Internacional, Mercado Internacional, Tecnologia

Existem duas Chinas, e os Estados Unidos precisam entender ambas

O sucesso tecnológico que chamou a atenção de muitos nos Estados Unidos é um dos aspectos da economia chinesa. Há outro, mais sombrio.

Duas Chinas habitam o imaginário americano: uma é uma superpotência tecnológica e industrial pronta para liderar o mundo. A outra é uma economia à beira do colapso.
Ambas refletem aspectos reais da China.

Uma China — vamos chamá-la de China esperançosa — é representada por empresas como a startup de inteligência artificial DeepSeek, a gigante dos veículos elétricos BYD e a potência tecnológica Huawei. Todas são líderes em inovação.
Jensen Huang, CEO da gigante de chips do Vale do Silício Nvidia, disse que a China “não está atrás” dos Estados Unidos no desenvolvimento da inteligência artificial. Vários especialistas já declararam que a China dominará o século XXI.

A outra China — China sombria — conta uma história diferente: consumo estagnado, desemprego crescente, uma crise habitacional crônica e um setor empresarial que se prepara para o impacto da guerra comercial.

O presidente Trump, ao tentar negociar uma solução para essa guerra comercial, precisa lidar com ambas as versões de seu principal rival geopolítico.

Nunca foi tão importante compreender a China. Não basta temer seus sucessos ou se confortar com suas dificuldades econômicas. Conhecer o maior rival dos Estados Unidos exige entender como essas duas Chinas conseguem coexistir.

“Os americanos têm ideias muito fantasiosas sobre a China”, disse Dong Jielin, ex-executivo do Vale do Silício que recentemente voltou para São Francisco depois de passar 14 anos na China ensinando e pesquisando as políticas científicas e tecnológicas do país. “Alguns esperam resolver os problemas dos EUA com métodos chineses, mas isso claramente não vai funcionar. Eles não percebem que as soluções da China vêm acompanhadas de muita dor.”

Assim como os Estados Unidos, a China é um país gigante cheio de disparidades: litoral vs. interior, norte vs. sul, urbano vs. rural, ricos vs. pobres, setor estatal vs. setor privado, geração X vs. geração Z.
O próprio Partido Comunista que governa o país está cheio de contradições. Proclama o socialismo, mas recua quando se trata de oferecer aos cidadãos uma rede de proteção social sólida.

Os próprios chineses também enfrentam essas contradições.

Apesar da guerra comercial, os empreendedores e investidores do setor de tecnologia com quem conversei nas últimas semanas estavam mais otimistas do que em qualquer outro momento dos últimos três anos.
Essa esperança começou com o avanço da DeepSeek em janeiro. Dois capitalistas de risco me disseram que planejavam sair do período de “hibernação” iniciado após a repressão de Pequim ao setor de tecnologia em 2021. Ambos afirmaram que estavam buscando investir em aplicações chinesas de inteligência artificial e robótica.

Mas eles estão bem menos otimistas em relação à economia — a China sombria.

Dos 10 executivos, investidores e economistas que entrevistei, todos disseram acreditar que os avanços da China em tecnologia não seriam suficientes para tirar o país da sua estagnação econômica. A manufatura avançada representa apenas cerca de 6% da produção chinesa, bem menos que o setor imobiliário, que mesmo após uma forte desaceleração ainda responde por cerca de 17% do produto interno bruto (PIB).

Quando perguntei se a China poderia vencer os Estados Unidos na guerra comercial, ninguém respondeu que sim. Mas todos concordaram que o limiar de dor da China é muito mais alto.

Não é difícil entender a ansiedade dos americanos frustrados com as dificuldades de seu país em construir e fabricar. A China já construiu mais linhas de trem de alta velocidade do que o resto do mundo junto, implantou mais robôs industriais por 10.000 trabalhadores da indústria do que qualquer país — com exceção da Coreia do Sul e de Singapura — e hoje lidera globalmente em veículos elétricos, painéis solares, drones e várias outras indústrias avançadas.

Muitas das empresas chinesas mais bem-sucedidas ganharam resiliência com a desaceleração econômica e estão mais preparadas para os dias difíceis que virão.
“Elas estão fazendo DOGE-ing há muito tempo”, disse Eric Wong, fundador do fundo hedge Stillpoint, de Nova York, que visita a China a cada trimestre, referindo-se ao esforço de corte de custos do governo Trump conhecido como Departamento de Eficiência Governamental (Department of Government Efficiency).
“Em comparação, os EUA estão vivendo em excesso há muito tempo.”

Mas, enquanto admiramos os chamados milagres da China, é necessário perguntar: a que custo? Não apenas financeiro, mas humano.

O modelo de inovação de cima para baixo da China, fortemente dependente de subsídios e investimentos do governo, mostrou-se ineficiente e desperdiçador. Assim como o excesso de construção no setor imobiliário, que desencadeou uma crise e apagou boa parte da riqueza das famílias chinesas, a capacidade industrial excessiva aprofundou os desequilíbrios na economia e levantou dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo — especialmente se as condições mais amplas se deteriorarem.

A indústria de veículos elétricos exemplifica bem a força das duas Chinas. Em 2018, o país contava com quase 500 fabricantes de veículos elétricos. Em 2024, restavam cerca de 70. Entre as vítimas está a Singulato Motors, uma startup que arrecadou US$ 2,3 bilhões de investidores — incluindo governos locais de três províncias. Ao longo de oito anos, a empresa não conseguiu entregar um único carro e pediu falência em 2023.

O governo chinês tolera investimentos ineficientes em iniciativas escolhidas por ele, o que ajuda a alimentar o excesso de capacidade. No entanto, mostra-se relutante em fazer os tipos de investimentos substanciais em aposentadorias rurais e seguro de saúde que poderiam impulsionar o consumo.

“A inovação tecnológica sozinha não pode resolver os desequilíbrios estruturais da economia chinesa nem as pressões deflacionárias cíclicas”, escreveu Robin Xing, economista-chefe para a China no Morgan Stanley, em uma nota de pesquisa. “Na verdade”, continuou ele, “os avanços tecnológicos recentes podem reforçar a confiança dos formuladores de políticas no caminho atual, aumentando o risco de má alocação de recursos e capital.”

A obsessão da liderança chinesa com a autossuficiência tecnológica e a capacidade industrial não está ajudando a enfrentar seus maiores desafios: desemprego, consumo fraco e dependência das exportações — sem falar na crise imobiliária.

Oficialmente, a taxa de desemprego urbano na China está em 5%, excluindo os trabalhadores migrantes desempregados. Entre os jovens, o desemprego chega a 17%. Acredita-se que os números reais sejam muito mais altos. Só neste verão, mais de 12 milhões de formandos sairão das universidades chinesas em busca de trabalho.

Trump não estava errado ao dizer que fábricas estão fechando e pessoas estão perdendo seus empregos na China.

Em 2020, Li Keqiang, então primeiro-ministro, afirmou que o setor de comércio exterior, direta ou indiretamente, era responsável pelo emprego de 180 milhões de chineses. “Uma desaceleração no comércio exterior quase certamente afetará duramente o mercado de trabalho”, disse ele no início da pandemia. Tarifas podem ser ainda mais devastadoras.

Pequim minimiza os efeitos da guerra comercial, mas enquanto negociadores se reuniam com seus homólogos americanos no último fim de semana, o impacto era evidente. Em abril, as fábricas chinesas registraram a maior desaceleração mensal em mais de um ano, enquanto as exportações para os Estados Unidos caíram 21% em relação ao ano anterior.

Todo esse impacto econômico recairá sobre pessoas como um homem com quem conversei, de sobrenome Chen, ex-bibliotecário universitário em uma megacidade no sul da China. Ele pediu que eu não usasse seu nome completo nem dissesse onde mora, para proteger sua identidade das autoridades.

O Sr. Chen vive na China sombria. Parou de usar os famosos trens de alta velocidade porque custam cinco vezes mais do que o ônibus. Voar, muitas vezes, também sai mais barato.

Ele perdeu o emprego no ano passado porque a universidade — uma das melhores do país — estava enfrentando um déficit orçamentário. Muitas instituições estatais tiveram que demitir funcionários porque muitos governos locais, mesmo nas cidades mais ricas, estão profundamente endividados.

Como está na casa dos 30 anos, o Sr. Chen é considerado velho demais para a maioria das vagas. Ele e a esposa desistiram de comprar uma casa. Agora, com a guerra comercial, ele espera que a economia piore ainda mais e que suas perspectivas de trabalho sejam ainda mais sombrias.

“Passei a ser ainda mais cauteloso com os gastos”, disse ele. “Penso em cada centavo.”

Fonte: The New York Times




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Industria, Negócios

Raízen (RAIZ4): BTG elogia venda de uma das ‘piores usinas do portfólio’, mas vê longo caminho pela frente

Raízen (RAIZ4) acertou na última segunda-feira (12) a venda da usina de Leme para Ferrari Agroindústria S.A. e a Agromen Sementes Agrícolas Ltda por R$ 425 milhões.

Segundo o BTG Pactual, a venda está alinhada com a estratégia da nova direção da companhia de redução da dívida.

“A decisão de vender usinas de cana-de-açúcar, junto com outros ativos que, segundo relatos, também foram colocados à venda, faz parte disso. O senso de urgência já havia sido acionado e agora está se concretizando”, explicam Thiago Duarte, Guilherme Guttilla e Gustavo Fabris.

Os analistas apontam que o preço de venda não parece particularmente atraente à primeira vista e que mesmo assumindo que a usina esteja moendo apenas 1,5 milhão de toneladas de cana, isso implica um valor de EV/tonelada de apenas US$ 50. 

“Isso provavelmente representa menos da metade (ou talvez um terço) do custo de reposição de uma usina de cana-de-açúcar atualmente. Dito isso, acreditamos que a usina de Leme possivelmente está entre as de pior desempenho do portfólio da Raízen, o que significa que é muito melhor vendê-la do que permitir que continue drenando o caixa da empresa”.

No fim das contas, o banco acredita que múltiplo implícito da transação, em termos de resultado final, pode na verdade ter sido positivo para as ambições da Raízen de desalavancar seu balanço. Vale lembrar que a Raízen publica seus resultados hoje, referentes ao quarto trimestre da safra 2024/2025 (4T25).

RAIZ4: Comprar ou vender?

O BTG reforça que nos últimos 12 meses, incluindo esse acordo, a Raízen arrecadou aproximadamente R$ 1,6 bilhão com a venda de unidades de energia, ativos relacionados à cana-de-açúcar e uma participação em sua subsidiária de distribuição de combustíveis no Paraguai.

“Para uma empresa que deve encerrar o ano fiscal de 2025 com um endividamento líquido de R$ 33 bilhões — ou R$ 49 bilhões, se forem considerados o financiamento de fornecedores e os adiantamentos de clientes — será necessário fazer mais. Mas, obviamente, gostamos da direção que as coisas vêm tomando”.

Quanto ao desempenho dos ativos de cana-de-açúcar, os analistas reforçam que a empresa tem apresentado resultados abaixo do esperado há muitos anos, especialmente quando comparada aos concorrentes como São Martinho (SMTO3), Adecoagro Jalles (JALL3).

“Abrir mão de usinas com desempenho insatisfatório é algo que celebramos. A Raízen é uma tese de desalavancagem que precisa voltar ao básico após uma profunda reformulação na equipe de alta gestão e uma reavaliação das prioridades de crescimento e alocação de capital da companhia”.

O banco mantém sua recomendação de compra com preço-alvo de R$ 3,50 (potencial de alta de 92,31%), sob a crença de que mesmo uma pequena melhoria no perfil de geração de fluxo de caixa livre (FCF) pode destravar um aumento significativo no preço das ações.

Fonte: Money Times

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Nota de crédito da Argentina sobe, e Fitch aponta avanço na estabilização do país

A pontuação de crédito da Argentina foi elevada para ‘CCC+’ pela Fitch Ratings nesta segunda-feira (12). A agência de classificação de risco citou o reflexo do lançamento “de um novo programa do FMI e a importante liberalização do mercado de câmbio que reforçaram a liquidez externa e a durabilidade do programa de estabilização econômica do presidente Javier Milei“.

Em nota, a Fitch ressaltou que a recuperação econômica argentina e a desinflação superaram as expectativas e os desenvolvimentos aumentaram a capacidade do governo Milei de efetuar os pagamentos da dívida a curto prazo.

Apesar de a inflação do país ter subido para 3,7% em março após cinco meses abaixo dos 3%, a Fitch disse que a “liberalização cambial não parece ter representado um retrocesso para a inflação, pois não implicou em uma depreciação significativa e teve repasse limitado, pois é um regime mais sustentável que ajudou a acalmar o comportamento dos agentes formadores de preços”.

É esperado que a inflação da Argentina caia para abaixo de 2% até o quarto trimestre de 2025, segundo a agência.

A Fitch ressaltou ainda que as eleições legislativas de meio de mandato em outubro serão um ponto determinante para a dinâmica das reservas internacionais e do acesso ao mercado, já que são um teste do apoio do projeto econômico de Milei.

A agência afirma que a economia argentina vem se recuperando rapidamente e aumentando a renda real. As reformas microeconômicas e os esforços de desregulamentação, além de investimentos em energia e mineração, estão melhorando as perspectivas econômicas e, portanto, é esperada uma forte recuperação do PIB de 5,6% em 2025.

Fonte: CNN Brasil

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Evento, Industria, Negócios

Empresas brasileiras fecham negócios de US$ 15,9 milhões na Expomin 2025

Com uma delegação de 18 fabricantes, o Brasil protagonizou uma das maiores participações estrangeiras na mais importante feira de mineração da América Latina.

As empresas brasileiras que participaram da Expomin 2025 fecharam negócios no valor de US$ 15,9 milhões, entre vendas realizadas e previstas para os próximos 12 meses. O número representa um aumento de 37% em relação aos resultados de 2023, quando o montante alcançou US$ 11,6 milhões.

A participação foi coordenada pelo projeto Brazil Machinery Solutions (BMS), uma iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A delegação foi composta por 18 empresas, entre elas Açoforja, Antares Acoplamentos, AZ Armaturen, Balmer, BGL, BRG Mancais, Durit Brasil, ING Guindastes, Mademil Polias, Metal-Chek, Miba, Netzsch do Brasil, Prensso Máquinas, PROGT Industrial, Sampla do Brasil, SEMCO, Versátil Implementos e Vulkan. Esse número representa seis empresas a mais em comparação com a edição anterior e fez do grupo brasileiro um dos contingentes estrangeiros mais numerosos da feira.

Durante o evento, realizado entre os dias 22 e 25 de abril, em Santiago do Chile, o Pavilhão do Brasil foi inaugurado pelo Ministro-Conselheiro da Embaixada do Brasil no Chile, Hélio Franchini, e pelo chefe do Setor de Promoção Comercial (SECOM), Felipe Neves. Ambos os representantes também realizaram encontros estratégicos com empresas brasileiras para apoiar sua expansão na região andina.

“A histórica participação do Brasil na Expomin simboliza como a relação entre Brasil e Chile está cada vez mais forte, cada vez mais desenvolvida, e como surgem mais oportunidades para que empresas como as aqui representadas desenvolvam novos negócios”, afirmou Franchini.

A indústria brasileira cresce na região
A iniciativa faz parte da estratégia do Brazil Machinery Solutions para posicionar a indústria brasileira como competitiva e inovadora no setor de mineração latino-americano. O pavilhão recebeu visitantes principalmente do Chile, mas também do Peru, Argentina, Colômbia e Equador.

Patrícia Gomes, diretora executiva de Mercados Externos da ABIMAQ e gerente do programa BMS, destacou o potencial do mercado chileno. “Acreditamos firmemente no potencial do mercado chileno para as exportações brasileiras de máquinas e equipamentos para as indústrias de cimento e mineração. A qualidade da nossa produção, reconhecida internacionalmente, está totalmente alinhada com as exigências técnicas de mercados de alto nível como o chileno”, afirmou.

Em relação aos resultados, ela acrescentou que “os importantes resultados alcançados nesta edição da Expomin demonstram que o Brasil tem a tecnologia e a competitividade para ampliar sua presença na região e consolidar parcerias estratégicas com os principais atores da América Latina”.

A Expomin, reconhecida como a feira de mineração mais relevante da América Latina, reuniu nesta edição mais de 1.300 expositores de 35 países e recebeu 83.498 visitantes. Seu programa incluiu seminários, conferências técnicas e um espaço privilegiado para a geração de contatos comerciais em toda a cadeia de valor do setor mineral.

Até o momento, em 2024, o Chile ocupa o quarto lugar como destino das exportações brasileiras de máquinas para mineração, embora tenha registrado uma queda anual de 16,8%. As vendas totalizaram US$ 48 milhões, contra US$ 58 milhões no ano anterior. Quanto à composição da oferta exportadora, destacam-se produtos como partes de máquinas para processar minerais, máquinas para classificar e lavar substâncias minerais sólidas e redutores ou variadores de velocidade.

A presença brasileira na Expomin reforça o interesse do país em consolidar seu papel como fornecedor chave para a mineração latino-americana, em um contexto de crescente demanda por tecnologia e sustentabilidade operacional.

Fonte: SerIndustria




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Internacional, Investimento, Negócios

Empresas chinesas prometem investir R$ 27 bilhões no Brasil

Expectativa é de que haverá anúncios em áreas como combustível de aviação, automóveis e defesa

A Apex Brasil anunciou nesta segunda-feira (12) negócios empresariais de gigantes chinesas com o Brasil, nos setores de delivery e fast-food, entre outros, além do mercado de semicondutores.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, antecipou que os investimentos entre empresas em geral vão somar cerca de R$ 27 bilhões.

Os anúncios e planos de investimentos estão sendo divulgados durante o Seminário Empresarial Brasil-China, encerrado por Viana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na capital chinesa.

Líder no mercado de entregas na China, a Meituan vai entrar no Brasil para concorrer, principalmente, com o Ifood. A empresa anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões, em cinco anos.

Segundo dados do governo, a estimativa de é geração de 100 mil empregos indiretos, além da instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com 3 mil a 4 mil empregos diretos.

No Brasil, a empresa vai usar a marca Keeta, bandeira sob a qual já opera em Hong Kong e na Arábia Saudita.

A rede Mixue vai passar a comprar frutas do Brasil para fabricação dos sorvetes e bebidas geladas, como chás. A empresa é a maior rede de fast-food do mundo, com 45 mil lojas, à frente do Mc Donald’s.

A empresa vai iniciar operação no Brasil com capital de RS$ 3,2 bilhões e projeta 25 mil empregos até 2030.

No setor de tecnologia, a Longsys, por meio da subsidiária Zilia, anunciou no ano passado um plano de investimentos para 2024 e 2025 de R$ 650 milhões, nas plantas de fabricação de São Paulo e Manaus, que terão capacidade ampliada.

A Zilia tem participação nacional na fabricação de componentes para semicondutores e também dispositivos de memória, os circuitos integrados de memória DRAM e Flash.

A montadora GWM anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para ampliar operações no País e pretende exportar para América do Sul e México.

A GAC Motor anunciou a sua instalação em Goiás para fabricação de três modelos de carros, dois elétricos e um híbrido, e um plano de investimento de US$ 1,3 bilhão, como antecipou o Estadão.

A Envision planeja investimentos de até RS$ 5 bilhões num parque industrial para SAF e hidrogênio verde.

A CGN vai investir R$ 3 bilhões em um hub de energia renovável no Piauí, com foco em energia eólica, solar, e armazenamento de energia, com geração prevista de mais de 5 mil empregos na construção das unidades.

A Didi – controladora do aplicativo de transporte 99 taxi – também vai investir em serviço de entrega no Brasil e planeja construir cerca de 10 mil pontos de recarga para promover a eletrificação de veículos na frota nacional.

A Nortec Química formalizou parceria com chinesas e vai investir RS$ 350 milhões numa plataforma industrial.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Negócios

Em Nova York, Aguiar destaca potencial para SC aumentar negócios com os EUA

No SC Day, nesta segunda-feira, dia 12, o presidente da FIESC lembrou que a indústria catarinense tem produtos de valor agregado e pode aumentar as vendas externas

No SC Day, realizado nesta segunda-feira, dia 12, em Nova York, o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, disse que a indústria catarinense tem potencial para aumentar os negócios com os Estados Unidos. “Já temos uma importante relação comercial, mas podemos incrementá-la. Nosso estado é empreendedor e tem empresas inovadoras que produzem produtos de valor agregado”, afirmou, lembrando que o evento, promovido pelo governo catarinense, foi iniciativa fundamental que trará frutos para o estado. 

No ano passado, os Estados Unidos foram o principal destino das exportações catarinenses, que totalizaram US$ 1,7 bilhão. Entre os produtos de alta e média alta intensidade tecnológica embarcados para os EUA estão motores elétricos (US$ 193,2 milhões), partes de motor (US$ 182,6 milhões), partes de acessórios para veículos (US$ 74,8 milhões) e compressores de ar (US$ 39,8 milhões).

Em sua apresentação, Aguiar salientou que Santa Catarina é o estado mais inovador do país e o segundo mais competitivo do Brasil. Também tem a maior quantidade de patentes de inovação per capita e tem duas entre as três melhores cidades do Brasil para empreender — Florianópolis e Joinville.

O presidente da FIESC também chamou a atenção para a importância dos investimentos em infraestrutura de transportes tendo em vista o crescimento catarinense: de 2010 para 2024, o PIB do estado teve uma expansão de 52,8%. No mesmo período, a população cresceu 21,8% e a frota de veículos teve alta de 88,6%.

Fonte: FIESC

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Comércio, Internacional, Mercado Internacional

Nos EUA, secretária do MDIC defende aprofundamento de laços comerciais

Em plenária do Conselho Empresarial Brasil-EUA, Tatiana Prazeres destaca importância estratégica da parceria entre os dois países

O diálogo permanente com os EUA e a importância estratégica daquele país como principal parceiro econômico do Brasil – considerando bens, serviços e investimentos – foram destaques da fala da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante reunião plenária anual do Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos, realizada Washington D.C. (EUA) nesta sexta-feira (9/5).

“Os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras de produtos industrializados. O Brasil valoriza essa relação mutuamente benéfica e trabalha para aprofundar ainda mais os laços comerciais e industriais entre os dois países”, afirmou.

 O evento foi promovido pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), reunindo altos executivos de empresas, presidentes de associações setoriais e autoridades governamentais de ambos os países.

Do lado americano participaram representantes do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, Departamento de Energia, Departamento de Estado. A Embaixada do Brasil em Washington também este acompanhou o evento.

A programação do encontro contou com painéis sobre políticas públicas, soluções empresariais e perspectivas de investimentos no cenário bilateral.

Tatiana participou do painel “Uma Nova Era de Comércio e Integração Econômica”. Em sua fala, ela reforçou que o governo brasileiro tem mantido diálogo técnico e político contínuo com as autoridades norte-americanas, ressaltando elementos centrais da relação bilateral, como o baixo nível tarifário médio aplicado pelo Brasil (2,73%) e o superávit comercial mantido pelos EUA nesse intercâmbio.

A secretária também destacou o papel do setor privado. “A cooperação com as empresas é essencial para o fortalecimento do fluxo comercial e a identificação de novas oportunidades”, disse.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Gestão, Internacional, Negócios

Jorginho apresenta SC nos EUA e Marilisa assume o governo

Governador busca atrair investimentos e negócios para o estado

Marilisa Boehm estará a frente do governo de Santa Catarina nos próximos dias até 17 de maio. O cargo foi transmitido à vice pelo governador Jorginho Mello, em ato na última sexta-feira (9) na Casa d’Agronômica, em Florianópolis. No período, Jorginho estará em Nova York e Washington, nos Estados Unidos, em uma missão de apresentação da economia catarinense para investidores estrangeiros.

Acompanham o governador, os secretários Cleverson Siewert (Fazenda), Paulo Borhausen (Articulação Internacional), Beto Martins (Portos, Aeroportos e Ferrovias), o diretor de atração de investimentos da Invest SC, Rodrigo Prisco, e lideranças empresariais catarinenses.

A agenda na América do Norte inicia nessa segunda-feira (12), quando a comitiva de Santa Catarina, liderada por Jorginho, estará no SC Day in New York, durante a tradicional Brazilian Week, e em reuniões no Banco Mundial e outras instituições.

O SC Day é um evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado (FIESC) e pelo governo de Santa Catarina, com o objetivo de promover a indústria catarinense e atrair investimentos, negócios e conhecimento em diferentes países e mercados.

Esta é a quinta vez que Marilisa assume o Governo. A primeira foi no início de dezembro de 2023, quando Jorginho Mello viajou em missão oficial para a Argentina, onde tratou, em Buenos Aires, de assuntos de interesse do estado e participou da posse do presidente eleito Javier Milei.

Em 17 de fevereiro de 2024 a vice voltou a assumir o cargo por uma semana, enquanto o governador realizou uma missão oficial em Dubai, nos Emirados Árabes. Em setembro ela ocupou o cargo durante a licença não remunerada de Jorginho.

Mais recentemente, no dia 17 de novembro do ano passado, ela ficou à frente do comando do estado durante a ida do governador para Santiago, no Chile, para participar do SC Day, com objetivo de ampliar a relação comercial entre Santa Catarina e aquele país.

Fonte: Guararema News

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Economia, Inovação, Tecnologia

Alberta e Saskatchewan: polos de tecnologia e crescimento econômico para empresas brasileiras

O Canadá continua a se destacar como um dos principais polos de inovação e crescimento econômico global. Os estados de Alberta e Saskatchewan, anteriormente conhecidos por suas vastas paisagens e diversidades de recursos naturais, são exemplos marcantes dentro do país: ambos estão se reinventando e despontando como protagonistas na construção de base tecnológica robusta, geração de empregos e regionalização dos seus mercados

Consequentemente, têm atraído investimentos internacionais e se caracterizado como “novos destinos” de empresas que buscam expandir seus negócios na América do Norte.  

Base tecnológica: promovendo crescimento em Alberta e Saskatchewan

A base tecnológica de Alberta e Saskatchewan é marcada por investimentos em infraestrutura digital, centros de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) e capital humano em universidades de excelência. Os resultados são: surgimento de startups e empresas inovadoras, compartilhamento de conhecimento e nova era de oportunidades de empregos qualificados. 

Essa identidade local gera uma rede colaborativa que moderniza a economia e, principalmente, impulsiona a sustentabilidade financeira e a competitividade nos setores público e privado dos dois estados.

Além disso, o governo canadense tem implementado políticas de incentivo à inovação para empresas que investem em P&D, com programas de financiamento, subsídios e benefícios fiscais. 

Ao incentivar a criação de polos regionais, é possível “democratizar os benefícios da inovação”. Assim, evitamos tanto a concentração de oportunidades apenas nos grandes centros urbanos, como a dependência dos setores tradicionais (exemplos: exploração de petróleo e a agricultura).

A transformação tecnológica também tem impactos sociais, pois contribui para melhoria na qualidade de vida da população e para o desenvolvimento de soluções essenciais para os desafios da sociedade.

Alberta: referência em Inteligência Artificial

O estado de Alberta, tradicionalmente conhecido por sua indústria de energia, está passando por uma transformação digital. A previsão é ter mais de C$ 3 bilhões investidos em tecnologia limpa e Inteligência Artificial (IA) até 2027. Nesse sentido, cidades como Edmonton e Calgary estão se posicionando como centros de inovação, tanto o Edmonton Research Park e o Calgary’s Center of Innovation abrigam startups promissoras em energia sustentável, blockchain e biotecnologia. 

O ecossistema de IA também é composto pela University of Alberta e pelo Alberta Machine Intelligence Institute (AMII).

