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Incêndio no navio HMM Platinum ameaça cargas destinadas a quatro portos brasileiros

O incêndio a bordo do porta-contêineres HMM Platinum provocou uma mudança de rota na viagem entre a Índia e o Brasil e acendeu um alerta para importadores e responsáveis pelas mercadorias transportadas. A embarcação, que levava aproximadamente 2.300 contêineres, desviou o trajeto em direção à África do Sul para buscar um porto de refúgio. A viagem previa escalas em Santos (SP), Paranaguá (PR), Navegantes (SC) e Rio Grande (RS).

O episódio ocorreu entre o fim de setembro e o início de outubro de 2026, mas os comunicados disponíveis não especificam a data exata nem esclarecem as causas do incêndio.

Incêndio no HMM Platinum altera rota entre Índia e Brasil

O navio saiu do porto de Kattupalli, na Índia, com destino ao porto de Santos. Durante a travessia, o incêndio a bordo levou à alteração do itinerário e à busca por um local seguro para a embarcação.

A escolha de um porto de refúgio permite que um navio com avarias receba assistência, passe por inspeções e, quando necessário, tenha reparos realizados ou parte da carga descarregada antes de retomar a viagem.

Inicialmente, Durban foi apontada como possível destino do desvio. No entanto, uma atualização posterior indicou que a embarcação procurava outra alternativa e mencionou Port Elizabeth, atualmente chamada de Gqeberha, também na África do Sul.

Embora uma previsão anterior indicasse a chegada a Durban em 8 de outubro, não há confirmação de que o navio tenha atracado naquele porto. Até o momento, as informações disponíveis também não estabelecem uma nova previsão para a chegada aos terminais brasileiros.

Avaria Grossa pode elevar custos para os importadores

Em atualização divulgada em 8 de outubro, o W.E. Cox Claims Group informou que profissionais de salvamento da empresa SMIT foram contratados por meio do Lloyd’s Open Form (LOF), modalidade de contrato utilizada em operações de salvamento marítimo.

Esse modelo permite iniciar os trabalhos de assistência sem definir previamente o valor final da remuneração, que poderá ser estabelecido posteriormente por arbitragem.

O comunicado também apontou a possibilidade de danos expressivos e indicou que uma declaração de Avaria Grossa é provável. Até aquela atualização, porém, não havia confirmação formal da medida.

A diferença entre os dois procedimentos é importante para os proprietários das mercadorias. Enquanto a contratação da equipe de salvamento já foi comunicada, a Avaria Grossa permanece como uma possibilidade.

Se formalizada, a declaração poderá obrigar os donos de todas as cargas envolvidas a contribuir proporcionalmente para os custos extraordinários do salvamento e de outras despesas elegíveis. Isso significa que mesmo mercadorias não atingidas diretamente pelo fogo poderão gerar obrigações financeiras para seus proprietários.

Os comunicados não informam os valores das garantias exigidas, nem apresentam prazos para a liberação ou o reembarque dos contêineres.

Durban ou Gqeberha: destino do navio ainda é incerto

A definição do porto de refúgio é uma das principais questões pendentes. Durban apareceu inicialmente nos informes como destino provável, mas a atualização mais recente citou Gqeberha como alternativa.

Sem a confirmação da atracação e das condições da embarcação, ainda não é possível estabelecer quando as operações de inspeção, avaliação das mercadorias e eventual retomada da viagem poderão ocorrer.

A indefinição também afeta o planejamento logístico das empresas que aguardam produtos nos portos de Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande. Como não foi divulgada uma programação revisada das escalas, não há base suficiente para calcular novas datas de chegada.

O que os donos de carga devem fazer neste momento

O W.E. Cox Claims Group informou que poderão ser exigidas garantias de salvamento antes do reembarque das mercadorias ou de sua liberação no destino. Caso a Avaria Grossa seja declarada, os responsáveis pelas cargas também poderão precisar apresentar garantias específicas relacionadas a esse procedimento.

Diante desse cenário, os importadores e demais proprietários das mercadorias devem acompanhar as atualizações e verificar quais medidas são necessárias para evitar atrasos adicionais na retirada dos contêineres.

A corretora solicitou que os clientes com cargas transportadas pelo HMM Platinum entrem em contato para receber orientações sobre os próximos passos.

Outra recomendação é comunicar preventivamente a seguradora responsável pelo seguro de transporte internacional. O aviso permite que a companhia acompanhe o caso e oriente o segurado sobre a documentação e os procedimentos aplicáveis.

Empresas que dependem das mercadorias para abastecer linhas de produção ou cumprir compromissos comerciais também devem avaliar alternativas logísticas e conversar com fornecedores e clientes sobre possíveis impactos nos prazos de entrega.

Avaliação dos danos depende de inspeções no navio

A dimensão dos prejuízos ainda não foi determinada. Além dos danos provocados diretamente pelas chamas, as mercadorias podem apresentar avarias causadas pela fumaça ou pela água empregada no combate ao incêndio.

A identificação dos contêineres afetados e a avaliação das perdas dependerão da inspeção da embarcação e da análise das cargas. Até o momento, não foram divulgadas informações que permitam identificar quais unidades sofreram danos.

Esse levantamento será importante para definir as medidas necessárias à recuperação das mercadorias, à eventual apresentação de reclamações de seguro e à apuração dos prejuízos financeiros.

Características do navio HMM Platinum

Construído em 2013 e registrado sob a bandeira da Libéria, o HMM Platinum possui o número de identificação marítima IMO 9637155.

A embarcação tem capacidade nominal para 5.593 TEUs, sigla utilizada no transporte marítimo para representar unidades equivalentes a contêineres de 20 pés.

Essa capacidade não deve ser confundida com a quantidade de carga transportada na viagem em questão, estimada em cerca de 2.300 contêineres.

Impactos do incêndio para o comércio exterior brasileiro

O caso do HMM Platinum evidencia como um incidente marítimo pode afetar não apenas as mercadorias diretamente danificadas, mas também empresas cujos contêineres permaneçam intactos.

Se houver declaração de Avaria Grossa, os proprietários das cargas poderão ter de apresentar garantias financeiras e contribuir para despesas elegíveis de salvamento antes de receber suas mercadorias. A situação pode comprometer o fluxo de caixa dos importadores e ampliar os custos da operação.

A contratação dos salvadores da SMIT e a adoção do Lloyd’s Open Form já foram informadas pelo W.E. Cox Claims Group. Entretanto, os valores envolvidos, a extensão dos danos e as condições para a liberação das mercadorias continuam sem definição.

No campo logístico, a falta de confirmação sobre o porto de refúgio e a ausência de um cronograma atualizado impedem estimativas confiáveis para as escalas no Brasil. Por isso, empresas com cargas a bordo precisam manter contato com seus agentes de carga, corretores e seguradoras.

O episódio também reforça a importância do seguro de transporte de cargas e do acompanhamento das ocorrências durante o trânsito internacional. Mesmo quando uma mercadoria não sofre danos diretos, sua liberação pode depender de exigências financeiras decorrentes de um incidente marítimo.

Até que sejam concluídas as inspeções e divulgadas novas informações, permanecem indefinidos o alcance dos prejuízos, os custos envolvidos e o prazo para a retomada do itinerário do HMM Platinum rumo aos portos brasileiros.

FONTE: Painel Político
TEXTO: Redação
IMAGEM: Robert Bortolin

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Portos

Neblina interdita canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, que opera com restrições

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que, na noite de sábado (26), o canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes teve sua impraticabilidade total declarada pela Autoridade Marítima, às 23h05, em razão da forte neblina e da consequente redução da visibilidade abaixo dos limites de segurança estabelecidos.

Com a melhora das condições de visibilidade, o canal foi reaberto às 00h17 deste domingo (27), permanecendo, contudo, com restrições em razão da correnteza.

Para este domingo (27), estão previstas as seguintes manobras:

21h – MSC INIYA V: saída do berço JBS 2;

22h – MSC BIANCA: mudança de berço;

23h – LOG-IN JATOBÁ: entrada, com destino ao berço PNAVE 02.

A Superintendência do Porto de Itajaí segue acompanhando as condições do canal e mantendo contato permanente com a Autoridade Marítima, visando garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações portuárias.

FONTE: Porto de Itajaí

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Portos

Canal de acesso aos portos de Itajaí permanece fechado devido à forte correnteza

O canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes está impraticável desde as 20h58 de segunda-feira (21), por determinação da Capitania dos Portos. A medida foi adotada após avaliações identificarem que a intensidade da correnteza ultrapassou os limites considerados seguros para a navegação, em meio às condições de mau tempo na região.

Com a interdição, as operações de entrada e saída de embarcações estão temporariamente suspensas.

A Superintendência do Porto de Itajaí e a Autoridade Marítima seguem acompanhando as condições hidrodinâmicas do rio. A liberação do canal ocorrerá somente quando houver condições seguras para a realização das manobras.

As atualizações sobre a situação do canal e as condições de navegação podem ser acompanhadas em tempo real no site da Praticagem de Itajaí.

Texto e imagem: ReConecta News

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Portos

Canal de navegação de Itajaí e Navegantes enfrenta assoreamento e restrições

O canal de navegação do complexo portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina, segue sob atenção devido ao avanço do assoreamento, que tem limitado a capacidade de operação dos navios. O cenário é agravado pelas condições hidrológicas adversas registradas na região, dificultando a previsão de quando o canal poderá voltar a operar de forma integral e com profundidade estável.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, em declaração ao jornal A Tribuna, ainda não é possível estabelecer um prazo para a normalização completa das operações. A elevação da sedimentação está associada à ocorrência de chuvas intensas e ao aumento significativo da vazão do Rio Itajaí-Açu, fatores que ampliam o volume de sedimentos transportados e depositados no acesso aquaviário.

Nas últimas semanas, a correnteza chegou a superar os limites considerados seguros para a navegação, provocando interrupções temporárias no tráfego de embarcações.

Navegação segue, mas navios operam com restrições

Apesar do quadro hidrológico excepcional, Pereira afirma que a navegabilidade do canal permanece garantida dentro dos critérios de segurança definidos pela Autoridade Marítima.

Na prática, porém, os navios não conseguem utilizar toda a capacidade de carga. A limitação de calado reduz o volume transportado pelas embarcações e gera impactos econômicos para as operações do complexo portuário e para a cadeia de comércio exterior.

Novos parâmetros de profundidade foram definidos

A Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (DelItajaí), vinculada à Marinha do Brasil, atualizou os parâmetros de profundidade do canal em 1º de setembro.

Conforme informado pelo superintendente do Porto de Itajaí, as restrições anteriores baseadas no Fator de Ajuste de Calado foram substituídas por novos critérios estabelecidos pela Autoridade Marítima. A DelItajaí não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem.

Os limites atualmente estabelecidos são:

  • 12,9 metros no canal externo;
  • 12,5 metros no canal interno;
  • 12,2 metros na Bacia de Evolução 1;
  • 12,6 metros na Bacia de Evolução 2.

Os parâmetros foram definidos a partir das condições observadas no canal e dos levantamentos batimétricos realizados no período.

Dragagem retirou mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos

Entre 30 de julho e 10 de setembro, foi realizada uma nova campanha de dragagem com a draga de sucção Utrecht. Na sequência, foram executadas novas batimetrias para verificar as condições do canal.

De acordo com Pereira, mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados durante a operação.

Os novos levantamentos deverão ser encaminhados à Autoridade Marítima assim que forem recebidos pela Superintendência do Porto de Itajaí. A partir dos resultados, poderão ser avaliados eventuais ajustes nos parâmetros de navegação atualmente em vigor.

Setor pede novas ações para recuperar a capacidade operacional

Para Fábio Lavor, diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), a dragagem foi uma medida relevante, mas insuficiente diante do cenário atual.

A entidade defende a continuidade das intervenções, incluindo novas dragagens, levantamentos batimétricos e monitoramento ambiental. Também considera necessário acompanhar de forma permanente as condições do canal.

O Centronave afirma que vem alertando as autoridades sobre o problema desde novembro do ano passado. Segundo Lavor, alterações na profundidade do acesso aquaviário podem reduzir diretamente a capacidade de transporte dos navios e provocar reflexos em toda a cadeia de comércio exterior.

Novas limitações, na avaliação da entidade, podem comprometer a eficiência das operações e afetar empresas dos setores portuário e de navegação.

Porto de Itajaí contrata sistema de monitoramento permanente

Como parte das medidas para acompanhar o cenário, o Porto de Itajaí contratou emergencialmente, sem licitação, uma empresa para implantar e operar um sistema permanente de monitoramento hidrodinâmico e meteorológico do canal.

O contrato foi firmado na última segunda-feira com a UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia. O prazo máximo é de 180 dias, sem possibilidade de prorrogação, e o valor contratado é de R$ 4.488.230,43.

O sistema deverá funcionar 24 horas por dia, em tempo real, acompanhando fatores que interferem diretamente na segurança da navegação. Entre os parâmetros monitorados estão correntes, marés, ondas, ventos, visibilidade e volume de chuva.

A estrutura será composta por quatro estações físicas e dois pontos de modelagem numérica. O monitoramento abrangerá aproximadamente 9,3 quilômetros do acesso aquaviário do complexo portuário.

As informações deverão auxiliar na tomada de decisões sobre as condições de acesso e sobre as manobras dos navios que chegam e saem de Itajaí e Navegantes.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maurício Martins/AT

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Portos

Porto de Itajaí avança em estudos para remoção do Pallas e aprofundamento do canal

O Porto de Itajaí entra na etapa final dos estudos técnicos que vão definir como será feita a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado há 133 anos no rio Itajaí-Açu. O procedimento é considerado estratégico para o futuro do Complexo Portuário de Itajaí e para os projetos de aprofundamento do canal de acesso.

Nesta quarta-feira (12), às 10h, será realizado um mergulho técnico para vistoriar, conferir e registrar as condições atuais da embarcação submersa. A atividade integra o trabalho desenvolvido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) em parceria com a Superintendência do Porto de Itajaí.

Mergulho técnico será a última etapa de campo

O mergulho está previsto para ocorrer conforme as condições climáticas e de navegabilidade. A atividade representa a última etapa de campo dos estudos necessários para estabelecer a metodologia de remoção dos destroços.

A expectativa é de que os levantamentos técnicos sejam concluídos ainda neste mês. O trabalho é coordenado pelo professor Jules Soto, diretor do Museu Oceanográfico da Univali e pesquisador que já participou de estudos científicos relacionados ao naufrágio.

O convênio entre a universidade e o Porto de Itajaí prevê investimento de R$ 310 mil. Entre os procedimentos estão inspeções subaquáticas, mergulhos técnicos, sondagens e análises estruturais da embarcação.

Retirada do Pallas é necessária para aprofundar o canal

Os destroços do Pallas estão entre as boias 9 e 11, nas proximidades da Bacia de Evolução nº 2 e junto ao molhe norte, no lado de Navegantes.

Atualmente, a presença da embarcação impede o avanço do aprofundamento do canal naquela região para 16 metros, tornando-se uma restrição para futuras ampliações da capacidade operacional do complexo.

A retirada do navio também permitirá avançar na adequação da Bacia de Evolução nº 2, que tem projeto para atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação deverá proporcionar melhores condições para as manobras e possibilitar a operação de navios de maior porte.

A remoção completa do casco tem custo estimado em aproximadamente R$ 23 milhões, com previsão de participação de recursos do governo federal.

Porto de Itajaí busca ampliar capacidade e competitividade

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a retirada do Pallas representa uma ação importante para preparar o complexo para o crescimento da atividade portuária.

“A remoção do Pallas é uma etapa estratégica para o futuro do Complexo Portuário. Estamos eliminando um obstáculo histórico para avançar no aprofundamento do canal, receber navios de maior porte e aumentar a nossa competitividade”, afirma.

Segundo Pereira, a iniciativa também sinaliza ao mercado a preparação da estrutura portuária para novos investimentos e para a expansão das operações.

Com a retirada dos destroços, um dos principais obstáculos físicos ao aprofundamento do canal de acesso será eliminado. A medida poderá contribuir para aumentar a capacidade de receber grandes embarcações, melhorar a segurança da navegação e fortalecer a posição do Complexo Portuário de Itajaí no cenário nacional.

Pallas naufragou em 1893

Construído na Inglaterra em 1891, o Pallas fazia o transporte de cargas e passageiros entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Itajaí.

O naufrágio ocorreu em 23 de outubro de 1893, na região do Pontal da Barra de Itajaí, atualmente pertencente a Navegantes, durante a Revolta da Armada.

Segundo registros históricos, o navio entrou no canal do rio Itajaí-Açu durante a noite e acabou atingindo pedras submersas nas proximidades do atual molhe norte. A colisão provocou o afundamento da embarcação.

Os restos do Pallas permaneceram submersos por mais de um século. A estrutura foi novamente identificada em 2017, durante trabalhos de dragagem relacionados à implantação da nova bacia de evolução.

Levantamentos realizados posteriormente indicaram que o navio está partido ao meio. Estruturas metálicas e fragmentos de madeira permanecem espalhados pelo leito do rio.

Desde então, os destroços passaram a ser considerados uma limitação para projetos de expansão da infraestrutura aquaviária do Complexo Portuário.

Remoção pode abrir caminho para novos projetos

Após mais de um século submerso, o Pallas se aproxima de uma nova etapa de sua história. A conclusão dos estudos entre o Porto de Itajaí e a Univali deverá permitir a definição da estratégia para a retirada definitiva da embarcação.

A expectativa é que a remoção elimine um obstáculo histórico à expansão da infraestrutura e permita avançar nos projetos de aprofundamento do canal, ampliação da bacia de evolução e preparação do complexo para atender à nova geração de grandes navios.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Portos

Portonave amplia frota com novos guindastes elétricos e reforça investimentos em descarbonização

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), deu mais um passo no plano de modernização ao receber os primeiros sete guindastes elétricos e-RTG (Rubber Tyred Gantry) de um lote de 14 equipamentos previstos para 2026. A chegada das novas máquinas fortalece a estratégia de descarbonização, amplia a capacidade operacional do terminal e prepara a estrutura para atender navios de maior porte.

Com cerca de 28 metros de altura e 156 toneladas cada, os equipamentos são totalmente elétricos, dispensando motores a combustão. A expectativa é que as primeiras unidades iniciem operação em agosto, enquanto os demais guindastes devem chegar até o fim de julho e entrar em funcionamento no início de setembro.

Os novos guindastes partiram de Dalian, na China, transportados por um navio da companhia Cosco em uma viagem de aproximadamente 20 mil quilômetros. O processo de desembarque começou logo após a atracação da embarcação e deve ser concluído em cerca de um dia e meio de trabalho, período necessário para a transferência segura dos equipamentos até o cais.

Tecnologia aumenta eficiência e segurança nas operações

Os e-RTGs são responsáveis pela movimentação, organização e empilhamento de contêineres no pátio do terminal, além de realizarem a transferência das cargas entre caminhões e áreas de armazenagem.

Fabricados pela Konecranes, com projeto desenvolvido na Finlândia e produção na China, os equipamentos possuem capacidade para movimentar até 41 toneladas e operar com pilhas de até sete contêineres. Na Portonave, por questões de segurança operacional, o empilhamento é limitado a cinco unidades.

Entre os recursos tecnológicos embarcados estão sensores anticolisão, sistema eletrônico de controle do balanço da carga, frenagem automática durante a elevação, lubrificação automatizada e monitoramento do peso dos contêineres em tempo real, permitindo maior precisão e segurança durante as operações.

Frota elétrica reduz emissões e amplia compromisso ambiental

Os novos equipamentos chegam preparados para operar no sistema de eletrificação já existente no terminal, utilizando alimentação por baterias. A infraestrutura elétrica da Portonave foi implantada em 2016, quando os antigos RTGs movidos a diesel passaram por conversão para operação elétrica. Desde então, a empresa informa que houve redução de aproximadamente 96,5% na emissão de gases poluentes desses equipamentos.

O plano de renovação da frota segue ao longo do segundo semestre com a chegada de dois novos guindastes Ship-to-Shore (STS), além da entrega gradual de 30 Terminal Tractors elétricos e cinco Reach Stackers elétricas, prevista até janeiro de 2027.

A aquisição dos equipamentos foi realizada por meio do Reporto, regime tributário criado para incentivar investimentos na modernização da infraestrutura portuária e ferroviária brasileira, garantindo incentivos fiscais para compra de máquinas e equipamentos.

Investimentos preparam a Portonave para receber navios de até 400 metros

A aquisição dos 14 novos guindastes representa um investimento de aproximadamente R$ 210 milhões. As novas máquinas fazem parte de um amplo projeto de expansão do terminal, que inclui a Obra de Adequação do Cais, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2026. Após a finalização dos trabalhos, a Portonave estará apta a operar navios de até 400 metros de comprimento, entre os maiores do mundo.

Somando obras e aquisição de equipamentos, os investimentos ultrapassam R$ 2 bilhões. Com a expansão, o terminal passará a contar com oito guindastes STS e 32 RTGs, elevando sua capacidade anual de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

Reconhecida como líder nacional em produtividade de navios, a Portonave registrou, em abril de 2026, a marca histórica de 15 milhões de TEUs movimentados desde o início de suas operações. Instalada em Navegantes desde 2007, a empresa foi o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil e integra o grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL), responsável pela administração de cerca de 70 terminais portuários distribuídos em cinco continentes.

Segundo dados da ANTAQ, a Portonave alcançou média de 114 movimentos por hora (MPH) em 2025, consolidando-se como referência nacional em produtividade na movimentação de contêineres.

Fonte: Portonave.

Texto: Redação

Imagens: Portonave

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Indústria

ECONOMIA – SC concentra 61% da indústria da pesca do Brasil e lidera geração de empregos no setor

Santa Catarina movimenta R$ 3,8 bilhões por ano na indústria do pescado e concentra 61% de toda a atividade industrial da pesca no Brasil. O estado também lidera a geração de empregos no setor, reunindo 20,9% dos postos de trabalho do país, e alcança uma produtividade média de R$ 184,5 mil por trabalhador, consolidando-se como a principal referência nacional da economia do mar.

Os números foram apresentados durante a programação da EXPOMAR 2026 e evidenciam a força de uma cadeia produtiva integrada, que alia competitividade, inovação e sustentabilidade. Santa Catarina também registra cerca de US$ 47 milhões em exportações de pescados e mantém posição estratégica no abastecimento do mercado nacional.

Para Gizelle Perão, coordenadora para Assuntos de Pesca do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, o próximo desafio é acelerar os investimentos em tecnologia e modernização da atividade pesqueira.

“A demanda por pescado cresce no Brasil e no mundo, mas precisamos ampliar nossa capacidade produtiva. Isso passa pela renovação da frota, acesso ao crédito e incorporação de novas tecnologias que aumentem a eficiência da pesca com responsabilidade ambiental”, afirmou Gizelle.

Ela destaca que o Brasil ainda consome, em média, 12 quilos de pescado por habitante ao ano, abaixo da média mundial de 20 quilos, indicando amplo potencial de expansão do mercado interno. Na região de Itajaí e Navegantes, responsável por aproximadamente 80% da pesca extrativa industrial brasileira, estão concentradas as maiores indústrias conserveiras do país, que produzem cerca de 1 bilhão de latas de pescado por ano.

Dados do Observatório FIESC apontam que o crescimento do setor acompanha uma transformação no comportamento do consumidor.

“O pescado passou a ocupar um papel estratégico na alimentação. A procura por proteínas mais saudáveis, alimentos naturais e produtos com rastreabilidade amplia as oportunidades para uma indústria preparada para inovar e agregar valor”, afirma a especialista Thamiris da Costa.

Economia do Mar

A aquicultura também reforça esse protagonismo. Em 2024, o valor da produção catarinense foi quase três vezes superior ao registrado em 2013. O estado ocupa o 5º lugar nacional em valor de produção de pescados, lidera o país na produção de ostras e vieiras, com 2.481 toneladas, e é o 4º maior produtor brasileiro de tilápia, com 47.112 toneladas produzidas em 2025.

Outro diferencial competitivo é a estrutura da cadeia produtiva. Cerca de 41,6% dos principais insumos utilizados pela indústria são produzidos em Santa Catarina, fortalecendo a competitividade das empresas e reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Esse ambiente também impulsiona o mercado de trabalho. Entre 2006 e 2026, o número de empregos na fabricação e preservação de produtos do pescado dobrou, acumulando saldo de 10.652 vagas diretas.

Principais indicadores

R$ 3,8 bilhões movimentados anualmente pela indústria do pescado
61% da indústria brasileira da pesca está concentrada em Santa Catarina
20,9% dos empregos nacionais do setor estão no estado.
10.652 empregos diretos gerados entre 2006 e 2026
R$ 543,7 milhões em valor de produção da aquicultura
1º lugar nacional na produção de ostras e vieiras
47.112 toneladas de tilápia produzidas em 2025
US$ 47 milhões em exportações de pescados
80% da pesca extrativa industrial brasileira concentra-se na região de Itajaí e Navegantes

FOTO E TEXTO: Assessoria de imprensa Fiesc

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Portos

Porto de Itajaí avança com estudos para retirada do navio Pallas do canal de acesso

O Porto de Itajaí oficializa na segunda-feira a assinatura do contrato com a Univali para a elaboração dos estudos técnicos que vão orientar a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado há 133 anos no canal de acesso portuário, próximo ao molhe de Navegantes.

A cerimônia está marcada para as 10h, na Marina Itajaí, e representa um avanço importante no processo de remoção dos destroços, considerado estratégico para a ampliação da estrutura portuária.

Estudos técnicos vão definir método de retirada

A contratação ocorre quase uma década após a identificação da embarcação, localizada em 2017 durante as obras de dragagem para implantação da nova bacia de evolução.

O levantamento terá prazo de dois meses e deverá apontar as condições atuais do casco submerso, além de indicar o procedimento mais adequado para a remoção e a destinação correta do material retirado.

As informações técnicas também vão subsidiar a definição de orçamento e cronograma da futura obra, estimada em aproximadamente R$ 23 milhões, com recursos previstos pelo Ministério dos Portos.

Obra é considerada essencial para ampliação do canal portuário

A retirada do navio Pallas é considerada indispensável para viabilizar a segunda fase das intervenções na bacia de evolução 2, que terá ampliação para 530 metros de diâmetro.

Com a adequação da área, o complexo portuário poderá receber navios de grande porte, com até 400 metros de comprimento. A expectativa é de aumento da capacidade operacional, maior eficiência logística e redução de custos para o setor.

Estrutura histórica terá acompanhamento arqueológico

Os destroços estão localizados entre as boias 9 e 11 do canal de acesso, nas proximidades do porto pesqueiro do bairro Pontal, em Navegantes.

Devido ao valor histórico da embarcação, o Iphan determinou a apresentação de um projeto específico de salvamento arqueológico, que será acompanhado de forma integrada pela autoridade portuária, Marinha do Brasil e pelo próprio instituto.

A iniciativa busca garantir a preservação do patrimônio histórico durante a execução das obras de modernização da infraestrutura portuária.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Aeroportos

Avião “albino” da Latam surpreende moradores durante pouso em Navegantes

Um Boeing 767 cargueiro da Latam chamou a atenção de moradores e apaixonados por aviação ao realizar um pouso no Aeroporto Internacional de Navegantes, no litoral de Santa Catarina. O detalhe que mais despertou curiosidade foi o fato de a aeronave estar sem pintura, característica que fez o modelo ganhar o apelido de “avião albino”.

O momento foi registrado em vídeo no fim de semana e rapidamente repercutiu entre admiradores da aviação comercial e observadores de aeronaves.

Boeing 767 sem pintura chamou atenção durante aproximação

As imagens foram divulgadas pelo perfil Marcos NVY e mostram o cargueiro voando baixo sobre casas próximas ao aeroporto antes de tocar a pista 26 do terminal aeroportuário.

Durante a gravação, o autor do vídeo destacou o tamanho da aeronave e a raridade da cena envolvendo um Boeing 767 cargueiro da Latam sem a pintura tradicional da companhia aérea.

Especialista explica por que aeronaves ficam sem pintura

O agente de viagens Dagoberto Blaese Junior, de 74 anos, acompanha o setor aéreo há cerca de 50 anos e explicou que aeronaves sem pintura não são comuns, mas aparecem em diferentes países.

Segundo ele, esse tipo de situação pode ocorrer quando a companhia aérea compra, vende ou prepara o avião para mudanças operacionais.

Dagoberto também elogiou a manobra realizada durante o pouso em Navegantes, classificando a operação como tecnicamente perfeita.

Canal acompanha pousos e decolagens em Navegantes

Apaixonado por aeronaves, Dagoberto administra o canal “Aeroporto de Navegantes – ao vivo – NVT – SBNF” no YouTube, onde transmite movimentações aéreas do terminal catarinense para cerca de 10 mil inscritos.

O espaço reúne fãs da aviação em Santa Catarina, além de profissionais e curiosos interessados em acompanhar pousos e decolagens em tempo real.

Aeroporto ainda não comentou detalhes da aeronave

Até o momento, o aeroporto de Navegantes, administrado pela Motiva, não divulgou informações adicionais sobre o Boeing 767 sem pintura que pousou no terminal.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos NVY

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Portos

Portonave investe R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações portuárias

A Portonave anunciou um pacote de investimentos superior a R$ 2 bilhões com foco na expansão e modernização de sua estrutura em Navegantes. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e elevar a capacidade do terminal, consolidando sua posição entre os principais do país.

Ampliação da capacidade de contêineres

Com as melhorias, a capacidade anual de movimentação deve saltar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêineres). O avanço reforça o papel estratégico do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária.

Obras no cais permitem receber navios maiores

Um dos principais projetos em andamento é a ampliação do cais, que já alcançou cerca de 72% de execução. A estrutura será adaptada para receber embarcações de grande porte, com até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do terminal.

Outro destaque é a implementação da tecnologia de fornecimento de energia elétrica direta para navios, solução inédita no Brasil que reduz emissões e contribui para a sustentabilidade portuária.

Novos equipamentos e operações mais eficientes

O plano de investimentos inclui ainda a aquisição de guindastes modernos e equipamentos elétricos, que devem aumentar a produtividade e reduzir o impacto ambiental das operações.

A modernização também visa tornar o terminal mais eficiente no atendimento às demandas do transporte marítimo de contêineres, setor em constante crescimento.

Centro de treinamento aposta em tecnologia

Outro pilar do projeto é a construção de um centro de treinamento avançado, previsto para entrar em operação em maio. O espaço contará com simuladores de última geração capazes de reproduzir situações reais, contribuindo para a qualificação e segurança dos trabalhadores.

A expectativa é capacitar cerca de 300 profissionais por ano, fortalecendo a formação técnica no setor portuário.

Relevância nacional e impacto econômico

Primeiro terminal privado de contêineres do Brasil, a Portonave ocupa atualmente a quarta posição no ranking nacional de movimentação e lidera em produtividade.

A empresa mantém cerca de 1,4 mil empregos diretos e aproximadamente 5,5 mil indiretos, exercendo papel relevante na economia regional e no desenvolvimento logístico de Santa Catarina.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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