Antes do conflito, aproximadamente 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pela região. Com a redução da oferta disponível no mercado internacional, as cotações avançaram.

Combustível ganha peso nos custos das companhias aéreas

O aumento do QAV também elevou a participação do combustível nas despesas das companhias aéreas brasileiras.

Antes do conflito, o querosene representava cerca de 30% dos custos operacionais das empresas, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Após o início da guerra, a participação do combustível passou de 45%, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Preço do petróleo segue referência internacional

Embora o Brasil tenha produção própria de petróleo, os preços do produto e de seus derivados são influenciados pelas cotações internacionais.

Isso ocorre porque o petróleo e seus derivados são commodities, produtos negociados em grandes volumes e com preços determinados pelo mercado global.

Em períodos nos quais Estados Unidos e Irã demonstraram maior possibilidade de chegar a um acordo, houve alívio nas cotações. Com isso, a Petrobras reduziu o preço do QAV em junho e julho.

A trajetória, porém, mudou a partir de agosto, quando o combustível voltou a registrar altas. Os aumentos continuaram em setembro e agora em outubro.

Em maio, para reduzir o impacto dos reajustes sobre o caixa das empresas aéreas, a Petrobras autorizou as distribuidoras de QAV a parcelarem os aumentos.

Como o querosene de aviação chega aos aeroportos

A Petrobras comercializa o QAV produzido em suas refinarias e também o combustível importado para empresas distribuidoras.

Essas companhias ficam responsáveis pelo transporte e pela comercialização do produto para companhias aéreas, outros consumidores finais e revendedores, inclusive nos aeroportos.

A Petrobras responde atualmente por aproximadamente 85% da produção nacional de QAV. Apesar dessa participação, o mercado brasileiro é aberto à concorrência, permitindo que outras empresas produzam ou importem o combustível.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ler Mais
Transporte

Frete aéreo brasileiro cresce 6,6% em junho mesmo com alta de 57,6% no combustível

O frete aéreo brasileiro registrou avanço de 6,6% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os aeroportos do país movimentaram 116,1 mil toneladas de cargas no período, reforçando o desempenho positivo observado ao longo do primeiro semestre.

Entre janeiro e junho, o volume transportado alcançou 673,6 mil toneladas, resultado 1,4% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Carga aérea internacional impulsiona o setor

As operações de carga aérea internacional responderam pela maior parte da movimentação em junho. Das 116,1 mil toneladas processadas no mês, 77,8 mil foram destinadas às rotas internacionais.

No acumulado do semestre, esse segmento totalizou 448,2 mil toneladas, enquanto a carga doméstica somou 225,4 mil toneladas.

O desempenho evidencia a forte ligação do setor com o comércio exterior, tornando o mercado de frete aéreo mais sensível às oscilações do câmbio, às mudanças na demanda global e aos acordos internacionais de aviação.

Alta do combustível pressiona custos operacionais

Mesmo com o crescimento da movimentação, as empresas do setor enfrentam um desafio importante: o aumento expressivo do preço do querosene de aviação (QAV).

Em junho, o combustível atingiu o valor médio de R$ 5,66 por litro, uma alta de 57,6% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar desse impacto nos custos operacionais, o aumento da demanda, principalmente nas rotas internacionais, sustentou a expansão do mercado.

Empresas podem rever contratos de transporte

Com a elevação do custo do QAV, é comum que as companhias aéreas repassem parte dessa despesa aos clientes por meio das chamadas sobretaxas de combustível (fuel surcharge).

Diante desse cenário, empresas que utilizam regularmente o transporte aéreo de cargas podem precisar revisar contratos de longo prazo, verificando cláusulas de reajuste vinculadas ao preço do combustível.

Ao mesmo tempo, o aumento dos custos no modal aéreo tende a ampliar a competitividade do transporte marítimo para mercadorias que não exigem entregas urgentes, oferecendo uma alternativa logística mais econômica em determinadas operações.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

Ler Mais
Informação

Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% no mês de julho

A Petrobras anunciou uma nova redução no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras. O reajuste, válido a partir de julho, representa uma queda de 14,5%, equivalente a R$ 0,81 por litro, marcando o segundo corte consecutivo no valor do combustível utilizado por aeronaves.

Com a atualização, o preço praticado nas refinarias da estatal passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, conforme a unidade de fornecimento.

