Portos

Como os produtos chegam ao destino: o papel dos portos e dos diferentes modais de transporte

Alimentos, combustíveis, medicamentos, fertilizantes e produtos industrializados percorrem diferentes caminhos antes de chegar ao consumidor. Nesse trajeto, podem ser utilizados caminhões, trens, navios e hidrovias, em uma operação logística que conecta regiões produtoras, portos, centros de distribuição e mercados.

Uma carga pode deixar uma fazenda, indústria ou unidade de produção por rodovia ou ferrovia e seguir até um terminal portuário. No porto, é embarcada em um navio e transportada por centenas ou milhares de quilômetros. Ao chegar ao destino, o produto volta a utilizar outros modais até alcançar uma indústria, centro de distribuição, estabelecimento comercial ou consumidor final.

Os números mostram a importância dessa estrutura para o país. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontam que os portos brasileiros movimentaram 1,4 bilhão de toneladas de cargas em 2025, o maior volume já registrado no Brasil. Desse total, 164,6 milhões de toneladas corresponderam a cargas conteinerizadas, que incluem produtos industrializados e bens de consumo.

A relevância do transporte marítimo também aparece no comércio exterior. Aproximadamente 95% das operações internacionais brasileiras são realizadas por via marítima, fazendo dos portos uma peça fundamental tanto para a chegada de produtos e matérias-primas quanto para as exportações.

Transporte marítimo também conecta diferentes regiões do Brasil

A navegação não é utilizada apenas para operações internacionais. Produtos e matérias-primas também podem ser transportados entre portos brasileiros ou entre plataformas offshore e unidades terrestres, como refinarias.

Esse tipo de operação é conhecido como cabotagem.

Nesse modelo, uma carga pode deixar uma região do país por navio, percorrer a costa brasileira e desembarcar em outro estado, onde o transporte terrestre completa o percurso até o destino final.

Do campo ao supermercado

Um exemplo dessa integração entre modais está no transporte de alimentos. Depois da colheita, o arroz pode passar por processos de secagem e armazenamento antes de ser levado por caminhão ou trem até um porto. A partir daí, a carga pode seguir de navio pela costa até outra região brasileira. Após o desembarque, o produto volta para o transporte terrestre, chegando a centros de distribuição e, posteriormente, aos supermercados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul responde por aproximadamente 70% da produção nacional de arroz em 2026. Dessa forma, parte da produção originada no Sul pode utilizar o transporte marítimo para abastecer consumidores de outras regiões.

A mesma lógica pode ser aplicada a produtos como café, açúcar, milho e frango congelado, que percorrem diferentes etapas e podem combinar rodovias, ferrovias e transporte marítimo.

Portos também garantem o abastecimento do campo

A importância dos portos não está restrita ao transporte de produtos que chegam ao consumidor. Eles também são fundamentais para a entrada de insumos utilizados na produção agrícola. É o caso dos fertilizantes e adubos importados. Em 2025, as importações desses produtos alcançaram 49,3 milhões de toneladas.

A operação começa no país de origem, onde os fertilizantes são embarcados em navios. No Brasil, a carga chega ao terminal portuário, passa por processos de movimentação e armazenagem e, posteriormente, segue por transporte terrestre até as regiões agrícolas. Entre as cargas de maior relevância para a navegação estão o petróleo e seus derivados.

Na cabotagem brasileira, granéis líquidos e gasosos representam cerca de 75% das cargas transportadas, com destaque para petróleo e gás natural. Em 2025, a navegação de cabotagem movimentou aproximadamente 223 milhões de toneladas.

Mas os portos também movimentam uma grande variedade de produtos que chegam ao país em contêineres. Nessa categoria estão peças, máquinas, equipamentos, eletrodomésticos, produtos químicos, roupas, eletrônicos e outros bens presentes no cotidiano.

Assim, antes de chegar às prateleiras ou às mãos do consumidor, muitos produtos percorrem uma verdadeira rede logística, que integra portos, rodovias, ferrovias e hidrovias. Essa combinação de modais permite conectar áreas produtoras, indústrias e centros consumidores dentro e fora do Brasil.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação/Porto de Pecém

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Portos

O que os portos brasileiros movimentam? Conheça os principais tipos de carga

Dos grãos aos contêineres, os portos brasileiros movimentam diariamente uma grande variedade de mercadorias. Cada tipo de carga possui características próprias e, por isso, demanda infraestrutura, equipamentos e procedimentos específicos para armazenagem, embarque, desembarque e transporte.

