Internacional

Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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Internacional

Acordo entre Estados Unidos e Irã: entenda os 5 principais pontos do cessar-fogo

Após meses de confrontos, os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra iniciada em fevereiro e restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

Embora o entendimento represente um avanço diplomático significativo, temas considerados essenciais seguem sem definição, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano e a possível suspensão de sanções econômicas impostas a Teerã.

A mediação das negociações contou com a participação do Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Turquia. A assinatura oficial do documento está prevista para ocorrer na Suíça, na próxima sexta-feira (19).

1. Cessar-fogo prevê fim das operações militares

O memorando estabelece a interrupção imediata e permanente das ações militares entre Estados Unidos e Irã.

Segundo autoridades iranianas, a medida também deverá alcançar outras frentes relacionadas ao conflito, incluindo áreas no Líbano. A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ofensivas conjuntas realizadas por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.

Apesar do anúncio, ainda existem dúvidas sobre a aplicação integral do acordo. Israel já indicou que pretende manter operações em regiões consideradas estratégicas, como partes do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza.

2. Reabertura do Estreito de Ormuz pode aliviar mercado de energia

Um dos efeitos mais imediatos do acordo será a reabertura do Estreito de Ormuz, prevista para os próximos dias.

A passagem marítima é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente e permaneceu bloqueada durante parte do conflito. O fechamento provocou aumento dos preços da energia e impactou o comércio internacional.

Dados do setor marítimo apontam que centenas de embarcações aguardam autorização para atravessar a região. Mesmo com a previsão de reabertura, empresas de navegação ainda aguardam definições sobre segurança operacional, retirada de minas e garantias de cobertura securitária.

3. Programa nuclear segue como principal desafio

O tema mais sensível das negociações ficou para uma segunda etapa.

O acordo estabelece um prazo de 60 dias para que as partes discutam o futuro do programa nuclear do Irã. O objetivo declarado por Washington é impedir que Teerã desenvolva armamentos nucleares.

Até o momento, os governos envolvidos não divulgaram detalhes sobre eventuais limites ao enriquecimento de urânio nem os compromissos que poderão ser assumidos ao longo das próximas rodadas de negociação.

4. Sanções econômicas ainda dependem de consenso

A situação das sanções internacionais impostas ao Irã também permanece indefinida.

Autoridades iranianas defendem o desbloqueio de ativos financeiros congelados no exterior e a flexibilização das restrições econômicas. Entre as propostas em análise estaria a liberação de bilhões de dólares pertencentes ao governo iraniano.

Países europeus sinalizam que podem rever algumas medidas caso o Irã aceite mecanismos verificáveis de controle nuclear. Nos Estados Unidos, entretanto, mudanças mais amplas poderão depender de apoio político interno e aprovação legislativa.

5. Mercados reagem à expectativa de estabilidade

O anúncio do acordo repercutiu rapidamente nos mercados internacionais.

O preço do petróleo Brent registrou queda após a divulgação do entendimento, refletindo a expectativa de retomada do fluxo normal de exportações na região do Golfo.

Além dos impactos econômicos, o conflito vinha gerando desgaste político nos Estados Unidos devido à alta dos combustíveis e aos custos associados à guerra. O debate sobre o programa nuclear iraniano também continua provocando divergências entre diferentes setores políticos americanos.

Acordo já está em vigor?

De forma parcial. Segundo os governos dos Estados Unidos e do Irã, o cessar-fogo começou a valer imediatamente após o anúncio.

No entanto, a implementação completa dependerá da assinatura oficial prevista para a Suíça e do avanço das negociações sobre temas pendentes, como o programa nuclear, as sanções econômicas e a manutenção da estabilidade militar nos próximos dias.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Internacional

Acordo entre EUA e Irã prevê fim de sanções e desmantelamento do programa nuclear

O governo dos Estados Unidos apresentou novos detalhes sobre o acordo provisório em negociação com o Irã, destacando que a proposta atende às principais metas defendidas pelo presidente Donald Trump para encerrar o impasse entre os dois países.

Segundo uma autoridade norte-americana envolvida nas tratativas, o entendimento prevê medidas relacionadas ao programa nuclear iraniano, à redução de sanções econômicas e à estabilidade regional.

Proposta inclui abertura do Estreito de Ormuz

Entre os pontos centrais do esboço está a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

O acordo também prevê o fim das restrições impostas pelos Estados Unidos aos portos iranianos, medida que poderá facilitar o fluxo comercial do país e contribuir para a retomada de atividades econômicas afetadas pelas sanções internacionais.

Programa nuclear iraniano está no centro das negociações

Outro eixo fundamental das conversas envolve o futuro do programa nuclear iraniano. De acordo com a fonte americana, a proposta estabelece o desmantelamento das atividades nucleares consideradas sensíveis.

O texto em negociação prevê ainda a transferência do material nuclear enriquecido do Irã para os Estados Unidos. Segundo o governo norte-americano, esse material seria destruído antes de ser retirado do território iraniano.

A iniciativa faz parte dos esforços para impedir o avanço da capacidade nuclear do país e ampliar as garantias de segurança internacional.

Alívio econômico dependerá do cumprimento das obrigações

A flexibilização das sanções econômicas é um dos temas mais delicados das negociações entre Washington e Teerã.

Segundo a autoridade, o Irã não receberá benefícios econômicos imediatos apenas pela assinatura do memorando de entendimento ou durante o período de negociação.

O governo americano afirma que qualquer medida de alívio econômico estará condicionada ao cumprimento efetivo dos compromissos assumidos pelo país.

Benefícios serão concedidos por etapas

De acordo com a proposta apresentada, os incentivos econômicos serão liberados gradualmente, conforme o Irã execute as ações previstas no acordo.

Entre as exigências estão a entrega do material nuclear enriquecido, o encerramento de instalações ligadas ao programa atômico e a adoção de medidas voltadas à promoção da estabilidade regional.

A avaliação do governo dos Estados Unidos é que o modelo cria mecanismos de verificação e garante que os benefícios econômicos sejam concedidos apenas após resultados concretos.

Negociações seguem focadas em segurança e estabilidade

As discussões entre Estados Unidos e Irã continuam concentradas na busca por um entendimento que combine segurança internacional, controle nuclear e redução das tensões no Oriente Médio.

Para Washington, a proposta em análise estabelece uma relação direta entre o cumprimento das obrigações iranianas e a concessão de incentivos econômicos, criando um caminho gradual para a normalização das relações entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Irã amplia área estratégica do Estreito de Ormuz e ameaça elevar enriquecimento de urânio

O Irã anunciou nesta terça-feira (12) uma ampliação significativa da área considerada estratégica no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. Paralelamente, autoridades iranianas voltaram a mencionar a possibilidade de elevar o enriquecimento de urânio para níveis próximos ao grau militar caso o país sofra novos ataques.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão regional envolvendo os Estados Unidos, Israel e o governo iraniano.

Irã redefine alcance estratégico do Estreito de Ormuz

Segundo informações divulgadas pela agência estatal Fars, o vice-diretor político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Akbarzadeh, afirmou que o estreito deixou de ser tratado apenas como uma área limitada próxima às ilhas de Ormuz e Hengam.

De acordo com o militar, a região agora passa a ser considerada uma “vasta área operacional”, com alcance entre a cidade de Jask, no leste, e a Ilha Siri, no oeste.

A mudança amplia o conceito estratégico adotado anteriormente pelas forças iranianas e reforça o monitoramento militar sobre o corredor marítimo.

Região concentra fluxo global de petróleo e gás

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito passa pela região, utilizada principalmente por exportadores como Arábia Saudita, Iraque e Catar.

Agências iranianas afirmam que a área operacional anteriormente estimada entre 32 e 48 quilômetros agora teria alcance entre 322 e 483 quilômetros, formando o que foi descrito como um “crescente completo”.

Expansão militar é a segunda desde início do conflito

Esta é a segunda ampliação estratégica anunciada pelo Irã desde o agravamento das tensões com EUA e Israel.

Em maio, a Marinha da Guarda Revolucionária já havia divulgado um novo mapa de controle marítimo abrangendo parte do litoral do Golfo de Omã, incluindo áreas próximas aos Emirados Árabes Unidos.

A nova atualização amplia ainda mais o espaço considerado prioritário para operações militares iranianas na região.

Parlamento iraniano avalia enriquecimento de urânio a 90%

Outro ponto que elevou a tensão internacional foi a declaração do parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei, que afirmou que o país poderá enriquecer urânio a até 90% de pureza em caso de novos ataques.

Esse percentual é considerado próximo ao chamado grau de armamento nuclear.

Segundo o parlamentar, o tema será analisado pelo Parlamento iraniano como uma possível resposta estratégica em caso de escalada militar.

Negociações nucleares seguem sob pressão

O impasse sobre o programa nuclear iraniano continua sendo um dos principais obstáculos nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

Enquanto Teerã defende discutir a questão nuclear em etapas posteriores, Washington insiste que o país transfira seu estoque de urânio altamente enriquecido para fora do território iraniano e abandone o enriquecimento doméstico.

O presidente norte-americano Donald Trump declarou recentemente que o cessar-fogo entre os países segue frágil e afirmou que ataques anteriores teriam comprometido instalações nucleares iranianas.

No entanto, relatórios de inteligência dos EUA apontam que o programa nuclear iraniano ainda mantém capacidade operacional, especialmente devido à existência de estoques de urânio enriquecido a 60%.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Internacional

Irã responde proposta de paz dos EUA e cobra fim da guerra no Oriente Médio

O governo do Irã informou neste domingo (10) que encaminhou aos Estados Unidos uma resposta oficial sobre a proposta de negociações de paz voltadas ao encerramento do conflito na região. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos da mídia estatal iraniana.

Resposta iraniana prioriza cessar-fogo e segurança marítima

Segundo autoridades iranianas, a comunicação enviada aos norte-americanos teve como foco principal o encerramento das hostilidades em diferentes frentes do conflito, especialmente no Líbano. O documento também abordou a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.

Apesar disso, o governo iraniano não detalhou de que forma ou em qual prazo o tráfego marítimo na região poderia ser totalmente retomado.

EUA querem acordo antes de discutir programa nuclear

A proposta apresentada pelos EUA prevê a interrupção dos confrontos armados antes da abertura de negociações mais amplas sobre temas considerados sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.

O Paquistão, que atua como mediador nas conversas diplomáticas, foi responsável por entregar a resposta do Irã ao governo norte-americano.

Donald Trump critica resposta do Irã

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”.

Na mensagem, Trump afirmou que leu o posicionamento enviado pelos representantes iranianos e demonstrou insatisfação com o conteúdo apresentado.

Tensão continua no Golfo Pérsico

Mesmo após um cessar-fogo de aproximadamente um mês e de cerca de 48 horas de relativa tranquilidade na região, drones considerados hostis foram identificados sobre países do Golfo Pérsico neste domingo. O episódio reforça o clima de instabilidade e os riscos de novos confrontos no Oriente Médio.

Navios voltam a cruzar o Estreito de Ormuz

Apesar das restrições e bloqueios recentes, duas embarcações receberam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz. Entre elas estava um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil, que já havia tentado realizar a travessia no último dia 4 de maio.

De acordo com a agência iraniana Tasnim News Agency, a embarcação utilizou uma rota determinada pelas Forças Armadas do Irã.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Stringer

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo para encerrar conflito no Golfo

Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de formalizar um memorando que pode encerrar a guerra no Golfo, segundo informações de uma fonte do Paquistão envolvida nas negociações. O país atua como mediador nas tratativas entre as duas nações.

Negociações entram na fase final

De acordo com a fonte, o entendimento entre as partes está em estágio avançado. A proposta envolve um documento conciso, com cerca de uma página, que definiria as bases para o fim do conflito.

As informações confirmam reportagem do Axios, que apontou a proximidade de um acordo, com base em relatos de autoridades e fontes ligadas às negociações.

Pontos-chave do possível acordo

Entre os principais elementos discutidos no memorando estão:

  • Compromisso do Irã com uma moratória no programa nuclear
  • Suspensão de sanções econômicas por parte dos Estados Unidos
  • Liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados
  • Retomada da circulação no Estreito de Ormuz

Além disso, o documento prevê a suspensão gradual de restrições impostas por ambos os lados, incluindo limitações à navegação e bloqueios navais.

Período de transição e novas negociações

O memorando também estabelece um prazo inicial de 30 dias para negociações mais detalhadas. Durante esse período, os países deverão discutir medidas adicionais, como a abertura definitiva do estreito e limites mais amplos ao programa nuclear iraniano.

Caso não haja consenso ao fim desse prazo, há previsão de retomada de medidas como bloqueios ou ações militares.

Contexto de tensão no Golfo

O avanço nas negociações ocorre após a suspensão de uma operação naval dos EUA voltada à reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. A missão havia sido anunciada pelo presidente Donald Trump, mas não conseguiu restabelecer plenamente o fluxo marítimo.

Nos últimos dias, episódios de ataques a embarcações foram registrados na região, incluindo um incidente com um navio porta-contêineres de uma empresa francesa, que resultou em tripulantes feridos.

Expectativa por acordo definitivo

A interrupção temporária das operações militares foi justificada por “progresso significativo” nas negociações, segundo autoridades norte-americanas. A expectativa agora é pela resposta final do Irã sobre pontos considerados essenciais para a assinatura do acordo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic

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Comércio Internacional

Irã propõe reabertura do Estreito de Ormuz para encerrar conflito e retomar negociações

O Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e avançar no encerramento do conflito que já dura cerca de dois meses. A iniciativa foi encaminhada por meio de mediadores paquistaneses, segundo informações divulgadas pela Axios com base em fontes ligadas ao governo norte-americano.

De acordo com o relatório, as discussões sobre o programa nuclear iraniano ficaram para uma fase posterior, separando temporariamente os temas mais sensíveis das negociações diplomáticas.

Trump reforça exigência sobre armas nucleares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã pode retomar o diálogo a qualquer momento, desde que esteja disposto a negociar. Em entrevista, ele destacou que Teerã já conhece as exigências essenciais para um possível acordo.

A principal condição, segundo Trump, é clara: o Irã não pode desenvolver armas nucleares. O posicionamento ocorre após autoridades iranianas cobrarem a retirada de barreiras impostas por Washington, como restrições a portos do país.

Mediação internacional e movimentações diplomáticas

As tratativas envolvem diferentes atores internacionais. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, realizou deslocamentos entre o Paquistão e Omã — países que atuam como mediadores — antes de seguir para a Rússia, onde deve se reunir com o presidente Vladimir Putin.

No sábado (25), as expectativas de avanço sofreram um revés após o cancelamento da visita de enviados norte-americanos ao Paquistão, o que esfriou momentaneamente as negociações.

Impactos econômicos e tensão nos mercados

O impasse diplomático tem reflexos diretos na economia global. A incerteza em torno do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte de petróleo — provocou alta nos preços da commodity, valorização do dólar e queda nos futuros das bolsas americanas no início da semana.

Além disso, o bloqueio no transporte marítimo na região tem elevado preocupações sobre inflação e crescimento econômico global.

Impasse nuclear segue como principal obstáculo

O direito de enriquecer urânio continua sendo um dos pontos centrais do desacordo. O Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos, enquanto potências ocidentais veem risco de desenvolvimento de armamento nuclear.

Apesar de um cessar-fogo ter reduzido os confrontos em larga escala desde o início da guerra — desencadeada após ataques dos EUA e de Israel em fevereiro — ainda não há consenso sobre os termos definitivos para encerrar o conflito.

Fonte: Com informações de Reuters e Axios

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN/Reuters

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Internacional

Trump amplia cessar-fogo com Irã e mantém pressão militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, poucas horas antes do prazo inicial expirar. A decisão ocorre em meio a impasses diplomáticos e ao adiamento de uma nova rodada de negociações de paz.

Negociações travadas e mediação do Paquistão

A extensão do acordo acontece após a suspensão da viagem do vice-presidente JD Vance ao Paquistão, onde participaria de mais uma etapa das tratativas. Segundo uma autoridade americana, o motivo foi a falta de resposta de Teerã às propostas dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que atendeu a um pedido do governo paquistanês, que tenta intermediar o fim do conflito. O presidente também mencionou possíveis divisões internas no governo iraniano como fator relevante para a decisão.

De acordo com Trump, o cessar-fogo estendido permanecerá em vigor até que líderes iranianos apresentem uma proposta unificada para avançar nas negociações.

Reação do Irã minimiza decisão americana

A primeira reação de Teerã veio por meio de um assessor de Mohammad Bagher Ghalibaf. Em tom crítico, Mahdi Mohammadi afirmou que a prorrogação anunciada por Trump “não tem significado”.

A declaração evidencia o clima de tensão e desconfiança entre os dois países, mesmo com a tentativa de manter uma trégua temporária.

Discurso muda em poucas horas

A decisão marca uma mudança significativa no posicionamento de Trump ao longo do dia. Mais cedo, em entrevista à CNBC, o presidente havia adotado um tom mais duro, afirmando que poderia ordenar ataques caso o Irã não aceitasse as exigências americanas.

Apesar da prorrogação, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval contra o Irã, restringindo a circulação de embarcações nos portos do país. A medida é considerada por Teerã como um ato hostil.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou a ação como “ato de guerra”, elevando ainda mais a tensão no cenário internacional.

Impasses seguem nas negociações

Mesmo com a possibilidade de retomada do diálogo, divergências importantes continuam sem solução. Entre os principais pontos estão o programa nuclear iraniano e a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

A ameaça de ataques na região já impacta o fluxo marítimo. Segundo a Marinha dos EUA, ao menos 28 navios foram obrigados a mudar de rota devido aos riscos.

Outros desdobramentos do conflito

  • Energia: O preço do petróleo se aproxima dos US$ 100 por barril, refletindo a incerteza sobre um acordo de paz e pressionando os mercados globais.
  • Líbano: Apesar de um cessar-fogo paralelo entre Israel e Líbano, Israel acusa o grupo Hezbollah de novos ataques. O grupo confirmou os disparos, alegando resposta a violações anteriores.
  • Navio-tanque: O Pentágono informou que forças americanas interceptaram uma embarcação sancionada transportando petróleo iraniano na região do Indo-Pacífico.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/The New York Times

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Internacional

Irã ameaça bloquear rotas comerciais no Golfo após ação dos EUA em Ormuz

O governo iraniano elevou o tom contra os Estados Unidos e indicou que pode interromper o fluxo de comércio em importantes rotas marítimas do Oriente Médio. A declaração ocorre como reação ao bloqueio marítimo atribuído a Washington na região do estreito de Ormuz.

Irã sinaliza possível interrupção de exportações e importações

Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá impedir operações comerciais no golfo Pérsico, no mar de Omã e no mar Vermelho. A medida, segundo o comando militar, seria uma resposta direta às restrições impostas pelos norte-americanos.

De acordo com o comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o país não permitirá a continuidade de exportações e importações nessas áreas estratégicas caso o cenário atual persista.

Bloqueio em Ormuz aumenta tensão e risco de conflito

Autoridades iranianas alegam que o bloqueio em portos próximos ao estreito de Ormuz tem provocado insegurança para navios comerciais e petroleiros iranianos. Ainda segundo o comunicado, a manutenção dessa situação pode ser interpretada como um possível rompimento do cessar-fogo em vigor.

O posicionamento reforça o aumento das tensões na região, considerada vital para o transporte global de petróleo e mercadorias.

Guarda Revolucionária promete resposta firme

O grupo paramilitar também declarou que está preparado para agir “com força” na defesa da soberania iraniana e de seus interesses econômicos e estratégicos. A retórica mais dura surge em um momento delicado das relações internacionais envolvendo Teerã.

Negociações tentam evitar escalada

Apesar das ameaças, há esforços diplomáticos em andamento. Representantes indicaram um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por mais duas semanas, com prazo até 22 de abril.

Mediadores internacionais buscam avanços em pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, a segurança no estreito de Ormuz e possíveis compensações de guerra.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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