Além disso, Alberta lidera iniciativas de energia limpa que buscam soluções inovadoras para os desafios ambientais. O destaque é a Carbon Capture and Storage (CCS), tecnologia que reduz emissão de carbono na extração de recursos naturais. 
Empresas como Suncor e Canadian Natural Resources estão colaborando com startups locais para modernizar a indústria de óleo e gás.

Saskatchewan: referência em tecnologia agrícola e mineração inteligente

O estado de Saskatchewan, por sua vez, se destaca no setor de AgriTech, combinando agricultura de precisão com tecnologia de Big Data. Assim, é possível aperfeiçoar a produtividade agrícola e promover a sustentabilidade com redução do impacto no meio ambiente. 

Sendo responsável pela produção de 28% dos grãos e de 54% da safra de trigo do Canadá, a província se destaca pela utilização de drones, sensores, Internet das Coisas (IoT) e Machine Learning para otimizar toda a cadeia produtiva. 
Vecima Networks e Saskatchewan Research Council são exemplos de empresas locais pioneiras em soluções para agricultura sustentável.

Na mineração, Saskatchewan é líder no Canadá em atração de investimentos e tem a maior indústria de potássio do mundo, respondendo por 35% da produção global.  A liderança contribuiu para uma forte atuação da International Minerals Innovation Institute (IMII), que conecta startups a diversas empresas mineradoras no intuito de desenvolver soluções inovadoras.
Esse ecossistema de Agritech também é composto pela University of Saskatchewan e pelo Innovation Place.

Geração de empregos: oportunidades em setores emergentes

A diversificação das economias de Alberta e Saskatchewan contribui diretamente para a capacitação profissional e o aumento das oportunidades de emprego. Prova disso é que estes são os estados com maior índice de empregabilidade no Canadá: 64% em Alberta e 63,2% em Saskatchewan (dados de fevereiro/2025).

Em Alberta, o momento de inovação está atraindo profissionais de diversas áreas. Já em Saskatchewan, a integração de tecnologias no setor agrícola está gerando demanda por especialistas em tecnologia aplicada, engenharia agrícola e análise de dados. 

Os bons índices da contratação de profissionais, incluindo brasileiros, são impulsionados por programas de desenvolvimento do mercado de trabalho nos dois estados: 

  • Alberta Advantage Immigration Program
  • Saskatchewan Immigrant Nominee Program 
  • Sask Polytech

Outro fator importante é o crescente número de parcerias entre o setor privado e instituições de ensino, que oferecem formação técnica e cursos de especialização para adaptação às demandas tecnológicas.

Essa convergência entre tecnologia e educação impacta positivamente na retenção de talentos na região, evitando que os trabalhadores queiram migrar para outras localidades em busca de emprego.

Isso representa uma excelente oportunidade para empresas brasileiras que desejam expandir suas equipes com acesso a talentos de nível internacional.

Regionalização: infraestrutura que liga todo o Canadá

Alberta e Saskatchewan são estados que priorizam a infraestrutura regional

Por exemplo, o Calgary-Edmonton Corridor, região mais urbanizada de Alberta que cobre uma distância de aproximadamente 400 km, destaca-se pelo sistema rodoviário avançado. Esse sistema inclui 12 vias que facilitam o transporte de pessoas e produtos pelo estado, além de uma rede de corredores que suporta a grande movimentação diária de cargas.

O Global Transportation Hub (GTH), localizado na cidade de Regina (Saskatchewan), é posicionado como um importante centro de distribuição não apenas do Canadá, mas de toda América do Norte. O fato de 75% da produção de Saskatchewan ser exportada para todo o mundo torna o GTH um ponto logístico estratégico para as indústrias locais e, consequentemente, para a economia do país.

Memorandos de Entendimento (MOUs) da CCBC com Alberta

A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) desempenha um papel fundamental na facilitação de investimentos entre o Brasil e o Canadá. Um exemplo dessa atuação é a formalização de três MOUs da CCBC com empresas de Alberta.

O primeiro MOU foi firmado com a Invest Alberta, voltado para cooperação e organização conjunta de missões, eventos e projetos que podem identificar e viabilizar oportunidades de fortalecimento do intercâmbio entre Brasil e Alberta – especialmente nas áreas de negócios, investimentos, tecnologia e cultura.

Outro MOU é com a Edmonton Unlimited, agência de inovação da cidade de Edmonton, que vai elevar de forma colaborativa a inovação e internacionalização para empresas no Canadá e no Brasil. Por meio da parceria, a Edmonton Unlimited estende seus programas, atividades e espaço para startups brasileiras hospedadas no Brasil Hub em Edmonton (Alberta). 

Já o terceiro MOU foi firmado com o movimento Alberta IoT Association (Alberta IoT), com foco em estreitar relações entre os setores de tecnologia de Alberta e do Brasil. Como parte da colaboração, os membros da Alberta IoT têm acesso exclusivo ao Canadá Hub localizado em São Paulo (Brasil), e ao Brasil Hub, participando do Programa Start-up Visa da Alberta IoT. 

Os dois MOUs fazem da CCBC uma ponte entre os mercados brasileiro e canadense, de modo a promover oportunidades de negócios ao conectar empresas brasileiras a centros tecnológicos e redes de investimento no Canadá. 

Oportunidades para empresas brasileiras em Alberta e Saskatchewan 

O investimento em educação, a criação de ambientes colaborativos e o fortalecimento das parcerias público-privadas são pontos essenciais para a consolidação de uma economia inovadora e sustentável em Alberta e Saskatchewan. Por isso, as empresas brasileiras podem se beneficiar das oportunidades oferecidas em ambos os estados.

A CCBC possui mais de 45 anos de experiência em mediação comercial entre Brasil e Canadá, com expertise para auxiliar sua empresa em todas as etapas da internacionalização — desde análise de mercado até conexões estratégicas.

Fonte: Câmara de Comércio Brasil-Canadá

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China injeta estímulo monetário antes de reunião com os EUA sobre comércio

O Banco central da China cortará suas taxas de juros e fará uma grande injeção de liquidez, conforme intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial

Autoridades chinesas anunciaram nesta quarta-feira (7) uma série de medidas de estímulo, incluindo cortes nas taxas de juros e uma grande injeção de liquidez, conforme Pequim intensifica os esforços para amenizar os danos econômicos causados pela guerra comercial com os Estados Unidos.

Os anúncios foram feitos logo depois que autoridades norte-americanas e chinesas disseram que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o negociador-chefe de comércio, Jamieson Greer, irão se reunir neste fim de semana com a principal autoridade econômica da China, He Lifeng, na Suíça, para conversações.

As negociações serão a primeira oportunidade para os dois lados diminuírem as tensões comerciais, que agitaram os mercados globais e abalaram as cadeias de suprimentos.

A economia chinesa já está sentindo os efeitos das tarifas de três dígitos, com dados da semana passada mostrando que a atividade industrial contraiu em abril no ritmo mais rápido em 16 meses.

As preocupações têm aumentado em relação ao impacto que as tarifas terão sobre o mercado de trabalho e sobre as já fortes pressões deflacionárias na China, uma vez que os exportadores perdem seu maior cliente.

“A economia doméstica deve estar forte o suficiente antes que (a China) inicie qualquer negociação comercial prolongada”, disse Xing Zhaopeng, estrategista sênior da China no ANZ, sobre as medidas de estímulo desta quarta-feira.

O banco central da China reduzirá o custo de empréstimo de seus acordos de recompra reversa de sete dias, sua taxa de juros de referência, em 10 pontos-base, para 1,40%, a partir de 8 de maio. Outras taxas de juros cairão de acordo com a taxa básica.

O montante de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, conhecido como taxa de compulsório, também será reduzido em 50 pontos-base a partir de 15 de maio, levando o nível médio para 6,2%.

O presidente do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, disse em uma coletiva de imprensa que o primeiro corte do compulsório desde setembro do ano passado liberará 1 trilhão de iuanes (US$ 138 bilhões) em liquidez.

No mesmo evento, o presidente da Comissão Reguladora de Títulos e Valores Mobiliários da China, Wu Qing, disse que as autoridades ajudarão empresas listadas afetadas pelas tarifas a enfrentar as dificuldades.

Li Yunze, chefe da Administração Nacional de Regulamentação Financeira, disse que Pequim expandirá um esquema piloto que permite que as companhias de seguros invistam nos mercados de ações mais 60 bilhões de iuanes (US$ 8,31 bilhões).

Além disso, Pan disse que o banco central criará mecanismos de empréstimo de baixo custo para a compra de títulos relacionados a tecnologia e para investimentos em cuidados com idosos e consumo de serviços. Ferramentas similares existentes para apoiar a agricultura e as pequenas empresas serão aprimoradas, disse Pan.

O banco central também vai reduzir os custos de hipoteca para alguns compradores.

As autoridades vinham sinalizando movimentos de afrouxamento da política monetária desde o final de 2024, mas evitaram adotá-las enquanto o iuan estava sob pressão, temendo saídas de capital, disseram analistas.

Um iuan ligeiramente mais forte nos últimos dias pode ter dado uma abertura ao banco central.

“Um dólar mais fraco certamente dá à China mais espaço para fazer ajustes monetários”, disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

“Não tenho expectativas muito altas em relação ao impacto dessas medidas sobre o crédito”, disse Xu, mas acrescentou que elas “injetam confiança renovada, o que dará suporte ao mercado de ações”.

Fonte: CNN Brasil

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