Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Irã acusar EUA e Israel de descumprirem cessar-fogo

O governo do Irã anunciou que pretende voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de energia do planeta, após acusar Estados Unidos e Israel de descumprirem os termos de um recente acordo de cessar-fogo.

Segundo as Forças Armadas iranianas, a medida foi motivada pelo que classificaram como uma “violação clara” dos compromissos assumidos por Washington no acordo firmado para encerrar os confrontos na região.

Acordo previa suspensão imediata das operações militares

Teerã afirma que a decisão está baseada no primeiro ponto do pacto de 14 cláusulas divulgado em 17 de junho, que estabelecia a interrupção imediata e permanente das ações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.

As autoridades iranianas sustentam que os acontecimentos registrados nos dias seguintes ao anúncio demonstram que o entendimento não foi respeitado pelas partes envolvidas.

Ataques no sul do Líbano aumentam tensão regional

A controvérsia ganhou força após relatos de bombardeios israelenses no sul do Líbano que teriam deixado pelo menos 20 mortos menos de 24 horas após a divulgação do novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

O episódio elevou novamente as preocupações sobre a estabilidade do acordo e alimentou as críticas do governo iraniano em relação à atuação de Washington e Tel Aviv.

Estados Unidos contestam fechamento da rota marítima

Apesar das declarações iranianas, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há indícios concretos de que o país tenha iniciado o bloqueio da passagem marítima.

Durante entrevista coletiva, Vance declarou que as autoridades americanas não identificaram evidências que confirmem o fechamento do corredor estratégico.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, o canal concentra aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) negociados internacionalmente.

No início deste ano, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o tráfego na região chegou a ser interrompido, provocando forte impacto nos mercados e uma rápida alta nos preços do petróleo.

Pressão internacional se volta para Donald Trump

Para o correspondente da BBC em Israel, Jon Donnison, os sinais de desgaste do acordo já eram visíveis desde sua assinatura.

Segundo a análise, a reabertura parcial do Estreito de Ormuz representava uma das principais conquistas do entendimento diplomático e era considerada fundamental para evitar uma crise econômica de alcance global.

Com a nova escalada de tensão, a atenção internacional se concentra agora na capacidade do presidente Donald Trump de influenciar Israel a reduzir suas operações militares no Líbano e preservar o acordo firmado recentemente.

Crescem as críticas dos EUA às ações israelenses

O episódio ocorre em meio ao aumento das divergências entre Washington e Tel Aviv. Nos últimos dias, integrantes do governo americano intensificaram críticas às operações militares israelenses no sul do Líbano, alegando uso excessivo da força durante as ações na região.

A evolução dos acontecimentos poderá ser decisiva para o futuro do cessar-fogo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

Ler Mais
Internacional

Negociações entre EUA e Irã avançam na Suíça, mas conflito no Líbano segue como obstáculo

Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram neste domingo (21), na Suíça, para a primeira rodada de negociações após a assinatura de um memorando de entendimento que busca estabelecer um acordo de paz abrangente para o Oriente Médio. O encontro aconteceu em um momento de forte tensão regional, marcado pela escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

A reunião teve duração de cerca de 80 minutos e abordou temas considerados centrais para a implementação do memorando, incluindo segurança regional, sanções econômicas e estabilidade no Golfo.

Irã condiciona acordo ao fim dos conflitos regionais

Durante as conversações, a delegação iraniana destacou que qualquer avanço rumo a um acordo definitivo dependerá da interrupção das hostilidades em todas as frentes de conflito da região, especialmente no Líbano. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, o objetivo do encontro foi discutir mecanismos para colocar em prática os compromissos assumidos no memorando. O governo iraniano argumenta que não há condições para avançar nas negociações finais enquanto persistirem operações militares na região.

A posição foi reforçada após novos ataques israelenses ao território libanês no sábado (20). Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, contrariando os termos do memorando que previam a manutenção da livre navegação por 60 dias.

Sanções e exportação de petróleo também estiveram na pauta

Outro tema discutido entre os dois países foi a flexibilização das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã. De acordo com Baqaei, as delegações trataram de possíveis isenções para a exportação de petróleo iraniano, atualmente limitada pelas restrições norte-americanas. Também foram debatidas alternativas para a liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados no exterior.

Enquanto as negociações aconteciam na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao responsabilizar o Hezbollah pela deterioração da situação no Líbano. Em declaração pública, Trump afirmou que o Irã deve conter a atuação do grupo libanês e advertiu que poderá ordenar novos ataques contra o país caso considere necessário.

A reação iraniana veio rapidamente. O presidente do Parlamento do Irã, MB Ghalibaf, que participa das negociações, declarou que Teerã não se intimida diante das ameaças e afirmou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para responder a qualquer ação militar.

EUA demonstram otimismo com diálogo diplomático

Apesar das declarações mais duras de Trump, integrantes da delegação norte-americana demonstraram confiança no processo diplomático. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que lidera as negociações em nome da Casa Branca, afirmou que houve avanços significativos nos últimos dias. Segundo ele, o governo americano busca construir uma nova fase de relacionamento com o povo iraniano e acredita na diplomacia como ferramenta para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Enquanto o Irã pressiona Washington a influenciar Israel para encerrar suas operações militares, o governo israelense reafirmou que pretende manter tropas no sul do Líbano. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças israelenses continuarão atuando na chamada zona de segurança e terão liberdade para realizar ações contra ameaças consideradas relevantes para a segurança nacional. A declaração reforça o posicionamento já defendido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que não haverá retirada das tropas israelenses da região neste momento.

Hezbollah promete reagir à ocupação israelense

Também neste domingo, o Hezbollah voltou a criticar a presença militar israelense em território libanês. Em comunicado, o secretário-geral da organização, Sheikh Naim Qassem, afirmou que qualquer violação relacionada à ocupação será respondida pelo grupo. Segundo ele, os Estados Unidos possuem influência suficiente para pressionar Israel a interromper suas operações militares, mas continuam apoiando as ações israelenses na região.

O posicionamento evidencia a complexidade do cenário diplomático e militar no Oriente Médio, onde as negociações entre Washington e Teerã seguem diretamente condicionadas à evolução dos conflitos em curso.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução ©ANSA/EPA

Ler Mais
Internacional

Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após ataques a navios e ameaças do Irã

A tensão no Estreito de Ormuz aumentou neste sábado após relatos de ataques a embarcações e declarações contraditórias do governo iraniano sobre o fechamento da rota, considerada vital para o comércio global de petróleo.

Irã anuncia fechamento após incidentes com navios

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o estreito estaria fechado, segundo a mídia estatal do país. A decisão veio logo após dois navios com bandeira da Índia relatarem disparos enquanto tentavam atravessar a região.

No dia anterior, o ministro das Relações Exteriores iraniano havia indicado que a passagem estava liberada. Já o presidente Donald Trump declarou que a rota permanecia aberta, embora tenha mantido um bloqueio dos EUA a embarcações provenientes de portos iranianos — fator que, segundo analistas, contribuiu para a escalada de tensão.

Incidentes aumentam incerteza na rota estratégica

Autoridades indianas convocaram o embaixador iraniano após o que classificaram como um “incidente grave”. Dados da plataforma TankerTrackers.com indicam que duas embarcações indianas mudaram de rota após os episódios.

O órgão United Kingdom Maritime Trade Operations informou que um petroleiro foi alvo de disparos de embarcações iranianas, enquanto outro navio, do tipo porta-contêiner, foi atingido por um projétil de origem não identificada.

Fluxo de navios e impacto no mercado

Segundo a empresa de rastreamento marítimo Kpler, 17 navios cruzaram o estreito no sábado antes do anúncio de fechamento, enquanto outros 10 haviam passado na sexta-feira.

A instabilidade no local reforça preocupações com a segurança energética global e possíveis impactos nos preços de petróleo e gás, já que o estreito é uma das principais rotas de exportação do Oriente Médio.

Negociações e cessar-fogo entram em cena

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã informou que está avaliando propostas enviadas pelos Estados Unidos por meio do Paquistão, que sediou recentes negociações de paz.

Em pronunciamento, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou o cessar-fogo como uma vitória e destacou o controle do país sobre o estreito.

Líbano vive trégua e retorno de deslocados

Um cessar-fogo de 10 dias entrou em vigor no Líbano, elevando as expectativas por uma solução mais ampla para o conflito. Milhares de famílias começaram a retornar às suas casas, especialmente no sul do país.

O Irã havia condicionado um acordo mais amplo à extensão da trégua ao território libanês.

Hezbollah e novas exigências

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo está disposto a cooperar com autoridades locais para encerrar o conflito com Israel. Entre as exigências está a retirada das tropas israelenses do território libanês — condição considerada difícil de ser atendida.

Morte de soldado da ONU e crise energética

O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que um integrante das forças de paz da ONU foi morto no Líbano. Ele sugeriu envolvimento do Hezbollah, que negou participação.

Especialistas alertam que, mesmo com a reabertura total do Estreito de Ormuz, o mercado pode levar semanas para normalizar os preços de energia, ampliando os riscos de uma crise energética global.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Asghar Besharati/Associated Press

Ler Mais
Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

Ler Mais
Internacional

Israel realiza ataque aéreo em Teerã e líder do Hezbollah é morto no Líbano

As Forças Armadas de Israel realizaram, nesta quinta-feira (5), um novo ataque aéreo contra Teerã, capital do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já chega ao sexto dia. Paralelamente, o governo israelense anunciou a morte de um dos líderes do Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano.

De acordo com o comando militar israelense, a operação contra a capital iraniana mobilizou cerca de 90 caças da Força Aérea de Israel, que teriam atingido estruturas ligadas ao aparato de repressão interna do regime iraniano. A ofensiva também teria resultado em avanços militares israelenses em território libanês.

Irã acusa Israel de atacar civis

Autoridades da República Islâmica do Irã afirmaram que Israel tem realizado ataques deliberados contra alvos civis, em um momento em que o governo israelense não demonstra intenção de suspender as operações militares.

Segundo comunicado divulgado por Teerã, o bombardeio desta quinta-feira representou a 12ª onda de ataques contra a capital iraniana desde o início da escalada militar.

Cerca de 40 alvos foram atingidos

O relatório militar iraniano indica que aproximadamente 40 alvos estratégicos foram atingidos durante a ofensiva, incluindo o quartel-general de uma unidade especial responsável pela coordenação das forças de segurança interna do regime.

Ainda conforme o comunicado, cerca de 200 munições foram lançadas durante a operação.

O quartel-general atacado teria a função de coordenar unidades especiais ligadas ao aparato militar do país na província de Teerã, além de atuar na direção das Forças Armadas iranianas. Entre os alvos também estariam estruturas associadas à Guarda Revolucionária do Irã e à Basij, milícia ligada ao regime conhecida por atuar na repressão a opositores e dissidentes.

Israel e EUA reforçam discurso de continuidade da guerra

A intensificação das ações militares ocorre em um cenário de coordenação estratégica entre Israel e Estados Unidos. Autoridades dos dois países vêm aumentando o tom das declarações sobre o andamento da guerra.

Após conversa com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou ter recebido do aliado americano a recomendação de manter as operações militares “até o fim ”.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Contributor/Getty Images

Ler Mais
Portos

EUA avaliam sanções contra a Espanha por suposta restrição de acesso a portos

Os Estados Unidos avaliam a adoção de medidas de retaliação contra a Espanha após o avanço de uma investigação sobre supostas restrições de acesso a portos espanhóis. Um ano depois do início do processo, a Federal Maritime Commission (FMC) considera aplicar sanções que podem incluir multas milionárias, limitações de carga e até a proibição de entrada de navios com bandeira espanhola em portos norte-americanos.

Navios dos EUA estariam entre os afetados

De acordo com a FMC, a apuração envolve normas e práticas adotadas pelo governo espanhol que, direta ou indiretamente, estariam impedindo o acesso de determinadas embarcações aos seus portos. Entre os casos já identificados, estariam navios de bandeira dos Estados Unidos, inclusive embarcações operadas dentro do U.S. Maritime Security Program.

Em atualização divulgada recentemente, a Comissão informou que dados coletados junto a diversas fontes confirmam que ao menos três navios norte-americanos tiveram a entrada negada em portos da Espanha em novembro de 2024. Segundo o órgão, a política que motivou essas recusas continua em vigor.

Relação com cargas ligadas a Israel amplia debate

A investigação agora busca aprofundar informações sobre a política espanhola de recusar acesso portuário a navios que transportam cargas com destino ou origem em Israel. A FMC solicitou contribuições de armadores, embarcadores e demais partes interessadas, com o objetivo de avaliar tanto as ações de fiscalização adotadas pela Espanha quanto os impactos sobre o comércio exterior dos EUA.

Para a Comissão, os indícios reunidos até o momento sugerem que as leis ou regulações espanholas podem estar criando condições desfavoráveis ao transporte marítimo internacional, afetando diretamente a navegação ligada ao comércio externo norte-americano.

Multas e restrições estão entre as possíveis respostas

Com base nesse cenário, a FMC informou que estuda quais medidas corretivas seriam adequadas para neutralizar os efeitos dessas práticas. Entre as opções consideradas estão restrições ao transporte de cargas, a recusa de entrada de navios com bandeira da Espanha e a aplicação de multas que podem chegar a US$ 2,3 milhões por viagem, valor já ajustado pela inflação.

Apesar da gravidade do tema, o órgão reforçou que nenhuma decisão final foi tomada. Segundo a FMC, todas as ações futuras dependerão da análise detalhada das provas reunidas e seguirão estritamente o marco legal que rege a atuação da Comissão.

FONTE: Shipping Telegraph
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shipping Telegraph

Ler Mais
Internacional

Trump diz que Israel e Irã concordaram com cessar-fogo

Em publicação na Truth Social, presidente dos EUA parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) um cessar-fogo “completo e total” entre Israel e o Irã, com objetivo de encerrar o conflito entre as duas nações.

Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.

“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!)”, escreveu o presidente nas redes sociais.

A publicação foi feita por volta das 19h, no horário de Brasília, indicando que o cessar-fogo deve começar à 1h desta terça-feira (24).

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.

O cessar-fogo será implementado gradualmente ao longo das próximas 24 horas, de acordo com a publicação do presidente.

“Oficialmente, o Irã iniciará o CESSAR-FOGO e, na 12ª hora, Israel iniciará o CESSAR-FOGO e, na 24ª hora, o FIM Oficial da GUERRA DOS 12 DIAS será saudado pelo mundo. Durante cada CESSAR-FOGO, o outro lado permanecerá PACÍFICO e RESPEITOSO”, escreveu Trump.

Oficialmente, tanto Israel quanto o Irã não confirmaram ainda o cessar-fogo, mas fontes afirmaram que os países concordaram com a pausa.

Catar intermediou acordo com Irã

O Irã concordou com o cessar-fogo proposto pelos EUA após negociações mediadas pelo governo do Catar, disse um diplomata à CNN.

Donald Trump pediu ao emir do Catar que intermediasse o acordo com o Irã, segundo diplomata.

Assim, o primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al-Thani atuou para garantir o entendimento com os iranianos.

Trump negociou diretamente com Netanyahu

Durante as negociações, o presidente dos EUA falou diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Enquanto isso, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, Marco Rubio, e o enviado especial, Steve Witkoff, negociaram os termos por canais diretos e indiretos com os iranianos.

A Casa Branca afirma que o acordo só foi possível devido aos ataques americanos a três instalações nucleares iranianas no sábado.

Vice dos EUA parabeniza Trump

Em entrevista à Fox News momentos após o anúncio, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, elogiou Trump por ter levado o acordo “até a linha de chegada”.

“Na verdade, estávamos trabalhando nisso quando eu saí da Casa Branca para vir para cá. Então, é uma boa notícia que o presidente tenha conseguido chegar até a linha de chegada”, pontuou Vance.

Vance também ressaltou que leu um rascunho da postagem de Trump “dois minutos antes de entrarmos no ar” e que era “um pouco diferente do que o presidente havia me mostrado algumas horas antes. Mas, novamente, eu sabia que ele estava atendendo telefonemas enquanto eu estava a caminho daqui”.

Por fim, o vice comentou que “o Irã é incapaz de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui, porque nós a destruímos”.

Ataque iraniano a bases dos EUA

Mais cedo nesta segunda, o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea norte-americana no Catar.

Após o bombardeio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a operação, que chamou de “resposta fraca” aos ataques dos EUA, ao mesmo tempo em que pediu ao Irã e a Israel que fizessem a paz.

O Irã avisou com antecedência os EUA por meio de canais diplomáticos horas antes do ataque, bem como às autoridades do Catar, com o objetivo de “minimizar baixas”.

Trump considerou esse fato como um sinal positivo.

“Quero agradecer ao Irã por nos avisar com antecedência, o que possibilitou que nenhuma vida fosse perdida e ninguém ficasse ferido”, escreveu o republicano na Truth Social.

“Talvez o Irã possa agora prosseguir para a paz e a harmonia na região, e eu encorajarei Israel com entusiasmo a fazer o mesmo.”

Fonte: CNN Brasil


Ler Mais
Logística

Maersk suspende operações no porto de Haifa com aumento de tensões entre Israel e Irã

A Maersk disse nesta sexta-feira (20) que suspendeu temporariamente as escalas de navios no porto de Haifa, em Israel, em meio à escalada do conflito do país com o Irã.

A empresa dinamarquesa afirmou não ter sofrido outras interrupções em suas operações programadas na região.

O porto de Haifa, que foi privatizado em 2022, tem 70% de sua propriedade pertencente à indiana Adani Ports, enquanto os 30% restantes são detidos pelo Grupo Gadot, de Israel.

A Adani Ports é o braço operacional de portos do Grupo Adani, liderado pelo bilionário Gautam Adani. Incluindo o porto de Haifa, a empresa opera quatro portos fora das águas indianas.

Um porta-voz do Grupo Adani não respondeu imediatamente aos e-mails e mensagens de texto da Reuters solicitando comentários.

Israel tem atacado o Irã por via aérea desde a última sexta-feira (13), no que descreve como um esforço para impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. O Irã negou ter planos de desenvolver tais armas e retaliou lançando contra-ataques a Israel.

Na quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter lançado ataques combinados de mísseis e drones contra locais militares e industriais ligados à indústria de defesa de Israel em Haifa e Tel Aviv.

Fonte: Valor Econômico

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook