Logística

Bioceânica: Estrada consolida guinada liberal do Paraguai

Corredor rodoviário permite conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico, posicionando o país como centro estratégico para exportações na América do Sul

O Paraguai está investindo na construção da Rota Bioceânica como parte de uma estratégia para se estabelecer como principal centro logístico da América do Sul. O projeto, que visa conectar os oceanos Atlântico e Pacífico, representa uma oportunidade histórica para o país sem litoral expandir suas capacidades de exportação.

Atualmente, o acesso ao Paraguai pela rota é feito apenas por balsa, através do rio Paraguai, conectando Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, primeira cidade paraguaia na fronteira. A pequena cidade de menos de 5 mil habitantes dá acesso à rodovia PY15, que atravessa a região do Grande Chaco paraguaio.

Desenvolvimento econômico e social

A rota tem especial importância para a comunidade menonita, grupo de origem europeia que chegou ao Paraguai há 100 anos. Em Loma Plata, no centro do Chaco, a Cooperativa Chortitzer, formada por menonitas, já movimenta mais de 500 milhões de dólares por ano no agronegócio.

Gustavo Sawatzky, presidente do Bancop, destaca que a rota representa uma oportunidade para melhor competitividade nos negócios: “Esta rota faz o mundo cada dia menor para nós. Temos uma grande oportunidade de competir melhor, porque o custo elevado sempre é o frete. Será o verdadeiro Mercosul”.

Avanço das obras e perspectivas

As obras da rota no território paraguaio seguem em ritmo acelerado. Em Mariscal Estigarríbia, o trecho atual conta com aproximadamente 200 quilômetros de estrada de terra até a fronteira com a Argentina. A previsão é que o segmento paraguaio da rota seja concluído em 2026.

O projeto tem impulsionado o crescimento econômico do país. Segundo relatório do Banco Mundial, o Paraguai registrou crescimento de 4,2% do PIB em 2024, o melhor resultado entre os países participantes da Rota Bioceânica. Arnold Wiens, ex-ministro de Obras Públicas do Paraguai, ressalta que o projeto está criando um novo eixo de desenvolvimento: “O Paraguai está integrando território. 61% do território paraguaio não estava conectado em boas condições com os vizinhos”.

Fonte: CNN Brasil


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Logística

Terminal logístico KBT, fruto de parceria entre Klabin, Brado e TCP, registra maior movimentação desde sua inauguração

Nesta segunda-feira, 15 de setembro, o terminal logístico intermodal KBT – uma colaboração estratégica entre a Klabin, a Brado Logística e TCP – completa quatro anos, marcando sua história com os melhores índices de produtividade já registrados desde sua inauguração. No primeiro semestre de 2025, foram movimentados 49.646 TEUs, número 12% superior aos 44.450 TEUs do mesmo período de 2024. As exportações de papel e celulose também tiveram desempenho expressivo: de 21.216 TEUs no primeiro semestre do ano passado para 23.978 TEUs neste ano, uma alta de 13%.

“Os aumentos progressivos na movimentação de contêineres, ano após ano, reforçam não apenas o comprometimento da TCP com a excelência e a melhoria contínua dos processos no terminal de Ortigueira, mas também evidenciam a força da colaboração estratégica entre Klabin, Brado e TCP. Essa sinergia operacional tem sido fundamental para garantir fluidez logística, integração entre modais e ganhos consistentes em produtividade e previsibilidade”, comenta Fabio Henrique Mattos, gerente de operações logísticas da TCP.

“O modelo de negócio da Klabin é integrado, flexível e diversificado, o que permite à Companhia expandir sua atuação continuamente, tanto interna como externamente. O KBT é essencial nesse sentido, pois garantiu ao longo desses quatro anos um crescimento fundamental para a empresa em mercados estratégicos. A sinergia entre as três empresas garante, desde 2021, uma operação que une eficiência, sustentabilidade e resultados que batem recorde ano após ano. Tudo isso é fruto do trabalho árduo de todos os envolvidos no KBT”, afirma Roberto Bisogni, Diretor de Planejamento Operacional e Logística na Klabin.

Esses resultados são reflexo da logística inovadora do KBT, que conecta o terminal de contêineres, administrado pela TCP, ao lado da Unidade Ortigueira da Klabin – com capacidade produtiva de 2,5 milhões de toneladas de papel e celulose por ano – ao Terminal de Contêineres de Paranaguá, por meio da ferrovia operada pela Brado Logística. O grande diferencial foi estruturar um corredor intermodal que reduziu a dependência exclusiva das rodovias, posicionando a ferrovia como protagonista da operação. Em maio deste ano foi registrado um recorde de 31 trações no mês (uma por dia) – cada tração representa uma composição com locomotiva e vagões carregados que saem de Ortigueira com destino ao porto de Paranaguá. Atualmente, o Terminal de Contêineres de Paranaguá é o único terminal portuário da Região Sul a possuir uma conexão direta entre a zona primária e um ramal ferroviário.

O avanço também pode ser medido pelo número de encostes de trens. De acordo com a Brado Logística, 140 trens provenientes do KBT chegaram à TCP, no primeiro semestre de 2024; já em 2025, foram 152 composições no mesmo período. Esse crescimento refletiu diretamente em uma redução no tráfego rodoviário: a estimativa da Brado é de que aproximadamente 12.232 caminhões tenham deixado de circular entre Ortigueira e Paranaguá no primeiro semestre deste ano, aliviando custos logísticos e a pressão sobre a malha viária no estado.

Para Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e de atendimento da TCP, os números alcançados confirmam a relevância estratégica da iniciativa: “por ser feito sob medida (tailor made) para um único cliente, o KBT vem se consolidando ano após ano como referência nacional, provando seu valor com ganhos reais em eficiência e qualidade. O alinhamento entre Klabin, Brado e TCP garante, não apenas crescimento sustentável, mas também operações mais seguras, confiáveis e previsíveis”, explica.

Sustentabilidade na prática

Priorizar a ferrovia no modelo intermodal também traz benefícios ambientais significativos. De janeiro a julho de 2025, a estimativa é que o transporte de papel e celulose pela ferrovia tenha deixado de emitir cerca de 16 mil toneladas de gás carbônico — volume equivalente à emissão anual de 3,4 mil veículos. De acordo com o cálculo da Brado Logística, seriam necessárias 113,8 mil árvores para neutralizar integralmente esse volume de CO2.

Graciele Santos, executiva comercial da Brado Logística, ressalta que o KBT é um exemplo de como tecnologia e sustentabilidade podem caminhar juntas. “A capacidade de carga concentrada em um único trem minimiza as emissões de CO2 e ainda contribui para desafogar o fluxo rodoviário. É um exemplo claro de como iniciativas bem estruturadas podem colaborar no enfrentamento das mudanças climáticas”, afirma.

Os ganhos ambientais também se estendem à infraestrutura portuária. As cargas que chegam a Paranaguá são movimentadas por três guindastes pórticos sobre pneus (RTG) eletrificados, cuja conversão, concluída pela TCP há dois anos, reduziu em 97% as emissões de gás carbônico na operação de cada equipamento.

Administrado pela TCP, o terminal de contêineres de Ortigueira, que atualmente emprega uma equipe de 98 colaboradores, é um reflexo da consolidação e da crescente complexidade da operação. A expectativa é que o modelo continue impulsionando a produtividade do KBT e a competitividade das exportações de papel e celulose produzidas pela Klabin no mercado nacional e internacional, por meio dos embarques da carga tanto na modalidade de longo curso quanto de cabotagem.

Conquista inédita

Em agosto de 2025, o terminal de contêineres em Ortigueira recebeu, de forma inédita, a certificação ISO 9001, que comprova a adoção de elevados padrões de qualidade e o compromisso com a eficiência operacional, a satisfação dos clientes e a melhoria contínua.

O processo de autoria aconteceu na primeira quinzena de agosto e também avaliou todos os 33 processos do Terminal de Contêineres de Paranaguá, que formam o Sistema de Gestão Integrada (SGI). Com isso, a TCP conquistou a recertificação das normas ISO 9001 (Gestão de Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ISO 45001 (Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional).

Fonte: TCP

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Logística

Pedágio na hidrovia afeta a competitividade

Aumento do pedágio na hidrovia Paraguai-Paraná preocupa o comércio paraguaio e afeta diretamente a competitividade de suas exportações

Impacto nos custos
Segundo o Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (Cafym), o aumento do pedágio afeta principalmente as cargas nacionais. Uma empresa de navegação média paga entre 2 e 5 milhões de dólares, o que encarece produtos como a soja e os contêineres. Esse custo adicional é repassado ao consumidor final.

O presidente do Cafym, Bernd Gunther, alertou que a soja perde competitividade ao somar 1,50 dólar por tonelada. Esse peso extra repercute também em outros setores.

Reivindicações do setor
Gunther destacou que a medida afeta não apenas o Paraguai, mas também produtos brasileiros e bolivianos transportados pela hidrovia. Além disso, questionou o fato de que o custo não se reflete em serviços efetivos.

As entidades empresariais e os ministérios já foram informados. O setor espera que o presidente Santiago Peña trate do tema com seu homólogo argentino, Javier Milei.

Decisão unilateral
A Administração Geral de Portos (AGP) da Argentina aumentou o pedágio no trecho Santa Fe-Confluência, passando de 1,20 para 1,47 dólar por tonelada em setembro.

A Câmara Nacional de Comércio e Serviços do Paraguai (CNSP) manifestou sua preocupação. Ressaltou que a medida é unilateral, carece de justificativa técnica e contradiz acordos internacionais.

O comércio paraguaio insiste que a situação requer uma solução urgente para não perder espaço frente a competidores regionais.

Fonte: Todo Logistica News

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Logística

A importância das embalagens na logística moderna

Do armazenamento à entrega, a proteção de produtos depende de soluções práticas e versáteis

O crescimento do comércio eletrônico e a expansão de cadeias de suprimentos globais transformaram a forma como mercadorias são movimentadas. Hoje, garantir que um produto chegue intacto ao destino é um desafio que envolve tecnologia, planejamento e materiais adequados. A embalagem, muitas vezes vista apenas como um detalhe, se tornou peça estratégica para empresas que buscam reduzir perdas e otimizar custos.

Em alguns setores, como o farmacêutico, alimentício, veterinário, médico e hospitalar a precisão é ainda maior. Um simples blister embalagem pode assegurar que peças cirúrgicas, ortopédicas e próteses permaneçam protegidas contra umidade e contaminação, preservando a qualidade do produto até a aplicação ou utilização final. Assim como mencionado pela empresa TPU embalagens.

Eficiência e sustentabilidade
Além da proteção, há também a questão ambiental. Consumidores estão mais atentos ao impacto gerado pelos resíduos, exigindo soluções que combinem eficiência e sustentabilidade. Nesse sentido, a indústria tem investido em materiais recicláveis, biodegradáveis e em processos de produção que reduzam desperdícios.

Segundo a especialista em logística fictícia Ana Carvalho, “a inovação em embalagens deixou de ser apenas estética; hoje ela representa competitividade, custo-benefício e responsabilidade ambiental.”

A evolução do transporte
A logística moderna também depende de materiais resistentes que facilitem o armazenamento em centros de distribuição. Paletização, organização de cargas e otimização de espaço são etapas que demandam materiais flexíveis e adaptáveis. Assim como os produtos da prolapack embalagens que faz a fabricação de filme stretch, tornou-se indispensável em armazéns, transportadoras e indústrias em todo o Brasil. Esse material envolve e embala paletes de maneira prática, mantendo produtos firmes durante o transporte e reduzindo riscos de avarias.

Valor estratégico para empresas
Ao pensar em embalagem, as empresas precisam considerar não apenas a proteção do produto, mas também a experiência do consumidor. Uma entrega bem acondicionada transmite cuidado e reforça a imagem da marca. Ao mesmo tempo, no setor industrial, a escolha de materiais adequados pode reduzir custos operacionais e agilizar processos logísticos.

Tendências futuras
Com a digitalização, até mesmo as embalagens estão ganhando novas funções. Códigos QR, sensores de temperatura e indicadores de violação já estão sendo aplicados em alguns segmentos, ampliando a rastreabilidade e a segurança. A tendência é que, no futuro, as embalagens funcionem como ferramentas de informação e não apenas de proteção.

Por fim
Em um mercado competitivo e dinâmico, a embalagem deixou de ser detalhe para se tornar parte essencial da estratégia logística. Seja em pequenas doses, como os blisteres nos produtos farmacêuticos, ou em grandes volumes, como no transporte de cargas, ela desempenha um papel central na eficiência e na percepção de qualidade.

Fonte: Terra

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Portos

Portos movimentam maior volume de cargas da história em julho

Os portos registraram movimentação de 124,7 milhões de toneladas. 73% foram de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história. Foram 124,7 milhões de toneladas. Nesse sentido, foram 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas. Do mesmo modo, o volume é 1,76% maior do que o do mesmo período de 2024.

ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil.” Sílvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos

Ainda de acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos (especialmente combustíveis) tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Folha Vitória

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Portos

Portos movimentam em julho o maior volume de cargas da história

Em sete meses, movimento atingiu 780,4 milhões de toneladas

Os portos brasileiros registraram, em julho, o maior volume mensal de cargas da história, com 124,7 milhões de toneladas transportadas, sendo 73% de navegação de longa distância – exportação e importação – e 20% de cabotagem – entre portos brasileiros. 

Nos primeiros sete meses do ano, os portos atingiram 780,4 milhões de toneladas de cargas, volume 1,76% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reafirmou que o governo federal tem atuado com a finalidade de ampliar as concessões e fortalecer a infraestrutura nacional. 

“Temos como foco garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos. Essa política, liderada pelo presidente Lula, vem aumentando a capacidade dos portos e fortalecendo as exportações do Brasil”, afirmou em nota. 

De acordo com Sílvio Costa Filho, “a ampliação da capacidade de nossos portos é fundamental para a economia nacional”.

A principal carga transportada foi de granéis sólidos (minerais e vegetais), com mais de 76,6 milhões de toneladas. Todos os tipos de carga tiveram aumento em julho, em relação aos números registrados no mesmo mês em 2024.

“Granéis líquidos [especialmente combustíveis] tiveram um aumento de 6%, enquanto a movimentação de granéis sólidos aumentou quase 4%. O crescimento de carga em contêineres foi de 3% no período e o volume de carga geral foi 0,9% superior ao registrado em julho do ano passado”, informou o ministério.

Fonte: Agência Brasil

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Logística

Antaq edita entendimento regulatório sobre Cobrança de Sobrestadia de Contêineres

Análise conduzida pela agência reguladora identificou falhas sistêmicas que afetam exportadores e importadores

O transporte marítimo conteinerizado é um dos pilares do comércio exterior brasileiro, sustentando cadeias produtivas que dependem de previsibilidade e fluidez logística. Entretanto, desde o final de 2023, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) passou a receber um aumento significativo nas denúncias relacionadas ao transporte marítimo de carga unitizada. Constam nos registros da agência mais de 300 denúncias. Somente em 2025, a média mensal de reclamações já alcança 45 casos.

As denúncias envolvendo a cobrança de sobrestadia (demurrage/detention) decorreram dos inúmeros prejuízos experimentados por exportadores e importadores em razão das dificuldades encontradas para realizar o depósito de contêineres cheios nos terminais e a devolução de unidades vazias nos depots (depósitos de vazios).

Entre as causas que obstam a entrega da carga pelo exportador no terminal para o embarque está a superlotação dos terminais e depósitos (depots) indicados pelos transportadores; falta de janelas para entrega de contêineres, mesmo com bookings confirmados e aumento na omissão de escalas por parte dos armadores.

A análise conduzida pela Antaq identificou falhas sistêmicas que afetam exportadores e importadores, bem como distorções na aplicação da cobrança de sobrestadia do contêiner (demurrage/detention).

Diante desse desarranjo logístico, a Antaq estudou a adoção de um entendimento regulatório que buscasse o equilíbrio nas relações entre os agentes do setor.

Nos termos do normativo da agência que regulamenta a matéria (a Resolução Antaq 62/2021), a sobrestadia não constitui remuneração por serviço, mas um mecanismo de incentivo à devolução célere do contêiner, promovendo a fluidez logística. Esse entendimento é reforçado por organismos internacionais, como a Federal Maritime Commission (FMC) e a Federação Internacional de Associações de Transitários (Fiata), que consideram ilegítima a cobrança quando o atraso decorre de falhas logísticas imputáveis ao transportador ou a terceiros por ele indicados.

Assim, a agência estabeleceu como premissa essencial que a cobrança da sobrestadia do contêiner seria legítima quando a utilização do contêiner além do free time (o período de livre estadia) decorrer de culpa, interesse, opção ou risco do usuário, e não de eventos ou omissões do transportador ou de seus agentes ou até mesmo de problemas logísticos do próprio terminal.

A decisão exarada pela agência no bojo do Acórdão 521/2025, publicada em 6 de agosto, representa um marco regulatório importante ao consolidar entendimentos sobre a incidência legítima da sobrestadia, alinhando a atuação da Antaq com padrões internacionais afetos ao tema.

A referida decisão aprovou, ainda, o estabelecimento de um rito sumário visando conferir maior celeridade e eficiência à solução dos conflitos, o qual consiste em um procedimento simplificado para composição de conflitos envolvendo a cobrança da sobrestadia do contêiner.

A partir das denúncias apresentadas e dos pedidos de cautelares pleiteando a sustação das cobranças abusivas, a Antaq produzirá um “informe” apontando quais as cobranças são consideradas irregulares e chamará as partes para comporem mediante o cancelamento das faturas.

As medidas deliberadas pela agência tendem a produzir três efeitos principais: reduzir litígios por meio da mediação e da negociação direta entre partes; corrigir práticas abusivas na cobrança de sobrestadia, fortalecendo o equilíbrio operacional do setor; e incentivar a eficiência logística ao relacionar a legitimidade da cobrança à existência de condições reais de devolução dos contêineres.

Ao consolidar esses entendimentos, a Antaq contribui para uma relação mais equilibrada entre transportadores e usuários, promovendo segurança jurídica e eficiência logística no transporte marítimo de contêineres.

Fonte: Jota

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Logística

Brasil deve realizar 1ª concessão de hidrovia no começo de 2026

O projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União

O Brasil tem potencial para explorar mais 20 mil quilômetros de hidrovias e deve realizar no começo de 2026 a primeira concessão de uma delas ao setor privado, informou o diretor do Ministério de Portos e Aeroportos Otto Burlier.

“Temos um potencial de crescimento muito grande nos próximos anos”, avaliou.

Burlier afirmou que o projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), última etapa antes da publicação do edital para o leilão.

A Hidrovia do Paraguai, que vai de Corumbá (MS) a Porto Murtinho, na foz do rio Apa, fronteira com Paraguai, tem 600 quilômetros de extensão e fica numa área estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste, importante região produtora de grãos do Brasil.

“Haverá uma cobrança módica, mas o custo do frete vai cair e vai ser bom para todos”, disse o diretor do ministério de Portos e Aeroportos. “O Brasil precisa explorar mais esse potencial”, adicionou citando que o leilão poderia ocorrer em 2026, ante expectativas anteriores do governo do certame ocorrer no final deste ano.

Dentro desse potencial a ser concessionado pelo governo nos próximos anos, seis hidrovias são apontadas como as mais promissoras: Paraguai, Madeira, Tapajós, Tocantins, Amazonas (Manaus a Barra Norte) e Lagoa Mirim.

Atualmente, apenas 5% das cargas do país são movimentadas através de hidrovias, segundo dados do ministério. A maior parte é movimentada via rodoviária.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Mercado Internacional, Negócios, Sustentabilidade

Pressão no Comércio Exterior vai muito além das barreiras alfandegadas

Não é novidade que a saúde mental impacta diretamente na produtividade e no desempenho dos colaboradores. Estudos mostram que funcionários que lidam com questões emocionais têm sua performance comprometida e isso reflete na eficiência dos processos e nas relações com parceiros e clientes.

É fundamental que as empresas que operam num setor globalizado comecem a olhar mais atentamente para o bem-estar de seus colaboradores. Implementar políticas de suporte à saúde mental, oferecer horários mais flexíveis ou promover um ambiente onde o diálogo sobre saúde emocional seja incentivado, pode fazer toda a diferença.

Além disso, o impacto da pandemia global fez com que muitas organizações revisassem suas práticas de gestão de pessoas, reconhecendo a importância de oferecer suporte psicológico e emocional a seus times. A gestão de crise, que antes era focada exclusivamente em aspectos operacionais e financeiros, agora precisa incluir a saúde mental dos profissionais como uma prioridade.

Com a entrada da NR-1 em 26 de maio de 2025, as empresas passaram a ter um olhar mais atento as questões gestão de riscos psicossociais, um tema relacionado à saúde mental no trabalho. Fazendo com que as empresas tenham um papel crucial na promoção da saúde mental. Elas buscam desenvolver um ambiente de trabalho onde a saúde emocional seja tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Assim criando espaços seguros para que os funcionários possam falar abertamente sobre seus desafios, sem medo de estigmas ou retaliações.

Como não relacionar com a área de comércio exterior a necessidade de saúde mental?

Nossos índices são alarmantes, Stress, Burnout, Depressão, vem junto com um setor muito dinâmico, multicultural e altamente desafiador. Quem atua nessa área de comércio exterior, sabe bem como a pressão é constante, prazos apertados, fusos horários diversos, adaptações a regulamentos internacionais, volatilidade cambial, o mundo em trânsito 24 horas e a necessidade de lidar com diferentes culturas e idiomas diariamente. Todos esses fatores contribuem para um ambiente de trabalho muitas vezes estressante.

Por trás das negociações internacionais e das estratégias logísticas, há um fator que nem sempre recebe a devida atenção, a saúde mental dos profissionais que fazem o comércio global acontecer. Esse campo, apesar de cheio de oportunidades, também pode ser um terreno fértil para o estresse crônico, a ansiedade e o esgotamento emocional.

No setor de comércio exterior, onde a conexão entre países e culturas é o cerne das atividades, é vital reconhecer que as diferenças culturais também afetam como questões de saúde mental são vistas e tratadas. O que pode ser normalizado em um país, pode ser considerado tabu em outro. As empresas que atuam nesse ambiente global precisam estar atentas a essas nuances culturais e desenvolver políticas inclusivas e adaptadas para seus diferentes times.

Cuidar da Mente é Cuidar dos Negócios

A relação entre saúde mental e sucesso profissional é clara. Empresas que cuidam do bem-estar emocional de seus colaboradores veem, em contrapartida, equipes mais engajadas, produtivas e dispostas a inovar. No comércio exterior, onde o ritmo frenético é uma constante, cuidar da mente é um investimento tão importante quanto desenvolver novas estratégias de mercado.

O Setembro Amarelo é um convite para todos nós falarmos sobre saúde mental. Precisamos ouvir, acolher e agir. E, no comércio exterior, essa conversa deve ser ampliada, para que os profissionais saibam que não estão sozinhos ao enfrentar os desafios emocionais dessa área.

Neste mês, convido você a refletir:  no seu ambiente de trabalho, a saúde mental está sendo abordada. Será que esta sendo feito um trabalho efetivo? Como podemos apoiar melhor as equipes e a nós mesmos?

Porque, no final das contas, cuidar da mente também é uma questão de estratégia de negócios – e uma das mais importantes.

O mês de setembro traz o Setembro Amarelo, uma campanha voltada para a conscientização e prevenção ao suicídio, bem como para a promoção de debates sobre a saúde mental. Porem, as empresas devem buscar apoiar as suas equipe durante TODO O ANO. Este é um tema que, infelizmente, ainda é cercado de tabus, especialmente no ambiente corporativo. Mas, cada vez mais empresas e profissionais estão percebendo a importância de cuidar da saúde mental, não apenas como uma questão de bem-estar pessoal, mas também como uma estratégia de sustentabilidade no longo prazo do nosso mercado.

Por: Rê Palmeira
CEO RêConectaNews

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Logística

Inverno nos Andes desafia logística entre países do Mercosul

Durante os meses de inverno no Chile, entre junho e setembro, as empresas de logística que operam nos países do Mercosul enfrentam um dos maiores desafios da rota terrestre internacional: a travessia pela Cordilheira dos Andes, em especial pelo Paso Los Libertadores.

Durante o período, as condições climáticas adversas, como neve intensa, formação de gelo e risco de avalanches, provocam o fechamento frequente da passagem, impactando diretamente as operações de transporte e os prazos de entrega. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, as exportações do Brasil ao Mercosul alcançaram US$ 20,2 bilhões em 2024, representando 41,6% do comércio intrazona. O volume expressivo de mercadorias circulando entre os países do bloco reforça a importância da rota andina para o escoamento de produtos e insumos, especialmente entre Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

“Esses bloqueios variam de algumas horas até cinco dias consecutivos, o que exige das operações um planejamento com rotas alternativas, monitoramento constante e previsão de custos extras de armazenagem e seguro”, conta. Os impactos diretos das interdições, segundo ela, podem incluir atrasos significativos nas entregas, aumento dos custos operacionais e risco de ruptura de estoques no destino. “Durante o inverno, a confiabilidade da cadeia de suprimentos é colocada à prova. Os custos com armazenagem, diárias de motoristas e seguros aumentam, e é justamente nesses momentos que o planejamento estratégico faz a diferença”, afirma.

“Antecipar embarques, monitorar as condições climáticas e aduaneiras em tempo real e estruturar rotas alternativas para reduzir impactos e garantir que a operação mantenha o ritmo, mesmo em períodos críticos, é crucial para mitigar os efeitos das interdições”, acrescenta a executiva.

Planos de contingência Para lidar com esse cenário, empresas como a Transmaas mantêm planos de contingência específicos para o período de inverno. Esses planos incluem ações de armazenagem temporária e comunicação imediata com os clientes sobre prazos e custos. “Tudo é apoiado por rastreamento via GPS, acompanhamento constante, equipe experiente no monitoramento de embarques e ampla apólice de seguro internacional para qualquer intempérie, buscando garantir segurança e previsibilidade frente a situações adversas”, destaca a diretora. A preparação para o inverno também envolve cuidados técnicos com os veículos. De acordo com Maas, antes do início da temporada é importante que as empresas realizem manutenções preventivas nos caminhões, como checagem do sistema de freios, instalação de pneus adequados para neve, verificação do sistema de aquecimento, bateria e fluidos anticongelantes.

“O sistema elétrico e de iluminação também deve ser revisado, pois é essencial para garantir segurança em situações de baixa visibilidade. Essas medidas reduzem riscos de pane em regiões de altitude e asseguram maior confiabilidade das operações logísticas durante o inverno nos Andes”, ressalta.

Durante emergências na Cordilheira, a comunicação entre autoridades chilenas, argentinas, brasileiras e uruguaias é feita por meio de boletins oficiais integrados emitidos pelo Sistema Integrado Cristo Redentor, da Gendarmeria Nacional da Argentina e pelas autoridades chilenas de fronteira.

No Brasil, a Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI) atua como suporte essencial, centralizando informações e repassando atualizações às transportadoras. A entidade também intermedia demandas do setor junto às autoridades, contribuindo para maior previsibilidade nas operações. A executiva explica ainda que os motoristas que atuam nas rotas internacionais recebem treinamentos específicos para enfrentar condições adversas. As capacitações, segundo ela, incluem técnicas de direção defensiva em neve e gelo, uso correto de correntes nos pneus, manutenção de distância segura em estradas escorregadias e procedimentos em caso de neblina ou nevasca.

“Eles também recebem instruções sobre primeiros socorros, comunicação via rádio e aplicativos oficiais e boas práticas de descanso e alimentação em altitude, garantindo maior segurança pessoal e confiabilidade no transporte durante o inverno”, completa.

Para decisões em tempo real, Maas reforça que as empresas precisam considerar dados meteorológicos como intensidade e previsão de neve, formação de gelo, visibilidade, temperatura e risco de avalanches.

“Informações logísticas, como tempo de espera nas aduanas, status de abertura do Paso Los Libertadores, fluxo de caminhões e condições das estradas também precisam ser analisadas. Esses dados são cruzados com o rastreamento via GPS da frota, permitindo ajustes imediatos de rota, programação de armazenagem ou replanejamento de prazos com os clientes”, conclui a diretora executiva da Transmaas Logística Internacional.

Fonte: NB Notícias


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