Investimento

Empresas estrangeiras ampliam investimentos em inovação na China e reforçam centros de P&D

A China vem ampliando seu papel no cenário global ao atrair empresas estrangeiras não apenas para atividades industriais, mas também para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). O movimento evidencia uma mudança estratégica das multinacionais, que passaram a enxergar o país como um ambiente favorável para inovação, desenvolvimento tecnológico e criação de novos produtos.

Um dos exemplos é a fabricante francesa de dispositivos médicos Stago, que opera uma unidade na Zona de Livre Comércio do Porto de Tianjin. Na fábrica, são produzidos analisadores automatizados de coagulação sanguínea destinados a hospitais e laboratórios chineses, utilizando componentes fornecidos tanto por empresas europeias quanto por fornecedores locais.

Pesquisa e desenvolvimento passam a integrar estratégia das multinacionais

Após mais de duas décadas de atuação no mercado chinês, a Stago expandiu suas atividades além da fabricação e passou a realizar pesquisa e desenvolvimento no país.

Segundo Sun Xiangchao, diretor da cadeia de suprimentos e produção da companhia na China, a decisão aproximou as equipes locais da matriz francesa, acelerando processos de inovação e tornando as decisões mais ágeis.

A estratégia acompanha uma transformação observada em diversas empresas internacionais, que deixaram de utilizar a China apenas como base de produção e passaram a incorporar centros de inovação em suas operações globais.

Investimento estrangeiro continua em expansão

A atratividade da economia chinesa segue elevada para investidores internacionais. Dados do Ministério do Comércio mostram que, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de 4 mil empresas com capital estrangeiro ampliaram seus investimentos no país.

De acordo com o porta-voz da pasta, He Yadong, os centros de P&D financiados por empresas internacionais tornaram-se parte importante do sistema de inovação chinês. Além de atender às demandas do mercado local, essas estruturas passaram a desempenhar papel estratégico no desenvolvimento de tecnologias destinadas ao mercado global.

Setor farmacêutico amplia presença no mercado chinês

Entre os investimentos recentes está o da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que anunciou em junho um aporte adicional de 200 milhões de yuans (cerca de US$ 29,4 milhões) em sua unidade de Tianjin.

O objetivo é ampliar a capacidade de montagem de canetas injetoras utilizadas em tratamentos médicos. Durante o anúncio, o presidente e CEO da empresa, Maziar Mike Doustdar, destacou que a inovação desenvolvida na China passou a ocupar posição estratégica dentro dos planos globais da companhia.

Segundo o executivo, as soluções criadas no mercado chinês podem servir de referência para outras operações internacionais.

Políticas públicas incentivam desenvolvimento tecnológico

O ambiente favorável aos investimentos também é impulsionado pelas diretrizes do governo chinês. O 15º Plano Quinquenal estabelece como prioridade o fortalecimento da iniciativa China Saudável, além de posicionar a biomedicina entre os setores estratégicos para o crescimento econômico e tecnológico do país.

Esse cenário tem estimulado empresas multinacionais a instalar operações de alta tecnologia voltadas tanto para produção quanto para pesquisa.

Empresas globais ampliam centros de inovação

Outro exemplo dessa tendência é a GE HealthCare, que inaugurou em Tianjin seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para sistemas de Ressonância Magnética no Hemisfério Leste.

A unidade é a única base da empresa dedicada à pesquisa em sistemas completos de ressonância magnética fora dos Estados Unidos.

Para Kelly Londy, presidente e CEO da divisão de Ressonância Magnética da companhia, a instalação fortalece a rede global de inovação da empresa e confirma o papel crescente da China como referência no desenvolvimento de tecnologias para a área da saúde.

Empresas europeias demonstram maior confiança no mercado chinês

Um levantamento realizado pela Câmara de Comércio da União Europeia na China, em parceria com a consultoria Roland Berger, aponta recuperação da confiança das empresas europeias instaladas no país.

O estudo destaca que fatores como o ecossistema de pesquisa e desenvolvimento, a ampla disponibilidade de profissionais qualificados e a velocidade na comercialização de novas tecnologias têm incentivado multinacionais a ampliar suas atividades de inovação na China.

Ao mesmo tempo, o presidente da entidade, Jens Eskelund, observa que o ambiente competitivo exige alto nível de eficiência das empresas que desejam expandir seus negócios no mercado chinês.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Hu Zhenze/Xinhua

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Informação

Preços de transferência: Receita Federal prepara fiscalização em exportadoras e multinacionais

A Receita Federal deve iniciar, nos próximos meses, as primeiras auditorias voltadas ao novo regime de preços de transferência, instituído pela Lei nº 14.596/2023. A expectativa é que as fiscalizações tenham impacto não apenas na área tributária, mas também na gestão de empresas exportadoras, importadoras e multinacionais que atuam em cadeias globais de suprimentos.

Especialistas apontam que o novo modelo exigirá maior controle sobre operações internacionais, reforçando a necessidade de documentação consistente, políticas de precificação bem definidas e práticas de governança alinhadas às novas regras.

Commodities devem ser prioridade nas auditorias

Entre os principais focos da Receita estão as operações envolvendo commodities e empresas brasileiras que registram prejuízos recorrentes enquanto suas controladoras no exterior concentram boa parte dos lucros do grupo econômico.

As commodities representam cerca de 60% das exportações do Brasil, abrangendo produtos como minério de ferro, petróleo, açúcar, café, celulose e grãos.

Com a nova legislação, o conceito de commodity foi ampliado. Além de produtos negociados em bolsas internacionais, passam a ser considerados também aqueles cujos preços são definidos por índices publicados por agências especializadas e entidades reconhecidas mundialmente.

Registro mensal amplia controle da Receita

Segundo Denise Beccare, sócia de tributos internacionais da RSM Brasil, o monitoramento desse segmento será reforçado com a criação do Registro de Transações com Commodities (RTC), uma obrigação acessória de envio mensal para empresas enquadradas nas novas regras.

De acordo com a especialista, inconsistências nas informações ou o descumprimento da entrega poderão gerar penalidades semelhantes às previstas para as demais normas de preços de transferência.

Para empresas ligadas ao comércio exterior, a medida amplia as exigências relacionadas à rastreabilidade das operações, comprovação dos critérios de precificação e fortalecimento da governança corporativa.

Distribuidoras de risco limitado entram no radar

Outro grupo que deve receber atenção especial da fiscalização são as chamadas distribuidoras de risco limitado, estrutura bastante utilizada por multinacionais para importar e distribuir produtos no mercado brasileiro.

Nesse modelo, a subsidiária nacional costuma desempenhar funções comerciais e logísticas, enquanto riscos financeiros, cambiais e estratégicos permanecem sob responsabilidade da matriz no exterior.

A Receita deverá analisar casos em que essas empresas operam de forma contínua com baixa rentabilidade ou prejuízo, enquanto as controladoras apresentam resultados elevados fora do país.

Segundo Denise Beccare, a fiscalização buscará identificar se a subsidiária brasileira realmente atua apenas como distribuidora ou se, na prática, assume riscos e funções que justificariam uma remuneração maior no Brasil. A análise deverá privilegiar a realidade das operações, e não apenas a estrutura contratual.

Setores como tecnologia, máquinas e equipamentos, autopeças, químicos e eletrônicos aparecem entre os mais suscetíveis às novas verificações.

Receita amplia análise sobre cadeias globais

As auditorias também devem concentrar esforços na avaliação dos estudos de benchmarking utilizados pelas empresas para demonstrar que os preços praticados entre companhias do mesmo grupo seguem condições equivalentes às observadas entre empresas independentes.

Além disso, a Receita pretende intensificar o acompanhamento das margens de lucro por segmento econômico utilizando o Painel Receita, ferramenta que permite comparar indicadores financeiros entre empresas de um mesmo setor.

O monitoramento deverá alcançar também operações envolvendo ativos intangíveis, como tecnologia, propriedade intelectual, marcas e desenvolvimento de software, áreas que passaram a receber tratamento mais detalhado com o novo modelo.

Transfer pricing ganha papel estratégico

Na avaliação da especialista, o novo regime transforma o transfer pricing em um instrumento estratégico para as empresas, indo além do simples cumprimento das obrigações fiscais.

A tendência é que a Receita avalie com maior profundidade o perfil funcional das empresas brasileiras, considerando os riscos efetivamente assumidos em suas operações. Quanto maior a participação na cadeia de valor, maior poderá ser a expectativa de geração de resultados tributáveis no país.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que empresas revisem suas políticas de preços de transferência, fortaleçam a documentação das operações internacionais e adequem seus processos internos para reduzir riscos fiscais durante as futuras fiscalizações.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Negócios

10 maiores multinacionais brasileiras nos Estados Unidos

A expansão de multinacionais brasileiras para mercados estrangeiros é um cenário cada vez mais comum, pois contribui para o fortalecimento da economia de todos os países envolvidos. As empresas brasileiras têm se destacado ao estabelecerem presença em diversas nações, sobretudo nos Estados Unidos, a maior potência econômica do mundo.

A busca por novas oportunidades de crescimento, o acesso a tecnologias de ponta e a ampliação do alcance comercial são alguns dos benefícios que têm impulsionado esse cenário. Porém, atravessar fronteiras e conquistar um espaço sólido em solo norte-americano não é somente uma estratégia de expansão, mas também uma capacidade de se adaptar a contextos empresariais distintos e desafiadores. 

Ao longo deste artigo, você vai conhecer o panorama das 10 maiores multinacionais brasileiras nos Estados Unidos, de modo a evidenciar a relevância desses empreendimentos para o desenvolvimento econômico global e para o fortalecimento das relações entre Brasil e Estados Unidos. Boa leitura!

O que é considerada uma multinacional?

Uma empresa multinacional representa toda organização que, apesar de contar com uma sede oficial em seu país de origem, expandiu suas atividades para outras nações. Ou seja, é um negócio que atua de maneira internacional, independentemente da quantidade de países em que está presente.

As multinacionais também são chamadas de transnacionais ou empresas globais, sendo características do atual mundo globalizado em que vivemos. Elas começaram a surgir após a Revolução Industrial, passando a dominar o mercado com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Para as organizações, esse modelo é uma forma de expandir os negócios e aumentar a presença global, além de maximizar os lucros. Já para os países que recebem filiais, há benefícios como o desenvolvimento tecnológico local, a geração de empregos e uma maior competitividade, o que traz melhores preços e variedade de produtos.

A expansão de multinacionais é um processo quase natural. Isso porque, quando uma empresa já contempla praticamente todo o seu mercado interno e percebe que há um nicho no mercado externo, é natural que ela queira abrir filiais, fábricas ou outras formas de extensões do negócio para conquistar novos consumidores e aumentar os seus lucros.

Como é a atuação de empresas brasileiras nos EUA?

Os EUA oferecem um futuro promissor para a expansão de empresas de diversos setores, impulsionando seu crescimento e apresentando um consumo mais atento e sustentável. É por isso que, nas últimas décadas, diversas organizações brasileiras passaram a marcar presença em território norte-americano.

De acordo com o “Mapeamento de Empresas Brasileiras Instaladas nos Estados Unidos”, elaborado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) em 2020, mais de 500 empresas do Brasil atuam nos EUA, em 29 setores de bens de consumo e de serviços. Elas demonstram forte representação nos segmentos de produtos comerciais, produtos de consumo e serviços comerciais.

As empresas presentes nos EUA têm uma média de 14 instalações no país, além de apresentarem uma média de 772 funcionários e atuarem em solo estadunidense há cerca de 16,7 anos. Outro dado interessante é quanto ao local de atuação dos brasileiros: a maioria (70%) concentra suas operações na Flórida, estado considerado como centro de acesso à América Latina, seguida por Texas e Califórnia.

Quais são as maiores multinacionais brasileiras instaladas nos EUA?

Após conhecer as características de uma multinacional e os números da atuação brasileira nos EUA, é hora de conferir as 10 maiores multinacionais brasileiras instaladas em solo norte-americano. Elas souberam enfrentar os desafios do mercado externo e construíram uma estratégia de sucesso, passando a obter boa parte de seu faturamento no exterior. A seguir, veja quais são elas.

1. Stefanini

Esta multinacional nasceu no interior de São Paulo, em 1987, com sede no município de Jaguariúna. Seu foco é na prestação de serviços, software e consultoria de informática, sendo considerada hoje como uma das principais empresas de Tecnologia da Informação (TI) do mundo.

A Stefanini tem subsidiárias em 37 países, incluindo os Estados Unidos, além de 24 mil empregados. Sua primeira filial internacional foi aberta na Argentina, em Buenos Aires, em 1996. Mas sua expansão no mercado exterior só foi se intensificar a partir dos anos 2000.

O sucesso da multinacional se deve, sobretudo, às suas aquisições internacionais, como a norte-americana RCG Staffing, especializada em recrutamento e treinamento de profissionais de TI para empresas, e a IHM Engenharia, integradora de sistemas, instrumentação, elétrica e TI Industrial.

2. Gerdau

Maior empresa brasileira produtora de aço, a Gerdau é outra multinacional com atuação expressiva nos Estados Unidos. Trata-se de uma organização centenária, inaugurada em 1901, com sede localizada na cidade de São Paulo. 

A empresa está presente em 9 países, conta com 32 unidades produtoras de aço e tem mais de 28 mil colaboradores diretos e indiretos no mundo. Além disso, é conhecida como uma das fornecedoras de aços longos mais importantes das Américas e de aços especiais no globo, reconhecida também como a maior recicladora da América Latina.

Sua primeira operação fora do país ocorreu em 1980, no Uruguai. A partir daquele ano, a empresa intensificou cada vez mais sua atuação no exterior, com a demanda dos Estados Unidos se tornando a principal fonte de ganhos de desempenho da multinacional no primeiro trimestre de 2023.

3. Tupy

Com sede em Joinville (SC), a Tupy é uma empresa global do mercado de metalurgia, focada na produção de componentes estruturais em ferro fundido de alta complexidade geométrica e metalúrgica. Foi fundada em 1938 e tem escritórios no Brasil e em outros quatro países: Alemanha, Estados Unidos, Itália e Holanda. 

As soluções de engenharia desenvolvidas pela Tupy são aplicadas nos setores de transporte de carga, infraestrutura, agronegócio e geração de energia. Os produtos são exportados para cerca de 40 países, contando com uma mão de obra de 13 mil funcionários.

Em 2022, a multinacional adquiriu a MWM, tradicional fabricante de motores e geradores. Assim, ingressou no setor de Energia & Descarbonização, Marítimo e de Reposição, melhorando ainda mais seus resultados.

4. Metalfrio

Produtora e fornecedora de soluções na indústria de refrigeração comercial, a Metalfrio tem fábricas na América Latina (Brasil e México) e Ásia (Rússia e Turquia). Mas sua atuação é muito mais ampla: conta com escritórios, lojas e representantes comerciais espalhados em 74 países nos 5 continentes.

Fundada em 1960, a multinacional oferece soluções customizadas para marcas mundiais e regionais, atendendo diferentes necessidades e mercados. Mesmo com uma atuação tão ampla, seu quadro de funcionários é baixo se comparado às demais empresas desta lista: são pouco mais de 1 mil colaboradores.

Graças ao seu empenho em alavancar a produção nas operações europeias, a Metalfrio se tornou uma das empresas que mais faturam fora do Brasil. Um resultado desse trabalho é o aumento de vendas na Europa e no Oriente Médio e um faturamento de mais de R$ 1 bilhão por ano.

5. JBS

A JBS foi fundada em Anápolis, no estado de Goiás, em 1953. Nesses 70 anos de atuação, a empresa se tornou uma das maiores indústrias de alimentos do mundo, passando a contar com cerca de 250 mil empregados e 500 unidades em mais de 20 países em 5 continentes, entre fábricas e escritórios. Em relação aos clientes, são mais de 275 mil em, aproximadamente, 190 países.

Seu primeiro negócio fora do país foi aberto em 2005, na Argentina. Mas o destaque fica por conta de sua atuação na América do Norte, onde opera as unidades JBS USA Beef (maior empresa de carne bovina do mundo) e JBS USA Pork (segunda maior produtora mundial de carne suína).

Marcas mundialmente famosas, como Seara, Swift e Friboi, pertencem à JBS e contribuem para seu faturamento expressivo. Porém, a multinacional vai além dos alimentos, comercializando também embalagens metálicas, itens de higiene e limpeza, colágeno, biodiesel, entre outros.

6. CZM

Outra empresa brasileira que se destaca no exterior é a CZM, fundada em 1976, em Belo Horizonte (MG). Se em seus primeiros anos o negócio consistia em apenas uma oficina de máquinas e tratores, nas décadas seguintes ele cresceu cada vez mais, tornando-se líder no mercado de produção de equipamentos de perfuração e cravação de estaca.

Hoje, a CZM tem uma fábrica em Contagem (MG) e outra na Geórgia (EUA), exportando seus produtos para mais de 30 países, com foco na América do Sul e do Norte. O portfólio inclui máquinas para fundação, construção civil, logística, mineração e energia.

O processo de internacionalização desta multinacional foi iniciado recentemente, mas ela chama a atenção pelas vendas e pós-vendas sem intermediários, diretamente das fábricas e filiais próprias. Desse modo, a relação com os clientes é mais rápida e fácil.

7. Marfrig

Em nossa lista de maiores empresas multinacionais brasileiras nos EUA, a Marfrig não poderia ficar de fora. Isso porque estamos falando da líder global na produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de proteína bovina do mundo.

Foi fundada há pouco mais de duas décadas, em 2000, tendo como sede São Paulo. Mas hoje, seus produtos estão presentes em mais de 100 países, reunindo 21 unidades produtivas bovinas, 10 centros comerciais e de distribuição em 4 continentes e cerca de 30 mil funcionários.

A Marfrig também produz e comercializa itens à base de proteína vegetal, sendo a primeira multinacional brasileira a atuar nesse setor em escala comercial. Para esse nicho, a empresa firmou um acordo exclusivo com a norte-americana Archer Daniels Midland Company (ADM), o que deu origem à PlantPlus Foods!, focada nas Américas do Sul e do Norte.

8. BRF

Em 2009, duas das maiores empresas de alimentos do mundo, a Sadia e a Perdigão, se fundiram, dando origem à BRF, cujo início das operações ocorreu em 2013. A multinacional está presente em mais de 130 países de 5 continentes e tem sede em Itajaí (SC), reunindo uma equipe de mais de 90 mil profissionais pelo mundo.

A atuação da BRF na América vem ganhando cada vez mais relevância nos últimos anos, pois é constituída de mercados com grande potencial de crescimento. Na região, a empresa tem 3 escritórios comerciais, 9 unidades produtivas e 13 centros de distribuição.

Desde 2021, a empresa decidiu investir em seu mercado nos Estados Unidos, Europa e China, tendo como objetivo o alcance de um faturamento de R$ 100 bilhões até 2030 nesses locais. Os esforços foram bem-sucedidos e a BRF tem apresentado bons resultados nos últimos anos.

9. DMS Logistics

Com sede no Rio de Janeiro (RJ), a DMS Logistics foi fundada em 1987 e é uma multinacional brasileira de agenciamento de carga, com polos em São Paulo e Miami. Ela impressiona pelo baixo número de funcionários (cerca de 300), mas também pela alta receita e faturamento milionário.

Se nos anos 1990 a empresa se dedicou a consolidar sua atuação, a virada do milênio foi marcada por uma forte expansão. Foi quando começou a atuar nos Estados e o processo de internacionalização foi concluído.

Um ponto forte da empresa é sua diversificação: em 2012, decidiu mudar de ares e deu os primeiros passos na indústria farmacêutica. Após poucos anos, esse se tornou seu principal segmento de atuação, mostrando que um negócio pode ter como foco diferentes produtos ou serviços.

10. WEG

A WEG é uma empresa voltada para o segmento de bens industriais, motores, compressores, entre outros. Tem sede na cidade de Jaraguá do Sul (SC) e foi criada em 1961, com sua primeira filial fora do Brasil tendo sido aberta nos Estados Unidos, em 1991.

É reconhecida no mercado como uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, contando com uma equipe de mais de 39 mil colaboradores e 3 mil engenheiros em todo o globo. Além disso, tem filiais em 37 países e fábricas em 15, marcando presença em 5 continentes.

A WEG não comercializa seus produtos diretamente aos clientes, pois sua produção está voltada à compra de insumos e matérias-primas, como chapas de aço e cobre. Após adquiri-los com fornecedores, a empresa modifica-os e desenvolve equipamentos industriais.

Fonte: Amcham

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Comércio Exterior, Economia, Gestão, Informação, Investimento, Mercado Internacional

Quase mil multinacionais podem pagar tributo adicional com implementação de taxação mínima de 15%

O Ministério da Fazenda apontou nesta sexta-feira que quase mil empresas multinacionais que atuam no Brasil pagam menos que 15% sobre seus lucros, podendo estar sujeitas à tributação mínima que entrará em vigor a partir de 2025.

De acordo com a pasta, o impacto da medida sobre a arrecadação se dará apenas a partir do ano seguinte, com ganhos estimados em 3,4 bilhões de reais em 2026 e 7,3 bilhões de reais em 2027.

O governo publicou medida provisória na quinta-feira que institui uma taxação mínima de 15% sobre o lucro de multinacionais, iniciativa que pode reforçar os cofres públicos em meio à busca da equipe econômica pelo déficit zero.

Em apresentação distribuída à imprensa, a pasta afirmou que 8.704 empresas fazem parte do escopo de multinacionais que estarão sujeitas ao piso de tributação por terem receita anual superior a 750 milhões de euros.

Desse grupo, a Fazenda apontou que 957 companhias pertencem a grupos com baixa tributação, com pagamento efetivo menor do que 15%, considerando dados de 2022.

“O Brasil é uma jurisdição de baixa tributação para alguns grupos multinacionais em razão da concessão de incentivos fiscais”, disse a pasta na apresentação.

(Por Bernardo Caram)
Fonte: Msn.com
Quase mil multinacionais podem pagar tributo adicional com implementação de taxação mínima de 15% (msn.com)

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