Importação

Importação de polietilenos ganha impulso com nova rota de cabotagem entre Manaus e Itapoá

O anúncio da nova rota expressa de cabotagem ligando Manaus (AM) a Itapoá (SC), realizado pela Aliança Navegação e Logística, reacendeu as discussões sobre o avanço das importações de polietilenos no Brasil. A iniciativa amplia a integração entre duas regiões estratégicas e promete aumentar a eficiência no transporte de resinas destinadas aos principais polos consumidores do país.

Com a nova conexão, a movimentação de cargas entre o Norte, Sul e Sudeste tende a ganhar mais agilidade, fortalecendo um corredor que já desempenha papel relevante na cadeia de distribuição de matérias-primas petroquímicas.

Manaus se consolida como porta de entrada para resinas importadas

Nos últimos anos, Manaus ampliou sua importância como centro de recebimento de polietilenos importados, especialmente provenientes dos Estados Unidos. Após passarem por operações na região, parte desses produtos segue para os mercados consumidores do Sul e Sudeste.

Esse fluxo é favorecido pelas condições tributárias associadas à Zona Franca de Manaus, fator que contribui para aumentar a competitividade das resinas importadas no mercado nacional.

Indústria petroquímica brasileira enfrenta pressão competitiva

O avanço da logística para produtos importados representa um novo desafio para a indústria petroquímica brasileira. Empresas nacionais, como a Braskem, já convivem com a concorrência de fabricantes norte-americanos que utilizam etano derivado do shale gas, matéria-prima considerada mais competitiva em termos de custo quando comparada à nafta empregada no Brasil.

Além da diferença nos custos de produção, o setor nacional também disputa espaço com resinas que chegam ao país beneficiadas por condições tributárias específicas e, agora, por uma estrutura logística mais eficiente.

Debate envolve logística, tributação e política industrial

A criação da rota Manaus–Itapoá evidencia como temas ligados à logística, tributação e política industrial estão cada vez mais interligados no cenário econômico brasileiro.

Mais do que uma mudança operacional no transporte de cargas, a nova ligação reforça a discussão sobre a competitividade entre a produção nacional e os produtos importados, em um momento considerado estratégico para o futuro da petroquímica brasileira e do mercado de resinas plásticas no país.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Indústria

Norte de SC concentra quatro polos industriais internacionais e se destaca nas exportações

A região Norte de Santa Catarina consolidou-se como um dos principais motores da industrialização no estado. Influências históricas, evolução estrutural e fatores econômicos impulsionaram a formação de cadeias produtivas complexas, que hoje garantem elevada inserção internacional às indústrias locais.
Em 2024, o Norte catarinense exportou US$ 4,97 bilhões, a maior concentração de polos internacionais em SC.

Segundo um estudo conduzido pelo Observatório Nacional da Indústria, em parceria com o Observatório FIESC, o Norte abriga quatro polos industriais com atuação global: equipamentos elétricos, máquinas e equipamentos, madeira e móveis e papel e celulose. Em todo o estado, são 14 polos internacionais mapeados.

Cultura industrial e geração de empregos

Gilberto Seleme, presidente da FIESC, destaca que a região desenvolveu uma forte cultura industrial, influenciada pela imigração, pela diversidade produtiva e pela valorização da formação profissional.
Hoje, o Norte conta com 10,7 mil estabelecimentos industriais, empregando mais de 213,8 mil trabalhadores.

Entre os municípios, Joinville lidera com quase 4 mil indústrias e 89,3 mil empregos formais. Jaraguá do Sul aparece em segundo lugar, com 1,6 mil empresas e 39,7 mil trabalhadores, seguido por São Bento do Sul, que possui 763 indústrias e 14,5 mil empregos. A indústria responde por 38,1% do PIB regional.

Logística estratégica e competitividade

De acordo com Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, a competitividade regional é reforçada por uma rede logística robusta, que inclui rodovias e acesso a portos de grande capacidade. Isso facilita o escoamento da produção ao exterior com custo logístico competitivo.

Ele explica que polos internacionais funcionam como centros estratégicos de produção e inovação, impulsionando não apenas o setor industrial, mas também serviços e comércio locais.

Empresas que impulsionam os polos internacionais

Polo de equipamentos elétricos

A maior referência do setor é a WEG, fundada em Jaraguá do Sul e hoje presente em 42 países, com fábricas em 18 deles.
Segundo o diretor-presidente executivo, Alberto Yoshikazu Kuba, o diferencial da empresa está na inovação contínua: “Todo ano a empresa lança novos produtos e tecnologias. Em vários segmentos, a WEG oferece o melhor produto do mundo”.

Polo de máquinas e equipamentos

A Nidec Global Appliance, dona da Embraco, lidera a fabricação mundial de compressores para refrigeração. Com sede em Joinville, seus produtos chegam a 80 países, consolidando o polo como referência internacional.

Polo moveleiro: o maior exportador do Brasil

Os municípios de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho formam o maior polo exportador de móveis do país.
Mesmo diante de desafios como o tarifaço dos EUA, indústrias como Três Irmãos e Móveis Katzer seguem entre as maiores exportadoras do Brasil.
A Três Irmãos produz para 20 marcas globais, incluindo a Ikea, enquanto a Katzer atende mais de 15 países na Europa, Ásia e Américas.

Segundo Luiz Carlos Pimentel, presidente do Sindusmobil, o sucesso do polo moveleiro se deve aos investimentos em tecnologia, eficiência, sustentabilidade e inovação.

Polo de papel e celulose

O destaque do setor é a unidade da Smurfit WestRock Brasil, em Três Barras, a maior produtora de papel kraftliner da América Latina. A fábrica abastece o mercado interno e países como Paraguai, Argentina, Chile, Equador e África do Sul.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Joinville Convention Bureau/Divulgação

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