Investimento

CZPE aprova R$ 206 bilhões em investimentos para ZPEs do Ceará, Maranhão e Piauí

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportações (CZPE) aprovou, nesta terça-feira (25), cinco novos projetos industriais e de serviços para as ZPEs de Pecém, no Ceará, Bacabeira, no Maranhão, e Parnaíba, no Piauí. Juntos, os empreendimentos representam R$ 206 bilhões em investimentos.

Os projetos estão concentrados em segmentos considerados estratégicos, como economia digital, energias renováveis e siderurgia verde. A expectativa é de que os empreendimentos acrescentem cerca de R$ 40 bilhões por ano em novas exportações a partir de 2029.

Datacenter concentra maior investimento

Na ZPE de Pecém (CE), o CZPE autorizou a implantação de um novo datacenter, vinculado à Voltalia Energia do Brasil. O empreendimento prevê investimentos de R$ 181,7 bilhões.

A fase de implantação deve gerar aproximadamente 2.300 empregos diretos, enquanto a operação permanente deverá contar com cerca de 400 postos de trabalho.

O projeto também contempla a ampliação da capacidade de geração de energia eólica e solar para atender à demanda do centro de processamento de dados.

Outra medida prevista é o uso de água de reuso no sistema de refrigeração dos equipamentos, buscando reduzir o consumo de recursos hídricos.

Maranhão recebe projetos de energia e siderurgia verde

Para a ZPE de Bacabeira (MA), foram aprovados três empreendimentos ligados à geração de energia renovável e à siderurgia sustentável.

A 4Wood Biotech pretende aplicar R$ 2,7 bilhões na instalação de uma biorrefinaria voltada ao processamento de biomassa de bambu. A unidade deverá produzir e exportar etanol de segunda geração, além de outros bioprodutos.

Outro projeto é da H2X, que prevê investimentos de R$ 2 bilhões para produzir e exportar hidrogênio verde incorporado a e-metanol.

Já a Hydeas planeja investir R$ 18,5 bilhões na produção de HBI Verde (ferro-esponja), utilizando fontes renováveis de energia.

Somados, os três empreendimentos projetam a criação de 10 mil empregos diretos durante a implantação e outros 550 postos na fase operacional.

Piauí terá produção de ferro-gusa verde

Na ZPE de Parnaíba (PI), o investimento aprovado é de R$ 1,1 bilhão, da empresa Hymetalx.

O projeto prevê a instalação de uma unidade para produção de ferro-gusa verde, utilizando hidrogênio verde obtido a partir de eletricidade gerada por fontes renováveis.

A expectativa é de geração de 605 empregos diretos ao longo das diferentes etapas do empreendimento.

Projetos ampliam presença do Brasil na transição energética

Em conjunto, os novos investimentos reforçam o papel das Zonas de Processamento de Exportações como instrumentos de atração de projetos industriais de maior conteúdo tecnológico e ambiental.

A expectativa é ampliar a agregação de valor dentro do país e fortalecer a participação brasileira em cadeias produtivas ligadas à transição energética e à descarbonização.

Os empreendimentos também devem contribuir para o aproveitamento de recursos disponíveis nas próprias regiões, recuperação de áreas degradadas, redução de emissões e criação de oportunidades de emprego, renda e integração produtiva.

Com a aprovação dos projetos, Ceará, Maranhão e Piauí ampliam a carteira de investimentos voltados a setores estratégicos da nova economia e ao mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Governo do Ceará

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Portos

Porto Piauí inicia transbordo offshore de minério de ferro com destino à China

Operação marca nova fase da atividade comercial do terminal e utiliza sistema que permite transferir cargas de embarcações menores para um navio de grande porte em alto-mar

O Porto Piauí iniciou neste domingo (16) uma nova etapa de sua operação comercial com o carregamento do navio oceânico Marine Victory. A embarcação receberá minério de ferro produzido no Piauí e seguirá posteriormente com destino à China.

A operação utiliza o sistema de transbordo offshore, também chamado de transhipment, no qual a carga é transportada por embarcações menores até uma área marítima e transferida para um navio de maior porte fundeado ao largo da costa.

Marine Victory receberá até 120 mil toneladas

Segundo Raimundo Dias, presidente da Companhia Porto Piauí, o Marine Victory tem capacidade para transportar 120 mil toneladas e é o maior navio envolvido nesta primeira operação de transbordo offshore.

O carregamento começou com a integração das embarcações responsáveis pelo deslocamento do minério entre o terminal portuário e a área de operação em alto-mar. A previsão é que o processo seja concluído nos próximos dias, quando o navio oceânico deverá iniciar a viagem rumo ao mercado chinês.

Quatro embarcações participam da operação

O sistema reúne quatro embarcações trabalhando de maneira coordenada. Além do Marine Victory, participam dois navios com capacidade aproximada de 10 mil toneladas cada: o Konta II e o Konta III.

A operação conta ainda com uma embarcação intermediária, com capacidade para cerca de 35 mil toneladas, que atua como uma espécie de navio-pulmão. Sua função é auxiliar na manutenção do fluxo de minério durante o transbordo.

As embarcações menores realizam o transporte da carga entre o Porto Piauí e a área offshore. Enquanto uma unidade descarrega o minério, outra pode retornar ao terminal para receber uma nova carga, mantendo o ciclo de abastecimento do navio oceânico.

Sistema mantém fluxo contínuo de minério

De acordo com Raimundo Neto, o Konta II participa do descarregamento durante a operação, enquanto o Konta III permanece no porto para receber nova carga. A dinâmica permite estabelecer um fluxo contínuo entre o terminal e o ponto de transbordo no mar.

O modelo de transhipment de minério de ferro é utilizado para viabilizar o carregamento de navios de grande capacidade mesmo quando as características do terminal não permitem a entrada dessas embarcações de maior porte.

Operação amplia capacidade de exportação pelo Piauí

O início do transbordo offshore ocorre poucos meses após a primeira atracação de um navio de carga no Porto Piauí. Em junho, o Konta II entrou no canal de navegação e atracou no Berço 401, dando início à movimentação de cargas no Terminal de Uso Privado do complexo portuário.

Com 109 metros de comprimento, a embarcação tem capacidade para transportar aproximadamente 10 mil toneladas de minério de ferro por viagem. Depois do carregamento no terminal, a carga é encaminhada para uma embarcação de maior porte na área offshore.

A utilização do transbordo em alto-mar permite concentrar grandes volumes de minério em navios oceânicos, ampliando o potencial de exportação pelo litoral do Piauí e conectando a produção mineral do estado ao mercado internacional.

FONTE: Cidade Verde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Juliana Oliveira

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Exportação

Piauí e Roraima vão implementar planos de promoção da cultura exportadora em 2026

O Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realizou sua 4ª Reunião Ordinária. O encontro reforçou o compromisso do governo federal com a diversificação das exportações brasileiras e a interiorização das oportunidades de comércio exterior.

Durante a reunião, foi definido que Piauí e Roraima terão seus Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados no primeiro semestre de 2026, com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Oficinas e apoio às empresas locais

Os planos incluirão oficinas virtuais e presenciais voltadas à identificação das prioridades de cada estado. Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o objetivo é fortalecer a cultura exportadora e levar ferramentas de apoio às empresas com potencial de acesso ao mercado internacional.

“Fortalecer a cultura exportadora é dar visibilidade ao potencial local e abrir caminhos para que mais empresas brasileiras alcancem o mercado global”, destacou Prazeres.

A diretora de Promoção às Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, Janaína Batista, ressaltou que a parceria entre o governo federal e os estados tem gerado resultados concretos.

“Cada plano estadual representa um passo importante na construção de uma rede de exportadores mais diversa. A PNCE é sobre dar ferramentas, confiança e visibilidade para que empresas de todos os tamanhos e regiões possam chegar mais longe”, afirmou.

Novos integrantes fortalecem a governança

A reunião marcou ainda a adesão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) ao comitê. A entrada da entidade amplia a presença da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) nos municípios, aproximando as prefeituras das ações de fomento ao comércio exterior e fortalecendo o ecossistema exportador.

O CNPCE é composto por representantes do MDIC, MAPA, MDA, MRE, ApexBrasil, Sebrae, BNDES, Banco do Brasil, Correios, Embratur, CNI, CNC, CNS, CNA, FNP, além dos estados e do Distrito Federal. O grupo é responsável por acompanhar a execução da PNCE, propor melhorias e articular ações entre órgãos públicos e o setor privado.

Expansão regional e resultados positivos

O encontro também apresentou o Relatório de Implementação da PNCE 2025 (versão preliminar), o monitoramento do Plano de Trabalho 2024/2025, além do novo plano 2025/2026 e atualizações sobre os programas Elas Exportam e Raízes Comex.

Atualmente, todos os estados brasileiros participam da PNCE. Sete deles — Pará, Pernambuco, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Espírito Santo e Amapá — já concluíram seus planos estaduais, desenvolvidos de forma colaborativa entre governos locais, parceiros regionais e o MDIC.

Em 2024, esses estados reuniram 2.171 empresas exportadoras, representando 7,5% do total nacional e movimentando US$ 68,8 bilhões, o equivalente a 20,4% das exportações brasileiras.

De janeiro a outubro de 2025, as exportações desses estados cresceram 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 61,2 bilhões e respondendo por 21,1% das vendas externas do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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