Exportação

PEIEX reúne entidades e empresas em Itajaí para avaliar resultados e ampliar preparação para o mercado internacional

Santa Catarina tem cerca de 1,5 milhão de empresas, mas apenas 0,17% delas exportam atualmente, o equivalente a aproximadamente 2,6 mil empresas. O cenário mostra o potencial ainda existente para ampliar a participação catarinense no comércio exterior e foi um dos contextos discutidos durante a 3ª Reunião do Comitê Consultivo do PEIEX – Núcleo Itajaí, realizada em 30 de setembro, no Giardino Del Porto, em Itajaí.

O encontro reuniu representantes da ApexBrasil, Sebrae/SC, Senai, associações empresariais e empresas participantes do programa para avaliar resultados e discutir estratégias de preparação para o mercado internacional.

Os números apresentados pelo gestor do Núcleo PEIEX Itajaí, Renan Moreira, mostram que 119 empresas da região já participam do programa. Deste total, 77 concluíram a qualificação e 42 estão em atendimento. A meta é incorporar outras 45 empresas até maio de 2027. Em Santa Catarina, o PEIEX já contabiliza 773 empresas atendidas, com previsão de alcançar mais 351 até maio de 2027.

Realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae/SC, o Programa de Qualificação para Exportação oferece atendimento gratuito para empresas interessadas em iniciar ou estruturar sua atuação no comércio exterior. O atual ciclo do Núcleo Itajaí começou em junho de 2025 e segue até dezembro de 2027. A meta é atender 150 empresas da região.

Preparação antes de chegar ao mercado internacional

Para o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, a preparação para exportar também contribui para melhorar a própria gestão das empresas. “O nível de exigência do mercado internacional faz com que o empresário se prepare melhor, qualifique seus processos e, consequentemente, se torne mais competitivo também no mercado interno,” explica.

Segundo José Mendes, especialista da Coordenação de Competitividade da ApexBrasil, destacou que a internacionalização precisa ser construída por etapas. O processo envolve desde a sensibilização das empresas e a qualificação empresarial até a criação de mecanismos para gerar oportunidades de negócios no exterior. “É preciso ter estratégia e segurança para exportar,” ressalta.

As empresas atendidas pelo Núcleo Itajaí estão distribuídas por 14 setores da economia. Entre os segmentos com maior participação estão moda e vestuário, alimentos e bebidas, serviços e tecnologia, cosméticos, máquinas e equipamentos, economia criativa e moveleiro. Os mercados trabalhados também são diversos, incluindo países da América do Sul, Estados Unidos e União Europeia.

Estado prepara rede para ampliar internacionalização

Durante a reunião, Emerson Luis Pereira, secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, apresentou ações do Governo do Estado voltadas à ampliação das exportações e à qualificação das empresas.

Uma delas é a Rede Catarinense de Internacionalização, proposta que reúne governo e setor produtivo em uma estratégia integrada, com ações planejadas até 2030. A iniciativa está estruturada em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.

Como as empresas podem participar do PEIEX

Empresas interessadas em começar a exportar ou estruturar sua atuação internacional podem procurar o Núcleo PEIEX Itajaí. O atendimento é gratuito e busca identificar o nível de preparação da empresa, apontar oportunidades de melhoria e orientar a construção de uma estratégia para o mercado internacional.

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Giovana Santos

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Portos

Neblina interdita canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, que opera com restrições

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que, na noite de sábado (26), o canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes teve sua impraticabilidade total declarada pela Autoridade Marítima, às 23h05, em razão da forte neblina e da consequente redução da visibilidade abaixo dos limites de segurança estabelecidos.

Com a melhora das condições de visibilidade, o canal foi reaberto às 00h17 deste domingo (27), permanecendo, contudo, com restrições em razão da correnteza.

Para este domingo (27), estão previstas as seguintes manobras:

21h – MSC INIYA V: saída do berço JBS 2;

22h – MSC BIANCA: mudança de berço;

23h – LOG-IN JATOBÁ: entrada, com destino ao berço PNAVE 02.

A Superintendência do Porto de Itajaí segue acompanhando as condições do canal e mantendo contato permanente com a Autoridade Marítima, visando garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações portuárias.

FONTE: Porto de Itajaí

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Portos

Canal de acesso aos portos de Itajaí permanece fechado devido à forte correnteza

O canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes está impraticável desde as 20h58 de segunda-feira (21), por determinação da Capitania dos Portos. A medida foi adotada após avaliações identificarem que a intensidade da correnteza ultrapassou os limites considerados seguros para a navegação, em meio às condições de mau tempo na região.

Com a interdição, as operações de entrada e saída de embarcações estão temporariamente suspensas.

A Superintendência do Porto de Itajaí e a Autoridade Marítima seguem acompanhando as condições hidrodinâmicas do rio. A liberação do canal ocorrerá somente quando houver condições seguras para a realização das manobras.

As atualizações sobre a situação do canal e as condições de navegação podem ser acompanhadas em tempo real no site da Praticagem de Itajaí.

Texto e imagem: ReConecta News

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Portos

Canal de navegação de Itajaí e Navegantes enfrenta assoreamento e restrições

O canal de navegação do complexo portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina, segue sob atenção devido ao avanço do assoreamento, que tem limitado a capacidade de operação dos navios. O cenário é agravado pelas condições hidrológicas adversas registradas na região, dificultando a previsão de quando o canal poderá voltar a operar de forma integral e com profundidade estável.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, em declaração ao jornal A Tribuna, ainda não é possível estabelecer um prazo para a normalização completa das operações. A elevação da sedimentação está associada à ocorrência de chuvas intensas e ao aumento significativo da vazão do Rio Itajaí-Açu, fatores que ampliam o volume de sedimentos transportados e depositados no acesso aquaviário.

Nas últimas semanas, a correnteza chegou a superar os limites considerados seguros para a navegação, provocando interrupções temporárias no tráfego de embarcações.

Navegação segue, mas navios operam com restrições

Apesar do quadro hidrológico excepcional, Pereira afirma que a navegabilidade do canal permanece garantida dentro dos critérios de segurança definidos pela Autoridade Marítima.

Na prática, porém, os navios não conseguem utilizar toda a capacidade de carga. A limitação de calado reduz o volume transportado pelas embarcações e gera impactos econômicos para as operações do complexo portuário e para a cadeia de comércio exterior.

Novos parâmetros de profundidade foram definidos

A Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (DelItajaí), vinculada à Marinha do Brasil, atualizou os parâmetros de profundidade do canal em 1º de setembro.

Conforme informado pelo superintendente do Porto de Itajaí, as restrições anteriores baseadas no Fator de Ajuste de Calado foram substituídas por novos critérios estabelecidos pela Autoridade Marítima. A DelItajaí não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem.

Os limites atualmente estabelecidos são:

  • 12,9 metros no canal externo;
  • 12,5 metros no canal interno;
  • 12,2 metros na Bacia de Evolução 1;
  • 12,6 metros na Bacia de Evolução 2.

Os parâmetros foram definidos a partir das condições observadas no canal e dos levantamentos batimétricos realizados no período.

Dragagem retirou mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos

Entre 30 de julho e 10 de setembro, foi realizada uma nova campanha de dragagem com a draga de sucção Utrecht. Na sequência, foram executadas novas batimetrias para verificar as condições do canal.

De acordo com Pereira, mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados durante a operação.

Os novos levantamentos deverão ser encaminhados à Autoridade Marítima assim que forem recebidos pela Superintendência do Porto de Itajaí. A partir dos resultados, poderão ser avaliados eventuais ajustes nos parâmetros de navegação atualmente em vigor.

Setor pede novas ações para recuperar a capacidade operacional

Para Fábio Lavor, diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), a dragagem foi uma medida relevante, mas insuficiente diante do cenário atual.

A entidade defende a continuidade das intervenções, incluindo novas dragagens, levantamentos batimétricos e monitoramento ambiental. Também considera necessário acompanhar de forma permanente as condições do canal.

O Centronave afirma que vem alertando as autoridades sobre o problema desde novembro do ano passado. Segundo Lavor, alterações na profundidade do acesso aquaviário podem reduzir diretamente a capacidade de transporte dos navios e provocar reflexos em toda a cadeia de comércio exterior.

Novas limitações, na avaliação da entidade, podem comprometer a eficiência das operações e afetar empresas dos setores portuário e de navegação.

Porto de Itajaí contrata sistema de monitoramento permanente

Como parte das medidas para acompanhar o cenário, o Porto de Itajaí contratou emergencialmente, sem licitação, uma empresa para implantar e operar um sistema permanente de monitoramento hidrodinâmico e meteorológico do canal.

O contrato foi firmado na última segunda-feira com a UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia. O prazo máximo é de 180 dias, sem possibilidade de prorrogação, e o valor contratado é de R$ 4.488.230,43.

O sistema deverá funcionar 24 horas por dia, em tempo real, acompanhando fatores que interferem diretamente na segurança da navegação. Entre os parâmetros monitorados estão correntes, marés, ondas, ventos, visibilidade e volume de chuva.

A estrutura será composta por quatro estações físicas e dois pontos de modelagem numérica. O monitoramento abrangerá aproximadamente 9,3 quilômetros do acesso aquaviário do complexo portuário.

As informações deverão auxiliar na tomada de decisões sobre as condições de acesso e sobre as manobras dos navios que chegam e saem de Itajaí e Navegantes.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maurício Martins/AT

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Logística

DF Group amplia atuação em logística internacional com nova sede em Itajaí

Com mais de uma década de atuação no mercado, a DF Group vem ampliando sua presença no setor de logística e comércio exterior a partir de um modelo que integra diferentes etapas da cadeia logística. Em meio a um ciclo de crescimento e profissionalização, o grupo prepara a inauguração de um novo escritório em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A nova unidade será inaugurada no dia 1º de outubro e terá 115 metros quadrados. Segundo Daniel Malta, diretor da DF Group, a nova sede é consequência direta do crescimento da operação em Itajaí. “Em pouco tempo, a operação cresceu e passou a exigir uma estrutura maior. O novo escritório oferece mais conforto e capacidade para receber nossa equipe, clientes e parceiros, além de estar preparado para os próximos passos da empresa”, destaca.

De uma pequena sala a um grupo de soluções logísticas

A história da DF Group começou há mais de dez anos, a partir da iniciativa do fundador Tarcísio Olivier Defanti. Tempos depois, seus dois irmãos se juntaram ao projeto. Hoje, Luiz Eduardo Defanti integra a sociedade e a diretoria do grupo ao lado de Tarcísio Olivier Defanti e Daniel Malta. O negócio teve início em uma sala de menos de 9 metros quadrados e, ao longo dos anos, evoluiu para uma estrutura formada por diferentes empresas e soluções voltadas à cadeia logística.

Hoje, o grupo se apresenta como um ecossistema de soluções que integra estratégia, operação e inteligência logística, com atuação em diferentes etapas dos processos nacionais e internacionais.

Para Daniel Malta, essa trajetória foi marcada pela ampliação gradual da atuação e pela criação de novas soluções dentro do próprio grupo. “Fomos crescendo, ampliando nossa atuação e desenvolvendo novas empresas e soluções dentro do próprio grupo, chegando à estrutura que temos hoje”, explica.

Entre as empresas e frentes de atuação estão a DF Soluções Logísticas, voltada à gestão integrada da cadeia logística; a DF Cargo, especializada em frete internacional; e a TEXVIA, com foco em inteligência e gestão do transporte rodoviário.

Soluções integradas para logística e comércio exterior

O conceito que orienta a atuação da DF Group é o de “One Stop Shop Logistics Solutions”, ou seja, oferecer diferentes soluções logísticas em um único ecossistema. O portfólio inclui transporte rodoviário e multimodal, despacho aduaneiro, armazenagem, frete internacional, operações portuárias para cargas especiais, cross docking, estruturas de Redex/Clia, gerenciamento operacional e consultoria em comércio exterior.

A proposta é integrar planejamento e execução, considerando aspectos como custos, prazos, riscos e particularidades de cada operação.

De acordo com Malta, um dos diferenciais está justamente na proximidade com o cliente e na capacidade de adaptar as soluções às necessidades específicas de cada operação. “Nosso diferencial é unir essas soluções com proximidade, agilidade e flexibilidade, buscando entender a necessidade de cada cliente”, afirma.

A expansão em Itajaí faz parte de uma estratégia mais ampla para os próximos anos. “O objetivo é continuar crescendo de forma sustentável, ampliar nossa presença em novos mercados e fortalecer o conceito de One Stop Shop Logistics Solutions”, afirma Daniel Malta.

A perspectiva é que o grupo siga investindo na integração entre estratégia, tecnologia, operação e conhecimento de mercado para oferecer soluções cada vez mais completas aos clientes.

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Trânsito

Saída da BR-101 em Itajaí será interditada por 90 dias; veja trecho e rota alternativa

Motoristas que trafegam pela BR-101 em Itajaí devem ficar atentos a uma alteração no trânsito a partir desta quarta-feira, 16. A saída 119, no sentido Norte, foi interditada às 7h30 para a execução de obras de macrodrenagem na região da Radial Oeste.

De acordo com a Secretaria de Obras, o bloqueio está previsto para durar 90 dias, período estimado para a realização dos serviços nas proximidades da Avenida Mário Uriarte, na marginal da rodovia.

Interdição ocorre durante obras de macrodrenagem

A interrupção do acesso foi programada como medida de segurança para permitir o avanço das obras. Com a saída 119 da BR-101 bloqueada, os motoristas precisarão utilizar outras vias para chegar às áreas atendidas pelo acesso.

A intervenção faz parte dos trabalhos de macrodrenagem da Radial Oeste, nas proximidades da Avenida Mário Uriarte.

Avenida Reinaldo Schmithausen será opção para os motoristas

Durante o período de interdição, a Avenida Reinaldo Schmithausen será uma das principais alternativas para quem precisa acessar a região central de Itajaí pelo lado Norte.

A recomendação aos condutores é verificar o trajeto antes de sair e considerar um tempo maior para os deslocamentos, especialmente nos horários de maior movimento.

Bloqueio deve durar três meses

A previsão é que a interdição em Itajaí permaneça por aproximadamente três meses. A orientação das autoridades é para que os motoristas reduzam a velocidade, redobrem a atenção nas proximidades das obras e sigam a sinalização implantada no local.

Quem costuma utilizar a saída 119 deve se programar com antecedência enquanto os serviços estiverem em andamento.

FONTE: Portal Menina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Prefeitura de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí realiza mergulhos técnicos para definir remoção do Pallas

Estudos avançam para eliminar obstáculo histórico, ampliar a segurança das operações e aumentar a competitividade do Complexo Portuário

A Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), realizou, na quinta-feira (3) e sexta-feira (4), mergulhos técnicos nos destroços do navio Pallas, naufragado há mais de 130 anos no rio Itajaí-Açu.

A atividade integra a etapa final dos estudos que definirão a metodologia de remoção da embarcação. Também faz parte das ações voltadas à melhoria da infraestrutura do canal de acesso, à ampliação da capacidade operacional e ao aumento da segurança e da competitividade do Complexo Portuário de Itajaí.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a retirada do Pallas está alinhada ao planejamento de obras e melhorias do canal.

“Estamos trabalhando para avançar nas obras e melhorias de que o nosso canal de acesso precisa. A retirada do Pallas é uma ação estratégica, porque eliminará um obstáculo histórico e permitirá avançar no aprofundamento do canal e na ampliação da bacia de evolução. Nosso compromisso é proporcionar cada vez mais segurança às operações portuárias, ampliar a capacidade para receber navios de maior porte e garantir mais competitividade ao Complexo Portuário de Itajaí”, afirma Artur.

Inspeções definem operação de remoção

Os mergulhos ocorreram nas proximidades da Bacia de Evolução nº 2 e do molhe norte, no lado de Navegantes. Apesar da visibilidade subaquática praticamente nula e da forte correnteza, mergulhadores especializados inspecionaram os destroços e coletaram informações para complementar os levantamentos já realizados.

Os trabalhos subaquáticos contam com a participação de Osmar Tibúrcio da Silva, conhecido como Maresia, proprietário e fundador da Sulmar Serviços Subaquáticos. A experiência da equipe é fundamental diante da complexidade da inspeção, realizada em condições de forte correnteza e baixa visibilidade.