Entre os principais grupos estão os granéis sólidos, granéis líquidos e gasosos, cargas conteinerizadas e carga geral. A divisão ajuda a entender a complexidade da logística portuária e o papel dos terminais na conexão entre produtores, indústria, comércio e diferentes modais de transporte.

Granéis sólidos: grãos, minérios e fertilizantes

Os granéis sólidos são produtos secos transportados em grandes volumes e sem embalagens individuais. Eles podem ter origem agrícola, mineral ou industrial. Entre os exemplos estão soja, milho, trigo, açúcar, minério de ferro, fertilizantes e carvão.

A movimentação dessas cargas utiliza estruturas como silos, armazéns, moegas, correias transportadoras e equipamentos para carregamento e descarregamento de navios. O controle da umidade e da dispersão de poeira também faz parte dos cuidados necessários durante a operação.

Granéis líquidos e gasosos exigem controle específico

Petróleo, combustíveis, óleos vegetais, produtos químicos e gases estão entre as cargas transportadas em grandes volumes por meio de navios-tanque, dutos, bombas e tanques de armazenamento.

No caso dos gases liquefeitos, são necessárias condições controladas de pressão ou temperatura para manter o produto em estado líquido e viabilizar seu transporte.

Por envolverem riscos específicos, essas operações exigem protocolos rigorosos de segurança, prevenção de vazamentos, controle ambiental e monitoramento das condições de armazenamento e movimentação.

Carga conteinerizada integra diferentes modais

Os contêineres são unidades padronizadas que permitem transportar mercadorias de diferentes características com maior facilidade de transferência entre navios, caminhões e trens. Alimentos industrializados, roupas, eletrônicos, peças automotivas, máquinas, medicamentos, móveis e outros bens de consumo podem ser transportados dessa forma.

Nos terminais portuários, a operação depende de pátios especializados, portêineres, guindastes, empilhadeiras e sistemas de controle e rastreamento. Também existem áreas específicas para contêineres refrigerados, utilizados em cargas que precisam de temperatura controlada.

Um dos indicadores mais conhecidos desse segmento é o TEU, unidade baseada no contêiner padrão de 20 pés e utilizada para medir a movimentação portuária.

Carga geral reúne mercadorias de diferentes formatos

A carga geral inclui mercadorias transportadas individualmente, em volumes, caixas, fardos, peças ou equipamentos, sem serem movimentadas como granéis.

Veículos, máquinas, equipamentos industriais, bobinas de aço, madeira e peças de grandes dimensões são alguns exemplos.

Dependendo das características da mercadoria, a operação pode exigir guindastes, empilhadeiras, rampas, carretas especiais, pátios, armazéns e sistemas de amarração. Cargas pesadas ou de grandes dimensões demandam planejamento adicional para garantir segurança durante o manuseio.

Infraestrutura portuária varia conforme a carga

A diversidade de mercadorias movimentadas explica a existência de diferentes tipos de terminais portuários, equipamentos e estruturas de armazenagem.

Do campo à indústria e ao consumidor final, cada operação precisa ser planejada de acordo com as características da carga. Essa organização é fundamental para o funcionamento da logística portuária e para a integração entre produção, comércio, abastecimento e transporte no Brasil.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Eduardo Oliveira/MPor

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Portos

Trabalhadores dos portos: conheça as profissões que fazem a operação portuária acontecer

Por trás da movimentação de navios e mercadorias, existe uma complexa estrutura formada por profissionais de diferentes áreas. Os trabalhadores portuários são responsáveis por atividades que vão desde a chegada e atracação das embarcações até a movimentação, conferência e segurança das cargas.

A rotina também envolve setores administrativos, fiscalização, manutenção e suporte às operações. Cada função exige conhecimentos específicos e integração entre as equipes para garantir que o transporte marítimo ocorra de maneira segura e eficiente.

Trabalho muda conforme o tipo de porto

Existem diferenças entre os Portos Organizados, de caráter público, e os Terminais de Uso Privado (TUPs), administrados pela iniciativa privada. Questões como contratação, organização e gestão da mão de obra variam de acordo com o modelo de operação.

Nos Portos Organizados, as atividades dos trabalhadores portuários são regulamentadas pela Lei nº 12.815/2013, conhecida como Lei de Modernização dos Portos. Nos TUPs, a organização do trabalho possui maior liberdade de definição pela iniciativa privada.

Independentemente do modelo, as características das cargas e dos terminais demandam treinamento especializado, qualificação técnica e coordenação entre os profissionais envolvidos.

Quais são as principais profissões nos portos?

A evolução tecnológica e a modernização da operação portuária aumentaram a necessidade de trabalhadores preparados para lidar com equipamentos, sistemas e procedimentos cada vez mais sofisticados.

Entre as principais funções estão:

Trabalhador da capatazia

É responsável pela movimentação de mercadorias dentro das instalações portuárias. Entre as atividades estão recebimento, conferência, transporte interno, manipulação, organização e entrega de cargas.

Também pode participar do carregamento e descarregamento de embarcações quando essas operações são realizadas com equipamentos portuários.

Trabalhador da estiva

O profissional da estiva trabalha diretamente com as cargas nos conveses e porões das embarcações. Suas atribuições incluem operações de carregamento e descarga, transbordo e organização das mercadorias.

A função também envolve a peação, que consiste em fixar e amarrar as cargas para impedir deslocamentos durante o transporte, e a despeação, etapa de retirada dos dispositivos de travamento após a viagem.

Conferente de carga

O conferente verifica as características e a quantidade das mercadorias movimentadas. O trabalho inclui contagem de volumes, registro de informações, análise das condições da carga, acompanhamento da pesagem e conferência do manifesto.

É uma atividade importante para o controle de cargas durante as operações de embarque e desembarque.

Consertador de carga

Esse profissional atua na recuperação e preparação das embalagens utilizadas no transporte de mercadorias.

Entre as tarefas estão reparos, reembalagem, marcação, etiquetagem e abertura de volumes para inspeção, além da recomposição das embalagens após a vistoria.

Vigilante de embarcações

A vigilância de embarcações envolve o controle e a fiscalização do acesso de pessoas aos navios atracados ou fundeados.

O trabalho também abrange o acompanhamento da movimentação de mercadorias em áreas como portalós, rampas, porões, conveses e plataformas.

Trabalhador de bloco

Os chamados trabalhadores de bloco atuam na limpeza e conservação de embarcações mercantes e de seus tanques.

As atividades podem incluir remoção de ferrugem, pintura, pequenos reparos e outros serviços necessários à manutenção das embarcações.

Profissionais da administração portuária

A operação de um porto também depende de profissionais que trabalham nos setores administrativos e de gestão.

Essa estrutura reúne áreas como contabilidade, jurídico, setor comercial e gestão das operações portuárias, entre outras funções essenciais ao funcionamento das instalações.

Qualificação é cada vez mais importante

A modernização dos portos trouxe novos equipamentos, processos e tecnologias para o setor. Com isso, a qualificação profissional passou a ter papel ainda mais relevante para garantir produtividade e segurança nas operações.

Além do conhecimento técnico específico de cada função, os trabalhadores precisam seguir procedimentos relacionados à segurança portuária, logística, fiscalização e controle.

Fórum debate condições de trabalho nos portos

A organização do trabalho nos Portos Organizados também é acompanhada institucionalmente. No Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Fórum Permanente dos Trabalhadores Portuários reúne representantes dos trabalhadores, autoridades portuárias, entidades patronais e profissionais, além de órgãos públicos ligados ao setor.

Criado por meio das Portarias nº 479, de 31 de outubro de 2023, e nº 562, de 18 de dezembro de 2023, o fórum discute temas como políticas públicas, segurança, formação profissional e condições de trabalho nos portos brasileiros.

Dessa forma, a atividade portuária vai muito além de navios e máquinas: é sustentada por uma cadeia de profissionais especializados que trabalham de forma integrada para manter o fluxo de cargas funcionando.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Logística

Cabotagem e navegação de longo curso: entenda as diferenças e a importância para a logística brasileira

Apesar de utilizarem a mesma infraestrutura portuária, a cabotagem e a navegação de longo curso desempenham funções distintas no transporte marítimo. Enquanto uma é voltada ao deslocamento de cargas entre portos brasileiros, a outra conecta o país ao mercado internacional por meio das exportações e importações.

Um exemplo dessa diferença é o transporte de contêineres com eletrodomésticos entre Manaus e o Porto de Santos, operação típica da cabotagem. Já um navio que parte de Santos carregado de soja com destino à Ásia realiza uma viagem de longo curso, voltada ao comércio exterior.

Navegação de longo curso impulsiona exportações brasileiras

A navegação de longo curso é a principal responsável pela movimentação de cargas destinadas ao mercado internacional. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, em 2025, mais de 80% do volume transportado nessa modalidade foi destinado às exportações, enquanto aproximadamente 20% correspondeu às importações.

No período, esse segmento movimentou mais de 1 bilhão de toneladas, com destaque para granéis sólidos, como minério de ferro, soja, milho e açúcar, produtos que representam parcela significativa da pauta exportadora brasileira.

Cabotagem fortalece o abastecimento interno

Já a cabotagem atende principalmente à logística nacional, conectando diferentes regiões do país por via marítima. Nessa modalidade predominam os granéis líquidos e gasosos, que representam cerca de 75% da carga transportada, incluindo petróleo e gás natural enviados de plataformas marítimas para refinarias brasileiras.

Além disso, a cabotagem também movimenta cargas em contêineres, transportando produtos como eletrodomésticos, biocombustíveis, alimentos, vestuário e diversos bens destinados ao abastecimento do mercado interno.

Em 2025, a modalidade registrou a movimentação de aproximadamente 223 milhões de toneladas, segundo o Estatístico Aquaviário da Antaq.

Integração logística amplia eficiência do transporte

A cabotagem faz parte da logística multimodal brasileira ao operar de forma integrada com rodovias, ferrovias e hidrovias, facilitando o transporte de mercadorias entre polos industriais, centros de distribuição e mercados consumidores.

Essa integração contribui para reduzir custos logísticos, aumentar a eficiência no transporte de cargas e diminuir os impactos ambientais em comparação com outros modais.

Modalidades complementares para o desenvolvimento do país

Embora tenham finalidades distintas, cabotagem e navegação de longo curso são fundamentais para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Enquanto a cabotagem garante o abastecimento interno, melhora a distribuição de mercadorias e fortalece a integração entre as regiões brasileiras, a navegação de longo curso amplia a presença do país no comércio internacional, impulsionando as exportações e assegurando a chegada de produtos importados aos portos nacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafael Medeiros

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Portos

Portos brasileiros ampliam movimentação de cargas estratégicas no primeiro semestre de 2026

Os portos brasileiros reforçaram sua importância para a logística nacional e o comércio exterior ao registrar crescimento na movimentação de cargas entre janeiro e junho de 2026. Terminais localizados em diferentes regiões do país apresentaram resultados positivos, impulsionados pelo transporte de grãos, contêineres, combustíveis, minérios, veículos e outros produtos destinados tanto ao mercado interno quanto às exportações.

Entre os principais destaques do semestre estão os portos de Santos (SP), Paranaguá e Antonina (PR), Itaqui (MA), Suape (PE), os portos administrados pela Codeba, na Bahia, e o Porto de Itajaí (SC).

Porto de Santos mantém liderança na América Latina

Maior complexo portuário da América Latina, o Porto de Santos movimentou 92,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 5,05% em comparação ao mesmo período do ano passado.

As exportações responderam por 68,71 milhões de toneladas, enquanto as importações totalizaram 24,08 milhões de toneladas.

Nas vendas ao exterior, a soja em grãos foi o principal produto embarcado, com 25,61 milhões de toneladas, seguida pela carga conteinerizada e pelos granéis líquidos, com destaque para óleo combustível, sucos cítricos e óleo diesel.

Já nas importações, a movimentação foi liderada pelas cargas em contêineres, fertilizantes e combustíveis.

Paraná registra alta impulsionada pela soja e pelos contêineres

Os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas no semestre, avanço de 0,6% sobre o mesmo período de 2025.

A soja permaneceu como principal destaque, alcançando 9,47 milhões de toneladas embarcadas, volume 21% superior ao registrado no ano anterior.

Outro segmento que apresentou crescimento foi o de cargas conteinerizadas, que atingiu 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9%.

Porto do Itaqui fortalece o Arco Norte

Fundamental para o escoamento da produção agrícola pelo Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, movimentou 16,58 milhões de toneladas entre janeiro e junho.

Os granéis sólidos concentraram a maior parte da operação, somando 11,97 milhões de toneladas, impulsionados principalmente pela soja.

Também tiveram participação relevante os granéis líquidos, especialmente derivados de petróleo, além da carga geral, liderada pela movimentação de celulose.

Suape cresce com petróleo, contêineres e veículos

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, registrou movimentação de 13,7 milhões de toneladas, crescimento de 25,6% na comparação anual.

Os granéis líquidos, compostos principalmente por petróleo e derivados, responderam pela maior parte das operações, com 9,14 milhões de toneladas.

O terminal também movimentou 333.786 TEUs, unidade utilizada para medir o volume de contêineres, além de registrar aumento na movimentação de granéis sólidos e de 33.779 veículos ao longo do semestre.

Portos da Bahia apresentam crescimento acima de 22%

Os portos públicos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) encerraram o semestre com crescimento de 22,49% na movimentação de cargas.

O Porto de Salvador liderou o desempenho, com 3,79 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelo avanço das importações.

Já o Porto de Aratu-Candeias movimentou 3,70 milhões de toneladas, registrando forte expansão das exportações.

No sul do estado, o Porto de Ilhéus movimentou 89,9 mil toneladas e passou a operar uma nova carga: o óxido de magnésio, embarcado pela primeira vez com destino ao Porto de Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Porto de Itajaí registra um dos maiores crescimentos do país

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, movimentou 2,6 milhões de toneladas no primeiro semestre, resultado 40% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Na operação de contêineres, o terminal alcançou 238.873 TEUs, crescimento de 75% em relação ao ano anterior, reforçando sua recuperação e expansão operacional.

Portos impulsionam a logística e o comércio brasileiro

Os resultados registrados no primeiro semestre demonstram a relevância dos portos brasileiros para o escoamento da produção nacional, abastecimento da indústria e fortalecimento das exportações. A evolução da movimentação de cargas evidencia a importância da infraestrutura portuária para ampliar a competitividade do país e integrar diferentes modais de transporte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Agronegócio

Soja reage em Chicago, enquanto preços nos portos brasileiros seguem próximos de R$ 150 por saca

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) registram leve recuperação nesta quinta-feira (30), após a forte pressão de venda observada na sessão anterior. O movimento é considerado uma correção técnica depois que as cotações atingiram os menores níveis das últimas semanas, influenciadas pela melhora das condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Apesar da alta moderada, o mercado continua atento às previsões do tempo e ao comportamento da demanda internacional, fatores que seguem determinando a direção dos preços.

Liquidação de fundos pressionou as cotações

Além do clima mais favorável para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas, a intensa liquidação de posições por parte dos fundos de investimento ampliou a queda dos preços na quarta-feira (29).

Por volta das 7h10 (horário de Brasília), os principais contratos avançavam entre 1,50 e 3,25 pontos. O vencimento de agosto era negociado a US$ 11,79 por bushel, enquanto novembro alcançava US$ 11,96. O contrato de janeiro permanecia acima da marca de US$ 12,00, cotado a US$ 12,07 por bushel.

Clima nos Estados Unidos continua no radar

Mesmo com a recuperação das cotações, operadores mantêm cautela diante das previsões meteorológicas para o cinturão produtor dos Estados Unidos.

Os modelos climáticos indicam chuvas abrangentes e temperaturas mais amenas nos próximos dias, cenário considerado favorável às lavouras. Em um horizonte mais distante, no entanto, a expectativa de calor acima da média em importantes regiões produtoras segue sendo acompanhada pelo mercado por seu potencial impacto sobre a produtividade.

Relatório do USDA pode definir os próximos movimentos

Outro fator aguardado pelos investidores é a divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os dados devem indicar o ritmo da demanda pela soja norte-americana e podem influenciar o comportamento das cotações em um momento em que o mercado avalia a competitividade do produto dos Estados Unidos no comércio internacional.

Além disso, os agentes acompanham a movimentação do complexo soja, especialmente os contratos de farelo, óleo de soja e também o mercado de petróleo. Nesta quinta-feira, tanto o farelo quanto o óleo operavam em alta, oferecendo suporte adicional às cotações do grão.

Portos brasileiros mantêm preços firmes

No mercado brasileiro, o foco permanece sobre os preços praticados nos portos e na influência do câmbio.

Mesmo com a pressão exercida por Chicago ao longo da semana, a valorização do dólar frente ao real e a demanda pela soja brasileira continuam sustentando as indicações no mercado físico, embora os negócios ocorram de forma mais seletiva.

Segundo Ronaldo Fernandes, analista de mercado e diretor da Royal Rural, a soja disponível nos principais portos brasileiros segue sendo negociada próxima de R$ 150 por saca, enquanto a safra nova trabalha com referência em torno de R$ 140 por saca.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Portos

Praticagem: entenda por que a atividade é essencial para a segurança dos portos brasileiros

A praticagem desempenha um papel estratégico para a segurança da navegação e o funcionamento dos portos no Brasil. Embora o comandante seja responsável pela embarcação, é o prático quem possui conhecimento detalhado das condições locais e conduz as manobras em áreas de maior complexidade, como canais estreitos, baías e acessos portuários.

Antes da chegada do navio ao porto, o profissional é transportado por uma lancha de praticagem até a embarcação. Em alto-mar, ele embarca por uma escada de corda fixada ao casco e acompanha toda a operação até a atracação ou até que o navio deixe a chamada Zona de Praticagem (ZP) em segurança.

Conhecimento local garante operações mais seguras

Enquanto o comandante está preparado para navegar em diferentes rotas ao redor do mundo, o prático é especializado nas características específicas da região onde atua. Cada Zona de Praticagem exige habilitação própria, já que fatores como marés, correntes, ventos e condições meteorológicas variam de um porto para outro.

Esse domínio técnico permite que as manobras sejam executadas com precisão, reduzindo riscos durante a entrada e a saída de embarcações em áreas de navegação consideradas críticas.

Praticagem é fundamental para o comércio marítimo

O transporte marítimo responde por cerca de 95% do comércio internacional brasileiro, tornando a praticagem uma atividade indispensável para a logística nacional. A atuação dos práticos contribui para evitar colisões, encalhes e outros acidentes que podem interromper operações portuárias, causar prejuízos econômicos e comprometer o abastecimento de diversos setores.

Além de proteger a infraestrutura dos portos, o serviço garante que cargas como alimentos, combustíveis, medicamentos, máquinas e outros produtos cheguem ao destino com segurança e eficiência.

Proteção ambiental e segurança operacional

Outro aspecto relevante da praticagem é a preservação do meio ambiente. Ao reduzir a possibilidade de acidentes envolvendo grandes embarcações, a atividade diminui o risco de vazamentos de combustíveis e cargas, protegendo rios, baías e áreas costeiras.

A Marinha do Brasil regulamenta a atividade e estabelece critérios rigorosos para formação, qualificação e treinamento dos profissionais, assegurando elevados padrões de segurança nas operações.

Atividade estratégica para o desenvolvimento do país

Mesmo sendo pouco percebida pela população, a praticagem é um dos pilares da logística portuária brasileira. A atuação dos práticos garante o funcionamento eficiente dos portos, protege vidas, preserva o meio ambiente e fortalece a competitividade do comércio marítimo, mantendo o Brasil conectado aos mercados internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Praticagem do Brasil

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Comércio Exterior

Portos do Sul e Sudeste devem concentrar impactos do tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras

Os portos das regiões Sul e Sudeste devem sentir os maiores reflexos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A avaliação é do Observatório de Infraestrutura de Transportes, do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), que aponta concentração dos impactos nos principais polos exportadores do país.

De acordo com o presidente do IBI, Mario Povia, os efeitos da medida tendem a ser mais intensos no Porto de Santos (SP) e nos terminais localizados no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, estados que concentram o embarque de diversos produtos atingidos pelas sobretaxas.

Exportações de produtos industriais estão entre as mais afetadas

Segundo o instituto, os portos dessas regiões são responsáveis pelo escoamento de mercadorias como madeira de pinus, móveis, máquinas, plásticos, produtos têxteis, calçados, papel, açúcar, tabaco e rochas ornamentais, segmentos diretamente impactados pela política tarifária norte-americana.

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostra que cerca de 23% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos foram atingidas pelas novas tarifas. Em contrapartida, aproximadamente 52,7% dos produtos enviados ao mercado norte-americano ficaram de fora da medida, graças às exceções anunciadas pelo governo dos EUA.

Isenções reduzem impacto sobre a movimentação portuária

Apesar das restrições comerciais, especialistas avaliam que o sistema portuário brasileiro deve sofrer impactos limitados. Isso porque boa parte das cargas transportadas em contêineres foi contemplada pelas isenções.

Entre os produtos preservados estão carnes, café, celulose, pescados e frutas, mercadorias de maior valor agregado que representam parcela importante da movimentação conteinerizada brasileira.

Na avaliação do IBI, esse cenário tende a manter o ritmo das operações nos portos, concentrando os prejuízos apenas em determinadas cadeias produtivas e regiões, sem comprometer o desempenho geral da infraestrutura portuária nacional.

Setor de transporte também prevê reflexos em outros modais

Embora as isenções amenizem parte dos efeitos sobre as exportações, representantes do setor de transporte alertam para consequências indiretas em diferentes modais logísticos.

A gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes, afirma que os principais impactos devem atingir produtos manufaturados e semimanufaturados. Ainda assim, ela reconhece que as exceções concedidas pelos Estados Unidos oferecem certo alívio para o agronegócio e para segmentos estratégicos da indústria brasileira.

Mesmo com esse cenário, a redução no volume de cargas destinadas ao mercado norte-americano pode afetar empresas de transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, em razão da diminuição do fluxo de mercadorias.

Empresas de logística podem enfrentar atrasos e queda na receita

Além da redução nas exportações, a CNT destaca que disputas comerciais dessa natureza costumam provocar atrasos nos processos aduaneiros, necessidade de renegociação de contratos e busca por novos mercados consumidores, fatores que aumentam os desafios para transportadoras e operadores logísticos.

O governo federal anunciou linhas de financiamento por meio do Programa Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras e fornecedores impactados pelas tarifas e pela instabilidade no Golfo Pérsico. No entanto, segundo a entidade, o pacote não contempla de forma direta o setor de transporte e logística, que sofre os efeitos da retração das exportações sem acesso específico às medidas de apoio.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Portos

Concessão de canais de acesso impulsiona novo modelo de gestão portuária no Brasil

Os canais de acesso portuário desempenham um papel estratégico para o funcionamento dos portos, embora sejam pouco conhecidos pelo público em geral. São essas vias navegáveis que conectam o mar aos terminais e determinam as condições de entrada e saída das embarcações.

A profundidade dos canais é um dos principais fatores para a operação portuária, pois define quais navios podem atracar com segurança e qual volume de carga conseguem transportar. Quanto maior a capacidade das embarcações, menor tende a ser o custo logístico por tonelada ou contêiner movimentado, tornando os portos brasileiros mais competitivos no comércio internacional.

Além de beneficiar as exportações, a melhoria da infraestrutura também contribui para reduzir os custos das importações e aumentar a eficiência do transporte marítimo.

Novo modelo de concessão reúne serviços em um único contrato

A gestão dos canais de acesso passa por uma transformação com a adoção de um novo modelo de concessão à iniciativa privada. Diferentemente do formato tradicional, baseado em contratos separados para serviços de dragagem, a proposta reúne em um único contrato toda a administração da infraestrutura aquaviária.

O escopo inclui a dragagem, responsável pela manutenção da profundidade dos canais, a sinalização náutica, o gerenciamento do tráfego de embarcações, além da conservação das áreas de manobra e dos locais de fundeio utilizados pelos navios enquanto aguardam autorização para atracar.

Esse modelo busca garantir manutenção contínua da infraestrutura, aumentar a previsibilidade das operações e reduzir restrições que impactam armadores, operadores portuários e exportadores.

Crescimento dos navios exige canais mais profundos

A necessidade de investimentos acompanha a evolução da frota marítima mundial. Nas últimas décadas, os porta-contêineres aumentaram significativamente de tamanho, passando de embarcações com cerca de 300 metros para modelos que chegam a 400 metros de comprimento.

Esses navios possuem capacidade para transportar quase três vezes mais contêineres do que as embarcações utilizadas no início dos anos 2000. Para atender essa nova realidade, os canais precisam oferecer profundidade compatível com o maior calado operacional, permitindo que os navios operem com sua capacidade máxima.

Dragagem fortalece logística e reduz emissões

Estudo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) aponta que o aprofundamento dos canais traz ganhos importantes para a logística portuária.

Segundo a entidade, canais mais profundos permitem que os navios transportem maior volume de carga por viagem, reduzam o consumo de combustível por contêiner movimentado e contribuam para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

Por outro lado, quando a profundidade limita o carregamento ou obriga as embarcações a aguardar condições favoráveis de maré para navegar, parte dessa eficiência é perdida. O resultado é o aumento dos custos operacionais, maior tempo de espera e redução da competitividade dos portos e das cadeias logísticas brasileiras.

A adoção do novo modelo de concessão de canais de acesso busca justamente oferecer maior previsibilidade, elevar a eficiência operacional e preparar a infraestrutura portuária nacional para atender à crescente demanda do comércio marítimo internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Evento

XXXIII Encontro Cooperaportos debate ESG, sustentabilidade e segurança no setor portuário

O XXXIII Encontro Cooperaportos já tem data marcada. Entre os dias 26 e 28 de agosto, representantes do setor portuário, especialistas e autoridades participarão de um dos principais fóruns nacionais voltados à discussão de sustentabilidade, segurança e ESG nos portos. Nesta edição, o tema central será “Portos na Fronteira ESG”.

O encontro acontecerá em formato híbrido. As atividades presenciais serão realizadas no Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), com participação mediante convite, enquanto o público também poderá acompanhar toda a programação de forma virtual por meio da plataforma Teams. O link de acesso será divulgado pela organização em data próxima ao evento.

Parceria reúne principais entidades do setor portuário

A realização do encontro faz parte do Protocolo de Intenções firmado entre a ANTAQ, a ABEPH, a ABTP e a ATP, entidades que atuam na promoção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do sistema portuário brasileiro. Em 2026, a Vports será a anfitriã do evento.

A iniciativa também integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária (AASA) 2025/2026, elaborada pela Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ. O programa reúne ações voltadas ao fortalecimento da governança ambiental, da segurança aquaviária e da adoção das melhores práticas de ESG no setor.

Programação abordará desafios estratégicos para os portos

A agenda oficial será divulgada nos próximos dias, mas a organização já confirmou que o evento contará com painéis, palestras e debates sobre temas considerados estratégicos para o futuro da atividade portuária.

Entre os assuntos previstos estão o licenciamento ambiental, a descarbonização, a segurança operacional, a resposta a emergências, a preservação da biodiversidade e a integração entre porto e cidade, temas que vêm ganhando espaço nas discussões sobre infraestrutura e logística.

O encerramento da programação será marcado por uma visita técnica ao Porto Organizado de Vitória, permitindo aos participantes conhecer de perto as operações e iniciativas desenvolvidas no complexo portuário.

Cooperaportos completa mais de duas décadas promovendo cooperação

Criado em 2000, o Cooperaportos tornou-se um espaço permanente de cooperação entre instituições públicas e privadas voltado ao fortalecimento das ações socioambientais e de segurança no setor portuário. O primeiro encontro foi realizado em 29 de junho daquele ano, nas instalações da então Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Realizado anualmente, o fórum reúne técnicos, gestores, representantes de administrações portuárias, órgãos públicos e especialistas para promover a troca de experiências, disseminar boas práticas, incentivar o aperfeiçoamento regulatório e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos portos brasileiros.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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