Exportação

Exportações de farelo de soja alcançam 15,3 milhões de toneladas até agosto

Demanda do biodiesel impulsiona o setor

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, no Boletim Logístico de setembro, que a demanda por farelo de soja segue sustentada principalmente pelo setor de proteína animal e, em maior escala, pelo avanço da produção de biodiesel. Segundo a estatal, esse cenário contribuiu para melhorar a rentabilidade da indústria de esmagamento no país.

Produção e consumo interno

A Conab estima que a produção nacional de farelo de soja atinja 45,1 milhões de toneladas em 2025. Desse total, 23,6 milhões de toneladas devem ser destinadas à exportação, enquanto o consumo interno deve chegar a 19,5 milhões de toneladas.

Embora o crescimento em relação à safra anterior seja pequeno, o setor deve encerrar o ciclo com um estoque de passagem de 5,4 milhões de toneladas, o maior da série histórica acompanhada pela entidade.

Exportações estáveis no acumulado do ano

Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 15,3 milhões de toneladas de farelo de soja, volume próximo ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 15,4 milhões de toneladas.

Portos e principais origens do produto

O porto de Santos segue na liderança do escoamento, com 43,5% da participação nacional, ainda que abaixo dos 45,2% registrados em 2024. Já Paranaguá ampliou sua fatia para 29,1% (ante 26,7% no ano passado), enquanto o porto do Rio Grande respondeu por 15,3% (contra 14,7%) e Salvador alcançou 7,8% (ante 6,9% em 2024).

As exportações tiveram origem principalmente nos estados de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, grandes produtores de soja e responsáveis por sustentar a oferta ao mercado interno e externo.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Porto de Santos mantém canal de 15 metros após dragagem e inicia obras para aprofundamento

Dragagem garante segurança e calado operacional

A Autoridade Portuária de Santos (APS) concluiu recentemente um serviço de dragagem no Porto, que durou cerca de dois meses. O trabalho consistiu na remoção de sedimentos e na manutenção da profundidade do canal de navegação, abrangendo desde a região da Alemoa até a Barra, na Ponta da Praia, além de berços de atracação.

Após a intervenção, a APS realizou batimetria, confirmando que o canal mantém aproximadamente 15 metros de profundidade, permitindo o acesso de navios de grande porte. Segundo a autoridade portuária, o estuário do Porto recebe grande volume de sedimentos, que podem causar assoreamento, tornando a dragagem essencial para a segurança da navegação e a operação contínua do cais.

Planejamento estratégico para o futuro do Porto

O presidente da APS, Anderson Pomini, destaca que as ações não visam apenas a manutenção do calado atual, mas também a expansão futura do complexo portuário. “Manter os 15 metros é fundamental, mas já iniciamos o aprofundamento do canal, algo que não ocorre há mais de uma década. O objetivo é atender à demanda do mercado por um canal mais profundo”, afirma.

Próximos passos: atingir 17 metros de profundidade

O processo de aprofundamento começou pelo derrocamento de rochas no estuário. Segundo Pomini, o plano é chegar inicialmente a 16 metros e, posteriormente, alcançar 17 metros de profundidade, permitindo que o Porto de Santos receba os maiores navios do mundo com segurança e eficiência.

Exportações e importações de contêineres

Paralelamente, o Porto mantém seu papel central no comércio exterior brasileiro. Gráficos de exportações e importações de contêineres, elaborados com dados do DataLiner, mostram a movimentação desde janeiro de 2022, considerando apenas o longo curso, sem incluir cabotagem, transbordo ou outras operações externas.

Exportações de Contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

Importações de Contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

O aprofundamento do canal reforça a importância do Porto de Santos como principal hub logístico do país, combinando capacidade operacional com planejamento estratégico de longo prazo.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Tripulante chinês morre no Porto de Santos após acidente com guindaste

Acidente ocorreu durante manutenção de equipamento

Um tripulante chinês de 35 anos morreu na noite de segunda-feira (29) após ser atingido por um cabo que se rompeu durante a manutenção de um guindaste de bordo no Porto de Santos. O acidente aconteceu por volta das 22h45, quando o cabo se soltou e atingiu o rosto da vítima, segundo informações da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Navio descarregava sal a granel

A vítima estava a bordo do navio Forever SW, atracado na Margem Direita do porto para o desembarque de sal a granel. Testemunhas relataram que, mesmo após o impacto e o socorro ao tripulante, parte da operação portuária seguiu em andamento.

Pouco depois, o grabi — equipamento usado para movimentar cargas a granel — também caiu, mas não atingiu nenhum trabalhador. O episódio gerou preocupação, já que a área registra intensa movimentação de veículos e pessoas.

Perícia e investigação foram iniciadas

A Capitania dos Portos enviou peritos ao local para apurar as circunstâncias do acidente e instaurar o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN). Em nota, a Marinha lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares e colegas da vítima.

A APS confirmou que o caso foi registrado no 7º Distrito Policial de Santos e que a investigação será conduzida pela Marinha do Brasil. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) também foi acionada e deve fornecer novas informações em breve.

FONTE: Página 3
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Página 3

Ler Mais
Portos

Porto de Santos: MPor apoia leilão restrito do Tecon Santos 10 para ampliar concorrência

Governo defende restrição no leilão do terminal.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) declarou apoio à medida que restringe a participação de empresas já atuantes no Porto de Santos no leilão do Terminal de Contêineres Tecon Santos 10. A proposta, inserida no edital pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), busca impedir a concentração de mercado e assegurar mais competitividade.

Segundo a pasta, limitar a disputa a operadores que não possuam vínculos com o porto é a melhor forma de garantir tarifas mais baixas, maior eficiência e qualidade nos serviços portuários a longo prazo.

Parecer enviado ao TCU

O posicionamento do MPor foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) na noite da última sexta-feira (26), dentro do prazo estabelecido pela Corte. O documento sustenta que o interesse público exige um operador neutro e independente, reduzindo riscos de concentração no maior porto da América do Sul.

“Mais competitivo é o ingresso de um novo player no complexo portuário de Santos, especialmente um operador sem ativos já existentes no local”, aponta o parecer.

Alinhamento com Antaq e Cade

A posição reforça decisão da diretoria da Antaq e segue alerta do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que em nota técnica apontou riscos à concorrência caso empresas já presentes no cais santista participem do certame.
O entendimento, no entanto, contraria a área técnica do próprio TCU, que havia sugerido um leilão sem restrições.

Competitividade acima da arrecadação imediata

Para o Ministério, a prioridade de um porto público não deve ser a arrecadação no curto prazo, mas a criação de um ambiente competitivo. Embora a abertura irrestrita pudesse elevar a disputa no leilão e aumentar a outorga inicial, o MPor avalia que isso reduziria a neutralidade do terminal e traria prejuízos aos usuários e armadores.

A pasta destaca ainda que soluções apenas comportamentais, como regras de monitoramento, tendem a ser caras, difíceis de fiscalizar e pouco eficazes em mercados concentrados.

Estruturação do leilão em duas fases

O parecer sugere que o TCU considere o modelo de leilão em duas etapas, como proposto pela Antaq. Na primeira fase, seriam aplicadas exigências mais rígidas e um valor mínimo de outorga adequado à importância do ativo. Caso não haja interessados, abrir-se-ia uma segunda rodada mais flexível.

Leilão previsto para 2025

O MPor reforça o compromisso de realizar o leilão ainda em 2025, seguindo as orientações do TCU e em alinhamento com a Antaq. O objetivo, segundo a pasta, é garantir que o maior terminal de contêineres da América do Sul seja administrado por um operador independente, fortalecendo a competitividade da logística nacional e ampliando as oportunidades de novas rotas comerciais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Porto de Santos reforça segurança cibernética com novos investimentos da APS

APS investe R$ 33 milhões em proteção digital em 2025.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou um robusto reforço em sua estrutura de segurança cibernética, garantindo maior proteção ao Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. Apenas em 2025, já foram destinados R$ 33 milhões em tecnologia da informação, medida considerada essencial para blindar as operações e reduzir riscos de invasões virtuais.

Renovação de licenças e modernização tecnológica

Entre as principais ações, está a renovação completa do licenciamento de equipamentos críticos, assegurando suporte contínuo e alinhamento com as demandas atuais de cibersegurança.

A atualização trouxe ganhos importantes, como:

  • Mais rastreabilidade e agilidade na resposta a incidentes, por meio da ampliação da capacidade de registro e análise de eventos.
  • Inteligência contra ameaças em tempo real, com sistemas que monitoram ataques ativos em escala global e emitem alertas imediatos.
  • Detecção proativa de vulnerabilidades, utilizando inteligência artificial e análise comportamental para identificar comportamentos suspeitos, malwares ocultos e novas formas de ataque.

Elevação do nível de maturidade em cibersegurança

Segundo a APS, essas medidas não apenas asseguram a continuidade das operações do porto, mas também elevam o nível de maturidade da instituição em segurança digital, preparando o ambiente para lidar com os desafios crescentes do ecossistema tecnológico global.

Treinamento especializado em defesa digital

Além dos investimentos em tecnologia, representantes da APS participaram, em setembro, do Exercício Guardião Cibernético, em Brasília (DF). O treinamento, promovido pelo Ministério da Defesa e coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, reuniu 169 organizações e cerca de 750 participantes de 20 países, reforçando a preparação contra ataques digitais de grande escala.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

Ler Mais
Portos

Cade se manifesta sobre riscos de concentração em novo terminal do Porto de Santos

Conselho emitiu um parecer técnico sobre a licitação do Tecon Santos 10 afirmando que haveria riscos concorrenciais em eventual concessão do novo terminal a agentes que já atuam no Porto de Santos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu um parecer nesta quarta (24) em favor das decisões da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre o processo licitatório do novo terminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos.

A Antaq restringiu a participação de operadores que já atuam no porto no edital do novo terminal, que deverá ser o maior do país e terá contrato de arrendamento de até 70 anos. 

Essa decisão foi questionada na Justiça por uma operadora do Porto de Santos, a Maersk Brasil. Nesta semana, a Justiça negou um mandado de segurança impetrado pela empresa. A Maersk afirmava que inclusão das restrições no edital deveria ter sido submetida à nova audiência e consulta públicas, mas a Justiça entendeu que o tema foi contemplado nas audiências anteriores. 

Chamado a se pronunciar sobre as questões concorrenciais no âmbito da licitação, o Cade afirmou que as definições da Antaq são cabíveis dentro da legislação e regulação vigentes e que os riscos concorrenciais vão depender diretamente do player que vencer o processo competitivo.

Segundo o conselho, a “eventual concessão do Tecon Santos 10 a agentes econômicos que já atuam no mesmo mercado relevante ou a ainda agentes econômicos que atuam em outros elos da cadeia” possuem “riscos de natureza concorrencial”.

Um dos riscos caso o vencedor da concessão já detenha participação significativa em outros terminais de contêineres no Porto de Santos, diz o Cade, é a possibilidade de  concentração de capacidade de movimentação de carga e armazenagem alfandegada. Isso poderia resultar, segundo o órgão, “menor pressão por redução de preços ou melhoria na qualidade dos serviços”. 

Outro ponto relevante, segundo o parecer técnico, diz respeito às barreiras de entrada. 

“A concessão para exploração de um terminal exige investimentos elevados, cumprimento de exigências regulatórias e infraestrutura complexa, fatores que poderiam dificultar o ingresso de novos competidores no curto prazo”, afirma o Cade. “Todos esses fatores podem repercutir diretamente nos preços e na qualidade do serviço oferecido ao usuário final, de modo que importadores, exportadores e demais clientes dos serviços portuários podem enfrentar tarifas mais elevadas, menor variedade de serviços e queda no nível de qualidade.”

O Conselho afirma, no entanto, que seu parecer técnico é apenas uma análise em linhas gerais e que não pode confirmar, neste momento, “efeitos líquidos negativos à concorrência da participação dos atuais incumbentes do Porto de Santos.” Segundo o Cade, uma “avaliação definitiva sobre os impactos concorrenciais” só seria possível com um exame detalhado em um contexto de uma análise de concentração econômica — e o caso em questão não constitui um ato de concentração econômica de notificação obrigatória. A licitação do terminal é um ato de concessão outorgado pelo Poder Público, não uma das hipóteses que obrigatoriamente provocam a atuação do Cade, como fusões entre empresas anteriormente independentes, incorporações, aquisição de controle ou de partes de empresa etc. 

No entanto, o Cade concluiu que cabem à “Antaq e ao poder concedente a definição do modelo de concessão que melhor atenda aos interesses públicos setoriais” e que a decisão tomada pela agência regulatória de restringir a participação de atuais incumbentes no processo licitatório é totalmente cabível “dentro do framework legal e regulatório vigente”. 

O novo terminal

O leilão do novo terminal, o Tecon Santos 10, tem gerado expectativa em todo o setor portuário. Terá um investimento estimado de R$ 6,45 bilhões, o maior investimento portuário da história do Brasil, e um contrato com prazo inicial de 25 anos, podendo ser aumentado para 70 anos.

A necessidade de um novo terminal para evitar a saturação do porto, que é o maior da América Latina, é considerada urgente pelo governo. Sem a obra, o Porto de Santos deve esgotar sua capacidade de receber cargas até 2028.

A realização de uma nova audiência arrastaria o processo licitatório do novo terminal — que tem a previsão de aumentar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto. E a possibilidade de concentração de mercado na mão de grandes conglomerados é uma preocupação das autoridades portuárias e de observadores do setor.

Fonte: Jota

Ler Mais
Portos

APS recorre contra desconto de 34,6% em tarifas no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) entrou com recurso contra a decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que determinou a aplicação de um desconto linear de 34,6% nas tarifas da chamada Tabela III do Porto de Santos.

Conforme A Tribuna publicou no último dia 11, a medida havia sido imposta pela agência reguladora após representação feita pelo Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), que questionou o não cumprimento de obras prometidas pela estatal.

O recurso, protocolado na quinta-feira, foi na forma de embargos de declaração. Esse instrumento jurídico é usado quando a parte entende que uma decisão contém omissões, contradições ou pontos obscuros que precisam ser esclarecidos. No pedido, a APS alega que a decisão da Antaq apresenta falhas em pontos centrais e pede que a diretoria da agência reveja os termos da determinação.

A Tabela III corresponde às tarifas cobradas pela utilização da infraestrutura terrestre do Porto, como pátios e vias de acesso. A cobrança dessa tabela é destinada a custear investimentos em obras e melhorias nessas áreas. Justamente por não ter realizado parte das obras previstas, a Autoridade Portuária foi obrigada pela Antaq a conceder o desconto nas cobranças até a conclusão da revisão tarifária extraordinária em andamento.

Argumentos

Entre os argumentos apresentados no recurso, a APS questiona a abrangência do desconto, afirmando que a medida não deixou claro se a redução beneficia apenas os associados do Sopesp ou todos os usuários do Porto. A estatal também contesta a vigência imediata da medida, alegando que a própria regulação da Antaq estabelece prazo mínimo de dez dias antes da entrada em vigor de qualquer alteração tarifária.

Outro ponto levantado pela gestora do Porto é a “ausência de fundamentação quanto à competência da Antaq para impor unilateralmente descontos tarifários”. Para a APS, a decisão impôs um percentual sem base na metodologia tarifária.

A empresa também sustenta que os investimentos não realizados corresponderiam a cerca de 8% do valor das tarifas, e não aos 34,6% fixados. Alega, ainda, que já havia adotado medidas de alívio, como a não aplicação de reajustes baseados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado desde 2021, além de descontos comerciais e fatores de incentivo.

“O somatório desses elementos demonstra que, mesmo antes da imposição do desconto de 34,6%, a APS já promovia abatimentos equivalentes a aproximadamente 36% (20,5% relativos ao não repasse da inflação, mais 8% de descontos vigentes e cerca de 8% pelo IESP — Índice de Eficiência e Sustentabilidade Portuária)”, ressalta a companhia, sustentando que a determinação da agência reguladora impõe duplicidade de abatimentos.

No recurso, a empresa solicita efeito suspensivo da decisão até julgamento definitivo da diretoria colegiada da Antaq. A APS estima que, entre setembro e dezembro de 2025, a medida reduziria sua receita em R$ 29,1 milhões, comprometendo investimentos e o custeio de despesas correntes. Caso o pedido não seja aceito, a estatal requer que os associados do Sopesp sejam obrigados a depositar em juízo os valores correspondentes ao desconto, como caução.

Em nota, a Antaq explica que o Acórdão 559-2025 aplicou um desconto linear de 34,6% na tarifa “até que seja finalizada a revisão tarifária extraordinária, que está em andamento na Agência”. E que, ao término da revisão, “serão propostos, com a anuência da APS, novos valores para o tarifário do Porto de Santos” a serem aprovados pela diretoria da agência.

Redução da Receita

A cobrança da Tabela III destina-se a custear investimentos em obras e melhorias. Como parte das obras previstas não foi realizada, a Autoridade Portuária de Santos (APS) foi obrigada pela Antaq a conceder o desconto. A APS estima que, entre setembro e dezembro de 2025, o desconto reduzirá sua receita em R$ 29,1 milhões, fazendo a Tabela III cair de R$ 76,4 milhões para R$ 47,3 milhões, comprometendo investimentos, custeio de despesas e a sustentabilidade financeira da companhia.

Fonte: A Tribuna

Ler Mais
Portos

Porto de Santos terá Centro de Inovação em Gestão Portuária

Parceria com Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos vai aplicar soluções digitais para modernizar o porto

A  Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Parque de Inovação Tecnológica (PIT) de São José dos Campos assinaram um convênio para instalação do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Gestão do Porto de Santos. A assinatura contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho e do prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou que a criação do CDTPORT é estratégica para modernizar a gestão logística no Brasil, destacando que o setor portuário precisa avançar de uma agenda ainda “muito analógica” para uma agenda digital e tecnológica. “Investir em inovação significa melhorar a governança, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade internacional dos nossos portos”, afirmou.

Ele afirmou que o ritmo de crescimento exige novas ferramentas de atuação e inovação. “O Porto de Santos cresce em média mais de 5% ao ano, enquanto as operações de contêineres avançam quase 10%. Para acompanhar esse ritmo, precisamos preparar o porto para os próximos anos, adotando novas ferramentas de monitoramento de caminhões e navios, garantindo mobilidade urbana, eficiência nas operações e maior integração com as cadeias produtivas do país. Essa parceria com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos será fundamental para construirmos o porto do futuro, mais sustentável, inovador e competitivo”, completou o ministro.

Na avaliação do presidente do PIT, Jeferson Cheriegate, a integração entre a APS e o Parque de Inovação Tecnológica “une a robustez da logística portuária ao dinamismo de um ecossistema que faz da inovação uma vocação intrínseca”. Ele destacou que o modelo já gerou resultados em outras áreas, como no CDT de Saneamento, que desenvolveu medidores de vazão e de perda de água com inteligência artificial em parceria com universidades e startups.

Inovação para modernizar a logística
O CDTPORT tem como objetivo conectar o setor portuário a soluções tecnológicas de ponta, aproximando universidades, startups e especialistas do ambiente de pesquisa aplicada. Para viabilizar a iniciativa, foi assinado um termo de cooperação entre a APS e o PIT, além de um contrato de serviços técnicos especializados, que permitirá a estruturação do centro e o início das atividades.

Entre os primeiros projetos, está a criação de sistemas para monitorar e coordenar o fluxo de caminhões desde a origem da carga até a chegada ao Porto de Santos. A proposta é integrar as ações de forma mais eficiente, reduzindo custos e otimizando operações. Outro eixo de atuação será o fortalecimento do Hub de Inovação Portuária, por meio da contratação de consultoria especializada que apoiará a coordenação de uma comunidade já engajada na busca por melhorias para o setor.

O diretor-presidente da APS, Anderson Pomini, reforçou a importância da iniciativa ao afirmar que “o Porto de Santos não estaria batendo recordes e projetando um novo sistema de tecnologia se não fosse por parcerias como esta. Nosso desafio é pensar o porto para os próximos 20 anos, ampliando a eficiência com inovação e planejamento”.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Navio chinês é desencalhado após três dias imobilizado na entrada do Porto de Santos

O navio graneleiro Shandong Xin Ze, de bandeira chinesa, foi desencalhado na manhã desta quarta-feira (17), após permanecer três dias imobilizado próximo ao canal de acesso ao Porto de Santos.

A operação de desencalhe foi realizada às 11h, em ação coordenada pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) e pela Autoridade Portuária de Santos (APS). Para liberar a embarcação, foram mobilizados quatro rebocadores da empresa especializada AWS e da Svitzer, que conduziram o navio com segurança até o Fundeadouro nº 6, área de fundeio localizada fora do canal de navegação.

O procedimento foi concluído com êxito, preservando tanto a segurança da navegação quanto a integridade estrutural do navio. Técnicos da Marinha realizarão inspeções a bordo para avaliar as condições da embarcação antes de autorizar o prosseguimento da viagem.

As autoridades reforçaram que não houve vazamento de óleo ou qualquer poluição no estuário de Santos. A coloração escura observada por alguns moradores na superfície da água é resultado do revolvimento de sedimentos provocado pela navegação em áreas rasas.

Relembre o caso
O Shandong Xin Ze, de propriedade da Shandong Shipping Corporation, transportava uma carga de fertilizantes e apresentou falha de máquinas no domingo (14), perdendo propulsão enquanto manobrava para entrar no porto.

A navegação no canal de Santos chegou a ser interrompida por três horas no dia do incidente, mas as operações foram normalizadas na sequência. Durante o período em que esteve encalhado, a embarcação foi monitorada por rebocadores para evitar que derivasse para áreas mais rasas.

A Capitania dos Portos instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas do acidente.

Imagem gerada por Inteligência Artificial

Fonte: Santa Portal

Ler Mais
Portos

TCU direciona reavaliação de leilão de mega terminal do Porto de Santos a aliado de ministro no Cade

Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um novo pedido de posicionamento sobre a competição no leilão do Tecon 10, o mega terminal de contêineres do Porto de Santos. Desta vez, a Corte de Contas direcionou a demanda a uma instância que afasta a participação da presidência do órgão antitruste.

O novo pedido foi remetido na segunda-feira, 8, para a Superintendência-Geral do Cade, comandada por Alexandre Barreto, ex-chefe de gabinete do ministro Bruno Dantas no próprio TCU. O pedido foi feito pelo Ministério Público junto ao TCU e em despacho do relator do processo Antonio Anastasia.

Procurado, o Cade disse que irá se manifestar ao TCU nos termos do ofício recebido. O Tribunal não respondeu – o espaço está aberto para manifestação. O ministro Dantas disse que não se pronunciaria. A reportagem entrou em contato com Barreto, que não quis falar.

A presidência do órgão antitruste chegou a ser oficiada sobre a reanálise na mesma data pela Corte de contas. Porém, dois dias depois, um despacho do tribunal pediu que a presidência do Cade desconsiderasse o ofício por completo, sob justificativa de que foi encaminhado por equívoco, mantendo a demanda com Barreto.

O ato, apurou o Estadão/Broadcast, foi recebido com surpresa dentro do Cade e do próprio TCU. Um servidor do Cade avaliou a ação como um movimento “bem estranho”

Em discussão há mais de uma década, o projeto do terminal, estimado em R$ 6,45 bilhões, avançou em maio deste ano com a elaboração do edital. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) optou por restringir a participação de atuais operadoras que atuam em Santos. Essa era elencada como a segunda das duas alternativas propostas em estudo para evitar concentração de mercado.

Até agora, o Cade já havia contribuído para o processo em duas ocasiões. Em julho, durante um painel de referência, o presidente interino Gustavo Augusto de Lima disse que existem alternativas menos severas à exclusão de operadores.

Em 8 de agosto, o Departamento de Estudos Econômicos do Cade respondeu a um extenso questionário elaborado pela área técnica do TCU, detalhando como o órgão conduz suas análises sobre concentração de mercado.

Agora responsável pelo caso no Cade, o superintendente-gera, Alexandre Barreto é próximo de Dantas e foi indicado para cargos no conselho por ele. O próprio Bruno Dantas demonstrou interesse no tema – foi o único dos ministros do TCU além do relator, a participar da audiência pública sobre o Tecon 10, em julho. Na fala inicial no evento, disse que estava presente para “ouvir e aprender”.

Entendimento isolado

Desde que foi encaminhado pelo Ministério dos Portos, em maio, o projeto sobre o Terminal está em análise na Corte de Contas.

Nesses cem dias, o relator do processo, ministro Antonio Anastasia, liderou coleta de posições técnicas e realização de audiência pública. Outros dois órgãos já se manifestaram contra o entendimento da Antaq, apontando que o mais adequado é a disputa aberta a todos os interessados.

No parecer da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (Seae), vinculada ao Ministério da Fazenda, o órgão avalia: “o efetivo desinvestimento do ativo já detido por parte do eventual incumbente vencedor do certame já seria medida suficiente para prevenir o aumento da concentração horizontal do mercado portuário no Complexo de Santos, de modo que a realização do leilão em duas fases, com vedação à participação de incumbentes na fase inicial- a despeito dos demais benefícios advindos desta estrutura – aparenta ser excessivamente gravosa e ultrapassar o necessário para mitigar o risco identificado”.

A nota técnica do DEE, do Cade, aponta para a necessidade de medidas alinhadas aos critérios da proporcionalidade. “Essa proporcionalidade requer, em primeiro lugar, que as medidas aplicadas sejam capazes, por si só, de sanar os problemas concorrenciais identificados. Por outro lado, implica que se evite a adoção de remédios que ultrapassem o necessário para restaurar a concorrência no mercado.”

A unidade técnica do TCU, observando os pareceres do Cade e do Ministério da Fazenda, determinou que o órgão permitisse a participação das atuais operadoras. Não apenas concordando com a falta de razões para as restrições, determinou, em parecer do dia 1º deste mês: “Em razão de contrariar os princípios constitucionais da isonomia, eficiência e proporcionalidade e afrontar o art. 20 da Lei de Introdução das Normas do Direito Brasileiro, (…) altere o item 22.1 da minuta de edital de modo a prever o leilão em etapa única, sem vedação à participação dos atuais incumbentes”.

Posição do Ministério dos Portos

O MPor, poder concedente responsável pelas políticas do setor, chegou a dizer que avaliaria o texto da Antaq antes de enviá-lo ao TCU.

Representantes de empresas operadoras dizem que escutavam do ministro a promessa de análise e tentativa de um caminho para a abertura. Mas isso não ocorreu e o edital foi encaminhado ao TCU horas depois que foi despachado pela Antaq, sem considerações.

Um ex-servidor da pasta de Portos diz que o ministro Silvio Costa Filho teria influenciado na decisão pela disputa restrita. Próximo do diretor da Antaq, Caio Farias, responsável pela definição da proposta de edital na agência, Costa Filho teria orientado sua preferência pela restrição, embora publicamente o ministro diga que o melhor dos cenários é ter o maior número de participantes possível.

No dia 1º deste mês, quando o MPor foi notificado pelo TCU sobre o parecer da AudPortoFerrovia,área técnica do TCU, Costa Filho realizou reunião fora da agenda oficial para discutir a situação. O objetivo inicial da pasta era responder na mesma semana. Contudo, pelo fôlego tido com articulações vindas do TCU, pediu maior prazo para responder, o que foi acatado. Assim, o MPor poderá dar a devolutiva já considerando uma eventual mudança de avaliação do Cade. E deixa claro: o que for orientado pela Corte de Contas, será acatado na íntegra.

A Broadcast procurou o MPor e citou todos os apontamentos apresentados nesta reportagem. Em nota, a pasta disse que as informações não procedem. “O Ministério reitera que todas as suas ações seguem estritamente os ritos processuais. O ministro Silvio Costa Filho respeita as competências da Antaq e aguarda a manifestação do órgão de controle sobre o tema”, afirma a nota, que complementa: “O MPor informa ainda que dará pleno cumprimento à decisão final do TCU e confirma a manutenção do cronograma para realizar o leilão em dezembro de 2025”.

Fonte: Estadão

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook