Logística

Investimento de R$ 175 milhões fortalece logística no Nordeste com aeroportos e portos

Um novo pacote de investimentos em infraestrutura logística promete impulsionar o desenvolvimento do Nordeste brasileiro. Ao todo, R$ 175 milhões serão destinados à modernização de aeroportos e portos em cidades estratégicas, ampliando a capacidade de transporte e criando novas oportunidades para o setor.

Os recursos contemplam os municípios de Patos, Ilhéus e Cabedelo, reforçando a estratégia de descentralização das operações logísticas no país.

Obras ampliam capacidade e eficiência operacional

Os aportes incluem melhorias em aeroportos regionais e na estrutura portuária, com destaque para o Porto de Cabedelo, que tem papel relevante na movimentação de cargas no litoral nordestino.

Na prática, as intervenções devem aumentar a eficiência das operações, reduzir gargalos e melhorar o desempenho de empresas que dependem dessas rotas para distribuição de mercadorias.

Integração entre modais ganha força

Com a modernização, a expectativa é fortalecer a logística intermodal, integrando diferentes tipos de transporte, como aéreo, rodoviário e marítimo.

Essa integração cria alternativas mais ágeis e eficientes, além de aliviar a sobrecarga do transporte rodoviário, historicamente predominante no Brasil.

Regiões ganham protagonismo econômico

Os investimentos também devem estimular o crescimento econômico local. Com melhor infraestrutura, cidades como Ilhéus e Patos passam a ter mais relevância no cenário logístico nacional.

Esse avanço tende a atrair novos negócios, ampliar a presença de centros de distribuição e fortalecer cadeias produtivas regionais, especialmente nos setores industrial e comercial.

Infraestrutura logística impulsiona desenvolvimento

O pacote de investimentos reforça uma tendência crescente no país: o fortalecimento da infraestrutura logística regional como motor de desenvolvimento econômico.

Além de abrir novas rotas, a iniciativa exige adaptação das empresas a um modelo logístico mais distribuído, estratégico e eficiente, acompanhando as transformações do mercado.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/

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Portos

Portos brasileiros movimentam 104 milhões de toneladas em janeiro e registram crescimento de 12,8%

O setor portuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando 104 milhões de toneladas movimentadas em janeiro, alta de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária no país.

Portos públicos e privados em destaque

Nos Portos Públicos, a movimentação chegou a 35,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,3% em relação a janeiro de 2025. O Porto de Santarém (PA) se destacou com crescimento expressivo de 156,3%, movimentando 1,6 milhão de toneladas.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram crescimento de 14,1%, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), com movimentação de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os números refletem o avanço da infraestrutura e da capacidade operacional dos terminais brasileiros. “O setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão. Os dados evidenciam a melhoria dos nossos terminais e reforçam a logística nacional”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento é resultado de políticas públicas, concessões e arrendamentos realizados pelo Ministério de Portos, que têm atraído investimentos e aumentado a eficiência logística do país.

Crescimento na navegação de longo curso e cabotagem

A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, alta de 11% em relação a janeiro de 2025. Já a cabotagem, transporte entre portos nacionais, registrou aumento de 15%, com 20,2 milhões de toneladas, reforçando seu papel estratégico na logística interna, reduzindo custos e impactos ambientais.

Movimentação por tipo de carga

  • Granéis líquidos (petróleo, derivados e produtos químicos): alta de 29,7%, totalizando 31,2 milhões de toneladas.
  • Granéis sólidos (soja, milho, minério de ferro e fertilizantes): crescimento de 10,4%, com 54,7 milhões de toneladas.
  • Cargas conteinerizadas: aumento de 1,9%, movimentando 13,2 milhões de toneladas.
  • Carga geral solta (produtos industrializados, veículos e mercadorias diversas): queda de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas.

Entre as mercadorias mais movimentadas, o óleo bruto de petróleo liderou com 21,4 milhões de toneladas (+37,6%), seguido da soja com 4,0 milhões de toneladas (+114,3%) e o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas (+31,3%).

Impacto para a economia brasileira

O crescimento da movimentação portuária reflete não apenas o aumento das exportações, mas também o fortalecimento da infraestrutura logística do país. O desempenho dos portos é estratégico para o comércio exterior, para o escoamento da produção agrícola e industrial e para a competitividade do Brasil no mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Megaleilões impulsionam expansão dos portos brasileiros com R$ 15 bilhões em investimentos

O Brasil vive um novo ciclo de megaleilões portuários. Nos últimos três anos, foram realizados 26 certames que somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados. Entre eles, quatro projetos ultrapassam individualmente a marca de R$ 1 bilhão e concentram, juntos, cerca de R$ 12 bilhões.

Os destaques incluem o ITG02, no Porto de Itaguaí, o Túnel Santos-Guarujá no Porto de Santos, além do canal de acesso e três terminais no Porto de Paranaguá.

As iniciativas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, integram a estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a relação entre porto e cidade.

Itaguaí consolida polo de minério no Rio

O terminal ITG02 foi o primeiro do ciclo a superar R$ 1 bilhão. Arrendado pela Cedro Participações, o projeto prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos.

Com área de 348,9 mil m² e capacidade estimada em 20 milhões de toneladas por ano, o terminal reforça o papel estratégico do Porto de Itaguaí na exportação de minério de ferro. A expectativa é gerar cerca de 2.800 empregos indiretos na implantação e aproximadamente 2 mil postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá terá impacto logístico e urbano

Considerada a maior obra do Novo PAC, a ligação submersa entre Santos e Guarujá receberá R$ 6,8 bilhões em aportes, em parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo. O projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem de pedestres e espaço para VLT, a obra deve beneficiar mais de 720 mil pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos. Além da mobilidade urbana, o projeto amplia a eficiência logística do maior porto da região.

Paranaguá inaugura novo modelo de concessão

O leilão do canal de acesso do Porto de Paranaguá marcou a primeira concessão de canal público no país. Realizado em outubro de 2025, o contrato prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos por 25 anos.

A iniciativa inclui dragagem para ampliar o calado de 13,5 metros para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte. O contrato também contempla manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, elevando o padrão de segurança e previsibilidade operacional.

O modelo poderá ser replicado em outros portos estratégicos, como Itajaí, Santos e unidades do Rio Grande do Sul.

Terminais ampliam escoamento agrícola

No Porto de Paranaguá, os terminais PAR14, PAR15 e PAR25 consolidaram um pacote integrado para expansão da movimentação de granéis sólidos vegetais.

O PAR14, arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, prevê R$ 1,01 bilhão em investimentos, incluindo implantação de nova área e construção do Píer em “T”, com quatro berços adicionais. O projeto também prevê integração ao Moegão, ampliando a capacidade ferroviária. A estimativa é de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos.

O PAR15, vencido pela Cargill Brasil, contará com R$ 604 milhões em aportes e capacidade para cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Já o PAR25, arrematado pelo Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, prevê R$ 565 milhões em investimentos, reforçando a infraestrutura logística e ampliando o potencial de escoamento da safra agrícola.

Planejamento de longo prazo

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a agenda coloca a infraestrutura logística no centro do desenvolvimento econômico. Já o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma que os projetos consolidam um planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e modernização regulatória.

O novo ciclo de concessões sinaliza uma mudança estrutural na gestão portuária brasileira, ampliando a capacidade operacional, atraindo investimentos privados e fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves

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Saúde

Programa Saúde nos Portos atende quase 7 mil trabalhadores portuários em 2025

O Programa Saúde nos Portos encerrou 2025 com 6.901 atendimentos realizados a trabalhadores portuários em diferentes regiões do Brasil. A iniciativa levou atendimento médico, ações de prevenção em saúde e serviços voltados à qualidade de vida a sete portos estratégicos do país.

A ação é fruto de parceria entre a Secretaria Nacional de Portos, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, e o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, formalizada por meio de Acordo de Cooperação Técnica.

Atendimentos em sete portos estratégicos

Realizado entre outubro e dezembro, o programa percorreu os portos de Vila do Conde (PA), Suape (PE), Itaguaí (RJ), São Francisco do Sul (SC), Paranaguá (PR), Itaqui (MA) e São Sebastião (SP).

Ao todo, foram oferecidos serviços em mais de 40 especialidades de saúde, ampliando o acesso a cuidados básicos e especializados para profissionais que atuam diretamente na operação portuária.

Serviços de saúde e prevenção

Durante a mobilização, os trabalhadores tiveram acesso a:

  • Consultas médicas e de enfermagem
  • Aferição de pressão arterial
  • Testes de glicemia e oxigenação
  • Exames de visão
  • Atendimento fisioterápico, odontológico, psicológico e nutricional
  • Vacinação e orientações preventivas

O objetivo central é fortalecer a saúde ocupacional, melhorar as condições de trabalho e promover mais segurança e bem-estar no ambiente portuário.

Política pública voltada às pessoas

Segundo a diretora de Gestão e Modernização Portuária, Ana Carolina Bomfim, os resultados reforçam a importância de priorizar os profissionais nas políticas do setor.

De acordo com ela, os números demonstram que a estratégia de levar atendimento diretamente aos portos contribui para ampliar a prevenção e reconhecer o papel dos trabalhadores que sustentam a atividade portuária nacional.

Planejamento para 2026

Com os resultados considerados positivos, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte já iniciaram o planejamento das ações para 2026. A expectativa é expandir o alcance do Programa Saúde nos Portos e incluir novos terminais na agenda de atendimentos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/SEST/SENAT

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Evento

Prêmio ANTAQ 2025 valoriza inovação, sustentabilidade e boas práticas no setor aquaviário

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou, na noite de terça-feira (10), em Brasília (DF), a 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, que homenageou 25 empresas, entidades e profissionais do setor aquaviário. A premiação marca uma década de reconhecimento a ações que contribuem para a melhoria dos serviços de transporte aquaviário no Brasil.

Criado com o objetivo de estimular a pesquisa técnico-científica, a inovação e a adoção de boas práticas ESG, o prêmio destaca projetos com impacto positivo nas áreas ambiental, social e de governança.

Regulação responsiva e incentivo a boas práticas

Durante a cerimônia, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou o papel do prêmio como instrumento de incentivo ao bom desempenho do setor. Segundo ele, a iniciativa reforça um modelo de regulação responsiva, baseado em estímulos positivos e reconhecimento de boas condutas, em vez de ações exclusivamente punitivas.

O dirigente também ressaltou a importância estratégica do sistema portuário para a economia nacional, lembrando que 95% das exportações brasileiras passam pelos portos do país, evidenciando a resiliência do setor portuário diante dos desafios atuais.

Tema de 2025 foca mudanças climáticas

A edição de 2025 teve como tema central “Soluções para a Mudança do Clima”, reforçando o compromisso da ANTAQ com a sustentabilidade e a adaptação do setor aos impactos climáticos. A principal novidade foi a criação da categoria Conexão Hidroviária, voltada à valorização da navegação interior e da integração regional.

Nessa categoria, foram premiadas empresas que, ao longo de 2024, atenderam o maior número de municípios brasileiros, com base em dados do Painel Estatístico Aquaviário da ANTAQ.

Autoridades prestigiam a cerimônia

O evento contou com a presença de autoridades do setor de infraestrutura e regulação, entre elas o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto Ribeiro Nardes, o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Thiago Chagas Faierstein, e o superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Alexandre Barreto de Souza.

Confira os vencedores do Prêmio ANTAQ 2025

Desempenho Ambiental

Na categoria Maior Índice de Desempenho Ambiental para porto público acima de 5 milhões de toneladas, o primeiro lugar ficou com o Complexo Industrial Portuário de Pernambuco (Suape). Entre os portos públicos até 5 milhões de toneladas, o destaque foi o Porto de Itajaí.

Nos terminais de uso privado acima de 5 milhões de toneladas, quatro instalações dividiram o primeiro lugar: Ferroport Terminal de Minério, Porto Itapoá, Portonave, em Navegantes, e Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, da Vale. Já entre os terminais privados com até 5 milhões de toneladas movimentadas, o vencedor foi o Porto do Açu.

Conexão Hidroviária

Na categoria inédita, o primeiro lugar foi concedido à Navemazonia Navegação, reconhecida pelo maior número de municípios atendidos por meio de terminais e pontos de embarque e desembarque, conforme dados oficiais da ANTAQ.

Artigo Técnico-Científico

O estudo “Custos Operacionais no Complexo Portuário do Rio Grande: Uma Análise da Influência das Variáveis Climáticas”, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Economia Azul da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), conquistou o primeiro lugar.

Iniciativas Inovadoras

Voltada a projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a categoria premiou o trabalho Reuso do Sedimento de Dragagem para Construção Civil, desenvolvido pelo Porto do Açu.

Gênero e Diversidade

Criada na edição anterior, a categoria reconheceu ações voltadas à igualdade de gênero, diversidade e inclusão. O primeiro lugar foi para o Programa de Gestão de Riscos de Violência Baseada em Gênero, da empresa Gás Natural Açu (GNA).

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Logística

Setor aquaviário brasileiro movimenta 1,4 bilhão de toneladas em 2025 e bate novo recorde, aponta ANTAQ

O setor aquaviário brasileiro encerrou 2025 com 1,4 bilhão de toneladas de cargas movimentadas, consolidando mais um recorde histórico. Os dados constam no Desempenho Aquaviário 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), em Brasília. O volume representa um crescimento de 6,1% em relação a 2024, quando foram registradas 1,32 bilhão de toneladas.

Segundo a Agência, o resultado confirma uma trajetória contínua de expansão do transporte aquaviário, impulsionada pelo aumento da demanda logística e pela maturidade institucional do setor.

Crescimento reflete consolidação do setor

Na abertura do evento, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou que o desempenho não é pontual, mas resultado de um ciclo consistente de crescimento. Para ele, a divulgação dos dados reforça o papel técnico da Agência ao oferecer informações confiáveis para apoiar o planejamento do setor privado e a tomada de decisões estratégicas.

Minério de ferro lidera movimentação de cargas

Desde o início da série histórica do Estatístico Aquaviário, o minério de ferro permanece como a principal mercadoria transportada por peso bruto. Em 2025, foram movimentadas 425,8 milhões de toneladas, sendo 406,2 milhões destinadas ao longo curso.

Outros produtos também registraram desempenho relevante, como a soja, que alcançou 139,7 milhões de toneladas, com alta de 14% na comparação anual. O gás de petróleo somou 5,8 milhões de toneladas, crescimento de 10,4%, enquanto os fertilizantes atingiram 49,3 milhões de toneladas, avanço de 10% frente a 2024.

O mês de dezembro de 2025, cujo fechamento ocorreu em fevereiro de 2026, registrou 119 milhões de toneladas movimentadas, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Portos públicos mantêm ritmo de expansão

Os portos públicos movimentaram 497 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,5%. O maior avanço proporcional entre as 20 principais instalações foi registrado no Porto de Santarém (PA), com 18,5 milhões de toneladas, aumento de 13,2%.

O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional entre os portos públicos, com 142,8 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024.

Cargas conteinerizadas atingem novo recorde

A movimentação de cargas conteinerizadas também bateu recorde em 2025, com 164,6 milhões de toneladas, crescimento de 7,2%. Em número de contêineres, o setor alcançou 15,3 milhões de TEUs, avanço de 10,2%.

Do total, 10,4 milhões de TEUs foram transportados no longo curso e 4,8 milhões de TEUs na cabotagem, evidenciando a relevância crescente desse modal.

Granéis e navegação interior ganham força

Os granéis sólidos lideraram em volume, com 839,7 milhões de toneladas, crescimento de 6,3%, enquanto os granéis líquidos somaram 333 milhões de toneladas, alta de 6,1%. A carga geral solta alcançou 65,8 milhões de toneladas, com leve avanço de 0,8%.

Na navegação, o longo curso movimentou 1,01 bilhão de toneladas (+6%), a cabotagem chegou a 303,7 milhões de toneladas (+3,4%) e a navegação interior registrou 91,3 milhões de toneladas, com expressivo crescimento de 19,7%.

Terminais privados ampliam participação

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) responderam por 906,1 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação a 2024. O maior avanço percentual foi do Porto Sudeste do Brasil (RJ), que movimentou 30,6 milhões de toneladas, alta de 23,8%.

Mesmo com queda de 2%, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) manteve a liderança entre os TUPs, com 172,4 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

Projeções indicam avanço contínuo

As projeções da ANTAQ apontam que a movimentação portuária deve alcançar 1,44 bilhão de toneladas em 2026, crescimento estimado de 2,7%. Para 2030, a expectativa é que o setor atinja 1,59 bilhão de toneladas, mantendo a tendência de expansão do sistema portuário nacional.

Painel Estatístico amplia acesso aos dados

O Painel Estatístico Aquaviário está disponível no site da ANTAQ e permite consultas detalhadas por tipo de carga, operação e instalação portuária. A ferramenta pode ser acessada também por dispositivos móveis, facilitando o acompanhamento dos indicadores do setor.

Prêmio ANTAQ reconhece boas práticas

Ainda nesta terça-feira (10), a Agência realiza a 10ª edição do Prêmio ANTAQ, que reconhece estudos, projetos e iniciativas voltadas à melhoria dos transportes aquaviários. A cerimônia acontece às 19h, com transmissão pelo Instagram da Agência.

A principal novidade desta edição é a criação da categoria Conexão Hidroviária, que se soma às já existentes, como Desempenho Ambiental, Iniciativas Inovadoras, Artigos Técnico-Científicos e Gênero e Diversidade.

Despedida marca encerramento do evento

O evento também foi marcado pela despedida de Flávia Morais Lopes Takafashi, diretora da ANTAQ desde 2020 e servidora da Agência desde 2010. Primeira mulher indicada pela Presidência da República para a diretoria da autarquia, Flávia deixa o cargo oficialmente no dia 18 deste mês.

Sua gestão foi destacada pela ampliação do diálogo institucional, decisões técnicas relevantes e pelo fortalecimento da agenda de diversidade, incluindo o lançamento do Guia de Enfrentamento ao Assédio, iniciativa premiada pela Organização Marítima Internacional (IMO) em 2023.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Sousa

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Portos

Déficit de capacidade de contêineres nos portos do Brasil já equivale a um novo terminal

O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem superando a capacidade da infraestrutura portuária disponível. A defasagem entre oferta e demanda já alcançou um patamar equivalente à implantação de um novo terminal de contêineres (Tecon) completo, segundo análise da consultoria Solve Shipping.

Crescimento da demanda pressiona infraestrutura portuária

O desempenho da economia brasileira tem impulsionado o fluxo de cargas conteinerizadas, especialmente nos principais corredores do comércio exterior brasileiro. No entanto, a expansão da infraestrutura não acompanha esse avanço no mesmo ritmo, criando gargalos operacionais cada vez mais evidentes.

De acordo com a Solve Shipping, o desafio não está apenas no aumento da demanda, mas na dificuldade estrutural de ampliar a capacidade instalada dos portos. O resultado é um desequilíbrio crescente entre o que o mercado exige e o que os terminais conseguem oferecer.

Burocracia e entraves regulatórios atrasam investimentos

A consultoria aponta que processos burocráticos, entraves regulatórios e insegurança jurídica têm retardado projetos de expansão portuária. Mesmo com terminais operando próximos do limite, novos investimentos enfrentam longos períodos de tramitação para obtenção de licenças ambientais, autorizações regulatórias e definições contratuais.

Esse cenário compromete a agilidade do setor portuário para responder às mudanças do mercado, elevando os custos logísticos e afetando a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Risco de perda de cargas e estrangulamento logístico

Com a capacidade pressionada, os terminais existentes passam a operar sob maior estresse, o que se reflete em filas, menor previsibilidade operacional e risco de desvio de cargas para portos estrangeiros mais eficientes. Para a Solve Shipping, a continuidade desse modelo tende a ampliar o déficit de capacidade ao longo dos próximos anos.

Sem mudanças nos processos decisórios e maior coordenação entre os órgãos públicos, o país pode enfrentar um estrangulamento logístico em rotas estratégicas, prejudicando exportadores e importadores.

Planejamento de longo prazo é essencial

O diagnóstico reforça a necessidade de planejamento portuário de longo prazo e de um ambiente regulatório mais ágil. A consultoria destaca que a atração de investimentos privados depende de regras mais claras e previsíveis, capazes de garantir que a infraestrutura portuária acompanhe de forma sustentável o crescimento econômico do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Infraestrutura portuária impulsiona exportações e consolida Brasil como líder global da carne bovina em 2025

O Brasil encerrou 2025 consolidado como o maior produtor e exportador mundial de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos e alcançando um marco histórico para o agronegócio nacional. O resultado foi sustentado pela eficiência da infraestrutura portuária, que respondeu ao aumento da produção com agilidade logística e capacidade operacional.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o país exportou 3,45 milhões de toneladas de carne bovina ao longo do ano, crescimento de 20,9% em relação a 2024.

Receita recorde e integração logística

O desempenho nas exportações gerou uma receita histórica de US$ 18 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 95 bilhões, representando um avanço de 39,31% frente aos US$ 12,8 bilhões registrados no ano anterior. O resultado reflete a integração entre o aumento da produtividade no campo e os investimentos na modernização dos portos brasileiros.

Estados como Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais lideraram a produção, enquanto os terminais portuários garantiram o escoamento da carne bovina para mais de 170 países. Entre os principais destinos estão mercados de alta exigência sanitária, como China e União Europeia.

Portos ganham protagonismo no escoamento da proteína

A estrutura portuária foi decisiva para absorver o crescimento da demanda internacional. O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional e movimentou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina em 2025, alta de 13,3% em comparação com o ano anterior.

O Porto de Paranaguá (PR) se destacou como o principal corredor de exportação de proteína animal congelada do país. O terminal registrou crescimento expressivo de 46,5% na movimentação de carne bovina, totalizando 1,2 milhão de toneladas no período.

Já o Porto de São Francisco do Sul (SC) consolidou-se como a terceira principal rota logística do setor, com aumento de 20% nos embarques e volume total de 180 mil toneladas.

Infraestrutura como diferencial competitivo

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam que a infraestrutura logística se tornou um diferencial estratégico para o país. Segundo ele, o papel dos portos foi garantir que o crescimento da produção não encontrasse gargalos no escoamento.

“O agronegócio brasileiro bateu recordes de produção, e nosso desafio foi assegurar que essa mercadoria chegasse ao mercado internacional com eficiência. O desempenho de portos como Santos e Paranaguá mostra que o Brasil está preparado para sustentar o crescimento econômico”, afirmou o ministro.

Logística eficiente fortalece competitividade internacional

Além de sustentar o aumento do volume exportado, a eficiência logística também ajudou o setor a enfrentar desafios externos, como o avanço de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A redução de custos operacionais e a agilidade nos embarques contribuíram para preservar a competitividade da carne bovina brasileira, além de viabilizar a ampliação das exportações para novos mercados na Ásia e no mundo árabe.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos / MDIC / Abiec

TEXTO: REDAÇÃO

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Portos

Portos brasileiros avançam em 2025 com crescimento histórico e novos investimentos em logística

O setor portuário brasileiro encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da série recente, consolidando um ciclo contínuo de expansão. Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram 1,16 bilhão de toneladas, resultado 4,03% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O volume confirma a importância da infraestrutura portuária para o escoamento da produção, o avanço das exportações e a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem uma política pública baseada em planejamento, investimentos e segurança jurídica, que tem fortalecido o ambiente logístico nacional.

Desempenho regional impulsiona crescimento equilibrado

O avanço da movimentação portuária em 2025 foi sustentado por resultados positivos em todas as regiões do país, com destaque para Norte, Nordeste e Sul.

Na Região Norte, os portos registraram 12,6 milhões de toneladas movimentadas em outubro, crescimento superior a 31% na comparação anual. O desempenho evidencia a relevância da navegação interior e o papel estratégico da região no transporte de cargas minerais, energéticas e agrícolas.

O Nordeste também apresentou evolução consistente, com 7,7 milhões de toneladas movimentadas em outubro, alta acima de 4%. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos em modernização portuária vêm fortalecendo a posição da região nas rotas logísticas nacionais e internacionais.

Já a Região Sul alcançou 108,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, consolidando-se como um dos principais polos logísticos do país, especialmente no escoamento de produtos agrícolas, industriais e cargas conteinerizadas.

Para o secretário nacional de Portos, Alex Avila, os dados regionais demonstram a efetividade da política portuária adotada. Segundo ele, o crescimento respeita as vocações de cada região e amplia a eficiência dos terminais.

Exportações e contêineres lideram alta da movimentação

As exportações brasileiras seguiram como principal motor do crescimento em 2025. O minério de ferro manteve a liderança, com 348 milhões de toneladas, avanço de 5,30%. O petróleo bruto e derivados somaram 183 milhões de toneladas, crescimento de 7,27%, enquanto a soja alcançou 131 milhões de toneladas, alta de 11,25%.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho expressivo, com 12,6 milhões de TEUs, crescimento de 9,94%, indicando maior diversificação da pauta logística. Entre os principais destinos das exportações estão China, Malásia, Japão, Singapura e Espanha.

Leilões e obras ampliam capacidade dos portos

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões portuários, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os projetos têm foco na ampliação da capacidade, modernização da infraestrutura e aumento da eficiência operacional.

Entre as iniciativas de destaque estão investimentos no Porto de Paranaguá, Porto do Rio de Janeiro, Porto de Maceió, no Canal de Acesso de Paranaguá e no Túnel Santos-Guarujá, considerado uma das obras logísticas mais relevantes do país.

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, os leilões consolidam um novo ciclo de investimentos estruturantes, ampliando a competitividade do Brasil e criando melhores condições para o crescimento econômico.

Capital privado fortalece expansão do setor

O ano de 2025 também foi marcado pelo avanço dos investimentos privados. Foram concedidas oito novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), totalizando R$ 4,59 bilhões, além de 31 alterações contratuais, que somam R$ 1,218 bilhão. Ao todo, 39 atos representaram R$ 5,81 bilhões em aportes privados.

Na gestão contratual, os investimentos chegaram a R$ 2,07 bilhões, com participação de operadores como ICTSI Rio Brasil Terminal 1, Ultracargo, Timac Agro, Tequimar, Píer Mauá e Intersal, voltados à modernização e ao ganho de eficiência.

Alex Avila destacou que a parceria com a iniciativa privada tem sido determinante para ampliar a produtividade e preparar os portos brasileiros para as exigências do comércio global.

Portos se consolidam como eixo do desenvolvimento nacional

O balanço de 2025 confirma o setor portuário como um dos pilares do desenvolvimento econômico do país. Com crescimento consistente, investimentos estruturantes e expansão regional equilibrada, os portos do Brasil reforçam seu papel estratégico na logística nacional, promovendo integração, competitividade e desenvolvimento sustentável.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Movimentação de cargas nos portos brasileiros atinge recorde e cresce quase 5% em 2025

A movimentação de cargas nos portos brasileiros alcançou um novo recorde e registrou crescimento de 4,97% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos. No acumulado de 11 meses, foram movimentadas 1,28 bilhão de toneladas, conforme estatísticas divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Mantido o ritmo observado ao longo do ano, a estimativa é que o volume total tenha superado 1,34 bilhão de toneladas ao final de 2025, considerando operações de exportação e importação.

Investimentos impulsionam recordes consecutivos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete os avanços estruturais do setor. Segundo ele, o país vem registrando recordes sucessivos na movimentação portuária nos últimos três anos, resultado direto da modernização da infraestrutura e do aumento dos investimentos públicos e privados.

“Vamos para mais um ciclo de ampliação da capacidade operacional e de ganhos de eficiência nos portos brasileiros”, afirmou o ministro.

Regulação fortalece o setor aquaviário

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, os números positivos demonstram a resiliência do setor aquaviário diante de cenários econômicos e geopolíticos adversos. Ele destacou ainda o papel da regulação eficiente na atração de investimentos e no estímulo ao desenvolvimento do segmento.

“Quando o setor vai bem, isso indica que a agência está cumprindo adequadamente sua função reguladora”, ressaltou.

Novembro registra alta acima da média

Analisando apenas o mês de novembro de 2025, a movimentação nos portos brasileiros apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 14,5%, com um total de 118,2 milhões de toneladas.

Nos portos públicos, o avanço foi de 17%, somando 42,1 milhões de toneladas. O principal destaque foi o Porto de Paranaguá (PR), que movimentou 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 44,3%.

Já os portos autorizados alcançaram 76,1 milhões de toneladas, com alta de 13,1%. O maior aumento percentual ocorreu no Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com crescimento de 55,7% e movimentação de 6,3 milhões de toneladas.

Navegação e contêineres também avançam

Segundo o levantamento, a navegação de longo curso cresceu 13%, atingindo 85,7 milhões de toneladas. A cabotagem avançou 11,87%, com 26,2 milhões de toneladas, enquanto a navegação interior apresentou a maior variação, com alta de 59,28%, totalizando 6,2 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho positivo, com crescimento de 7,18% em novembro e volume de 13,8 milhões de toneladas. Entre as mercadorias, os principais destaques foram trigo, soja e milho.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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