Notícias

Operação Play Fake: Receita Federal retém nove contêineres com mercadorias irregulares no Porto do Rio

A Receita Federal reteve nove contêineres com mercadorias irregulares provenientes da China no Porto do Rio de Janeiro. A apreensão ocorreu durante a Operação Play Fake, que identificou indícios de fraude em cargas destinadas ao mercado brasileiro.

Fiscalização encontra cargas avaliadas em R$ 63 milhões

A operação foi realizada em duas etapas. Na primeira fase, iniciada em setembro, os fiscais localizaram cinco contêineres com produtos avaliados em aproximadamente R$ 35 milhões.

A ação começou após uma análise de risco apontar divergências nas informações apresentadas nos documentos de importação. A partir desses dados, os servidores realizaram a conferência das cargas e encontraram produtos diferentes daqueles declarados.

Na segunda etapa, encerrada neste mês, outros quatro contêineres foram retidos. As mercadorias foram estimadas em R$ 28 milhões e apresentavam características semelhantes às identificadas na primeira fase.

Produtos estavam escondidos atrás de cargas declaradas

Segundo a fiscalização, os contêineres foram registrados com mercadorias de baixo valor agregado. Durante a inspeção física, porém, os servidores constataram que os itens declarados ocupavam somente a parte dianteira das cargas.

Na área posterior dos contêineres estavam escondidos produtos com indícios de fraude aduaneira, incluindo brinquedos, pelúcias, bonecos colecionáveis, cartas de jogos e outros artigos relacionados a franquias conhecidas.

A fiscalização também encontrou indícios de falsificação de produtos protegidos por direitos de propriedade intelectual. Além disso, foram identificados brinquedos sem a certificação obrigatória do Inmetro, requisito necessário para a comercialização regular desses produtos no Brasil.

Receita Federal alerta consumidores antes do Dia das Crianças

Com a aproximação do Dia das Crianças, a Receita Federal reforça a importância de verificar a origem e a regularidade dos brinquedos antes da compra.

Os produtos comercializados no Brasil devem apresentar o selo de certificação do Inmetro. A ausência da identificação indica que o brinquedo não passou pela avaliação de segurança exigida para sua comercialização no país.

A recomendação é que os consumidores tenham atenção à procedência dos produtos, especialmente em períodos de maior procura por brinquedos e artigos infantis.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Portos

Norcoast amplia rota de cabotagem com inclusão do Porto do Rio de Janeiro

A Norcoast expandiu sua operação de cabotagem ao incorporar a Rio Brasil Terminal (RBT), no Porto do Rio de Janeiro, à sua rota regular. A estreia da nova escala ocorreu com a previsão de atracação do navio NC Breda, marcando o início de uma ligação direta entre o estado do Rio de Janeiro e a Zona Franca de Manaus.

A iniciativa reforça a estratégia da companhia de ampliar sua presença no Sudeste e fortalecer a malha logística nacional por meio do transporte marítimo de cargas.

Nova operação amplia cobertura logística

Com a entrada do Porto do Rio de Janeiro na rota, a Norcoast passa a oferecer uma alternativa para o transporte de cargas domésticas e também para operações feeder, responsáveis por conectar portos brasileiros às principais linhas internacionais.

Segundo a empresa, a nova escala proporciona mais previsibilidade nas operações, maior flexibilidade para os embarcadores e integração entre os modais marítimo, ferroviário e rodoviário, contribuindo para uma cadeia logística mais eficiente.

A ligação direta com Manaus também amplia as possibilidades de atendimento ao polo industrial da capital amazonense e fortalece o escoamento de cargas provenientes do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e interior de São Paulo, aproveitando a conexão com a malha ferroviária.

Setores industriais devem ser os principais beneficiados

A expectativa da Norcoast é que a nova operação atenda principalmente empresas dos segmentos de bens de consumo, siderurgia, bebidas e cargas de maior valor agregado.

Para esses setores, fatores como segurança, confiabilidade e regularidade das operações têm se tornado decisivos na escolha do modal logístico.

De acordo com o diretor comercial da Norcoast, Marcio Salmi, a expansão faz parte de um plano de crescimento sustentável da companhia.

“Queremos ampliar a capilaridade da cabotagem, expandindo o portfólio de serviços e a rede de atendimento de forma consistente e sustentável. Estamos acompanhando a demanda desses setores e apostamos na geração de valor por meio do aumento da oferta, do estímulo à cabotagem e do desenvolvimento regional”, afirmou em nota.

Rede passa a conectar oito portos brasileiros

Com a nova escala, a rota regular da Norcoast passa a atender os portos de Manaus (AM), Pecém (CE), Suape (PE), Salvador (BA), Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A empresa opera atualmente quatro embarcações, cada uma com capacidade para transportar aproximadamente 3,5 mil TEUs, utilizando um modelo de atendimento porta a porta, que integra o transporte marítimo aos demais modais logísticos.

Cabotagem cresce, mas ainda enfrenta desafios no Brasil

A ampliação da malha da Norcoast ocorre em um momento de recuperação do setor de cabotagem. Dados da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC) apontam crescimento no segundo trimestre, impulsionado pela retomada das operações domésticas e do segmento feeder.

Apesar desse avanço, o desempenho acumulado no primeiro semestre registrou alta de apenas 0,9%, evidenciando que o modal ainda possui amplo espaço para crescer na matriz logística brasileira.

Embora o país conte com mais de 8 mil quilômetros de litoral, a participação da cabotagem no transporte nacional de cargas segue relativamente baixa.

Integração multimodal é apontada como principal desafio

Especialistas avaliam que o maior obstáculo para a expansão da cabotagem não está na navegação, mas na integração entre os diferentes sistemas de transporte.

Para Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), os portos precisam ser tratados como parte de um corredor logístico completo, conectado de forma eficiente às ferrovias, rodovias e centros de distribuição.

Nesse cenário, investimentos em logística integrada, operações porta a porta e ampliação da oferta de serviços, como a nova rota da Norcoast, buscam reduzir gargalos históricos e tornar o modal mais competitivo para os embarcadores.

Modal marítimo também contribui para reduzir emissões

Além dos ganhos operacionais, a cabotagem vem se consolidando como uma alternativa mais sustentável para o transporte de cargas.

Levantamento da própria Norcoast indica que, em determinados corredores logísticos, o transporte marítimo pode emitir até 89% menos CO₂ do que o modal rodoviário. A companhia também destaca a redução nos riscos de roubo de cargas como um dos fatores que têm ampliado o interesse de empresas dos setores industrial e de bens de consumo.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto do Rio de Janeiro passa a operar navios porta-contêineres de grande porte

O Porto do Rio de Janeiro atingiu um novo marco na infraestrutura logística brasileira ao receber, pela primeira vez, navios porta-contêineres com 366 metros de comprimento. A operação foi realizada com a atracação do MSC Katrina no terminal MultiRio, reforçando a capacidade do complexo portuário de atender embarcações de grande porte na costa da América do Sul.

O navio, da classe New Panamax, possui capacidade para transportar 14.131 TEUs e opera sob bandeira do Panamá. A chegada da embarcação simboliza um avanço estratégico para o comércio exterior brasileiro e amplia a competitividade do porto no cenário internacional.

Dragagem ampliou profundidade do canal

A operação do MSC Katrina só foi possível após a conclusão das obras de dragagem no canal principal de acesso ao porto.

O projeto, financiado integralmente pela PortosRio, recebeu investimentos de aproximadamente US$ 32,56 milhões. Com as melhorias, a profundidade mínima do canal aumentou de 15 metros para 16,2 metros.

A modernização também elevou o calado operacional para 15,3 metros, permitindo maior segurança nas manobras e acesso de embarcações maiores ao terminal.

Infraestrutura portuária ganha tecnologia e eficiência

Além da dragagem, o projeto incluiu novos sistemas de sinalização náutica e balizamento das vias navegáveis.

As melhorias tornam as operações mais eficientes para os navios porta-contêineres que atuam em rotas internacionais de longa distância. Os terminais MultiRio e Rio Brasil Terminal passam a contar com maior capacidade operacional e melhor aproveitamento das janelas comerciais.

Porto fortalece comércio internacional

A operação de embarcações desse porte gera ganhos logísticos importantes, incluindo redução de custos por contêiner transportado e maior eficiência nas cadeias globais de suprimentos.

Com a ampliação da estrutura, o Porto do Rio de Janeiro se consolida como um importante hub logístico para conexões comerciais entre Ásia, Europa e América.

Crescimento acompanha demanda do transporte marítimo

O aumento do tamanho dos cargueiros exige portos mais modernos, flexíveis e preparados tecnologicamente.

Com a nova capacidade operacional, o terminal brasileiro amplia sua relevância no comércio marítimo internacional e fortalece a integração do país às cadeias globais de abastecimento em 2026.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Porto do Rio recebe maior navio porta-contêineres já operado no terminal

O Porto do Rio de Janeiro registrou um feito inédito nesta quinta-feira (14) ao receber, pela primeira vez, um navio de 366 metros de comprimento. A embarcação MSC Katrina atracou no terminal MultiRio, marcando uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária brasileira e reforçando a capacidade operacional do porto carioca para receber gigantes do transporte marítimo internacional.

MSC Katrina amplia capacidade logística do Porto do Rio

Procedente do Porto de Suape e com destino ao Porto de Santos, o MSC Katrina navega sob bandeira do Panamá e possui 48,4 metros de largura, além de capacidade para transportar até 14.131 TEUs.

Construído em 2012, o cargueiro integra a categoria New Panamax, classe de embarcações desenvolvida para otimizar a movimentação de cargas em rotas marítimas internacionais de longo percurso. Esses navios operam principalmente em conexões comerciais entre Ásia, Europa e Américas.

Investimentos fortalecem competitividade do Porto do Rio de Janeiro

Segundo a PortosRio, a chegada da embarcação representa o resultado direto dos investimentos realizados para adequar o porto às novas demandas do comércio marítimo global. O presidente da companhia, Flavio Vieira, destacou que a operação simboliza um avanço estratégico para ampliar a competitividade do terminal frente ao crescimento contínuo do tamanho dos navios de carga.

Com a nova estrutura, o Porto do Rio de Janeiro passa a operar os maiores porta-contêineres em circulação na costa da América do Sul, fortalecendo sua posição como um dos principais polos de logística portuária e comércio exterior do país.

Especialistas do setor apontam que a operação de embarcações de grande porte gera ganhos de escala, reduz custos logísticos e melhora a eficiência das cadeias internacionais de transporte de mercadorias. Além disso, a ampliação da capacidade operacional aumenta a atratividade do porto para armadores globais e rotas internacionais de longo curso.

Dragagem permitiu operação de navios New Panamax

A atracação do MSC Katrina só foi viabilizada após a conclusão das obras de dragagem do canal principal do porto. O projeto recebeu investimento de R$ 163 milhões da PortosRio e elevou a profundidade mínima do acesso marítimo de 15 metros para 16,2 metros.

Com isso, o terminal passou a operar com calado de 15,30 metros, adequando-se às exigências das embarcações da classe New Panamax.

Além do aprofundamento do canal, as intervenções incluíram melhorias na sinalização e no balizamento náutico, aumentando a segurança das manobras e a eficiência operacional dos terminais de contêineres MultiRio e Rio Brasil Terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Importação

Operação da Receita Federal investiga fraude bilionária em importações no Porto do Rio

Uma força-tarefa envolvendo a Receita Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para apurar um esquema de corrupção aduaneira que pode ter gerado prejuízos de ao menos R$ 86,6 bilhões.

As investigações apontam que servidores públicos e despachantes aduaneiros teriam recebido propina para facilitar a liberação irregular de mercadorias no Porto do Rio de Janeiro, entre julho de 2021 e março de 2026.

Operação Mare Liberum cumpre 45 mandados

Batizada de Operação Mare Liberum, a ação é considerada a maior já conduzida pela corregedoria do Fisco. Ao todo, foram expedidos 45 mandados de busca e apreensão, sendo a maioria contra servidores da aduana.

Entre os investigados, estão 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários, que foram afastados de suas funções por decisão judicial. Além disso, nove despachantes tiveram suas atividades suspensas no porto.

Receita reforça fiscalização no local

Diante da gravidade do caso, a Receita Federal anunciou o envio de 50 servidores para reforçar temporariamente as atividades no terminal portuário, até que haja uma reestruturação completa dos serviços.

O secretário especial do órgão, Robinson Barreirinhas, afirmou que novas medidas devem surgir a partir do avanço das investigações, sobretudo no aprimoramento dos mecanismos de controle aduaneiro.

Como funcionava o esquema de corrupção

Segundo a apuração, o grupo atuava de forma organizada para garantir o desembaraço irregular de importações mediante pagamento de propina. O esquema envolvia servidores, empresários e operadores do comércio exterior.

Entre as práticas identificadas estão:

  • Liberação de cargas sem fiscalização adequada
  • Inserção de dados falsos em declarações de importação
  • Entrada de produtos diferentes dos declarados
  • Redução ou eliminação indevida de tributos

Há indícios ainda de uso do esquema para facilitar contrabando e descaminho de forma recorrente.

Investigações identificam milhares de operações suspeitas

A Receita Federal detectou cerca de 17 mil declarações de importação sob suspeita, o que reforça a dimensão do esquema. O volume de mercadorias envolvidas ultrapassa R$ 86 bilhões, configurando uma das maiores ações recentes de combate à fraude em importações no país.

Grupo atuava em diferentes frentes no porto

As investigações indicam que os envolvidos operavam em três principais áreas:

  • Liberação de cargas retidas por irregularidades
  • Criação de exigências artificiais para beneficiar setores específicos, como o de óleo e gás
  • Recebimento de propina para reduzir multas e tributos

Entrada irregular de produtos preocupa autoridades

O esquema também pode ter facilitado a entrada de mercadorias proibidas ou sem autorização sanitária no Brasil, comprometendo a segurança pública e a arrecadação tributária.

De acordo com a corregedoria da Receita, houve casos de alimentos e bebidas que deveriam passar por fiscalização sanitária, mas foram liberados de forma irregular.

Investigados podem responder por vários crimes

Os suspeitos poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa, além de infrações relacionadas a contrabando e crimes tributários.

As autoridades seguem contabilizando os bens apreendidos e não descartam novos desdobramentos da operação.

Impacto e próximos passos

Apesar da gravidade, a Receita Federal destaca que o esquema envolve uma parcela reduzida do quadro total de servidores. Ainda assim, o caso acende alerta sobre a necessidade de reforçar mecanismos de transparência, fiscalização e integridade no setor público.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Notícias

Navio chinês com capacidade de vigilância provoca apreensão entre militares brasileiros

O navio chinês Ark Silk Road, oficialmente classificado como navio-hospital, deixou o porto do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (15), após uma permanência iniciada em 8 de janeiro. Apesar do discurso humanitário, a presença da embarcação gerou desconforto entre autoridades militares brasileiras, diante da suspeita de que o navio possui capacidade de vigilância e coleta de dados estratégicos ao longo do litoral nacional.

Segundo fontes militares ouvidas pelo Poder360, o Ark Silk Road dispõe de equipamentos capazes de mapear infraestrutura portuária, rotas marítimas e características geográficas sensíveis do país, o que despertou atenção da Marinha e de setores do governo federal.

Pedido diplomático não detalhou objetivos da missão

A autorização para atracação foi solicitada pela China em setembro de 2025, por meio de uma nota diplomática enviada em 15 daquele mês. O documento previa a permanência entre 8 e 15 de janeiro, mas não esclarecia os objetivos da viagem nem mencionava a chamada Missão Harmony 2025, posteriormente apresentada como a primeira operação humanitária internacional do navio.

A falta de informações detalhadas desde o início contribuiu para um clima de cautela diplomática em Brasília, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas na América Latina, conforme apuração do portal.

Estrutura do navio reforça suspeitas

Autoridades brasileiras também chamaram atenção para as características técnicas incomuns do Ark Silk Road. Embora classificado como navio-hospital, ele apresenta sensores, antenas e radares externos, tecnologias que ampliam significativamente sua capacidade de monitoramento e inteligência marítima.

De acordo com fontes ouvidas, o uso desse tipo de embarcação como plataforma de reconhecimento é mais frequente entre países que mantêm acordos bilaterais de cooperação militar, o que não é o caso da relação entre Brasil e China, tornando a visita ainda mais sensível do ponto de vista diplomático.

Não houve atendimento médico durante a estadia

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro informou ao g1 que nenhum atendimento médico foi realizado no navio durante sua permanência. Segundo o órgão, o governo estadual apenas recepcionou os comandantes da embarcação no dia da atracação.

Em nota, o Pier Mauá reforçou que a visita não teve caráter humanitário. “Não há e não haverá atendimento médico no navio, tratando-se apenas de uma visita da delegação chinesa ao país para estreitar laços de amizade entre as duas nações”, informou o terminal portuário.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM:Reprodução/InfoMoney

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Sustentabilidade

Gás Verde conclui importação e instalação de plantas de Biometano e CO₂ no Porto do Rio de Janeiro

A Gás Verde S.A., empresa do Grupo Urca Energia, finalizou, na última quinta-feira (23), a importação e instalação de duas plantas industriais de alta tecnologia voltadas à produção de biometano e síntese de CO₂. O processo foi conduzido pela Alfândega da Receita Federal no Porto do Rio de Janeiro (ALF/RJO) e consolida a companhia como uma das principais referências em energia renovável e economia circular no país.

As importações começaram em fevereiro de 2025 e foram concluídas em outubro do mesmo ano, envolvendo um complexo processo logístico com embarques fracionados — cinco para a planta de CO₂ e seis para a planta de Adsorção por Variação de Pressão a Vácuo (VPSA), utilizada na purificação do biometano.

Todos os equipamentos foram inspecionados e liberados pela Receita Federal após análise técnica de peritos credenciados, confirmando a conformidade com o regime de Ex-tarifário, que concede redução tributária para bens de capital sem produção equivalente nacional.

Biometano: combustível-chave na agenda ESG

O projeto representa um avanço expressivo no cumprimento dos compromissos ESG (ambientais, sociais e de governança) da empresa. O biometano, combustível renovável obtido pela purificação do biogás proveniente de resíduos orgânicos, pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação ao gás natural fóssil.

De acordo com informações do site gasverde.com.br, o biometano produzido pela Gás Verde substitui o gás natural em aplicações industriais, veiculares e energéticas, contribuindo para a neutralidade de carbono e a valorização de resíduos urbanos e agroindustriais.

A tecnologia VPSA garante maior eficiência energética e seletividade na separação de metano e dióxido de carbono, reduzindo desperdícios e otimizando o processo de purificação. Já a nova planta de síntese de CO₂ amplia a capacidade de captura, purificação e comercialização do gás, fortalecendo o conceito de indústria de baixo carbono na operação da empresa.

Inovação, transparência e governança sustentável

Com a implantação das novas unidades, a Gás Verde adota um modelo de infraestrutura inteligente e rastreável, alinhado às metas de descarbonização do Brasil até 2050 e aos critérios de financiamento sustentável.

A iniciativa também contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os ODS 7 (Energia Acessível e Limpa), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).

Todos os processos de importação foram realizados com transparência e conformidade fiscal, supervisionados pela Receita Federal e documentados eletronicamente via e-CAC, reforçando o compromisso da empresa com a governança regulatória.

Um passo decisivo para a transição energética nacional

A conclusão do projeto representa um marco para a transição energética no Brasil, integrando gestão de resíduos, energia limpa e inovação tecnológica. A partir das novas plantas, a expectativa é de aumento significativo na produção de biometano, com capacidade para abastecer frotas de transporte pesado e indústrias de médio porte na região Sudeste, além de gerar créditos de carbono certificados.

“O biometano é a ponte entre o Brasil do lixo e o Brasil do hidrogênio verde. Cada metro cúbico purificado representa menos emissões, mais eficiência e mais competitividade sustentável”, destacou um especialista do setor.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Leilões portuários de 2025: MPor, Antaq e B3 promovem segundo bloco com investimentos de R$ 1,22 bilhão

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a B3, realiza nesta terça-feira (22) o segundo bloco de leilões portuários de 2025. A rodada deve movimentar mais de R$ 1,22 bilhão em investimentos e inclui projetos estratégicos para o setor portuário brasileiro.

A cerimônia ocorrerá na sede da B3, em São Paulo, com duas etapas principais: o leilão de arrendamento das áreas portuárias de Maceió (TMP) e do Rio de Janeiro (RDJ07), marcado para as 10h, e a concessão do acesso aquaviário do Porto de Paranaguá (PR), programada para as 14h.

Leilão de Maceió e Rio de Janeiro prioriza passageiros e apoio offshore

O Terminal Marítimo de Passageiros (TMP), localizado no Porto Organizado de Maceió (AL), será destinado à movimentação de passageiros e deve receber R$ 3,75 milhões em investimentos. Já o terminal RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, será voltado ao apoio logístico offshore, atendendo às operações de exploração e produção de petróleo e gás natural. O projeto prevê R$ 99,4 milhões em aportes privados.
Ambos os contratos terão vigência inicial de 25 anos, com possibilidade de renovação conforme as metas de desempenho.

Paranaguá terá primeiro canal de acesso leiloado no Brasil

A concessão do acesso aquaviário do Porto de Paranaguá, no Paraná, representa um marco inédito para o setor portuário nacional. Trata-se do primeiro canal de acesso brasileiro a ser leiloado, com investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos e possibilidade de prorrogação contratual por até 70 anos.
O projeto deve modernizar a infraestrutura portuária, aumentar a eficiência logística e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Credenciamento e atendimento à imprensa

Os jornalistas interessados poderão acompanhar o evento presencialmente ou de forma online. Para presença física, é necessário o credenciamento prévio pelo e-mail imprensa@b3.com.br.
Ao término da cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, concederá entrevista coletiva à imprensa presente.

Serviço:
O que: Leilão de áreas portuárias em Maceió (AL) e no Rio de Janeiro (RJ)
Data: quarta-feira, 22 de outubro de 2025
Horário: 10h
Local: R. Quinze de Novembro, 275, São Paulo – SP
Transmissão:* https://www.tvb3.com.br

O que: Concessão do acesso Aquaviário ao Porto de Paranaguá
Data: quarta-feira, 22 de outubro de 2025
Horário:14h
Local: R. Quinze de Novembro, 275, São Paulo – SP
Transmissão: https://www.tvb3.com.br

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Portos

Movimentação no Porto do Rio de Janeiro cresce 27% no 1º quadrimestre de 2025

No primeiro quadrimestre de 2025 (janeiro a abril), o Porto do Rio de Janeiro alcançou excelente desempenho, registrando a movimentação de 5,4 milhões de toneladas de carga, o que representa um crescimento de 27,48% em relação ao mesmo período de 2024 . Desse montante:
• Cabotagem: 1,8 milhão de toneladas (+44,80%)
• Longo curso: 3,6 milhões de toneladas (+19,61%)
• Carga conteinerizada: 3,8 milhões de toneladas (+21,92%)
• Granel sólido: 774 mil toneladas (+20,86%)
• Granel líquido: 540 mil toneladas (+74,98%)
• Carga geral: 324 mil toneladas (+60,85%) .

Esses resultados reforçam a relevância do Porto do Rio como importante hub logístico, atendendo diversos estados do país.

A PortosRio celebrou o desempenho, que acompanha o recorde nacional de movimentação em 2024, e atribuiu o resultado à modernização de infraestrutura, à eficiência operacional e à sinergia com todos os parceiros logísticos envolvidos .

Francisco Martins, Diretor‑Presidente da PortosRio, destaca:

“Nosso foco em aprimorar a infraestrutura portuária e aumentar a movimentação de cargas tem sido prioridade. Confiamos que o ritmo de crescimento se manterá ao longo do ano, refletindo a capacidade e o potencial dos nossos portos e terminais, e reafirmando a relevância estratégica da PortosRio para o setor portuário e para o desenvolvimento econômico.”

O crescimento notável também é ressaltado pelos dados da ANTAQ. Segundo o superintendente do Porto do Rio, Leandro Lima:

“As altas nas várias modalidades de carga, especialmente no granel líquido, com quase 75% de crescimento, demonstram nosso compromisso em diversificar serviços e aumentar competitividade. Continuaremos investindo para consolidar o Porto do Rio como referência em eficiência e qualidade operacional.”

Com esse crescimento expressivo no quadrimestre, a PortosRio reforça sua missão de impulsionar o desenvolvimento econômico nacional, aprimorando a infraestrutura portuária e promovendo conectividade de alto nível para toda a cadeia logística. A expectativa é de que o crescente desempenho se mantenha até o fim do ano, consolidando o Porto do Rio como protagonista no cenário portuário brasileiro.

Fonte: Portos e Navios

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Economia, Notícias, Oportunidade de Mercado, Portos

Terminal do Porto de Rio Grande é arrematado por R$ 50 mil

Ativos do Porto de Rio Grande (RS) e do Rio de Janeiro receberam apenas uma proposta

Uma área doPorto de Rio Grandefoi arrematada pela Sagres Operações Portuárias, que ofereceu R$ 50 mil de outorga, em leilão promovido na tarde desta quarta-feira, 21. Os investimentos previstos são de R$ 7.752.459,25. A agenda do certame também contemplou áreas nos Portos de Recife (PE) e Rio de Janeiro.

As outorgas que foram oferecidas por cinco terminais portuários leiloados somaram R$ 4,750 milhões, e os contratos de 10 anos somam investimentos de R$ 74 milhões, que deverão ser usados para modernização dos terminais.

Os ativos do Porto de Rio Grande (RS) e do Rio de Janeiro receberam apenas uma proposta. O carioca, que armazena e movimenta carga geral líquida, ficará sob responsabilidade da Iconic Lubrificantes, cuja oferta foi de R$ 500 mil. A estimativa é de R$ 10,1 milhões em aportes. Todas as áreas receberam propostas no certame, o primeiro deste tipo promovido em 2024 pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)

Terminal no Estado

O espaço denominado Rig 10, arrematado no Porto de Rio Grande, é composto pelos armazéns A6, C1 e C2, pela Central de GLP e pelo anexo do armazém B3. Segundo a gerente de planejamento e desenvolvimento da Portos RS, Flávia Galarraga, os armazéns arrendados têm como finalidade o depósito de carga geral, enquanto a Central de GLP e o anexo do armazém B3 são de apoio operacional.

“A Sagres é uma empresa com 22 anos de atuação no Porto do Rio Grande, onde temos um compromisso sólido e contínuo. Acreditamos no potencial do Porto e, por isso, investimos consistentemente, em conjunto com nossas empresas controladores Neltume Ports e Ultramar”, disse o diretor de Operações da Sagres, Leonardo Maurano.

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, disse que o resultado do leilão demonstra o quanto as empresas acreditam no complexo portuário do Rio Grande. “Receber os investimentos nesse momento de reconstrução é fundamental e vem ao encontro do nosso planejamento estratégico, no que diz respeito a atração de investimentos, melhoria operacional e competitividade”, avaliou Klinger.

O secretário nacional de portos e transportes aquaviários, Alex Sandro de Ávila, mencionou o Rio Grande do Sul, após os episódios climáticos. “Todos os leilões foram exitosos, mas a gente ter a oportunidade de ver a realização de um leilão no Porto do Rio Grande após um momento de tanta dificuldade e tristeza, sem sombra de dúvidas, é algo extremamente gratificante para nós enquanto Ministério de Portos”, frisou.

Restante do leilão

A maior outorga, de R$ 3,6 milhões, foi a da SCS Armazéns Gerais pelo REC10. O terminal, localizado no Porto de Recife, vai movimentar e armazenar granéis sólidos e cargas gerais, com estimativa de R$ 2,9 milhões em aportes. Os contratos de 10 anos somam investimentos de R$ 74 milhões, que deverão ser usados para modernização dos terminais.

Além da SCS, a Agemar Transportes também participou da disputa pelo REC10. Os lances iniciais foram de R$ 100 mil e R$ 300 mil, respectivamente. Como haviam duas propostas válidas, o certame foi a viva voz. Depois de uma longa sequência de lances, a SCS arrematou o terminal.

A SCS participou anteriormente da disputa pelo REC09, também no Porto de Recife. No entanto, a Usina Peribú saiu vitoriosa, com uma outorga de R$ 550 mil depois de disputa viva a voz. Com isso será responsável pela administração da área que movimenta e armazena granel sólido e carga geral, especialmente arroz. A projeção é de R$ 2,2 milhões em investimentos.

Já o terceiro terminal pernambucano, REC08, recebeu uma proposta única de R$ 50 mil da Liquiport. O REC08 é destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais e tem previsão de investimentos diretos de cerca de R$ 51 milhões.

Saiba mais em Correio do Povo:
Terminal do Porto de Rio Grande é arrematado por R$ 50 mil (correiodopovo.com.br)

 

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