Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí movimenta 1,8 milhão de toneladas no semestre e registra alta histórica de 1.686%

O Porto de Itajaí registrou um desempenho expressivo no primeiro semestre de 2025, com a movimentação de 1.859.082 toneladas em cargas gerais e contêineres. O volume representa um crescimento de 1.686% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 104.144 toneladas — um marco que reafirma a recuperação e a relevância do terminal no cenário portuário nacional.
Desse total, 200.090 toneladas foram destinadas à exportação e 179.331 à importação, considerando exclusivamente as operações realizadas no Cais Público e na área arrendada do porto. Somente no mês de junho, o Cais Público movimentou 147.937 toneladas, enquanto a área arrendada respondeu por 231.484 toneladas.

“O Porto de Itajaí não apenas se recuperou, como superou expectativas e ampliou significativamente sua movimentação. Crescemos 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, e fomos destaque nacional no segmento de contêineres, especialmente na região Sul, que bateu recorde de movimentação. A tendência é de crescimento contínuo”, avaliou o superintendente João Paulo Tavares Bastos.

Complexo portuário de Itajaí supera 7 milhões de toneladas no semestre

Ao incluir todas as unidades operacionais que integram o complexo — como Teporti, Poly Terminais, Barra do Rio, Trocadeiro, Braskarne e Portonave — o volume total movimentado chegou a 7.116.922 toneladas de janeiro a junho de 2025.
Foram 3.574.635 toneladas exportadas e 3.542.287 importadas, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. A movimentação de 610 embarcações no acumulado do ano, sendo 101 apenas em junho, reforça a intensidade das operações e o protagonismo logístico da região.

Porto de Itajaí acompanha tendência nacional de crescimento

O desempenho do Porto de Itajaí segue a tendência registrada nos portos brasileiros. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), o Brasil movimentou 532 milhões de toneladas de janeiro a maio deste ano — superando, em apenas cinco meses, o volume total registrado durante todo o ano de 2024. O crescimento nacional foi de 0,8% no período.

Fonte: Porto de Itajaí

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Investimento, Portos

Portonave investe R$ 709 mil em piscina no bairro São Paulo em Navegantes

Em parceria com o Projeto Nadar, o espaço vai atender cerca de 800 pessoas com aulas de natação e outras modalidades aquáticas

Mais do que movimentar contêineres, a Portonave apoia e realiza iniciativas para a transformação da comunidade em que está inserida. O Terminal Portuário apoiou a implantação da primeira piscina do Projeto Nadar, do Instituto Nadar, no bairro São Paulo, em Navegantes, inaugurada na cerimônia realizada nesta quarta-feira (9). Localizado na Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, o equipamento mede 15 metros de comprimento por 4,5 metros de largura e conta com sistema para água aquecida. O espaço possui estrutura completa, com vestiários femininos, masculinos e para pessoas com deficiência. No local, 800 pessoas serão atendidas, com prioridade para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, matriculados na rede pública de ensino, e idosos.

Com investimento de R$ 709.687,66 por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, a Portonave foi responsável pelo aporte de quase 96% do valor do projeto, que também contou com o financiamento da empresa ENGIE Brasil Energia. O terreno foi cedido pela Prefeitura Municipal de Navegantes.

O Instituto Portonave apoiará a manutenção da piscina por um ano, com recursos diretos. As atividades serão conduzidas por dois professores e dois auxiliares do Instituto Nadar, de segunda a sexta-feira. Os requisitos para inscrição e as datas para as matrículas serão divulgadas a partir da próxima semana, nos canais oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave – entidade sem fins lucrativos que tem a empresa como mantenedora.

Entre os objetivos da iniciativa, se destacam a integração de idosos com grupos de atividades físicas por meio da hidroginástica e a melhoria da qualidade de vida, saúde e segurança de crianças e adolescentes – estes, em certos casos, inclusive contam com acompanhamento de fisiologistas e nutricionistas. O projeto também incentiva o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças com deficiência, além de ensinar técnicas de prevenção de afogamentos.

A parceria da empresa com o Instituto Nadar começou em 2019 e, desde então, a Portonave apoia projetos de natação para a comunidade, tanto em Navegantes quanto em Itajaí. O Instituto Portonave e o Instituto Nadar ampliaram a parceria em 2023 e, em 2024, chegaram a atender 120 crianças, em espaços alugados em Navegantes, inclusive uma turma exclusiva para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

📌 Localização da piscina
• Praça de Lazer Carlos Eduardo Correa da Silva, no bairro São Paulo, em Navegantes, na rua João Manoel Gualberto, n° 398.

🔍 Sobre as inscrições
Em breve, mais informações serão divulgadas nas redes oficiais do Instituto Nadar e Instituto Portonave. Siga para acompanhar.

• Instituto Nadar: instagram.com/institutonadar/

• Instituto Portonave: institutoportonave.org.br e instagram.com/institutoportonave/

Sobre o Instituto Nadar
O Instituto Nadar é mantido pelo Instituto César Cielo e teve início em 2002. Atualmente, possui quatro núcleos localizados em Itajaí, Navegantes e Camboriú e atende cerca de 6 mil famílias. As atividades oferecidas gratuitamente são: natação infantil e para bebês, hidroginástica, hidroterapia, natação com turmas especializadas para crianças com deficiência, natação competitiva, futebol, jiu-jítsu, judô, ginástica rítmica e pilates.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte do estado e iniciou as atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente são 1,2 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), é o mais eficiente em produtividade de navio e está entre os três portos que mais movimentam contêineres no país e o primeiro em Santa Catarina. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança).

Sobre o Instituto Portonave
Há 10 anos, o Instituto Portonave impulsiona o desenvolvimento sustentável das comunidades nas quais a empresa mantenedora está inserida, e apoia a transformação positiva dos territórios com foco na redução das desigualdades sociais (ODS 10). Em 2024, a Companhia realizou e apoiou 50 iniciativas. Foram R$ 10,5 milhões investidos de modo direto e via as leis de incentivo fiscal.

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Portos

MPF defende exclusividade de trabalhadores avulsos nos portos em ação no STF

Parecer afirma que regra garante segurança e qualificação profissional, enquanto setor privado alega afronta à liberdade de contratação

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu parecer pela improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.591, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) e questiona a exigência de contratação exclusiva de trabalhadores avulsos registrados no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) para trabalho nos portos.

A ação foi movida pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) e pela Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop).

As entidades pedem a retirada da palavra “exclusivamente” do Parágrafo 2º do Artigo 40 da Lei dos Portos (12.815/2013). Para os autores da ação, a norma fere princípios constitucionais como a liberdade profissional, a igualdade de direitos entre empregados fixos e avulsos, e a livre iniciativa. O processo está sob relatoria do ministro Edson Fachin, sem data prevista para decisão.

O que diz a lei

Segundo a legislação vigente, a contratação por prazo indeterminado de trabalhadores para funções como capatazia, estiva e vigilância de embarcações deve ser feita exclusivamente entre trabalhadores avulsos registrados no Ogmo.

O setor privado defende que a interpretação literal do termo “exclusivamente” prejudica a livre iniciativa, viola os direitos à liberdade de ofício ou de profissão e à igualdade entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o avulso.

Partes envolvidas

O advogado Orlando Maia Neto, do escritório Ayres Britto Consultoria Jurídica e Advocacia, que representa as três entidades, informou que a ABTP, a Abratec e a Fenop continuam confiantes na solidez da tese que apresentaram ao STF. “Pela qual demonstraram que o modelo de exclusividade para o trabalho com vínculo empregatício é desproporcional, atentatório a diversos preceitos constitucionais e contrário ao regime de prioridade, adotado como paradigma internacional. Não por outras razões, aliás, foi que o TCU (Tribunal de Contas da União) já se manifestou pelo fim da regra da exclusividade.”

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (Sindestiva), Bruno José dos Santos, ressalta que todos os pareceres são a favor da exclusividade.

“São opiniões técnicas de órgãos governamentais de suma importância. Não é reserva de mercado e, sim, segurança nacional. Não podemos abrir os portos para qualquer um. Vamos lutar até o fim para manter nossa exclusividade”, diz Bruno. No parecer do MPF, juntado aos autos no mês passado, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Pereira Diniz Filho, sustenta que a norma atual respeita a liberdade de conformação legislativa e não representa violação à Constituição. O procurador afirma que o dispositivo visa garantir a qualificação profissional e a segurança nas operações portuárias, “atividades de alto risco e importância estratégica nacional”.

O documento lembra que a Constituição delega à União a responsabilidade pela regulação da atividade portuária e que cabe ao legislador federal escolher a forma mais adequada para organizar o setor. “Não há inconstitucionalidade em se exigir o cadastro prévio no Ogmo, que atesta a qualificação dos trabalhadores”, destaca o parecer.

Ainda segundo o parecer, a existência de regras claras e centralizadas para a contratação desses profissionais aumenta a eficiência das operações portuárias, além de assegurar maior proteção jurídica e previdenciária aos trabalhadores.

O Senado, a Câmara dos Deputados, a Presidência da República e a Advocacia-Geral da União (AGU) também se manifestaram contra a ação. As instituições afirmam que a norma foi aprovada dentro dos trâmites legais e está alinhada à Convenção 137 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante prioridade aos portuários matriculados.

O parecer ainda refuta a alegação de que a exclusividade de contratação causaria desemprego no setor. Segundo estudos citados pelo MPF, a redução na demanda por mão de obra portuária decorre de avanços tecnológicos, e não da norma legal.

Fonte: A Tribuna

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Portos, Tecnologia

Mais de 700 carrões de luxo da BMW desembarcam no Porto de Itajaí

Modelos que chegaram custam até R$ 1,2 milhão; veja o vídeo

O navio Florida Highway atracou no porto de Itajaí na manhã de domingo para o desembarque de 777 veículos de luxo da montadora BMW. Chegaram ao porto pelo menos oito modelos da fabricante alemã, com preços de mercado que variam entre R$ 230 mil, o mais barato, e R$ 1,2 milhão, o mais caro. O destino das “máquinas” é o pátio da BMW, às margens da BR 101, em Araquari. A operação de transferência para lá levará em torno de três dias, enquanto o desembarque dos carros durou seis horas.

Desembarcaram os modelos BMW i7 xDrive60 M Sport 2024, BMW M3 Competition 2025, BMW M2 Coupé, BMW 420i Cabrio M Sport, BMW X2 xDrive20i M Sport 2025, Mini JCW Conversível (Cabrio), Mini JCW Hatch 3 portas e Mini Cooper S 2.0 Turbo.

Com bandeira do Panamá, a embarcação é do tipo roll-on roll-off, estrutura que permite a descarga dos automóveis por meio de rampas, facilitando a movimentação direta da carga. Esse tipo de operação mobiliza serviços logísticos especializados, que geram arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) para o município.

Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos Gama, a operação reforça o posicionamento do terminal como estratégico para cargas de alto valor agregado, além de contribuir com a arrecadação municipal. “Esse tipo de carga exige logística especializada, controle técnico e agilidade — características que consolidam nosso terminal como um polo estratégico para o comércio exterior. Além disso, movimentações como essa geram emprego, fortalecem a arrecadação municipal e contribuem diretamente para o desenvolvimento social da cidade, com reflexos em áreas como cultura, esporte e educação. Itajaí está retomando seu protagonismo com eficiência e competitividade”, comentou.

Carga diferenciada

No mês passado, o porto também recebeu veículos da BMW, com o desembarque de 588 carros. No final de maio, o maior navio porta-carros do mundo, o BYD Shenzhen, chegou ao Porto de Itajaí e descarregou sete mil veículos elétricos e híbridos da montadora chinesa. A operação de desembarque foi histórica para o Brasil, sendo considerada a maior movimentação de veículos já feita numa única escala no país.

TABELA DO LUXO SOBRE RODAS

BMW i7 xDrive60 M Sport 2024: a partir de R$ 1.282.950

BMW M3 Competition 2025: a partir de R$ 892.950

BMW M2 Coupé: a partir de R$ 672.950

BMW 420i Cabrio M Sport: a partir de R$ 479.950

BMW X2 xDrive20i M Sport 2025: a partir de R$ 407.950

Mini JCW Conversível (Cabrio): a partir de R$ 349.990

Mini JCW Hatch 3 portas: a partir de R$ 319.990

Mini Cooper S 2.0 Turbo: a partir de R$ 230.000

Fonte: Diarinho

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Portos

Novo porto privado de Santa Catarina está perto de entrar em operação

Terminal está em fase de testes

O novo porto de Santa Catarina está em fase de testes, com início das operações no segundo semestre. O Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC) passa por testes de equipamentos e logo começa a testagem com movimentação de cargas. A execução das obras do terminal de uso privado alcança 97%, em instalações no Morro Bela Vista, em São Francisco do Sul.

Na terça-feira, no evento de aniversário de 70 anos do Porto de São Francisco do Sul, o TGSC assinou a participação no Programa de Monitoramento Ambiental Integrado, com participação do porto público, Tesc e Porto Itapoá. Até então, cada porto tinha o próprio programa ambiental. Com o novo programa, a atuação será de cooperação mútua, em investimento de R$ 17 milhões.

A estrutura do novo terminal fica próxima do Porto de São Francisco do Sul, na baía da Babitonga. O investimento no empreendimento privado fica em torno de R$ 520 milhões. O porto vai atuar na exportação de grãos, com expectativa de movimentação de 6 milhões de toneladas por ano, no momento de plena operação. O píer terá 255 metros de comprimento, com dois berços de atracação.

O terminal conta com 980 metros de correias transportadoras com capacidade para até 2 mil toneladas por hora, além de dolfins de atracação e amarração, carregadores de navio e edificações de apoio. A capacidade de armazenamento na retroárea será de 135 mil toneladas de granéis, com armazém horizontal e seis silos verticais.

Fonte: NSC Total

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Portos

Porto Mejillones lança plataforma preditiva

Porto Mejillones lança plataforma preditiva para antecipar fechamentos operacionais por ressacas, utilizando inteligência artificial e dados oceânicos locais.

A ferramenta prevê fechamentos por agitação marítima com alta precisão, usando IA, dados históricos e variáveis oceanográficas do ambiente. Segundo Dante Battaglia, gerente de Operações, a inovação melhora o planejamento naval e a entrega de informações técnicas.

Trata-se de um avanço fundamental para aumentar a eficiência e reduzir a incerteza nas operações do terminal. O modelo foi desenvolvido com base em fechamentos históricos do porto e parâmetros específicos de ondulação.

O resultado: 98% de sensibilidade a condições adversas e 83% de precisão na previsão de ressacas. Isso permite antecipar melhor os eventos e visualizar com mais clareza possíveis reaberturas. A gestão do tempo de reabertura foi substancialmente otimizada desde a implementação da plataforma.

Além disso, Puerto Mejillones lança a plataforma preditiva em conjunto com um sistema ADCP de medição oceânica em tempo real. Esse equipamento fornece dados sobre correntes marinhas, altura, direção e período das ondas.
Sua integração com a plataforma aumenta a capacidade de análise e a precisão do sistema preditivo.
Ambas as tecnologias fortalecem a estratégia climática do porto diante do aumento de eventos extremos.

A baía de Mejillones costuma registrar ressacas, especialmente no verão. Diante desse cenário, o porto adota uma abordagem de inteligência climática, deixando para trás os prognósticos convencionais.

A plataforma, também utilizada em portos do Brasil e da Europa, permite notificações em tempo real para dispositivos móveis. Puerto Mejillones lança a plataforma preditiva para planejar melhor e se adaptar às mudanças climáticas com inovação tecnológica.

Fonte: Todo Logística News

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Portos

Integração estratégica: Porto de Imbituba recebe comitiva da FIESC

No dia 1º de julho, o Porto de Imbituba recebeu a visita institucional da comitiva da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O grupo foi liderado pelo Presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, e contou com a presença de outros diretores e convidados. A Autoridade Portuária foi representada pelo diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

A programação teve início com uma apresentação institucional, na qual foram detalhados o funcionamento e os projetos da Autoridade Portuária. Na sequência, os visitantes realizaram uma visita guiada ao cais, onde puderam acompanhar, in loco, as operações portuárias em andamento.

“Receber a comitiva da FIESC é uma grande honra para o Porto de Imbituba. Esta visita marca uma importante aproximação entre o setor portuário e a indústria catarinense, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento integrado e sustentável do estado”, destacou Christiano Lopes.

“É uma alegria estar no Porto de Imbituba. Santa Catarina tem a vantagem de contar com cinco portos, o que nos torna o segundo estado em movimentação de contêineres no país”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

“As cidades portuárias, como Imbituba, crescem acima da média, mostrando que o porto é um verdadeiro motor de desenvolvimento regional. Com a conclusão da BR-285, o Sul terá ainda mais potencial logístico. Parabéns à gestão do porto. A FIESC segue ao lado de iniciativas que fortalecem nossa indústria e economia”, completa Aguiar.

A visita reforça o papel estratégico do Porto de Imbituba como elo entre a produção industrial de Santa Catarina e os mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Porto de Imbituba

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Internacional, Mercado Internacional, Portos

Chile atualizará regras portuárias para cargas a granel

O Chile implementará uma nova circular marítima com normas específicas para o manuseio seguro de graneis sólidos em seus portos.

A medida será baseada no Código IMSBC da Organização Marítima Internacional, que regula esse tipo de transporte.

O comandante Boris Abarza, chefe do Departamento de Prevenção de Riscos Marítimos da Direção do Território Marítimo (Dirsomar), confirmou a informação e explicou que a circular incluirá responsabilidades claras para os donos da carga, navios, portos e laboratórios responsáveis por analisar umidade e amostras.

Planos de emergência para incidentes com graneis no Chile

Um dos focos da nova norma será a inclusão de planos de emergência para incêndios em correias transportadoras de grãos. Esses planos respondem a incidentes registrados em 2023 e 2024 nos portos de Ventanas e Mejillones.

Além disso, será feito um esforço para integrar os protocolos à Lei de Desastres do Senapred. Abarza destacou que a meta é estabelecer um plano único e padronizado para enfrentar qualquer emergência relacionada a cargas.

Modificações no Decreto 618 e no Código IMDG

Paralelamente, será atualizado o Decreto 618, que trata do manuseio de cargas perigosas e explosivos nos portos chilenos. Também serão incorporadas modificações baseadas no Código IMDG, incluindo regras sobre tempo de permanência e retirada imediata de determinados tipos de carga.

A Dirsomar planeja avançar com essas regulamentações por meio de circulares marítimas enquanto tramita a formalização junto ao Ministério da Defesa. As medidas visam reforçar a segurança operacional e ambiental nos principais terminais marítimos do país.

Com essas mudanças, o Chile busca consolidar padrões internacionais na gestão portuária e se antecipar a riscos logísticos e de segurança.

Fonte: Todo Logística News

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Portos

Porto de Imbituba inicia temporada de monitoramento de cetáceos

SCPAR Porto de Imbituba deu início às atividades do Programa de Monitoramento de Cetáceos e nesta última semana de junho ocorreu o treinamento prático e teórico das equipes de campo para aprimoramento da atividade durante a temporada. A observação terrestre inicia no dia 1º de julho e segue até o dia 30 de novembro.

As equipes de campo irão realizar diariamente o monitoramento terrestre através de dois pontos de observação, que utilizam a metodologia de ponto fixo para fazer as avistagens dos grupos de baleias francas. Ao longo da temporada ainda serão realizados sobrevoos para verificar quantas baleias francas estão presentes no litoral sul de Santa Catarina, momento em que é feita a fotografia de cada mamífero e também observado os locais de maior concentração dos grupos.

As perspectivas são boas para este ano, já que o monitoramento terrestre ocorre em dois pontos: a equipe principal conta com três observadores com visão para a enseada do Porto de Imbituba e outra equipe com dois observadores fica na enseada da praia da Ribanceira. Além do acompanhamento por terra, estão previstos ainda a realização de três sobrevoos para censo e fotoidentificação ao longo de toda APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca.

Ao longo da temporada, a SCPAR Porto de Imbituba também realizará o Procedimento Interno de Boas Práticas, que busca informar e conscientizar os comandantes e tripulações das embarcações sobre a possível presença destes mamíferos marinhos nas áreas de navegação. A ação é feita por meio de vídeo educativo em inglês, entrega de folhetos e cartazes nos navios para conscientização ambiental, além da emissão de avisos e alertas para cuidados redobrados, caso constatada a presença de baleias durante as manobras dos navios.

“A região costeira de Imbituba é o principal ponto de aproximação desses mamíferos marinhos, então é de extrema importância a realização do monitoramento para garantir a conservação e a segurança da espécie, concomitante com as operações portuárias”, afirma Christiano Lopes, diretor-presidente do Porto de Imbituba.

“As baleias francas foram caçadas durante séculos ao longo de toda a costa brasileira, chegando ao ponto de não ocorrer mais avistagem desses animais na costa catarinense por alguns anos. Atualmente podemos observar que a população destes mamíferos marinhos vem crescendo ano após ano”, destaca Paulo Márcio de Souza, gerente do departamento de saúde, segurança e meio ambiente do Porto de Imbituba.

“Imbituba foi a última armação baleeira a ser fechada no litoral catarinense e de certa forma temos uma dívida com esses magníficos animais, então o programa de monitoramento de cetáceos é uma forma de compensar também tudo o que foi feito no passado e é realizado com muito carinho e cuidado pelo porto de Imbituba”, completa Souza.

“O Programa de Monitoramento das Baleias Francas tem como objetivo principal o desenvolvimento das atividades portuárias de forma harmoniosa com o meio ambiente, respeitando o período reprodutivo dessa espécie tão especial em nossa região”, destaca Camila Amorim, Oceanógrafa da SCPAR Porto de Imbituba.

Fonte: Portal Portuário

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Portos

Brasil perde bilhões com portos saturados e navios defasados

O Brasil vem deixando de movimentar bilhões de dólares todos os anos em razão de um problema crônico: saturados, os portos nacionais não conseguem atender a demanda de mercadorias por problemas de infraestrutura, como modestos terminais de carga e a baixa profundidade dos canais, que impede o recebimento dos maiores navios do mundo e obriga o país a utilizar embarcações com cinco gerações de atraso.

O que aconteceu
São três as principais cargas movimentadas nos portos. Granéis sólidos (minérios e agrícola), líquidos (petróleo e derivados) e contêineres, usado para transportar produtos como eletrônicos, máquinas, veículos e roupas. Embora todas enfrentem problemas, a de contêineres beira o colapso.

Os navios brasileiros estão cinco gerações defasados. A capacidade deles é medida em TEU, que são os 6,1 metros de espaço de um contêiner com capacidade para 16 toneladas. Acontece que os canais dos portos brasileiros têm calado raso, e por isso não podem receber os maiores navios do mundo, com capacidade para 24 mil TEUs. No Brasil, os maiores carregam entre 10,5 mil a 13 mil TEUs, diz o Centro Nacional de Navegação Transatlântica (CentroNave). Só no ano passado um navio de 366 metros, de 14,4 mil TEUs, atracou por aqui.

Nenhum porto brasileiro consegue receber o gigante de 366 metros. Dos 17 portos com operação de contêiner, seis recebem a embarcação, mas com carga reduzida, já que nenhum deles tem calado mínimo de 16 metros, a profundidade necessária para que esse tipo de navio opere com o máximo de contêineres.

Embarcação de 11,5 mil TEUs navega com 18 mil toneladas a menos em porto com calado de 14,5 metros. É o caso de Santos, que recebe 1 milhão de toneladas a menos por ano.

Portos brasileiros no limite
Além do desembarque de navios menores, a capacidade dos portos está no limite. A previsão é que a demanda supere a capacidade operacional em 2028, quando, na média nacional, a demanda for de 15,2 milhões de TEUs e a capacidade operacional de 15,1 mi de TEUs, prevê a CentroNave.

O caos começa em 2037, quando a demanda também vai superar a capacidade instalada. Em 2047, a demanda de 42 mi de TEUs será quase o dobro da instalada (23,9).

No porto de Santos, o mais importante do Brasil, a capacidade operacional foi superada na pandemia. No ano que vem, a demanda também vai superar a capacidade instalada (5,5).

Os portos brasileiros estão defasados. “Há um descompasso entre o crescimento da demanda por logística eficiente e a capacidade de resposta da infraestrutura portuária brasileira”, diz o presidente do Conselho Federal de Engenharia (CFE), Vinicius Marinelli. “Isso nos coloca em desvantagem competitiva.”

Atrasos e cancelamentos
Essa superlotação reflete na ocupação dos “berços” portuários. O preenchimento das áreas onde os navios atracam ultrapassou a recomendação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de 65%, em nove dos 13 principais terminais de carga do país. “Em 2024, os navios demoraram 50 horas, em média, para entrar pelo canal de Santos e atracar. É uma tragédia, já estamos colapsados”, diz Souza, da CentroNave.

Em Santos, o governo Lula quer dobrar a capacidade dos terminais de contêiner. A aposta é no leilão do Terminal STS-10, em novembro, quando uma concessão permitirá a construção em uma área 621,9 m² e 1,3 km de cais. “Vamos fazer a dragagem, a concessão do canal de dragagem, mais R$ 5 bilhões de investimentos em 30 anos”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em maio à EBC. Haverá “aumento em 50% da capacidade na movimentação de TEUs”, diz a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) ao UOL.

De 2013 a 2022, foram realizados 41 leilões portuários e investimentos de R$ 6 bi. “Nos quatro anos do nosso governo, vamos realizar o equivalente a 60 leilões, um investimento de mais de R$ 30 bi”, disse o ministro. A Antaq diz que “estão previstos 20 arrendamentos [nos portos] para 2025 e 17 em 2026”.

A agência diz auxiliar na formulação e concessão de alguns canais. “A Antaq auxilia na formulação da concessão do canal de acesso aos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), o que permitirá o aprofundamento da infraestrutura e o recebimento de navios maiores.” A agência também fiscaliza contratos de dragagem e de manutenção do calado dos canais de acessos.

Estão em andamento projetos que aumentam a capacidade dos terminais. Com isso, será possível acompanhar o aumento do volume de movimentação nos portos.Antaq, em nota

Terminais agrícolas
A capacidade dos terminais agrícolas nos portos também saturou. Eles estavam com 91% da capacidade para exportação em uso em 2024, acima do limite de segurança estimado em 85%, segundo a consultoria de infraestrutura Macroinfra. Em 2028, a capacidade instalada (cerca de 234 milhões de toneladas) será insuficiente para absorver a demanda de exportação, que chegará a 238,9 milhões.

O porto de Santos deve ganhar um respiro. O terminal para granéis vegetais (STS-11) foi arrematado por uma empresa chinesa em 2022. A Cofco pretende construir um terminal para aumentar a capacidade de 4,5 milhões para 14 milhões de toneladas por ano.

Com os terminais lotados, o tempo de espera para atracar também é longo. No porto de Santos, o tempo médio de carregamento agrícola passou de 10,5 dias, em fevereiro de 2024, para 17,5 dias no mesmo mês de 2025. Em Paranaguá (PR), esse tempo foi de 8,6 para 12,5 dias. “Tempo de espera que custa dinheiro”, diz Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes, que lembra de outro problema crônico para o agronegócio: o escoamento da produção por rodovias.

Todo ano a agricultura perde 10% da safra da fazenda até os portos, diz a Companhia Nacional de Abastecimento. Esse percentual causou um prejuízo de R$ 56 bilhões só em 2022. Cerca de 54% da produção é escoada por caminhões, contra 45% em 2010, segundo o Grupo de Pesquisa em Logística da Escola Superior de Agricultura.

Essa dependência do modo rodoviário “é grave”. “Só 14% da malha rodoviária brasileira é pavimentada, e 67% é considerada péssima ou ruim. É caótico”, diz Quintella. “Tudo isso cria um custo logístico que pode chegar a até 15% do PIB.”

Só no ano passado o governo federal igualou investimentos em infraestrutura de transporte. Foram R$ 24 bi em 2024, o equivalente a 2% do PIB, como na média chinesa e americana. Em 2022, esse valor não passou de R$ 8 bi (0,6% do PIB).

Falta ferrovia e hidrovia para minérios
A exportação de minérios também enfrenta gargalos. Faltam estradas de ferro e hidrovias para escoar essa produção, os principais modais para esse tipo de comodity. “O Brasil tem 30 mil km de ferrovias, mas só 10 mil estão em operação”, diz o professor da FGV Transportes. “E as hidrovias são pouco exploradas.”

Especialistas esperam que as ferrovias em construção reduzam esse gargalo. São elas:

  • Ferrogrão: Ela promete substituir os caminhões da BR-163 ao ligar Sinop, em Mato Grosso, a um porto em Miritituba (PA). Da cidade paraense, a carga seguiria de navio para Ásia, África e Europa.
  • Ferrovia Norte-Sul: Em funcionamento, interliga as principais malhas ferroviárias das cinco regiões do Brasil, possibilitando a conexão entre as linhas que dão acesso aos principais portos e regiões produtoras.
  • Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste no Estado da Bahia): Prevista para entrar em operação em 2026, ligará Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, onde fará conexão com a Ferrovia Norte-Sul, dando acesso ao Centro-Oeste pela Fico (Ferrovia De Integração Centro-Oeste).
  • Fico: Vai levar a produção agrícola do Centro-Oeste à Norte-Sul, permitindo o escoamento até o Maranhão –pela conexão com a Estrada de Ferro Carajás– e Santos, pela Rumo Malha Paulista. Também poderá escoar por Ilhéus (BA) pela conexão com a Fiol a partir da Norte-Sul, na altura de Goiás. A malha atingiu 32% de sua execução no começo de 2025.
  • Ferronorte (Rumo): Ela já liga o Centro-Oeste ao porto de Santos pela Rumo, que também conecta ao Norte e Nordeste pela Norte-Sul. Com trechos inaugurados em 1998 e 2012, tem extensões adicionais em fase de construção e de estudo.

O governo Lula diz investir R$ 4 bilhões em logística para transportar por hidrovias. A principal aposta é a polêmica construção da hidrovia do Rio Paraguai, que corta o Pantanal. Em dezembro do ano passado, o governo aprovou o investimento em 400 balsas e 15 empurradores pra aumentar em 6 milhões de toneladas o escoamento de minérios de ferro e manganês na região.

O Brasil tem 12 mil km de hidrovias navegáveis, com potencial de 42 mil. “Um projeto como esse significa o fortalecimento dessa agenda hidroviária”, afirmou em novembro o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O problema é que “essas novas ferrovias demoram para ficarem prontas”. A Norte-Sul levou 40 anos para chegar onde está. A Fico e Fiol estão longe de serem concluídas”, diz Quintella. “Se não mantém rodovias, como vai construir ferrovias?”

China investe em superporto no Peru
Enquanto o Brasil patina em infraestrutura, a China investe no Peru. Com 60% de verba chinesa, foi construído em apenas quatro anos a primeira parte do porto de Chancay, que pretende ser o mais importante da América do Sul.

Com um calado de 18 metros, poderá receber os maiores navios do mundo ainda este ano. O porto é equipado com IA chinesa e veículos autônomos circulam entre antenas de 5G espalhados por ele.

A China quer que o Brasil também use Chancay. Para isso, estuda bancar a ferrovia “bioceânica”, que conectaria o Rio de Janeiro à costa peruana. Se isso ocorrer, Chancay vai reduzir de até 60 para 23 dias as viagens do Brasil para a Ásia.

Em maio, membros do governo trataram do assunto. “Toda a carga produzida na área central do país seria escoada por essa infraestrutura ferroviária, até chegar ao porto de Chancay”, afirmou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro à CartaCapital.

Com infraestrutura moderna e eficiência logística, Chancay pode se tornar uma alternativa para rotas asiáticas, especialmente se nossas estruturas não acompanharem os avanços exigidos pelo mercado global. Vinicius Marinelli, do CFE.

Fonte: UOL

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