Informação

Petrobras aumenta preço do diesel em R$ 1, mas subsídio evita alta nas refinarias

A Petrobras anunciou na quarta-feira (16) um aumento de R$ 1 por litro no preço do diesel nas refinarias, com validade a partir desta quinta-feira (19). Apesar do reajuste, o valor cobrado pela estatal não será alterado neste momento.

Isso ocorre porque o aumento será compensado integralmente por uma subvenção econômica ao diesel A rodoviário, também de R$ 1 por litro. O benefício foi estabelecido pela Portaria MF nº 2.813/2026, publicada na mesma data e com aplicação imediata pelo período de 30 dias.

Subsídio neutraliza aumento do diesel

Na prática, o valor da subvenção equivale ao reajuste anunciado pela Petrobras. Com isso, o preço do diesel permanece no mesmo nível nas refinarias durante a vigência do mecanismo de compensação.

A adesão ao programa de subvenção é facultativa. Segundo a Petrobras, a participação foi considerada compatível com os interesses comerciais da companhia.

A medida ocorre em um cenário de atenção aos custos do combustível e às oscilações do mercado internacional de petróleo e derivados.

Petrobras mantém estratégia de preços

Em comunicado, a Petrobras afirmou que sua política comercial considera a participação de mercado, o aproveitamento de seus ativos de refino e a busca por rentabilidade sustentável.

A companhia também destacou que procura evitar que variações de curto prazo nas cotações internacionais e na taxa de câmbio sejam repassadas imediatamente aos preços praticados no mercado interno.

Segundo a estatal, essa estratégia permite administrar os efeitos da volatilidade externa sobre os preços domésticos, mantendo como referência os objetivos comerciais da empresa.

O que muda para o preço do diesel?

Apesar do anúncio de aumento de R$ 1 por litro no preço de referência do diesel, a subvenção de mesmo valor impede, neste momento, uma elevação correspondente no preço cobrado pela Petrobras nas refinarias.

O mecanismo tem prazo de 30 dias, conforme estabelecido pela Portaria MF nº 2.813/2026. Ao longo desse período, a política poderá ser acompanhada de acordo com as regras definidas pelo governo e com a estratégia comercial da companhia.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters / Diego Vara / Direitos Reservados

Ler Mais
Mercado Internacional

Gasolina fica 10% mais cara que no exterior com petróleo próximo de US$ 60, aponta Abicom

A gasolina vendida no Brasil está, em média, 10% mais cara que no mercado internacional, mesmo com o petróleo cotado próximo de US$ 60 o barril, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já o diesel segue mais barato no país do que no exterior.
De acordo com o levantamento, para que os valores voltem à paridade de importação (PPI), a gasolina poderia cair R$ 0,28 por litro, enquanto o diesel precisaria subir R$ 0,11 nas refinarias da Petrobras.

Petrobras pratica subsídio cruzado, aponta Abicom

O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, explica que a Petrobras adota atualmente um subsídio cruzado, compensando as perdas do diesel com os lucros obtidos na gasolina.

“Se a estatal reduzir o preço da gasolina, provavelmente terá de aumentar o do diesel”, afirmou Araújo.

O último reajuste da gasolina ocorreu em junho, com redução de R$ 0,17 por litro. Já o diesel teve o preço diminuído em R$ 0,16 por litro em maio, de acordo com os dados oficiais da estatal.

Diferença também é apontada por outros institutos

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) confirma a mesma tendência observada pela Abicom: os preços da gasolina no Brasil estão cerca de 10% acima do valor internacional, enquanto o diesel apresenta queda de 1,43% em relação ao mercado externo.
Essas variações refletem a política de preços da Petrobras, que vem mantendo certa estabilidade interna mesmo diante das oscilações globais no preço do barril.

Mercado internacional reage a tensões geopolíticas

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, a queda recente nas cotações do petróleo está ligada à redução das tensões entre Rússia e Ucrânia.

“O principal fator de baixa é a confirmação de que os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia devem se reunir nas próximas semanas para discutir um novo acordo de paz entre os dois países”, explicou Cordeiro.

Para o mercado, a possibilidade de um acordo diplomático pode diminuir riscos geopolíticos e pressionar ainda mais as cotações do petróleo, afetando diretamente os preços dos combustíveis.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook