Economia

Boletim Focus indica nova queda na projeção do IPCA e mantém expectativas para Selic

Mercado financeiro atualiza cenários para inflação, juros e economia

Na última segunda-feira do ano, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revisou as projeções econômicas para 2025 e 2026. O levantamento reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras sobre inflação (IPCA), crescimento da economia, taxa de câmbio e taxa básica de juros (Selic) no curto e médio prazos.

IPCA para 2025 registra sétima queda consecutiva

O principal destaque do relatório é a sétima redução seguida na projeção do IPCA para 2025. A mediana das estimativas caiu de 4,33% para 4,32% na comparação semanal. Há quatro semanas, a previsão era de 4,43%.

Com isso, a inflação esperada permanece 0,18 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%.

Meta de inflação passa a ser contínua

Desde este ano, a meta de inflação adotada pelo Banco Central passou a ser contínua, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso o índice fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o BC entende que a meta foi descumprida.

Projeções para 2026, 2027 e 2028

Para 2026, a expectativa de inflação também recuou, passando de 4,06% para 4,05%, na sexta queda consecutiva. Um mês atrás, a estimativa era de 4,17%.

As previsões para os anos seguintes foram mantidas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, repetindo os mesmos patamares pela oitava semana seguida.

Selic segue elevada e sem mudanças nas projeções

Em relação à taxa Selic, o mercado manteve a expectativa de 12,25% ao ano em 2026, mesmo nível da semana anterior, porém 0,25 ponto percentual acima da projeção registrada há quatro semanas.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela quarta vez consecutiva. Segundo o colegiado, a estratégia de manutenção prolongada dos juros é considerada adequada para garantir a convergência da inflação à meta.

PIB de 2025 segue em 2,26%, segundo o Focus

No campo da atividade econômica, a mediana do Boletim Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu em 2,26%. Um mês antes, a projeção era de 2,16%, mostrando melhora gradual na percepção do mercado.

Banco Central revisa projeção de crescimento

O Banco Central revisou para cima sua estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025, elevando a projeção de 2,0% para 2,3%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.

Segundo a autoridade monetária, o ajuste reflete a revisão das séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), com impacto relevante no desempenho da agropecuária no primeiro semestre, além de um resultado do terceiro trimestre acima do esperado.

Projeções para 2026 e 2027 indicam desaceleração

Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB no Boletim Focus permaneceu em 1,80% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, a projeção era de 1,78%.

Já para 2027, o mercado ajustou levemente a estimativa, de 1,81% para 1,80%. Quatro semanas atrás, a previsão indicava 1,83%, sinalizando um cenário de crescimento mais moderado no médio prazo.

Fonte: Banco Central do Brasil (Boletim Focus e Relatório de Política Monetária).
Texto: Redação

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Economia

Inflação de 2025 deve ficar em 4,45% e abaixo do teto da meta, aponta Focus

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2025 voltou a cair e, pela segunda semana seguida, permanece abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (24), o IPCA deve encerrar o próximo ano em 4,45%, ligeiramente abaixo do limite de 4,5%.

O resultado reflete o impacto da inflação de outubro, que registrou alta de apenas 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998, conforme dados do IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, marcando a primeira vez, em oito meses, que o indicador fica abaixo dos 5%.

Crescimento do PIB permanece estável

As expectativas para o PIB seguem inalteradas: o mercado estima avanço de 2,16% em 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. Para a inflação no médio prazo, o Focus projeta IPCA de 4,18% em 2026 e 3,80% em 2027.

Taxa Selic deve seguir elevada

Para conter a inflação, o Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião consecutiva do Copom. A autoridade monetária afirma que o cenário internacional segue incerto, especialmente por causa da economia dos Estados Unidos, o que pressiona as condições financeiras no Brasil.

Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC destaca que a inflação ainda opera acima do centro da meta de 3%, o que reforça a manutenção dos juros em patamar elevado. O mercado projeta Selic de 15% ao fim de 2025; para 2026, a expectativa caiu de 12,25% para 12%; e para 2027 permanece em 10,50%.

O aumento dos juros encarece o crédito, desestimula o consumo e ajuda a conter a alta de preços. Em movimento contrário, cortes na Selic costumam estimular produção, consumo e aquecer a economia.

Projeções para o dólar seguem sem mudanças

O mercado mantém estáveis as previsões para o câmbio: o dólar deve fechar 2025 a R$ 5,40, repetindo as estimativas anteriores. Para 2026 e 2027, a expectativa permanece em R$ 5,50.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Economia

Inflação abaixo do teto é expectativa do mercado para 2025, aponta Boletim Focus

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17/11) a nova edição do Boletim Focus, mostrando que os analistas do mercado financeiro estão cada vez mais confiantes em uma inflação mais baixa no próximo ano. Pela primeira vez, a estimativa cai para um nível inferior ao teto da meta definida para 2025.

Queda contínua das expectativas
A projeção atual para o IPCA de 2025 é de 4,46%, um recuo em relação aos 4,55% estimados na semana passada. Há quatro semanas, o índice previsto ainda era de 4,70%, confirmando uma trajetória de alívio inflacionário observada pelos economistas.

Meta de inflação e cenário econômico
A meta oficial para o ano que vem tem teto de 4,50%, e a previsão abaixo desse limite reforça a leitura de que o cenário econômico pode caminhar para maior estabilidade, caso os indicadores mantenham esse ritmo de desaceleração.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Copom decide se mantém Taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (5) a penúltima reunião do ano para definir o rumo da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano — omaior patamar desde julho de 2006. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros, diante de um cenário de inflação controlada, mas ainda pressionada por alguns custos de energia.

Expectativa de estabilidade na taxa básica

A Selic permanece estável desde setembro do ano passado, após sete altas consecutivas. Nas últimas reuniões, o Copom manteve a taxa inalterada, reforçando que deve seguir nesse patamar “por tempo prolongado”.

De acordo com a ata da reunião anterior, o comitê avalia que fatores externos, como o cenário econômico dos Estados Unidos e as tarifas comerciais impostas pelo país, têm tido impacto maior sobre o mercado do que questões internas. No Brasil, apesar da desaceleração da economia, o custo da energia continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária.

Perspectivas do mercado e inflação

Segundo o Boletim Focus, que reúne projeções de analistas financeiros, a Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025 ou início de 2026. As apostas divergem apenas sobre o momento em que o Banco Central começará a reduzir os juros no próximo ano.

O comportamento da inflação ainda é incerto. A prévia do IPCA-15 registrou alta de apenas 0,18% em outubro, acumulando 4,94% em 12 meses, com queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês seguido. Já a estimativa de inflação para 2025 recuou para 4,55%, de acordo com o Focus, valor ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Função da Selic na economia

A Taxa Selic é a referência para os juros da economia e influencia o custo do crédito e o retorno dos investimentos. Ela serve de base para as negociações de títulos públicos e é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Quando a Selic sobe, o crédito encarece e o consumo diminui, ajudando a conter a alta de preços. Já a redução da taxa tende a baratear financiamentos, impulsionar a produção e o consumo, mas pode elevar a inflação.

Novo sistema de meta contínua

Desde janeiro de 2024, o Brasil adota o modelo de meta contínua de inflação, que estabelece um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a meta é avaliada de forma contínua, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, e não apenas o índice fechado de dezembro.

O Banco Central divulgará sua próxima análise de política monetária no fim de dezembro, quando poderá revisar as projeções de inflação conforme o comportamento do dólar e os indicadores econômicos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Inflação em 2025 se aproxima da meta e juros seguem estáveis, aponta Boletim Focus

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), mostrou nova redução na projeção da inflação para 2025, reforçando o movimento de convergência em direção à meta estabelecida pela autoridade monetária. A mediana das estimativas para o IPCA caiu de 4,80% para 4,72%, permanecendo apenas 0,22 ponto percentual acima do teto da meta, fixado em 4,50%. Um mês antes, a expectativa era de 4,83%.

Entre as previsões mais recentes — aquelas atualizadas nos últimos cinco dias úteis —, a mediana do IPCA passou de 4,80% para 4,70%, o que indica maior confiança do mercado em uma inflação sob controle nos próximos meses.

Para 2026, a projeção geral do mercado ficou estável em 4,28%, enquanto nas estimativas mais novas houve leve recuo, de 4,30% para 4,20%.

Projeções do Banco Central para inflação e meta contínua

De acordo com o Banco Central, o IPCA deve somar 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a última comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante — o primeiro trimestre de 2027 —, a inflação acumulada em 12 meses é projetada em 3,4%.

O BC adota desde este ano o regime de meta contínua de inflação, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso o índice permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a instituição não cumpriu a meta — situação que ocorreu após o IPCA de junho.

Na ocasião, o BC publicou uma carta explicando que espera redução da inflação abaixo de 4,50% até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Juros devem permanecer altos por mais tempo

Na última reunião, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando o tom de cautela diante da incerteza no cenário econômico.

“O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível atual da taxa de juros por período prolongado é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta”, destacou o BC em comunicado oficial.

A projeção do mercado para a Selic no fim de 2025 também permaneceu em 15%, consolidando 16 semanas consecutivas de estabilidade. Considerando apenas as projeções mais recentes, a estimativa segue no mesmo patamar.

Para 2026, o mercado projeta uma Selic de 12,25%, enquanto para 2027 e 2028 as previsões continuam em 10,50% e 10%, respectivamente — sem alterações nas últimas semanas.

Perspectiva de estabilidade reforça política monetária

Analistas apontam que a combinação entre inflação em queda e juros estáveis indica uma política monetária mais conservadora, mas eficaz no controle dos preços. A tendência é que o BC mantenha a taxa Selic elevada até ter segurança de que o processo de desinflação está consolidado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Economia

Focus: Mercado reduz projeções de inflação e PIB para 2025 e 2026

Expectativa para a alta do IPCA este ano agora é de 5,05%, de 5,07% na semana anterior

Analistas consultados pelo Banco Central reduziram pela 11ª semana seguida a perspectiva para a inflação neste ano, ao mesmo tempo em que passaram a ver um superávit comercial menor tanto em 2025 quanto em 2026, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (11).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano agora é de 5,05%, de 5,07% na semana anterior. Para 2026 a conta também caiu, a 4,41% de 4,43%.

O IBGE divulga na terça-feira (12) os dados do IPCA de julho, com expectativas em pesquisa da Reuters de alta mensal de 0,37% e taxa em 12 meses de 5,34%.

O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não houve mudanças nas perspectivas para a taxa básica de juros, com a Selic estimada nos atuais 15% ao final de 2025 e em 12,50% em 2026.

Em relação à balança comercial, os especialistas reduziram a projeção de superávit a US$ 65 bilhões e US$ 69 bilhões respectivamente neste ano e no próximo, de US$ 65,25 bilhões e US$ 70,79 bilhões no Focus anterior.

O governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, e o governo prepara um plano de contingência de apoio a empresas e setores afetados.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa de crescimento no Focus caiu a 2,21% em 2025 e 1,87% em 2026, de 2,23% e 1,88% antes.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Economia

IPCA desacelera e sobe em 0,26% em maio, dado abaixo do esperado

De acordo com a mediana das estimativas de 19 economistas consultados entre 4 e 9 de junho consultadas pela Reuters, a projeção era de uma taxa mensal de 0,33% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10), recuando 0,17 ponto percentual (p.p.) em relação a abril (0,43%). No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 5,32%.

O dado ficou abaixo do esperado. De acordo com a mediana das estimativas de 19 economistas consultados entre 4 e 9 de junho consultadas pela Reuters, a projeção era de uma taxa mensal de 0,33% em maio, acumulando em 12 meses avanço de 5,40%.

O resultado mensal foi influenciado, principalmente, pelo avanço no grupo Habitação (1,19% e 0,18 p.p. de impacto), após aumento nos preços da energia elétrica residencial, que passou de -0,08% em abril para 3,62% em maio, devido à mudança na bandeira tarifária. 

Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, ressalta o impacto dos principais grupos de produtos e serviços analisados. “Ao observar os três grupos principais — Alimentação e Bebidas, Habitação e Transportes — que juntos representam 57% do IPCA, nota-se que a desaceleração nos alimentos, que caiu de 0,82% em abril para 0,17% em maio, e a redução de 0,37% nos Transportes, compensam o aumento de 1,19% no grupo Habitação, refletindo no resultado final do índice geral”.

O grupo Habitação teve um avanço de 0,14% em abril para 1,19% em maio, impulsionado principalmente pelo aumento de 3,62% na energia elétrica residencial, que teve o maior impacto no índice do mês, com 0,14 pontos percentuais. “Além do reajuste em algumas áreas pesquisadas e do aumento nas alíquotas de PIS/COFINS, em maio vigorou a bandeira tarifária amarela, que adiciona uma cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 KWh consumidos na conta de luz”, explica Gonçalves.

Já o grupo Alimentação e Bebidas apresentou variação de 0,17% em maio (com impacto de 0,04 pontos percentuais), contra 0,82% em abril, sendo essa a menor variação mensal desde agosto de 2024, quando houve queda de 0,44%. Esse resultado foi influenciado pelas quedas nos preços do tomate (-13,52%), arroz (-4,00%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,67%). Entre os aumentos, destacam-se a batata-inglesa (10,34%), cebola (10,28%), café moído (4,59%) e carnes (0,97%).

“A redução no preço do tomate pode ser atribuída ao aumento da oferta devido ao avanço da safra de inverno, enquanto a batata-inglesa sofre com uma safra de inverno ainda insuficiente para atender à demanda. No caso da cebola, fatores relacionados à importação do produto da Argentina influenciaram a alta dos preços”, comenta o gerente do IPCA.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Finanças

Focus: veja as projeções atualizadas para PIB, IPCA, Selic e dólar em 2025 e 2026

Analistas consultados pelo Banco Central elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira neste ano,  enquanto as expectativas em relação à inflação e à taxa de juros foram mantidas inalteradas, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 26.

O levantamento mostrou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 2,14% em 2025, acima da previsão de alta de 2,02% na pesquisa anterior. Para 2026, a projeção para o crescimento econômico do país foi mantida em 1,70%.

A mudança ocorreu na esteira da elevação da expectativa do próprio Ministério da Fazenda para o PIB brasileiro em 2025, com a nova previsão indicando alta de 2,4%, de 2,3% anteriormente. Para 2026, a Fazenda manteve a projeção de crescimento de 2,5%.

IPCA

Para a inflação medida pelo IPCA, a projeção para 2025 se manteve estável em 5,50%. Para 2026, a expectativa permaneceu em 4,50%.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

Selic e dólar

Foi mantida também a projeção para a taxa básica de juros neste ano e no próximo. A mediana das projeções para a Selic ao final de 2025 é de permanecer no nível atual de 14,75%, enquanto para o término de 2026 a previsão é de que a taxa atinja 12,50%.

Já para o câmbio, a previsão para o preço do dólar no final de 2025 caiu para R$ 5,80, de R$ 5,82 na pesquisa anterior. Em 2026, o dólar continua sendo projetado em R$ 5,90.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Economia, Finanças

Boletim Focus: mercado reduz projeção do IPCA de 2025 pela 5ª semana consecutiva

Analistas ouvidos pelo BC também elevaram a expectativa do PIB para este ano

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 pela quinta semana consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 19.

A expectativa da inflação neste ano caiu de 5,51% para 5,50%, quinta queda consecutiva. O indicador permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pela autoridade monetária.

O mercado também elevou a previsão do PIB brasileiro para este ano de 2% para 2,02%.

Outra revisão foi a redução da expectativa do câmbio em 2025 de US$ 5,85 para US$ 5,82.

Boletim Focus hoje

IPCA

A projeção do IPCA para 2025 caiu de 5,51% para 5,50%, na quinta queda semanal. Para 2026, o índice permaneceu em 4,50%, primeira semana de estabilidade após queda no boletim anterior. Em 2027, o índice permaneceu em 4% pela décima terceira semana, enquanto para 2028 a projeção ficou em 3,80%.

PIB

A expectativa do PIB para 2025 subiu de 2% para 2,02%. Para 2026, a expectativa permaneceu em 1,70%. A estimativa em 2027 se manteve em 2%.

Selic

A previsão da Selic para este ano permaneceu em 14,75%. Para 2026, a previsão segue para uma taxa de juros em 12,50% no fim do ano.

Câmbio

Os economistas do mercado financeiro revisaram as expectativas para o dólar. Para o fim de 2025, a queda foi de US$ 5,85 para US$ 5,82. A projeção do dólar para 2026 se manteve em US$ 5,90. Para 2027, a expectativa é de US$ 5,80 e para 2028, US$ 5,82.

Fonte: Exame

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