Portos

ANTAQ adia audiência pública sobre arrendamento de área no Porto de Itajaí

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) adiou a audiência pública que integra o processo de arrendamento da área ITJ01, no Porto Organizado de Itajaí. Inicialmente prevista para o dia 31 de julho, a sessão será realizada em 6 de agosto de 2026, às 9h30, em formato virtual. A decisão foi oficializada por meio da Deliberação-DG nº 52/2026, assinada pelo diretor-geral da agência, Frederico Dias.

De acordo com a deliberação, permanecem inalteradas as demais regras já estabelecidas para a audiência, incluindo o formato de participação dos interessados, que deverão se inscrever via WhatsApp no dia 5 de agosto, das 9h às 15h.

O encontro integra a etapa de participação social da licitação da área ITJ01, destinada à movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas e carga geral no Porto de Itajaí. As contribuições apresentadas durante a audiência e a consulta pública serão utilizadas para aperfeiçoar os documentos técnicos e jurídicos que embasarão a publicação do edital, considerado uma etapa estratégica para o futuro das operações no Porto Organizado de Itajaí.

Mudança ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal

O adiamento da audiência pública ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal portuário de Itajaí, que segue um trâmite separado ao do arrendamento. Na última semana, a ANTAQ decidiu manter o andamento do processo relacionado ao canal de acesso, ao rejeitar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). Segundo a Agência, não foram identificados impedimentos legais ou técnicos que justificassem a interrupção do projeto, que já se encontra na fase final antes da publicação do edital.

O pedido da SPI defendia a revisão dos estudos técnicos, a atualização de cálculos e o cumprimento de determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, a ANTAQ concluiu que as 27 recomendações feitas pelo tribunal já foram atendidas durante a elaboração do projeto. A ANTAQ também ressaltou que os estudos de engenharia foram atualizados, que a modelagem da concessão está integrada ao processo de arrendamento do terminal e que foram realizados dois ciclos de audiências públicas para garantir a participação da sociedade.

O projeto prevê uma concessão de 25 anos, com possibilidade de prorrogação, e investimentos estimados em cerca de R$ 350 milhões, destinados à dragagem permanente do canal, aprofundamento para 16 metros, retirada do navio naufragado Pallas e conclusão da nova bacia de evolução, permitindo a operação de navios de até 400 metros de comprimento.

Com a decisão da ANTAQ, o processo de concessão segue para análise da Procuradoria Federal junto à Agência. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais ajustes, a expectativa é que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: JBS / Foto Tanajura

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Portos

Antaq mantém processo de concessão do canal portuário de Itajaí e rejeita pedido de suspensão

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu manter o andamento do processo de concessão do canal portuário de Itajaí ao negar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). A decisão consta em nota técnica divulgada na segunda-feira e reforça que não foram encontrados impedimentos legais ou técnicos capazes de justificar a paralisação do projeto, que está na etapa final antes da publicação do edital.

Além de afastar a possibilidade de interrupção do processo, a agência destacou que a SPI não possui legitimidade jurídica para representar institucionalmente a administração portuária nesse tipo de solicitação. Apesar disso, reconheceu a legitimidade técnica da superintendência por atuar diretamente nas operações do porto.

Codeba afirma que pedido não passou pelos trâmites institucionais

Segundo a Antaq, a administração do Porto de Itajaí está vinculada à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) desde a federalização. Por esse motivo, a manifestação encaminhada pela SPI não representa oficialmente a posição da autoridade portuária nem do Ministério de Portos e Aeroportos, responsável pelo poder concedente.

O presidente da Codeba, Antônio Gobbo, informou que não tinha conhecimento do pedido de suspensão. Em manifestação oficial, afirmou que o documento foi elaborado e enviado sem passar pela diretoria executiva nem pelos canais institucionais da companhia, procedimento que será apurado internamente.

Setor empresarial defende continuidade do projeto

A possibilidade de suspensão da concessão do canal portuário mobilizou entidades empresariais de Itajaí e Navegantes na última semana. As associações alertaram que qualquer paralisação poderia ampliar atrasos em um processo que já se arrasta há mais de cinco anos, além de comprometer investimentos considerados essenciais para preservar a competitividade do complexo portuário.

O projeto prevê uma concessão com prazo inicial de 25 anos, podendo ser prorrogada por até 70 anos. Entre os investimentos estimados em aproximadamente R$ 350 milhões estão a dragagem permanente do canal, o aprofundamento para 16 metros, a remoção do navio naufragado Pallas e a conclusão da nova bacia de evolução. As intervenções permitirão a operação de embarcações de até 400 metros de comprimento.

Antaq afirma que estudos foram revisados e exigências do TCU cumpridas

Na análise técnica, a Antaq concluiu que não há fundamentos para interromper a licitação do canal portuário. A SPI defendia a suspensão alegando necessidade de revisar estudos, atualizar cálculos e atender determinações do Tribunal de Contas da União (TCU).

Entretanto, a agência informou que os 27 apontamentos feitos pelo TCU foram integralmente atendidos e validados durante a tramitação do projeto. Também ressaltou que a modelagem da concessão está alinhada ao processo de arrendamento do terminal, enquanto os estudos de engenharia foram atualizados com dados mais recentes. Outro ponto destacado foi a realização de dois ciclos de audiências públicas, garantindo participação da sociedade.

Sustentabilidade financeira e edital seguem em andamento

A Antaq também respondeu às preocupações relacionadas à arrecadação da autoridade portuária. Conforme a nota técnica, a sustentabilidade financeira será assegurada pela integração das receitas provenientes do arrendamento do terminal, com projeções indicando arrecadação superior à estimada como perda já no primeiro ano de operação.

Com o projeto considerado consolidado e aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, a proposta segue agora para análise da Procuradoria Federal junto à Antaq. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais adequações, a expectativa é de que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Transporte

Autoridade Portuária de Santos abre licitação para transporte marítimo de passageiros

A Autoridade Portuária de Santos (APS) publicou o edital da licitação eletrônica nº 40/2026 para contratar uma empresa especializada na prestação de transporte marítimo de passageiros. O aviso foi divulgado no Diário Oficial e faz parte das ações voltadas à manutenção dos serviços operacionais da autoridade portuária.

O contrato terá duração de 30 meses e contempla o transporte de funcionários em rotas estratégicas que atendem áreas do complexo portuário.

Linhas fixas atenderão três trajetos operacionais

Conforme o edital, a empresa vencedora será responsável pela operação de linhas exclusivas de transporte entre os seguintes trechos:

  • Santos – Guarujá (TEV/Santos Brasil);
  • Santos – Ilha Barnabé;
  • Bertioga – Vila de Itatinga.

O serviço busca garantir o deslocamento dos colaboradores que atuam em diferentes áreas ligadas às operações do Porto de Santos.

Licitação inclui embarcações para fiscalizações e vistorias

Além das rotas regulares, o contrato também prevê a disponibilização de embarcações sob demanda para atender atividades técnicas realizadas pela APS.

Entre os serviços previstos estão fiscalizações ambientais, auditorias, vistorias e visitas técnicas ao longo do estuário e do canal de navegação. Para essas operações poderão ser utilizados diferentes tipos de embarcação, como lanchas rápidas, embarcações de pequeno porte e catamarãs, conforme a necessidade de cada missão.

Como participar da licitação

Segundo a Autoridade Portuária de Santos, o edital de licitação já está disponível na área de licitações da instituição. As empresas interessadas deverão estar previamente cadastradas no sistema Licitações-e, administrado pelo Banco do Brasil, para participar do processo eletrônico.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Hidrovia Paraná-Paraguai: DEME apresenta proposta com tarifa 17% menor e tenta reabrir licitação

A empresa belga DEME voltou a se movimentar na disputa pela concessão da Hidrovia Paraná-Paraguai, mesmo com o processo licitatório já em fase avançada e com a concorrente Jan De Nul previamente selecionada para o contrato de dragagem e balizamento da chamada Hidrovia Troncal da Argentina.

Em uma carta encaminhada ao ministro da Economia argentino, Luis Caputo, a companhia defendeu a reavaliação das condições da licitação e apresentou uma proposta que prevê redução significativa nos custos operacionais para os usuários da via navegável.

Empresa questiona piso tarifário da licitação

No documento, assinado por Steven Bouckaert, gerente-geral da DEME NV, a empresa afirma que não conseguiu apresentar sua melhor oferta devido à existência de um piso tarifário considerado elevado.

Segundo a companhia, a tarifa mínima estabelecida no processo atual supera os valores ofertados pela DEME em uma licitação anterior, realizada em 2025 e posteriormente cancelada, mesmo incluindo um escopo mais amplo de serviços.

A avaliação da empresa é de que a exigência tarifária encarece de forma artificial os custos da operação para usuários da hidrovia, incluindo exportadores argentinos e empresas ligadas ao comércio internacional.

Nova proposta prevê economia bilionária

Como alternativa, a DEME propôs a realização de uma nova concorrência com condições econômicas mais competitivas.

A empresa ofereceu uma tarifa máxima de US$ 4,77 por NRT, valor 17,4% inferior ao piso atualmente previsto, de US$ 5,78 por NRT. A proposta mantém todas as atividades exigidas no edital, incluindo os serviços de dragagem e sinalização.

De acordo com os cálculos apresentados pela companhia, a redução poderia representar uma economia acumulada de pelo menos US$ 2,5 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão.

A empresa argumenta ainda que, somada à redução de 15% já prevista no processo em andamento, a nova proposta poderia diminuir os custos operacionais em aproximadamente 30% em comparação aos níveis atuais.

DEME prepara projeto alternativo

Além de questionar as regras da licitação, a companhia informou que está desenvolvendo uma iniciativa privada baseada na legislação argentina para apresentar uma alternativa formal ao projeto em curso.

Segundo a empresa, estudos técnicos e econômicos estão sendo concluídos para demonstrar a viabilidade da proposta e sua aderência às necessidades da hidrovia.

A DEME sustenta que, caso o piso tarifário seja mantido, os usuários da via fluvial poderão pagar cerca de 21% acima do valor considerado compatível com as condições de mercado.

Apoio de empresas e investidores dos Estados Unidos

Outro ponto destacado pela DEME é o apoio de grupos empresariais norte-americanos ao projeto.

Além da assinatura de Bouckaert, o documento conta com o respaldo de executivos ligados a companhias dos Estados Unidos, entre eles representantes da Great Lakes Dredge & Dock Company, da Clear Street e da KKR.

Embora essas empresas não integrem formalmente a proposta apresentada na licitação, elas manifestaram disposição para fornecer suporte financeiro e operacional caso a iniciativa avance.

Projeto é apresentado como estratégico para Argentina e EUA

Na avaliação dos signatários, a modernização da Hidrovia Paraná-Paraguai possui importância estratégica para o comércio exterior argentino, além de contribuir para a atração de investimentos privados.

A carta destaca ainda que uma eventual participação de investidores norte-americanos no projeto fortaleceria as relações econômicas entre Argentina e Estados Unidos e serviria como sinal de confiança nas reformas econômicas promovidas pelo governo de Javier Milei.

O documento também menciona apoio político do governo do presidente Donald Trump à proposta defendida pela DEME.

FONTE: La Nación
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Licitação no Porto de Suape: ANTAQ valida documentos para área SUA01

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) autorizou a documentação apresentada pela Autoridade Portuária de Suape para a licitação da área SUA01, no Porto de Suape (PE). A aprovação ocorreu na reunião de diretoria realizada na última quinta-feira (4).

Suape conduz processos de arrendamento

Desde o convênio firmado em 2022, o porto passou a ter autonomia para realizar arrendamentos portuários. Assim, caberá à autoridade portuária administrar os trâmites da concorrência e encaminhar os processos relacionados aos futuros terminais.

Terminal especializado em carga rolante

A área licitada será destinada à operação de navios do tipo Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), embarcações projetadas para movimentar cargas rolantes, como carros, caminhões e ônibus, que entram e saem da embarcação por rampas. Esses veículos serão recebidos, movimentados e armazenados dentro do terminal.

Investimento previsto e estrutura disponível

A projeção é de R$ 4,6 milhões em investimentos ao longo dos 25 anos de contrato. Como o valor é considerado baixo, a ANTAQ dispensou a realização de audiência e consulta públicas.

O terminal ocupa 101,4 mil m², totalmente pavimentados com concreto rígido. A área dispõe ainda de cercamento, iluminação, instalações elétricas, guaritas, rede de drenagem e outras infraestruturas que serão disponibilizadas ao futuro arrendatário.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

China ganha espaço em licitações portuárias no Canal do Panamá apesar de pressão dos EUA

Companhias da China poderão participar do processo de licitação para a construção de dois novos portos no Canal do Panamá, afirmou o administrador da via interoceânica, Ricaurte Vásquez. A decisão ocorre mesmo diante das recentes pressões dos Estados Unidos, que ameaçam retomar influência sobre a rota estratégica.

A declaração contrasta com as afirmações do presidente norte-americano, Donald Trump, que insiste que o canal estaria sob controle de Pequim devido à operação das instalações de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico) pela empresa hong-konguesa Hutchison Holdings.

Disputa geopolítica aumenta atenção sobre novas licitações

Em meio ao cenário de tensão, a Hutchison concordou em vender ambas as terminales a um grupo liderado pela norte-americana BlackRock — movimento que gerou desconfiança em Pequim. Agora, empresas chinesas demonstram interesse direto nas novas obras portuárias, classificadas como estratégicas para o futuro da logística regional.

“Temos que estar abertos à participação de todas as partes interessadas”, declarou Vásquez a jornalistas. Questionado sobre a possibilidade de um agravamento das tensões caso as obras sejam concedidas a companhias chinesas, respondeu: “Primeiro precisamos ver como chegamos ao rio; depois decidimos como atravessá-lo”, numa metáfora sobre o andamento do processo.

Reuniões com consórcios começam na próxima semana

As reuniões com grupos interessados começam na próxima segunda-feira e integram o processo de concessão dos futuros portos de Corozal, no Pacífico, e Telfers, no Atlântico. Entre os participantes estão as hong-konguesas Cosco Shipping Ports e OOCL, além de empresas de outros países.

O Canal do Panamá planeja investir US$ 8,5 bilhões na próxima década para ampliar sua infraestrutura. Além dos novos portos, o plano inclui a construção de um gasoduto e de um novo reservatório. A expectativa é adjudicar os projetos em 2026 e iniciar operações em 2029.

Interesse global reforça importância estratégica do canal

Também manifestaram interesse empresas como PSA International (Singapura), Evergreen (Taiwan), Hapag-Lloyd (Alemanha), Maersk (Dinamarca) e CMA Terminals–CMA (França). Os principais portos panamenhos, todos próximos ao canal, são hoje administrados por concessionárias dos Estados Unidos, Taiwan, Hong Kong e Singapura.

Com 80 quilômetros de extensão, o Canal do Panamá responde por 5% do comércio marítimo mundial e tem como principais usuários justamente EUA e China. Washington transferiu oficialmente o controle da rota ao Panamá em 1977, concluindo o processo em 31 de dezembro de 1999, após quase um século de administração.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Economia, Notícias, Portos

Leilão inédito vai decidir o futuro do porto de Itajaí

Concessão do canal portuário será licitada separadamente do arrendamento do porto

A concessão do canal de acesso portuário de Itajaí, em modelo inédito no país, avançou na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na semana passada, a agência aprovou as minutas do edital e do contrato de concessão. Agora, o processo seguiu para o Ministério de Portos e Aeroportos, responsável por encaminhar o projeto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que fará a análise antes do lançamento do edital.

A etapa atual foi concluída após a avaliação das contribuições recebidas na audiência pública 03/2024, que discutiu melhorias nos documentos técnicos e jurídicos. No novo modelo adotado pelo governo federal, a concessão do canal de acesso foi separada do arrendamento do porto. A licitação do acesso portuário deve ser lançada ainda neste ano, enquanto o edital de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está previsto para 2026, com estudos em andamento pela Infra S.A.

O edital seguirá o formato já aprovado para o Porto de Paranaguá, cujo leilão acontece em 22 de outubro e prevê R$ 1,2 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos. Essa será a primeira vez no Brasil em que a operação portuária será desvinculada da concessão do canal de acesso.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, os critérios usados em Paranaguá servirão como modelo para outros portos estratégicos, como Santos (SP), Itajaí (SC), Bahia e Rio Grande (RS). “Este será o primeiro leilão de canal de acesso de um porto público no Brasil, que vai ampliar a capacidade das operações e a movimentação portuária”, destacou o ministro Silvio Costa Filho.

A expectativa é que os próximos processos tenham maior agilidade por seguirem o mesmo padrão de Paranaguá. Sobre o prazo para a publicação do edital referente a Itajaí, a Antaq informou que a definição é feita pelo Ministério dos Portos, responsável pelo cronograma de leilões.

Navios gigantes

O canal de acesso de Itajaí e Navegantes terá investimentos de R$ 311,1 milhões ao longo dos 25 anos do contrato do canal de acesso ao porto, segundo a Antaq. A principal obra é a dragagem do rio Itajaí-açu, que vai aprofundar o calado operacional de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de navios maiores. Hoje, o porto recebe embarcações de até 350 metros. Com as melhorias, poderá receber cargueiros de até 400 metros.

Em Paranaguá, a profundidade vai passar de 13,1 para 15,5 metros. A cada dois metros a mais de calado, um navio pode transportar em média mil contêineres ou 14 mil toneladas adicionais.

Em Itajaí, a dragagem deve custar R$ 90 milhões. A concessão também inclui a retirada do casco do navio Pallas (R$ 23 milhões), a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões) e a segunda etapa da nova bacia de evolução (R$ 68 milhões).

A futura concessionária será responsável ainda por estudos hidrográficos, dragagem, sinalização, balizamento náutico e monitoramento do tráfego de embarcações, atividades hoje sob a responsabilidade da autoridade portuária.

Fonte: Diarinho

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Portos

Licitação para aprofundar dragagem no Porto de Santos será lançada ainda este ano

O edital de licitação para contratar a dragagem de aprofundamento do Canal do Porto de Santos para 16 metros (atualmente tem entre 14 e 15 metros, dependendo do local) será lançado no segundo semestre deste ano. Em paralelo, será iniciada a derrocagem (remoção) de rochas em 33 pontos do canal de acesso, que é a primeira etapa antes de começar a dragar os sedimentos do estuário.

“O processo da derrocagem das pedras está em fase de análise documental e a expectativa é que no início do segundo semestre seja possível dar início às obras. Em paralelo, tramita na APS o projeto de aprofundamento do canal para 16 metros”, informou a Autoridade Portuária de Santos (APS), em nota.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Santos a partir de janeiro de 2022. Os dados são do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Santos| Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

Questionada, a administração portuária não informou o nome da empresa vencedora do certame para a derrocagem nem o valor do serviço contratado. A companhia assinará um contrato válido por 18 meses se responsabilizando pela elaboração dos projetos básico e executivo e a retirada do material rochoso cujo volume é estimado em 10 mil metros cúbicos (m³).

Fonte: A Tribuna

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Negócios, Portos

Entidades pressionam Governo por licitação ampla do Tecon Santos 10

Carta aberta exige agilidade na licitação do Tecon Santos 10

Cinco importantes entidades, Frente Parlamentar Brasil Competitivo, Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos (FPPA), Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e Associação Comercial de Santos (ACS), divulgaram uma “Carta Aberta” conclamando as autoridades brasileiras a acelerar, com isonomia e transparência, a licitação do terminal portuário Tecon Santos 10.

Segundo a carta, a ausência de novas áreas no Porto de Santos agrava um cenário já crítico, com filas de navios que superam 36 horas e prejuízos logísticos expressivos, como os R$ 51 milhões relatados pelos exportadores de café em 2024. As entidades alertam que a demora na expansão da capacidade portuária compromete a competitividade do Brasil no mercado internacional e onera a cadeia logística nacional.

Tal restrição, sendo levada adiante, poderá impedir que grandes empresas investidoras, como Maersk, DPWorld, MSC e CMA CGM – apenas para citar algumas –, participem da disputa para investir e operar no Porto de Santos. Caso isso ocorra, o processo licitatório tende a sofrer novos atrasos. Perdem não apenas os investidores que já atuam no cais santista, mas também os importadores e exportadores, pela demora e encarecimento das mercadorias, além dos consumidores finais, que arcarão com preços mais altos por produtos que chegam de rotas internacionais.

O documento destaca que o Brasil investe apenas 0,38% do PIB em infraestrutura de transportes, muito abaixo dos 1,96% recomendados internacionalmente, resultando em custos logísticos equivalentes a 15,4% do PIB – quase o dobro dos índices observados em países da OCDE.

O Tecon Santos 10 é considerado vital para a eficiência da navegação de cabotagem e para evitar o colapso operacional do Porto de Santos, responsável por cerca de 40% da movimentação de contêineres do país. A carta reforça a necessidade de garantir ampla participação de investidores, incluindo grupos que já atuam no porto, respeitando os princípios da livre concorrência.

As entidades concluem que a realização célere e transparente do leilão é um imperativo para a manutenção da competitividade brasileira no cenário global e essencial para o crescimento sustentável da economia nacional.

Fonte: Jornal Portuário

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Investimento, Notícias, Sustentabilidade

A UIA pede investimentos em infraestrutura na licitação do VNT

Uma semana após a abertura dos envelopes, o Congresso exige transparência.

A licitação para a Hidrovia Tronco (VNT), eixo do comércio exterior da Argentina e de outros países da região, continua gerando polêmicas nas esferas política e empresarial. Enquanto no Congresso diferentes setores cobram explicações do Governo e questionam o possível favoritismo no processo, a União Industrial Argentina (UIA) definiu sua posição e exigiu maior previsibilidade e melhores condições de infraestrutura para aumentar a competitividade do país.

A entidade, presidida por Daniel Funes de Rioja, analisou em sua última reunião um relatório elaborado por especialistas sobre o impacto da licitação e destacou a importância de fazer investimentos importantes no VNT. Segundo a entidade, “é fundamental avançar nas melhorias necessárias, principalmente na dragagem a 40 pés, para garantir a eficiência e a competitividade do comércio exterior”.

A posição da UIA é relevante em um contexto em que empresas internacionais denunciam que o processo licitatório poderia ser feito sob medida para favorecer a empresa belga Jan de Nul, atual operadora do serviço desde 1995. A empresa belga DEME e a dinamarquesa Rohde Nielsen pediram a nulidade do edital, enquanto senadores radicais pediram a abertura do concurso para a estatal chinesa Shanghai Dredging Company.

Preocupações com taxas

A entidade industrial também enfatizou a necessidade de consolidar um ritmo competitivo em termos regionais e internacionais, já que 80% das exportações argentinas dependem do VNT.

80% das exportações argentinas navegam pelo VNT.

Nesse sentido, destacaram que o processo deve incluir incentivos à produção nacional, à aquisição de barcaças e navios, bem como à incorporação de combustíveis sustentáveis para fortalecer o transporte de cargas no país e na região.

À medida que a contagem regressiva para a abertura dos envelopes em 12 de fevereiro avança, as críticas ao processo continuam. Da oposição, a Coalizão Cívica e setores do PRO pediram explicações ao Governo sobre a transparência da licitação, enquanto a Fundação Pensar, ligada a Mauricio Macri, alertou sobre os riscos de um processo “apressado” que poderia afetar a economia nacional.

O resultado da licitação definirá o futuro de um dos negócios mais relevantes para o private equity multinacional na Argentina. A UIA, por sua vez, entra no debate com um pedido claro: garantir investimentos e regras do jogo que potencializem o desenvolvimento industrial e a competitividade do país.

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