Logística

Mercado de galpões bate recorde de novos contratos de locação

O setor logístico bateu recorde de novos contratos de locação de galpões no segundo trimestre, com uma absorção líquida de 960 mil metros quadrados.

Segundo o relatório da RealtyCorp, o setor registrou um crescimento de 69% nos novos contratos na comparação com o trimestre anterior. 

“As entregas foram muito grandes, mas mesmo assim os novos negócios se mantiveram, porque existe uma demanda reprimida no País,” Marcos Alves, o CEO da RealtyCorp, disse ao Metro Quadrado.

São Paulo puxou o crescimento do setor, concentrando 58% das locações. Sozinho, o estado registrou um aumento de 623% na absorção líquida em três meses.

O CEO diz que o resultado está ligado à demanda do mercado por imóveis do tipo triple A, hoje predominantemente disponíveis em São Paulo. Ao todo, 537 mil m² de equipamentos logísticos locados eram de padrão A+/A.

O foco em ativos de alto padrão acompanha a guerra dos ecommerce pela entrega rápida, com os principais negócios concentrados no chamado “Raio 30” da capital.

Marcos diz que mesmo com a descentralização das operações logísticas, o mercado paulista deve continuar capitaneando os resultados de absorção líquida do País.

“Provavelmente o mercado de São Paulo ainda pode dobrar de tamanho em menos de dez anos, porque existe uma demanda alta,” ele disse. 

Conforme os dados da RealtyCorp, o estoque logístico no País é de aproximadamente 41 milhões de m², dos quais 20 milhões de m² estão em São Paulo.

A taxa de vacância nacional foi de 7,7% no trimestre, ante 8,95% no mesmo período do ano anterior. O preço médio pedido por metro quadrado hoje é de R$ 27.

Fonte: Metro Quadrado

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Portos

Porto de Itajaí recebe Câmara de Transporte e Logística da Fiesc

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, recebeu nesta terça-feira (2) o presidente da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Antônio Martorano, acompanhado de empresários catarinenses, na sede da Superintendência, em Itajaí.

Durante o encontro, foram debatidas medidas econômicas para impulsionar as exportações pelo Porto de Itajaí, além dos impactos do chamado “tarifaço do Trump” sobre os setores exportadores, em especial o moveleiro.

O superintendente destacou a importância do apoio da Fiesc para a criação da empresa federal “Docas de Itajaí”, iniciativa que garantirá mais autonomia de gestão ao complexo portuário.

“O Porto de Itajaí vem batendo recordes de movimentação de cargas e contêineres, consolidando sua retomada histórica. O apoio da Fiesc para a criação da empresa federal é fundamental, pois permitirá mais autonomia na revisão de tarifas e oferecerá condições vantajosas para que os empresários catarinenses ampliem suas exportações”, avaliou João Paulo.

Ele também destacou as medidas do Plano Brasil Soberano, anunciadas pelo Presidente Lula recentemente, as quais atendem ao pleito da Fiesc e fornecem soluções diante das medidas impostas pelo governo norte-americano..

“Nosso objetivo é articular, junto à Apex, a participação dos empresários catarinenses nas missões internacionais que abram novos mercados, tendo o Porto de Itajaí como modal logístico estratégico para a competitividade do estado”, acrescentou o superintendente.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Antônio Martorano, informou que o pleito da Fiesc será formalizado e encaminhado ao Porto de Itajaí e posteriormente, a Apex. Ele ressaltou a preocupação dos empresários catarinenses com os impactos do tarifaço, sobretudo no setor moveleiro.

“Essa reunião foi muito importante para discutir alguns temas de preocupação do setor moveleiro com o “tarifaço do Trump” sobre a movimentação portuária, disse.”, destacou Martorano.

Participaram da reunião o diretor-geral de Administração e Finanças, Pedro Zucchi, coordenador executivo de planejamento estratégico, Mauricio Moromizato e o assessor executivo, Rafael Canela.

Fonte: Porto de Itajaí

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Portos

Agosto foi estratégico para PL que discute revisão da Lei dos Portos, diz entidade

O mês de agosto foi estratégico para a tramitação do Projeto de Lei 733/2025, que propõe um novo marco regulatório para o setor portuário brasileiro. A análise é da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

No início do mês, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema aprovou o plano de trabalho apresentado pelo relator, deputado federal Arthur Oliveira Maia (União-BA), além de todos os requerimentos em pauta. Também foram realizadas audiências públicas, a primeira com a presença de representantes da Comissão de Juristas para Revisão Legal Exploração de Portos e Instalações Portuárias (Ceportos).

O diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva, acompanhou presencialmente os eventos do colegiado. Para ele, a retomada dos trabalhos após o recesso parlamentar representa uma oportunidade para garantir segurança jurídica ao setor e promover ganhos de eficiência logística. Também reforça o compromisso do Congresso Nacional com a pauta portuária e com o desenvolvimento do País.

“A tramitação do PL 733/2025 é um passo fundamental para construirmos uma legislação moderna, que proporcione segurança jurídica aos investidores, incentive o desenvolvimento de portos mais eficientes e esteja à altura dos desafios logísticos do Brasil”.

Silva destaca que o PL acolheu em sua plenitude o anteprojeto, resultado de mais de 11 meses de trabalho da Ceportos.

Com a aprovação do plano de trabalho, a Comissão Especial iniciou uma série de audiências públicas com a participação de especialistas, operadores, trabalhadores e representantes do setor portuário.

O colegiado da Câmara tem prazo inicial de 40 sessões plenárias para a apresentação do parecer. O PL é de autoria do deputado federal Leur Lomanto Júnior (União-BA).

Fonte: A Tribuna

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Comércio Exterior

“São Sebastião complementará a demanda de contêineres de Santos”, diz Ernesto Sampaio

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte do Estado, passará a movimentar contêineres com o leilão do futuro terminal multipropósito SSB01. Com investimento de R$ 2,5 bilhões, o ativo poderá ir a leilão até o final do ano e deverá impulsionar os negócios no segundo complexo portuário paulista. Além disso, a região se prepara para receber uma série de obras de infraestrutura de acesso que aumentarão a eficiência logística no porto, que é delegado pela União ao Governo do Estado e está sob o comando da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A agenda de investimentos foi apresentada pelo diretor-presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Ernesto Sampaio, em entrevista.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse que a União pretende licitar o SSB01 ainda neste ano. Em sua capacidade máxima, o terminal irá operar 1,35 milhão de TEU e 3,45 milhões de toneladas de granéis sólidos ao ano. Qual é a sua expectativa?

Existe a previsão de dois berços de atracação (para navios) e movimentação de contêineres, que é inédita no Porto de São Sebastião. O projeto de um terminal multipropósito (contêineres e cargas gerais) aqui complementa a demanda de movimentação de contêineres do Porto de Santos.

O senhor acredita que o leilão sairá mesmo neste ano?
Tanto o Ministério (de Portos e Aeroportos) quanto o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) têm todo o interesse que esse processo (de arrendamento) seja feito com a maior celeridade. Agora, depende do tempo que o Tribunal de Contas da União (TCU) levará para analisar o processo, que é bem mais simples do que o do Tecon (Terminal de Contêineres) Santos 10 (no cais do Saboó, no Porto de Santos). Não existe nenhuma complexidade aqui.

O governador defende que o leilão do Tecon Santos 10 permita ampla concorrência, pois, com um armador global operando o megaterminal seria possível integrar a logística entre os dois portos paulistas, com Santos recebendo navios de longo curso e São Sebastião como ‘feeder’ para distribuir a carga via cabotagem. Essa iniciativa seria estratégica para o Estado, mas o SSB01 não seria um concorrente do Tecon 10?
A ideia é que eles se complementem. Os dois projetos, o Tecon Santos 10 e o SSB01, não são concorrentes. Existe uma demanda muito grande de movimentação de contêineres, então, esse conceito de complementaridade que o governador mencionou faz todo sentido. Santos receberia os navios de longo curso e faria essa transferência dos contêineres por terra para nós fazermos a cabotagem por aqui. É um conceito válido e que faz todo o sentido em outros países. Isso não limitaria Santos ao longo curso e nem São Sebastião à cabotagem.

O porto contará com um novo acesso terrestre em 2026?
O Governo do Estado e a concessionária Tamoios, que administra a Rodovia dos Tamoios, assinaram um termo aditivo para construir um novo acesso ao Porto de São Sebastião e um viaduto de saída para melhorar o acesso de caminhões. Então, o futuro arrendatário do SSB01 já vai receber o acesso terrestre solucionado. Essa obra vai durar somente nove meses e, inclusive, já começou. O investimento é de mais de R$ 55 milhões, totalmente privado.

O novo acesso e o viaduto de saída vão garantir fluidez no tráfego de caminhões?
O novo acesso vai melhorar ainda mais o trânsito de caminhões, sem impactar no trânsito dos veículos no Centro da Cidade e para aqueles que vão para Itabira também. Já o viaduto sairá de dentro do Porto e se encaixará diretamente nos viadutos que dão acesso aos túneis da Rodovia dos Tamoios. Ou seja, os caminhões que vão chegar e sair do Porto não vão impactar em nada no trânsito da Cidade, nem para quem acessa o município de Ilhabela. É a relação porto-cidade no seu melhor patamar, o desenvolvimento do porto sem impactar o cidadão comum.

O Porto de São Sebastião recebe quantos caminhões por dia?
Em torno de 100 caminhões por dia.

Confira a seguir um histórico da movimentação de cargas em toneladas no longo curso no Porto de São Sebastião a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de cargas de longo curso no Porto de São Sebastião | Jan 2022 a Junho 2025 | WTMT

Quantos caminhões passará a receber com o SSB01?
Com certeza, o novo terminal vai multiplicar esse número por cinco, porque ele vai triplicar o volume de granel sólido que a gente movimenta hoje, além da movimentação de contêineres de 1,35 milhão de TEU por ano, o que é aproximadamente metade do que o Tecon Santos 10 vai operar.

O canal aquaviário pode alcançar 42 metros de profundidade em alguns pontos, então o Porto de São Sebastião pode receber os maiores navios do mundo?
O Porto de São Sebastião larga na frente de diversos portos do Brasil, com acesso aquaviário sem a necessidade de dragagem de manutenção e acesso terrestre completamente resolvido. Nosso grande trunfo é que o canal aquaviário chega a 42 metros de profundidade em alguns pontos.

Mas, o Porto está realizando a dragagem de manutenção nesse momento.
A gente está fazendo a dragagem de manutenção no berço 101 (principal) porque é muito colado à parte terrestre. A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros. A previsão é encerrar essa dragagem em 45 dias.

Fonte: A Tribuna

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Comércio Exterior

Maersk modifica serviço entre Europa e América do Sul devido a condições climáticas

A Maersk informou que modificou temporariamente o serviço NeoSamba, que conecta a Europa com a costa leste da América do Sul, devido às condições climáticas adversas presentes na região.

Nesse cenário, a companhia destacou que “estamos enfrentando atrasos que afetam nossos horários de serviço. Embora mantenhamos nosso compromisso de garantir a entrega confiável da carga, essas interrupções tiveram um efeito dominó em nossas operações”.

A empresa marítima detalhou que, para mitigar futuros atrasos e organizar seus navios de acordo com o cronograma planejado, ajustou o itinerário de cinco porta-contêineres, omitindo as escalas programadas no Porto de Paranaguá durante setembro.

Especificamente, a mudança afetará os navios:

  • Maersk La Paz, com chegada prevista ao terminal brasileiro em 1º de setembro;
  • Maersk Leticia, em 8 de setembro;
  • Maersk Labrea, em 15 de setembro;
  • San Raphael Maersk, em 22 de setembro;
  • Maersk Lanco, em 29 de setembro.

“Agradecemos sua compreensão e colaboração contínua enquanto enfrentamos esses desafios. Nossas equipes estão trabalhando diligentemente para minimizar o impacto e os manteremos informados sobre qualquer novidade”, complementou a empresa.

O serviço NeoSamba conta com uma rotação que inclui escalas em London Gateway, Roterdã, Hamburgo, Bremerhaven, Antuérpia, Porto Tânger Mediterrâneo, Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Montevidéu, Rio Grande, Paranaguá, Santos, Porto Tânger Mediterrâneo e London Gateway. O circuito tem um tempo de trânsito de 62 dias.

Fonte: Portal Portuário

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Comércio Exterior

Rota direta Pecém-Ásia cresce 48% em apenas sete meses

Desde o início da operação, o serviço da APM Terminals e MSC já movimentou 32.371 TEUs

Em apenas sete meses de operação, o novo serviço semanal MSC – Far East-Centram-ECSA Service (Santana) na APM Terminals Pecém registrou um crescimento de 48% na movimentação de cargas na rota direta para a Ásia. A nova rota conecta Pecém a portos como Mundra (Índia), Singapura, Yantian (Shenzhen), Ningbo, Shanghai, Qingdao e Busan, com foco em mercados como China, Índia, Bangladesh e Egito.

O volume total movimentado nos primeiros 7 meses foi de 32.371 TEUs. A média de TEUs por viagem cresceu de 1.261 em janeiro para 1.384 em julho.

Segundo Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, os resultados já são positivos: “Nesses sete meses de operação, já registramos um aumento de movimentação para essa linha específica em 48%, e a expectativa é atrair novos perfis de cargas, tanto de importação quanto de exportação”, declara.

No mês de julho, foram embarcados os primeiros contêineres de exportação de carne bovina da Minerva Foods, com destino ao Porto de Xangai, na China, a partir do Pecém. De acordo com a APM Terminals, o marco registra a abertura de um novo segmento de exportação com alto potencial, o de proteína animal. A integração bem-sucedida das cargas da Minerva dá início a uma mudança estratégica na forma como as exportações de carne bovina da região podem ser exportadas, abrindo uma nova rota via Pecém.

“Com a entrada de Pecém na rota direta para a Ásia, a exportação de produtos como proteína animal e até algodão, ganham uma alternativa mais competitiva e estratégica em relação aos portos do Sudeste e Sul, reduzindo custos e otimizando o tempo de transporte”, explica André Gonzaga, gerente de operações da APM Terminals.

Fonte: Modais em Foco

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Evento, Logística

Setor portuário e logístico terá programação especial no Comex Tech Forum 2025


Promovido pela Logcomex, empresa líder em tecnologia para o comércio exterior, o evento terá quatro palcos simultâneos, cada um com trilhas específicas sobre os principais desafios e transformações do setor.

A movimentação de cargas e o cenário global de fretes atravessam um dos momentos mais críticos e estratégicos dos últimos anos — e esse será um dos focos centrais do Comex Tech Forum 2025, que acontece no dia 17 de setembro, no São Paulo Expo, com expectativa de reunir mais de 3 mil profissionais de comércio exterior. Promovido pela Logcomex, empresa líder em tecnologia para o comércio exterior, o evento terá quatro palcos simultâneos, cada um com trilhas específicas sobre os principais desafios e transformações do setor.

Um deles, o Palco Movement, terá uma curadoria voltada à logística internacional e ao setor portuário, com temas como inovação em terminais, geopolítica e negociações de frete. Entre os destaques da programação está o painel “Negociação de fretes: a tecnologia no centro das decisões”, com a participação de David Pinheiro, CEO da Cargo Sapiens. O executivo apresentará um case sobre como a transformação digital vem revolucionando as negociações de frete, além de traçar um panorama do mercado antes e depois da adoção da tecnologia nas cotações.

“O cenário atual exige decisões cada vez mais ágeis e baseadas em dados. A negociação de fretes já não pode mais ser feita com base apenas em feeling ou histórico. É preciso tecnologia para lidar com a imprevisibilidade e com a pressão por eficiência”, destaca David Pinheiro.

Já o painel “O mundo em ruptura e o frete em reação: panorama e tendências” reunirá Leandro Barreto (Solve Shipping), Gabriel Carvalho (Scan Global Logistics) e Lucas Ferraz (FGV) para discutir como conflitos geopolíticos, mudanças climáticas, disputas comerciais e gargalos logísticos têm moldado o cenário global e impactado diretamente a precificação e as estratégias de fretes internacionais. Para Leandro Barreto, o momento exige uma visão mais ampla e conectada: “A discussão sobre fretes não pode ser isolada das movimentações globais. Entender o contexto internacional é essencial para tomar boas decisões no nível local.”

Outros temas em destaque no Palco Movement incluem inovação em terminais portuários, com apresentação de projetos como o Connect Sys e Connect Hub, e gestão de riscos logísticos, abordando ameaças invisíveis da cadeia global e o uso de tecnologia preditiva.

Além do Movement, o evento contará com outros três palcos simultâneos — Innovation, Compass e Insights — que abordarão temas como inteligência artificial, liderança, compliance, câmbio, blockchain e reforma tributária. 

Ao longo do dia, o Comex Tech Forum também oferecerá ativações especiais, networking qualificado e palestras com nomes de grande relevância, como Paulo Guedes, ex-ministro da Economia; Arthur Igreja, futurista e especialista em inovação; Marcelo Toledo, especialista em comércio exterior e logística; além de Carol Paiffer (Shark Tank Brasil), Prof. HOC, Carlos Busch e Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex.

A participação é aberta a profissionais do comércio exterior, logística, portos, tecnologia e áreas relacionadas. A inscrição pode ser feita pelo site oficial do evento.

Inscrições: https://evento.logcomex.com/comex-tech-forum-2025

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TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Logística

Brasil e Panamá firmam memorando de cooperação em logística e comércio exterior

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta quinta-feira (28) da visita oficial do presidente da República do Panamá, José Raúl Mulino, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Na ocasião, foi assinado um Memorando de Entendimento entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Autoridade do Canal do Panamá, marco inicial de uma parceria voltada a fortalecer a cooperação internacional em infraestrutura logística, transporte marítimo e comércio exterior. O Panamá é hoje o maior parceiro comercial do Brasil na América Central, com fluxo de US$ 934,1 milhões em 2024.

Durante a cerimônia, Lula afirmou que a presença do presidente panamenho em Brasília marca “o recomeço de uma nova relação entre Brasil e Panamá, após 17 anos sem visita oficial de um chefe de Estado do país”. Destacou ainda que “a aproximação deve gerar avanços no comércio, na ciência e na tecnologia e que a relação precisa ser uma via de duas mãos, em que todos ganham”.

O memorando terá duração de dois anos, podendo ser renovado. O documento prevê iniciativas conjuntas, como o intercâmbio de informações sobre portos e transporte marítimo, o desenvolvimento de novas rotas para as exportações brasileiras via Canal do Panamá e estudos sobre descarbonização e seus impactos econômicos. Também estão previstas ações de capacitação em gestão portuária e logística, troca de tecnologias para modernização do setor e iniciativas ambientais, incluindo redução de emissões e gestão de águas de lastro.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a parceria amplia as condições para que o Brasil ganhe competitividade no comércio exterior e fortalece o setor de transportes. “Ao lado do Panamá, vamos desenvolver rotas mais eficientes e sustentáveis, ao mesmo tempo em que modernizamos os nossos portos. O memorando abre caminho para novas oportunidades de investimento e cooperação, que vão gerar resultados para a economia brasileira e para a integração regional”, afirmou.

O presidente do Panamá destacou que “não existe um país autossuficiente” e defendeu a integração regional e o fortalecimento do multilateralismo como resposta aos desafios atuais. Ele ressaltou ainda a importância do Canal do Panamá, “governado por um tratado multilateral de neutralidade”, como ativo estratégico para o comércio internacional, e afirmou que “é preciso unir esforços contra as mudanças climáticas, preservando as florestas tropicais e avançando em rotas mais sustentáveis”.

Setor portuário e agenda sustentável

O Brasil vem registrando recordes na movimentação portuária: em 2024 a movimentação foi de 1,3 bilhão de toneladas e, apenas no primeiro semestre de 2025, já foram 653 milhões de toneladas, o melhor resultado da história. No segmento de contêineres, foram 78,1 milhões de toneladas no semestre, alta de 6,17% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esses resultados somam-se aos esforços do MPor para alinhar o setor de transportes às metas ambientais globais. Entre as iniciativas em curso estão o Diagnóstico de Sustentabilidade, o Pacto de Sustentabilidade, que prevê a entrega do Selo de Sustentabilidade na COP30, e o avanço do programa de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), além da criação dos Corredores Marítimos Verdes em parceria com a França.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Porto peruano operado pela China ambiciona virar ‘hub’ das Américas Central e do Sul

O tráfego marítimo está aumentando entre a China e o Peru com a inauguração de um porto perto da capital Lima, majoritariamente de propriedade chinesa. A instalação tem a mais recente tecnologia chinesa, reduzindo o tempo de transporte e alarmando os Estados Unidos.

A cidade de Chancay fica a cerca de 80 quilômetros ao norte de Lima. Seu porto, inaugurado em novembro, fica além de um túnel de 1,8 quilômetro sob a cidade.

Antes de entrar, os visitantes são solicitados a se registrar em um sistema de reconhecimento facial, semelhante ao que existe na China. O porto conta com rede sem fio 5G de alta velocidade da Huawei Technologies, que, segundo representantes, agiliza os procedimentos de entrada e saída de caminhões.

O porto de Chancay é operado pela Cosco Shipping Ports Chancay Peru (CSPCP), que é 60% controlada pela China Cosco Shipping, a maior empresa de transporte marítimo estatal da China.

A instalação permite que cargas da América do Sul viajem diretamente para a Ásia, em vez de precisar passar pela América Central ou do Norte, reduzindo o tempo de transporte de 35 para 23 dias.

O projeto portuário foi desenvolvido sob os auspícios do governo chinês como parte fundamental da iniciativa chinesa de infraestrutura transfronteiriça Rota da Seda, para a América do Sul. O presidente chinês, Xi Jinping, participou da cerimônia de inauguração do porto por videoconferência.

Entre os principais recursos de Chancay está o uso da tecnologia de automação chinesa de ponta.

Durante uma visita em um dia de semana no final de julho, o porto foi recriado em um grande display interno, mostrando o status dos contêineres e veículos autônomos nas instalações em tempo real, juntamente com dados detalhados.

Chancay é “um dos portos mais avançados do mundo”, disse o vice-gerente geral da CSPCP, Gonzalo Rios. É semelhante a uma versão em miniatura do porto de Xangai, com avanços ambientais, como a reciclagem de água do mar.

Em uma sala repleta de monitores, os funcionários observavam guindastes carregando e descarregando cargas. Embora eles possam assumir o controle dos guindastes, se necessário, o equipamento funciona sem qualquer intervenção humana. Quase nenhum trabalhador era visto ao redor do porto, mesmo com o fluxo de carros e contêineres fabricados na China.

A drástica melhoria na conveniência oferecida pelo novo porto impulsionou a demanda. Após seis meses de operação experimental, o porto entrou em operação plena em junho. Durante o período experimental, cerca de US$ 1 bilhão em transações passaram pelo porto, com o governo peruano arrecadando cerca de 500 milhões de soles (US$ 140 milhões) em receita, de acordo com Rios.

A capacidade anual de Chancay deve atingir 1,5 milhão de unidades equivalentes a vinte pés (TEUs), conforme planejado.

“Este pode se tornar um porto hub para a América Central e do Sul”, disse Rios. “Prevemos um crescimento ainda maior com a expansão da produção e o desenvolvimento de infraestrutura nos países sul-americanos.”

O porto também está transportando produtos sul-americanos para os mercados asiáticos, além da China, incluindo mirtilos cultivados no Peru para a Indonésia e a Índia.

A Cosco investiu cerca de US$ 1,3 bilhão no porto até o momento, com planos para um total de US$ 3,5 bilhões em gastos. A meta é expandir de quatro para 15 berços.

Chancay tem o potencial de transformar o comércio entre a América do Sul e a Ásia, possibilitando a realização do sonho de longa data de uma rota marítima direta da costa atlântica para a Ásia. O Brasil — um fornecedor global de alimentos cada vez mais importante — e a China estão discutindo a construção de uma ferrovia transcontinental entre Chancay e o leste do Brasil.

Cerca de 30% das exportações brasileiras vão para a China. O comércio com os Estados Unidos aumentou em um múltiplo de 68 entre 2000 e 2023, enquanto o comércio entre 12 países sul-americanos e a China cresceu 40 vezes nesse período.

O envolvimento do governo chinês no porto de Chancay tem sido uma preocupação para os Estados Unidos há muito tempo. Quando foi inaugurado, a general Laura Richardson, então comandante do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos, expressou preocupação de que ele pudesse ser usado pela Marinha chinesa.

Um relatório divulgado em junho pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais observou o envolvimento chinês em 37 portos na América Latina e no Caribe, classificando Chancay como de alto risco.

“O interesse da China nos portos da América Latina e do Caribe é mais amplo e o risco mais variado do que se sabia anteriormente”, afirmou o relatório, acrescentando que esses investimentos “abrem a porta para Pequim obter vantagem estratégica, coletar dados sensíveis e expandir sua influência geopolítica para mais perto da costa dos Estados Unidos”.

Rios, do CSPCP, desconsiderou essas preocupações. “Somos uma empresa privada e operamos apenas para fins comerciais”, disse ele.

Como a lei peruana exige procedimentos rigorosos para navios de guerra estrangeiros atracando em portos, “operações militares seriam impossíveis”, disse ele.

Empresas no Japão, por exemplo, hesitam em usar o porto de Chancay por receio de contrariar os Estados Unidos, um aliado de longa data. Rios disse que isso não deve ser motivo de preocupação.

“O Peru é um dos países mais abertos do mundo a negócios e investimentos estrangeiros”, disse ele.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior

Lula anuncia apoio ao acordo de neutralidade do Canal do Panamá

Presidente recebeu hoje o presidente do Panamá, José Raúl Mulino

presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (28), o reconhecimento direto do Brasil ao tratado sobre a neutralidade permanente e a operação do Canal do Panamá. Lula recebeu o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, para uma visita oficial, e, em seu discurso, fez referência às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em retomar o controle da via interoceânica.

“O Brasil apoia integralmente a soberania do Panamá sobre o Canal, conquistada após décadas de luta. Há mais de 25 anos, o país administra o corredor marítimo com eficiência e respeito à neutralidade, garantindo trânsito seguro a navios de todas as origens”, disse Lula em declaração à imprensa no Palácio do Planalto.

“Tentativas de restaurar antigas hegemonias colocam em xeque a liberdade e a autodeterminação de nossos povos. Ameaças de ingerência pressionam instituições democráticas e comprometem a construção de um continente integrado, desenvolvido e autônomo. O comércio internacional é utilizado como instrumento de coerção e chantagem”, acrescentou.

O tratado de neutralidade do Canal do Panamá é um dos atos bilaterais dos Tratados Torrijos-Carter, assinados pelos Estados Unidos e pelo Panamá, que regem o funcionamento e a neutralidade da via aquática, com o Panamá assumindo a administração total do canal em 1999. O Brasil, como nação-membro da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece a validade desses tratados, que visam garantir o trânsito seguro e não discriminatório para todas as nações.

As obras do Canal do Panamá foram iniciadas pela França em 1880 e assumidas pelos Estados Unidos em 1904. O empreendimento reduziu muito o tempo de viagem para se cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico de navio, fundamental para o comércio internacional. O canal é gerenciado e operado pela Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo do país.

“Não há duvida de que a questão do canal nos afeta muito porque é uma luta de um século, conquistada por negociação e conseguimos alcançar a plena soberania”, disse o presidente panamenho José Raúl Mulino.

Hoje, o Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil e a Autoridade do Canal do Panamá firmaram memorando de entendimento para otimizar as exportações brasileiras e modernizar a operação dos portos brasileiros. Ele prevê o intercâmbio de experiências e transferência de informações sobre o funcionamento do Canal do Panamá, estudos sobre o uso de novas rotas e avaliação de rotas marítimas e fluviais mais sustentáveis.

Durante a visita oficial, também foi assinado memorando para cooperação sobre desenvolvimento agrícola e pecuário, em áreas como capacitação técnica, sanidade animal e vegetal, produção sustentável e inovação. Ainda, a Embraer anunciou o acordo para a venda de quatro aeronaves do modelo A-29 Super Tucano para o Serviço Nacional Aeronaval do Panamá.

Segundo o presidente Lula, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também vai atuar junto ao país ampliar a capacidade panamenha de produção de vacinas e contribuir para o estabelecimento de um polo farmacêutico regional.

Meio ambiente

presidente Mulino confirmou sua participação na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, em novembro, e contou sobre o impacto das migrações nas florestas da Região de Darién, na divisa de Colômbia e Panamá. Segundo ele, os caminhos foram devastados e toneladas de lixo foram deixados pelas milhares de pessoas que cruzam a região em direção à América do Norte.

O país também é afetado pelas secas e está construindo um reservatório para abastecer, inclusive, o lago do Canal do Panamá, que torna possível a navegação no local.

“Precisamos de água, de florestas e lutar todos os dias contra a mudança do clima”, disse Mulino.

presidente Lula destacou que Brasil e Panamá são responsáveis por uma imensa biodiversidade e merecem ser remunerados pelos serviços ambientais. Ele pediu que o país faça a adesão ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que será lançado na COP30, um mecanismo financeiro para recompensar países por preservar suas florestas tropicais.

“Apesar de ser um dos poucos países que absorvem mais gases de efeito estufa do que emitem, o Panamá já lida com os efeitos da elevação do nível do mar em seu território. O deslocamento do povo indígena Guna de seu arquipélago ancestral é um exemplo concreto da injustiça climática”, disse o presidente brasileiro.

Fonte: Agência Brasil

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