Aeroportos, Portos

Ventania causa caos aéreo no Brasil e paralisa acesso ao Complexo Portuário de Itajaí

Os efeitos do vendaval que atingiu as regiões Sul e Sudeste na quarta-feira (10) continuam sendo sentidos em todo o país nesta quinta-feira (11). As fortes rajadas — que chegaram a 98 km/h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — provocaram um efeito cascata no sistema aéreo brasileiro e resultaram em centenas de voos cancelados ou atrasados em diferentes aeroportos.

 Impacto nos aeroportos de São Paulo

Os terminais de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, registraram 344 voos cancelados entre a quarta e a manhã desta quinta-feira, após o vendaval classificado pelas autoridades como histórico. Somente hoje, 100 cancelamentos já tinham sido contabilizados (g1).

A Defesa Civil explicou que o evento climático extremo foi resultado de um ciclone extratropical formado no Sul do Brasil, afetando não só São Paulo como também estados vizinhos.

Outras capitais e estados também registram problemas

A instabilidade no tempo atingiu diversos aeroportos:

  • Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont) tiveram atrasos e cancelamentos motivados pelos impactos gerados em São Paulo.
  • Goiânia (Santa Genoveva) soma 16 voos cancelados, todos ligados a operações que envolviam Congonhas, Guarulhos e Viracopos. As empresas afetadas são Latam, Gol e Azul.
  • Campo Grande (MS) registrou dois cancelamentos e um atraso nesta manhã (g1).
  • Curitiba (Afonso Pena) teve ao menos sete voos cancelados e outros atrasos em operações com destino a São Paulo e Porto Alegre.
  • Vitória (ES) acumulou 12 cancelamentos em 24 horas, além de atrasos registrados nesta quinta.
  • Natal (RN) contabilizou atraso em 14 voos de Latam, Gol e Azul (g1).
  • São José do Rio Preto (SP) cancelou dois voos e passageiros tiveram de seguir viagem por via terrestre.

Reflexos em Itajaí (SC)

No litoral catarinense, devido aos ventos intensos, a Barra de acesso ao canal do Complexo Portuário de Itajaí foi considerada impraticável pela autoridade marítima, afetando as operações portuárias e de navegação.

Medidas das autoridades

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informaram que monitoram a situação e acompanham o atendimento aos passageiros prejudicados. Ambas as instituições reforçaram que a suspensão de voos se deu exclusivamente por motivos de segurança (MPor).

Uma das ações emergenciais anunciadas foi a extensão excepcional do horário de operação do Aeroporto de Congonhas até 0h, válida apenas nesta quinta-feira (11) (MPor).

A Anac reforçou que passageiros podem solicitar assistência diretamente às companhias aéreas, conforme previsto na Resolução nº 400/2016, e registrar reclamações no Consumidor.gov.br em caso de descumprimento.

🧳 Direitos do passageiro

Entre os principais direitos previstos estão:

  • A partir de 1 hora: acesso à comunicação.
  • A partir de 2 horas: alimentação.
  • A partir de 4 horas: hospedagem (quando houver necessidade de pernoite) e transporte.

Para atrasos superiores a quatro horas, cancelamentos ou interrupções, o passageiro deve escolher entre:

  • reacomodação no próximo voo disponível,
  • reembolso integral,
  • ou execução do serviço por outro modal.

FONTES: g1, Ministério de Portos e Aeroportos, Anac
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: RENATO CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO E PORTO DE ITAJAÍ

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Transporte

Supercaminhão de 86 metros deve causar lentidão entre Blumenau e Itajaí

Uma megaoperação de transporte vai movimentar as rodovias entre Blumenau e Itajaí nesta semana. Um transformador de grandes proporções, fabricado pela Weg, será deslocado da unidade localizada na Rua Pedro Zimmermann até o Porto de Itajaí.

A movimentação começa na noite de terça-feira (9) e deve avançar por toda a quarta-feira (10), exigindo atenção extra dos motoristas que trafegarem pela BR-470 e pela BR-101. Em caso de chuva forte, o trajeto poderá ser cancelado.

Deslocamento lento e escolta da PRF

A carga será transportada em uma carreta de 86 metros de comprimento, com previsão de saída às 22h de terça-feira. Após deixar a fábrica, o superveículo ficará estacionado durante a madrugada nas proximidades da Uniasselvi.
Na manhã de quarta, entre 9h e 10h, o comboio inicia o percurso rumo ao porto, mantendo velocidade média entre 10 km/h e 20 km/h. Todo o deslocamento contará com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A expectativa é que o equipamento chegue a Itajaí no fim da tarde, onde permanecerá parado em um posto às margens da BR-101 até a liberação para entrar no porto, prevista para o período noturno.

Mudança de estratégia para reduzir impacto no trânsito

Anteriormente, cargas desse porte saíam da fábrica nas primeiras horas da manhã, mas o procedimento gerava grandes congestionamentos em Blumenau. Para minimizar os transtornos, a Polícia Militar Rodoviária autorizou que o deslocamento até a entrada da BR-470 fosse feito à noite.
Na rodovia federal, no entanto, o transporte noturno continua proibido por motivos de segurança viária, o que explica a divisão do trajeto em etapas.

Veja como é o transporte de cargas superpesadas:

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Economia, Turismo

Chegada do primeiro cruzeiro da temporada 2025/2026 impulsiona economia e turismo em Itajaí

O Porto de Itajaí recebeu neste domingo, 30 de novembro, a atracação do navio Costa Diadema – marcando oficialmente a abertura da temporada de cruzeiros 2025/2026. Toda a operação ocorreu com segurança, dentro do planejamento estabelecido pela Superintendência do Porto.

O navio atracou por volta das 7h e deixou o porto por volta das 17h, garantindo uma movimentação intensa ao longo de todo o dia. Na chegada, o Costa Diadema trouxe 4.211 passageiros e 1.234 tripulantes. Durante a escala, 977 passageiros embarcaram e 970 desembarcaram, movimentando a economia local e regional.

A presença de milhares de turistas impactou diretamente setores como transporte, gastronomia, comércio, hotelaria e serviços turísticos, reforçando Itajaí como importante destino do sul do Brasil.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, destacou o impacto econômico da temporada:

“A chegada do primeiro cruzeiro já mostra o tamanho da oportunidade que essa temporada representa para Itajaí. São milhares de pessoas circulando, consumindo, conhecendo nossa região e gerando renda. Cada escala fortalece a economia local e reafirma o papel do Porto de Itajaí como ponto de conexão entre o turismo marítimo e o desenvolvimento econômico da região e do Estado.”

A temporada segue até o início de 2026, com novas escalas previstas e expectativa de crescimento em relação aos anos anteriores. O Porto de Itajaí reforça seu compromisso com a segurança, a eficiência operacional e o fortalecimento da economia do município e do estado.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Eventos

Simpósio ABDT reúne Ministros, Autoridades, Entidades, Advogados e Lideranças para debater o cenário jurídico do setor portuário Catarinense e Nacional. 

Na manhã desta segunda-feira, (24), Itajaí recebeu autoridades de toda a região para um dos eventos mais relevantes do calendário jurídico e portuário nacional. Organizado pela Academia Brasileira do Direito Tributário (ABDT), e coordenado pela Macedo & Winter Advogados Associados, o Simpósio ABDT PORTOS promoveu debates estratégicos sobre o futuro do sistema portuário brasileiro, a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e os impactos das mudanças legislativas em andamento, em especial o PL nº 733/2025 que ora tramita no Congresso Nacional. 

O encontro reuniu uma audiência altamente qualificada composta por Desembargadores, Juízes, CEOs de empresas portuárias, Advogados(as), Presidentes das Comissões Temáticas da OAB e profissionais ligados ao setor portuário e comércio exterior. A equipe do ReConecta também marcou presença acompanhando de perto os diálogos e conexões estabelecidas. 

PL em tramitação promete alterar o sistema portuário 

Um dos destaques do evento foi a discussão sobre o Projeto de Lei nº 733/2025, que está em tramitação no Congresso Nacional e faz parte do trabalho da CEPORTOS. O tema foi abordado pelo ministro Douglas Alencar Rodrigues, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que apresentou uma análise sobre os avanços previstos no texto e sua relevância. 

