Portos

ANTAQ adia audiência pública sobre arrendamento de área no Porto de Itajaí

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) adiou a audiência pública que integra o processo de arrendamento da área ITJ01, no Porto Organizado de Itajaí. Inicialmente prevista para o dia 31 de julho, a sessão será realizada em 6 de agosto de 2026, às 9h30, em formato virtual. A decisão foi oficializada por meio da Deliberação-DG nº 52/2026, assinada pelo diretor-geral da agência, Frederico Dias.

De acordo com a deliberação, permanecem inalteradas as demais regras já estabelecidas para a audiência, incluindo o formato de participação dos interessados, que deverão se inscrever via WhatsApp no dia 5 de agosto, das 9h às 15h.

O encontro integra a etapa de participação social da licitação da área ITJ01, destinada à movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas e carga geral no Porto de Itajaí. As contribuições apresentadas durante a audiência e a consulta pública serão utilizadas para aperfeiçoar os documentos técnicos e jurídicos que embasarão a publicação do edital, considerado uma etapa estratégica para o futuro das operações no Porto Organizado de Itajaí.

Mudança ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal

O adiamento da audiência pública ocorre em meio às discussões sobre a concessão do canal portuário de Itajaí, que segue um trâmite separado ao do arrendamento. Na última semana, a ANTAQ decidiu manter o andamento do processo relacionado ao canal de acesso, ao rejeitar o pedido de suspensão apresentado pela Superintendência do Porto de Itajaí (SPI). Segundo a Agência, não foram identificados impedimentos legais ou técnicos que justificassem a interrupção do projeto, que já se encontra na fase final antes da publicação do edital.

O pedido da SPI defendia a revisão dos estudos técnicos, a atualização de cálculos e o cumprimento de determinações do Tribunal de Contas da União (TCU). No entanto, a ANTAQ concluiu que as 27 recomendações feitas pelo tribunal já foram atendidas durante a elaboração do projeto. A ANTAQ também ressaltou que os estudos de engenharia foram atualizados, que a modelagem da concessão está integrada ao processo de arrendamento do terminal e que foram realizados dois ciclos de audiências públicas para garantir a participação da sociedade.

O projeto prevê uma concessão de 25 anos, com possibilidade de prorrogação, e investimentos estimados em cerca de R$ 350 milhões, destinados à dragagem permanente do canal, aprofundamento para 16 metros, retirada do navio naufragado Pallas e conclusão da nova bacia de evolução, permitindo a operação de navios de até 400 metros de comprimento.

Com a decisão da ANTAQ, o processo de concessão segue para análise da Procuradoria Federal junto à Agência. Após a emissão do parecer jurídico e eventuais ajustes, a expectativa é que o edital da concessão do canal portuário de Itajaí seja publicado até setembro.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: JBS / Foto Tanajura

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Comércio Exterior

SDA promove curso em Itajaí sobre os impactos da Reforma Tributária no Comércio Exterior

O avanço da Reforma Tributária já começa a transformar a rotina das empresas e dos profissionais que atuam no Comércio Exterior. Em meio ao período de transição para o novo modelo tributário, a atualização técnica tornou-se essencial para quem deseja atuar com segurança diante das mudanças que passarão a valer nos próximos anos.

Com esse objetivo, o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina (SDA) realiza, no dia 1º de agosto, em Itajaí (SC), o curso “Os Impactos da Reforma Tributária no Comex”. A capacitação reunirá especialistas reconhecidos nacionalmente para apresentar, de forma prática, os principais reflexos da nova legislação nas operações de importação e exportação.

O treinamento será conduzido por Thális Andrade, advogado, doutor em Direito pela USP, professor de Direito Aduaneiro e especialista em tributação aplicada ao Comércio Exterior, e por Tiago Barbosa, consultor do BID e do FMI, ex-coordenador-geral de Facilitação do Comércio da SECEX e ex-gerente do Portal Único de Comércio Exterior.

Durante o curso, os participantes terão acesso às principais alterações promovidas pela Reforma Tributária, aos impactos nas operações aduaneiras e às estratégias para adaptação de processos e planejamento das empresas.

Capacitação será diferencial para o setor

Segundo o presidente do SDA, Flavio Demetrio da Silva, o período de transição exigirá preparo técnico dos profissionais.

“O despachante aduaneiro terá papel ainda mais estratégico nesse novo cenário. Estar atualizado permitirá orientar empresas com mais segurança, reduzir riscos operacionais e contribuir para decisões mais assertivas durante a implantação das novas regras”, destaca.

A Reforma Tributária prevê a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI pela CBS, IBS e Imposto Seletivo. A transição ocorrerá de forma escalonada até 2033, exigindo acompanhamento constante da legislação e adequação dos processos internos.

As inscrições para o curso estão abertas e as vagas são limitadas.

Serviço

Curso: Os Impactos da Reforma Tributária no Comex

📅 Data: 01 de agosto de 2026

🕘 Horário: das 9h às 16h

📍 Local: Sandri Palace Hotel – Itajaí (SC)

📧 Informações e inscrições: patricia.financeiro@sda.org.br

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Sustentabilidade

Barco movido a hidrogênio entra em fase decisiva de testes em Santa Catarina

O barco movido a hidrogênio JAQ H1 inicia uma das etapas mais importantes do projeto de desenvolvimento da embarcação sustentável. Após ser apresentado na COP30 e participar do Marina Itajaí Boat Show, o modelo de 36 metros permanece em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, onde passará pelos primeiros testes com abastecimento de hidrogênio (H₂).

A partir da próxima semana, a embarcação começará a receber o combustível em seus tanques e dará início à ativação das células a combustível, tecnologia responsável pela geração de energia para o sistema de propulsão. O objetivo é validar o funcionamento integrado dos equipamentos antes das futuras operações.

Comissionamento verifica desempenho e segurança dos sistemas

A nova fase corresponde ao chamado comissionamento, processo técnico destinado a avaliar se todos os componentes da embarcação operam de forma segura e eficiente.

Durante essa etapa, serão testados tanques, bombas, válvulas, baterias, motores, células a combustível e sistemas de segurança para garantir que todo o conjunto funcione de maneira integrada. Na prática, trata-se da verificação completa da embarcação antes da navegação.

Validação foi dividida em duas etapas

O cronograma de testes foi organizado em duas fases. A primeira ocorreu durante a passagem do JAQ H1 pela COP30, em Belém, quando foram avaliados os sistemas elétricos e as baterias da embarcação.

Agora, em Itajaí, começa a segunda etapa, voltada ao armazenamento do hidrogênio verde e ao funcionamento das células a combustível fornecidas pela GWM Hydrogen-FTXT.

Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, o abastecimento inicial exige protocolos rigorosos, análises de risco e acompanhamento técnico contínuo para assegurar a operação.

“É um processo mais demorado porque envolve segurança, procedimentos de operação e diferentes testes. A prioridade é colocar o sistema para funcionar da maneira mais segura possível”, afirma.

Equipe internacional acompanhará os testes

Os trabalhos devem durar cerca de 15 dias e contar com aproximadamente 20 profissionais, entre engenheiros da GWM, especialistas do Grupo Náutica e técnicos da Quantus.

Além da equipe brasileira, engenheiros chineses participarão da operação para acompanhar o primeiro abastecimento, a ativação dos equipamentos, a calibração dos sistemas e os testes de segurança.

Tecnologia pode impulsionar a transição energética no setor marítimo

Idealizado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, o Projeto JAQ Hidrogênio Verde busca ampliar o uso de tecnologias limpas na navegação brasileira.

De acordo com Paciornik, a nova fase representa um passo importante para validar a aplicação do hidrogênio como fonte de energia no setor marítimo e contribuir para o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

“Este é um momento muito importante para o projeto e para a transição energética do setor marítimo no Brasil. Depois de demonstrarmos, na COP30, a aplicação do hidrogênio nos sistemas de bordo, avançamos agora para uma etapa decisiva de testes, segurança operacional e validação tecnológica. O conhecimento gerado a partir desse processo poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções mais limpas e acelerar a adoção de novas fontes de energia na navegação brasileira”, destaca Ernani Paciornik.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Itajaí lidera exportações de embarcações e fortalece posição na economia do mar

Itajaí, em Santa Catarina, alcançou pela primeira vez a liderança nacional nas exportações de embarcações de lazer e esporte. Entre janeiro e abril de 2026, o município embarcou US$ 4,3 milhões em barcos para o mercado internacional, segundo dados do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado consolida o avanço da cidade na economia do mar. Em 2025, Itajaí ocupava a segunda posição no ranking nacional, com US$ 18,4 milhões exportados ao longo do ano. O desempenho coincide com a realização do Marina Itajaí Boat Show 2026, maior feira náutica da Região Sul, e evidencia o crescimento de uma indústria que agora enfrenta novos desafios para continuar expandindo.

Azimut impulsiona produção e exportações em Santa Catarina

Grande parte das exportações registradas por Itajaí tem origem na fábrica da Azimut Yachts, única unidade do grupo italiano instalada fora da Europa.

Segundo o CEO da operação brasileira, Carlo Alberto Sisto, a planta catarinense responde por cerca de 10% a 15% da produção global da empresa e fabrica aproximadamente 35% de todos os iates produzidos pela marca no mundo.

O desempenho levou a companhia a anunciar um investimento de R$ 120 milhões para ampliar a unidade até 2028. A expansão elevará a área industrial para 65 mil metros quadrados, permitirá a fabricação de megaiates de até 30 metros e tem como meta elevar o faturamento da operação para R$ 1 bilhão.

Cadeia náutica consolidada favorece crescimento de Itajaí

Para a empresa, o protagonismo de Itajaí é resultado de um ambiente favorável ao desenvolvimento da indústria náutica.

Além da tradição no setor, a cidade reúne fornecedores especializados, mão de obra qualificada e infraestrutura voltada à construção de embarcações de alto padrão, fatores que fortalecem a competitividade da produção catarinense.

Atualmente, cerca de 60% da fabricação da Azimut no Brasil está concentrada em Santa Catarina, tendo Itajaí como principal polo.

Mercado interno aquecido impulsiona setor

O crescimento da indústria também acompanha a evolução do perfil do consumidor brasileiro.

Segundo o diretor comercial da Azimut, Roy Capasso, os compradores participam cada vez mais do processo de escolha e apresentam um comportamento semelhante ao observado em mercados internacionais.

São Paulo continua sendo o principal centro comprador de embarcações, seguido pelo Rio de Janeiro, especialmente Angra dos Reis. Santa Catarina também se destaca, tanto pela concentração de clientes quanto pela estrutura de marinas disponível para utilização dos barcos.

Além do mercado nacional, parte da produção segue para países como Uruguai, Argentina, Colômbia e Venezuela.

Boat Show movimenta negócios e confirma demanda por embarcações de luxo

Realizado entre os dias 2 e 5 de julho, o Marina Itajaí Boat Show 2026 reuniu mais de 60 embarcações, com modelos entre 19 e 100 pés, e recebeu cerca de 20 mil visitantes.

Para os fabricantes, o evento funciona como uma importante plataforma comercial. Embarcações da linha Grande, voltadas ao segmento de luxo, despertaram forte interesse dos compradores, com unidades já comercializadas e outras em fase de entrega.

O desempenho reforça o potencial de crescimento do mercado brasileiro de iate de luxo e embarcações de grande porte.

Infraestrutura ainda limita expansão do setor

Apesar do avanço nas vendas, especialistas apontam que a infraestrutura náutica brasileira ainda não acompanha o crescimento do mercado.

A ampliação da demanda por embarcações de 27 a 30 metros exige marinas preparadas para receber, operar e realizar manutenção desses modelos.

Segundo executivos da Azimut, o país precisa ampliar investimentos em estruturas capazes de movimentar embarcações de até 200 toneladas, além de oferecer serviços especializados de manutenção, assistência técnica e pós-venda.

Sustentabilidade ganha espaço na indústria náutica

Outro fator que vem ganhando importância é a sustentabilidade.

A Azimut afirma que adota práticas voltadas à redução dos impactos ambientais desde sua fundação, investindo em motores híbridos, geração de energia fotovoltaica, reaproveitamento de água e utilização de materiais recicláveis.

De acordo com a empresa, consumidores demonstram interesse crescente por embarcações com menor impacto ambiental, tornando esse diferencial cada vez mais relevante no processo de compra.

Economia do mar gera empregos qualificados

Além dos resultados nas exportações, a economia do mar tem ampliado sua importância para o mercado de trabalho em Santa Catarina.

Levantamento da Secretaria de Planejamento do Estado aponta que as atividades ligadas ao setor empregam aproximadamente 250 mil pessoas, o equivalente a 8,5% dos empregos formais catarinenses.

Itajaí concentra parte significativa desse crescimento, impulsionado pela abertura de novas empresas e pela formação de profissionais especializados. A construção de iates demanda conhecimentos em marcenaria, elétrica, hidráulica, acabamentos e engenharia naval, exigindo qualificação técnica específica.

Para atender essa demanda, empresas do setor vêm investindo em centros próprios de treinamento e na formação de mão de obra voltada à indústria náutica.

Desafio é transformar crescimento em infraestrutura

O desempenho das exportações confirma Itajaí como um dos principais polos da indústria náutica brasileira, mas especialistas avaliam que a continuidade desse crescimento dependerá da expansão da infraestrutura e da qualificação profissional.

A ampliação de marinas, a formação de trabalhadores especializados e o fortalecimento de práticas sustentáveis são apontados como fatores essenciais para consolidar a liderança da cidade e ampliar sua participação na economia global do setor.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Santos/Divulgação Grupo Náutica

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Eventos

“NR-1 na Prática” reúne especialistas para orientar empresas sobre os novos desafios da saúde mental e gestão de riscos no trabalho

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) marca uma nova fase na gestão de saúde e segurança do trabalho no Brasil. Com a ampliação do foco sobre os riscos psicossociais, as empresas passaram a ser desafiadas a olhar para além dos riscos físicos, incorporando fatores como estresse ocupacional, assédio, sobrecarga de trabalho, clima organizacional e saúde mental na gestão de seus ambientes corporativos.

Esse novo cenário tem despertado dúvidas entre empresários, gestores e profissionais de Recursos Humanos sobre como colocar as exigências da norma em prática. Para contribuir com esse processo, o ReConecta News promove, no dia 29 de julho, o encontro “NR-1 na Prática”, no espaço We Scale, na Praia dos Amores, em Balneário Camboriú. O encontro está marcar para começar às 9h.

O evento contará com palestras e uma mesa de debates formada por especialistas com ampla experiência nas áreas jurídica, psicológica, acadêmica e de gestão de pessoas.

Uma visão multidisciplinar sobre a nova NR-1

A programação foi estruturada para apresentar diferentes perspectivas sobre a implementação da norma, oferecendo aos participantes uma visão prática dos impactos da atualização na rotina das empresas.

Entre os convidados está Odair Tramontim, mestre em Direito, professor da FURB desde 1990 e ex-promotor de Justiça, com 35 anos de atuação no Ministério Público e passagem pela coordenação do GAECO de Blumenau. Também participa a psicóloga Greice Ferreira, fundadora da ComexMind, que reúne 15 anos de experiência na psicologia clínica e organizacional, com atuação voltada à gestão de riscos psicossociais e saúde mental no ambiente corporativo.

Representando a academia, Rogério Benche contribuirá com sua experiência em comportamento humano, desenvolvimento de lideranças e produtividade organizacional. A mediação da mesa de discussões será conduzida por Rose Catarina, executiva com quatro décadas de trajetória profissional e 27 anos dedicados à gestão de pessoas, especialista em gestão estratégica, operações e desenvolvimento humano.

Espaço para troca de experiências

Mais do que apresentar os aspectos técnicos da norma, o encontro foi pensado para aproximar empresários, gestores, profissionais de Recursos Humanos, lideranças e especialistas em um ambiente de discussão sobre as mudanças que já começam a transformar a cultura organizacional das empresas brasileiras.

A condução do evento ficará por conta da CEO do ReConecta News, Renata Palmeira, que atuará como host das apresentações e da programação.

Segundo Renata, a proposta é transformar um tema que ainda gera muitas dúvidas em conhecimento acessível e aplicável à realidade das empresas. “A atualização da NR-1 representa muito mais do que uma mudança legal. Ela reforça a necessidade de as organizações olharem para as pessoas como parte estratégica do negócio. O ‘NR-1 na Prática’ foi criado justamente para conectar conhecimento, experiências e soluções que ajudem empresas e lideranças a implementar essas mudanças de forma segura, responsável e eficiente.”

Para participar basta acessar o link: https://meuingresso.com.br/eventos/nr1-na-pratica

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Indústria

ECONOMIA – SC concentra 61% da indústria da pesca do Brasil e lidera geração de empregos no setor

Santa Catarina movimenta R$ 3,8 bilhões por ano na indústria do pescado e concentra 61% de toda a atividade industrial da pesca no Brasil. O estado também lidera a geração de empregos no setor, reunindo 20,9% dos postos de trabalho do país, e alcança uma produtividade média de R$ 184,5 mil por trabalhador, consolidando-se como a principal referência nacional da economia do mar.

Os números foram apresentados durante a programação da EXPOMAR 2026 e evidenciam a força de uma cadeia produtiva integrada, que alia competitividade, inovação e sustentabilidade. Santa Catarina também registra cerca de US$ 47 milhões em exportações de pescados e mantém posição estratégica no abastecimento do mercado nacional.

Para Gizelle Perão, coordenadora para Assuntos de Pesca do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, o próximo desafio é acelerar os investimentos em tecnologia e modernização da atividade pesqueira.

“A demanda por pescado cresce no Brasil e no mundo, mas precisamos ampliar nossa capacidade produtiva. Isso passa pela renovação da frota, acesso ao crédito e incorporação de novas tecnologias que aumentem a eficiência da pesca com responsabilidade ambiental”, afirmou Gizelle.

Ela destaca que o Brasil ainda consome, em média, 12 quilos de pescado por habitante ao ano, abaixo da média mundial de 20 quilos, indicando amplo potencial de expansão do mercado interno. Na região de Itajaí e Navegantes, responsável por aproximadamente 80% da pesca extrativa industrial brasileira, estão concentradas as maiores indústrias conserveiras do país, que produzem cerca de 1 bilhão de latas de pescado por ano.

Dados do Observatório FIESC apontam que o crescimento do setor acompanha uma transformação no comportamento do consumidor.

“O pescado passou a ocupar um papel estratégico na alimentação. A procura por proteínas mais saudáveis, alimentos naturais e produtos com rastreabilidade amplia as oportunidades para uma indústria preparada para inovar e agregar valor”, afirma a especialista Thamiris da Costa.

Economia do Mar

A aquicultura também reforça esse protagonismo. Em 2024, o valor da produção catarinense foi quase três vezes superior ao registrado em 2013. O estado ocupa o 5º lugar nacional em valor de produção de pescados, lidera o país na produção de ostras e vieiras, com 2.481 toneladas, e é o 4º maior produtor brasileiro de tilápia, com 47.112 toneladas produzidas em 2025.

Outro diferencial competitivo é a estrutura da cadeia produtiva. Cerca de 41,6% dos principais insumos utilizados pela indústria são produzidos em Santa Catarina, fortalecendo a competitividade das empresas e reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Esse ambiente também impulsiona o mercado de trabalho. Entre 2006 e 2026, o número de empregos na fabricação e preservação de produtos do pescado dobrou, acumulando saldo de 10.652 vagas diretas.

Principais indicadores

R$ 3,8 bilhões movimentados anualmente pela indústria do pescado
61% da indústria brasileira da pesca está concentrada em Santa Catarina
20,9% dos empregos nacionais do setor estão no estado.
10.652 empregos diretos gerados entre 2006 e 2026
R$ 543,7 milhões em valor de produção da aquicultura
1º lugar nacional na produção de ostras e vieiras
47.112 toneladas de tilápia produzidas em 2025
US$ 47 milhões em exportações de pescados
80% da pesca extrativa industrial brasileira concentra-se na região de Itajaí e Navegantes

FOTO E TEXTO: Assessoria de imprensa Fiesc

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Evento

FIESC leva educação, inovação e saúde ocupacional à Expomar 2026 em Itajaí

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) estará presente na Expomar 2026, evento que reúne as cadeias produtivas e de negócios que atendem à pesca, à maricultura e à logística da região. A feira, de 24 a 26 de junho, no Centreventos, em Itajaí (SC), será uma oportunidade de fortalecer o papel institucional da FIESC, divulgar serviços e se aproximar das demandas da região.

Entre as atividades que serão divulgadas no evento, destaca-se o curso técnico em Construção Naval, realizado pelo SENAI em Itajaí, que forma profissionais para controlar e inspecionar o processo de construção naval, supervisionar instalações e montagem de estruturas, além de desenvolver projetos. A formação é presencial, e o início da próxima turma está previsto para agosto.

As equipes também estarão disponíveis para tirar dúvidas sobre a Escola SESI de Referência, localizada em Itajaí, que oferece aos estudantes uma jornada completa de educação básica – do infantil ao ensino médio. A escola apresenta uma proposta pedagógica alinhada às diretrizes do Novo Ensino Médio, baseada no movimento STEAM – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática.

“Eventos como a Expomar precisam ser incentivados. São uma grande oportunidade de fortalecer o setor e de estarmos cada vez mais perto das demandas da comunidade”, afirma a gerente do SESI, SENAI e IEL na região, Silvana Meneghini.

IA e Segurança do Trabalhador

Quem visitar a FIESC na Expomar também poderá ter acesso a mais informações sobre o SCTEC, um programa do Governo de Santa Catarina, em parceria com o SENAI/SC. A iniciativa visa impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no estado e capacita o participante para o uso da Inteligência Artificial, preparando-o para construir ou aprimorar sua carreira em tecnologia.

Também será possível conhecer mais detalhes dos serviços de Saúde e Segurança do Trabalho. Por meio deles, o SESI Saúde apoia as empresas no cuidado com os trabalhadores, na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, no fortalecimento da cultura de segurança e no atendimento às Normas Regulamentadoras. Entre as soluções oferecidas, estão Gestão de Laudos e Programas, Gestão de Absenteísmo, Assessorias e Consultorias, Medicina do Trabalho, Ergonomia, Audiometria Ocupacional e Cursos de NRs.

Fórum Empresarial

No dia 26/06, acontece o Fórum Empresarial FIESC x Expomar, um encontro que debaterá temas importantes para o setor, como reforma tributária, expansão das áreas marinhas protegidas, gestão sustentável e saúde mental em alto-mar. O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, participará da abertura do evento. Dentro da programação, também acontecerá a reunião do Conselho da Indústria de Alimentos e Bebidas da FIESC. Será o primeiro encontro presidido por Rosemeri Francener, que também é CEO da DR Aromas & Ingredientes.

FOTO E TEXTO: Assessoria de Imprensa da FIESC

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Portos

Terminal Barra do Rio consolida expertise em cargas de projeto e amplia competitividade da indústria brasileira

Terminal Barra do Rio consolida expertise em cargas de projeto e amplia competitividade da indústria brasileira

Em um cenário em que projetos industriais exigem soluções logísticas cada vez mais especializadas, o Terminal Barra do Rio, em Itajaí (SC), vem se consolidando como um dos principais operadores de cargas de projeto do Sul do Brasil. Com infraestrutura preparada para movimentar equipamentos de grandes dimensões, cargas indivisíveis e operações break bulk, o terminal oferece soluções completas que vão além da operação portuária tradicional.

Instalado em um dos principais polos logísticos do país, o empreendimento conta com aproximadamente 60 mil metros quadrados de pátios para armazenagem e mais de 17 mil metros quadrados de áreas cobertas, incluindo um armazém com 5 mil metros quadrados localizado junto ao cais, ideal para mercadorias sensíveis às condições climáticas.

A especialização em cargas não convencionais permite atender segmentos como metalurgia, siderurgia, energia, indústria química e bens de capital, movimentando desde barras de aço e alumínio até equipamentos industriais de grande porte.

Segundo o diretor presidente do Terminal Barra do Rio, Ricardo Ramos Moraes, o diferencial está na capacidade de desenvolver soluções sob medida para cada operação. “Mais do que movimentar cargas, o Terminal Barra do Rio contribui para aumentar a competitividade da indústria brasileira, transformando desafios logísticos em oportunidades de negócios”, destaca.

A infraestrutura operacional inclui um guindaste móvel de cais (MHC) com capacidade para até 140 toneladas, reachstackers Kalmar de 45 toneladas e uma frota completa de empilhadeiras, garantindo segurança e eficiência na movimentação de cargas especiais e heavy lifts. Além disso, o cais de 220 metros permite receber embarcações de até 170 metros de comprimento, com capacidade operacional que pode chegar a 12 mil toneladas por escala, dependendo das características da carga e do navio.

Soluções completas para projetos especiais

Outro diferencial do Terminal Barra do Rio é a atuação como centro logístico para projetos de exportação em contêineres Flat Rack e Open Top. O terminal oferece serviços integrados de armazenagem, unitização, peação, lashing, embalamento e certificação para exportação, atendendo operações realizadas tanto em seu próprio cais quanto em outros terminais da região de Itajaí e Navegantes.

Para Ricardo Ramos Moraes, a combinação entre estrutura e conhecimento técnico faz toda a diferença para os clientes. “A combinação entre infraestrutura especializada, experiência operacional e relacionamento consolidado com armadores e agentes marítimos voltados ao segmento de cargas de projeto e break bulk permite oferecer soluções completas para os setores metalúrgico, siderúrgico, energético, químico e de bens de capital.”

Parceiro estratégico para operações complexas

Com uma equipe altamente qualificada e foco em planejamento operacional, o Terminal Barra do Rio atua como parceiro estratégico para empresas que buscam eficiência, flexibilidade e segurança em operações logísticas complexas. “Estamos preparados para agregar eficiência, segurança e valor às operações de nossos clientes no Brasil e no exterior, oferecendo soluções personalizadas para cada projeto”, afirma Ricardo Ramos Moraes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de integrar infraestrutura, expertise técnica e atendimento especializado posiciona o Terminal Barra do Rio como uma referência nacional na movimentação de cargas de projeto, contribuindo diretamente para a competitividade das empresas brasileiras no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO COM INFORMAÇÕES DE TERMINAL BARRA DO RIO

IMAGENS: DIVULGAÇÃO / TERMINAL BARRA DO RIO

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Comércio Exterior

Comex em Movimento valoriza a cadeia do comércio exterior e da logística em Santa Catarina

Projeto realizado em parceria entre o Grupo ND e o ReConecta News vai trazer conteúdos exclusivos para valorizar as empresas e o setor

Quem passa pelo centro de Itajaí não deixa de perceber a movimentação de contêineres na área do Porto e admirar a passagem dos navios cargueiros pelo Rio Itajaí-Açu. Em 2025, Itajaí foi a cidade que mais importou no Brasil, movimentando US$ 16,3 bilhões. Mas o que muita gente não sabe é que, para que esses resultados apareçam, é preciso muito mais: por trás de cada contêiner existem centenas de empresas que fazem o comércio exterior girar.

Para mostrar e valorizar toda essa cadeia do comércio exterior e da logística, o grupo ND, em parceria com o ReConecta News, lançou o projeto Comex em Movimento. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (02), em um evento exclusivo para empresários e profissionais do setor. O objetivo é mostrar, de forma simples, dinâmica e acessível, como o comércio exterior e a logística impactam a economia, os negócios e o dia a dia das pessoas.

Segundo Cristian Vieceli, diretor regional do Grupo ND, a ideia é produzir conteúdos rápidos, informativos e curiosos, valorizando as empresas do setor. “O projeto vai abranger a produção de conteúdo não apenas na região de Itajaí, mas também nas regiões de Blumenau, Chapecó e Joinville, onde estão concentradas muitas empresas que exportam e importam”, destaca.

Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, o projeto Comex em Movimento traz uma oportunidade única para fortalecer a autoridade das empresas, além de gerar novos negócios. “É muito importante termos a oportunidade de apresentar todo o nosso complexo logístico. Santa Catarina é o único estado do Brasil que tem cinco portos, e no Oeste estão os maiores exportadores do país. Precisamos cada vez mais fortalecer as marcas e trazer mais negócios”, comenta.

Conteúdo relevante 

O projeto Comex em Movimento terá duração de três meses. Durante esse período, serão produzidos conteúdos em vídeo exibidos semanalmente na programação da NDTV Record nas regiões participantes. Mas a disseminação desse conteúdo não para por aí. No ambiente digital, o projeto contará com um canal exclusivo no Portal ND Mais e no ND Play, reunindo todos os conteúdos exibidos na TV, além de um publieditorial mensal com os destaques do período, ampliando a visibilidade e a força da iniciativa.

Hoje, o comércio exterior representa mais de 20% do PIB nacional. Somente nos primeiros seis meses deste ano, a corrente de comércio — soma das importações e exportações — chegou a US$ 208,3 bilhões, representando um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Boa parte dessa movimentação passa por Santa Catarina. “Difundir o comércio exterior do nosso estado, que é o segundo em movimentação no Brasil, é extremamente importante. Em 2025, Santa Catarina cresceu acima da média nacional nas importações, chegando a 19%. Isso mostra o nosso potencial e a nossa criatividade para driblar as dificuldades”, destaca Daise Santos, coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da ACII.

Para as empresas que têm a oportunidade de participar do projeto, a iniciativa do Grupo ND e do ReConecta, representa uma estratégia para fortalecer a marca. “Estamos há três anos no mercado, e divulgar o nosso nome até mesmo em rede nacional é uma excelente oportunidade, inclusive para que as pessoas entendam a qualidade do serviço prestado aqui”, comenta Uriel de Paula, supervisor de gerenciamento de risco da Sigatrans.

Texto: Daiana Brocardo – ReConecta News
Imagens: Giovana Santos / ReConecta News

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Meio Ambiente

El Niño em Itajaí: condomínios reforçam prevenção contra chuvas intensas

A cidade de Itajaí intensificou ações de prevenção para reduzir os impactos provocados pelo El Niño em áreas residenciais e condomínios. A iniciativa reúne a prefeitura e administradores condominiais em um trabalho conjunto voltado à segurança dos moradores diante da previsão de chuvas fortes no Litoral Norte catarinense.

Entre as principais medidas adotadas estão o acompanhamento de áreas consideradas de risco, além da manutenção de sistemas de drenagem e limpeza da rede pluvial. O objetivo é evitar transtornos como alagamentos, infiltrações e danos estruturais causados pelas mudanças climáticas.

Orientações buscam reduzir riscos em condomínios

Os responsáveis pela gestão de condomínios também estão orientando moradores sobre práticas preventivas durante períodos de chuva intensa. As recomendações incluem cuidados com descarte de resíduos, verificação de calhas e atenção a possíveis pontos de acúmulo de água.

A mobilização ocorre em meio às preocupações com os efeitos do fenômeno El Niño em diferentes regiões de Santa Catarina, especialmente em cidades mais suscetíveis a temporais e enchentes.

Segurança e prevenção são prioridades

Com a adoção antecipada das medidas, o município busca minimizar prejuízos materiais e aumentar a proteção da população nos próximos meses. A expectativa é que o trabalho preventivo contribua para reduzir impactos provocados por eventos climáticos extremos.

FONTE: Balanço Geral Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sentinel-6 Michael Freilich/Nasa

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