Exportação

Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027

O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando sua presença comercial em mais de 100 países. A expansão fortalece a posição do país no comércio global e aumenta as perspectivas de liderança nas exportações mundiais do agronegócio.

O balanço foi divulgado na terça-feira pelo Ministério da Agricultura, durante evento que reuniu representantes do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações de alimentos ainda em 2026.

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam das americanas

O Brasil está próximo de superar os Estados Unidos como principal exportador mundial de produtos agrícolas. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos do setor, enquanto as vendas brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões.

Para 2026, as projeções indicam uma possível mudança no ranking internacional. A estimativa do governo americano aponta exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá chegar a US$ 180 bilhões caso mantenha o ritmo de crescimento registrado até agora.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassaram US$ 133,5 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, também anunciou que os Emirados Árabes Unidos serão o mais novo destino de produtos brasileiros. O país começará a importar pescado do Brasil, incluindo espécies provenientes da pesca extrativa e da aquicultura.

Novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões

A abertura de mercados internacionais começa a produzir resultados concretos para os exportadores brasileiros. Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, os novos acessos comerciais já geraram mais de US$ 4 bilhões em negócios.

A expectativa é que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que as autorizações sanitárias se convertam em novos contratos e embarques.

Requião explicou que a abertura de cada mercado significa que as autoridades sanitárias do país importador aprovaram a entrada de determinado produto brasileiro. Esse processo, segundo ele, demonstra confiança no sistema nacional de defesa agropecuária.

O secretário também destacou a importância da diversificação comercial em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas nas relações comerciais.

Açaí e erva-mate ampliam a diversidade das exportações

A expansão dos mercados não se limita às commodities tradicionais, como soja, milho e carnes. Produtos como açaí e erva-mate também conquistaram novos destinos internacionais, contribuindo para diversificar a pauta exportadora brasileira.

De acordo com Requião, um em cada cinco novos mercados abertos no período envolve produtos considerados não tradicionais.

A estratégia busca ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária, permitindo que mais empresas e cadeias produtivas brasileiras alcancem consumidores estrangeiros.

Outro fator relevante é a atuação dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Países que contam com esses representantes concentram dois terços das aberturas de mercado registradas desde 2023. Atualmente, o Brasil possui 40 adidos agrícolas.

Segundo o secretário, o resultado reflete uma mudança na estratégia de comércio exterior, com atuação mais ativa do governo na busca por oportunidades, em vez de depender apenas de solicitações feitas por outros países.

Brasil pode ampliar exportações em US$ 80 bilhões

O potencial de crescimento das vendas externas também foi destacado por Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo ele, o Brasil tem condições de acrescentar US$ 80 bilhões ao seu potencial exportador ao longo dos próximos quatro anos.

A estimativa reforça as perspectivas de ampliação da presença brasileira no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à produção de alimentos e ao fornecimento de matérias-primas agrícolas.

Abertura de mercados supera resultado de governos anteriores

O Ministério da Agricultura comparou o número de novos mercados conquistados na atual gestão com o resultado do governo de Jair Bolsonaro, período em que foram abertos 241 mercados para produtos agropecuários brasileiros.

O ministro André de Paula afirmou que o total registrado desde o início de 2023 representa quase três vezes o resultado da administração anterior. Segundo ele, o governo também deverá superar a meta estabelecida inicialmente.

Na avaliação do ministro, o avanço do acesso comercial contribui para ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

Agronegócio registra crescimento econômico

Durante o evento, André de Paula também apresentou números sobre o desempenho econômico do setor. Segundo os dados citados pelo ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 26% entre 2023 e 2025, com possibilidade de alcançar 29% quando forem incorporados os resultados de 2026.

Para efeito de comparação, o ministro afirmou que o crescimento do setor entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, foi de 3,5%.

O chanceler Mauro Vieira também destacou a conquista dos 700 novos mercados, avaliando que o resultado demonstra a capacidade brasileira de manter o diálogo internacional e construir relações comerciais com diferentes países.

A ampliação dos destinos de exportação, a diversificação dos produtos e o crescimento das vendas externas reforçam a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e sustentam a expectativa de avanço no ranking global do comércio agropecuário.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Negócios

Internacionalização de empresas exige planejamento e estrutura para conquistar mercados externos

A expansão para o mercado internacional pode abrir novas oportunidades para a indústria catarinense, especialmente diante dos acordos comerciais firmados ou negociados pelo Mercosul com a União Europeia e blocos como a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Para aproveitar esse cenário, porém, as empresas precisam avaliar se estão preparadas para exportar e sustentar operações fora do Brasil.

O alerta é da presidente do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Maria Teresa Bustamante. Segundo ela, a entrada no mercado externo exige planejamento estratégico, capacidade produtiva e conhecimento das regras que orientam o comércio internacional.

Planejamento estratégico é essencial para exportar

Antes de prospectar clientes em outros países, a empresa deve analisar seu nível de preparação para a internacionalização dos negócios. Essa avaliação envolve fatores como estrutura de gestão, capacidade de produção, formação de preços, habilitação para exportar e adequação às exigências do mercado de destino.

Para Maria Teresa Bustamante, o tamanho da organização não determina sua capacidade de atuar internacionalmente. O fator decisivo é incluir esse objetivo no planejamento da empresa e conhecer suas condições atuais antes de definir os próximos passos.

“Internacionalização independe do tamanho da empresa, mas precisa estar no planejamento estratégico. Não é possível traçar a rota sem saber o ponto de partida”, afirma.

Formação de preços e capacidade produtiva merecem atenção

A definição do preço de exportação exige uma análise mais ampla do que a simples conversão do valor praticado no mercado brasileiro para dólares. É necessário contabilizar custos operacionais, tributos, despesas logísticas e a margem de lucro prevista para a operação.

Outro aspecto fundamental é verificar se a indústria consegue atender à demanda internacional de maneira contínua, sem comprometer o fornecimento aos clientes nacionais. A capacidade produtiva e a organização da cadeia de suprimentos são determinantes para manter a competitividade e cumprir os prazos acordados com compradores estrangeiros.

Habilitação e normas internacionais fazem parte do processo

O domínio dos procedimentos burocráticos também é indispensável para quem pretende ingressar no comércio exterior. Entre as etapas está a habilitação para operar no mercado internacional, incluindo o Radar, sistema de habilitação da Receita Federal que permite às empresas realizar operações de importação e exportação, conforme os requisitos aplicáveis.

A classificação correta das mercadorias pela Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e pelo código internacional HS Code é outro requisito importante. Esses sistemas identificam os produtos e auxiliam na determinação dos tributos, dos procedimentos aduaneiros e das exigências aplicáveis em cada destino.

Conforme o país e o tipo de mercadoria, também podem ser necessárias certificações específicas, adequações a normas técnicas e sanitárias e mudanças nas embalagens e na rotulagem.

Conhecer essas exigências antecipadamente ajuda a reduzir riscos, evitar custos inesperados e aumentar as chances de sucesso nas operações internacionais.

FIESC oferece avaliação gratuita de maturidade internacional

Para auxiliar as empresas nesse processo, a FIESC disponibiliza a Avaliação de Maturidade Internacional (AVM), um diagnóstico online e gratuito que permite identificar o nível de preparação do negócio para atuar no exterior.

O questionário contém 26 perguntas e examina diferentes áreas da operação, incluindo:

  • Estratégia e gestão empresarial;
  • Habilitação para o comércio exterior;
  • Produtos e serviços;
  • Formação de preços;
  • Manufatura e cadeia de suprimentos.

Com base nas respostas, a empresa recebe um diagnóstico e um plano de ação que apontam os aspectos que precisam ser desenvolvidos para avançar na internacionalização.

Programa Intercomp apoia empresas na expansão internacional

A Avaliação de Maturidade Internacional integra o Intercomp — Programa de Internacionalização da FIESC, iniciativa que reúne soluções para apoiar as empresas em diferentes etapas de sua atuação no mercado externo.

O programa oferece trilhas voltadas à exportação e à importação, inteligência comercial e rodadas de negócios, contribuindo para que as empresas identifiquem oportunidades e desenvolvam estratégias de acesso a novos mercados.

A AVM pode ser realizada gratuitamente pela internet e representa um ponto de partida para indústrias que desejam avaliar suas condições, corrigir fragilidades e estruturar um plano consistente de internacionalização e expansão comercial.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

ApexBrasil lança plano de R$ 210 milhões para ajudar empresas afetadas por tarifas dos EUA

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) apresentou, em São Paulo, o Plano de Diversificação de Exportações, criado para apoiar empresas brasileiras atingidas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Com investimento de R$ 210 milhões, a iniciativa pretende alcançar até 5.300 empresas de 35 setores considerados prioritários, segundo a agência. A estratégia busca ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais alternativos e reduzir os impactos provocados pelas barreiras comerciais norte-americanas.

Plano deve atender milhares de empresas

O programa foi apresentado pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante reunião com representantes de mais de 30 entidades ligadas ao setor produtivo.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) indicam que aproximadamente 5.600 empresas brasileiras foram diretamente afetadas pelas novas tarifas dos EUA. A ApexBrasil estima atender até 5.300 delas, contemplando segmentos que vão do agronegócio à indústria de transformação, além de áreas como higiene, máquinas e equipamentos.

A agência pretende atuar em 36 mercados prioritários, levando oportunidades comerciais e conectando empresas a potenciais compradores estrangeiros.

Segundo Müller, o objetivo é ampliar as alternativas de negócios sem abandonar o mercado norte-americano. Os Estados Unidos continuam entre os destinos considerados importantes para os produtos brasileiros, mas a estratégia passa a dar maior ênfase à diversificação das exportações.

Apoio terá quatro modalidades

O plano prevê duas frentes de atuação. Uma delas será desenvolvida em parceria com entidades setoriais e deverá reunir mais de 300 ações. A outra oferecerá atendimento direto e individualizado para até 4.700 empresas.

As empresas afetadas pelas tarifas terão isenção das taxas de participação nas modalidades de atendimento direto:

  • Reuniões de negócios: serão disponibilizadas 2.300 vagas para encontros presenciais e virtuais com compradores internacionais.
  • Feiras internacionais: 1.400 vagas serão destinadas à participação em eventos de setores afetados, priorizando novos mercados.
  • Consultoria especializada: até 1.200 empresas poderão receber atendimento individual e gratuito para estruturar a entrada em outros países.
  • Bolsa Exportação: serão oferecidas 1.000 vagas de apoio financeiro direto ao longo dos próximos 12 meses.

Inscrições começam nesta quarta-feira

As inscrições para o Plano de Diversificação de Exportações começam nesta quarta-feira (12). As empresas poderão se cadastrar pelo site da ApexBrasil ou procurar uma das 29 entidades setoriais parceiras.

No processo de inscrição, será necessário comprovar a condição de exportadora para os Estados Unidos e informar se houve impacto provocado pelas tarifas. Também será preciso indicar o código SH do produto e detalhar a necessidade da empresa.

Entre as demandas possíveis estão a participação em uma feira específica, adequação a exigências e certificações de determinado mercado ou busca por compradores em novos países.

Após o cadastro, o sistema de inteligência da ApexBrasil fará o cruzamento entre o produto informado e a rede internacional da agência. A ferramenta poderá acionar os escritórios no exterior e conectar as empresas a uma base com mais de 2 mil compradores internacionais parceiros.

América Latina e Europa concentram ações

O plano distribuiu as ações de promoção comercial de acordo com o perfil dos produtos e o potencial de cada região.

A programação prevê:

  • América Latina: 85 ações;
  • Europa: 77 ações;
  • Ásia: 46 ações;
  • Canadá e México: 23 ações;
  • África: 16 ações;
  • Oriente Médio: 11 ações.

Entre os mercados apontados como alternativas estão Canadá, México, Alemanha, Turquia, África do Sul, Indonésia, Índia e China.

ApexBrasil mantém atuação nos Estados Unidos

Apesar da criação do programa, a ApexBrasil afirma que não pretende interromper o trabalho de promoção comercial nos Estados Unidos. A proposta é ampliar simultaneamente as possibilidades de venda para outros destinos e oferecer suporte às empresas que enfrentam dificuldades com as novas tarifas.

A estratégia ocorre em um cenário de forte desempenho das exportações brasileiras. De acordo com os dados apresentados pela agência, o país acumulou US$ 220 bilhões em exportações no primeiro semestre e registrou, em julho, o melhor resultado histórico para o mês.

Laudemir Müller destacou que os efeitos das tarifas variam entre as empresas. Enquanto algumas enfrentam dificuldades para direcionar sua produção, outras já iniciaram processos de diversificação.

A ApexBrasil informou ainda que cerca de 72% das empresas que participaram de ações da agência no último ano e exportaram para os EUA já haviam ampliado seus destinos de exportação.

A proposta, segundo a agência, será conduzida de forma segmentada, considerando as necessidades específicas de cada setor e empresa, com foco na abertura de novos mercados para produtos brasileiros.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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Exportação

Exportações do agronegócio brasileiro atingem US$ 12,05 bilhões em fevereiro e batem recorde histórico

O agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, marcando o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica. O valor representa 45,8% do total das exportações do país no período, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Crescimento impulsionado por volume de exportações

Em comparação a fevereiro de 2025, o setor teve avanço de 7,4% em receita, resultado impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que cresceu 9%. Apesar desse crescimento, o preço médio internacional das commodities agropecuárias apresentou queda de 1,5%, alinhado à tendência de índices globais de alimentos, como os do Banco Mundial e da FAO.

No mesmo período, as importações de produtos do agro somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1%, elevando o superávit da balança comercial do agronegócio para US$ 10,5 bilhões.

China e Ásia lideram destinos das exportações

A China se manteve como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões, equivalente a 30,5% do total. Em seguida, aparecem a União Europeia (US$ 1,8 bilhão, 15,2%) e os Estados Unidos (US$ 802,9 milhões, 7%).

Outros mercados asiáticos tiveram forte crescimento:

  • Vietnã: US$ 372,6 milhões (+22,9%)
  • Índia: US$ 357,3 milhões (+171,1%)

Também registraram aumento nas compras países como Turquia, Egito, México, Tailândia, Reino Unido, Filipinas, Rússia, Taiwan, Omã e Gâmbia, reforçando a diversificação do mercado externo para o agronegócio brasileiro.

Principais produtos exportados

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão:

  • Complexo soja: US$ 3,78 bilhões (+16,4%), 31,4% do total
  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (+22,5%), 22,5% do total
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (-1%), 10,5% do total
  • Café: US$ 1,12 bilhão (-0,2%), 9,3% do total
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,35 milhões (-4,2%), 7,1% do total

Além desses produtos tradicionais, itens com alto potencial de diversificação também apresentaram recordes:

  • Óleo essencial de laranja: US$ 47,8 milhões (+28,8%)
  • DDG de milho: US$ 36,2 milhões (+164,2%)
  • Farinhas de carne, extratos e miudezas: US$ 20,1 milhões (+10,5%)
  • Manteiga, gordura e óleo de cacau: US$ 17,2 milhões (+25,9%)
  • Óleo de milho: US$ 15,9 milhões (+49,5%)

Ministério destaca trabalho de ampliação de mercados

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o resultado reflete a combinação entre aumento da produção e políticas de acesso a mercados internacionais. “O Brasil caminha para safras recordes e produção crescente de proteínas animais, fortalecendo a presença do agro brasileiro no mercado global”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, acrescentou que a diversificação de mercados é fruto de uma agenda contínua de negociações. “Foram nove novas aberturas de mercado em fevereiro e 544 desde 2023, ampliando oportunidades de comércio e consolidando a posição do Brasil como fornecedor confiável”, destacou.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: MAPA

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Internacional

EUA aumentam pressão sobre China com ataques na Venezuela e Irã

Os Estados Unidos ampliaram suas ações militares nesta terça-feira (03) contra a Venezuela e o Irã, países que são aliados estratégicos da China no setor energético e comercial. A movimentação atinge diretamente as rotas de abastecimento e os interesses logísticos de Pequim, além de gerar incertezas nos mercados globais de energia.

Estratégia militar e impacto econômico

Washington fortaleceu sua presença em regiões sensíveis e reforçou o discurso de combate a ameaças regionais. O movimento envia uma mensagem política clara e interfere no tabuleiro econômico global.

Tanto o Irã quanto a Venezuela mantêm relações comerciais relevantes com a China, principalmente na exportação de petróleo. Assim, a pressão norte-americana provoca um efeito dominó sobre a segurança energética chinesa e sobre as cadeias de fornecimento de energia.

O episódio acontece em meio à crescente rivalidade entre as duas potências. Enquanto os EUA buscam reafirmar sua liderança global, a China expande sua influência em áreas estratégicas, tornando cada ação militar ou diplomática de peso imediato.

Energia como ponto central do conflito

A economia chinesa depende fortemente de importações de petróleo, o que torna qualquer instabilidade no Oriente Médio ou na América do Sul uma preocupação estratégica.

Analistas apontam que o ataque dos EUA não se restringe ao campo militar. Ele também compromete cadeias logísticas, contratos comerciais e previsibilidade no fornecimento energético. Em outras palavras, a pressão norte-americana afeta não apenas governos, mas toda a engrenagem econômica que sustenta o crescimento da China.

Pequim, por sua vez, reage com cautela. O governo chinês condena medidas unilaterais e defende soluções diplomáticas, evitando confrontos militares diretos, mas mantendo um discurso voltado à estabilidade regional e global.

Consequências políticas e diplomáticas

A ofensiva americana também impacta lideranças locais. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro enfrenta um cenário internacional ainda mais tenso. Ao mesmo tempo, os EUA reforçam sua estratégia de conter a influência chinesa em regiões estratégicas, transformando o conflito em uma disputa global por poder, energia e influência.

Mercados financeiros acompanham os desdobramentos de perto. Interrupções no fornecimento de petróleo podem provocar alta nos preços e ampliar tensões econômicas, afetando consumidores em diversas partes do mundo.

O que está em jogo

Mais do que atacar alvos específicos, os Estados Unidos alteraram o equilíbrio geopolítico ao atingir pontos sensíveis da rede de aliados da China.

A reação de Pequim poderá definir os próximos passos da disputa global. Uma estratégia diplomática reforçada pode expandir sua influência, enquanto um endurecimento do discurso militar intensificaria a rivalidade com Washington. De qualquer forma, o cenário internacional já mudou, e cada ação daqui em diante será cuidadosamente calculada.

O mundo observa, e a disputa entre potências entra em um novo capítulo estratégico, com impactos que vão além do campo militar.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Portos

Articulação internacional abre novos mercados para a banana catarinense via Porto de Itajaí

 O Porto de Itajaí avança em articulações internacionais com foco na abertura de novos mercados para a banana catarinense, fortalecendo a presença do produto no mercado europeu e diversificando destinos de exportação após o tarifaço registrado no ano passado, que impactou o comércio internacional e exigiu novas estratégias do setor produtivo brasileiro.

A agenda inclui tratativas para uma futura parceria com o Porto de Cagliari, localizado na capital da Sardenha, ampliando a conexão logística entre Santa Catarina, Itália e a União Europeia.

A iniciativa é estratégica para regiões catarinenses com forte produção de banana, como o Litoral Norte, o Vale do Itajaí, o Norte do estado e o Sul catarinense, onde a fruticultura tem papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a diversificação de mercados é fundamental diante das mudanças recentes no comércio global.

“Depois do tarifaço do ano passado, ficou ainda mais claro que precisamos ampliar mercados e reduzir a dependência de poucos destinos. O Porto de Itajaí atua para abrir novas rotas e garantir competitividade à banana catarinense, fortalecendo toda a cadeia produtiva e gerando emprego e renda em Santa Catarina”, destacou.

A articulação integra uma agenda mais ampla de cooperação entre Brasil e Itália, fortalecendo o intercâmbio comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Além da banana brasileira, a cooperação envolve produtos europeus como vinhos, queijos e azeites, ampliando o intercâmbio entre os mercados.

Durante a reunião, o deputado federal italiano Fabio Porta destacou o potencial do Porto de Itajaí como elo estratégico entre os continentes.

“Fomos muito bem acolhidos. Estamos desenvolvendo parcerias entre Brasil e Itália, União Europeia e Mercosul. O Porto de Itajaí tem um potencial enorme, e estamos construindo a ideia de instituir uma parceria com o Porto de Cagliari”, afirmou.

O parlamentar também ressaltou a importância da internacionalização do porto catarinense.

“Queremos fortalecer a internacionalização do Brasil e do Porto de Itajaí na Europa. Nos próximos meses, pretendemos anunciar medidas concretas”, completou.

Participantes
Pela comitiva italiana, participaram da reunião o deputado Fabio Porta, Verônica Salgado, Salvatore Milanese e Luiz Anelli Junior. Pelo Porto de Itajaí, estiveram presentes o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o chefe de gabinete Artur Antunes, a secretária de imprensa Dayane Nunes e o assessor executivo Marcelo Peres.

A iniciativa reforça o papel do Porto de Itajaí como vetor de internacionalização da economia catarinense, ampliando mercados para a banana produzida em diferentes regiões do estado e fortalecendo Santa Catarina no comércio internacional.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Exportação

Exportações de cacau da Venezuela mais que dobram em 2025 com apoio a produtores

As exportações de cacau da Venezuela cresceram 111% em 2025 em relação ao ano anterior, informou o ministro da Agricultura Produtiva e Terras do país, Julio León Heredia. O aumento expressivo dos embarques está ligado à implementação do Programa de Produção, Abastecimento e Exportação, que incentivou agricultores a expandirem as áreas de cultivo e aumentarem a produção do grão.

Novos mercados e incremento nas operações de comércio

Desde o início de 2026, o governo já registrou 14 operações de exportação de cacau, reforçando o ritmo mais acelerado de negócios externos. Paralelamente, avançam os esforços para recuperar três unidades de processamento local nos estados de Sucre e Miranda, com o objetivo de elevar a capacidade produtiva e a qualidade do cacau venezuelano no mercado global.

Uma parte significativa dessas exportações é destinada à Rússia, com oito contratos assinados desde o ano passado junto a uma empresa russa, totalizando cerca de 1.000 toneladas de cacau exportadas. Autoridades venezuelanas planejam **triplicar esse volume em embarques futuros, fortalecendo a presença do cacau do país nesse destino.

Cazaquistão também integra a carteira de destinos

Além da Rússia, o Cazaquistão importou 248 toneladas de cacau venezuelano em 2025, com valor estimado em US$ 1,7 milhão (aproximadamente R$ 9 milhões), segundo dados do Comitê de Receitas Estatais daquele país. Esses números refletem a diversificação dos mercados compradores do cacau venezuelano.

Produção estável apesar da expansão das exportações

Apesar do forte salto nas exportações, a produção de cacau da Venezuela tem permanecido estável nos últimos anos, em torno de 29 mil toneladas anuais, de acordo com estatísticas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Esse equilíbrio sugere que o aumento nas vendas externas tem sido obtido principalmente por meio de melhor organização produtiva e comercialização mais eficiente.

FONTE: Mercado do Cacau
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mercado do Cacau

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Exportação

Exportações argentinas devem atingir segundo maior recorde da história em 2025

As exportações argentinas de bens devem alcançar US$ 86,5 bilhões em 2025, configurando o segundo maior valor nominal da história do país. A estimativa consta em um relatório do consultor Marcelo Elizondo, elaborado com base nos dados do INDEC até novembro e em uma projeção considerada conservadora para dezembro.

Mesmo diante da queda dos preços internacionais, o desempenho reforça a resiliência do comércio exterior argentino, segundo a análise.

Superávit comercial permanece positivo

O estudo projeta importações em torno de US$ 75,8 bilhões, o que resultaria em um superávit comercial de US$ 10,7 bilhões em 2025. O saldo positivo evidencia o equilíbrio das contas externas, apesar de um cenário global mais desafiador.

De acordo com Elizondo, o resultado fica levemente abaixo do recorde histórico de 2022, quando as exportações somaram US$ 88,446 bilhões, impulsionadas por preços mais elevados. Ainda assim, o número supera o antigo pico de 2011, de US$ 84,051 bilhões.
“Em 2025, a Argentina terá registrado o segundo maior volume nominal anual de vendas externas de sua história”, destacou o consultor.

Queda de preços é compensada por aumento de volume

Entre novembro de 2024 e novembro de 2025, os preços de exportação apresentaram retração média de 3%. A maior queda foi observada no setor de combustíveis e energia (-8,7%), seguido por produtos primários (-2,6%) e manufaturas de origem agropecuária (-1,6%).

Apesar disso, o volume exportado cresceu expressivos 28%, o que permitiu um avanço de 24% no valor total exportado em relação ao ano anterior. Para dezembro, a previsão é de embarques próximos a US$ 7 bilhões, considerados prudentes pelo relatório.

Perfil das exportações e principais destinos

As manufaturas de origem agropecuária lideraram a pauta exportadora, com 35% do total. Em seguida aparecem as manufaturas industriais (26%), os produtos primários (25%) e combustíveis e energia (13%).

No ranking dos mercados de destino, o Brasil manteve-se como principal comprador, seguido por China, Estados Unidos, Chile e Índia, reforçando a diversificação geográfica das vendas externas argentinas.

Serviços e participação no comércio global

No segmento de exportações de serviços, o valor estimado é de US$ 17,8 bilhões em 2025. Já as importações devem alcançar US$ 30 bilhões, resultando em déficit na conta de serviços. Ainda assim, a participação da Argentina no comércio mundial permanece próxima de 0,3%.

Cenário internacional segue desafiador

O relatório aponta que o comércio global deve superar US$ 35 trilhões em 2025. Mesmo nesse ambiente de crescimento, impulsionado por Ásia Oriental, África e países do Sul Global, a Argentina conseguiu manter sua fatia tradicional, apesar de tensões geopolíticas e do aumento dos custos logísticos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Internacional

Mapa registra maior expansão de mercados da história e impulsiona exportações do agronegócio brasileiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) alcançou, em 2025, um feito inédito ao consolidar a abertura de 507 mercados internacionais para produtos da agropecuária brasileira desde o início da atual gestão. Trata-se do maior avanço já registrado no acesso a mercados para o agronegócio brasileiro, resultado de uma atuação coordenada da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da rede de adidos agrícolas, presente em 38 países.

O trabalho envolveu negociações técnicas e diplomáticas voltadas à ampliação e diversificação das exportações brasileiras, com foco em protocolos sanitários e fitossanitários, defesa de interesses comerciais, cooperação internacional e promoção do Brasil como fornecedor confiável de alimentos.

Aberturas transformadas em oportunidades econômicas

Ao longo do ano, as ações priorizaram converter cada nova habilitação em ganhos reais para produtores rurais, cooperativas e agroindústrias. O objetivo foi fortalecer a presença global do agro brasileiro, estimular investimentos e gerar emprego e renda em diferentes regiões do país.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, 2025 foi determinante para consolidar esse ciclo de expansão. Apenas neste ano, mais de 200 mercados foram abertos, além de ampliações estratégicas, como o sistema de pre-listing para aves na União Europeia. Entre os destaques estão as autorizações para exportação de sorgo, DDG, gergelim e miúdos de aves para a China, além da carne bovina para o Vietnã e novas habilitações para Filipinas e Indonésia.

Diversificação fortalece competitividade do agro

A ampliação da pauta exportadora foi apontada como um dos principais fatores para o desempenho alcançado. Produtos considerados menos tradicionais ganharam espaço no comércio internacional, refletindo uma política iniciada em 2023 e alinhada às diretrizes do ministro Carlos Fávaro.

Esse movimento resultou em crescimento próximo de 20% no valor exportado desses segmentos, mesmo em um cenário global desafiador. Cerca de 20% das aberturas de mercado contemplaram itens como ervas, especiarias, castanhas e proteínas alternativas, ampliando oportunidades para diferentes cadeias produtivas.

Exportações do agronegócio batem recorde em 2025

De janeiro a novembro de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 155,25 bilhões, o maior valor já registrado para o período, com alta de 1,7% em relação ao ano anterior. O resultado reforça a importância das vendas externas como complemento ao mercado interno e indutor de investimentos.

No acumulado do ano, produtos como soja em grãos, carne bovina in natura, café verde, celulose, farelo de soja, algodão e carne suína alcançaram recordes em valor e volume. Também houve avanço expressivo em café solúvel, bovinos vivos, miúdos bovinos, sementes oleaginosas, pimenta-do-reino, sebo bovino e feijões secos.

Impacto regional das aberturas de mercado

Estudo da ApexBrasil, em parceria com o Mapa, aponta que os mais de 500 mercados abertos desde 2023 já geraram US$ 3,4 bilhões em exportações adicionais, beneficiando todas as regiões do país. Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul foram impactados em diferentes intensidades, evidenciando a abertura comercial como vetor de desenvolvimento regional.

O levantamento estima ainda um potencial de US$ 4 bilhões em exportações futuras, caso o Brasil atinja participação compatível com sua fatia no comércio global. Os países que passaram a importar produtos brasileiros representam um mercado de US$ 37,5 bilhões por ano.

Principais aberturas e ampliações em 2025

Entre os avanços mais relevantes do ano está a habilitação de 17 plantas frigoríficas de carne bovina para a Indonésia, o que elevou em 80% o número de empresas aptas a exportar e impulsionou em cerca de 250% as vendas ao país.

Também se destacam as primeiras habilitações de unidades exportadoras de sorgo e DDG para a China, além da abertura do mercado de carne bovina no Vietnã, que importa aproximadamente US$ 1,6 bilhão por ano. Singapura, por sua vez, reconheceu a regionalização da peste suína africana, garantindo a continuidade das exportações brasileiras mesmo diante de eventuais focos localizados.

Ferramentas e inteligência para apoiar exportadores

A SCRI também investiu na modernização de instrumentos de apoio ao exportador. Entre as iniciativas estão o Intercâmbio Comercial do Agronegócio 2025, o AgroInsights, com mais de 800 oportunidades de negócios mapeadas, o Passaporte Agro, com 33 edições, e a plataforma ConnectAgro, que reúne dados, eventos e orientações práticas para empresas interessadas em acessar mercados internacionais.

Promoção comercial e atração de investimentos

Em 2025, o Brasil intensificou a promoção comercial do agronegócio no exterior. Foram mais de 80 missões oficiais em 57 países, envolvendo negociações sanitárias, agendas governamentais e encontros com compradores e investidores.

O país também participou de 20 grandes feiras internacionais, em 17 países, com a presença de 208 empresas brasileiras, incluindo cooperativas. As ações resultaram em US$ 40,4 milhões em negócios imediatos e cerca de US$ 427 milhões em expectativa de negócios para os 12 meses seguintes.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Abertura de 500 mercados internacionais impulsiona exportações da agropecuária brasileira

A abertura de mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros alcançou um marco expressivo entre 2023 e 2025. Nesse período, mais de 500 novos mercados foram habilitados, resultado do trabalho integrado do governo federal, da diplomacia brasileira e da competitividade da produção nacional. A expansão já representa US$ 3,4 bilhões em exportações efetivadas.

O anúncio foi feito durante a inauguração da sede própria da ApexBrasil, em Brasília, evento que também simbolizou o avanço da promoção comercial brasileira no exterior e a ampliação do acesso do país a novos destinos comerciais.

Estratégia integrada de expansão comercial

A política de abertura de mercados para o agronegócio é coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a ApexBrasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, além de forte articulação com o setor privado.

O foco está na capacidade do Brasil de atender simultaneamente o mercado interno e o mercado externo, mantendo padrões elevados de qualidade, regularidade e escala produtiva. Essa combinação tem sido determinante para ampliar a presença brasileira no comércio global.

Potencial bilionário em mais de 80 países

Segundo estimativas do Mapa, os 500 mercados abertos em mais de 80 países têm potencial para gerar US$ 37,5 bilhões por ano em exportações. Cada país pode absorver diferentes tipos de produtos, o que amplia as oportunidades comerciais.

Entre os principais itens habilitados estão carnes, algodão, frutas e pescados, segmentos que concentram alta demanda internacional e forte competitividade brasileira.

Reconhecimento sanitário fortalece acesso externo

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a expansão é considerada um feito histórico, sustentado pela boa diplomacia comercial e pela evolução sanitária do país. Ele destacou que, em 2025, o Brasil obteve o reconhecimento internacional como país livre de febre aftosa, após mais de sete décadas de combate à doença.

Esse avanço elevou a confiança internacional nos produtos brasileiros e ampliou o alcance do trabalho dos adidos agrícolas, que passaram de 29 para 40 representantes no exterior, atuando diretamente na prospecção de novos negócios.

Novos mercados devem se converter em negócios contínuos

De acordo com o Mapa, a abertura de mercados é apenas o primeiro passo. A expectativa é que, gradualmente, esses acessos se transformem em relações comerciais duradouras, à medida que compradores internacionais testem e ampliem suas encomendas, consolidando o Brasil como fornecedor confiável e capaz de atender grandes demandas.

Promoção comercial e apoio às empresas brasileiras

Dados da ApexBrasil mostram que, entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 170 ações internacionais em 42 países, com US$ 18 bilhões em negócios projetados e atendimento a mais de três mil empresas brasileiras. No período, ocorreram 19 missões presidenciais e cinco vice-presidenciais.

A agência mantém 52 convênios com setores da economia, dividindo investimentos com entidades privadas para garantir a presença do Brasil em cerca de mil eventos internacionais por ano, estratégia considerada essencial para ampliar a visibilidade dos produtos nacionais.

Criada em 2003, a ApexBrasil registrou, até outubro de 2025, 20.754 empresas apoiadas no ano, sendo 66% micro, pequenas e médias, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste, dentro de uma política de descentralização da promoção comercial.

Comércio exterior em ritmo recorde

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil deve alcançar recorde histórico de exportações, mesmo em um cenário global de crescimento mais moderado. A projeção é de US$ 345 bilhões em exportações e US$ 629 bilhões na corrente de comércio.

Segundo ele, a abertura ao comércio internacional é fator decisivo para um crescimento econômico sustentável e consistente.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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