Portos

Porto de Santos fecha após ondas de 3 metros durante alerta de ressaca

O Porto de Santos teve as operações de navegação interrompidas por quase quatro horas devido à forte agitação marítima registrada na Baixada Santista. O episódio ocorreu durante um alerta de ressaca marítima emitido pela Defesa Civil de São Paulo para o litoral paulista.

As ondas ultrapassaram 3 metros de altura, levando à suspensão temporária do tráfego de embarcações entre a noite de segunda-feira (24) e a madrugada de terça-feira (25).

Segundo a Defesa Civil Estadual, as condições do mar devem continuar desfavoráveis para a navegação e outras atividades marítimas até quarta-feira (26).

Porto de Santos tem tráfego de navios suspenso

A Capitania dos Portos determinou a interrupção do tráfego de navios no Porto de Santos às 23h15 de segunda-feira. A navegação foi liberada novamente às 3h10 de terça-feira, depois de uma melhora nas condições do mar.

Durante o período de paralisação, quatro manobras de saída e duas operações de entrada de embarcações deixaram de ser confirmadas, conforme informações da Praticagem de São Paulo.

O Porto de Santos é considerado o maior complexo portuário da América do Sul e concentra movimentações importantes para o comércio exterior brasileiro.

Santos entra em estado de atenção

Diante da previsão de maré elevada, a Prefeitura de Santos colocou a cidade em estado de atenção. O município pode registrar pontos de alagamento e inundação, principalmente nas áreas internas do estuário.

A combinação entre a ressaca e a elevação da maré aumenta o risco de impactos em regiões próximas ao litoral e ao sistema estuarino.

Defesa Civil orienta população durante ressaca

A recomendação das autoridades é que moradores e turistas redobrem os cuidados enquanto persistirem as condições adversas no litoral de São Paulo.

Entre as principais orientações estão:

  • Evitar entrar no mar durante o período de ressaca;
  • Não permanecer próximo a costões, pedras e áreas expostas à força das ondas;
  • Quem estiver navegando deve aumentar a atenção e seguir as determinações das autoridades marítimas.

A Defesa Civil reforça que a população deve acompanhar os alertas oficiais e evitar atividades em áreas de risco até a melhora das condições do mar.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/A Tribuna Jornal

Ler Mais
Portos

Expansão do Porto de Santos pode viabilizar até 30 novos terminais no litoral de São Paulo

A expansão do Porto de Santos deve abrir caminho para a instalação de até 30 novos terminais e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no litoral paulista. A projeção é da Autoridade Portuária de Santos, que pretende iniciar as licitações das áreas recém-incorporadas a partir de 2027.

Com a atualização da poligonal, o complexo passou de 9,3 km² para 14,5 km² — um crescimento territorial de 56%, conforme portaria do Ministério de Portos e Aeroportos publicada no Diário Oficial da União.

Licitações e novos investimentos previstos

O presidente da autoridade portuária, Anderson Pomini, informou que a estratégia prevê o arrendamento das novas áreas à iniciativa privada. O objetivo é ampliar a eficiência operacional, modernizar estruturas e acompanhar o ritmo de crescimento da economia.

Atualmente, o porto mantém conexões com cerca de 600 destinos em quase 200 países. Com a ampliação, a expectativa é fortalecer ainda mais o papel do complexo como principal hub logístico da América do Sul.

Áreas prioritárias da ampliação

A APS definiu três regiões estratégicas para o avanço do projeto:

  • Largo do Caneu: aproximadamente 5 km², com potencial para novos terminais e implantação de uma ZPE;
  • Alemoa: área de cerca de 114 mil m², com acesso ao canal do porto;
  • Monte Cabrão (área continental de Santos): aproximadamente 180 mil m² disponíveis para expansão.

O pedido original encaminhado ao ministério previa ampliação da poligonal para até 20,4 km². Após consulta pública realizada em 2025, foi autorizada a expansão parcial.

Além da área terrestre, houve ampliação do trecho aquaviário, que passou de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área total sob utilização do porto saltou de 383,8 km² para 401 km².

Potencial econômico e desafios de infraestrutura

Especialistas avaliam que a oferta de áreas greenfield e a localização estratégica do complexo fortalecem o ambiente para novos investimentos em terminais portuários e na futura Zona de Processamento de Exportação.

O especialista em políticas públicas Leandro Lopes afirma que a medida pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, consolidando o complexo — responsável por cerca de 30% da balança comercial brasileira — como protagonista no comércio exterior da região.

Ele pondera, no entanto, que o avanço da movimentação de cargas exige melhorias em infraestrutura logística, acesso ferroviário, mobilidade urbana e integração operacional para evitar gargalos.

Segurança jurídica e conceito Porto-Indústria

Para o advogado João Paulo Braun, a redefinição da poligonal amplia a previsibilidade regulatória e reduz riscos de saturação, tornando o porto ainda mais competitivo para grandes operadores.

Na avaliação dele, a nova configuração territorial é essencial para viabilizar a ZPE e fortalecer o conceito de Porto-Indústria, modelo que prevê a instalação de fábricas e centros produtivos próximos ao cais, reduzindo custos logísticos e estimulando a presença de multinacionais exportadoras.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook