Indústria

Produção industrial de Santa Catarina recua 6,5% em janeiro

A produção industrial de Santa Catarina registrou queda de 6,5% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2025. No cenário nacional, o desempenho foi praticamente estável: a produção industrial brasileira avançou apenas 0,2% no período.

De acordo com Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, o resultado reflete um cenário de desaceleração da atividade industrial, influenciado principalmente pelo ciclo de alta dos juros, que restringe o acesso ao crédito, reduz investimentos e impacta o ritmo da economia. A avaliação é do presidente da entidade, Gilberto Seleme.

Setor moveleiro lidera queda na indústria catarinense

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, compilado pelo Observatório FIESC, aponta que a fabricação de móveis apresentou o pior desempenho entre os segmentos analisados. O setor teve retração de 25,9% em relação a janeiro do ano passado.

Um dos fatores apontados para o resultado negativo é o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, principal destino das exportações do setor. Em janeiro, as exportações de madeira e móveis para os EUA registraram queda de 56,25% na comparação com o mesmo período de 2025.

Máquinas, equipamentos e veículos também recuam

Outros segmentos relevantes da indústria catarinense também apresentaram retração no início do ano. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 24,9%, enquanto a produção de máquinas e equipamentos registrou queda de 18,2%.

Entre os fatores que explicam o desempenho negativo estão a taxa Selic elevada, que restringe o crédito para empresas e consumidores, e o aumento do endividamento das famílias, que tende a reduzir o consumo e afetar a produção industrial.

Apenas dois setores apresentam crescimento

Dos 14 segmentos industriais analisados em Santa Catarina, somente dois apresentaram resultado positivo em janeiro.

A fabricação de produtos alimentícios avançou 0,9%, enquanto a indústria de borracha e plástico registrou crescimento de 5,3%, destacando-se como exceções em um cenário de retração mais ampla da atividade industrial no estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sollos

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina cresce 3,4% em 2025 e supera média nacional

A produção industrial de Santa Catarina acumulou alta de 3,4% em 2025 até novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado colocou o estado na terceira posição nacional entre os maiores crescimentos da atividade industrial, segundo dados do Observatório FIESC.

O desempenho catarinense ficou bem acima da média brasileira, que avançou 0,6% no período, conforme levantamento do IBGE.

Diversidade industrial sustenta crescimento
Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, os números refletem a capacidade de adaptação do setor produtivo estadual.

Mesmo diante de desafios como o impacto do tarifaço internacional e a desaceleração das exportações para a China, a indústria local conseguiu ampliar a produção. Segundo ele, a diversidade de segmentos industriais foi decisiva para sustentar o crescimento.

Produtos de metal lideram expansão
Entre os setores industriais, o maior avanço no acumulado do ano foi registrado na fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com crescimento de 12,3%.

De acordo com o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o desempenho está diretamente ligado ao bom momento da construção civil, tanto de edifícios residenciais quanto de obras de infraestrutura em Santa Catarina.

Máquinas e materiais elétricos ganham força
O segundo maior crescimento veio da fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançou 7,8% até novembro.

Segundo Bittencourt, o resultado foi impulsionado pela expansão das exportações industriais, com a abertura de novos mercados e a realocação de vendas antes concentradas nos Estados Unidos para destinos como Argentina, Chile e União Europeia. O programa de depreciação acelerada também contribuiu para o desempenho do setor.

Agronegócio impulsiona máquinas e equipamentos
A fabricação de máquinas e equipamentos registrou alta de 5,9% no período, beneficiada pelo bom momento do agronegócio, que teve safra recorde em 2025.

A produção de equipamentos agrícolas tem peso relevante na indústria catarinense e gerou efeitos positivos em cadeia. Assim como em outros segmentos, os incentivos fiscais ligados à depreciação acelerada ajudaram a estimular investimentos.

Incentivos reduziram impacto dos juros
Bittencourt destaca que programas de incentivo, como a depreciação acelerada e linhas de crédito com taxas mais atrativas, ajudaram a amenizar os efeitos da taxa Selic em 10% ao ano. O nível elevado de consumo das famílias também foi um fator favorável ao desempenho industrial ao longo do ano.

Produção industrial recua em novembro
Na análise mensal, porém, o cenário é menos favorável. Em novembro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024, a produção industrial de SC recuou 1,4%, queda superior à média nacional, que foi de 1,2%.

O resultado reflete um ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.

Bens não duráveis seguem em alta
Apesar da retração mensal, os bens de consumo não duráveis, como alimentos e embalagens, mantiveram crescimento.

Segundo a economista Tainara Venâncio de Souza, do Observatório FIESC, o desempenho foi sustentado pela renda das famílias e por efeitos residuais da recomposição do poder de compra ao longo do ano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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