Sustentabilidade

Programa Selo Verde Brasil abre consulta pública sobre sustentabilidade de produtos e serviços

O Programa Selo Verde Brasil entrou em uma nova etapa de participação social. Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) abriu consulta pública sobre a proposta de Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) voltados à sustentabilidade de produtos e serviços.

Interessados podem enviar sugestões, críticas e informações técnicas até 18 de outubro, por meio da plataforma Brasil Participativo. A consulta é destinada a fabricantes, prestadores de serviços, entidades representativas, organismos de avaliação da conformidade, especialistas, instituições acadêmicas, consumidores, órgãos públicos e demais setores interessados.

Consulta pública busca aperfeiçoar regras do Selo Verde

A proposta tem como objetivo estabelecer critérios para que o Selo Verde Brasil possa atestar, de forma confiável e verificável, o desempenho de produtos e serviços em aspectos ambientais, sociais e de governança (ASG).

A participação da sociedade nesta fase também pretende identificar pontos que possam ser aprimorados antes da implementação das regras. Entre os aspectos que podem receber contribuições estão possíveis dificuldades de aplicação, custos, riscos e impactos que não tenham sido previstos na elaboração dos requisitos.

Segundo a proposta, o programa também pode contribuir para ampliar as oportunidades de produtos brasileiros no mercado ao incentivar a redução de impactos ambientais, a economia circular e o desenvolvimento de soluções mais inclusivas.

A iniciativa ainda busca fortalecer cadeias produtivas e favorecer ganhos de eficiência industrial.

Regras gerais e critérios de certificação

O documento submetido à consulta apresenta a regra geral do programa, os procedimentos administrativos necessários para a certificação e as diretrizes para a identidade visual do Selo de Identificação da Conformidade.

Entre as disposições previstas estão:

  • Aplicação exclusiva a produtos e serviços nacionais;
  • Certificação composta por avaliação inicial, auditorias periódicas e processos de recertificação;
  • Auditoria do Sistema de Gestão Ambiental baseada na norma ISO 14001;
  • Verificações anuais para comprovar a continuidade da conformidade com os requisitos estabelecidos.

Essas regras deverão orientar os processos de concessão, manutenção e renovação da certificação do Selo Verde Brasil.

Requisitos específicos abrangem polímeros de fonte renovável

Além das regras gerais, a proposta apresenta dois anexos com critérios específicos. Nesta fase da consulta, estão em avaliação os requisitos destinados aos polímeros de eteno de fonte renovável e aos produtos produzidos com esses materiais.

A lista inclui itens como embalagens, frascos, sacolas e outros produtos plásticos.

O conteúdo foi desenvolvido pelo Inmetro em conjunto com a Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC) e representantes dos segmentos inicialmente definidos como prioritários pelo Comitê do Programa.

RAC define como a conformidade será verificada

Os Requisitos de Avaliação da Conformidade complementam as exigências estabelecidas pelas normas técnicas e pelos regulamentos gerais de avaliação da conformidade.

Na prática, as normas determinam o que precisa ser cumprido, enquanto os RAC estabelecem como será verificado o atendimento a essas exigências.

Dessa forma, os requisitos colocados em consulta pública servirão como referência para os processos de certificação relacionados ao Selo Verde Brasil, estabelecendo critérios para avaliar e comprovar a sustentabilidade dos produtos e serviços abrangidos pelo programa.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Fitec Ambiental

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Sustentabilidade

Consulta pública sobre produtos sustentáveis no Acordo Mercosul-UE termina em 5 dias

Faltam cinco dias para o encerramento da consulta pública sobre produtos sustentáveis no Acordo Mercosul-UE. As contribuições podem ser enviadas até 2 de setembro de 2026, por meio da plataforma oficial Brasil Participativo.

A iniciativa é conduzida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), e busca reunir sugestões para a criação de uma lista de produtos do Mercosul relacionados à conservação, recuperação e uso sustentável de florestas e outros ecossistemas vulneráveis.

Consulta busca identificar produtos da sociobiodiversidade

A participação de empresas, entidades do setor produtivo, universidades, organizações da sociedade civil e demais interessados é considerada importante para mapear produtos da sociobiodiversidade e cadeias produtivas brasileiras que estejam alinhados aos objetivos estabelecidos no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

A lista deverá contemplar produtos e atividades capazes de associar produção, comércio e sustentabilidade, valorizando cadeias que contribuam para a preservação ambiental e o uso responsável dos recursos naturais.

Produtos poderão ter benefícios no mercado europeu

Uma vez incluídos na lista, os produtos selecionados poderão ter acesso preferencial ou adicional ao mercado da União Europeia, além de outros mecanismos de incentivo destinados a estimular sua comercialização.

A consulta representa, portanto, uma oportunidade para que empresas e organizações indiquem produtos com potencial para ampliar sua presença no mercado europeu a partir de critérios relacionados à sustentabilidade.

Oportunidade para empresas e cadeias produtivas

A participação na consulta pública pode contribuir para diferentes objetivos do setor produtivo:

  • Ampliação do acesso ao mercado europeu: empresas e representantes de cadeias produtivas podem indicar produtos com potencial para integrar a lista prevista no acordo e obter possíveis vantagens comerciais.
  • Valorização da produção sustentável: as sugestões ajudam a identificar produtos da sociobiodiversidade e cadeias produtivas que conciliem atividade econômica e preservação ambiental.
  • Participação na implementação do acordo: as contribuições ajudam a construir a relação de produtos prevista no Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia.

Como enviar a contribuição

As manifestações podem ser encaminhadas até 2 de setembro de 2026 pela plataforma oficial Brasil Participativo.

A consulta é aberta ao setor produtivo, academia, sociedade civil e demais interessados em contribuir para a identificação de produtos sustentáveis com potencial de ampliar as oportunidades comerciais entre o Mercosul e a União Europeia.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SEBRAE

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Informação

MDIC abre consulta pública para definir lista de produtos sustentáveis do Mercosul no acordo com a União Europeia

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) iniciou na segunda-feira (3) uma consulta pública para receber sugestões que irão contribuir com a elaboração da lista de produtos sustentáveis do Mercosul prevista no acordo comercial firmado com a União Europeia. O prazo para envio das contribuições segue até o dia 2 de setembro.

Consulta busca fortalecer comércio de produtos sustentáveis

A iniciativa foi oficializada por meio da Circular Secex nº 73/2026 e convida representantes do setor produtivo, da comunidade acadêmica, da sociedade civil e demais interessados a participarem do processo. As manifestações devem ser enviadas pela plataforma Brasil Participativo.

O objetivo é identificar produtos que promovam a conservação, a recuperação, o uso sustentável e a gestão responsável das florestas e de outros ecossistemas considerados vulneráveis.

Lista está prevista no Acordo Mercosul-UE

A criação da relação de produtos faz parte do parágrafo 39 do Anexo 18-A do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor em 1º de maio de 2026. O documento estabelece que a lista deverá ser implementada no prazo de até um ano após o início da vigência do acordo.

Benefícios para produtos da sociobiodiversidade

De acordo com as regras previstas no acordo, os itens incluídos na lista poderão receber tratamento preferencial ou vantagens adicionais para acesso ao mercado europeu, além de outros incentivos voltados à ampliação do comércio internacional.

As contribuições também servirão para identificar produtos da sociobiodiversidade e cadeias produtivas alinhadas aos compromissos de desenvolvimento sustentável previstos no acordo entre os blocos.

FONTE: MDIC

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/Sebrae

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