Negócios

FIESC leva missão empresarial à Expo Paraguay-Brasil para ampliar negócios

A FIESC (Federação das Indústrias de Santa Catarina) prepara uma missão empresarial para a Expo Paraguay-Brasil 2026, com o objetivo de ampliar a internacionalização da indústria catarinense e criar novas oportunidades de negócios no país vizinho.

A 17ª edição do evento será realizada nos dias 11, 12 e 13 de novembro, em Ciudad del Este, no Paraguai. A programação deve reunir empresários e representantes dos setores produtivos dos dois países em uma agenda voltada à prospecção de negócios, networking e formação de parcerias comerciais.

A participação da delegação catarinense busca aproximar empresas do estado do mercado paraguaio, além de identificar oportunidades de comércio, investimentos e expansão internacional.

“A aproximação com o Paraguai abre espaço para novas parcerias e para a ampliação dos negócios das empresas catarinenses. Participar da Expo Paraguay-Brasil permite conhecer melhor o ambiente empresarial paraguaio, estabelecer conexões e identificar oportunidades concretas de comércio e investimentos”, afirma Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Missão terá agenda exclusiva com a Embaixada

Além das atividades da Expo Paraguay-Brasil, a delegação da FIESC terá uma agenda institucional exclusiva com a Embaixada do Brasil no Paraguai.

O encontro pretende ampliar o diálogo com representantes institucionais e oferecer aos empresários participantes informações mais abrangentes sobre o ambiente econômico e as oportunidades disponíveis no país.

A iniciativa integra a estratégia da FIESC de fortalecer as relações comerciais entre Santa Catarina e Paraguai e apoiar empresas interessadas em avançar no processo de internacionalização.

Participação é voltada a empresários e executivos

A missão empresarial é direcionada a empresários industriais, executivos, gestores de comércio exterior e tomadores de decisão que buscam oportunidades de expansão internacional.

Também podem participar empresas associadas e parceiros da FIESC interessados em conhecer o mercado paraguaio, estabelecer contatos comerciais e prospectar novas possibilidades de negócios.

Com a participação na Expo Paraguay-Brasil, a entidade pretende ampliar a presença da indústria catarinense no mercado internacional e estimular novas conexões entre empresas de Santa Catarina e do Paraguai.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Logística

Missão ao Paraguai busca ampliar logística e comércio exterior de Santa Catarina

A missão oficial de Santa Catarina ao Paraguai avançou em discussões para ampliar a integração logística e comercial entre os dois países. Liderada pelo Governo do Estado e pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a agenda tratou do uso da estrutura portuária catarinense nas operações de comércio exterior paraguaio e de alternativas para melhorar o transporte de insumos destinados à agroindústria de Santa Catarina.

A aproximação também abriu negociações para novas parcerias em logística, tecnologia, agricultura e infraestrutura, com potencial para fortalecer o intercâmbio comercial entre Santa Catarina e Paraguai.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a aproximação atende a interesses dos dois lados e pode ampliar as oportunidades de negócios entre os mercados.

Rota do Milho é prioridade para a agroindústria catarinense

Entre os principais assuntos discutidos durante a missão esteve a Rota do Milho, projeto voltado à garantia do abastecimento regular de grãos para o polo de produção de proteína animal localizado no Oeste de Santa Catarina.

O milho é o principal produto exportado pelo Paraguai para Santa Catarina. Em 2025, o grão representou 15,2% das vendas paraguaias ao estado, movimentando US$ 70,5 milhões.

Além de buscar maior segurança no fornecimento de milho, a comitiva discutiu a possibilidade de levar tecnologias catarinenses para a agricultura paraguaia. Também foram avaliadas oportunidades para implantação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) integradas aos portos de Santa Catarina.

Para Gilberto Seleme, os portos catarinenses podem oferecer uma alternativa competitiva ao Paraguai para operações de importação e exportação com mercados da Ásia e de outras regiões.

Comércio entre SC e Paraguai cresce acima da média nacional

A expansão das relações econômicas entre os dois mercados ocorre em um cenário de forte crescimento do comércio exterior entre Santa Catarina e Paraguai.

Dados do Observatório FIESC mostram que, de 2015 a 2025, as exportações catarinenses para o país vizinho cresceram 99,1%, chegando a US$ 445,1 milhões no último ano.

O avanço foi impulsionado principalmente pela venda de produtos com maior valor agregado, entre eles cerâmica não vitrificada, máquinas e equipamentos mecânicos e sistemas de refrigeração.

No sentido contrário, as importações de produtos paraguaios por Santa Catarina tiveram crescimento ainda mais expressivo. O aumento foi de 390,5% entre 2015 e 2025, alcançando US$ 464 milhões no ano passado.

O milho liderou as compras catarinenses, seguido por carne bovina, óleo de soja, tecidos e insumos metálicos, como chumbo e sucata de cobre. Os produtos atendem diferentes cadeias produtivas do estado, incluindo os setores agroindustrial, têxtil e metalmecânico.

Construção civil também entra na agenda

A missão também identificou oportunidades relacionadas ao setor da construção civil. Entre as propostas discutidas está a atração de investimentos paraguaios para o mercado imobiliário do litoral catarinense.

Outra frente envolve a ampliação das vendas de materiais de construção produzidos em Santa Catarina para o Paraguai.

A transferência de tecnologias e soluções desenvolvidas no estado para projetos de infraestrutura paraguaios também esteve entre os temas da agenda. O país vizinho atravessa um período de expansão das obras, o que pode abrir espaço para empresas catarinenses especializadas em produtos, serviços e soluções para o setor.

Santa Catarina e Paraguai terão novos encontros

Como resultado das negociações realizadas em Assunção, equipes técnicas do Governo de Santa Catarina e da FIESC deverão aprofundar, nos próximos meses, estudos sobre logística e regulamentação necessários para viabilizar as novas parcerias.

A aproximação terá continuidade em novembro, quando Santa Catarina deverá receber um encontro e seminário empresarial sobre as relações com o Paraguai.

A expectativa é que a nova agenda permita avançar em projetos voltados ao comércio exterior, ao abastecimento de insumos, à infraestrutura e à integração entre os setores produtivos dos dois mercados.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

Ler Mais
Comércio Exterior

FIESC reforça parceria com o Paraguai para ampliar comércio exterior e rotas logísticas

A FIESC participa da missão oficial do Governo de Santa Catarina ao Paraguai com foco na ampliação das relações comerciais e no fortalecimento da integração econômica entre os dois países. A iniciativa pretende consolidar o país vizinho como um parceiro estratégico no Mercosul, incentivando novos negócios e ampliando o intercâmbio comercial na região.

Na noite de quinta-feira (6), a comitiva catarinense participou de um encontro com o embaixador do Brasil no Paraguai, José Antônio Marcondes de Carvalho, dando início à agenda institucional no país.

Portos de Santa Catarina são apresentados como alternativa logística

A delegação da FIESC é formada pelo presidente da entidade, Gilberto Seleme, e pela presidente do Conselho de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante. Durante a missão, o grupo apresenta a estrutura e a eficiência dos portos de Santa Catarina como uma opção estratégica para a movimentação de cargas paraguaias destinadas à exportação e importação.

Segundo Gilberto Seleme, o estado reúne condições para se tornar uma referência logística para o comércio exterior do Paraguai.

“Santa Catarina tem potencial para se tornar a alternativa logística preferencial do comércio exterior do Paraguai. Queremos consolidar rotas competitivas que passem pelo nosso estado, permitindo que a movimentação de produtos e mercadorias importadas e exportadas pelo país vizinho utilize a alta capacidade e expertise dos portos catarinenses”, afirmou.

Agenda inclui autoridades do governo e do Congresso paraguaio

A programação oficial segue nesta sexta-feira (7) com reuniões entre a delegação catarinense e o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, além dos vice-ministros Javier Viveros, da Indústria, e Eduardo Gustale, da REDIEX.

Parte da comitiva também será recebida pelo vice-presidente da República do Paraguai, Lorenzo Alliana Rodríguez.

Além dos encontros com representantes do Poder Executivo, a missão prevê reuniões com parlamentares paraguaios, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Raúl Latorre, presidentes de comissões temáticas do Congresso e o governador do departamento de Misiones, Richard Ramírez.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

Ler Mais
Transporte

Ponte da Integração amplia circulação de veículos entre Paraná e Paraguai com novas regras

A Ponte da Integração, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai, passou a operar com regras mais flexíveis, permitindo a circulação de um número maior de veículos. As mudanças entraram em vigor na segunda-feira (3), após a publicação de um ato declaratório da Receita Federal, que oficializou a ampliação das categorias autorizadas a utilizar a travessia.

As novas diretrizes foram aprovadas na última sexta-feira (31) pela Comissão Mista Brasileiro-Paraguaia e começaram a valer imediatamente. Apesar da ampliação do acesso, cada tipo de veículo deverá seguir horários específicos para a utilização da ponte.

Transporte coletivo internacional ganha novo acesso

Entre as principais alterações está a autorização para que a linha internacional de transporte urbano entre Foz do Iguaçu e Presidente Franco utilize a Ponte da Integração de forma opcional, no período das 7h às 19h.

Para realizar a travessia, os passageiros deverão apresentar o Documento para Trânsito Vicinal Fronteiriço, conforme previsto nos acordos firmados pelo Mercosul.

Ônibus de turismo e linhas internacionais terão circulação ampliada

Os ônibus de turismo fretado também foram beneficiados pelas novas regras e passam a ter permissão para utilizar a ponte durante as 24 horas do dia.

A autorização é válida para veículos cujo destino final não seja Foz do Iguaçu, Ciudad del Este ou Presidente Franco. O mesmo critério passa a valer para os ônibus internacionais que operam em linhas regulares.

Mudanças incluem novas regras para caminhões

O transporte de cargas também foi contemplado com a atualização das normas.

Agora, caminhões de grande porte vazios poderão atravessar a Ponte da Integração entre 20h30 e 5h. Além disso, veículos de carga com capacidade de até 3,5 toneladas também passam a ter autorização para utilizar a estrutura.

No caso dos caminhões leves vazios, a circulação será permitida entre 7h e 19h. Entretanto, caso retornem transportando carga, a travessia deverá ocorrer obrigatoriamente pela Ponte da Amizade.

Ampliação do acesso gera protesto de caminhoneiros

Inaugurada para o tráfego em dezembro de 2025, após obras iniciadas em 2019, a Ponte da Integração tinha funcionamento inicialmente restrito a caminhões de grande porte e ônibus de turismo. Com as novas regras, tanto os horários quanto o número de categorias autorizadas foram ampliados.

Apesar da flexibilização, as mudanças provocaram reação entre os transportadores brasileiros.

Na segunda-feira (3), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu (Sintrofi) realizou uma paralisação com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar).

Categoria pede igualdade nas regras de circulação

Segundo o Sintrofi, a principal reivindicação é que os caminhões brasileiros também possam utilizar a Ponte da Integração durante o período diurno, nos mesmos moldes da autorização concedida aos caminhões paraguaios de menor porte.

Para a entidade, a diferença nas regras de circulação cria um desequilíbrio operacional entre transportadores dos dois países, impactando a competitividade do setor na região de fronteira.

FONTE: Tribuna PR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Albari Rosa / AEN

Ler Mais
Informação

Ponte Bioceânica avança, mas obras de acesso ainda impedem conclusão da ligação entre Brasil e Paraguai

A Ponte Bioceânica, que conectará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, alcançou um importante marco com a união das duas extremidades da estrutura sobre o rio Paraguai. No entanto, apesar do avanço na construção, a falta de acessos viários e de infraestrutura complementar ainda impede a entrega definitiva da obra.

A cerimônia oficial que celebraria o chamado “beijo das aduelas” foi cancelada devido ao mau tempo. Mesmo sob temperatura de 10°C, representantes dos governos brasileiro e paraguaio participaram de um encontro simbólico no ponto de conexão da ponte, que possui 1.294 metros de extensão.

Rota Bioceânica promete reduzir tempo das exportações brasileiras

Considerada um dos principais marcos da Rota Bioceânica, a ponte faz parte de um corredor logístico que pretende ligar o Porto de Santos, no litoral brasileiro, aos portos chilenos de Antofagasta e Iquique, no oceano Pacífico.

A expectativa é que a nova rota reduza em aproximadamente 7 mil quilômetros o trajeto das cargas destinadas à Ásia e à Oceania, diminuindo o tempo de transporte entre 17 e 20 dias e reduzindo os custos logísticos para os exportadores brasileiros.

Hoje, grande parte dessas mercadorias segue por rotas mais longas, passando pelo Canal do Panamá ou contornando o continente africano.

Brasil e Paraguai avançam em ritmos diferentes

Apesar da conexão física da ponte, as obras de acesso apresentam estágios distintos em cada lado da fronteira.

No Brasil, ainda falta concluir os 13,1 quilômetros de ligação entre a BR-267 e a ponte. O investimento estimado é de cerca de R$ 250 milhões, mas os recursos ainda não estão previstos no orçamento federal. A previsão oficial é de que esse trecho fique pronto apenas em 2027.

Já no Paraguai, os trabalhos nos 3,8 quilômetros que ligam a ponte à rodovia PY-15 seguem em andamento, com expectativa de conclusão até novembro deste ano ou, no máximo, janeiro de 2027.

Infraestrutura e aduana ainda são desafios

Além das obras viárias, a operação da Rota Bioceânica depende da implantação do Centro Integrado de Controle da Fronteira (Ciof), onde os órgãos dos dois países realizarão procedimentos conjuntos de fiscalização e despacho aduaneiro.

O modelo de controle integrado foi aprovado após cerca de um ano e meio de negociações entre Brasil e Paraguai. Entretanto, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto do centro aduaneiro ainda passa por ajustes técnicos solicitados pelos órgãos responsáveis pela fiscalização de fronteira.

Também será necessária a ampliação das equipes de fiscalização, especialmente em órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Obra brasileira ainda depende de recursos

De acordo com o DNIT, cerca de 38,1% das obras do lado brasileiro foram executadas.

Os trabalhos incluem serviços de terraplenagem, infraestrutura de apoio e a construção de sete Obras de Arte Especiais (OAEs), entre elas seis pontes e um viaduto. Até o momento, apenas duas dessas estruturas foram finalizadas.

O empreendimento possui investimento previsto de R$ 472 milhões. Desse total, R$ 220,7 milhões já foram empenhados e R$ 184,7 milhões efetivamente aplicados. Os recursos restantes deverão ser destinados à continuidade das obras, enquanto novas verbas poderão ser liberadas conforme o andamento do cronograma.

Segundo o diplomata João Carlos Parkinson, coordenador brasileiro das negociações dos corredores bioceânicos, a diferença no ritmo das obras ocorre porque o lado brasileiro apresenta condições geográficas mais complexas.

O terreno pantanoso exige intervenções mais robustas de terraplenagem, tornando a execução mais lenta e onerosa do que no lado paraguaio.

Corredor internacional ainda enfrenta gargalos logísticos

Entre maio e junho deste ano, técnicos da Receita Federal percorreram aproximadamente 4 mil quilômetros pelos quatro países que integram a Rota Bioceânica — Brasil, Paraguai, Argentina e Chile — para avaliar as condições de infraestrutura e fiscalização.

A missão concluiu que o corredor possui grande potencial para impulsionar o comércio exterior brasileiro, mas identificou diversos obstáculos que ainda precisam ser superados.

No Paraguai, embora as rodovias pavimentadas tenham recebido avaliação positiva, postos de aduana e imigração ainda operam em instalações improvisadas. Também existem trechos sem pavimentação e ligações rodoviárias em fase de construção.

Na Argentina, foram observadas restrições em pontes, ausência de acostamentos em alguns segmentos e limitações na infraestrutura das fronteiras.

Já no Chile, tanto os portos de Iquique quanto de Antofagasta foram considerados aptos para atender ao aumento da demanda. O principal desafio está na travessia da Cordilheira dos Andes, que exige adaptações operacionais para o transporte de cargas e preparo específico dos motoristas.

Expectativa é transformar o comércio exterior brasileiro

Quando estiver totalmente concluída, a Ponte Bioceânica será um dos principais eixos logísticos da América do Sul, fortalecendo a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Enquanto isso, a travessia entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta continua sendo realizada por balsa, à espera da conclusão dos acessos, das estruturas aduaneiras e das obras complementares que permitirão o funcionamento pleno do corredor internacional.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Agronegócio

Empresas brasileiras do agro aceleram expansão no Paraguai e ampliam investimentos no país

O Paraguai deixou de ser apenas destino de produtores rurais brasileiros interessados em terras agrícolas e passou a atrair empresas de diversos segmentos do agronegócio. Grandes indústrias, startups e companhias de tecnologia têm intensificado seus investimentos no país, impulsionadas por um ambiente de negócios considerado mais competitivo, custos operacionais reduzidos e incentivos fiscais.

Além da proximidade com o mercado brasileiro, fatores como energia elétrica de baixo custo, estabilidade econômica e políticas de incentivo à produção vêm consolidando o país vizinho como um dos principais polos de investimentos da América do Sul.

Economia em crescimento reforça confiança dos investidores

O cenário econômico favorável tem sido um dos principais motores dessa expansão. Após registrar crescimento de 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no último ano, alcançando US$ 49,2 bilhões, o Paraguai mantém perspectivas positivas para 2026, com expectativa de alta de 4,4%, segundo o Banco Central paraguaio.

O fluxo de capital estrangeiro também segue em expansão. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) apontam que o país recebeu US$ 1,18 bilhão em investimento estrangeiro direto em 2025, um recorde histórico. Desse total, empresas brasileiras responderam por US$ 76,6 milhões.

Gigantes do agro ampliam presença no mercado paraguaio

Entre os principais investimentos está o retorno da JBS ao Paraguai após oito anos. A companhia anunciou um plano de investimentos de US$ 70 milhões, que será executado ao longo de dois anos.

A primeira etapa incluiu a aquisição da empresa local Pollos Amanecer, especializada na produção de frangos. Segundo Wesley Batista, a decisão foi baseada na competitividade oferecida pelo país, especialmente pela disponibilidade de grãos, mão de obra qualificada e custos de produção mais baixos.

O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes áreas do setor agroindustrial, que busca ampliar operações em mercados mais competitivos.

Tecnologia e genética animal também apostam na expansão

O avanço das empresas brasileiras não se limita à indústria frigorífica.

A desenvolvedora de soluções para o campo Agrotis escolheu o Paraguai como primeiro destino de sua expansão internacional, acompanhando clientes brasileiros que passaram a operar no país e demandam sistemas de gestão agrícola.

Já a multinacional Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, inaugurou uma central de inseminação artificial para atender o crescimento da suinocultura paraguaia. O investimento foi de aproximadamente R$ 5 milhões e marca a consolidação da empresa no mercado local.

O segmento de startups também acompanha esse movimento. A proptech Reland, especializada na comercialização de imóveis rurais, estruturou operações no Paraguai para atender principalmente investidores brasileiros interessados em propriedades agrícolas.

Lei da Maquila amplia competitividade industrial

Um dos principais atrativos para empresas estrangeiras é a Lei da Maquila, política vigente desde 1997 que concede benefícios fiscais para indústrias voltadas à exportação.

Pelo regime, empresas podem importar máquinas e matérias-primas com isenção tributária e recolher apenas um imposto de 1% sobre o valor agregado durante o processo produtivo.

Atualmente, mais de 300 empresas utilizam esse modelo, que tem impulsionado a industrialização e fortalecido as exportações paraguaias.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as empresas enquadradas na Lei da Maquila exportaram cerca de US$ 471 milhões, sendo o Brasil o principal destino das mercadorias.

Baixa carga tributária e energia barata impulsionam investimentos

Além dos incentivos industriais, o sistema tributário paraguaio é considerado um diferencial competitivo.

O país adota o chamado modelo 10-10-10, composto por 10% de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), 10% de imposto de renda empresarial e 10% de imposto de renda da pessoa física.

Outro fator relevante é o custo da energia elétrica, abastecida majoritariamente pela usina de Itaipu, o que garante tarifas significativamente inferiores às praticadas no Brasil.

Os custos trabalhistas também são menores, já que a legislação local prevê encargos reduzidos em comparação ao modelo brasileiro.

Infraestrutura avança com a Rota Bioceânica

Apesar das vantagens competitivas, especialistas apontam que a infraestrutura logística ainda representa um desafio para alguns segmentos industriais.

Entretanto, a expectativa é de melhora com a implantação da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

A nova rota deverá facilitar o transporte de commodities e reduzir custos logísticos para empresas exportadoras instaladas no Paraguai.

Mercado exige planejamento antes da expansão

Embora o ambiente de negócios seja favorável, especialistas alertam que instalar uma operação no Paraguai exige planejamento estratégico.

Questões como certificações sanitárias, registros regulatórios, logística internacional e características de cada segmento precisam ser avaliadas antes da migração de parte da produção.

Em alguns casos, modelos híbridos — mantendo parte da operação no Brasil e outra no Paraguai — podem oferecer melhores resultados do que a transferência integral das atividades.

Além disso, empresários destacam que o mercado interno paraguaio é relativamente pequeno, tornando mais vantajoso utilizar o país como plataforma de produção e exportação para outros mercados da América do Sul.

FONTE: AG Feed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AG Feed

Ler Mais
Internacional

Brasil assina acordo de integração aérea com Argentina, Chile e Paraguai para criar o Céu Único Sul-Americano

Brasil, Argentina, Chile e Paraguai deram um passo em direção à integração do transporte aéreo na América do Sul. Os quatro países assinaram, nesta terça-feira (14), em Assunção, no Paraguai, o Memorando de Entendimento do Alas (Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana), iniciativa que prevê a construção gradual do chamado Céu Único Sul-Americano.

O projeto busca criar um ambiente de maior integração entre os mercados aéreos da região, seguindo modelos já adotados em blocos como a União Europeia, além de iniciativas semelhantes na África e na Oceania.

Objetivo é ampliar voos e facilitar a conectividade entre os países

O memorando representa o primeiro compromisso formal para ampliar a conectividade aérea entre os países participantes. A proposta prevê, de forma gradual, a redução de barreiras regulatórias e a ampliação das oportunidades para a prestação de serviços de transporte aéreo.

Entre as metas estabelecidas estão o aumento da oferta de voos, a modernização das regras de acesso aos mercados e o fortalecimento da integração regional, sempre respeitando a legislação vigente de cada país.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a iniciativa abre caminho para uma rede de cidades mais conectadas na América do Sul. Ele destacou que os acordos firmados com Paraguai e Argentina para a implementação da 7ª Liberdade do Ar, além dos estudos sobre outras liberdades aeronáuticas, poderão ampliar a integração entre os países nos próximos anos.

Uruguai deverá aderir ao acordo posteriormente

Embora não tenha assinado o memorando nesta etapa, o Uruguai informou que pretende integrar a iniciativa após concluir os procedimentos administrativos internos.

Os países signatários também deixaram aberta a possibilidade de adesão de outras nações sul-americanas interessadas em participar do projeto de integração aérea.

Grupo de trabalho terá prazo de um ano para apresentar propostas

O documento prevê a criação do Grupo de Trabalho Alas, formado por representantes das autoridades aeronáuticas dos países participantes.

O colegiado terá até 12 meses para desenvolver propostas voltadas à implementação gradual do Céu Único Sul-Americano. Entre os principais temas que serão discutidos estão:

  • Harmonização regulatória entre os países;
  • Reconhecimento mútuo de certificados e licenças aeronáuticas;
  • Facilitação do transporte aéreo e fortalecimento dos direitos dos passageiros;
  • Ações voltadas à sustentabilidade ambiental;
  • Desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e dos sistemas de navegação aérea.

Brasil atualiza acordos bilaterais com Paraguai e Argentina

Durante a agenda oficial em Assunção, o governo brasileiro também assinou memorandos de entendimento separados com Paraguai e Argentina para atualizar os Acordos Bilaterais de Serviços Aéreos.

Os documentos passam a produzir efeitos imediatos, permitindo a aplicação das novas regras enquanto os acordos definitivos seguem os procedimentos legais necessários para sua atualização. No Brasil, esse processo ainda dependerá da aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Logística

Hidrovia do Rio Paraguai avança com nova reunião entre Brasil e Paraguai para discutir concessão

O governo brasileiro dará continuidade às negociações sobre a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai. O Ministério de Portos e Aeroportos informou que equipes técnicas do Brasil e do Paraguai voltarão a se reunir no fim de julho para avançar na estruturação do projeto, considerado estratégico para a logística hidroviária da América do Sul.

Como a hidrovia atravessa territórios do Brasil, Paraguai e Bolívia, a concessão depende do alinhamento entre os três países antes da publicação do edital.

Encontro técnico busca alinhar detalhes do projeto

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os dois governos reafirmaram o interesse em dar sequência ao processo de concessão e definiram uma nova rodada de negociações técnicas para este mês.

A decisão foi tomada após uma reunião bilateral realizada na semana passada durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, em Assunção.

A expectativa é concluir os ajustes necessários no projeto para que o governo brasileiro possa avançar nas etapas regulatórias e administrativas que antecedem o lançamento do edital.

Primeiro leilão de hidrovias do Brasil

A concessão da Hidrovia do Rio Paraguai deverá marcar o primeiro leilão desse tipo realizado pelo governo federal, abrindo caminho para um novo modelo de gestão da infraestrutura de navegação interior no país.

O projeto é considerado uma das principais iniciativas da agenda nacional de hidrovias e tem como objetivo ampliar a eficiência do transporte de cargas pelo modal hidroviário.

Cronograma depende das negociações internacionais

De acordo com o planejamento apresentado pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, a previsão inicial era publicar o edital da concessão no segundo semestre de 2026, com a realização do leilão no primeiro semestre de 2027.

No entanto, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou no fim de junho que o cronograma poderá ser antecipado. Segundo ele, a intenção do governo é lançar o edital entre o segundo semestre deste ano e o início de 2027, desde que haja consenso nas tratativas com Paraguai e Bolívia.

Projeto é estratégico para a logística nacional

A concessão da Hidrovia do Rio Paraguai é vista como uma iniciativa capaz de fortalecer o transporte hidroviário, reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

Além de modernizar a infraestrutura de navegação interior, o projeto poderá servir de referência para futuras concessões de hidrovias em outras regiões do país, ampliando a participação da iniciativa privada na gestão desse modal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência FPA

Ler Mais
Internacional

Corredor bioceânico deve ser prioridade para Brasil, Argentina e Paraguai, defende presidente do Chile

O presidente do Chile, José Antonio Kast, pediu que Brasil, Argentina e Paraguai acelerem as obras do corredor bioceânico, projeto considerado estratégico para ampliar a integração regional e fortalecer as conexões entre os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de uma ampla malha rodoviária.

Durante participação no Congresso paraguaio, nesta quarta-feira (1º), Kast destacou a importância de que todos os países envolvidos cumpram os prazos previstos para as obras de infraestrutura.

“Esperamos que todas as intervenções necessárias sejam concluídas dentro do cronograma, para que nenhuma etapa fique pendente”, afirmou.

Corredor bioceânico é visto como motor da integração regional

Segundo o presidente chileno, a conclusão do Corredor Rodoviário Bioceânico depende do comprometimento conjunto dos governos participantes. Para ele, o empreendimento representa uma oportunidade de ampliar a integração regional, fortalecer as relações entre os países e impulsionar o comércio internacional.

A declaração ocorreu durante sua primeira visita oficial ao Paraguai desde que assumiu a presidência, em março deste ano. Antes do discurso no Parlamento, Kast participou de um encontro com o presidente paraguaio, Santiago Peña.

O projeto prevê uma rota de aproximadamente 2.400 quilômetros, ligando o Centro-Oeste brasileiro ao norte do Chile. O trajeto passará pelo Chaco paraguaio, pelas províncias argentinas de Salta e Jujuy e chegará aos portos chilenos de Antofagasta, Mejillones e Iquique, ampliando o acesso aos mercados do Pacífico.

Paraguai aposta em acesso aos mercados asiáticos

Após a sessão no Congresso, Kast seguiu para o Palácio de López, em Assunção, onde participou de uma entrevista coletiva ao lado de Santiago Peña.

Na ocasião, o presidente paraguaio ressaltou que o corredor bioceânico terá papel fundamental para ampliar a presença do país no comércio exterior, permitindo acesso mais competitivo aos mercados asiáticos por meio dos portos chilenos.

Kast desembarcou no Paraguai na última segunda-feira para participar da 18ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, bloco no qual o Chile atua como membro associado. Após encerrar a agenda oficial no país, o presidente seguirá viagem para o Uruguai.

Presidente chileno defende união contra o crime organizado

Além da pauta de infraestrutura, José Antonio Kast reforçou a necessidade de uma atuação conjunta dos países sul-americanos no enfrentamento ao crime organizado transnacional.

Em discurso aos parlamentares paraguaios, o presidente afirmou que organizações criminosas atuam sem respeitar fronteiras e defendeu políticas coordenadas para combater ameaças como o narcotráfico, as máfias e outras redes criminosas.

Segundo Kast, a neutralidade diante desse cenário não é uma alternativa eficaz e a cooperação entre os países da região será decisiva para enfrentar o avanço dessas organizações e proteger a população.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: EFE /Adriana Thomasa

Ler Mais
Logística

Corredor Bioceânico avança com nova etapa de pavimentação na Ruta PY15, no Paraguai

As obras do Corredor Bioceânico seguem em ritmo acelerado no Paraguai. No Lote 1 da Ruta PY15, foi concluída a execução de 11 quilômetros de base asfáltica, marcando mais uma etapa importante para a implantação da infraestrutura que promete ampliar a integração regional e impulsionar o comércio internacional.

Nova fase da pavimentação

A base asfáltica aplicada possui sete centímetros de espessura e contempla tanto a pista principal quanto os acostamentos. Com essa fase finalizada, a próxima etapa será a aplicação da camada de revestimento final, com seis centímetros, responsável por concluir a pavimentação desse trecho da rodovia.

Ao mesmo tempo, as equipes executam serviços de solo-cimento na altura da progressiva 130, reforçando a sub-base da estrada para aumentar a resistência e a vida útil do pavimento. Entre as progressivas 102 e 105, também continuam os trabalhos de construção de aterros, considerados essenciais para a preparação da via.

Obra também gera empregos e promove inclusão

Além dos avanços na infraestrutura, o projeto mantém atualmente cerca de 110 empregos diretos. A iniciativa também adota uma política de contratação inclusiva, com a participação de mulheres e integrantes de comunidades indígenas da região nas atividades de construção.

Os serviços do Lote 1 são executados pelo Consórcio do Pacífico, formado pelas empresas Enrique Díaz Benza Cano e Vial Agro S.R.L., sob fiscalização do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai.

Corredor Bioceânico reforça integração logística

Considerado um dos principais projetos de infraestrutura da América do Sul, o Corredor Bioceânico terá papel estratégico na conexão entre os portos do Oceano Atlântico, no Brasil, e do Oceano Pacífico, no Chile, atravessando o Chaco paraguaio.

O Trecho 3 da Ruta PY15 possui 224 quilômetros de extensão, ligando Mariscal Estigarribia a Pozo Hondo. A obra foi dividida em quatro lotes para acelerar a execução. Quando estiver concluída, a rodovia deverá fortalecer a logística, ampliar a conectividade internacional, facilitar o transporte de cargas e estimular a integração econômica entre os países da região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook