Economia

Inflação de 2025 deve ficar em 4,45% e abaixo do teto da meta, aponta Focus

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2025 voltou a cair e, pela segunda semana seguida, permanece abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (24), o IPCA deve encerrar o próximo ano em 4,45%, ligeiramente abaixo do limite de 4,5%.

O resultado reflete o impacto da inflação de outubro, que registrou alta de apenas 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998, conforme dados do IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, marcando a primeira vez, em oito meses, que o indicador fica abaixo dos 5%.

Crescimento do PIB permanece estável

As expectativas para o PIB seguem inalteradas: o mercado estima avanço de 2,16% em 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. Para a inflação no médio prazo, o Focus projeta IPCA de 4,18% em 2026 e 3,80% em 2027.

Taxa Selic deve seguir elevada

Para conter a inflação, o Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião consecutiva do Copom. A autoridade monetária afirma que o cenário internacional segue incerto, especialmente por causa da economia dos Estados Unidos, o que pressiona as condições financeiras no Brasil.

Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC destaca que a inflação ainda opera acima do centro da meta de 3%, o que reforça a manutenção dos juros em patamar elevado. O mercado projeta Selic de 15% ao fim de 2025; para 2026, a expectativa caiu de 12,25% para 12%; e para 2027 permanece em 10,50%.

O aumento dos juros encarece o crédito, desestimula o consumo e ajuda a conter a alta de preços. Em movimento contrário, cortes na Selic costumam estimular produção, consumo e aquecer a economia.

Projeções para o dólar seguem sem mudanças

O mercado mantém estáveis as previsões para o câmbio: o dólar deve fechar 2025 a R$ 5,40, repetindo as estimativas anteriores. Para 2026 e 2027, a expectativa permanece em R$ 5,50.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Economia

Inflação abaixo do teto é expectativa do mercado para 2025, aponta Boletim Focus

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17/11) a nova edição do Boletim Focus, mostrando que os analistas do mercado financeiro estão cada vez mais confiantes em uma inflação mais baixa no próximo ano. Pela primeira vez, a estimativa cai para um nível inferior ao teto da meta definida para 2025.

Queda contínua das expectativas
A projeção atual para o IPCA de 2025 é de 4,46%, um recuo em relação aos 4,55% estimados na semana passada. Há quatro semanas, o índice previsto ainda era de 4,70%, confirmando uma trajetória de alívio inflacionário observada pelos economistas.

Meta de inflação e cenário econômico
A meta oficial para o ano que vem tem teto de 4,50%, e a previsão abaixo desse limite reforça a leitura de que o cenário econômico pode caminhar para maior estabilidade, caso os indicadores mantenham esse ritmo de desaceleração.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Copom decide se mantém Taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (5) a penúltima reunião do ano para definir o rumo da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano — omaior patamar desde julho de 2006. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros, diante de um cenário de inflação controlada, mas ainda pressionada por alguns custos de energia.

Expectativa de estabilidade na taxa básica

A Selic permanece estável desde setembro do ano passado, após sete altas consecutivas. Nas últimas reuniões, o Copom manteve a taxa inalterada, reforçando que deve seguir nesse patamar “por tempo prolongado”.

De acordo com a ata da reunião anterior, o comitê avalia que fatores externos, como o cenário econômico dos Estados Unidos e as tarifas comerciais impostas pelo país, têm tido impacto maior sobre o mercado do que questões internas. No Brasil, apesar da desaceleração da economia, o custo da energia continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária.

Perspectivas do mercado e inflação

Segundo o Boletim Focus, que reúne projeções de analistas financeiros, a Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025 ou início de 2026. As apostas divergem apenas sobre o momento em que o Banco Central começará a reduzir os juros no próximo ano.

O comportamento da inflação ainda é incerto. A prévia do IPCA-15 registrou alta de apenas 0,18% em outubro, acumulando 4,94% em 12 meses, com queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês seguido. Já a estimativa de inflação para 2025 recuou para 4,55%, de acordo com o Focus, valor ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Função da Selic na economia

A Taxa Selic é a referência para os juros da economia e influencia o custo do crédito e o retorno dos investimentos. Ela serve de base para as negociações de títulos públicos e é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Quando a Selic sobe, o crédito encarece e o consumo diminui, ajudando a conter a alta de preços. Já a redução da taxa tende a baratear financiamentos, impulsionar a produção e o consumo, mas pode elevar a inflação.

Novo sistema de meta contínua

Desde janeiro de 2024, o Brasil adota o modelo de meta contínua de inflação, que estabelece um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a meta é avaliada de forma contínua, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, e não apenas o índice fechado de dezembro.

O Banco Central divulgará sua próxima análise de política monetária no fim de dezembro, quando poderá revisar as projeções de inflação conforme o comportamento do dólar e os indicadores econômicos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Inflação em 2025 se aproxima da meta e juros seguem estáveis, aponta Boletim Focus

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), mostrou nova redução na projeção da inflação para 2025, reforçando o movimento de convergência em direção à meta estabelecida pela autoridade monetária. A mediana das estimativas para o IPCA caiu de 4,80% para 4,72%, permanecendo apenas 0,22 ponto percentual acima do teto da meta, fixado em 4,50%. Um mês antes, a expectativa era de 4,83%.

Entre as previsões mais recentes — aquelas atualizadas nos últimos cinco dias úteis —, a mediana do IPCA passou de 4,80% para 4,70%, o que indica maior confiança do mercado em uma inflação sob controle nos próximos meses.

Para 2026, a projeção geral do mercado ficou estável em 4,28%, enquanto nas estimativas mais novas houve leve recuo, de 4,30% para 4,20%.

Projeções do Banco Central para inflação e meta contínua

De acordo com o Banco Central, o IPCA deve somar 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a última comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante — o primeiro trimestre de 2027 —, a inflação acumulada em 12 meses é projetada em 3,4%.

O BC adota desde este ano o regime de meta contínua de inflação, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso o índice permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a instituição não cumpriu a meta — situação que ocorreu após o IPCA de junho.

Na ocasião, o BC publicou uma carta explicando que espera redução da inflação abaixo de 4,50% até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Juros devem permanecer altos por mais tempo

Na última reunião, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando o tom de cautela diante da incerteza no cenário econômico.

“O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível atual da taxa de juros por período prolongado é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta”, destacou o BC em comunicado oficial.

A projeção do mercado para a Selic no fim de 2025 também permaneceu em 15%, consolidando 16 semanas consecutivas de estabilidade. Considerando apenas as projeções mais recentes, a estimativa segue no mesmo patamar.

Para 2026, o mercado projeta uma Selic de 12,25%, enquanto para 2027 e 2028 as previsões continuam em 10,50% e 10%, respectivamente — sem alterações nas últimas semanas.

Perspectiva de estabilidade reforça política monetária

Analistas apontam que a combinação entre inflação em queda e juros estáveis indica uma política monetária mais conservadora, mas eficaz no controle dos preços. A tendência é que o BC mantenha a taxa Selic elevada até ter segurança de que o processo de desinflação está consolidado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Economia

Focus: Mercado reduz projeções de inflação e PIB para 2025 e 2026

Expectativa para a alta do IPCA este ano agora é de 5,05%, de 5,07% na semana anterior

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram pela 11ª semana seguida a perspectiva para a inflação neste ano, ao mesmo tempo em que passaram a ver um superávit comercial menor tanto em 2025 quanto em 2026, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (11).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano agora é de 5,05%, de 5,07% na semana anterior. Para 2026 a conta também caiu, a 4,41% de 4,43%.

O IBGE divulga na terça-feira (12) os dados do IPCA de julho, com expectativas em pesquisa da Reuters de alta mensal de 0,37% e taxa em 12 meses de 5,34%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve mudanças nas perspectivas para a taxa básica de juros, com a Selic estimada nos atuais 15% ao final de 2025 e em 12,50% em 2026.

Em relação à balança comercial, os especialistas reduziram a projeção de superávit a US$ 65 bilhões e US$ 69 bilhões respectivamente neste ano e no próximo, de US$ 65,25 bilhões e US$ 70,79 bilhões no Focus anterior.

O governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, e o governo prepara um plano de contingência de apoio a empresas e setores afetados.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa de crescimento no Focus caiu a 2,21% em 2025 e 1,87% em 2026, de 2,23% e 1,88% antes.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Economia

IPCA desacelera e sobe em 0,26% em maio, dado abaixo do esperado

De acordo com a mediana das estimativas de 19 economistas consultados entre 4 e 9 de junho consultadas pela Reuters, a projeção era de uma taxa mensal de 0,33% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10), recuando 0,17 ponto percentual (p.p.) em relação a abril (0,43%). No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 5,32%.

O dado ficou abaixo do esperado. De acordo com a mediana das estimativas de 19 economistas consultados entre 4 e 9 de junho consultadas pela Reuters, a projeção era de uma taxa mensal de 0,33% em maio, acumulando em 12 meses avanço de 5,40%.

O resultado mensal foi influenciado, principalmente, pelo avanço no grupo Habitação (1,19% e 0,18 p.p. de impacto), após aumento nos preços da energia elétrica residencial, que passou de -0,08% em abril para 3,62% em maio, devido à mudança na bandeira tarifária. 

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, ressalta o impacto dos principais grupos de produtos e serviços analisados. “Ao observar os três grupos principais — Alimentação e Bebidas, Habitação e Transportes — que juntos representam 57% do IPCA, nota-se que a desaceleração nos alimentos, que caiu de 0,82% em abril para 0,17% em maio, e a redução de 0,37% nos Transportes, compensam o aumento de 1,19% no grupo Habitação, refletindo no resultado final do índice geral”.

O grupo Habitação teve um avanço de 0,14% em abril para 1,19% em maio, impulsionado principalmente pelo aumento de 3,62% na energia elétrica residencial, que teve o maior impacto no índice do mês, com 0,14 pontos percentuais. “Além do reajuste em algumas áreas pesquisadas e do aumento nas alíquotas de PIS/COFINS, em maio vigorou a bandeira tarifária amarela, que adiciona uma cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 KWh consumidos na conta de luz”, explica Gonçalves.

Já o grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de 0,17% em maio (com impacto de 0,04 pontos percentuais), contra 0,82% em abril, sendo essa a menor variação mensal desde agosto de 2024, quando houve queda de 0,44%. Esse resultado foi influenciado pelas quedas nos preços do tomate (-13,52%), arroz (-4,00%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,67%). Entre os aumentos, destacam-se a batata-inglesa (10,34%), cebola (10,28%), café moído (4,59%) e carnes (0,97%).

“A redução no preço do tomate pode ser atribuída ao aumento da oferta devido ao avanço da safra de inverno, enquanto a batata-inglesa sofre com uma safra de inverno ainda insuficiente para atender à demanda. No caso da cebola, fatores relacionados à importação do produto da Argentina influenciaram a alta dos preços”, comenta o gerente do IPCA.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Finanças

Focus: veja as projeções atualizadas para PIB, IPCA, Selic e dólar em 2025 e 2026

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano,  enquanto as expectativas em relação à inflação e à taxa de juros foram mantidas inalteradas, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 26.

O levantamento mostrou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 2,14% em 2025, acima da previsão de alta de 2,02% na pesquisa anterior. Para 2026, a projeção para o crescimento econômico do país foi mantida em 1,70%.

A mudança ocorreu na esteira da elevação da expectativa do próprio Ministério da Fazenda para o PIB brasileiro em 2025, com a nova previsão indicando alta de 2,4%, de 2,3% anteriormente. Para 2026, a Fazenda manteve a projeção de crescimento de 2,5%.

IPCA

Para a inflação medida pelo IPCA, a projeção para 2025 se manteve estável em 5,50%. Para 2026, a expectativa permaneceu em 4,50%.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

Selic e dólar

Foi mantida também a projeção para a taxa básica de juros neste ano e no próximo. A mediana das projeções para a Selic ao final de 2025 é de permanecer no nível atual de 14,75%, enquanto para o término de 2026 a previsão é de que a taxa atinja 12,50%.

Já para o câmbio, a previsão para o preço do dólar no final de 2025 caiu para R$ 5,80, de R$ 5,82 na pesquisa anterior. Em 2026, o dólar continua sendo projetado em R$ 5,90.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Economia, Finanças

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA de 2025 pela 5ª semana consecutiva

Analistas ouvidos pelo BC também elevaram a expectativa do PIB para este ano

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 pela quinta semana consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 19.

A expectativa da inflação neste ano caiu de 5,51% para 5,50%, quinta queda consecutiva. O indicador permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pela autoridade monetária.

O mercado também elevou a previsão do PIB brasileiro para este ano de 2% para 2,02%.

Outra revisão foi a redução da expectativa do câmbio em 2025 de US$ 5,85 para US$ 5,82.

Boletim Focus hoje

IPCA

A projeção do IPCA para 2025 caiu de 5,51% para 5,50%, na quinta queda semanal. Para 2026, o índice permaneceu em 4,50%, primeira semana de estabilidade após queda no boletim anterior. Em 2027, o índice permaneceu em 4% pela décima terceira semana, enquanto para 2028 a projeção ficou em 3,80%.

PIB

A expectativa do PIB para 2025 subiu de 2% para 2,02%. Para 2026, a expectativa permaneceu em 1,70%. A estimativa em 2027 se manteve em 2%.

Selic

A previsão da Selic para este ano permaneceu em 14,75%. Para 2026, a previsão segue para uma taxa de juros em 12,50% no fim do ano.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro revisaram as expectativas para o dólar. Para o fim de 2025, a queda foi de US$ 5,85 para US$ 5,82. A projeção do dólar para 2026 se manteve em US$ 5,90. Para 2027, a expectativa é de US$ 5,80 e para 2028, US$ 5,82.

Fonte: Exame

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Economia, Finanças, Gestão, Informação, Investimento, Negócios, Tributação

Focus: projeções do mercado para IPCA sobem pela 15ª semana seguida; estimativa para PIB cai

A projeção do relatório Focus para o IPCA de 2025 subiu pela 15ª semana consecutiva e, desta vez, saltou de 5,08% para 5,50% – exatamente 1 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%.

Um mês antes, era de 4,96%. A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quinta semana seguida, de 4,10% para 4,22%. Um mês antes, estava em 4,01%. A estimativa intermediária para a inflação de 2027 permaneceu em 3,90%, contra 3,83% de quatro semanas atrás. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,58% para 3,73%, ante 3,50% um mês antes.

O Comitê de Política Monetária (Copom) considera o segundo trimestre de 2026 como horizonte relevante da política monetária. O colegiado espera um IPCA de 4,0% nos quatro trimestres fechados nesse período, no cenário com a taxa Selic do Focus (de 6 de dezembro) e dólar começando em R$ 5,95 e evoluindo conforme a paridade do poder de compra (PPC). Também no cenário de referência, o Banco Central espera que o IPCA termine 2025 em 4,50% e desacelere a 3,60% em 2026.

A mediana do relatório Focus para a inflação de preços administrados em 2025 aumentou de 4,52% para 4,83%. Um mês antes, estava em 4,40%. A projeção para 2026 passou de 4,10% para 4,19%. Quatro semanas antes, estava em 4,00%. O Banco Central espera que a inflação de preços administrados seja de 4,5% este ano e desacelere a 4,1% em 2026, conforme os números divulgados no mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI), de dezembro.

As medianas do relatório Focus indicam que o IPCA deve somar 1,96% no primeiro trimestre de 2025. Se confirmada, seria a maior taxa trimestral desde o mesmo período de 2023, quando a inflação acumulada de janeiro a março foi de 2,09%. A estimativa intermediária do Focus para o IPCA de janeiro passou de zero para alta de 0,12%.

Na última sexta-feira, 24, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 subiu 0,11% em janeiro, acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de queda de 0,01%. A projeção para fevereiro no Focus passou de 1,35% para 1,38%. A mediana para o IPCA de março foi de 0,43% para 0,46%.

Banco Central decide essa semana sobre futuro dos juros Foto: Dida Sampaio/Dida Sampaio/Estadão

No caso do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a projeção elevou de 2,04% para 2,06% neste ano. Um mês antes, estava em 2,01%. A estimativa para 2026 caiu de 1,77% para 1,72%. Um mês atrás, era de 1,80%. Após 78 semanas de estabilidade, a mediana para o crescimento do PIB de 2027 passou de 2,0% para 1,96%. O Banco Central espera que a economia brasileira cresça 3,50% em 2024 e 2,10% este ano.

A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 ficou estável em 15,0%. Um mês atrás, estava em 14,75%. Na sua última reunião, de dezembro, o Copom aumentou a taxa básica para 12,25% ao ano e sinalizou mais duas elevações de 1 ponto porcentual cada, que levariam os juros a 14,25% em março.

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  • IPCA-15 sobe 0,11% em janeiro, acima das projeções; tomate, café e passagem aérea pressionam índice

O Copom volta a se reunir na terça-feira, 28, e quarta-feira, 29, para definir a taxa Selic. De 51 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, 50 esperam que o comitê eleve a taxa Selic para 13,25%. A mediana para os juros no fim de 2026 aumentou de 12,25% para 12,50%. Um mês antes, era de 12,00%.

O RTI de dezembro do Banco Central reforçou o cenário de deterioração da inflação e firmou a percepção do mercado de que será preciso uma taxa de juros acima de 13,75% – estimativa adotada como pico do juro básico no cenário de referência do RTI – para a convergência da inflação à meta de 3%.

FONTE: Estadão on MSN
Focus: projeções do mercado para IPCA sobem pela 15ª semana seguida; estimativa para PIB cai

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