Portos

Megaporto de Singapura usa 230 caixas gigantes de concreto para ampliar capacidade marítima

Singapura está investindo em um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do planeta com a construção do Porto de Tuas, empreendimento que promete se tornar o maior terminal totalmente automatizado do mundo. Apesar de possuir apenas 737 km² de território, o país asiático aposta na expansão marítima para consolidar sua posição estratégica no comércio internacional.

O destaque da obra está nas estruturas submersas utilizadas para sustentar o novo porto: cerca de 230 gigantescos caixões de concreto, com altura equivalente a prédios de quase 10 andares, formam um muro de contenção de 9,1 quilômetros ao longo da costa.

Porto de Tuas terá capacidade para 65 milhões de TEUs

O futuro Porto de Tuas ocupará uma área de 1.337 hectares — espaço comparável a aproximadamente 3.300 campos de futebol. O complexo contará com 66 berços de atracação e capacidade estimada para movimentar até 65 milhões de TEUs por ano.

A sigla TEU é a unidade padrão usada no setor marítimo para medir a capacidade de carga de contêineres e o volume operacional dos portos ao redor do mundo.

Estruturas gigantes reforçam engenharia marítima do projeto

De acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, a segunda fase das obras prevê a construção de um cais de 8,6 quilômetros. Para isso, os enormes blocos de concreto estão sendo fabricados no próprio local da obra e utilizados no processo de aterramento marítimo.

Essa etapa será executada em uma área de 387 hectares e faz parte da expansão que vem transformando o litoral asiático em um dos maiores polos de logística portuária e infraestrutura marítima do planeta.

Projeto automatizado deve ficar pronto até 2040

O novo terminal já é tratado como referência mundial em engenharia naval e automação portuária devido à escala da construção e ao alto nível tecnológico empregado no sistema operacional.

A expectativa é que o Porto de Tuas esteja completamente finalizado até 2040. Quando concluído, o complexo deverá dobrar a capacidade de movimentação marítima de Singapura.

Segundo Liang Hui Tan, vice-presidente de Desenvolvimento de Tuas, Tecnologia Portuária Estratégica, Soluções e Serviços da PSA, toda a operação funcionará de maneira integrada dentro de um único sistema automatizado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Clarin

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Presidente do Panamá quer megaporto para enfrentar influência marítima dos EUA

O presidente panamenho José Raúl Mulino declarou, na quinta-feira, 20 de março, que pretende construir um megaporto no Oceano Pacífico para complementar os negócios do Canal do Panamá.
Além disso, minimizou uma reportagem que mencionava possíveis ações militares dos Estados Unidos para retomar o controle da via navegável. As ameaças do ex-presidente Donald Trump de recapturar o canal, até mesmo à força, têm gerado tensões nas relações bilaterais. A essa situação se somou uma recente reportagem da NBC News, que afirmou que a Casa Branca teria “ordenado às Forças Armadas dos EUA que desenvolvessem opções” para esse objetivo.

Mulino desconsiderou essas alegações e destacou seu foco em construir uma “instalação de megaporto” para fortalecer o lucrativo negócio do canal, que movimenta 5% do comércio marítimo global.

“O Pacífico é o centro das movimentações globais no momento, e o Panamá ainda tem um papel pequeno nesse cenário […]. O que queremos é justamente avançar na criação de uma instalação portuária, um megaporto, que nos permita ser um grande protagonista nesse segmento de mercado”, explicou Mulino em coletiva de imprensa.

“Já temos o negócio, ou seja, os navios que chegam ao canal e o atravessam podem se tornar importantes transportadores da carga que será movimentada no Pacífico”, acrescentou.

O presidente também revelou que discutiu o projeto com líderes de grandes empresas internacionais de navegação, que demonstraram “interesse” em investir em portos no Panamá.

“Se um operador portuário desse porte instalasse esse megaporto no Panamá, fecharíamos o ciclo e passaríamos a jogar em uma liga diferente”, afirmou.

Mulino ainda minimizou as especulações sobre supostos planos do Comando Sul dos EUA para retomar o controle do canal.

“Não encontramos nenhuma fonte nomeada para essa informação. (…) Se ninguém assume a responsabilidade por essa declaração, não dou muito crédito”, declarou.

A via navegável é o motor da próspera economia panamenha, e a Autoridade do Canal do Panamá (ACP), agência estatal responsável por sua operação, anunciou este mês que considera expandir seus negócios com a construção e operação de um gasoduto atravessando os 80 km do istmo panamenho.

Trump tem insistido na ideia de que a China controla o Canal do Panamá, alegando que uma empresa de Hong Kong administra dois portos localizados nas entradas da via navegável.

Em meio a essa pressão, a empresa de Hong Kong anunciou, no início deste mês, a venda de sua participação nos dois portos panamenhos para um fundo de investimento dos EUA.

Fonte: La Nación (Argentina) e Panama Now Online
Presidente de Panamá quiere un megapuerto que complemente negocios del canal – LA NACION
Mulino wants to have a Mega Port in light of US issues over foreign port influence. – Panama Now Online

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