Inovação

eComex lança ferramenta que estrutura dados e impulsiona o uso de IA no comércio exterior

Com foco em modernizar o comércio exterior e a logística internacional, a D2P, startup integrante da eComex, apresentou o Comex Statistics — uma nova solução tecnológica voltada à organização de dados e à integração com inteligência artificial (IA). O sistema tem como objetivo transformar informações dispersas em insights estratégicos e facilitar o uso da IA em empresas do setor.

Tecnologia que centraliza e automatiza informações

O Comex Statistics é uma ferramenta plug and play, integrada aos principais ERPs do mercado e ao sistema de comércio exterior do governo brasileiro. Atuando como um BI (Business Intelligence) automatizado, o software captura, padroniza e analisa dados de diversas etapas da operação de comércio exterior, sem necessidade de digitação manual.

Os resultados são apresentados em dashboards interativos, que oferecem uma visão completa das operações, incluindo indicadores de tempo médio de desembaraço, custos logísticos, prazos, modais de transporte e distribuição geográfica.

Inteligência Artificial e dados estruturados

De acordo com André Barros, CEO da eComex e da D2P, a nova tecnologia surge em um cenário no qual a organização de dados é essencial para o uso eficiente da Inteligência Artificial. Ele destaca que o Comex Statistics prepara as informações de diferentes origens para alimentar sistemas de IA de forma estruturada e segura.

Barros cita dados da Câmara de Comércio Internacional, que aponta a circulação diária de cerca de 4 bilhões de documentos no comércio global. Esse volume, aliado à falta de padronização e ao uso de planilhas manuais, como o Excel, representa um desafio para a eficiência e o crescimento das empresas do setor.

“Sem dados, não há IA. E a IA só gera resultados quando os dados estão organizados, conectados e governados”, ressalta o executivo.

Mercado mais competitivo e digital

O Comex Statistics também permite a análise detalhada de cada item comercializado e a comparação entre diferentes importações de um mesmo produto. Segundo Barros, essa capacidade analítica é crucial em um contexto marcado por tensões geopolíticas, disputas tarifárias, pandemias e o avanço das agendas ESG e de descarbonização.

O executivo reforça que tecnologias como a IA são indispensáveis para garantir competitividade e gestão estratégica em um mercado global cada vez mais dinâmico.

Aquisição que impulsionou a inovação

A eComex consolidou sua posição de liderança em 2023 ao adquirir a D2P, avaliada em R$ 20 milhões. A fusão das duas empresas fortaleceu o portfólio de soluções e acelerou o processo de transformação digital no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Infor Channel
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infor Channel

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Internacional

Primeiro-ministro indiano lança oficialmente a Bharat Container Line

A Índia anunciou oficialmente sua primeira companhia nacional de transporte marítimo de contêineres — Bharat Container Shipping Line (BCSL) — marcando um passo importante no plano do país de reduzir a dependência de transportadoras estrangeiras e fortalecer o controle sobre seu comércio marítimo.

O primeiro-ministro Narendra Modi anunciou a criação da BCSL durante o Global Maritime CEO Forum, realizado na India Maritime Week 2025, em Mumbai, descrevendo a iniciativa como parte da “nova era de confiança marítima da Índia”.

A nova companhia inicia as operações com uma frota de 51 navios porta-contêineres, apoiada por um investimento de US$ 6,9 bilhões. Ela funcionará sob um modelo de parceria público-privada, com suporte do Fundo de Desenvolvimento Marítimo da Índia, e terá foco inicial em rotas regionais pela Ásia, Oeste Asiático e Mar Vermelho, antes de se expandir para o comércio global.

O lançamento da BCSL está alinhado ao objetivo de longo prazo do governo de construir uma forte presença nacional no transporte marítimo, capaz de atender uma parcela maior do comércio de contêineres em crescimento da Índia — grande parte atualmente operada por transportadoras estrangeiras.

Durante seu discurso, Modi afirmou que o setor marítimo indiano “avança com grande velocidade e energia”, destacando investimentos recordes e reformas políticas voltadas a transformar o país em um hub marítimo global.

No mesmo evento, o primeiro-ministro revelou uma série de grandes encomendas estatais, incluindo quase 60 navios de petróleo e gás, avaliados em cerca de US$ 5,7 bilhões, o lançamento do “Programa de Rebocadores Verdes”, com 100 rebocadores ecológicos, e 11 dragas destinadas à Dredging Corporation of India.

Ao todo, os anúncios abrangem 437 novos navios, com valor combinado de US$ 26 bilhões, como parte da ampla iniciativa “Maritime India Vision 2047” do governo.

Modi também confirmou que a Shipping Corporation of India (SCI) planeja expandir sua frota para 216 navios até 2047, reforçando o compromisso da Índia com a autossuficiência marítima e a renovação da frota nacional.

FONTE: Splash 247

IMAGEM: Reprodução/APMT

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Portos

Portos do Canal do Panamá em risco por decisão judicial

O Canal do Panamá, um dos corredores mais estratégicos do planeta, volta a ocupar o centro das atenções. Um processo judicial em andamento pode definir o futuro da concessão dos dois principais portos que operam em suas extremidades — um no Pacífico e outro no Atlântico — em um contexto de crescente competição global pelo controle de infraestruturas críticas.

O caso, atualmente nas mãos da Corte Suprema do Panamá, surgiu a partir de uma ação que questiona a validade do contrato de concessão e sua prorrogação. A decisão, que pode ser conhecida nas próximas semanas, mantém em suspense o sistema logístico internacional diante da possibilidade de suspensão operacional, afetando o trânsito de mercadorias entre os oceanos.

Segundo a Organização Mundial de Cidades e Plataformas Logísticas (OMCPL), a decisão pode gerar uma disrupção sem precedentes nas cadeias de suprimentos, com consequências imediatas nos fluxos comerciais que dependem do transporte interoceânico.

Os dois portos concentram mais de quatro milhões de TEUs anuais e conectam-se a mais de sessenta serviços marítimos internacionais. Uma paralisação simultânea bloquearia o trânsito logístico de contêineres entre os oceanos, impactando companhias marítimas, seguradoras, operadores e toda a rede de fornecedores ligada ao comércio marítimo global.

Rotas comprometidas
As rotas mais afetadas seriam aquelas que conectam o Golfo do México, América do Sul, Ásia e Europa. Se houver interrupção, os portos de Colón, Manzanillo, Cartagena e Kingston absorveriam parte do tráfego, mas nenhum tem capacidade imediata para substituir o papel duplo do Panamá como hub interoceânico.

Na prática, os tempos de trânsito aumentariam, os custos operacionais subiriam e a estabilidade do comércio marítimo poderia ser prejudicada. Os setores mais impactados seriam os ligados à indústria eletrônica, automotiva, farmacêutica e energética, todos dependentes de fluxo contínuo e previsível entre regiões.

O conflito judicial surge em um momento de reconfiguração do poder logístico mundial. No início de 2025, um fundo de investimento americano e uma das principais companhias marítimas do planeta anunciaram a compra da maioria dos ativos portuários de um grupo asiático com presença global. A operação, avaliada em mais de 22 bilhões de dólares, atraiu atenção internacional pelo crescente interesse de grandes capitais em corredores estratégicos do comércio marítimo.

A disputa legal poderia invalidar essa transação caso a justiça panamenha declare nula a concessão. Nesse caso, os ativos ficariam sem validade para transferência, obrigando à suspensão das operações e à abertura de um novo processo licitatório que poderia durar meses.

Impacto além do local
O impacto de uma decisão desse tipo transcenderia o âmbito local. Por se tratar de um ponto crucial que canaliza mais de seis por cento do comércio marítimo mundial, qualquer interrupção geraria efeito dominó com implicações financeiras, geopolíticas e logísticas globais.

Há décadas, o Panamá funciona como um “hub de hubs”, ponto de convergência de mercadorias, capitais e decisões estratégicas. Por isso, o conflito atual vai além do jurídico e se insere na disputa pelo controle dos nós de conectividade mundial. A OMCPL alerta que um veredicto desfavorável poderia replicar impactos de episódios recentes que paralisaram infraestruturas críticas na região. Diferente desses casos, a suspensão das operações portuárias panamenhas afetaria o eixo principal do transporte marítimo interoceânico.

O resultado do processo judicial determinará não apenas o futuro das terminais envolvidas, mas também a estabilidade do fluxo logístico global em um momento de crescente tensão comercial entre potências e vulnerabilidade das cadeias de suprimentos. Enquanto o mundo observa, o Panamá se encontra em um ponto de inflexão: se confirmada a suspensão, o país deixaria temporariamente de ser o elo que une os oceanos para se tornar o ponto onde a cadeia global pode se romper.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior, Economia, Mercado Internacional

Tarifas dos EUA impõem novos desafios à logística do Brasil à América do Norte

Empresas do setor apontam para uma necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

A adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos importados reacende discussões sobre os impactos na cadeia logística internacional, especialmente nas rotas entre o Brasil e a América do Norte. Empresas do setor podem sentir necessidade crescente de adaptação, revisão de contratos e fortalecimento do planejamento aduaneiro. 

“Mais do que uma questão tributária, estamos diante de uma reconfiguração da estratégia logística entre os países”, afirma Luciano Zucki, cofundador e diretor da PLEX Logistics, companhia especializada em transporte internacional com sede em Miami. Segundo ele, empresas brasileiras precisam revisar seus custos logísticos, reavaliar modais e, principalmente, investir em previsibilidade nas operações. 

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), alumínio, autopeças e têxteis são os setores mais afetados, impactando diretamente os importadores da América Latina.O Brasil figura entre os principais parceiros comerciais dos EUA no Hemisfério Sul, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o que acende o alerta para possíveis gargalos nos fluxos logísticos. 

A PLEX Logistics tem atuado no assessoramento de embarcadores e operadores logísticos para mitigar riscos, otimizar processos e identificar oportunidades em mercados alternativos. “Nosso papel é orientar os clientes com base em dados, inteligência de mercado e alternativas de transporte mais competitivas”, reforça Zucki. 

A empresa mantém operações marítimas, aéreas e rodoviárias, com foco em soluções personalizadas para importação e exportação entre os dois continentes. 

Website: https://www.linkedin.com/company/plex-international-logistics/ 

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

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Logística

Ações da Maersk caem com expectativa de reabertura do Mar Vermelho

As ações da Maersk registraram queda nesta quinta-feira, atingindo o menor valor desde julho. O movimento reflete a antecipação do mercado de que um possível acordo de cessar-fogo em Gaza possa restabelecer as rotas de transporte marítimo pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, reduzindo a pressão sobre a crise de oferta que atualmente mantém as taxas de frete elevadas.

Acordo de cessar-fogo em Gaza gera expectativas

Na quarta-feira, Israel e o Hamas aceitaram a primeira fase do plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza. A medida reacendeu a esperança de que as forças houthis, do Iêmen e alinhadas com o Irã, interrompam os ataques à navegação comercial no Mar Vermelho. Desde o final de 2023, essas ações forçaram os transportadores a redirecionar suas rotas pelo sul da África.

Houthis ainda não se manifestam

Apesar do acordo, os houthis ainda não confirmaram sua adesão ao cessar-fogo nem indicaram qualquer mudança de postura. O grupo assumiu recentemente a responsabilidade pelo ataque a um navio operado pela Holanda.

Impacto nas ações da Maersk e nas taxas de frete

Nesta quinta-feira, as ações da Maersk caíram 2%, alcançando o menor patamar desde 8 de julho. Analistas alertam que, mesmo com a manutenção do cessar-fogo, as empresas de transporte marítimo provavelmente precisarão aguardar meses antes de obter garantias sobre a retomada ou não dos ataques.

O retorno das rotas pelo Canal de Suez poderia aumentar a capacidade de transporte disponível, pressionando ainda mais as taxas de frete, que já registraram queda em relação aos picos do início deste ano, segundo especialistas do Sydbank e do ABG Sundal Collier.

A Maersk ainda não comentou oficialmente sobre o assunto.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Leon Kuegeler

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Logística

Latam Cargo inaugura rota cargueira inédita entre Bruxelas e São José dos Campos

O Latam Cargo Group, em parceria com o SJK Airport, lançou uma nova rota cargueira exclusiva que conecta Bruxelas (Bélgica) a São José dos Campos (SP). Operada com aeronaves Boeing 767-300F, a operação tem capacidade inicial de até 50 toneladas por semana, fortalecendo a logística internacional entre Europa e Brasil e impulsionando setores estratégicos como indústria, autopeças, bens de consumo e carga geral.

Frequência e expansão planejada

O voo inaugural ocorre às quintas-feiras, com previsão de ampliar para duas frequências semanais durante a temporada de inverno europeu.

Segundo Jorge Carretero, gerente de Vendas de Carga da Latam Airlines Group na Europa, a rota reafirma o compromisso da empresa em expandir a conectividade logística entre Europa e América do Sul. “São José dos Campos é um polo estratégico, que nos permite oferecer soluções cada vez mais competitivas e confiáveis aos clientes”, afirmou.

Papel estratégico para São José dos Campos

O prefeito Anderson Farias destacou a importância da nova ligação direta. “A chegada desta rota cargueira reforça o papel estratégico de São José dos Campos no cenário logístico internacional. Essa parceria gera oportunidades para empresas locais e fortalece o desenvolvimento econômico da cidade e da região.”

Na mesma linha, Eduardo Valle, membro do Conselho do Aeropart, holding do SJK Airport, ressaltou que a operação consolida uma malha logística internacional robusta. “O aeroporto passa a receber cargas de todo o mundo, entregando agilidade, confiabilidade e segurança, fatores que aumentam a produtividade e a eficiência”, disse.

Expansão da malha logística internacional

A abertura dessa conexão faz parte do plano de crescimento da Latam Cargo, que prevê 15 novas frequências semanais entre Europa e América do Sul, além do aumento da oferta de capacidade no compartimento inferior de aeronaves de passageiros.

Em São José dos Campos, a companhia já opera a rota cargueira para Miami (EUA), inaugurada em 2023. Em apenas um ano, a frequência triplicou para três voos semanais, movimentando mais de 150 toneladas por semana.

Liderança consolidada no mercado internacional

Com operações em 23 destinos internacionais, a Latam Cargo se mantém como líder no transporte de cargas no Brasil. Entre as rotas recentes estão Miami–São José dos Campos, Miami–Brasília, Amsterdam–Curitiba e Europa–Florianópolis.

Somente no primeiro semestre de 2025, a companhia transportou cerca de 45 mil toneladas de cargas entre Brasil e exterior, incluindo pescados, frutas como mamão, produtos farmacêuticos, correio e cargas gerais — um crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2024.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Latam

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Evento

Mais que logística: como o ComexTech Forum aproximou tecnologia, soluções e relacionamentos

Não é só de contêineres, taxas e negociações que vive o comércio exterior. Por trás de cada operação internacional estão pessoas que precisam se adaptar, empresas que buscam soluções inovadoras e um mercado que se transforma a cada avanço tecnológico. Foi exatamente esse espírito de movimento e colaboração que marcou a terceira edição do ComexTech Forum, realizado no último dia 17 de setembro, no Expo São Paulo.

O evento, promovido pela Logcomex, reuniu milhares de profissionais de todo o Brasil em torno de um propósito: repensar o presente e projetar o futuro do comércio exterior e da logística. Foram mais de 20 painéis e palestras com especialistas nacionais e internacionais, cases de inovação, além de um ambiente fértil para networking e novas parcerias.

A tecnologia como motor da mudança

Para Helmuth Hofstatter, CEO da Logcomex, o grande diferencial do fórum é ser mais do que um encontro de negócios. “A essência é criar um evento colaborativo para a comunidade do comércio exterior. O setor é muito carente de encontros que vão além da teoria. Queremos que as empresas discutam tendências, exponham soluções e criem conexões reais. E a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, é o motor central dessa transformação digital.”

Com esse olhar, o ComexTech Forum não se limitou a ser vitrine da Logcomex, mas abriu espaço para que diferentes empresas pudessem apresentar suas soluções e contribuir para uma visão conjunta do mercado. 

Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Intelligent Security, foi uma das especialistas que participaram das discussões no painel que trouxe o tema “Gestão de Riscos: fronteiras invisíveis na cadeia logística global”.  Para ela, casos recentes, como o escândalo da Faria Lima envolvendo hedge funds, lavagem de dinheiro e desvio de combustível, mostram o quanto práticas ilícitas comprometem a eficiência logística, a credibilidade das empresas e até a imagem do Brasil no cenário internacional. “O ecossistema precisa ser seguro, e cada parte dele tem uma responsabilidade”, destacou, reforçando a importância de provocar o público a assumir seu papel nesse processo.

O papel das parcerias na eficiência e inovação logística

Para Marcelo Borges, CEO da Tramontina Logistics nos Estados Unidos, que também marcou presença em um dos paineis no palco do ComexTech Forum,  os desafios complexos da logística mundial estão fortemente ligados a fatores externos como a concentração do supply chain na Ásia, questões geopolíticas e tarifas comerciais que redirecionam rotas marítimas. Segundo Borges um dos maiores gargalos do Brasil segue sendo a infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária, que encarece custos, aumenta prazos e dificulta a competitividade internacional. “Uma coisa puxa a outra: atrasos afetam a produção, estoques precisam ser maiores e o produto acaba viajando mais dentro do país antes de ser exportado”, explicou. O CEO reforçou ainda que parcerias estratégicas, como a da Tramontina com a PLEX, têm sido fundamentais para reduzir impactos, otimizar processos e encontrar soluções em meio a cenários de alta complexidade.

Essa visão foi compartilhada por Luciano Zucki, Co-Founder & Director da PLEX, que destacou a solidez e o sucesso da parceria. “Essa parceria é baseada nas fortalezas de cada empresa. Nós contribuímos com a logística internacional, o customs clearance dos embarques e a entrega até a Tramontina, enquanto eles fazem a distribuição e abertura de novos canais de venda. Estamos formatando projetos para alavancar ainda mais essa colaboração e temos muito orgulho em ver nossas marcas caminhando juntas”, afirmou.

Luciano ressaltou também a importância da presença no ComexTech Forum, tanto pela visibilidade da parceria quanto pela oportunidade de mostrar a estrutura da PLEX nos Estados Unidos e reforçar seu posicionamento no mercado internacional.

Pessoas no centro das transformações

O debate sobre inovação não ficou restrito a algoritmos e softwares. O empresário e palestrante Marcelo Toledo provocou o público ao destacar que, por trás de qualquer transformação empresarial, estão sempre as pessoas. “O principal desafio não é tecnologia, é gente. Conforme a empresa cresce, cresce também a complexidade. É preciso saber liderar, criar processos e, principalmente, incentivar mudanças de comportamento. E isso exige sair da zona de conforto, algo que nunca é fácil.”

Networking, aprendizado e celebração

A CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, ressaltou que o evento cumpriu seu papel ao unir quem faz o comércio exterior acontecer.  “O ComexTech Forum envolveu pessoas, conectou tomadores de decisão e abriu caminhos para novos relacionamentos e negócios. É sobre colocar gente no centro e buscar soluções para o mercado.”

Mais do que debates sobre inteligência artificial, logística e economia, o ComexTech Forum foi também um espaço para fortalecimento de parcerias estratégicas. A feira de expositores mostrou a força das empresas que apoiam e investem na modernização do setor, e o encerramento ficou por conta de um show da dupla Bruno & Marrone, que trouxe leveza e celebração após um dia intenso de conhecimento.

No fim, a mensagem que ficou ecoando no Expo São Paulo é clara: o futuro do comércio exterior será construído por meio da tecnologia, mas sustentado pelas conexões humanas.

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO/DAIANA BROCARDO

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Comércio Exterior

Estratégia, logística e inovação: o caminho das empresas brasileiras no comércio exterior

Especialista Mariana Pires Tomelin explica como estratégia, logística e inovação ajudam indústrias brasileiras a conquistar mercados internacionais.

Em um cenário global cada vez mais competitivo, compreender os caminhos do comércio internacional deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. Para falar sobre os desafios e oportunidades que as indústrias brasileiras encontram ao buscar espaço além das fronteiras, conversamos com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência no setor.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana atua de forma decisiva na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções inovadoras para inserção em mercados globais. Reconhecida pela aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial e Big Data em estratégias de negócios internacionais, ela transforma dados em decisões que fortalecem a competitividade de empresas brasileiras no cenário mundial.

Com uma trajetória marcada por visão estratégica e capacidade de antecipar tendências, Mariana compartilha, nesta entrevista, reflexões e orientações essenciais sobre logística, estratégia, desafios e conselhos práticos para quem deseja expandir fronteiras.

Qual é a importância do comércio internacional para a competitividade das indústrias?

MARIANA – O comércio internacional amplia mercados, gera acesso a novas tecnologias, insumos de melhor qualidade e preços mais competitivos. Isso permite que as indústrias reduzam custos, inovem em produtos e aumentem sua eficiência. Além disso, empresas que atuam globalmente se fortalecem frente à concorrência local, alcançando escalabilidade e novas fontes de receita.

Por que contar com um especialista em comércio internacional é essencial?

MARIANA – Um especialista orienta em áreas críticas como legislação aduaneira, logística internacional, classificação fiscal, regimes aduaneiros especiais e regulamentações específicas de cada país. Sem esse direcionamento, as empresas correm riscos de multas, atrasos, custos extras e até perda de mercadorias. A presença de um profissional qualificado traz segurança, eficiência e conformidade legal às operações.

Como a logística influencia diretamente o sucesso das exportações e importações?

MARIANA – A logística internacional é o coração do comércio exterior. Uma gestão eficiente do transporte, armazenagem, seguros e desembaraço aduaneiro garante entregas rápidas, redução de custos e confiabilidade nas operações. Uma falha logística pode comprometer contratos inteiros e a imagem da empresa no mercado externo.

Quais são os maiores desafios enfrentados pelos empreendedores ao buscar novos mercados internacionais?

MARIANA – Os principais desafios incluem: barreiras tarifárias e não tarifárias, adequação a padrões técnicos e fitossanitários, volatilidade cambial, complexidade regulatória e alta concorrência global. Além disso, muitos empreendedores enfrentam falta de conhecimento técnico e de rede de contatos estratégicos, o que limita sua capacidade de expansão.

Qual é o papel da estratégia em um mundo globalizado?

MARIANA – Estratégia é o fator que diferencia empresas que apenas participam do comércio internacional daquelas que lideram nele. Ter clareza sobre posicionamento competitivo, diferenciação de produto, canais de distribuição, alianças estratégicas e uso de tecnologias é fundamental. A globalização exige visão de longo prazo, adaptação cultural e inovação contínua.

Que conselho você daria para indústrias que desejam se tornar mais competitivas globalmente?

MARAIANA – Invistam em conhecimento especializado, em tecnologias como IA e em uma visão estratégica de longo prazo. Busquem entender profundamente o mercado-alvo, respeitem as normas internacionais, construam parcerias sólidas e diversifiquem fornecedores e clientes. A competitividade global não é apenas uma questão de preço, mas de inteligência, inovação e resiliência.

Texto e imagem: Divulgação


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Evento

LOGÍSTICA INTERNACIONAL: Balneário Camboriú discute cadeias globais durante a Logistique 2025

Feira e congresso técnico acontecem de 12 a 14 de agosto no Expocentro BC, e estão entre os eventos mais importantes do setor no Brasil. Programação inclui painéis com especialistas como Thiago de Aragão (CSIS), o comentarista Caio Coppolla (CNN Brasil), o economista Felipe Salto (Warren Investimentos) e o fundador da StartSe, Junior Borneli; além de Ricardo Hirata (JLL)

O mercado logístico nacional se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil. A edição 2025 da feira Logistique e do congresso Logistique Summit, que acontecem de 12 a 14 de agosto, em Balneário Camboriú (SC), tem números expressivos: serão mais de 150 expositores, com expectativa de 15 mil visitantes no Expocentro BC. A programação completa dos 3 dias de evento pode ser conferida no www.logistique.com.br.

Consolidada como uma das maiores feiras do setor no Brasil, a Logistique reúne os principais nomes da logística, transporte multimodal, intralogística e comércio exterior. Em 2025, a estrutura foi ampliada, e a programação inclui temas que vão além da operação logística, abordando questões como geopolítica, macroeconomia, inovação, sustentabilidade e alianças internacionais.

Segundo Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique, o evento vai além da exposição de soluções. “Nosso objetivo é fomentar diálogos estratégicos e provocar reflexões sobre o protagonismo do Brasil em um cenário global em transformação. O país pode se posicionar como um player decisivo neste novo tabuleiro econômico”, destaca.

Programação técnica

A programação técnica do Logistique Summit, conferência paralela à feira durante os 3 dias de evento, inclui painéis, palestras e apresentações, com nomes de peso do cenário nacional e internacional. Estão confirmadas presenças como a do estrategista Thiago de Aragão (CSIS), do comentarista Caio Coppolla (CNN Brasil), do economista-chefe Felipe Salto (Warren Investimentos) e do fundador da StartSe, Junior Borneli; além de Ricardo Hirata (JLL). 

Eles vêm com a proposta de unir análises profundas com experiências práticas, apontando caminhos sustentáveis para o desenvolvimento do setor. Ricardo Hirata, curador do Fórum de Real Estate Logístico, falará da importância dos investimentos em estruturas de armazenagem, enquanto Thiago de Aragão traça uma radiografia do mercado globalizado e da geopolítica global. 

Já o economista-chefe da Warren, Felipe Salto, sobe ao palco do Summit para abordar de forma clara e técnica pontos centrais para o futuro econômico do país, como o equilíbrio das contas públicas, a trajetória da dívida, os impactos das decisões fiscais sobre o crescimento e a importância da responsabilidade fiscal como pilar para o desenvolvimento sustentável.

Balneário Camboriú como centro estratégico

A escolha de Balneário Camboriú como sede do evento tem reforçado o caráter estratégico da Logistique. A cidade oferece fácil acesso a rodovias federais, aos principais aeroportos de Santa Catarina e ao Porto de Itajaí — um dos maiores entroncamentos logísticos do país. Além disso, sua infraestrutura hoteleira e turística amplia o potencial de atração de público e negócios.

Com um novo layout setorizado, a Logistique 2024 vai facilitar a navegação dos visitantes e promover conexões mais assertivas entre empresas e profissionais. Os espaços temáticos incluirão setores como intralogística, transporte multimodal, tecnologia e automação, infraestrutura, soluções digitais (WMS, TMS e IA), além de logística verde.

Entre os expositores confirmados estão as gigantes Multilog, TOTVS, EGA Group, Trust Group, DSV Global, Bertolini S.A., e Cargo Sapiens. Também haverá participação de empresas internacionais, operadores logísticos, fabricantes de empilhadeiras, transportadoras e fornecedores de soluções digitais.

Segundo Karine Marmitt, diretora-executiva da feira, esta edição terá maior diversidade de soluções e inovações. “O crescimento da feira é planejado para ser qualitativo, com foco em representatividade e experiências inovadoras”, afirma. Promovido pela Zoom Feiras e Eventos, o evento reforça sua posição como vitrine estratégica para o setor logístico brasileiro, unindo negócios, conhecimento e projeção internacional. A programação completa dos 3 dias de evento pode ser conferida no www.logistique.com.br.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior

Como começar a operar no comércio exterior: guia prático para empresas que querem exportar ou importar

Entrar no mercado internacional é um passo estratégico para negócios que buscam crescimento, diversificação e novos clientes. Confira os principais passos para iniciar operações com segurança e eficiência.

O comércio exterior brasileiro vem ganhando cada vez mais espaço entre empresas que desejam expandir suas fronteiras, aumentar a competitividade e explorar novas oportunidades. Porém, antes de começar a exportar ou importar, é fundamental entender os processos, exigências e estratégias que envolvem esse universo.

Neste guia do ReConecta News, você confere os 7 passos essenciais para iniciar no comércio exterior, desde o planejamento até a prospecção de clientes internacionais.

1. Estudo de mercado e planejamento: o primeiro passo para exportar ou importar

Antes de iniciar qualquer operação internacional, é necessário identificar quais produtos ou serviços têm potencial de exportação ou importação. Isso envolve uma análise detalhada dos mercados-alvo, barreiras comerciais, concorrência e demanda.

Além disso, é preciso avaliar a viabilidade logística, tributária e regulatória em cada país. Esse planejamento inicial é decisivo para reduzir riscos e garantir assertividade nas decisões.

2. Habilitação no Siscomex: cadastre sua empresa para atuar legalmente

Toda empresa que deseja realizar operações internacionais precisa estar habilitada no Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior), da Receita Federal. Esse registro é feito por meio do Radar, e pode ser solicitado nas modalidades Expressa, Limitada ou Ilimitada, dependendo do porte e da capacidade financeira da empresa.

O processo pode ser iniciado pelo site da Receita Federal, com o suporte de contadores ou consultorias especializadas.

3. Estrutura e capacitação: monte uma equipe preparada para o comércio internacional

Ter uma equipe qualificada faz toda a diferença no sucesso das operações. É importante contar com profissionais que conheçam as exigências de documentação aduaneira, logística internacional, idiomas e legislação.

Além disso, vale investir em sistemas de gestão COMEX que auxiliam no controle de prazos, tributos e processos. Outra opção é contar com despachantes aduaneiros e consultores especializados, principalmente no início das atividades.

4. Documentação e compliance: evite erros e garanta conformidade

Cada operação exige um conjunto específico de documentos, como:

  • Fatura comercial (Invoice)
  • Certificado de origem
  • Packing list
  • Conhecimento de embarque (BL, AWB, CMR)

Além disso, é necessário atender exigências de órgãos como ANVISA, MAPA, Receita Federal e autoridades internacionais. Rotulagens específicas, certificações e licenças sanitárias podem ser obrigatórias, dependendo do produto e do destino.

5. Logística e transporte: escolha o modal ideal para sua operação

Um dos pilares do comércio exterior é a logística. É preciso escolher entre os modais marítimo, aéreo ou rodoviário, conforme o tipo de produto, urgência e destino.

Negociar com transportadoras, agentes de carga e empresas de seguro internacional é fundamental para garantir segurança e eficiência no transporte das mercadorias.

6. Finanças e câmbio: proteja sua operação das oscilações econômicas

Definir a forma de pagamento é outro ponto crítico. As mais comuns no comércio exterior são:

  • Carta de crédito
  • Pagamento antecipado
  • Cobrança documentária

Também é importante acompanhar as flutuações cambiais e considerar contratos de hedge para garantir estabilidade financeira. Custos com tributação, armazenagem e taxas portuárias devem estar no radar do planejamento financeiro.

7. Prospecção internacional: como encontrar clientes no exterior

Para expandir sua presença global, invista em ações de promoção comercial:

  • Feiras internacionais
  • Missões empresariais
  • Rodadas de negócios

Além disso, ter materiais em idiomas estrangeiros, um site estruturado e presença em marketplaces B2B como Alibaba, Amazon Global e outras plataformas especializadas pode ampliar significativamente suas chances de sucesso no mercado internacional.

Entrar no comércio exterior exige planejamento, preparo técnico e visão estratégica. Mas os benefícios — como diversificação de mercados, aumento de receita e fortalecimento da marca — fazem esse movimento valer a pena.

Se sua empresa está pronta para crescer além das fronteiras, comece agora mesmo a estruturar seu plano de internacionalização. E continue acompanhando o RêConecta News para mais dicas, cases e oportunidades no mundo do comércio exterior.

TEXTO: REDAÇÃO / DAISE SANTOS

IMAGEM: FREEPIK

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