Queda é atribuída à redução das tensões no mercado internacional

Segundo a companhia, a diminuição do preço foi possível graças à redução dos impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio sobre as cotações internacionais dos derivados de petróleo.

Apesar do novo recuo, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em relação ao encerramento de 2025. No período, o aumento corresponde a R$ 1,39 por litro.

O avanço dos preços ocorreu após o agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetaram a cadeia global de abastecimento da indústria do petróleo.

Bloqueio do Estreito de Ormuz elevou preços do petróleo

Um dos principais fatores para a alta registrada nos últimos meses foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito.

Com a redução da oferta no mercado internacional, as cotações da commodity dispararam, refletindo diretamente nos preços dos combustíveis.

Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o Brasil acompanha essa dinâmica porque o petróleo e seus derivados são commodities, com preços definidos pelo mercado global.

Histórico recente dos reajustes do QAV

O comportamento dos preços do QAV em 2026 foi marcado por fortes oscilações. Em abril, a Petrobras promoveu um reajuste de 55%. No mês seguinte, houve nova alta de 18%.

Na ocasião, a estatal autorizou que as distribuidoras parcelassem o impacto do aumento para reduzir os efeitos financeiros sobre o setor aéreo.

Em junho, o combustível registrou queda de 14,2%, movimento que teve continuidade com a redução anunciada para julho.

A melhora nas condições do mercado internacional também levou o governo federal a iniciar a retirada gradual dos subsídios concedidos a produtores e importadores de combustíveis, mecanismo utilizado para evitar repasses mais intensos aos consumidores durante o período de maior instabilidade.

Como funciona a comercialização do combustível

A Petrobras fornece o querosene de aviação produzido em suas refinarias ou importado para as distribuidoras. Após a compra, essas empresas são responsáveis pelo transporte e pela revenda do combustível às companhias aéreas e demais consumidores finais nos aeroportos.

Embora detenha aproximadamente 85% da produção nacional de QAV, a estatal atua em um mercado aberto à concorrência, permitindo a participação de outras empresas na produção e importação do combustível.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Sustentabilidade

São Paulo terá primeira planta industrial de combustível sustentável de aviação produzido a partir da cana

O estado de São Paulo vai sediar a primeira planta industrial voltada à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) obtido a partir de biogás gerado por resíduos da biomassa da cana-de-açúcar. A unidade será implantada no município de Elias Fausto, localizado a cerca de 45 quilômetros de Campinas.

A iniciativa prevê um cronograma de três anos e receberá investimentos de aproximadamente 7,8 milhões de euros. Desse total, 1,5 milhão de euros será financiado pelo governo da Alemanha.

Parceria internacional impulsiona o projeto

O empreendimento será executado pela Geo Bio Gas & Carbon, em parceria com a Coopersucar. A cooperação também conta com o apoio do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o projeto está alinhado às metas climáticas do Estado de São Paulo, que busca ampliar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de soluções sustentáveis.

Produção de SAF deve alcançar 750 litros por dia

A expectativa é que a planta produza cerca de 750 litros diários de SAF, combustível que poderá ser misturado ao querosene de aviação (QAV) convencional. A previsão inicial era de início da produção a partir de 2025.

O combustível sustentável de aviação é considerado uma das principais alternativas para diminuir a pegada de carbono do transporte aéreo, permitindo sua utilização na infraestrutura já existente do setor.

O que é o combustível sustentável de aviação?

O SAF é um biocombustível produzido a partir de diferentes matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas e até óleo de cozinha usado.

Dependendo da matéria-prima e do processo de fabricação, esse combustível pode reduzir entre 60% e 80% das emissões de carbono em comparação ao querosene de aviação utilizado atualmente.

SAF é peça-chave para a descarbonização da aviação

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) estima que o SAF responderá por aproximadamente 65% da redução das emissões de carbono necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade climática até 2050.

A entidade também projeta que novas tecnologias, como aeronaves elétricas e movidas a hidrogênio, contribuirão com 13% dessa redução, enquanto melhorias operacionais e de infraestrutura representarão 3%. Os 19% restantes deverão vir de soluções de captura de carbono.

Brasil tem potencial para liderar a produção de SAF

Estudos elaborados pela consultoria Agroicone em conjunto com a organização Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) apontam que o Brasil possui capacidade para produzir mais combustível sustentável de aviação do que consome atualmente.

A análise considera cinco principais fontes de matéria-prima: resíduos da cana-de-açúcar, resíduos de eucalipto, sebo bovino, gases provenientes do refino do aço e óleo de cozinha usado.

Atualmente, o consumo nacional de querosene de aviação gira em torno de 7,5 bilhões de litros por ano. Com o aproveitamento dessas matérias-primas, o país teria potencial para produzir cerca de 8,4 bilhões de litros de SAF anualmente, sendo que apenas os resíduos da cana responderiam por aproximadamente 77% desse volume.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pixabay

Ler Mais
Aeroportos

Governo libera R$ 661 milhões em crédito para fortalecer capital de giro das companhias aéreas

O Governo Federal disponibilizou R$ 661 milhões em crédito para reforçar o capital de giro das companhias aéreas, em uma iniciativa voltada a reduzir os impactos do aumento do querosene de aviação (QAv) sobre o setor. A operação foi formalizada nesta sexta-feira (26), com a assinatura dos contratos de empréstimo entre o Banco do Brasil e quatro empresas do segmento.

As maiores beneficiadas foram as companhias Gol e Azul, que contrataram R$ 330 milhões cada, valor máximo autorizado pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Linhas de crédito têm prazo de seis meses

Os financiamentos concedidos possuem prazo de pagamento de até seis meses e taxa de juros equivalente a 100% do CDI.

Além das grandes companhias, as empresas regionais Abaeté e Rima também aderiram à linha emergencial. Os empréstimos somaram R$ 819 mil e R$ 634 mil, respectivamente, respeitando o limite de até 1,6% do faturamento bruto registrado em 2025 por cada empresa.

Medida busca reduzir impactos da alta do combustível

O objetivo da iniciativa é garantir liquidez imediata às empresas aéreas em um período de forte pressão sobre os custos operacionais, principalmente em razão da valorização do querosene de aviação, um dos principais componentes das despesas do setor.

Os recursos serão administrados pelo Banco do Brasil, enquanto o risco das operações será integralmente assumido pela União. O modelo segue a mesma lógica de programas emergenciais adotados pelo governo em situações excepcionais, como as ações implementadas durante as enchentes no Rio Grande do Sul, para assegurar a continuidade de serviços considerados essenciais.

Financiamento é temporário e deverá ser reembolsado

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou que a linha de crédito não representa um repasse de recursos a fundo perdido.

Segundo ele, trata-se de um financiamento reembolsável, criado em caráter emergencial e destinado exclusivamente ao capital de giro das empresas. A medida busca preservar a regularidade das operações, manter a malha aérea nacional e evitar impactos operacionais provocados pelo aumento extraordinário dos custos.

Governo quer preservar conectividade aérea

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a nova linha de crédito integra o conjunto de ações voltadas à manutenção da conectividade aérea no país.

A expectativa é que o reforço financeiro contribua para reduzir os efeitos da alta do combustível sobre as companhias, ajudando a preservar a oferta de voos, a estabilidade do setor e os serviços prestados aos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Informação

Preço do querosene de aviação cai 14,2% em junho, anuncia Petrobras

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste mês de junho. De acordo com a estatal, o reajuste representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.

A medida foi divulgada nesta segunda-feira (1º) e marca a primeira redução do combustível aeronáutico após uma série de aumentos registrados desde março.

Cenário internacional influencia queda nos preços

Segundo a companhia, a diminuição do valor do combustível de aviação está relacionada à desaceleração das pressões observadas no mercado internacional de petróleo.

A Petrobras destacou que a redução reflete a melhora das condições globais após o período de forte valorização das commodities energéticas, movimento que havia sido impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Reajustes seguem contratos com distribuidoras

Os preços do querosene de aviação comercializado pela Petrobras são atualizados mensalmente, conforme previsto nos contratos firmados com as distribuidoras.

Esses ajustes acompanham fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e as condições do mercado global de combustíveis.

Apesar da queda, combustível acumula alta no ano

Mesmo com a redução anunciada para junho, o preço do QAV ainda apresenta forte valorização em 2026.

Dados divulgados pela estatal mostram que, no acumulado do ano, o combustível registra aumento de 54,5% em comparação aos valores praticados em dezembro de 2025. O avanço corresponde a um acréscimo de R$ 1,98 por litro.

O comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto pelo setor aéreo, já que o combustível representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

Ler Mais
Transporte

Lufthansa reduz 20 mil voos no verão devido à alta do combustível

A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou a redução de 20 mil voos de curta distância na Europa durante o verão, em resposta ao aumento expressivo dos custos com combustível de aviação. Segundo a empresa, diversas rotas deixaram de ser economicamente viáveis.

Alta do combustível pressiona setor aéreo

O preço do querosene de aviação praticamente dobrou desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A escalada da tensão afetou a produção e o transporte de energia no Oriente Médio, impactando diretamente o setor aéreo global.

Outras companhias, como KLM-Air France e Delta Air Lines, também adotaram medidas semelhantes, incluindo cortes temporários de voos e aumento no preço das passagens para compensar os custos operacionais.

Especialistas alertam que os passageiros devem se preparar para novas altas nas tarifas e possíveis cancelamentos, caso o cenário geopolítico continue instável.

Dependência europeia do combustível do Golfo

Cerca de 50% do combustível de aviação na Europa é importado da região do Golfo. Grande parte desse volume passa pelo Estreito de Ormuz, área estratégica que foi praticamente bloqueada pelo Irã em resposta às ações militares dos EUA e de Israel.

Rotas suspensas e impacto nos passageiros

A Lufthansa informou que a redução de voos permitirá economizar aproximadamente 40 mil toneladas métricas de combustível. A maior parte desse corte está ligada ao encerramento das operações da subsidiária CityLine.

Com isso, a companhia suspenderá temporariamente voos para cidades como Heringsdorf, Cork, Gdańsk, Ljubljana, Rijeka, Sibiu, Stuttgart, Trondheim, Tivat e Wrocław.

Passageiros afetados poderão optar por reembolso ou remarcação em voos de empresas parceiras do grupo, como SWISS, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways.

Possibilidade de cortes permanentes

Parte dessas mudanças pode se tornar definitiva. A Lufthansa informou que está revisando toda a sua malha aérea europeia e deve divulgar novos detalhes ao longo de abril.

Risco de escassez de combustível

A Agência Internacional de Energia alertou recentemente que a Europa pode enfrentar escassez de querosene de aviação em poucas semanas. Apesar disso, governos e companhias aéreas afirmam que, até o momento, não há interrupções no fornecimento.

A União Europeia anunciou a criação de um observatório para monitorar a produção, importação, exportação e estoques de combustíveis, com o objetivo de antecipar possíveis crises e reduzir impactos no setor aéreo.

Operações de longa distância mantidas

Apesar da redução na malha europeia, a Lufthansa garantiu que os passageiros continuarão tendo acesso às rotas globais, especialmente voos de longa distância. A empresa destacou que essas operações serão realizadas com maior eficiência diante do cenário atual.

A decisão também ocorre após o anúncio de aceleração do encerramento da CityLine, com a retirada de 27 aeronaves de operação, motivada pelo aumento dos custos com combustível e pressões trabalhistas.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

Ler Mais
Economia

Financiamento para aviação: CMN aprova R$ 8 bilhões para enfrentar alta do combustível

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a criação de uma linha de financiamento para aviação com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), totalizando R$ 8 bilhões. A iniciativa tem como foco reduzir os impactos da alta do querosene de aviação (QAv) no mercado global e fortalecer o setor aéreo brasileiro.

A decisão foi tomada em reunião realizada na noite de quarta-feira (23), em Brasília, e integra um pacote de medidas voltadas à sustentabilidade financeira das companhias aéreas.

Condições do crédito e limites por empresa

A nova linha de crédito do FNAC será reembolsável e contará com taxa de juros de 4% ao ano, acrescida de spread bancário de até 4,5% ao ano. O valor máximo por empresa será de R$ 2,5 bilhões, enquanto companhias de menor porte poderão acessar até R$ 500 milhões.

Os recursos poderão ser liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras credenciadas.

Prazos e regras para acesso aos recursos

Entre as principais condições estabelecidas para o financiamento estão:

  • Prazo total de até 60 meses;
  • Carência de até 12 meses;
  • Proibição de distribuição de dividendos durante o período de carência;
  • Ausência de contrapartidas diretas por parte das empresas.

A liberação efetiva dos valores ainda depende da edição de uma Medida Provisória para abertura de crédito extraordinário. Já os critérios detalhados de distribuição serão definidos pelo Comitê Gestor do FNAC.

Governo destaca impacto positivo para o setor

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, avaliou a medida como estratégica para garantir maior estabilidade ao setor. Segundo ele, as condições oferecidas devem ampliar o acesso ao crédito e melhorar a previsibilidade financeira das empresas aéreas.

A expectativa é que a iniciativa contribua para impulsionar investimentos, ampliar a conectividade e estimular o desenvolvimento da aviação civil brasileira.

Outras medidas para reduzir custos do QAv

A criação da linha de financiamento faz parte de um conjunto de ações anunciadas pelo governo federal no início de abril. Entre elas, está a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível de aviação, medida que pode gerar queda aproximada de R$ 0,07 por litro.

Outra iniciativa foi o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes ao período entre abril e junho de 2026, com vencimento postergado para dezembro.

Medidas visam fortalecer a aviação brasileira

Combinadas, as ações buscam mitigar os efeitos da alta dos custos operacionais e garantir maior fôlego financeiro às empresas do setor. O objetivo é preservar a competitividade da aviação comercial no país e evitar impactos mais amplos na economia.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil

Ler Mais
Aeroportos

Alta do querosene leva aéreas a cortar voos e pressiona aviação no Brasil

O aumento do querosene de aviação (QAV), impulsionado pela disparada do petróleo, já provoca impactos diretos na malha aérea brasileira. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, em resposta à elevação dos custos operacionais.

Redução de voos atinge principalmente rotas menos rentáveis

Os cortes têm se concentrado em trajetos considerados menos lucrativos, preservando, por enquanto, rotas estratégicas como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados pela redução na oferta de voos estão:

  • Amazonas (-17,5%);
  • Pernambuco (-10,5%);
  • Goiás (-9,3%);
  • Pará (-9,0%);
  • Paraíba (-8,9%).

A tendência, no entanto, pode se ampliar caso os custos continuem subindo.

Impacto direto da alta do combustível

Executivos do setor apontam que o principal fator por trás das suspensões é o reajuste de 54% no preço do QAV, aplicado no início de abril pela Petrobras. O combustível é um dos maiores componentes de custo das companhias aéreas.

Além disso, há expectativa de um novo aumento já em maio, com estimativa preliminar de alta próxima a 20%, dependendo da variação do mercado internacional nas últimas semanas.

Queda na oferta e menos assentos disponíveis

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que o número médio de voos diários caiu de 2.193 para 2.128 em maio — uma redução de 2,9%.

Na prática, isso representa:

  • cerca de 2 mil voos a menos no mês;
  • redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia;
  • retirada de cerca de 12 aeronaves de médio porte da operação.

Setor aéreo alerta para impacto “grave”

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) classificou os efeitos do aumento do combustível como severos e informou que mantém diálogo com o governo para buscar alternativas.

Apesar de medidas anunciadas recentemente, como:

  • isenção de PIS/Cofins sobre o QAV;
  • adiamento de tarifas de navegação aérea;
  • possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil;

as empresas avaliam que os efeitos ainda são limitados frente à magnitude da alta.

Parcelamento do reajuste gera insatisfação

Uma das propostas para aliviar o impacto foi o parcelamento do aumento do combustível. No entanto, a cobrança de juros acima do mercado surpreendeu negativamente o setor.

Inicialmente, a taxa informada foi de 1,6% ao mês, depois ajustada para 1,23%, ainda considerada elevada pelas companhias aéreas.

Novas demandas das companhias

Além das medidas já anunciadas, as empresas defendem:

  • retomada da isenção de Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves;
  • revisão das alíquotas do IOF aplicadas ao setor.

Essas ações são vistas como essenciais para reduzir custos e evitar novos cortes na malha aérea.

Petrobras cita regras contratuais

Em nota, a Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme contratos vigentes há duas décadas.

A empresa destacou que não antecipa reajustes devido à volatilidade do mercado, mas afirmou que estuda alternativas, como o parcelamento de aumentos futuros, dependendo das condições do setor.

Cenário segue incerto

Com o petróleo em alta no mercado global, o setor aéreo enfrenta um cenário de pressão contínua sobre custos. Caso os preços do combustível permaneçam elevados, novas reduções de voos podem ocorrer, afetando a conectividade e o preço das passagens no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook