Economia

Fronteiras viram termômetro da economia entre Brasil, Argentina e Paraguai

Reportagem do La Nación mostra como o câmbio afeta o comércio, o turismo e até a saúde na região da tríplice fronteira.

A tríplice fronteira não é um tema frequente na grande imprensa argentina. Mas, neste sábado (05), a edição do jornal La Nación, de Buenos Aires, traz uma reportagem de Erica Gonçalves que conseguiu captar como funciona a economia onde os três países se encontram.

A primeira constatação dela é o que qualquer um já percebeu: “As oscilações econômicas e a cotação das moedas determinam o ritmo de vida e as filas na tríplice fronteira”.

Já na fronteira do Brasil com a Argentina, ela viu que uma longa fila de pessoas aguardava para entrar no país vizinho, depois de fazer compras em Foz e em Ciudad del Este. “Sacolas de supermercado enchiam os porta-malas.”

O tráfego intenso, no horário em que ela passou, fazia com que os procedentes de Ciudad del Este levassem uma hora e meia para chegar à fronteira argentina.

A Argentina, hoje, tem uma oscilação de preços que faz com que os produtos adquiridos no Brasil se tornem mais atrativos.

“No Brasil, a carne pode custar a metade (do preço na Argentina); algumas frutas e verduras chegam a ser 70% mais baratas. No Paraguai, roupas e artigos para casa têm até 60% de diferença — o mesmo ocorre com alguns produtos em Foz do Iguaçu. Na gastronomia, cruzar a fronteira pode representar uma economia de até 30%”, contou a jornalista.

Segundo ela, melhores preços, atendimento profissional e restaurantes mais acessíveis levam todos os que vivem ou circulam pela região a comprar em Ciudad del Este e Foz.

Com Pix

Dalila, de 30 anos, moradora de Puerto Iguazú, contou a Erica que, uma vez por mês, vem a Foz e compra tudo o que precisa. Ela estava no Max Atacadista de Foz. “Aqui é muito mais barato: uma compra mensal me custa $220.000, enquanto lá a semanal sai por $120.000. Pago com Pix, que é como o Mercado Pago do Brasil”, contou, complementando que todos que têm carro, em Puerto Iguazú, fazem o mesmo.

“O ritmo das fronteiras muda conforme o câmbio”, afirmou Marcelo, argentino que mora em Ciudad del Este há mais de 15 anos.

“Eu cruzo todos os dias para levar passageiros e aproveito para comprar o que falta no dia. Levo de tudo porque vale metade”, disse Ezequiel, taxista de Puerto Iguazú, enquanto também fazia compras no Max Atacadista.

“Na alfândega, se for para consumo familiar, não tem problema.” Ele e sua esposa ainda se impressionam com as diferenças de preço: “5 kg de arroz aqui no Brasil custam R$17, ou $3.400 pesos argentinos. Na Argentina, 1 kg custa $2.200. A cartela de ovos em Foz sai por $4.400, e em Puerto, $7.300.”

Ele lembrou que, até um ano e meio atrás, Misiones estava cheia de brasileiros e paraguaios. “Agora os supermercados têm prateleiras vazias. O negócio ficou restrito aos turistas.”

Inversão

O gerente de uma multinacional americana lembrou que, “até uns oito meses atrás, todos cruzavam para Puerto Iguazú para comprar comida, jantar e abastecer. Agora mudou: é o lugar mais caro dos três”. “Hoje são os missioneiros que cruzam para fazer compras, e a fila mais crítica é a de saída. As fronteiras na região são um termômetro.”

Os táxis argentinos cobram cerca de $50.000 (R$ 218,00) para ir até Foz e voltar para Puerto com o porta-malas cheio. “Mesmo com esse custo, ainda vale a pena: a maioria dos produtos aqui (em Foz) custa a metade”, disse um taxista.

A jornalista do La Nación observou também que os paraguaios são fregueses dos supermercados de Foz. “Aqui é 30% mais barato”, disse a paraguaia Carolina, enquanto colocava as compras no carro. Ela afirmou que quase não vai mais para Puerto Iguazú. “Não vale mais a pena comprar lá.” Segundo ela, o controle migratório argentino desestimula: “É muita burocracia, e isso faz a gente perder tempo. A fila não compensa.”

“Hoje, 50% dos nossos clientes vêm do Paraguai e da Argentina”, disse Vinicius, funcionário do Max Atacadista. “Costumam vir bem cedo ou no fim do dia. O número de argentinos aumentou bastante depois da desvalorização do real. Eles compram de tudo”, afirmou.

Diante dos preços brasileiros, o setor de supermercados de Misiones se transformou. Ramón, com 20 anos de trabalho no supermercado Capicüa, contou que 80% das vendas vêm do turismo e que, hoje, os moradores de Puerto Iguazú compram apenas o necessário para o dia. “Os brasileiros ainda vêm comprar vinhos e itens finos. Antes levavam sem olhar o preço. Agora comparam.”

Para os missioneiros, os bons preços do Brasil e do Paraguai vão além dos supermercados e da eletrônica. “Em Ciudad del Este tem tênis falsificado com bom preço. Casacos de frio por US$20 e roupas de cama de qualidade”, disse Marisa, de Puerto Iguazú. Susana prefere o setor têxtil: “Compro roupas em Foz.” Os ônibus que vão a ambas as cidades tornam o deslocamento fácil.

Diana, dona da Mia Mía Boutique, em Puerto Iguazú, admite que as vendas caíram nos últimos seis meses. “Os preços do Brasil nos afetam muito. Só conseguimos manter o negócio porque temos clientes fiéis”, afirmou.

Liliana, funcionária do tradicional restaurante La Rueda, reconhece que a clientela da tríplice fronteira diminuiu. “Temos muitos clientes brasileiros, mas é verdade que, depois da pandemia, o movimento local caiu. Hoje, nosso foco são os turistas”, disse.

O restaurante 4 Sorelle, em Foz, atrai clientes da região. “Cerca de 20% vêm do Paraguai e da Argentina. É um número importante para nós: 90% deles são clientes habituais.”

Os vendedores da Feirinha de Puerto Iguazú — um mercado com produtos locais — dizem que a inflação pós-pandemia e a desvalorização do real afetaram os negócios. “Os clientes sempre dizem que antes era mais barato”, relatou Silvia, da Barraca Daloira.

O vinho argentino ainda é valorizado no Brasil. “Alguns compram por R$230 para revender por R$1.000”, disse Clara, funcionária da Argentinian Wine.

Ciudad del Este

Logo após o controle migratório paraguaio, começa o centro de Ciudad del Este, valorizado por quem busca preços baixos. Ao contrário das outras cidades, ela possui um regime aduaneiro especial, quase como uma zona franca. Os preços baixos são resultado de tarifas de importação reduzidas ou até nulas.

Trocas de moeda ocorrem o tempo todo. “Aqui tem de tudo, entendeu? De tudo mesmo”, disse Manuel, um cambista de 68 anos. “Por dia, passam cerca de 500 brasileiros e 300 argentinos. Muitos são moradores da tríplice fronteira.”

Os preços de Ciudad del Este atraem comerciantes do Brasil e da Argentina, mas as regulações impõem limites. “Em Foz só é permitido trazer até cinco peças iguais. Alguns contratam ‘passadores’ para levar o excedente”, disse uma vendedora de óculos.

Na Argentina, as compras não podem passar de US$300, e há quem contrate transporte irregular. “Custa US$35 para cruzar mercadoria de barco.”

“Nossos produtos custam 50% a mais no Brasil e o dobro na Argentina”, disse Luis, da Nasser Cubiertas (cubierta, em espanhol, é pneu). O mesmo ocorre com autopeças e artigos para casa.

Alguns setores sentiram o impacto das mudanças econômicas. “No inverno, os brasileiros vinham buscar casacos, mas agora diminuíram. O dólar está mais caro para eles”, disse Rosa, da loja Shopping Berlín. Atualmente, 15% dos clientes são de Puerto Iguazú.

Willy, de Santa Terezinha de Itaipu, cruza todos os dias para trabalhar como gerente na perfumaria Elegancia, em Ciudad del Este. “Muitos brasileiros trabalham no comércio paraguaio. No Brasil ganham R$1.500; no Paraguai, R$2.400.” No Brasil, os paraguaios dominam o setor da construção civil.

Empresários brasileiros também instalam seus negócios em Ciudad del Este. Ayham, há 25 anos no Paraguai, tem loja no Shopping Vendôme: “70% dos funcionários são de Foz. Só quatro são paraguaios.”

Nahiara, 18 anos, paraguaia, cursa Medicina na Universidade Privada do Este. “Na minha turma somos 123; só 30 são paraguaios, o resto é brasileiro.” Ela destaca que muitas universidades se instalaram ali para atender brasileiros.

Nataly, de Ciudad del Este, estuda Odontologia em Foz: “Busquei uma formação de qualidade”, e já precisou cruzar a ponte a pé para não perder aula.

Saúde

“Paraguaios e brasileiros não vêm mais comprar remédios aqui porque estão caros”, disse Natalia, da Macrofarma, em Puerto Iguazú. “Antes levavam tudo, agora parou. Depois da pandemia, os preços dispararam.”

Um analgésico que, na Argentina, custa US$2 sai por US$0,75 no Paraguai.

Farmácias de Foz confirmam: “Temos muitos clientes argentinos. Dizem que os preços lá estão 200% mais altos”, disseram funcionários da São João.

A saúde é motivo vital para cruzar a fronteira. “Vou tirar documentos argentinos para operar o joelho lá”, disse Daniel, de uma empresa de logística no Paraguai. “É mais barato, e os médicos são melhores. A saúde pública no Paraguai morreu.”

“Paraguaios com documentos brasileiros se tratam em Foz, e os com documentos argentinos, em Puerto Iguazú ou Eldorado”, disse Claudia, motorista de aplicativo. Muitos com câncer tentam tratamento fora. “Em Misiones há muito controle. Em Foz, cobram R$2.000 para simular que paraguaios vivem com eles e tenham acesso ao SUS.”

Foz atrai os de maior poder aquisitivo. “Famílias levam os filhos a pediatras de Foz. Também consultam oftalmologistas e ginecologistas lá”, disse Cecilia, moradora temporária do Paraguai.

“Os exames são bons. Quando o real está barato, compensa fazer os testes no Brasil”, completou.

Ezequiel, o taxista, confirmou: “Os ricos de Misiones se tratam em Foz. E também quem tem convênio com cobertura no Brasil”.

Fonte: Portal da Cidade

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Exportação, Exportadores agrícolas, Mercado Internacional

Exportações de milho paraguaio crescem

As exportações de milho paraguaio mostram sinais de recuperação em 2025, com aumento nas vendas e nas divisas, apesar do baixo estoque da safra anterior.

Entre junho de 2024 e maio de 2025, foram enviadas 1,9 milhão de toneladas — menos do que no período anterior, mas as exportações por ano-calendário aumentaram em 112.741 toneladas.

Certamente, esse crescimento gerou receitas de 93 milhões de dólares, 23 milhões a mais do que em maio de 2024. Segundo Sonia Tomassone, assessora de comércio exterior da Capeco, a melhora nos preços foi influenciada pelo mercado brasileiro e pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e beneficiou o consumo de etanol de milho.

O Brasil continua sendo o principal destino do milho paraguaio, absorvendo 92% das exportações, seguido por Uruguai, Senegal, Camarões e Chile. O relatório também destaca que Agrofértil, LAR e C. Vale lideram o ranking de exportadores com 44% do volume total.

Embora o mercado apresente volatilidade nos preços, as usinas de etanol mantêm uma demanda constante que ajuda a estabilizar as vendas internas. Espera-se que os embarques referentes à safra 2025 comecem entre junho e julho, o que poderá impulsionar novamente o volume exportado nos próximos meses.

As condições climáticas e a dinâmica do mercado regional continuarão sendo fatores-chave para o comportamento do comércio de milho no Paraguai. Especialistas também apontam que a demanda do Brasil e de outros países vizinhos poderá manter a pressão sobre os preços e as exportações.

Por isso, produtores e exportadores estão atentos às flutuações para ajustar suas estratégias comerciais e também aproveitar as oportunidades em um ambiente que continua volátil, mas com potencial de crescimento.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Negócios

Brasil e Paraguai ampliam diálogo comercial em rodada de negócios do Brazilian Renderers

A capital paraguaia foi palco de mais uma rodada internacional de negócios promovida pelo projeto Brazilian Renderers, uma parceria entre a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O Business Connection Paraguai foi realizado na Embaixada do Brasil em Assunção, no dia 12 de junho, reunindo autoridades, empresas e representantes do setor de nutrição animal para promover o que há de melhor na reciclagem animal do Brasil.

Com apoio institucional da Embaixada e participação de empresas brasileiras associadas à ABRA, o evento proporcionou um ambiente estratégico de aproximação comercial com o mercado paraguaio. A abertura oficial contou com a presença do encarregado de Negócios da Embaixada do Brasil em Assunção, ministro Emerson Kloss, seguido de falas institucionais e apresentações do setor. O apoio da Embaixada foi fundamental para o sucesso do evento.

Representando o setor brasileiro junto da equipe ABRA, o presidente da Câmara de Comércio Exterior da ABRA (CAMEX), Charbel Syrio, deu as boas-vindas aos participantes e destacou o potencial de integração comercial entre os dois países no campo da nutrição animal, com foco na qualidade dos ingredientes produzidos pela indústria brasileira de rendering.

O evento contou com importante a presença de autoridades e lideranças do setor agroindustrial paraguaio, incluindo o Dr. José Carlos Martin Camperchioli, presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (SENACSA); Alfred Fast, da Federação de Cooperativas de Produção (FECOPROD); Fabio Fustagno, presidente da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil; José Bareiro, presidente da Câmara Paraguaia de Empresas de Nutrição Animal; Nestor Zarza, presidente da Associação de Avicultores do Paraguai; Hugo Schaffrath, presidente da Associação de Criadores de Suínos do Paraguai; e Nevercendo Cordeiro, membro titular da Comissão Diretiva da Associação Rural do Paraguai.

Conexões comerciais

Produtiva e bem direcionada, a rodada de negócios entre empresas brasileiras e representantes do mercado paraguaio foi o grande destaque do Business Connection Paraguai, abrindo espaço para conexões e oportunidades comerciais concretas. Ao longo do encontro, os participantes puderam conhecer de perto as soluções da indústria brasileira de reciclagem animal, que atestou a qualidade e o potencial de fornecimento para o país vizinho.

Participaram da rodada de negócios as empresas A&R Nutrição Animal, Minerva e Protein Meal Tec, que estiveram presentes em Assunção, além de Avenorte Avícola, Ayamo, BRF Ingredients, FASA by Darling, Friboi, Levo Alimentos, Patense e Seara Alimentos, participando de forma online. Juntas, elas apresentaram ao mercado paraguaio seus portfólios de produtos e soluções em nutrição animal, reforçando a capacidade do Brasil de atender às demandas internacionais com qualidade, segurança e competitividade.

Encerrando a programação, o público foi convidado a um coquetel de confraternização promovido pela REAM 2025, reforçando o ambiente de networking estabelecido ao longo do dia.

Brazilian Renderers

Desde 2012, a ABRA e a ApexBrasil promovem em parceria o projeto Brazilian Renderers, com o objetivo de fomentar as exportações do setor de Reciclagem Animal — farinhas, gorduras, hemoderivados, palatabilizantes e proteínas hidrolisadas de origem animal. Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos valorizam atributos da indústria da reciclagem animal e seus produtos — como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção — e valorizam as marcas internacionais dos produtos, fomentando novos negócios para os exportadores brasileiros. Informações sobre como fazer parte dos projetos setoriais podem ser obtidas pelo site brazilianrenderers.com.

Fonte: Informativo dos Portos

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Informação, Internacional

Perimetral Leste: Paraguai conclui obra da aduana; no lado brasileiro, execução chega a 77%

DER mantém entrega da rodovia para novembro deste ano; no Paraguai, ponte sobre Rio Monday será finalizada em 2026.

A obra das aduanas Brasil–Paraguai e Brasil–Argentina, que fazem parte do complexo da rodovia Perimetral Leste, chegaram a 77,31% da execução, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER). 

No lado paraguaio, a aduana — erguida em Presidente Franco — já está pronta e permite a passagem de carros pequenos pela Ponte da Integração, que liga o município a Foz do Iguaçu.

No entanto, a circulação de veículos ainda depende da conclusão das duas aduanas situadas em Foz do Iguaçu.

A aduana Brasil–Paraguai está sendo construída na cabeceira da Ponte da Integração, e a aduana Brasil–Argentina, próximo à Ponte da Fraternidade, ligação entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.

Na aduana perto do Paraguai, em maio, de acordo com informe do DER, estavam sendo feitas as instalações dos acabamentos internos e dos revestimentos metálicos nas fachadas. Também começou a execução de meio-fio e de calçadas no pátio.

Já na aduana da entrada da Argentina, é possível observar a mudança da paisagem com a obra que fica na lateral da ponte. Lá, conforme o DER, o trabalho está voltado para assentamento de revestimentos cerâmicos, aplicação de revestimentos argamassados, execução de divisórias em drywall e instalações elétricas e hidrossanitárias. No pátio, já estão sendo erguidos muros de contenção.

De acordo com a Receita Federal (RF), com a inauguração do prédio, o edifício da atual aduana brasileira será desativado, porém ainda não se sabe o que será feito no espaço.

Uma ponte à espera de duas aduanas

Pronta desde 2023, a Ponte da Integração depende da conclusão das duas aduanas no Brasil e de obras complementares para que o trânsito de caminhões seja liberado.

No lado paraguaio, a aduana situada em Presidente Franco, nas proximidades da cabeceira da ponte, está pronta, e o Terminal de Cargas da Administração Nacional de Portos (ANP), com 96% das obras executadas, segundo a engenheira Laura Arevalo, encarregada do Escritório de Apoio da Ponte da Integração e do Corredor Metropolitano del Este.

As obras no lado paraguaio fazem parte do Corredor Metropolitano del Este, que incluiu, além da aduana, situada a três quilômetros da cabeceira da Ponte da Integração, outras cinco obras complementares.

Entre essas obras, há três rodovias, uma delas começa no quilômetro 17 da PY 02, em Minga Guazú, e segue até a rodovia PY 07, em Los Cedrales.

Outra importante edificação, imprescindível para habilitar a circulação de caminhões pela Ponte da Integração, é a ponte sobre o Rio Monday, cuja execução está em 20% e tem previsão de ser entregue apenas em 2026.

“Para a circulação de turistas estamos à espera da habilitação da Ponte da Integração, porém falta terminar a ponte sobre o Rio Monday para a travessia de caminhões pesados”, esclarece a engenheira.

Segundo o Ministério de Obras Públicas (MOC), do Paraguai, as obras complementares, em ambos os países, seriam concluídas somente no ano que vem.

No Brasil, o DER informou que as obras da Perimetral Leste serão entregues em 30 de novembro deste ano.

Com investimento de aproximadamente R$ 86 milhões até abril deste ano, a Perimetral Leste tem 15 quilômetros. A rodovia ligará a BR-277 à Ponte da Integração Brasil–Paraguai e à Ponte Tancredo Neves.

Fonte: H2Foz

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Internacional

Autoridades do Paraguai e da Argentina discutem projeto de gasoduto para abastecer o Brasil

A embaixadora do Paraguai, Helena Concepción Felip Salazar, e o vice-ministro de Minas e Energia de Assunção, Mauricio Bejarano, reuniram-se em Buenos Aires com a secretária de Energia da Argentina, María Tettamanti, para avançar nas discussões sobre um projeto de gasoduto bioceânico. As conversas se concentraram na elaboração de um memorando de entendimento e na definição de etapas para a integração energética entre os dois países.

O gasoduto proposto terá 1.050 km de extensão, sendo 530 km atravessando o território paraguaio. A infraestrutura pretende ligar as reservas de gás da Argentina à demanda do Brasil, exigindo um investimento estimado em US$ 2 bilhões — dos quais US$ 1 bilhão corresponderia à parte do Paraguai.

Segundo comunicado da Embaixada Paraguaia na Argentina, o setor privado foi considerado essencial para o desenvolvimento da infraestrutura, com o objetivo de fortalecer a segurança energética e gerar benefícios regionais.

A embaixadora Felip Salazar destacou na semana passada o bom relacionamento entre seu país e investidores privados argentinos, que buscam aproveitar as “vantagens comparativas que oferecemos: estabilidade macroeconômica, baixa carga tributária, pouca burocracia e regimes especiais dentro do Mercosul”. Ela também relatou que empresários da província argentina de Tucumán “me disseram que conseguiram abrir uma empresa em apenas um dia, sem dificuldades”.

“Um dado muito importante é que, até agora neste ano, a Argentina superou o Brasil como principal destino das exportações paraguaias. Tradicionalmente, o Brasil era nosso principal parceiro comercial em termos econômicos, mas neste ano isso se inverteu, e a Argentina assumiu a liderança”, observou a diplomata.

“Nossa meta é diversificar a balança comercial. Hoje, ela está concentrada em poucos itens: a soja, que é estratégica, e a energia. Mas buscamos ampliar essa matriz incluindo setores como o de carnes — com a recente autorização para exportar carne suína à Argentina —, farmacêuticos, cana-de-açúcar paraguaia (uma bebida alcoólica naturalmente fermentada, semelhante à cachaça), além de itens como têxteis”, explicou ainda em entrevista ao jornal Ámbito.

Fonte: MercoPress

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ANVISA, Internacional

Anvisa participa de oficina na fronteira entre Argentina e Paraguai

Atividade faz parte de projeto para fortalecer a segurança sanitária em cidades de fronteiras dos países do Mercosul.

Entre os últimos dias 22 e 24 de abril, servidores da Anvisa participaram de uma oficina para elaboração do Plano de Contingência Bilateral para emergências de saúde pública. Outro objetivo do evento, realizado na cidade de Encarnação (Paraguai), foi planejar um simulado de campo entre as cidades gêmeas de Posadas (Argentina) e Encarnação.

A reunião contou com a presença de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e do Ministério da Saúde do Brasil, além de autoridades de saúde da Argentina, do Paraguai e do Uruguai.

O Projeto Fronteiras Saudáveis e Seguras no Mercosul busca trazer alternativas para superar os desafios do acesso universal à saúde das populações fronteiriças, além de promover a integração regional entre as cidades de fronteira, que compartilham uma estreita relação econômica, cultural e epidemiológica.

No âmbito do fortalecimento dos Planos de Contingência para eventos de saúde pública, por meio desse projeto, foi realizado um simulado inédito, em outubro de 2023, para testagem do Plano de Contingência da Tríplice Fronteira em Foz do Iguaçu (PR).

Assista aqui ao vídeo do simulado.

Até o final deste ano, está prevista, ainda, a realização de simulados de campo nas fronteiras entre Encarnação e Posadas, e entre Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai).

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

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Comércio, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Paraguai e Argentina impulsionam comércio fluvial

Paraguai e Argentina estão explorando uma nova rota de comércio fluvial por meio da reativação do Porto de Barranqueras, localizado na província de Chaco.

O projeto ganhou força após uma reunião entre Patricio Ortega, diretor da Marinha Mercante do MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações), e Alicia Azula, administradora do porto. Barranqueras está situado em um braço do rio Paraná, a 350 quilômetros fluviais de Assunção.

Além disso, a conexão com o Paraguai está sendo reforçada com o dragagem do riacho Barranqueras, que o liga à Hidrovia Paraná-Paraguai. Segundo Azula, “esperamos iniciar as operações em junho, oferecendo uma alternativa competitiva para o comércio regional”.

O objetivo também é estabelecer um corredor logístico eficiente para reduzir o tempo e os custos do transporte de cargas paraguaias. Esse avanço coincide com uma mudança regulatória na Argentina que permite que embarcações paraguaias operem em portos argentinos que antes estavam restritos.

O novo decreto promove o transporte marítimo internacional e desregulamenta o cabotagem, abrindo novas possibilidades de intercâmbio bilateral. A localização estratégica do porto, próximo à cidade de Resistência, também o torna uma opção atraente em comparação com destinos tradicionais.

A reativação pode ajudar a descongestionar rotas tradicionais e facilitar o acesso ao norte argentino e outras áreas de influência.

Participaram da reunião também representantes da Direção da Bacia do Prata do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai. O encontro faz parte de uma agenda mais ampla, que inclui visitas e reuniões com operadores logísticos interessados.

Entre eles, destaca-se a empresa de navegação Yerutí, que está avaliando operar no trecho fluvial Villeta–Barranqueras.

A iniciativa busca fortalecer a integração regional por meio de soluções logísticas sustentáveis e coordenadas entre os dois países.

Assim, a reativação do porto se apresenta como um avanço significativo para o comércio exterior paraguaio e para a cooperação fluvial binacional.

Fonte: Todo Logística News

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Exportação, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Panamá inicia auditoria no Paraguai para habilitar exportação de carne bovina

Autoridades sanitárias do Panamá iniciaram uma auditoria no Paraguai como parte do processo de habilitação para importar carne bovina.

A inspeção está sendo realizada na sede do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), com a presença do titular da entidade, José Carlos Martin.

A missão técnica é composta por representantes do Ministério do Desenvolvimento Agropecuário (MIDA) e do Ministério da Saúde (MINSA) do Panamá. A auditoria se estenderá até 25 de abril e inclui uma revisão completa do sistema de controle sanitário paraguaio.

O programa contempla visitas ao laboratório central do Senacsa, unidades regionais, postos de controle, pontos de entrada e frigoríficos exportadores. Também serão verificados estabelecimentos pecuários, com o objetivo de avaliar o cumprimento dos requisitos para exportação de carne ao Panamá.

Segundo o Senacsa, as exportações paraguaias de carne bovina alcançaram USD 173,2 milhões no primeiro trimestre de 2024. Apesar disso, o intercâmbio com o Panamá ainda é marginal: em 2023, representou apenas 0,05% do total exportado.

Nesse mesmo ano, o comércio bilateral apresentou um déficit para o Paraguai de USD 5,4 milhões, com importações que somaram USD 11,3 milhões. As exportações paraguaias para o Panamá cresceram 5,3%, totalizando USD 5,9 milhões; os principais produtos foram medicamentos, calçados e relógios.

Por sua vez, as importações do Panamá aumentaram 21,3% em relação a 2022, consolidando uma balança comercial negativa. Com essa auditoria, o Paraguai busca abrir novos mercados de carne na América Central e diversificar sua carteira de destinos.

O acesso ao mercado panamenho não só ampliaria as oportunidades para a indústria frigorífica, como também reforçaria o posicionamento sanitário do país. O Senacsa destacou que esse tipo de inspeção reafirma a transparência e a qualidade do sistema sanitário nacional.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Logística, Negócios

Desvendando o Paraguai: Cleber Ceroni Revela Um País de Oportunidades Inexploradas para Investidores Brasileiros

Em recente evento realizado na sede da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o engenheiro químico Cleber Ceroni, Diretor da Câmara de Comércio Paraguai-Brasil com sede em Assunção, apresentou uma palestra reveladora sobre as inúmeras oportunidades de investimento no país vizinho, demonstrando por que o Paraguai tem se tornado um dos destinos mais promissores para investidores brasileiros.

Um Mercado em Expansão além das Fronteiras Conhecidas

Ceroni iniciou sua apresentação combatendo preconceitos arraigados sobre o Paraguai. “O país não é apenas a fronteira de Pedro Juan Caballero ou Ciudad del Este. É um mercado com potencial enorme e que acolhe muito bem os investidores estrangeiros”, destacou o palestrante, que reside em Assunção e conhece profundamente as oportunidades do país.

Esta visão limitada do Paraguai como mero destino de compras é um erro que muitos empresários brasileiros ainda cometem. Na realidade, o país vem experimentando uma transformação econômica significativa nas últimas décadas, com um crescimento médio do PIB de 4,5% ao ano entre 2004 e 2021, segundo dados do Banco Mundial, superando a média regional da América Latina.

A localização estratégica é um dos principais diferenciais do Paraguai, situado no coração da América do Sul, com proximidade a Equador, Bolívia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. Essa posição privilegiada permite acesso aos principais mercados sul-americanos, transformando o país em um hub logístico natural. Essa vantagem geográfica tem atraído investimentos de mais de 45 países, resultando na presença de mais de 300 empresas maquiladoras, das quais aproximadamente 70% são brasileiras.

Infraestrutura Logística Surpreendentemente Desenvolvida

Apesar da ausência de saída direta para o mar, o Paraguai desenvolveu uma impressionante infraestrutura logística que surpreende muitos investidores. Conforme destacado por Ceroni, o país possui a terceira maior frota fluvial de barcaças do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e China, com aproximadamente 35 operações navieras em funcionamento.

O sistema hidroviário baseado no Rio Paraguai, que deságua no Rio da Prata, forma um corredor de transporte eficiente e econômico. Por esta hidrovia, escoam-se produtos como soja, milho, trigo, combustíveis e diversos outros itens, tanto para exportação quanto importação, a custos significativamente menores que o transporte rodoviário.

Além disso, o país integra ativamente o ambicioso projeto da Rota Bioceânica, uma iniciativa multinacional que conectará o Porto de Santos, no Brasil, ao Porto de Iquique, no Chile. Esta rota reduzirá drasticamente os tempos de transporte entre os oceanos Atlântico e Pacífico, abrindo novos mercados para produtos latino-americanos, especialmente na Ásia.

Um exemplo concreto deste avanço logístico é a construção da ponte entre Porto Murtinho (Brasil) e Carmelo Peralta (Paraguai), que faz parte do Corredor Bioceânico e está em andamento, com participação de empresas como a que Ceroni representa.

O “Triângulo da Riqueza” Paraguaio: Oportunidades Concentradas e Diversificadas

A concentração econômica do Paraguai está principalmente distribuída entre Ciudad del Este, Assunção e Encarnación, formando o que Ceroni denominou como o “Triângulo da Riqueza”. Cada vértice deste triângulo oferece características e oportunidades específicas:

  • Assunção: Capital político-administrativa e centro financeiro, concentra os principais órgãos governamentais, sedes de bancos e empresas de maior porte. A cidade tem passado por uma modernização constante, com o surgimento de novos empreendimentos imobiliários, centros comerciais e infraestrutura urbana renovada.
  • Ciudad del Este: Terceira maior zona franca do mundo em volume de negócios, atrás apenas de Miami e Hong Kong. Além do comércio, tem se destacado na atração de indústrias maquiladoras, especialmente nas áreas de autopeças, têxtil e eletrônica.
  • Encarnación: Conhecida como a “Pérola do Sul”, tem se tornado um importante polo turístico e comercial, com forte presença de agroindústrias e empresas de logística que aproveitam sua localização fronteiriça com a Argentina.

Esses polos têm recebido significativos investimentos internacionais nos últimos anos, criando um ecossistema de negócios cada vez mais sofisticado e integrado à economia global.

Estabilidade Econômica e Política: A Base Para Investimentos Seguros

O Paraguai apresenta índices de estabilidade que surpreendem até os analistas mais céticos. Com uma taxa de alfabetização de 95% e indicadores sociais em constante melhoria, o país vem construindo uma base sólida para o desenvolvimento sustentável.

Na esfera econômica, destaca-se pela notável estabilidade monetária. O guarani é considerado, como apontou Ceroni, a moeda mais estável da América do Sul nos últimos 70 anos. Enquanto países vizinhos como Argentina e Brasil enfrentaram períodos de hiperinflação e múltiplas trocas de moeda, o Paraguai manteve sua unidade monetária com admirável consistência.

Esta estabilidade não é acidental, mas resultado de políticas fiscais e monetárias conservadoras. A inflação paraguaia tem se mantido consistentemente abaixo de 5% ao ano na última década, segundo dados do Banco Central do Paraguai, permitindo planejamentos de longo prazo com maior segurança para os investidores.

O ambiente político também contribui para esta estabilidade. Apesar de desafios típicos de democracias em desenvolvimento, o Paraguai tem demonstrado respeito às instituições e aos contratos internacionais, além de uma transição ordenada de poder entre diferentes administrações.

Benefícios Fiscais e Energéticos: Vantagens Competitivas Concretas

Um dos maiores atrativos para investidores, como enfatizou Ceroni, são os benefícios fiscais substanciais. A carga tributária paraguaia é extraordinariamente competitiva, em torno de 10% – uma das menores não apenas da região, mas do mundo. Para efeito de comparação, no Brasil, dependendo do setor e regime tributário, as empresas podem enfrentar cargas que facilmente ultrapassam 30%.

A Lei de Maquila (Lei nº 1.064/97) é um regime especial que merece destaque especial. Este modelo permite a importação de matérias-primas e insumos sem incidência de impostos para processamento em território paraguaio e posterior exportação. As empresas operando sob este regime pagam apenas um imposto único de 1% sobre o valor agregado dentro do país.

Verificando dados oficiais, o número de empresas operando sob o regime de maquila no Paraguai cresceu exponencialmente, saltando de apenas 45 em 2010 para mais de 300 em 2024, com investimentos acumulados superiores a US$ 2 bilhões e gerando mais de 20.000 empregos diretos

Outro fator determinante na competitividade paraguaia é o custo da energia elétrica. O país é o maior exportador líquido de energia elétrica do mundo, graças às hidrelétricas binacionais Itaipu (compartilhada com o Brasil) e Yacyretá (com a Argentina). Essa abundância energética resulta em custos significativamente menores para a indústria.

Enquanto no Brasil o megawatt para indústrias pode custar em torno de 170 dólares, no Paraguai esse valor cai para aproximadamente 50 dólares, uma economia de quase 70%. Este diferencial competitivo é particularmente relevante para indústrias eletrointensivas, como metalúrgicas, químicas e de processamento de alimentos.

Capital Humano Jovem e Adaptável: O Diferencial Humano

O perfil demográfico paraguaio também representa uma vantagem competitiva significativa para investidores. Aproximadamente 60% da população tem menos de 35 anos, proporcionando uma força de trabalho jovem, adaptável e com grande potencial de desenvolvimento.

Durante sua palestra, Ceroni compartilhou casos concretos de empresas que investiram em treinamento da mão de obra local e obtiveram resultados notáveis. Uma empresa brasileira do setor industrial, por exemplo, investiu cerca de 3 milhões de dólares em programas de capacitação e conseguiu formar uma equipe altamente qualificada, com produtividade comparável à de operações no Brasil, mas com custos trabalhistas significativamente menores.

O custo da mão de obra no Paraguai é, em média, 30% inferior ao do Brasil, com encargos sociais também mais baixos (em torno de 30% contra aproximadamente 100% no sistema brasileiro). Isso, combinado com uma legislação trabalhista menos burocrática, cria um ambiente favorável para empregadores, sem comprometer os direitos básicos dos trabalhadores.

As universidades paraguaias têm melhorado consistentemente seus padrões de qualidade, com destaque para cursos de engenharia, administração e tecnologia. Além disso, o bilinguismo (espanhol e guarani) é comum, e há uma crescente proficiência em português nas regiões fronteiriças e nos grandes centros urbanos.

Como Aproveitar estas Oportunidades: Caminhos para o Investidor

Os investimentos no Paraguai podem ser realizados de diversas formas, adequando-se aos diferentes perfis e objetivos dos investidores. Ceroni destacou algumas das principais modalidades:

  • Regime de Maquila: Ideal para empresas industriais que buscam reduzir custos de produção aproveitando os benefícios fiscais e logísticos do país.
  • Lei 60/90 de Incentivos para Investimentos: Oferece isenções fiscais para importação de bens de capital e matérias-primas, além de isenção do imposto sobre remessa de lucros para investimentos considerados de interesse nacional.
  • Investimentos Imobiliários: O setor tem apresentado valorização média de 12% ao ano nas principais cidades, impulsionado pelo crescimento econômico e pela urbanização acelerada.
  • Agronegócio: Com terras férteis a preços competitivos (cerca de 1/3 do valor comparável no Brasil), o setor agrícola paraguaio oferece excelentes oportunidades, especialmente em soja, milho e pecuária.
  • Serviços e Tecnologia: Setores emergentes com incentivos específicos, como o Regime de Empresas de Serviços Tecnológicos que oferece taxação reduzida para empresas de software e serviços relacionados.

Roger Maciel, Presidente da Câmara de Comércio Brasil-Paraguai, complementou a apresentação de Ceroni destacando que a entidade oferece assessoria especializada para investidores brasileiros interessados em expandir seus negócios para o país vizinho. “Contamos com uma coordenação nacional e representação direta em Ciudad del Este, que mantém excelentes relações com consulados e embaixadas, facilitando todos os trâmites necessários”, explicou.

A Câmara trabalha ativamente com despachos aduaneiros e processos de internacionalização, servindo como ponte segura para empresários que buscam novas oportunidades no mercado paraguaio. Esta assistência é crucial para navegar pelas particularidades do ambiente de negócios local e garantir conformidade com todas as regulamentações.

Uma Parceria Estratégica Para Seu Próximo Investimento

Se você é um investidor em busca de novas fronteiras para expansão com carga tributária reduzida, custos operacionais competitivos e localização estratégica, o Paraguai representa uma oportunidade que não pode ser ignorada.

As vantagens comparativas do país – estabilidade econômica, incentivos fiscais generosos, energia abundante e barata, mão de obra jovem e custos operacionais reduzidos – criam um cenário ideal para empresas brasileiras que buscam aumentar sua competitividade e expandir seus mercados.

A Câmara de Comércio Brasil-Paraguai se posiciona como sua aliada estratégica nesta jornada de internacionalização. Ao se tornar membro, você terá acesso a uma rede de contatos qualificados, informações atualizadas sobre o mercado paraguaio e assessoria especializada que garante confiança, segurança e direcionamento estratégico para seus investimentos no país.

Os próximos eventos de networking promovidos pela Câmara, programados para 8 de maio em São Paulo e 26 de maio no Rio de Janeiro, são oportunidades imperdíveis para conhecer de perto as possibilidades apresentadas por Cleber Ceroni e estabelecer contatos valiosos com empresários que já operam com sucesso no Paraguai.

O futuro dos seus investimentos pode estar mais próximo do que você imagina – está no país vizinho que Cleber Ceroni descreve como “um verdadeiro paraíso para investidores”.

Fonte: VEGK Records

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Economia, Exportação, Industria, Internacional, Negócios, Tributação

Acordo UE-Mercosul ‘não é remédio’ para tarifas de Trump, alerta França

O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul “não é um remédio” para as tarifas de Donald Trump, porque “acrescentaria mais desordem”, declarou nesta terça-feira a ministra francesa da Agricultura, Annie Genevard.

A França lidera um grupo de países europeus que se opõem à ratificação do acordo negociado em dezembro entre a Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia, e os países do bloco sul-americano (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que criaria um mercado de 700 milhões de pessoas.

— O Mercosul era ruim ontem e continua sendo, na minha opinião, para os setores cruciais, agrícola e agroalimentar, do nosso país — disse Genevard à Rádio J, ao ser questionada se as tarifas de Trump enfraquecem sua posição na UE.

Na semana passada, em meio a tarifas de Trump, Josef Síkela, representante para parcerias internacionais da Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia), defendeu o acordo UE-Mercosul. Já o presidente da França, Emmanuel Macron, continua buscando “uma minoria de bloqueio” dentro da UE contra o acordo comercial com o Mercosul.

Se o acordo for ratificado, a União Europeia, primeiro parceiro comercial do Mercosul, poderia exportar com mais facilidade automóveis, máquinas e produtos farmacêuticos, enquanto o bloco sul-americano poderia exportar para a Europa mais carne, açúcar, soja, mel, entre outros produtos.

A França enfrenta a oposição veemente de seu setor agropecuário, que organizou grandes mobilizações nos últimos anos, e exige que as exportações do bloco sul-americano cumpram as mesmas normas de produção adotadas na UE.

O acordo “favoreceria outras produções (francesas) e em especial a produção de vinho, mas um bom acordo é um acordo equilibrado”, acrescentou Genevard, para quem os setores mais impactados seriam os de carne ovina e bovina, açúcar e etanol.

Embora a ministra tenha considerado que o Mercosul “não é um remédio”, ela chamou de “boa política” que a UE busque acordos alternativos para minimizar as consequências do impacto do aumento de tarifas decretado por Trump.

O presidente dos Estados Unidos assinou no dia 2 deste mês um decreto para adotar uma tarifa alfandegária mínima de 10% para todas as importações que entram no país, e de 20% para os produtos procedentes da UE.

A Comissão Europeia ofereceu aos Estados Unidos um acordo para adotar uma tarifa zero no comércio de produtos industriais — uma oferta que Trump já considerou “insuficiente” — e, ao mesmo tempo, ameaça com medidas de retaliação.

— A agricultura não deve ser uma variável de ajuste da resposta — disse Genevard, diante do temor de que aumentar as tarifas sobre a soja americana, que os pecuaristas europeus precisam, acabe afetando o setor e os consumidores.

FONTE: O Globo
Acordo UE-Mercosul ‘não é remédio’ para tarifas de Trump, alerta França

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