Segundo o professor Jules Soto, diretor do Museu Oceanográfico da Univali e responsável pelo acompanhamento dos estudos, a inspeção é essencial para confirmar as condições da embarcação e orientar a definição da operação.

“Estamos em uma etapa fundamental do estudo. Mesmo com visibilidade praticamente zero e forte correnteza, contamos com mergulhadores altamente capacitados para coletar informações essenciais sobre a estrutura da embarcação e as condições em que os destroços se encontram. Precisamos confirmar dados sobre o casco, o sedimento e também a possibilidade de o navio estar partido”, explica Jules.

Além da inspeção, a equipe coleta amostras do aço da embarcação e realiza cortes experimentais. Os procedimentos permitirão avaliar as características da estrutura metálica e dimensionar a operação de remoção.

“Essas informações são importantes para definirmos como esse material poderá ser cortado, movimentado e retirado com segurança. Estamos falando de um desafio de nível internacional, pelas condições adversas do local e pela complexidade de uma operação que poucas empresas especializadas no mundo têm capacidade de executar”, destaca o professor.

A previsão é de que o estudo seja concluído nos próximos dias. O convênio entre a Univali e o Porto de Itajaí prevê investimento de R$ 310 mil e inclui inspeções subaquáticas, mergulhos técnicos, sondagens, análises estruturais e outros levantamentos necessários.

Remoção permitirá aprofundar o canal

Atualmente, os destroços limitam o aprofundamento do canal naquela região a 16 metros. A retirada também permitirá avançar na adequação da Bacia de Evolução nº 2, cujo projeto prevê 530 metros de diâmetro. A ampliação deverá melhorar as condições de manobra e contribuir para a operação de navios de maior porte.

A remoção completa do casco será custeada com recursos do Governo Federal.

A iniciativa integra o planejamento da SPI para modernizar a infraestrutura aquaviária e preparar o complexo para a evolução da frota mundial. O objetivo é proporcionar mais segurança e previsibilidade às operações, além de fortalecer a competitividade do Complexo Portuário de Itajaí.

Naufrágio ocorreu em 1893

Construído na Inglaterra em 1891, o Pallas transportava cargas e passageiros entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Itajaí.

O navio naufragou em 23 de outubro de 1893, durante a Revolta da Armada, na região do Pontal da Barra de Itajaí, atualmente pertencente a Navegantes. Segundo registros históricos, a embarcação atingiu pedras submersas nas proximidades do atual molhe norte.

Os destroços foram novamente identificados em 2017, durante trabalhos de dragagem para a implantação da nova bacia de evolução. Levantamentos posteriores indicaram que a embarcação pode estar partida ao meio, com estruturas metálicas e fragmentos de madeira espalhados pelo leito do rio.

Com a conclusão dos estudos, o Porto de Itajaí e a Univali terão os dados necessários para definir a estratégia de remoção do Pallas e avançar nas próximas etapas do projeto. A retirada eliminará um obstáculo à expansão da infraestrutura aquaviária e permitirá prosseguir com o aprofundamento do canal e a ampliação da Bacia de Evolução nº 2.

Fonte e imagens: Porto de Itajaí

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Evento

Encontro Estadual do PEIEX em Itajaí reúne gestores e destaca atendimento a 737 empresas em Santa Catarina

O Encontro Estadual do Programa de Qualificação para a Exportação (PEIEX) reúne, em Itajaí, gestores estaduais e regionais do Sebrae/SC, representantes da ApexBrasil, monitores e técnicos do programa para discutir estratégias, compartilhar boas práticas e alinhar novas metas para ampliar a preparação de empresas catarinenses para o mercado internacional. O evento acontece no Elume Park Centro Tecnológico e segue até esta quinta-feira (3).

No ciclo 2025–2027, o PEIEX tem como meta atender 950 empresas em Santa Catarina. Até o momento, 737 negócios já são acompanhados pelo programa, que atua no estado por meio de seis núcleos operacionais.

O primeiro dia do encontro, realizado nesta quarta-feira (2), foi marcado pela apresentação do panorama atual do projeto, no painel “PEIEX Hoje”, e pelo compartilhamento de boas práticas das Gerências Regionais. A programação também contou com uma Oficina de Planejamento Estratégico, voltada ao aprimoramento da elaboração dos planos de exportação.

Segundo o gestor nacional do PEIEX, José Mendes, o encontro é uma oportunidade para integrar as equipes e aperfeiçoar as estratégias do programa.

“Nosso objetivo aqui é incentivar a troca e a colaboração entre as equipes, absorver os aprendizados construídos e ajustar as diretrizes para a jornada que temos pela frente até 2027, além de celebrar nossas conquistas e alinhar as estratégias para o futuro”, destacou.

O programa oferece acompanhamento individualizado às empresas durante um período de três a quatro meses. De acordo com o analista técnico do Sebrae/SC e coordenador estadual do PEIEX, Gabriel Marchetti, o trabalho começa com um diagnóstico do negócio e termina com a elaboração de um plano de exportação estruturado.

“Com o plano em mãos, apoiamos o empresário em soluções práticas, como a precificação correta para o exterior e a tradução do site para o idioma do país-alvo. Nós preparamos o empreendedor e o conectamos diretamente a rodadas de negócios e missões internacionais, garantindo o conhecimento necessário para concretizar vendas e potencializar seus resultados”, explicou.

Programação segue nesta quinta-feira

O segundo e último dia do encontro, nesta quinta-feira (3), terá como foco inovação, resultados e experiências de empresas catarinenses que passaram pelo programa. A programação inclui painéis com histórias de sucesso das marcas Sináptica, Móveis Daniella e Recarga EV, além de uma oficina sobre o uso da Inteligência Artificial aplicada à internacionalização e discussões sobre novas propostas para a plataforma de Inteligência de Mercado Internacional.

O encerramento será marcado por uma visita técnica guiada às operações do Porto de Itajaí, aproximando os participantes da realidade do comércio exterior e apresentando os fluxos de embarque e a infraestrutura portuária catarinense.

FONTE: Sebrae

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Comércio Internacional

Câmara de Itajaí recebe delegação de Xangai para ampliar relações comerciais e institucionais

A Câmara de Vereadores de Itajaí recebeu, na manhã desta sexta-feira (28), uma delegação do Governo Municipal de Xangai, na China. A visita reuniu principalmente integrantes da Comissão Municipal de Comércio de Xangai e teve como propósito aproximar as duas cidades e ampliar oportunidades de cooperação.

A agenda foi organizada pela Invest Itajaí e contou com a participação de vereadores, representantes do Executivo Municipal, do Porto de Itajaí, do setor logístico, do comércio e da Univali.

Delegação de Xangai conhece estrutura da Câmara de Itajaí

Durante a visita, os representantes chineses conheceram as instalações da Câmara e receberam informações sobre o funcionamento do Legislativo Municipal de Itajaí.

Na sequência, uma reunião apresentou aos integrantes da comitiva diferentes características e potencialidades do município. O encontro também permitiu que os visitantes esclarecessem dúvidas e conhecessem melhor os produtos e serviços de Itajaí.

A intenção foi apresentar o município como um possível parceiro para a expansão de negócios e para o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e China.

Xangai vê potencial para ampliar relações com Itajaí

O vice-diretor da Comissão Municipal de Comércio de Xangai, Zhang Jie, destacou o potencial de Itajaí para contribuir com a aproximação entre a cidade chinesa e o Brasil.

Segundo ele, o município catarinense pode assumir um papel importante na ampliação das relações entre os dois países, especialmente a partir de novas oportunidades de comércio internacional e cooperação.

A presença de representantes do porto, da cadeia logística e do setor empresarial também contribuiu para apresentar a estrutura econômica de Itajaí aos visitantes.

Instituto Confúcio pode ser instalado em Itajaí

Além das oportunidades na área comercial, a delegação chinesa demonstrou interesse na possibilidade de instalação de uma unidade do Instituto Confúcio em Itajaí.

A instituição integra uma rede internacional de centros educacionais sem fins lucrativos ligada ao governo chinês. Seu trabalho é voltado principalmente à divulgação da língua mandarim e da cultura chinesa em diferentes países.

A eventual implantação de uma sede em Itajaí poderia ampliar os intercâmbios culturais e educacionais entre o município e a China.

Autoridades e empresários são convidados a visitar Xangai

Ao término da reunião, representantes do poder público e empresários de Itajaí receberam um convite para conhecer Xangai e participar de uma feira de negócios na cidade chinesa.

A iniciativa abre espaço para novas conversas e possíveis parcerias nas áreas comercial, logística, empresarial, educacional e cultural.

Xangai é uma das principais cidades da China

Considerada a maior cidade da China, Xangai possui população estimada em quase 30 milhões de habitantes, de acordo com estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

A cidade também abriga o maior porto do mundo, responsável pela movimentação de mais de 47 milhões de TEUs por ano, o que reforça sua relevância para o comércio internacional e para a cadeia logística global.

Itajaí, por sua vez, busca fortalecer sua posição como polo portuário e logístico, tornando o intercâmbio com uma das principais cidades comerciais da China uma oportunidade estratégica para o município.

FONTE: Câmara de Vereadores de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Davi Spuldaro / CVI

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Logística

Terminal Barra do Rio reforça expertise em cargas projeto com operação de guindaste de 154 toneladas em Itajaí

Operações com cargas projeto exigem mais do que capacidade de movimentação. Peso, dimensões, características da carga, segurança e particularidades da embarcação demandam planejamento operacional e soluções específicas para cada etapa da operação.

Um exemplo dessa expertise foi registrado no último dia 15, no Terminal Barra do Rio, em Itajaí (SC), durante a movimentação de um guindaste de 154 toneladas. A operação foi realizada com o método tandem, no qual dois equipamentos atuam simultaneamente para executar o movimento de descarga. A estratégia permitiu conduzir uma carga de grande porte com controle e precisão, considerando as características do equipamento e as condições da operação.

Solução operacional para uma carga de 154 toneladas

Para atender à necessidade do cliente, a operação adotou uma alternativa diferente do procedimento convencional de descarga entre navio e cais. Em vez de realizar a movimentação pelo método tradicional, a carga foi descarregada diretamente no convés de uma outra embarcação posicionada no contrabordo do navio.

A solução exigiu integração entre diferentes equipes. Ao todo, participaram cinco profissionais do Terminal Barra do Rio e seis integrantes da tripulação, em uma operação planejada para garantir a execução segura e eficiente da movimentação.

Estrutura para cargas especiais

A operação reforça a capacidade do Terminal Barra do Rio para atender demandas que exigem planejamento e flexibilidade operacional. O terminal se posiciona como um TUP alfandegado multipropósito, com atuação em contêineres, carga geral, carga projeto, granéis sólidos, cabotagem e operações offshore.

A estrutura inclui 70 mil m² de área total, píer de 220 metros, 30 mil m² de pátio e equipamentos destinados à movimentação de cargas de grande porte. Entre eles está um MHC com capacidade de até 140 toneladas, além de outros equipamentos para movimentação e apoio às operações.

Embora a capacidade nominal do MHC seja de 140 toneladas, a operação realizada com o guindaste de 154 toneladas foi viabilizada pelo uso combinado de dois equipamentos em tandem, demonstrando a importância do planejamento e da adaptação dos recursos disponíveis às características específicas de cada projeto.

Expertise que vai além da infraestrutura

Em cargas projeto, a infraestrutura é apenas uma parte da equação. A complexidade está também na capacidade de avaliar cada operação, identificar alternativas e coordenar equipes, equipamentos e embarcações.

No caso do guindaste, a escolha pela descarga direta mostrou como uma solução operacional personalizada pode atender às necessidades do cliente e do destino final da carga.

A experiência também está alinhada ao posicionamento do Terminal Barra do Rio, que destaca em sua estrutura de serviços as operações de carga projeto e offshore, além de soluções para diferentes etapas da cadeia logística.

Com operações desse perfil, o terminal amplia sua atuação no segmento de cargas especiais e reforça a capacidade de Itajaí em atender projetos ligados à indústria e ao setor de óleo e gás, especialmente em operações que exigem precisão, segurança e integração entre diferentes agentes.

Fonte: Terminal Barra do Rio

Texto: ReConecta News

Imagens: Divulgação Terminal Barra do Rio

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