Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações de café do Brasil em 2026

O Porto de Santos, no litoral paulista, foi responsável pelo embarque de 70,7% do café brasileiro exportado entre janeiro e setembro de 2026. No período, o terminal movimentou 20,5 milhões de sacas de 60 quilos destinadas ao mercado internacional, consolidando sua liderança na logística de exportação do produto.

Os números foram divulgados na sexta-feira (9) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que apontou o complexo santista como o principal ponto de saída do café nacional.

Porto de Santos lidera exportações de café

No ranking dos principais portos utilizados para a exportação de café, Santos aparece à frente do complexo portuário do Rio de Janeiro, responsável por 25,2% dos embarques, e do Porto de Paranaguá, no Paraná, que respondeu por 1,1% do total.

Apesar da liderança, a participação de Santos apresentou uma leve queda de 0,2 ponto percentual em relação ao levantamento anterior. No mesmo intervalo, o complexo portuário fluminense avançou de 24,9% para 25,2%, ampliando sua presença nas exportações brasileiras de café.

Embarques de café recuam em setembro

Em setembro de 2026, o Porto de Santos embarcou 2,78 milhões de sacas de café. O volume ficou abaixo dos 2,95 milhões registrados em agosto, representando uma redução de aproximadamente 5,8% na movimentação mensal.

Mesmo com a queda, o terminal paulista continuou concentrando a maior parte dos embarques do produto brasileiro para o exterior.

Exportações brasileiras de café somam 29 milhões de sacas

O Brasil exportou 3,89 milhões de sacas de café em setembro, resultado 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Considerando o período de janeiro a setembro de 2026, o volume total das exportações de café alcançou 29,09 milhões de sacas de 60 quilos, reforçando a presença do país no comércio internacional da commodity.

Estados Unidos lideram destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro nos nove primeiros meses de 2026. A Alemanha e a Itália também se destacaram entre os maiores compradores, conforme os dados divulgados.

Confira os cinco principais mercados do café brasileiro no período:

  • Estados Unidos: 3,80 milhões de sacas;
  • Alemanha: 3,30 milhões de sacas;
  • Itália: 2,59 milhões de sacas;
  • Bélgica: 2,46 milhões de sacas;
  • Japão: 1,45 milhão de sacas.

Os números evidenciam a importância do Porto de Santos para o escoamento da produção nacional e para o abastecimento dos principais mercados consumidores de café no exterior.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: ACS/Divulgação

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Sustentabilidade

Monitoramento ambiental nos portos brasileiros contribui para proteger a vida marinha

O monitoramento ambiental portuário é uma ferramenta importante para preservar a biodiversidade nas regiões costeiras e nos estuários brasileiros. Por meio de estudos e acompanhamento contínuo da fauna, as autoridades portuárias buscam identificar mudanças nos ecossistemas, avaliar os efeitos das operações e orientar medidas de conservação da vida marinha.

Tartarugas, golfinhos, aves e diferentes organismos aquáticos estão entre as espécies observadas nesses programas. As ações variam conforme as características de cada região e incluem levantamentos de fauna, identificação de espécies exóticas e acompanhamento das condições ambientais.

Os dados coletados ajudam a compreender a dinâmica dos ecossistemas e fornecem subsídios para reduzir possíveis impactos das atividades portuárias sobre a natureza.

Porto de Santos realiza monitoramento da fauna e da biota aquática

No Porto de Santos, no litoral de São Paulo, os programas ambientais abrangem o acompanhamento da biota aquática, das aves, das espécies marinhas exóticas e da atividade pesqueira.

Entre as iniciativas está o monitoramento de tartarugas marinhas na região do canal de navegação. Os levantamentos registram a presença desses animais em diferentes pontos do estuário e observam bancos de sedimentos que podem funcionar como áreas de alimentação.

O trabalho também permite reunir informações para avaliar possíveis interferências das operações portuárias sobre esses animais e seus habitats.

Outro eixo de atuação é o estudo da avifauna, que analisa a diversidade e a quantidade de aves presentes na região. Já o programa de espécies exóticas acompanha a biota aquática do estuário para identificar organismos não nativos e avaliar os riscos que sua presença pode representar para o equilíbrio ambiental.

O monitoramento da atividade pesqueira complementa as ações, ampliando o conhecimento sobre as relações entre as atividades humanas e os ecossistemas locais.

Portos do Paraná acompanham fauna marinha e áreas de manguezal

Nos portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, as ações de conservação ambiental incluem o acompanhamento da fauna marinha, dos quelônios — grupo que abrange tartarugas e outros répteis —, dos manguezais e da qualidade da água.

Os programas também contemplam a recuperação de áreas degradadas e o desenvolvimento de projetos socioambientais em parceria com comunidades do litoral paranaense.

Essas iniciativas contribuem para a preservação dos habitats costeiros e para a identificação de alterações ambientais que possam exigir medidas específicas de proteção.

Ao integrar o monitoramento da fauna, a avaliação da água e a recuperação de áreas naturais, os projetos buscam conciliar as atividades portuárias com a conservação dos recursos naturais.

Ministério de Portos e Aeroportos incentiva práticas sustentáveis

As iniciativas de monitoramento estão alinhadas às diretrizes de sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que incentiva a adoção de práticas ambientais nos setores portuário, hidroviário e aeroportuário.

A orientação é incorporar a proteção ambiental ao planejamento e à expansão da infraestrutura, estimulando medidas de conservação dos recursos naturais e de redução dos impactos das operações.

Entre as iniciativas promovidas pelo ministério está o Pacto pela Sustentabilidade, que incentiva empresas públicas e privadas a assumir compromissos relacionados às práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

A proposta é ampliar a participação do setor produtivo na adoção de medidas sustentáveis, fortalecendo a integração entre desenvolvimento econômico, responsabilidade socioambiental e preservação dos ecossistemas.

Monitoramento ambiental fortalece a conservação costeira

O acompanhamento sistemático da fauna e das condições ambientais permite identificar alterações nos ecossistemas e produzir informações que auxiliam na tomada de decisões.

Nos portos brasileiros, essas ações contribuem para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade e orientar medidas destinadas a minimizar os efeitos das atividades econômicas sobre os ambientes naturais.

A integração entre gestão portuária sustentável, pesquisa ambiental e participação das comunidades representa uma estratégia para conciliar a movimentação de cargas com a proteção da vida marinha e dos ecossistemas costeiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Portos

Governo prepara sistema para monitorar saturação dos portos brasileiros até 2030

O Ministério de Portos e Aeroportos está desenvolvendo uma ferramenta para acompanhar os níveis de saturação dos portos brasileiros entre 2027 e 2030. A iniciativa pretende identificar possíveis gargalos na infraestrutura portuária e avaliar se a capacidade dos terminais será suficiente para atender ao crescimento da movimentação de cargas nos próximos anos.

O sistema deverá monitorar periodicamente a relação entre demanda e capacidade operacional, além de avaliar os níveis de serviço das operações portuárias. A proposta abrange todos os complexos portuários do país e alguns Terminais de Uso Privado (TUPs).

Com os dados, o governo pretende identificar quais estruturas estão próximas do limite de operação e quais ainda possuem condições de receber volumes adicionais de mercadorias, contribuindo para o planejamento de investimentos e ampliações.

Crescimento da movimentação de contêineres pressiona infraestrutura

A criação do monitoramento ocorre em meio a preocupações com a capacidade dos principais portos brasileiros. Um estudo da Macroinfra, divulgado pela CNN, aponta que importantes terminais de contêineres podem atingir seus limites operacionais até 2030 caso os projetos de expansão e a implantação de novas estruturas não avancem.

O levantamento identificou sinais de pressão sobre a capacidade em quatro áreas portuárias estratégicas: Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí e Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

As projeções consideram o aumento esperado na movimentação de contêineres e a capacidade operacional prevista para os próximos anos. O cenário reforça a necessidade de ampliar a infraestrutura para acompanhar a evolução do comércio exterior brasileiro.

Porto de Santos registra aumento na ocupação dos terminais

O Porto de Santos, principal complexo portuário do país, exemplifica os desafios relacionados ao crescimento da demanda. Segundo o estudo, a taxa de ocupação dos principais terminais de contêineres chegou a 79,7% no último ano analisado, ante 55,9% em 2015.

Embora a produtividade tenha avançado no período, o ganho não foi suficiente para acompanhar o ritmo de expansão da demanda, de acordo com o levantamento.

O aumento da utilização da infraestrutura também está associado a preocupações com filas de navios, custos logísticos e tempo necessário para a realização das operações.

Espera para atracação em Santos chega a 35 horas

Dados apresentados à CNN pelo consultor Luis Cláudio Montenegro, da Neowise Consultoria, mostram uma elevação expressiva no tempo médio de espera para atracação no Porto de Santos.

Em 2019, os navios aguardavam aproximadamente oito a nove horas para atracar. Em 2024, esse intervalo chegou a cerca de 35 horas, indicando maior pressão sobre a operação portuária.

Os custos de movimentação de contêineres também registraram aumento. Conforme o levantamento da consultoria, o valor médio estimado do THC (Terminal Handling Charge), taxa relacionada à movimentação de contêineres nos terminais, passou de uma faixa entre US$ 70 e US$ 100 por TEU, em 2019, para aproximadamente US$ 500 em 2026.

TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, utilizada como referência na medição da capacidade e da movimentação de cargas conteinerizadas.

Novo monitoramento deve orientar investimentos portuários

A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a ferramenta funcione como um indicador antecipado de possíveis gargalos. Ao acompanhar a evolução da demanda em relação à capacidade disponível, o governo poderá identificar situações que exijam intervenções antes que as limitações comprometam o desempenho das operações.

As informações deverão apoiar decisões sobre expansão de terminais, investimentos em infraestrutura portuária e planejamento logístico para o período de 2027 a 2030.

O acompanhamento sistemático também poderá contribuir para estabelecer prioridades entre os complexos portuários, considerando o ritmo de crescimento das cargas e a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento.

Tecon Santos 10 prevê ampliar capacidade do porto em 50%

Entre os projetos considerados importantes para enfrentar as limitações de capacidade em Santos está o Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres previsto para ampliar em 50% a capacidade do complexo portuário.

O empreendimento tem previsão de atrair quase R$ 6 bilhões em investimentos. A ampliação é vista como uma das alternativas para atender ao crescimento da demanda e reduzir a pressão sobre a infraestrutura existente.

O projeto, entretanto, ainda enfrenta discussões sobre o modelo de leilão e possíveis restrições à participação de empresas que já operam no Porto de Santos.

Enquanto a definição do empreendimento segue em debate, o monitoramento da capacidade portuária deverá ajudar o governo a acompanhar os riscos de saturação e a planejar medidas para preservar a eficiência da logística portuária brasileira nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Transporte

MSC e ONE assumem serviço Ipanema entre Ásia e América do Sul em abril de 2027

A MSC e a Ocean Network Express (ONE) passarão a operar em conjunto o serviço marítimo Ipanema, que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul. A mudança ocorrerá após o fim do atual acordo de compartilhamento de navios com a Hapag-Lloyd.

De acordo com a MSC, a primeira viagem sob o novo modelo operacional está prevista para sair de Xangai, na China, em 3 de abril de 2027. A operação manterá a frequência semanal e a conexão entre importantes mercados asiáticos e portos sul-americanos.

MSC ampliará frota no serviço Ipanema

Atualmente, o serviço Ipanema funciona por meio de um acordo de compartilhamento de embarcações, conhecido como Vessel Sharing Agreement (VSA), entre MSC, ONE e Hapag-Lloyd.

Com a reorganização, MSC e ONE continuarão atendendo a rota, enquanto a Hapag-Lloyd deixará de integrar a parceria.

A MSC também anunciou que adicionará navios à operação, com o objetivo de ampliar sua atuação no corredor marítimo entre a Ásia e a Costa Leste da América do Sul. Até o momento, a companhia não divulgou o número de embarcações que serão incorporadas nem a capacidade adicional da frota.

Serviço marítimo manterá escalas em portos brasileiros

A nova configuração do serviço Ipanema preservará a conexão com portos estratégicos do Brasil, além de atender destinos no Uruguai e na Argentina.

No território brasileiro, a rota continuará contemplando Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande. Já Montevidéu e Buenos Aires permanecerão como pontos de conexão para os mercados uruguaio e argentino.

A manutenção dessas escalas permite que o serviço continue atendendo aos fluxos de transporte marítimo de cargas entre os principais centros comerciais da Ásia e os portos da região.

Confira a rota completa do serviço Ipanema

A rotação divulgada pela MSC prevê escalas nos seguintes portos:

Xangai – Ningbo – Shekou – Hong Kong – Singapura – Santos – Paranaguá – Navegantes – Montevidéu – Buenos Aires – Rio Grande – Paranaguá – Navegantes – Santos – Singapura – Hong Kong – Xangai.

O itinerário inclui escalas repetidas em Santos, Paranaguá e Navegantes, contemplando diferentes etapas da operação na costa sul-americana, tanto nos fluxos de chegada quanto nos de saída.

Frequência semanal será mantida a partir de 2027

Segundo a MSC, o serviço Ipanema continuará com frequência semanal, mantendo a proposta de oferecer tempos de trânsito competitivos e conexões diretas entre importantes origens asiáticas e os principais portos da Costa Leste da América do Sul.

A entrada em vigor do novo modelo está programada para 3 de abril de 2027, com a saída do primeiro navio de Xangai. A data marcará a transição do acordo atual, que envolve três armadoras, para a operação compartilhada entre MSC e ONE.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSC

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Aeroportos, Portos

Investimentos em portos, aeroportos e hidrovias devem chegar a R$ 160 bilhões até 2030

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apresentou um plano de investimentos de aproximadamente R$ 160 bilhões para o período de 2027 a 2030. A carteira reúne novos leilões, concessões, autorizações para empreendimentos privados e obras públicas voltadas à ampliação e à modernização da infraestrutura de transportes brasileira.

O planejamento foi apresentado nesta quinta-feira (8), em Brasília, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante o encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026. A proposta abrange os setores portuário, aeroportuário e hidroviário, com projetos destinados a ampliar a capacidade logística e estimular a participação da iniciativa privada.

Na área portuária, estão previstos 34 leilões, com R$ 20,6 bilhões em investimentos, além de 70 autorizações para empreendimentos privados, que podem movimentar R$ 33,1 bilhões. O plano também inclui R$ 2 bilhões em obras para aeroportos regionais e R$ 7,6 bilhões em intervenções nas hidrovias.

Segundo Tomé Franca, a carteira foi estruturada para atender às diferentes necessidades da infraestrutura nacional, ampliar a capacidade dos portos, fortalecer a aviação regional e melhorar o transporte de cargas e passageiros pelas vias navegáveis.

Investimentos dão continuidade à expansão da infraestrutura

O novo planejamento dá sequência aos aportes realizados entre 2023 e 2026. Nesse intervalo, o setor portuário contabilizou R$ 46,9 bilhões em compromissos de investimentos privados, considerando leilões, novos terminais e reinvestimentos previstos em contratos existentes.

No segmento aeroportuário, os investimentos privados devem alcançar R$ 11,6 bilhões no mesmo período.

Para os próximos quatro anos, a estratégia combina a ampliação da infraestrutura existente com novos projetos de concessão e melhorias na gestão dos ativos públicos. A expectativa é criar condições para atender ao crescimento da movimentação de mercadorias e passageiros no país.

Portos terão 34 leilões e R$ 20,6 bilhões em investimentos

A carteira portuária prevê 34 leilões entre 2027 e 2030, com foco na expansão e modernização dos terminais brasileiros. Entre os principais empreendimentos estão projetos em Santos, São Sebastião e Itajaí.

Confira os investimentos previstos para os principais projetos:

  • Tecon Santos 10 (SP): R$ 6,45 bilhões.
  • SSB01, no Porto de São Sebastião (SP): R$ 3,84 bilhões.
  • ITJ01, no Porto de Itajaí (SC): R$ 2,66 bilhões.
  • VDC10, no Porto de Vila do Conde (PA): R$ 1,93 bilhão.
  • IQI15, no Porto do Itaqui (MA): R$ 1,22 bilhão.

Os projetos buscam ampliar a capacidade operacional dos portos e preparar a infraestrutura para o aumento da demanda por transporte de cargas. A projeção do governo é que a movimentação portuária brasileira alcance 1,45 bilhão de toneladas em 2026.

Entre 2023 e 2026, foram realizados 29 leilões portuários, que somaram R$ 15,68 bilhões em investimentos. A nova carteira pretende manter esse ritmo de expansão nos próximos anos.

Autorizações privadas devem mobilizar R$ 33,1 bilhões

Além dos leilões, o planejamento prevê 70 autorizações para instalações portuárias privadas. A lista contempla Terminais de Uso Privado (TUPs), Estações de Transbordo de Carga (ETCs) e Instalações Portuárias de Turismo (IPTur).

Os R$ 33,1 bilhões estimados para esses empreendimentos estão distribuídos regionalmente da seguinte forma:

  • Sudeste: R$ 14,64 bilhões.
  • Sul: R$ 7,33 bilhões.
  • Norte: R$ 6,78 bilhões.
  • Nordeste: R$ 4,3 bilhões.

A carteira também reúne 18 obras portuárias públicas, com investimentos de R$ 2,15 bilhões. Entre as intervenções previstas estão a modernização dos sistemas de defensas dos portos do Recife (PE) e de Natal (RN), a conclusão do Moegão, no Porto de Paranaguá (PR), e a recuperação das vias terrestres de acesso ao Porto de Santana (AP).

Aviação civil terá obras em 59 aeroportos regionais

No setor aéreo, o plano busca ampliar a conectividade regional, modernizar aeroportos e estimular novos investimentos privados. A estimativa do governo é que o Brasil encerre 2026 com cerca de 134 milhões de passageiros transportados.

Uma das estratégias é incorporar aeroportos regionais a contratos de concessão já existentes, ampliando a participação privada na administração e na modernização dessas estruturas.

A primeira etapa, realizada em 2025, contemplou 13 aeroportos e investimentos de R$ 731,6 milhões. A segunda fase prevê a inclusão de outros dez aeroportos, vinculados à repactuação do contrato de concessão do Aeroporto de Brasília, com R$ 857,8 milhões estimados.

Outro projeto envolve a repactuação do contrato do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A iniciativa prevê R$ 1,5 bilhão em investimentos e a integração de aeroportos regionais.

Na carteira de obras públicas para 2027 a 2030, estão incluídos 59 aeroportos regionais, com recursos estimados em R$ 2 bilhões para obras, estudos e projetos.

Empreendimentos comerciais ampliam oportunidades nos aeroportos

O planejamento também prevê ampliar as atividades econômicas dentro das áreas aeroportuárias. Entre as possibilidades estão centros logísticos, hotéis, escolas, hospitais e estabelecimentos comerciais.

Os investimentos aprovados nessa modalidade já somam R$ 6,07 bilhões. A iniciativa busca diversificar as fontes de receita dos aeroportos e ampliar o aproveitamento econômico das áreas disponíveis.

Hidrovias terão R$ 7,6 bilhões para obras e modernização

A carteira hidroviária prevê R$ 7,6 bilhões em investimentos públicos entre 2027 e 2030. Os recursos serão destinados a melhorar as condições de navegação, ampliar a capacidade de transporte de cargas e passageiros e fortalecer a integração logística entre diferentes regiões.

Um dos destaques é a ampliação do Terminal Hidroviário de Manaus, conhecido como Manaus Moderna, com investimento estimado em R$ 964 milhões. O projeto prevê melhorias nas estruturas de embarque e desembarque e no atendimento aos usuários do transporte fluvial.

O pacote de intervenções também inclui:

  • Dragagens de manutenção para melhorar as condições de navegação.
  • Derrocamento do Pedral do Lourenço.
  • Construção, recuperação e manutenção de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4).
  • Modernização de eclusas.
  • Implantação de sistemas de sinalização e monitoramento hidroviário.

Concessões de hidrovias estão em preparação

O ministério também trabalha na estruturação de concessões para as hidrovias dos rios São Francisco, Paraguai, Madeira e Tocantins, além da Hidrovia Verde e da Lagoa Mirim.

A proposta é ampliar a oferta de serviços voltados à navegação e melhorar a eficiência do transporte aquaviário, com benefícios logísticos, sociais e ambientais.

Para 2026, a projeção é de movimentação de 233 milhões de toneladas pela cabotagem, modalidade de transporte marítimo entre portos do mesmo país, e de 162 milhões de toneladas pelas vias interiores.

Fundo da Marinha Mercante prevê R$ 95 bilhões em financiamentos

O planejamento apresentado pelo MPor também contempla o fortalecimento do financiamento à indústria naval e à infraestrutura portuária.

Entre 2027 e 2030, o governo prevê R$ 95 bilhões em priorizações de financiamento por meio do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Desse total, R$ 60 bilhões devem ser destinados a projetos navais e R$ 35 bilhões a empreendimentos de infraestrutura portuária.

A estratégia inclui a elaboração de um projeto de lei para modernizar o fundo e a criação de um mecanismo garantidor para fortalecer as condições de financiamento do setor.

As medidas buscam ampliar a capacidade de investimento e oferecer instrumentos para viabilizar novos projetos de construção naval e expansão portuária.

Governo anuncia medidas para ampliar a segurança jurídica

Além das obras e concessões, o ministério apresentou iniciativas destinadas a melhorar o ambiente de negócios e ampliar a segurança jurídica para investidores.

Entre as medidas estão uma política de seguros para concessões de portos, aeroportos e hidrovias, o fortalecimento dos mecanismos de financiamento por meio do mercado de capitais e a implementação de identificação biométrica em portos e aeroportos.

O governo também destacou resultados de instrumentos utilizados para estimular investimentos em infraestrutura entre 2023 e 2026. Nesse período, os incentivos fiscais destinados ao setor estiveram associados a R$ 34,9 bilhões em investimentos, enquanto as emissões de debêntures incentivadas somaram R$ 29,2 bilhões.

Três novos leilões portuários estão previstos para dezembro

Durante a apresentação da carteira, Tomé Franca anunciou a previsão de três novos leilões portuários para 9 de dezembro.

Os processos devem contemplar empreendimentos nos portos do Itaqui, no Maranhão, de Maceió, em Alagoas, e de Salvador, na Bahia.

Segundo o ministro, a combinação de novos projetos, modernização da infraestrutura e instrumentos de financiamento pretende ampliar os investimentos e melhorar a capacidade de transporte do país.

A carteira para 2027 a 2030 reúne, assim, iniciativas públicas e privadas para expandir os portos, fortalecer a aviação regional e aumentar a eficiência das hidrovias brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Transporte

Armadores anunciam reajuste de US$ 1.000 em fretes da Ásia para a América do Sul

As companhias marítimas Hapag-Lloyd e CMA CGM anunciaram um reajuste de US$ 1.000 por contêiner para embarques originados na Ásia com destino à América Latina. A nova cobrança está prevista para entrar em vigor em 15 de outubro e inclui rotas para a costa leste da América do Sul, onde estão os principais portos brasileiros.

O anúncio ocorre em um momento de avanço das importações brasileiras em contêineres. Dados do DataLiner, da Datamar, apontam que o volume importado pelo Brasil cresceu 9,2% entre janeiro e julho, em relação ao mesmo período de 2025.

A China, principal origem das cargas conteinerizadas destinadas ao país, registrou alta de 21,6% nos embarques para o Brasil. Apenas em julho, as importações brasileiras transportadas em contêineres aumentaram 13,3%.

Os reajustes foram divulgados originalmente pela agência Mundo Marítimo. Como se tratam de aumentos pretendidos pelas empresas de navegação, a aplicação efetiva ainda dependerá das condições do mercado e das negociações individuais com os clientes.

Reajuste de US$ 1.000 não representa o frete total

A CMA CGM confirmou, em comunicado publicado em 24 de setembro, o acréscimo de US$ 1.000 por contêiner para cargas embarcadas a partir de 15 de outubro.

A medida vale para embarques provenientes de portos asiáticos, incluindo Japão, Sudeste Asiático e Bangladesh, com destino às costas da América do Sul, além de América Central, México e Caribe.

O reajuste abrange diferentes tipos de carga, como:

  • Contêineres de carga seca;
  • Equipamentos refrigerados;
  • Cargas fora das dimensões convencionais;
  • Contêineres vazios sujeitos à cobrança de frete.

A companhia ressalta que despesas relacionadas a combustível, movimentação portuária, segurança e outros serviços podem ser cobradas separadamente. Portanto, os US$ 1.000 anunciados correspondem ao aumento previsto e não ao preço final do transporte marítimo.

Hapag-Lloyd também prevê aumento nas tarifas

A Hapag-Lloyd anunciou uma elevação de US$ 1.000 para contêineres de carga seca de 20 e 40 pés e para equipamentos refrigerados de 40 pés utilizados com o sistema de refrigeração desligado, conhecidos como NOR.

As novas tarifas devem atingir rotas com destino às duas costas da América do Sul, além da costa oeste do México, América Central e Caribe.

Há, porém, uma exceção: para equipamentos NOR destinados ao Caribe, a tarifa permanecerá sem alteração.

Importações de veículos e autopeças avançam

O crescimento das importações conteinerizadas brasileiras é puxado por segmentos ligados à indústria e ao abastecimento do mercado nacional.

Entre janeiro e julho, veículos e autopeças registraram a maior expansão entre as categorias analisadas pela Datamar, com alta de 41,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na sequência aparecem os plásticos, com crescimento de 8,3%, e os produtos classificados como reatores, caldeiras e máquinas, que avançaram 3,3%.

Apesar de demonstrarem a força da demanda brasileira por transporte marítimo em contêineres, esses números não explicam, sozinhos, o reajuste anunciado para outubro. O levantamento mede o volume de cargas movimentadas, mas não acompanha diretamente os valores cobrados pelos fretes.

Fretes internacionais apresentam comportamentos diferentes

O mercado global de frete marítimo apresenta movimentos distintos conforme a rota analisada. O índice global da Drewry recuou 1% na semana encerrada em 1º de outubro, chegando a US$ 4.434 por contêiner de 40 pés.

As rotas entre Xangai e os portos de Gênova e Roterdã, por exemplo, acumulavam 12 semanas consecutivas de queda.

Esse movimento, entretanto, não significa necessariamente que os custos de transporte para o Brasil também estejam diminuindo. Nas rotas entre a Ásia e a América Latina, as companhias marítimas estão tentando elevar as tarifas.

Por isso, será necessário acompanhar as cotações após 15 de outubro para verificar quanto dos aumentos anunciados efetivamente será incorporado aos fretes marítimos contratados.

Mercado e negociações definirão impacto para importadores

O anúncio das companhias não significa que o reajuste de US$ 1.000 será necessariamente aplicado em sua totalidade. O valor final dependerá de fatores como a demanda por embarques, a disponibilidade de espaço nos navios e as negociações entre armadores e clientes.

Para os importadores brasileiros, o principal ponto de atenção será o impacto efetivo do aumento sobre as próximas contratações de transporte.

Em um cenário de crescimento das importações em contêineres, a evolução das tarifas nas rotas entre a Ásia e a América do Sul será um fator importante para empresas que dependem do transporte marítimo internacional.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Exterior, Transporte

Frete marítimo sobe quase 300% e muda rotas de cargas no Brasil

O aumento do frete marítimo internacional já começa a alterar a dinâmica das cargas brasileiras. Nos últimos meses, empresas passaram a buscar alternativas entre diferentes portos para reduzir os impactos da alta dos custos, enquanto operadores portuários relatam atrasos, mudanças nas escalas e menor previsibilidade na chegada dos navios.

No transporte de contêineres, os valores do frete internacional chegaram a registrar uma alta próxima de 300% nos últimos cinco meses. O cenário é influenciado por uma combinação de fatores, entre eles as tensões geopolíticas, a elevação do preço do combustível utilizado pelas embarcações e mudanças nas rotas marítimas globais.

Cargas são deslocadas entre portos

Segundo Jesualdo Silva, presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), empresas de diferentes setores já estão reorganizando suas operações para minimizar os efeitos do aumento do frete.

Uma das consequências é o deslocamento de cargas entre portos brasileiros, estratégia adotada por empresas que buscam alternativas diante da elevação dos custos logísticos. Parte do mercado, no entanto, tem optado por absorver o aumento das despesas.

Além do impacto financeiro, os operadores apontam uma redução na regularidade das escalas. Atrasos e alterações nas rotas podem provocar períodos de concentração de navios em determinados portos, seguidos por momentos de menor movimentação.

A valorização do petróleo elevou o preço do bunker, combustível utilizado pelos navios, tornando-se um dos principais componentes da pressão sobre o frete marítimo. Ao mesmo tempo, os conflitos e tensões geopolíticas têm levado empresas de navegação a modificar trajetos internacionais. Rotas mais longas aumentam o tempo de viagem e podem exigir mudanças no ritmo das operações. De acordo com a ABTP, mais de 700 linhas marítimas foram afetadas pelo cenário atual.

Para Jesualdo Silva, o resultado é uma perda de confiabilidade nas escalas portuárias. Quando os atrasos se acumulam, navios que deveriam chegar em intervalos regulares podem acabar chegando praticamente ao mesmo tempo. O efeito é uma combinação de períodos de ociosidade com filas de embarcações aguardando espaço para atracação. Os impactos passaram a ser percebidos com maior intensidade nos últimos quatro meses.

Frete rodoviário também influencia mudança de cargas

A pressão sobre a logística brasileira não está restrita ao transporte marítimo. O aumento do frete rodoviário também contribuiu para a reorganização dos fluxos de cargas, favorecendo o deslocamento de parte das operações para o Arco Norte. A movimentação demonstra como a combinação dos custos dos diferentes modais pode influenciar decisões sobre rotas, portos de embarque e desembarque e estratégias de distribuição.

Na avaliação de Caio Morel, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec), o atual cenário reforça a importância de ampliar a capacidade da infraestrutura logística brasileira.

Entre as necessidades apontadas estão investimentos em terminais, equipamentos e acessos aquaviários e terrestres, considerados fundamentais para acompanhar as mudanças no comércio exterior e dar maior eficiência à movimentação de cargas.

Apesar da forte alta do frete marítimo, a movimentação nos terminais associados à Abratec ainda não apresenta retração. No acumulado de 2026, o volume de contêineres movimentados registra crescimento de aproximadamente 5% em comparação com o mesmo período de 2025.

O dado indica que, até o momento, a elevação dos custos logísticos não impediu o avanço da movimentação de contêineres no país, embora tenha aumentado a pressão sobre empresas e operadores de toda a cadeia de comércio exterior.

Fonte: CNN.

Texto: Redação

Imagem: CNN / Reuters / Athit Perawongmetha

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Portos

Antaq identifica falhas de gestão e problemas de infraestrutura em cinco portos públicos

Fiscalização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) identificou problemas de infraestrutura, baixa execução de investimentos e fragilidades administrativas em cinco portos públicos do país. O levantamento avaliou as autoridades responsáveis pelas instalações portuárias de Fortaleza, Natal, Manaus, Recife e Rio de Janeiro.

O diagnóstico aponta que, apesar da existência de estruturas formais de governança e planejamento, os mecanismos adotados não têm sido suficientes para assegurar melhorias efetivas na operação e na conservação das unidades.

Entre os principais problemas estão a degradação da infraestrutura portuária, dificuldades de manutenção dos canais de acesso, restrições de calado e baixa capacidade de execução de investimentos.

Fiscalização aponta problemas em infraestrutura e gestão

A inspeção encontrou falhas em estruturas como cais e píeres, além de limitações que podem afetar a eficiência das operações e a competitividade dos portos brasileiros.

No voto, o diretor-relator da Antaq, Alber Vasconcelos, afirmou que os problemas identificados não se resumem à elaboração de planos e políticas. Segundo ele, um dos principais desafios é transformar o planejamento em medidas concretas de conservação, segurança, melhoria dos acessos e exploração econômica das áreas portuárias.

Entre as cinco instalações analisadas, o Porto de Manaus foi classificado pela área técnica como o caso mais crítico.

Porto de Manaus concentra série de irregularidades

A fiscalização apontou descumprimentos recorrentes das atribuições de fiscalização da autoridade portuária de Manaus. Também foram identificadas falhas no acompanhamento de operadores e arrendatários, problemas nas informações contábeis e ausência de metas de desempenho formalizadas entre a entidade responsável pelo porto e o governo do Amazonas.

A operação da unidade também apresenta gargalos. Segundo o levantamento, há dificuldades na circulação interna, além da ausência de pátio de regulação e de um sistema eletrônico para agendamento.

A Antaq concluiu que a Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias não desempenha integralmente as funções relacionadas à organização da infraestrutura e à fiscalização das operações portuárias.

Porto de Natal enfrenta restrições de calado

No Porto de Natal, administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), os principais obstáculos estão relacionados ao assoreamento, à falta de dragagem e às restrições de calado.

A situação econômico-financeira da companhia também foi considerada preocupante pela agência. O diagnóstico aponta fluxos operacionais negativos, queda nas receitas e perda da linha regular de contêineres.

Diante do quadro, classificado pela área técnica como próximo da insolvência, foi recomendada a abertura de um processo para investigar os problemas estruturais. A Antaq também sugeriu que as conclusões sejam encaminhadas ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Fortaleza tem avanços na gestão, mas enfrenta problemas no píer

No Porto de Fortaleza, a Companhia Docas do Ceará apresentou resultados positivos em áreas como governança, planejamento e controles internos.

Apesar dos avanços administrativos, a fiscalização identificou problemas relevantes na conservação do Píer Petroleiro, além de restrições de calado e dificuldades no acesso terrestre.

A situação da estrutura já havia levado à abertura de auto de infração e à interdição do tráfego de veículos na ponte de acesso ao píer.

Porto do Recife depende de recursos públicos

No Porto do Recife, a principal preocupação apontada pela fiscalização está relacionada à situação financeira. A unidade depende de recursos públicos e não dispõe de receitas próprias suficientes para custear as obras e serviços de manutenção considerados necessários.

A Antaq também identificou degradação da infraestrutura e déficit financeiro desde 2018. Segundo a agência, não foram adotadas medidas estruturais suficientes para solucionar o problema.

Diante desse cenário, a área técnica chegou a recomendar que a União avalie a possibilidade de denunciar o convênio de delegação do Porto do Recife, considerando a fragilidade financeira da autoridade portuária e as condições da infraestrutura.

Porto do Recife contesta avaliação e cita medidas recentes

Em nota, a administração do Porto do Recife informou que vem adotando, desde 2023, medidas para reduzir passivos, melhorar o equilíbrio financeiro e aumentar as receitas próprias.

Segundo o porto, o faturamento anual cresceu, em média, 20% no período, passando de R$ 48,6 milhões em 2024 para R$ 55 milhões em 2025.

A administração também citou investimentos em dragagem e sistemas de segurança, além de projetos voltados à manutenção, drenagem e pavimentação.

Outro ponto destacado foi a realização de leilões de arrendamento, que geraram mais de R$ 4 milhões em outorgas. O porto também mencionou o projeto do terminal REC08, que prevê investimento superior a R$ 50 milhões pela Liquiport.

De acordo com a administração, a dragagem em andamento deverá permitir calado operacional de 11,7 metros e diminuir as restrições provocadas pela maré para embarcações de maior porte.

O Porto do Recife afirmou ainda que o Plano Anual de Negócios de 2026 e a extensão do Convênio de Delegação de Competências até 2031 ampliam a segurança jurídica para novos investimentos.

Portos do Rio têm baixa execução de investimentos

A fiscalização da PortosRio, responsável pelos portos do Rio de Janeiro, reconheceu avanços em governança, integridade e planejamento estratégico. Por outro lado, foram identificados problemas financeiros e de execução de projetos.

Entre os pontos levantados estão o patrimônio líquido negativo, a dependência das receitas provenientes dos arrendamentos do Porto de Itaguaí e a baixa execução dos investimentos previstos.

Em 2024, estavam previstos R$ 471 milhões em investimentos, mas apenas 44,7% desse montante haviam sido executados.

Já em 2025, até fevereiro, a execução chegava a somente 0,4% dos R$ 316 milhões previstos.

A Antaq recomendou o aumento da execução dos projetos de infraestrutura, com atenção prioritária para obras de dragagem e para o reforço estrutural do Cais da Gamboa.

Antaq quer ampliar fiscalização para outros portos

A partir dos resultados obtidos, a Antaq pretende ampliar o trabalho de fiscalização para consolidar um diagnóstico em nível nacional.

A proposta é identificar padrões de desempenho, gargalos recorrentes e diferenças entre os diversos modelos de gestão portuária adotados no país.

No voto, Alber Vasconcelos avaliou que uma parcela significativa dos problemas encontrados não decorre necessariamente da ausência de planejamento, mas da dificuldade de transformar planos e estratégias em execução efetiva.

O diretor também defendeu o encaminhamento dos resultados ao Ministério de Portos e Aeroportos. A justificativa é que parte das fragilidades identificadas envolve situação financeira, capacidade de investimento e modelos de gestão, temas que ultrapassam a competência direta da agência reguladora.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Movimentação portuária de agosto destaca crescimento e diversidade de cargas no Brasil

A movimentação portuária brasileira apresentou números de destaque em agosto de 2026, com recordes e crescimento em diferentes terminais das regiões Sudeste, Nordeste e Sul. Os dados reunidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) mostram avanços tanto no transporte de contêineres quanto na movimentação de granéis sólidos, líquidos e carga geral.

Entre os principais resultados estão o recorde mensal de contêineres registrado pelo Porto de Santos (SP), o maior volume mensal da história do Porto de Suape (PE) e o crescimento expressivo dos portos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Soja, açúcar, milho, fertilizantes, petróleo e derivados, madeira, cevada e outras matérias-primas estiveram entre as cargas de maior participação no período.

Sudeste concentra grandes volumes de cargas e contêineres

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres

O Porto de Santos movimentou 16,38 milhões de toneladas em agosto. Entre as principais cargas esteve o complexo soja, que inclui soja em grãos e farelo, tanto a granel quanto em contêineres, responsável por 3,08 milhões de toneladas.

O açúcar movimentou 2,39 milhões de toneladas, enquanto o milho chegou a 1,86 milhão de toneladas.

O principal destaque, porém, foi a operação de contêineres. Santos movimentou 538,2 mil TEUs, maior volume mensal já registrado pelo porto e 3,9% acima de agosto de 2025.

No acumulado entre janeiro e agosto, a movimentação geral de cargas chegou a 125,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% na comparação anual.

São Sebastião tem barrilha, açúcar e malte entre as principais cargas

No Porto de São Sebastião, a movimentação de agosto totalizou 25,2 mil toneladas. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o volume chegou a 563 mil toneladas.

As principais cargas foram barrilha a granel, com 183,4 mil toneladas; açúcar a granel, com 165,2 mil toneladas; e malte e cevada a granel, com 106,8 mil toneladas. Juntas, elas representaram 455,4 mil toneladas no acumulado.

Nordeste tem recorde em Suape e crescimento nos portos baianos

Suape alcança maior movimentação mensal da história

O Porto de Suape movimentou 2,7 milhões de toneladas em agosto, estabelecendo o maior volume mensal já registrado pelo terminal.

Os granéis líquidos, principalmente petróleo e derivados, responderam por 1,98 milhão de toneladas, ou 72,5% do total movimentado.

O resultado representa uma alta de 61% em relação a agosto de 2025.

Além dos granéis líquidos, Suape movimentou 51.658 TEUs em contêineres, 146,2 mil toneladas de granéis sólidos e 21,9 mil toneladas de carga geral solta.

Porto do Recife movimenta trigo, malte, açúcar e fertilizantes

O Porto do Recife registrou 51,4 mil toneladas movimentadas em agosto, com predominância de granéis sólidos.

Entre os principais produtos estiveram trigo, com 14,1 mil toneladas; malte, com 10,5 mil; açúcar, com 8 mil; e fertilizantes, com 5 mil toneladas.

Portos da Bahia registram alta de 12,54%

Os portos administrados pela Codeba movimentaram 1,9 milhão de toneladas em agosto, alta de 12,54% frente ao mesmo mês de 2025.

As cargas destinadas à exportação tiveram crescimento ainda maior, de 40,27%. De janeiro a agosto, a movimentação acumulada chegou a 14 milhões de toneladas.

O Porto de Aratu-Candeias foi um dos principais responsáveis pelo resultado. O terminal movimentou 798,5 mil toneladas em agosto, crescimento de 45,66% na comparação anual. As cargas destinadas à exportação avançaram 235%.

Com operações voltadas principalmente aos setores petroquímico, siderúrgico e de fertilizantes, Aratu-Candeias movimenta granéis sólidos, líquidos e gasosos, incluindo minérios, fertilizantes e produtos químicos.

Já o Porto de Salvador registrou 666,9 mil toneladas em agosto, com destaque para fertilizantes e contêineres. No acumulado do ano, foram 5,06 milhões de toneladas, alta de 14,15% sobre o mesmo período de 2025.

O Porto de Ilhéus também apresentou crescimento. A movimentação em agosto aumentou 71,44% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com 35,7 mil toneladas destinadas à exportação.

Região Sul mantém movimentação de grãos, madeira e fertilizantes

Porto de Porto Alegre tem fertilizantes e cevada entre os destaques

O Porto de Porto Alegre movimentou 41,9 mil toneladas em agosto. Desse total, 21,6 mil toneladas foram de fertilizantes e 20,2 mil toneladas de cevada.

Entre janeiro e agosto, o terminal registrou crescimento de 7,11% na movimentação em relação ao mesmo período de 2025.

Porto de Pelotas concentra operações em madeira

O Porto de Pelotas movimentou 87,3 mil toneladas em agosto. As toras de madeira representaram a maior parcela, com 79,4 mil toneladas.

Na sequência apareceram a soja em grão, com 5,9 mil toneladas, e o clínquer, com 1,9 mil toneladas.

Rio Grande movimenta 3,9 milhões de toneladas em agosto

Considerando os terminais arrendados e os Terminais de Uso Privado (TUPs), o Porto do Rio Grande movimentou 3,90 milhões de toneladas em agosto, além de 71.527 TEUs.

No acumulado de 2026, os principais grupos de cargas foram grãos agrícolas, farinhas, farelos e cereais, com 13,07 milhões de toneladas; matérias-primas para fertilizantes, com 4,30 milhões; e pastas de madeira e matéria celulósica, com 2,60 milhões de toneladas.

Itajaí registra crescimento de 25% no acumulado do ano

O Porto de Itajaí movimentou 407,4 mil toneladas em agosto.

Entre janeiro e agosto de 2026, o terminal acumulou 3,5 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Paraná, os portos de Paranaguá e Antonina chegaram a 46,86 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de janeiro a agosto.

Movimentação portuária mostra diversidade de cargas

Os números de agosto reforçam a diversidade da movimentação portuária brasileira, que envolve desde commodities agrícolas, como soja, milho e açúcar, até petróleo e derivados, fertilizantes, produtos químicos, madeira e cargas conteinerizadas.

Os resultados também evidenciam o papel dos portos nas operações de comércio exterior e no abastecimento de diferentes cadeias produtivas do país.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: MPOR / Divulgação Porto de Suape

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Portos

Nova política de PD&I fortalece pesquisa e inovação nos portos brasileiros

A pesquisa, o desenvolvimento e a inovação passam a integrar de forma estruturada o planejamento das autoridades portuárias brasileiras. A mudança foi estabelecida pela Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I Portos), instituída pela Portaria GM-MPor nº 53, de 11 de setembro de 2026.

A nova política cria diretrizes nacionais para organizar as iniciativas de inovação nos portos e estimular a aproximação entre o setor portuário, universidades, centros de pesquisa, startups e instituições de fomento.

Entre as principais mudanças está a obrigação de as autoridades portuárias elaborarem planos anuais de PD&I. Os documentos deverão apresentar as fontes e os valores previstos para investimentos, além de estabelecer metas e indicadores de acompanhamento.

Também deverá ser definida uma área responsável pela agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação dentro de cada autoridade portuária.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa busca transformar projetos que antes eram desenvolvidos de maneira individual em uma agenda mais integrada para o setor.

A expectativa é que a medida contribua para o desenvolvimento de soluções voltadas à eficiência operacional, sustentabilidade e competitividade dos portos brasileiros.

Inovação passa a fazer parte da gestão portuária

A PD&I Portos também prevê ações de capacitação e o desenvolvimento de parcerias com instituições científicas e tecnológicas e startups.

Outro avanço está na inclusão de um indicador específico de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Índice de Gestão da Autoridade Portuária, ampliando o acompanhamento do tema dentro da gestão do setor.

Futuros editais e instrumentos de outorga também poderão incorporar cláusulas de incentivo à PD&I, considerando as características de cada contrato e as atribuições da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A agência poderá ainda alinhar atos normativos, estudos, projetos e programas previstos em seu planejamento estratégico às diretrizes da nova política, dentro de suas competências.

Para empresas e demais agentes privados, a PD&I Portos tem caráter de orientação e incentivo. A portaria não estabelece, por si só, novas obrigações para esses agentes.

Implementação será gradual

Embora a Portaria nº 53 já esteja em vigor, a implementação da política ocorrerá de maneira gradual. O processo deverá considerar o porte e a capacidade institucional de cada autoridade portuária. Entre as atribuições das autoridades estão a definição formal da área responsável pela PD&I, a elaboração e execução do planejamento anual e o fornecimento de informações para o acompanhamento dos resultados.

A Secretaria Nacional de Portos será responsável pela coordenação da política em âmbito nacional. Entre suas funções estão o monitoramento dos resultados e a articulação com instituições de ciência e tecnologia, agências de fomento, instituições financeiras e outros parceiros.

A Secretaria terá prazo de até 180 dias, a partir da publicação da portaria, para apresentar o cronograma de estudos destinado a detalhar os instrumentos previstos na política.

Entre os instrumentos previstos está o InovaPortos, iniciativa destinada a estimular a articulação, o financiamento e a implementação de projetos de inovação e transformação digital no setor portuário. A proposta é ampliar o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias, conectando projetos e instituições que possam contribuir para a modernização das operações portuárias.

Política começou a ser construída com o Navegue Simples

A criação da PD&I Portos está relacionada a iniciativas anteriores do governo federal. Um dos pontos de partida foi o Navegue Simples, programa criado em 2024 que incluiu entre seus objetivos o estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento no setor portuário.

A elaboração da política também contou com as discussões do Grupo de Trabalho 6 (GT6) do programa, formado por representantes do poder público e de quase 20 entidades privadas.

Outra frente de discussão são as Caravanas da Inovação Portuária, realizadas desde fevereiro de 2025 para promover debates sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação com representantes do setor.

As edições já passaram por Recife, Salvador, São Luís, Fortaleza, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá e Maceió. A próxima está programada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, em Navegantes (SC).

Com a nova política, a expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a inovação avance de projetos pontuais para uma agenda permanente dentro das autoridades portuárias. A proposta envolve a criação de equipes, processos e instrumentos específicos para desenvolver projetos, buscar recursos e compartilhar experiências.

No médio e longo prazo, a iniciativa pretende ampliar o uso de soluções capazes de contribuir para a eficiência, sustentabilidade e competitividade do setor portuário brasileiro.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Cláudio Neves / Portos do Paraná

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