Segundo o ministro, o PL foi elaborado por uma comissão de juristas com o objetivo de modernizar o marco legal do setor portuário, trazendo maior clareza e eficiência às relações contratuais e regulatórias, bem como, segurança jurídica nas relações portuárias. 

O Ministro explicou que o projeto “estrutura o setor, buscando segurança jurídica, eficiência, mais competitividade, além de melhorar a gestão dos contratos administrativos, alavancando nossa economia”. 

Durante sua fala, Douglas Alencar reforçou que, dentro de uma estrutura moderna de governança e livre concorrência, a geração de riqueza é responsabilidade das empresas — e que o ambiente regulatório deve favorecer crescimento sustentável, inovação e investimentos. 

O papel do TCU nas desestatizações do setor portuário 

Outro momento de grande atenção foi a apresentação do Ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU), que destacou o papel da instituição no acompanhamento das desestatizações e concessões de bens públicos no setor portuário. “O TCU fiscaliza todas as desestatizações de bens públicos. Como o setor portuário são bens da União, basicamente, a atuação do TCU é absoluta na verificação da correção dos procedimentos nas desestatizações. Essa verificação se faz a partir de critérios de legalidade na realização do certame, se não houve beneficiamento de um em detrimento de outro. Todas as concessões são objeto de prévio exame do Tribunal de Contas da União”, explica. 

A fala do Ministro também trouxe novidades sobre o processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí, atualmente em andamento. “Esse processo está em análise pelos órgãos técnicos do TCU, pela Secretaria de Portos e, após a emissão dos pareceres, será levado a julgamento pelo relator — que sou eu. Por enquanto, o processo não chegou ao gabinete.” 

Itajaí no centro dos grandes debates nacionais 

A realização do Simpósio ABDT reforça o protagonismo de Itajaí no cenário portuário brasileiro, não apenas como polo logístico e econômico, mas também como espaço de formulação e reflexão sobre políticas públicas, segurança jurídica e competitividade no comércio exterior. 

ReConecta continuará acompanhando os desdobramentos das discussões, especialmente no que diz respeito ao PL nº 733/2025 e ao andamento do processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí e Concessão do Canal de Acesso — temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento regional. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: RECONECTA NEWS 

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Exportação

Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX em Itajaí projeta atender 150 empresas até 2027

A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura

A 1ª reunião do Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação em Itajaí – foi realizada nesta segunda-feira (24). A composição do Comitê é fundamental para fortalecer o ecossistema exportador regional, alinhando as instituições parceiras e contribuindo para o desenvolvimento de empresas com potencial de internacionalização. Entre suas atribuições estão a divulgação do programa, a mobilização da comunidade empresarial e a apresentação de soluções personalizadas às empresas a partir dos diagnósticos realizados.

O encontro, realizado no Giardino del Porto, reuniu representantes de instituições parceiras e apresentou metas e resultados no 3° ciclo – iniciado em junho de 2025 e com duração prevista até dezembro de 2027. Atualmente, 37 empresas da região são atendidas, e a meta é alcançar outras 36 no próximo semestre. A expectativa é beneficiar 150 empresas. Segundo o gestor do PEIEX, José Mendes, a maior dificuldade das empresas brasileiras é compreender por onde começar, quais são os desafios e como superá-los. “A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura”, destacou.

A capacitação é 100% subsidiada pelo Sebrae/SC e pela ApexBrasil. “As empresas saem do programa com um plano de exportação estruturado e prontas para iniciar seu acesso ao mercado internacional. No entanto, sabemos que ter um plano não garante sua execução. Por isso, o Sebrae/SC acompanha de perto cada negócio, oferecendo apoio para que essas empresas realmente consigam se conectar ao mercado externo”, esclareceu Gabriel Marchetti, coordenador estadual do programa.

“A participação no PEIEX representa uma oportunidade estratégica para as empresas que desejam ampliar sua competitividade e se preparar para novos mercados, com orientação especializada, diagnósticos precisos e um plano estruturado para fortalecer sua capacidade de exportação”, reforçou Juliana Bernardi Dall’antonia, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC.

“Para o Porto de Itajaí, participar do Comitê Consultivo do PEIEX é reforçar nosso compromisso com a internacionalização das empresas catarinenses e com o fortalecimento do ecossistema exportador regional. Vivemos um momento decisivo: a queda do tarifaço nos Estados Unidos abre uma janela concreta de oportunidades para o setor produtivo, e nossas projeções apontam para um impacto de até 30% na recuperação de movimentação e faturamento do Porto”, enfatizou João Paulo Tavares Bastos, superintendente do Porto de Itajaí

As empresas interessadas em participar podem procurar as agências do Sebrae em Itajaí (47 3390-1400) ou Brusque (47 3351-3701), ou acessar https://sebrae.sc/peiex para mais informações.

FONTE: Assessoria de Imprensa do Sebrae
IMAGEM: Divulgação/Assessoria de Imprensa do Sebrae

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Transporte

Viaduto na SC-486 é liberado e deve aliviar trânsito na interseção com a BR-101 em Itajaí

O Governo de Santa Catarina liberou nesta segunda-feira (17) o viaduto da marginal direita na interseção da SC-486 com a BR-101, em Itajaí. A entrega, conduzida pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, representa um avanço importante para a mobilidade urbana em uma das áreas mais congestionadas do Litoral Norte.

A obra era aguardada tanto por moradores quanto por motoristas que utilizam diariamente o trecho. Com a liberação da nova estrutura, o tráfego na marginal direita passa a contar com mais uma rota de acesso, o que deve reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez entre a SC-486 e a BR-101.

Primeira etapa concluída e segunda prevista para dezembro

Durante a cerimônia, o secretário Jerry reforçou que o investimento em infraestrutura viária é fundamental para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento econômico regional. Ele destacou que o viaduto é apenas uma parte do conjunto de intervenções em andamento no local.

Segundo Comper, o governo já liberou parte dos acessos nas marginais e trabalha para entregar o segundo viaduto até a metade de dezembro, finalizando totalmente o projeto ainda este ano. “Esse trecho tinha muita confusão e lentidão nos horários de pico. Agora começamos a ver a fluidez que a região precisava”, afirmou.

A cerimônia de liberação ocorreu às 8h30, com a presença de autoridades e lideranças locais.

Obra destrava trânsito histórico

O prefeito em exercício de Itajaí, Rubens Angioletti, ressaltou que a solução para o trânsito da Rodovia Antônio Heil é discutida desde 2015, mas só agora saiu do papel. Ele lembrou que os congestionamentos afetavam diretamente o transporte de cargas e a economia local.

Angioletti afirmou que o governo estadual assumiu o compromisso com a região e vem cumprindo o cronograma previsto. A expectativa é que toda a obra esteja concluída antes da temporada de verão, trazendo mais segurança e mobilidade para motoristas e moradores.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

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Notícias

Fragata Tamandaré passa por testes em alto-mar e avança no Programa Naval Brasileiro

A Fragata Tamandaré, considerada o navio de guerra mais avançado já produzido no Brasil, está em fase intensiva de testes em alto-mar desde 30 de outubro, na costa de Santa Catarina. A embarcação já realizava provas desde agosto de 2025, mas agora inicia uma etapa mais profunda, voltada a operações oceânicas complexas, com idas e retornos ao Porto de Itajaí, onde foi construída.

Primeira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré, a nave integra um dos maiores projetos da indústria naval nacional, liderado pela Marinha do Brasil em parceria com a alemã TKMS, no Estaleiro Brasil Sul. A previsão oficial é que o navio alcance plena capacidade operacional até dezembro.

Desempenho operacional e testes de navegabilidade

Nessa fase, a Fragata Tamandaré é submetida a avaliações criteriosas de propulsão, sistemas de energia, automação e navegabilidade. Os ensaios incluem análises de estabilidade em diferentes condições de mar e vento, além da validação da capacidade de atingir velocidades superiores a 27 nós.

Segundo o vice-almirante Marcelo da Silva Gomes, o processo é essencial para confirmar os parâmetros de engenharia e realizar ajustes finos: “A etapa permite correções, medições e validações fundamentais para garantir o desempenho previsto em projeto”.

Cerca de 130 militares e civis participam da operação, navegando por trechos estratégicos da costa catarinense e retornando ao estaleiro para revisar dados coletados e implementar melhorias.

Capacidade de combate e impacto econômico

Projetada para atuar simultaneamente em missões de superfície, defesa aérea e operações submarinas, a Fragata Tamandaré representa um salto tecnológico para a frota brasileira. O navio foi lançado oficialmente em agosto de 2024, em cerimônia acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto também movimentou a economia de Itajaí e região. Segundo a Marinha, a construção mobilizou 2 mil profissionais diretos, além de gerar 6 mil empregos indiretos e cerca de 15 mil postos de trabalho induzidos, totalizando 23 mil empregos vinculados ao programa.

O segundo navio da classe, o Jerônimo de Albuquerque, já foi lançado e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Reforço estratégico para a Marinha do Brasil

A expectativa é que a Fragata Tamandaré esteja totalmente integrada à frota em 2025, ampliando a capacidade de defesa nacional, com atuação em múltiplos ambientes e emprego de sistemas de alta tecnologia.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grazielle Guimarães/Reprodução/ND Mais

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Comércio Exterior

Reforma Tributária e Comércio Exterior: Simpósio da ABDT reúne especialistas e aponta reflexões para o futuro

Itajaí recebeu nos dias 06 e 07 de novembro o XXXII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT (Academia Brasileira de Direito Tributário), realizado em parceria com o escritório Macedo & Winter Advogados Associados. O encontro reuniu especialistas em Reforma Tributária, comércio exterior e logística, consolidando o município catarinense como polo de discussões estratégicas para o setor portuário brasileiro.

Ao longo dos dois dias de evento, ficou evidente que academia, governo e iniciativa privada compartilham da mesma inquietação: como transformar a reforma em desenvolvimento?

Para Luís Eduardo Schoueri, advogado tributarista e professor da USP (Universidade de São Paulo), a reforma tributária representa um avanço significativo, especialmente para quem atua no comércio exterior. Segundo ele, o maior benefício é a transparência: a cobrança passará a ser destacada, permitindo ao exportador identificar e eliminar tributações ocultas que antes se diluíam nos custos. “Nós melhoramos muito. A crítica é positiva quando é construtiva, mas agora passamos a conhecer toda a tributação. Para o comércio exterior, isso é muito positivo”, afirmou.

A ideia de transparência e previsibilidade dialogou diretamente com a fala de Patrício Júnior, presidente da TIL (Terminal Investment Limited), que destacou que infraestrutura e segurança jurídica são tão importantes quanto a simplificação tributária para atrair investimentos e manter o Brasil competitivo. Ele questionou se, na prática, a reforma conseguirá entregar o que promete: “Ainda temos uma complexidade tributária enorme. Será mesmo uma simplificação? Teremos transparência?”.

Do lado do governo federal, o discurso foi de abertura ao diálogo e cooperação. André Bueno Brandão Sette e Câmara, delegado-chefe da Alfândega da Receita Federal no Porto de Itajaí, ressaltou que a Receita está disposta a facilitar o ambiente de negócios, mas depende de ajustes legais para colocar o Brasil em conformidade com padrões internacionais, como a Convenção de Quioto. “Esse tipo de evento, em que discutimos propostas, é fundamental. O nome disso é cooperação”, enfatizou.

Os impactos para Santa Catarina

A relação entre reforma e competitividade ficou ainda mais evidente quando o debate chegou à realidade de Santa Catarina. Beto Martins, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias do Estado, revelou números que mostram a força de SC no cenário nacional: 28% da receita tributária do Estado vêm do comércio exterior e da logística, e 65% das cargas que passam pelos portos catarinenses não têm origem ou destino no Estado. Porém, Martins fez um alerta: com a padronização das regras tributárias entre os estados, os benefícios fiscais — hoje um diferencial competitivo — devem deixar de existir. “Vamos ter que encontrar outras soluções. Compensar isso de alguma maneira”, afirmou.

Mário Povia, secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério dos Transportes, trouxe um ponto de atenção: apesar do discurso de simplificação, o setor de serviços — que inclui portos e logística — tende a pagar mais imposto com a reforma. De acordo com dados citados por ele, o frete pode encarecer em até 10%. A expectativa é que a simplificação compense esse aumento ao reduzir custos indiretos e burocracias.

Debate positivo e necessário

O Simpósio deixou uma reflexão conjunta: a reforma tributária é um passo, não uma chegada. A transparência fiscal pode impulsionar o comércio exterior, mas o avanço depende de infraestrutura, segurança jurídica e cooperação entre governo e iniciativa privada. O setor está pronto para crescer — e, ao que tudo indica, Itajaí segue como protagonista desse movimento.

Segundo Victor Macedo, sócio-fundador da Macedo & Winter Advogados e organizador executivo do Simpósio, destacou que a riqueza do encontro esteve justamente na pluralidade de visões, algo indispensável para aproximar teoria e prática. “É muito gratificante ver nomes de peso debatendo temas tão relevantes e trazendo opiniões diversas. É assim que construímos soluções para o mercado e para as empresas de comércio exterior de Itajaí”, afirmou.

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO

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Informação

Nauterra impulsiona a economia azul em Itajaí

Itajaí se destaca em Santa Catarina por sua diversificação na economia azul, que engloba não apenas atividades portuárias, turísticas e de construção naval, mas também a pesca e o setor alimentício. Um dos principais protagonistas desse cenário é a Nauterra, empresa espanhola proprietária da marca Gomes da Costa, considerada a maior enlatadora de pescado do mundo. Com fábricas, centros de embalagens e distribuição instalados na cidade, a companhia promove práticas sustentáveis, gera empregos e conecta a pesca brasileira ao mercado internacional.

Crescimento impulsionado pelo mercado nacional

O Brasil exerce papel central na consolidação da Nauterra como referência global. A Gomes da Costa, líder de vendas no país, representa 47,25% do volume global, fortalecendo a presença da empresa na América Latina.

Segundo Jair de Azevedo, diretor industrial da Nauterra – Divisão América, a unidade em Itajaí é estratégica para atingir esses números. “A fábrica tem capacidade para produzir até 86 mil toneladas de produtos acabados, incluindo sardinhas, atum, patês e saladas, além de operar integrada à unidade de embalagens, que fabrica 856 milhões de recipientes por ano. Essa escala é crucial para atender tanto a demanda interna quanto as exportações”, afirmou.

Geração de empregos e impacto social

A unidade produz diariamente mais de 2 milhões de latas de sardinha e atum, sendo também o maior empregador privado de Itajaí, com cerca de 3,2 mil colaboradores. A planta responde por quase metade do volume global da Nauterra, cujo faturamento mundial atingiu 727 milhões de euros no último ano.

A empresa também investe em impacto social. Em 2024, 19,14% dos recursos destinados a iniciativas sociais apoiaram programas de voluntariado, campanhas solidárias e doações de conservas, beneficiando mais de 1,2 mil pessoas.

Inovação, sustentabilidade e rastreabilidade

A Nauterra acompanha tendências do mercado e adaptou seu portfólio para oferecer produtos prontos, nutritivos e convenientes. Implementou ainda um sistema de rastreabilidade online, permitindo ao consumidor conferir a origem do pescado.

Em termos de sustentabilidade, a empresa reduziu o uso de matéria-prima nas embalagens, otimizou o consumo de aço nas latas e nos anéis de abertura, e gerencia resíduos de forma eficiente, recuperando 98,86% dos não perigosos, garantindo certificação Lixo Zero nas fábricas do Brasil e da Espanha.

Exportações e expansão internacional

A partir de Itajaí, a Nauterra exporta sardinha e atum para países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e para outras nações da América Latina, incluindo Equador e El Salvador. “O Brasil é o maior mercado da Nauterra, respondendo por 47% das vendas globais. A expansão para novos mercados é um pilar estratégico, impulsionada pela inovação”, destacou Jair.

Competitividade e certificações

A empresa fortalece sua posição global investindo em eficiência e inovação, ampliando a capacidade fabril e otimizando processos para reduzir perdas. A Nauterra também diversifica suas fontes de matéria-prima, prioriza atum certificado e sustentável, audita fornecedores e mantém certificações ISO 9001 e ISO 45001, reforçando a confiança nos produtos e consolidando sua liderança no mercado internacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Nauterra

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Turismo

Santa Catarina fortalece liderança na indústria náutica brasileira

Historicamente ligada ao mar, Santa Catarina transformou sua vocação náutica em um dos pilares da economia. Hoje, o estado responde por 70% da produção nacional de embarcações de lazer e 60% das exportações do setor, segundo dados da Acatmar (Associação Náutica Brasileira) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O crescimento da indústria náutica reflete o avanço do empreendedorismo e da inovação na região, unindo tradição portuária, turismo de luxo e tecnologia de ponta.

Crescimento do setor e impacto econômico

Nos últimos dez anos, o número de empresas ligadas à cadeia náutica no Brasil dobrou, passando de 465 para cerca de 980, conforme levantamento da Acobar (Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos).

Cada marina com capacidade para 300 embarcações pode gerar até R$ 141 milhões por ano na economia local e cerca de 780 empregos diretos e indiretos. O setor já emprega aproximadamente 150 mil pessoas e representa mais de um terço do mercado náutico da América do Sul.

Santa Catarina como modelo de desenvolvimento

Para o presidente da Acatmar, Mané Ferrari, o sucesso catarinense é resultado de planejamento, governança e visão empreendedora.

“Há anos lutamos para desmistificar a visão elitista do setor. Hoje, temos uma cadeia produtiva em pleno funcionamento, que envolve desde a construção naval até o comércio e os serviços de manutenção”, afirma.

Cada embarcação fabricada, acrescenta, “gera um efeito multiplicador que movimenta a economia e cria oportunidades”.

Itajaí e Balneário Camboriú: o eixo da excelência náutica

O maior destaque da náutica catarinense está no eixo Itajaí–Balneário Camboriú, reconhecido como o principal corredor náutico do país.

Em Itajaí, a Marina Itajaí transformou o município em destino internacional de competições, como a The Ocean Race, que projetou a cidade no cenário global. O complexo oferece 405 vagas secas e molhadas, abriga 20 empresas especializadas em manutenção e é o único do Sul do Brasil com capacidade para atender três embarcações de 80 pés simultaneamente.

Segundo o diretor Carlos Gayoso de Oliveira, a marina se tornou um ponto de encontro entre lazer, negócios e turismo náutico, refletindo a popularização do setor.

A poucos quilômetros dali, em Balneário Camboriú, a Tedesco Marina Garden Plaza reforça o padrão internacional da náutica catarinense. Com capacidade para 500 embarcações de até 120 pés, o empreendimento foi a primeira marina de padrão internacional do estado, colocando Santa Catarina no mapa mundial do turismo náutico.

Com três hangares de até quatro andares, 100 vagas molhadas, forklifts de 12 toneladas e travel lift de 50 toneladas, a marina combina eficiência técnica e sofisticação, sendo um dos símbolos do lifestyle de alto padrão da cidade.

Inovação e novos investimentos

O setor segue em expansão. A Marina Itajaí, além de ampliar sua capacidade e adquirir novos equipamentos, avança na construção do Boulevard Marina Itajaí, que será o maior shopping náutico do Brasil. O projeto prevê 78 lojas, 15 operações gastronômicas e a geração de 3.500 empregos diretos e indiretos.

“O Boulevard representa uma virada para a náutica brasileira e reafirma Itajaí como vitrine internacional”, destaca Gayoso.

Cooperação que impulsiona o futuro

O diferencial catarinense está na integração entre poder público, porto, governo estadual e iniciativa privada, um modelo que estimula inovação, eventos internacionais e formação de mão de obra qualificada.

“Itajaí se destaca pelo planejamento e pelo incentivo à inovação. O desafio agora é manter Santa Catarina no topo da náutica brasileira”, completa o executivo.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marina Itajaí

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